Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Recife: Dia 2 – Sugestão de roteiro no centro histórico

24 de novembro de 2016, por Marcelle Ribeiro

O centro histórico de Recife, conhecido como Recife Antigo, vale um dia inteirinho de visita. Não se limite a fazer aqueles city tours rapidões, que passam voando por lá e ainda incluem uma visita a Olinda e a shoppings. A região é cheia de atrações históricas e culturais, todas próximas umas das outras e tudo pode ser percorrido a pé. O melhor dia da semana para visitá-la é aos domingos, quando o centro tem boa parte de duas ruas fechadas ao trânsito de carros. Nesse dia, os moradores “se apropriam” da área e muitas famílias vão para lá andar de bicicleta. Tem até stands de aluguel de bikes, uma delícia! Além disso, aos domingos rolam ensaios de bloco de Maracatu pelas vielas, abertos ao público, no meio da rua e nas calçadas!

Foi justamente em um domingo que estive no centro histórico, em setembro desse ano. Como eu queria aproveitar ao máximo, cheguei por volta das 9h à igreja de Madre de Deus, que está bem conservada e tem um altar cheio de rococós e detalhes dourados, do jeito que eu gosto! A visita é grátis e dura uns 15 minutinhos. A igreja, do século XVII, fica na Rua Madre de Deus, s/n, e fica aberta de terça a sábado das 8h às 12h e das 14h às 17h, e aos domingos, das 8h às 17h.

IMG_6897

Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Da igreja, fui a pé para o Marco Zero, onde tirei fotos. O Marco Zero é uma grande praça, com um chão bonitão e o letreiro de Recife, além de vários prédios históricos bonitos em volta.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na praça do Marco Zero, peguei um barquinho para a Parque de Esculturas de Francisco Brennand (não confundir com a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, que tem obras do mesmo artista, mas é diferente). No parque há umas 10 obras de Francisco Brennand, incluindo uma torre, então a visita a ele é rapidinha. É legal ver o Marco Zero de lá. Esses barquinhos saem a toda hora, das 7h às 15h e custam R$ 5 (ida + volta).

Marco Zero visto do Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Marco Zero visto do Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Peguei o barquinho de volta e dei uma paradinha para ver o Centro de Artesanato de Pernambuco, que fica num pavilhão na Praça do Marco Zero. Depois, aproveitei que o Centro Cultural da Caixa estava com uma exposição temporária ótima de fotografia e fui conferir.

Na sequência, dei uma passada rápida na Embaixada dos Bonecos Gigantes (Rua do Bom Jesus, 183, Recife Antigo), que tem bonecos usados no carnaval de Recife e Olinda, retratando personagens famosos, como políticos e artistas. O lugar é interessante, tem uns 50 bonecos, mas pode ser visitado em uns 15 minutinhos. A entrada custa R$ 10 e pode ser considerado pega-turista para alguns, mas eu achei curioso. O local funciona todos os dias, das 8h às 18h.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

A Rua onde fica a Embaixada dos Bonecos Gigantes, chamada Rua Bom Jesus, além de ligar várias atrações do centro histórico, é lindinha, com casinhas coloridas e uma feirinha de artesanato ótima (montada no meio da tarde).

Casas coloridas na Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Casas coloridas na Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Já eram 13h quando fui almoçar no restaurante Seu Boteco, no pavilhão do cais do recife Antigo, bem em frente à Praça do Marco Zero. O lugar tem um clima ótimo, agradável e despojado, mas não gostei da comida. Se eu fosse você, tentaria um dos outros restaurantes do pavilhão do cais. (veja dicas de onde comer em Recife neste post aqui)

Dali, fui a pé para o Museu Cais do Sertão, onde fiquei umas 2h, tempo suficiente para ver tudo com calma e até participar de uma oficina de ritmos nordestinos. O museu é o mais legal de Recife, e conta a história de Luiz Gonzaga de um jeito super divertido, com áudios, textos e peças antigas dele, como sanfonas, roupas, discos e objetos. Além disso, tem uma parte que fala da vida do sertanejo em geral, com um “cômodo” de uma casa de taipa, e até um curta-metragem excelente. Tem muitos depoimentos de retirantes, contando porque saíram do Nordeste e foram tentar a vida em outros lugares do país.

No segundo andar, dá até para brincar de karaokê, cantando músicas de Gonzagão em cabines individuais. Fiquei apaixonada pelo lugar!!

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

O Museu Cais do Sertão fica na Avenida Alfredo Lisboa, S/N, no Recife Antigo, e fica aberto às terças-feiras das 9h às 21h; de quarta a sexta-feira das 9h às 18h; e aos sábados e domingos das 13h às 19h. A entrada é R$ 8.

Depois do Museu Cais do Sertão, fiz uma curta caminhada até o museu Paço do Frevo, que achei meio chato (por isso vi relativamente rápido). É que os textos estão colocados de forma pouco convidativa à leitura, com letras pequenas. A parte mais legal está no último andar, onde há diversos estandartes de agremiações, além de um painel de fotos. É nesse andar que acontecem oficinas de frevo, de uns 30min. Eu estava por ali e participei de uma delas, foi bem divertido. Dá para aprender os passos básicos e queimar umas calorias! Hehehee.

No primeiro domingo do mês o pessoal do Paço do Frevo convida um bloco de frevo para tocar em frente ao museu e a praça vira uma festa! Eu dei sorte de estar lá justo na hora (por volta das 17h) dessa farra, que é grátis.

Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Estandarte no Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Estandarte no Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bloco de freio nas ruas do Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bloco de freio nas ruas do Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

O Paço do Frevo fica na Praça do Arsenal da Marinha, s/n, no Recife Antigo e funciona de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. A entrada é R$ 8, mas estudantes e maiores de 60 anos pagam meia.

Já era final de tarde, mas ainda deu tempo de subir na Torre Malakoff para ver a cidade do alto e conferir a lua em um dos telescópios. O ideal é você passar lá assim que puder e já deixar seu nome reservado para o horário que quiser subir a torre, pois o número de pessoas é limitado por dia. A entrada é grátis.

A Torre Malakoff fica na Praça do Arsenal da Marinha, s/n, no Recife Antigo e funciona de terça a sexta, das 10h às 18h, aos sábados, das 15h às 18h, e aos domingos, das 15h às 19h.

Praça Arsenal da Marinha vista da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça Arsenal da Marinha vista da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro histórico visto da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro histórico visto da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ao caminhar pelo Recife Antigo para voltar para o hotel, já no início da noite, me deparei com vários blocos de maracatu ensaiando nas ruas do bairro e não resisti: parei para ouvir e ver.

Comi numa lanchonete do Paço Alfândega (um shopping meio diferente, que tem um terraço com vista bonita) e só depois é que peguei um táxi para voltar para Boa Viagem.

Todo esse tour você pode fazer a pé. Eu peguei ônibus apenas para ir de Boa Viagem ao Recife Antigo. Para retornar de lá para o hotel, peguei um táxi, pois já era noite e os ônibus demoravam a passar.

O que eu faria diferente nesse tour: dispensaria o Paço do Frevo, pois como museu ele é bem desorganizado.

 

Reserve sua hospedagem em Recife pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

Ao reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, você compara preços de várias locadoras, consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

 

Leia também:

Recife: O que fazer e sugestão de roteiro de 2 a 3 dias de viagem

Recife: Onde ficar e dicas de transporte

Recife (PE): Onde comer e onde não comer

Índice de posts sobre Recife

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Aeroporto internacional do Rio de Janeiro passa por mudanças

22 de novembro de 2016, por Marcelle Ribeiro

Atenção, viajantes do Rio de Janeiro! Depois de quase 40 anos, o terminal 1 do Aeroporto Internacional do Galeão será desativado.

A partir da quinta-feira, todas as companhias aéreas que atuam no aeroporto vão realizar o check-in e o despacho de bagagens no Terminal 2, mais novo e que passou por uma expansão recentemente.

Nos últimos meses, apenas a Gol (com voos domésticos) e a Azul estavam utilizando o Terminal 1, que vai continuar funcionando para alguns serviços, como hotel, posto da Polícia Federal para a emissão de passaportes, agências bancárias, lojas e estacionamento.

O consórcio responsável pelo aeroporto afirma que o Terminal 2 e o Pier Sul têm capacidade de atender à demanda de passageiros atual sem provocar atrasos nos voos e na devolução das malas que são despachadas.

RIOgaleão_Píer Sul_Fachada_Foto Thiago Saramago_Café das 4

Aeroporto do Galeão. Foto: Thiago Saramago/Divulgação

Para quem vai usar o aeroporto internacional do Rio de Janeiro, é importante ficar de olho no cartão de embarque e no e-mail, já que as companhias aéreas devem mandar mensagens para alertar os consumidores. Além disso, é bom ficar atento na hora de chegar ao terminal. Muitos taxistas ainda vão precisar se acostumar com a mudança e isso pode gerar pequenos atrasos.

 

Leia também:

Índice de posts sobre o Rio de Janeiro

Rio: onde ficar, como usar o transporte público e outras dicas

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Olinda (PE): Vale a visita, mas restauração é urgente

22 de novembro de 2016, por Marcelle Ribeiro

Eu adoro igrejas bonitas, com rococó e dourado. E as cidades brasileiras estão cheias delas. Mas visitar Olinda (PE) esse ano, me fez pensar em como nosso patrimônio de arquitetura religiosa está abandonado. Era a minha segunda vez em Olinda e eu decidi voltar lá pois na primeira visita, anos atrás, eu tinha feito apenas um city tour meio rápido, em que não foi possível entrar em igrejas que eu queria conhecer.

Na primeira viagem, adorei Olinda: suas ladeiras cheias de histórias, de ateliês, de lojinhas lindinhas com artesanato. Dá até para tirar belas fotos panorâmicas não só da cidade mas também da capital, que é coladinha. Sim, Olinda vale uma visita, com certeza!

Entrei na Basílica de São Bento e achei uma graça todo aquele dourado!

Basília de São Bento, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Basília de São Bento, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Basília de São Bento, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Basília de São Bento, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vista bonitona das ladeiras de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vista bonitona das ladeiras de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Lojinha de artesanato de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Lojinha de artesanato de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Recife vista das ladeiras de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Recife vista das ladeiras de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

E o que dizer que casinhas coloridonas e diferentes, como essa?

DSCN3965

Construção histórica de Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mesmo quando alguma igreja não está aberta à visitação, como aconteceu comigo com a Igreja do Carmo, muitas vezes a construção vale umas fotos, ainda mais quando está no alto de uma montanha.

DSCN3969

Igreja do Carmo, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mas nessa segunda viagem a Olinda, em setembro desse ano, eu fiquei preocupada com o abandono de alguns prédios históricos. A Igreja da Sé/Salvador, por exemplo, está num estado triste e olha que ela fica bem no meio do circuito turístico!

Igreja da Sé, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja da Sé/São Salvador, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

O Convento de São Francisco, que o Guia 4 Rodas destaca como uma das maiores atrações da cidade, também está bem detonado. Sim, o prédio é super antigo (de 1585!!), mas já fui a igrejas tão antigas quanto esta que estão melhor conservadas. A necessidade de restauração é tanta que só consegui tirar duas fotos bonitas de lá, de detalhes que ainda não tinham sido destruídos.

Convento de São Francisco, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Convento de São Francisco, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Convento de São Francisco, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Convento de São Francisco, em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Enfim, tudo isso pra dizer: vá a Olinda, vale a pena! Mas tente ligar antes para as igrejas que quer visitar, para confirmar se elas estão realmente abertas à visitação, pois muitas estão com horário de funcionamento restrito por não terem condições de receberem turistas. E o mais importante: vá a Olinda sem altas expectativas, pois obras de restauração do patrimônio histórico se fazem urgentes!

 

Igrejas de Olinda:

Basílica de São Bento: Rua de São Bento, s/n, Centro. Tel: 81 – 3316-3290

Igreja do Carmo: Praça do Carmo, s/n, Centro. Tel: 81-3429-2898

Igreja da Sé/São Salvador: Alto da Sé, s/n, Centro. Tel: 81 – 3271-4270

Convento de São Francisco: Rua São Francisco, 280, Centro. Tel: 81-3429-0517

Outras igrejas: http://www.olinda.pe.gov.br/guia-turistico/igrejas#.WDHdx-ArLIU

 

Reserve sua hospedagem em Recife pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

Ao reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, você compara preços de várias locadoras, consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

 

Leia também:

Recife: O que fazer e sugestão de roteiro de 2 a 3 dias de viagem

Recife: Onde ficar e dicas de transporte

Recife (PE): Onde comer e onde não comer

Índice de posts sobre Recife

Reserve no Booking e ajude o blog.

Receba os posts por e-mail

Desconto no Seguro Viagem

Curta nossa fanpage