Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Roteiro de 1 semana em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda e Trancoso

21 de março de 2011, por Marcelle Ribeiro

Na minha lua de mel, tudo que eu queria era viajar para um lugar onde tivesse uma praia gostosa para eu descansar e me preparar para encarar o frio do inverno paulista logo depois. É que quando me casei, me mudei para São Paulo, em junho de 2009. E como a grana estava apertadésima, por causa dos gastos com mudança, apartamento, etc, o destino tinha que ser barato. A escolha foi Porto Seguro (BA).

Sei que não é o lugar mais apropriado para recém-casados, e sim para turmas de recém-formados e de solteiros em busca de pegação. Mas eu ainda não conhecia, maridão também não, e vimos que tinha bons hotéis lá.

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No início, pensamos em ficar em Arraial d’Ajuda, mas como ia ficar mais caro e daria mais trabalho chegar lá, ficamos em Porto Seguro mesmo. Nossa única exigência era ficar num hotel bom, para a gente poder descansar tranquilamente. Ficamos no Resort La Torre, um dos poucos all inclusive de lá. É um mini resort, com duas piscinonas, restaurante na piscina, quadra, quartos grandes. Fica na Praia do Mutá, que dizem que é uma das mais tranquilas de lá. Como fomos em baixa temporada, pagamos um preço camarada e ainda ganhamos uns mimos de recém-casados (champagne na chegada, café da manhã no quarto…)

Nos disseram que os quartos da frente, maiores (com sala) e mais carinhos, tinham vista para o mar e ficamos num destes. O quarto era ótimo, mas não dava para ver o mar. Aliás, desconfio que de nenhum hotel na orla de Porto Seguro dê para ver o mar, porque tem uma pista entre as praias e os hotéis, que são baixinhos. Mas tudo bem, nosso quarto dava para as piscinas do hotel, e era uma gracinha. Era meio longe do Centro de Porto Seguro, mas como a gente não queria ficar no fuzuê mesmo, foi perfeito. Além do mais, na época em que fomos, a vida noturna nas grandes barracas de praia (que têm show de noite, além de funcionar de dia) estava bem mortinha.

Ficamos 6 dias em Porto Seguro, mas visitamos cidades vizinhas, como Arraial D’Ajuda (1 dia), Trancoso (1 dia) e Praia do Espelho (1 dia).

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Nosso quarto era um desses do andar de cima. Foto: Marcelle Ribeiro

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A varanda do nosso quarto. Foto: Marcelle Ribeiro

Dias 1 e 2:

Chegamos à noite e só fizemos descansar e jantar no restaurante do hotel, que é gostoso, mas nada espetacular. No dia seguinte começamos o dia fazendo uma massagem no hotel mesmo, com a massagista de lá. Uma massagem deliciosa, de 1 hora, que não estava inclusa no pacote, mas valeu cada centavo e foi ótima para tirar os estresses dos preparativos do casamento!

Nesse dia, pegamos a van que o hotel disponibiliza gratuitamente e fomos para uma barraca de praia que tem convênio com o hotel, a Nativa, na Praia do Mutá, a 2 minutos do hotel. Como o tempo estava meio estranho, nublado e ventando muito, ficamos um pouco, tomamos uma caipirinha e voltamos para o hotel. A piscina estava uma delícia, e no hotel não estava ventando.

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A praia do Mutá. Foto: Marcelle Ribeiro

Dia 3:

No terceiro dia, alugamos um carro no hotel e fomos a Trancoso. Para ir para lá, temos que ir até o Centro de Porto Seguro (que fica a uns 13 km do hotel), pegar uma balsa até Arraial d’Ajuda e depois pegar mais uma estrada até Trancoso. É meio longinho, mas vale a pena.

Em Trancoso, ficamos na praia do Rio Verde, que tem barracas de praia mais descoladas e bonitinhas. Depois, fomos almoçar num dos restaurantes do famoso “Quadrado” de Trancoso. O “Quadrado” é uma área de gramado no alto de Trancoso, onde tem uma igrejinha pequenininha numa ponta, e vários restaurantes, pousadas e lojinhas super bonitinhas. Em alguns dos restaurantes, dá para comer debaixo da sombra das amendoeiras (como nós!). Lá é onde tudo acontece na noite de Trancoso.

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Meu maridão esperando a moqueca de camarão no Quadrado. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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A igrejinha do “Quadrado” de Trancoso. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois do almoço (que só terminou lá para as 16h, 17h) voltamos para o hotel, tomamos banho, pegamos o carro e voltamos a pegar a balsa pela segunda vez no dia, para ir a Arraial d’Ajuda. Fomos no mesmo dia para aproveitar o aluguel do carro, mas foi meio cansativo. Em Arraial, andamos pela Rua Mucugê, que tem um monte de barzinhos, lojinhas bonitas, restaurantes. Pena que estava tudo meio vazio, porque além de baixa temporada, era terça-feira! Depois de bater perna, fomos no bar La Morocha, que tem uns drinks legais e música ao vivo, rock super legal. Foi animado.

Dia 4:

No dia seguinte, veio o MICO da viagem. Toda viagem tem aquele KING KONG, né? Aquele passeio que deu super errado, que você nunca vai esquecer. O meu KING KONG foi numa praia eleita como uma das mais bonitas do Brasil pelo Guia 4 Rodas, a praia do Espelho, que fica a umas 2 horas de Porto Seguro. Como já tinham me dito que a estrada para lá é péssima, resolvi comprar com uma agência de viagem o passeio para lá, numa van com mais umas 8 pessoas. O tempo não estava bom, e eu caí na besteira de acreditar na agência, que disse que a praia do Espelho estava bonita mesmo assim (mais tarde eu conto como estava).

Já na ida para Espelho, me convenci mais uma vez de por que eu não gosto de excursão. Na van, super confortável, fomos com um grupo de paulistas barulhentos, e, como éramos minoria, fomos as 2 horas de viagem vendo DVD de sertanejo universitário (arrggghh). Ok, ok, pensamos, vamos encarar isso como uma “experiência antropológica”.

Chegando perto de Espelho, a van parou para vermos as preguiças (o bicho) numas casas de índio. Bonitinho, e tal, mas eles queriam era nosso dinheiro, e eu não dei não.

Quando chegamos na praia do Espelho, com 20 minutos de caminhada na areia, começou a chuviscar. A gente, mesmo assim, caiu na água do mar. Almoçamos numa das 3 barracas de praia que existem lá, a preços paulistas (caro!). Mas a comida estava gostosa. Numa das mesas ao lado da nossa, não pudemos deixar de ouvir o papo de um grupo que tinha acabado de chegar em Espelho… de helicóptero! A praia tem umas mansões que são caríssimas… Ai, ai, um dia eu chego lá..rsrsrsr

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No caminho para Espelho. Foto: Marcelle Ribeiro

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Eu, na praia do Espelho. Foto: Guilherme Calil

Praia do Espelho. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Espelho. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Espelho. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Espelho. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na volta, veio a pior parte do MICO: uma anilha numa pontezinha quebrou e a gente não tinha como voltar a Porto Seguro, o carro não passava. Ou esperávamos o conserto (que a gente não sabia quando ia rolar) ou íamos por uma outra estrada de terra. O pessoal da excursão resolveu tentar o caminho alternativo. Só que o motorista não sabia o caminho certo e atolamos 2 vezes na lama. Atolamos tanto que nós mesmos, turistas, é que tivemos que descer para ajudar a desatolar. Numa das vezes, uma outra van teve que nos guinchar com uma corrente, para a gente poder sair da lama. Numa dessas, eu ainda levei uma pancada com a cabeça na porta da van. Resultado: a volta, que levaria 2h, levou 4h. Chegamos no hotel sujos de lama, mortos de cansados e eu com um calombo na cabeça. Chegando na praia, o tempo começou a fechar.

 

Dia 5:

No dia seguinte, ficamos descansando no hotel. Bebi umas 3 caipivodkas (era com Orloff, mas estava boa), comi na beira da piscina, fiquei de pilequinho enquanto meu maridão foi jogar vôlei com os outros hóspedes do hotel….enfim, foi um dia de descansar. À noite, fomos fazer o tour na Passarela do Álcool, que estava incluso no pacote. A Passarela do Álcool nada mais é que uma rua de pedras no Centro de Porto Seguro, cheia de barzinhos e lojinhas de lembranças. Mas achei os bares e restaurantes meio caidinhos… Guilherme estava doido para comer um acarajé, e comeu na única baiana que vimos vendendo, mas não tava bom não… Enfim, achei a Passarela do Álcool meio deprê. Só foi bom para comprar umas coisinhas de artesanato para a casa nova!

 

Dia 6:

No nosso penúltimo dia de Porto Seguro, fizemos um passeio de escuna ao Parque Marinho de Recife de Fora, que sai do Centro de Porto Seguro. A gente pegou um barco lá, com umas 20 pessoas e seguimos para uma piscina natural, para ver os peixinhos de snorkel. Foi legal, e fez um solzinho razoável.

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Piscina natural do Parque Marinho de Recife de Fora. Foto: Marcelle Ribeiro

À noite, fomos conhecer a Ilha dos Aquários, no porto de Porto Seguro. Fomos de táxi até lá, e depois pegamos uma balsa que leva à ilha. A ilha tem um monte de aquário com peixes diferentes, arraias…O estado de conservação das coisas deixa um pouco a desejar, mas é legal. Na ilha, eles tocam vários ritmos, cada um num canto diferente e você pode ficar indo de um para outro quantas vezes quiser, pois tudo faz parte do mesmo complexo. Na parte central, tem um palco tocando axé music, com um cara ensinando passinhos de dança. Foi engraçado tentar dançar os passinhos que todo mundo lá sabia de cor! Depois, demos um pulinho na “tenda” de música eletrônica e, por fim, fomos dançar um forrozinho. Lá é bem animado, mas como é enorme, e era baixa temporada, imagino que deve ser mais animado ainda na alta estação, com mais gente.

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Um dos aquários da Ilha dos Aquários. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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