Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Costa dos Corais (AL): melhores praias para o seu roteiro de viagem

15 de janeiro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Sem nenhuma dúvida, as praias da Costa dos Corais, em Alagoas, podem ser chamadas de “Caribe nordestino”. Com águas claras e quentes, e uma brisa constante, a região das cidades de Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedra e São Miguel dos Milagres é uma ótima opção para as férias no Brasil. Arrisco a dizer que é um dos meus lugares preferidos no país.

Apesar de pequena, a Costa dos Corais tem uma grande quantidade de praias e, com certeza, precisaremos de muitas viagens para conhecer todas! Mesmo assim, conseguimos visitar muitas neste fim de ano e vamos passar todas as dicas para vocês.

Passamos 5 dias inteiros na região e conhecemos umas 2 praias por dia. Essencial para visitá-las é alugar um carro, pois não há transporte público eficiente por lá.

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A praia de Japaratinga é ótima para caminhar. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia de Japaratinga é ótima para caminhar. Foto: Marcelle Ribeiro

Só lembrando que as praias não estão colocadas em ordem de beleza. Preferi separá-las por cidades para que todo mundo possa ter uma ideia melhor de onde elas ficam. Além disso, todas as distâncias citadas neste texto são entre Japaratinga e a outra praia citada. Escolhi Japaratinga porque ela foi onde ficamos hospedados.

 

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Maragogi

Praia de Antunes

Mesmo sendo a maior cidade da região, não tivemos muito tempo para conhecer Maragogi e essa foi uma das poucas praias que visitamos por lá. Para chegar lá, basta seguir na AL-101 por cerca de 20 quilômetros a partir de Japaratinga e seguir as placas. Você entra em uma estrada de terra e anda nela por pouco menos de 5 minutos. É possível estacionar em um coqueiral que fica na beira da praia.

Se você resolver ficar perto do “estacionamento”, você até encontra uma barraca que vende petiscos e cerveja, mas o estado de conservação dela não é das melhores. Além disso, é um local com um bocado de gente. Mas se você decidir caminhar por pouco mais de 5 minutos na areia, você chega a um trecho bem menos movimentado e pode curtir uma água cristalina e quente.

De todas as praias que visitamos, essa era, de longe, a mais movimentada. Alguns vendedores e meninos oferecendo artesanato passaram e até carro passeou pela areia! E o movimento de lanchas (algumas com o som bem alto) pode incomodar em alguns momentos. Pra quem estava acostumado com o silêncio das outras praias, essa pode até causar estranheza. Mas, mesmo assim, é de longe bem mais tranquila que as praias cariocas e baianas a que estamos acostumados!

A praia de Antunes foi a única que visitamos em Maragogi. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia de Antunes foi a única que visitamos em Maragogi. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Burgalhau

Outra praia que visitamos em Maragogi foi a de Burgalhau, onde aproveitamos para almoçar. Saindo de Japaratinga, ela fica a 16 quilômetros de distância pela AL-101. Chegando perto, basta seguir uma placa do Restaurante Burgalhau. Você entra em uma estrada de terra e dirige por pouco menos de 5 minutos. Chegando lá, há uma pequena área para estacionar o carro bem perto da areia.

Até por causa do restaurante, é uma praia mais movimentada do que a do Antunes. Mas ela tem as mesmas características: água quentinha e areias brancas. Se você planeja uma praia com um pouco mais de estrutura, ela é a sua opção.

Praia de Burgalhau, em Maragogi. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Burgalhau, em Maragogi. Foto: Marcelle Ribeiro

Restaurante Burgalhau, na Praia de Burgalhau, em Maragogi. Foto: Marcelle Ribeiro

Restaurante Burgalhau, na Praia de Burgalhau, em Maragogi. Foto: Marcelle Ribeiro

 Japaratinga

Praia de Japaratinga

Essa é a principal praia da cidade de Japaratinga e é de onde saem os passeios para as piscinas naturais (vamos falar sobre elas em um outro post).

Seu acesso é a principal rua de Japaratinga e é possível estacionar o carro em alguns terrenos vazios. É uma praia muito extensa e muito gostosa para caminhar. A areia é branca e o mar tem vários tons de azul. Como é uma praia mais centralizada, ela tem algumas opções de barracas, mas são poucas e não experimentamos nenhuma. Preferimos aproveitar a sombra das palmeiras. Além disso, ela tem várias casas que ficam quase na areia.

O mar calmo da praia de Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

O mar calmo da praia de Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

Mirante Aruanã

Em Japaratinga, também é possível tirar fotos incríveis do mar azul de Alagoas no Mirante Aruanã. Fica entre as praias de Japaratinga e Bitingui, é fácil de identificar por causa de uma placa de pedra e tem uma vista espetacular! Para aproveitar, basta estacionar o carro. Lá tem uma barraca que vende biscoitos e bebidas e o clima é super gostoso.

A vista do Mirante Aruanã é maravilhosa! Foto: Marcelle Ribeiro

A vista do Mirante Aruanã é maravilhosa! Foto: Turista simpática (rsrs)

Praia de Bitingui

Apesar de ser a praia que ficava em frente à nossa pousada, nós ficamos pouco tempo nela. É uma praia tranquila, mas com algumas casas quase na areia. O acesso também é bastante tranquilo. O Guilherme mergulhou e disse que a água não estava gelada, mas eu não tive coragem porque estava ventando um pouquinho e o sol já estava quase se pondo. De todas, é a que tem o mar menos bonito (e como a concorrência era alta, a gente não deu muita bola para ela…).

 

Porto de Pedras

Praia do Patacho

A praia do Patacho é uma das mais conhecidas de Porto de Pedras e fica a apenas 9 quilômetros de Japaratinga (usando a balsa que atravessa o Rio Manguaba, explico tudo sobre ela aqui). O acesso é tranquilo. Basta pegar a entrada para a praia na AL-101 e seguir por uma estrada de terra por pouco mais de 5 minutos.

É uma praia super tranquila, com água calma, quente e areia branca. Mas é importante se preparar porque não há qualquer comércio nela. Por isso, não esqueça de levar a sua água, o seu lanche e seu guarda-sol (outra alternativa é usar a sombra dos coqueiros)…

O maravilhoso mar da praia do Patacho. Foto: Marcelle Ribeiro

O maravilhoso mar da praia do Patacho. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia da Laje

Também em Porto de Pedras, a praia da Laje é a continuação da praia do Patacho e tem água tranquila e nenhuma barraca na beira da praia, mas tem uma vila de pescadores. É possível chegar nela de duas maneiras. Saindo da praia do Patacho, você pode seguir na estrada de terra por mais uns 10 minutos. Se estiver na AL-101, você pode entrar na placa da pousada Aldeia Beijupirá.

Além da tranquilidade, a praia é ótima para caminhar e você ainda pode ver um coqueiral maravilhoso!

O coqueiral lindo da praia da Laje. Foto: Marcelle Ribeiro

O coqueiral lindo da praia da Laje. Foto: Marcelle Ribeiro

São Miguel dos Milagres

Praia do Toque

A praia do Toque é uma das maravilhas da Costa dos Corais. Com água quentinha e de um azul deslumbrante, ela é pouco frequentada porque tem um acesso um pouco mais complicado. Para chegar nela, é preciso pegar a balsa em Japaratinga e seguir pela AL-101 por 15 quilômetros até São Miguel dos Milagres. Chegando lá, procure a placa para a Pousada do Toque (a placa é pequena em um poste) e entre na estrada de terra. Quando ela acabar, estacione o carro e caminhe por uma pequena trilha de uns 5 minutos.

Se tiver dúvidas de onde é o acesso pela pequena trilha, pergunte aos moradores locais. Nas pousadas, se você perguntar, eles vão te dizer que o acesso é só para hóspedes e que você terá que ir andando da praia vizinha, a da vila de Porto da Rua, até a praia do Toque. Mentira! Tem esse acesso que falei acima, que é por dentro de um terreno baldio, que estava sendo murado quando eu fui.

Chegando lá, basta se deslumbrar com a areia branquinha e a tranquilidade de um trecho de praia com pouco movimento. Algumas pousadas até oferecem serviço de bar para os clientes, mas se você não estiver hospedado, a única opção é levar a sua água e os seus lanches.

Tem muitos barqueiros que oferecem passeios às piscinas naturais do Toque, saindo da praia vizinha, Porto da Rua.

O mar quase "piscina" da praia do Toque. Foto: Marcelle Ribeiro

O mar quase “piscina” da praia do Toque. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia da Vila de Porto da Rua

É a praia onde fica o famoso restaurante do Enildo, especializado em frutos do mar (veja as dicas de onde comer na Costa dos Corais). Ela fica a 30 minutos a pé da praia do Toque, pela areia. O mar tem a mesma cor da praia do Toque, só que invés de piscinas naturais, há muitos barcos e jangadas no mar. Nada que impeça o banho de mar, mas é menos bonita. Porém, se você faz questão de ter um ponto de apoio, como banheiros e comida, pode ficar no Enildo, curtir a praia e comer por lá.

 

Praia do Marceneiro

A praia do Marceneiro também fica em São Miguel dos Milagres e, apesar de mais distante, é a que tem o acesso mais tranquilo. Saindo da balsa em Porto de Pedras e seguindo pela AL-101 são cerca de 20 quilômetros até o acesso, que é todo feito de paralelepípedos. Você pode estacionar por perto e aproveitar um delicioso trecho de praia. Um trailer oferece guarda-sol e cadeira, além de biscoitos e bebidas.

Durante a semana do Reveillon, é montado o “Bar da Praia”, uma estrutura na praia que oferece cabanas, bebidas e comidas, como prosecco e outras bebidas carésimas. É lá que é realizada uma festa da virada conhecida como Réveillon dos Milagres, mas os preços são altos e é preciso preparar o bolso se você quiser ficar por lá.

Nós preferimos caminhar pela areia e encontramos a praia que, na nossa opinião, foi a mais gostosa da viagem, a do Riacho.

A praia do Marceneiro tem o melhor acesso da região. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Marceneiro tem o melhor acesso da região. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Riacho

Pense em uma praia deliciosa e que ainda oferece um serviço bom, bonito e barato! Essa é a praia do Riacho! Com um azul deslumbrante e super quentinha, a água é um convite para relaxar…

Por lá, é possível ficar em duas barracas: a Recanto dos Milagres e a Corais dos Milagres. As duas estão acostumadas a receber turistas (muitas excursões passam por lá) e oferecem cadeira, guarda-sol, banheiros e chuveiros de água doce (foram os únicos que vi nas praias da região). Mas é preciso ficar atento porque eles encerram o atendimento às 15h.

Apesar de ser o ponto de apoio de excursões que saem de Maceió, essas barracas não são “muvucadas”. Elas são pequenas até, e mesmo na alta temporada, era bem tranquilo conseguir uma cadeira de sol. E não tem aquelas música nas alturas, nada disso. Tudo charmoso!

E o bacana também foi que as barracas servem almoço em restaurantes que elas têm a uma quadra da praia, com preços interessantes (veja as dicas de onde comer na região nesse post).

Praia do Riacho, São Miguel dos Milagres. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Riacho, São Miguel dos Milagres. Foto: Marcelle Ribeiro

Aproveitando a vida boa na Praia do Riacho. Foto: Guilherme Calil

Aproveitando a vida boa na Praia do Riacho. Foto: Guilherme Calil

Mesmo com barracas, a praia do Riacho é uma delícia! Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Riacho é uma delícia! Foto: Marcelle Ribeiro

 

 

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Leia mais:

Todos os posts sobre a Costa dos Corais (Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres)

Onde comer (e onde não comer) na Costa dos Corais, em Alagoas

Costa dos Corais: Quando ir, como chegar e onde ficar

Leia sobre Porto de Galinhas, pertinho da Costa dos Corais

Saiba tudo sobre Maceió

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Ilha de Boipeba (BA): O que você tem que saber para a sua viagem

10 de janeiro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Com belas praias, a Ilha de Boipeba, na Bahia, está atraindo cada vez mais turistas, apesar de ainda se manter um local rústico. É daqueles lugares para quem quer curtir praias vazias, quase desertas, e esquecer do mundo. É que além do litoral, a programação é comer e dormir, já que a ilha não tem tantas atrações noturnas.

Meu papito esteve lá recentemente, em um feriadão de novembro meio nublado, com uma de minhas irmãs e minha madrasta. Curtiu 4 dias de preguiça e passou as dicas aqui pro blog.

 

Como chegar:

Meu pai foi de carro até a cidade de Valença (BA), onde parou o veículo em um dos diversos estacionamentos, entre eles o Tinharé Estacionamento, que é coberto e oferece carregador de mala para ajudar a levar a bagagem até o cais.

 

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No cais de Valença, ele pegou uma lancha rápida, que levou 50 min para chegar à ilha de Boipeba. Como o trajeto não é mar aberto, e sim pelos rios, a viagem é tranquila. A passagem custou R$ 80 por pessoa, ida e volta. O ideal é já garantir a volta quando for comprar a ida, pois corre-se o risco de ter gente demais para voltar no dia desejado.

Não há estrada levando até a Ilha de Boipeba.

Quem sai de Salvador, tem duas opções. A primeira é pegar o ferry boat de Salvador até a Ilha de Itaparica (Bom Despacho), e de lá ir para Valença, de carro ou de ônibus. Em Valença, pega-se a lancha rápida como descrito acima. Outra opção é ir de ônibus de Salvador até Valença, sem precisar pegar o ferry boat.

 

Onde ficar:

A Ilha de Boipeba tem uma vila principal, que fica no alto de um morro, onde há um centrinho comercial, uma farmácia, mercadinho, algumas lojinhas, creperia, pizzaria, restaurantes e pousadas, em ruas calçadas. Na parte de baixo, há pousadas também, mas a iluminação é mais precária. Da parte de baixo da ilha até a vila, no alto, leva-se cerca de 10 minutos andando.

Um primo meu ficou na Pousada Rhydayan, que fica na parte alta da vila, perto da igrejinha. Ele indica por causa da localização e porque é bonitinha e arrumadinha.

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Meu pai ficou na pousada Maliale, que fica a 5 min de barco da vila de Boipeba, na margem de um rio. A pousada é uma graça, com piscina, muita natureza em volta, apartamentos confortáveis, ar condicionado, chuveiro quente, rede na varanda e café da manhã gostoso. Tinha restaurante próprio, que servia almoço e jantar, a preços não muito caros (R$ 80 prato para duas pessoas).

 

 

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Para quem vai com criança, o melhor é ficar na vila, para evitar ter que pegar o barquinho toda hora para acessar a vila. Ah, esse barquinho da pousada Maliale à vila é grátis, pois é operado pela pousada, dia e noite.

Não espere pagar barato por hospedagem. No feriadão de 15 de novembro, meu pai pagou R$ 400 a diária para um quarto triplo na pousada Maliale. No entanto, há outras opções mais simples e mais baratas.

 

O que fazer em Boipeba

O roteiro do meu pai foi assim:

Dia 1 – Chegada, descanso na pousada e depois jantar no restaurante da Pousada Santa Clara. Dá tempo para conhecer a parte de cima da vila, ver a igrejinha, o artesanato vendido na região, e checar as opções de barco oferecidas. Mas as agências de passeio se concentram na parte de baixo da vila. Outra coisa legal de conhecer na vila é o mirante da pousada Céu de Boipeba, que fica no alto da vila, e onde há uma vista belíssima.

Igreja da vila da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Igreja da vila da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Dia 2 –  Dia de fazer um passeio de barco para dar a volta na ilha de Boipeba por R$ 80 por pessoa. Meu pai foi numa lancha que comportou umas 12 pessoas, do Iram (Tel: 75-99852-6035).

A lancha parte do cais da vila. A primeira parada, de cerca de 30 minutos, foi nas piscinas naturais, onde dá para ver peixinhos (tem que alugar o snorkel no cais). É bonito, mas meu pai disse que já visitou piscinas mais bonitas. Fora que para acessar as piscinas o acesso é ruim, pois é preciso passar por um trecho de mar aberto, em que a lancha bate um pouco.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Na sequência, a lancha continuou dando a volta na ilha, com direito a umas 3 paradas em praias bonitas. Em uma delas, na Cova da Onça, há parada para almoço, em um restaurante gostoso. O passeio se encerra às 16h.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Dia 3 – Dia de trilha para a praia de Moreré, que é uma das mais bonitas de Boipeba e onde fica o restaurante Paraíso (ver abaixo).

Há 3 maneiras de chegar lá. A primeira é indo de trator, saindo da parte alta da vila. A segunda é caminhando pela praia, o que só dá para fazer com maré baixa, e leva uns 40 minutos. E a terceira é fazendo uma trilha que sai da parte alta da vila, trajeto que leva uns 45 minutos. Mas mesmo que você vá de trilha, pode voltar de trator, caso queira descansar as perninhas…rsrsrsrs

A praia de Moreré não tem ondas e tem um coqueiral ao redor. O ideal é não ficar no ponto de parada do trator e sim fazer uma curta caminhada até o restaurante Paraíso, para ficar num lugar mais agradável, longe dos restaurantes mais barulhentos. A trilha é bem legal, com muitas árvores. Meu papi almoçou no restaurante Paraíso nesse dia.

 

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas

Trilha para Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Trilha para a praia de Morere_Ilha_boipeba_4

Uma cobra na trilha para a praia de Moreré. Foto: Letícia Mascarenhas.

Dia 4 – Dia de conhecer as praias no caminho de Moreré, como a de Tacimirim, e a de Cueira. Dessa vez, meu pai foi andando pela praia até a praia de Cueira. A ideia inicial era almoçar no restaurante do Guido, mas ele fica cheio quando desembarcam os turistas das lanchas. Então, ele decidiu mudar os planos e preferiu comer no restaurante do Bobó, em Tacimirim, que fica antes da praia de Cueira (o trecho Vila – Tacimirim é percorrido em uns 30 minutos pela praia).

A comida do restaurante do Bobó é ótima (mais sobre ele abaixo).

A praia de Tacimirim é muito boa para banho, sem ondas, como uma piscininha.

Praia de Tacimirim, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Praia de Tacimirim, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

De Tacimirim para Cueira, a caminhada é de cerca de 10 minutos pela praia. Cueira também é bonita e dela sai uma trilha que vai até a vila (30 min de caminhada leve, com uma subidinha no final, passando por dentro de fazendas).

Trilha da praia de Cueira para a vila de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha da praia de Cueira para a vila de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

À noite, eles foram comer pizza na vila.

 

Onde comer

Restaurante da Pousada Santa Clara – Serve apenas 3 opções de pratos por dia. Como é muito procurado e tem poucas mesas, é preciso reservar antes. O restaurante oferece “combos” de entrada, prato principal e sobremesa. A comida é gostosa, e entre as opções da época estavam badejo, polvo e lagosta. Custou cerca de R$ 60 a R$ 70 por pessoa (o combo). Fica na parte de baixo da vila.

Restaurante Paraíso – Serve lagosta, peixe, e é bonito, com mesinhas na praia e cheio de coqueiros. A dica importante é fazer o pedido assim que chegar e dizer qual horário que quer comer. Assim, você evita o tumulto de quando chegam os turistas de barco. A comida é ótima. Os pratos custam cerca de R$ 80 para duas pessoas. Fica na praia de Moreré.

Restaurante Paraíso, na ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Meu pai lindo no Restaurante Paraíso, na ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Restaurante do Bobó – Fica na praia de Tacimirim, é pequeno, mas bonitinho. Tem polvo pescado na hora e outros frutos do mar. Os pratos custam cerca de R$ 60 a R$ 70 para duas pessoas.

Papito no restaurante do Bobó, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Papito no restaurante do Bobó, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Restaurante do Guido – Fica na Praia de Cueira. Meu pai não chegou a experimentar, mas é famoso. É ponto de parada de lanchas de passeios.

 

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Leia mais:

Pertinho de Boipeba, Maraú é um paraíso

Todas as dicas para conhecer Morro de São Paulo

Veja todos os posts sobre a Ilha de Boipeba

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Costa dos Corais (AL): Quando ir, como chegar e onde ficar

9 de janeiro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres formam a Costa dos Corais, uma parte do litoral brasileiro paradisíaca que muitos turistas ainda precisam conhecer melhor. O melhor de tudo é que a região fica próxima de Maceió e do Recife!

Para ajudar quem está planejando uma viagem para lá, é importante ficar atento à melhor época para visitar e também sobre as características de cada cidade.

A praia do Riacho é uma das maravilhas da Costa dos Corais. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Riacho é uma das maravilhas da Costa dos Corais. Foto: Marcelle Ribeiro

Quando ir

A melhor época do ano para conhecer a Costa dos Corais é entre setembro e fevereiro. Neste período faz calor e chove pouco. Outubro, novembro e dezembro são os melhores meses, com temperaturas mais altas e poucos dias de chuva. Como o vento é constante, o calor nas praias é amenizado pela brisa.

Entre março e agosto, a temperatura cai um pouco, mas o volume de chuvas aumenta bastante, especialmente entre abril e julho. Por essa razão, é melhor evitar essas datas.

Veja como é a temperatura e as chuvas mês a mês no site da Climatempo (Maragogi, Japaratinga e Porto de Pedras). Em São Miguel dos Milagres, o clima é parecido, mas a Climatempo não disponibiliza as médias históricas.

 

A praia do Toque é uma delícia. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Toque é uma delícia. Foto: Marcelle Ribeiro

Como chegar

Os aeroportos mais próximos da região da Costa dos Corais são os de Recife e de Maceió, e as estradas estão em bom estado.

 

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Saindo de Recife para Japaratinga (onde ficamos), a viagem de 140 quilômetros dura pouco mais de 2h30 pela BR-101 e pela PE-60 (até a divisa com Alagoas). Depois, esta rodovia se torna a AL-101 e basta seguir nela até Maragogi e Japaratinga. Já saindo de Maceió para Japaratinga, são cerca de 115 KM. Como voar para Recife saía mais barato para nós que para Maceió, compramos passagem para Recife. Veja se é o mesmo caso para você antes de comprar passagem.

Vista de parte da estrada entre Recife e Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista de parte da estrada entre Recife e Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

Se você partir de Recife e seu destino for Porto de Pedras ou São Miguel dos Milagres, você precisa pegar uma balsa para atravessar o rio Manguaba, que fica entre Japaratinga e Porto de Pedras. Esse serviço custa R$ 14 e só funciona das 06h à 0h. Você paga por ele dentro da própria embarcação. Se você planeja pegar a estrada de madrugada, fique atento, pois não há balsas nesse horário.

Outro ponto importante sobre a balsa é que as filas podem ser grandes dependendo do horário. Então, se você for usar esse serviço, vá sabendo que você pode esperar 1 hora na fila para a travessia, que dura cerca de 20 minutos. Os horários de pico são das 9h às 11h30 e das 16h às 17h30.

A balsa entre Japaratinga e Porto de Pedras leva até 6 carros. Foto: Marcelle Ribeiro

A balsa entre Japaratinga e Porto de Pedras leva até 6 carros. Foto: Marcelle Ribeiro

A balsa não funciona durante a madrugada. Foto: Marcelle Ribeiro

A balsa não funciona durante a madrugada. Foto: Marcelle Ribeiro

Existe uma opção de rodovia para não usar a balsa, pegando a AL-101 pela cidade de Porto Calvo, mas ela aumenta o trajeto em mais de 1h30. Não usamos esta estrada, mas quem conhece a região diz que ela não está em boas condições e ainda tem um fluxo grande de caminhões de cana de açúcar.

Saindo de Maceió, são 115 quilômetros de viagem até Japaratinga pela AL-101 e pela AL-436, conhecida como Rota Ecológica. Sempre lembrando que existe a balsa no Rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga.

O ideal é ir de carro para a região. Há poucos ônibus e, mesmo assim, eles não ligam todas as cidades. Sem alugar carro, você vai depender de vans e até mototáxi para se locomover.

Sem carro, você vai precisar contratar agências de turismo para realizar passeios pela região. Mas a oferta é restrita.

 

Onde ficar

Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres têm características parecidas: são cidades com poucas opções noturnas, praias paradisíacas e poucos restaurantes, que podem ser de pousadas (mais caros) ou na beira da praia (mais simples e baratos), mas comida deliciosa, especialmente os frutos do mar.

 

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A principal diferença entre elas é o preço da hospedagem. Por serem mais conhecidas e as mais bonitas, Maragogi e São Miguel dos Milagres costumam ter hotéis e pousadas com diárias mais altas. Além disso, algumas pousadas mais caras ficam em praias com acesso mais restrito e oferecem serviços como guarda-sol, cadeiras e até de bebidas e petiscos.

Nós escolhemos Japaratinga porque era um bom custo-benefício e, por ser centralizada, era fácil conhecer todas as outras cidades durante a nossa estadia. Ela fica a 11 quilômetros de Maragogi, a uma travessia de balsa de Porto de Pedras (que é vizinha) e a 24 quilômetros (incluindo a travessia de balsa) de São Miguel dos Milagres.

Quartos da Yapara-tiba têm ar condicionado. Foto: Marcelle Ribeiro

Quartos da Yapara-tiba têm ar condicionado. Foto: Marcelle Ribeiro

Em Japaratinga, nós ficamos na Pousada Yapara-tiba. Gostamos muito. Ficamos em um quarto grande, com uma cama enorme, ar condicionado, tv a cabo com vários canais e chuveiro quente.

Além disso, a pousada tem uma piscina deliciosa e um serviço de bar e restaurante muito bom. Almoçamos uma vez e lanchamos quase todos os dias por lá e a comida sempre estava gostosa. O café da manhã também era bem gostoso e eles fazem tapioca, ovos fritos ou mexidos e omeletes na hora.

Piscina da pousada Yapara-tiba. Foto: Marcelle Ribeiro

Piscina da pousada Yapara-tiba. Foto: Marcelle Ribeiro

Para completar, eles também oferecem pequenas comodidades como toalhas, guarda-sol e cadeiras, que são emprestados sem custo. Isso é muito útil, porque várias praias não têm barracas e esses equipamentos podem fazer a diferença na sua experiência nesses locais. Recomendo!

 

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