Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Rio de Janeiro: Roteiro para passeio na região da Praça Mauá

13 de abril de 2017, por Marcelle Ribeiro

Que o Rio de Janeiro é muito mais que praia, você já sabe, né? Desde meados de 2016, a cidade viu se fortalecer um novo pólo de entretenimento que atrai turistas e cariocas: a região da Praça Mauá, na área central da capital. Coladinha no “centrão” do Rio, a região da Praça Mauá tem novos e atraentes museus, além de uma orla revitalizada, aquário e várias opções de comidinhas. Programa perfeito para uma tarde. Ou até para um dia inteiro, se você quiser emendar com algumas atrações do “centrão”.

Vou começar as sugestões por um dos extremos, o AquaRio, pois recomendo que você compre seus ingressos antecipados. Mas esse roteiro pode ser feito começando também pelo finzinho do “centrão”, ok? Ah, faça tudo a pé ou com transporte público, ok?

 

1 – Veja os peixes, arraias e tubarões do AquaRio

Maior aquário marinho da América do Sul, o AquaRio vale a visita. Tem um monte de espécies diferentes, como crustáceos super esquisitões. O mais bacana é o tanque enorme onde ficam os tubarões e arraias de todos os tipos. Você pode passar por dentro de um túnel que fica abaixo desse tanque. É de cair o queixo. Há também diversos peixes coloridos (até o Nemo!), águas-vivas e tanques onde você pode tocar arraias e estrelas-do-mar (mas saiba que para os tanques “de toque” há uma fila considerável). Eu adorei o aquário do Rio e olha que eu já tinha ido no de San Francisco e no de Monterey, na Califórnia. Os americanos são bem maiores, é verdade, mas o carioca também encanta, mesmo os adultos.

 

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Ana Luísa Duboc.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Ana Luísa Duboc.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Ana Luísa Duboc.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

AquaRio, o aquário do Rio de Janeiro. Foto: Ana Luísa Duboc.

Como é uma atração disputada, vale a pena comprar seus ingressos para o aquário com antecedência pelo site. Os ingressos custam R$ 80 (adultos), R$ 60 (moradores do estado do Rio de Janeiro ou pessoas nascidas no estado, com comprovante), R$ 40 (crianças de 3 a 11 anos, maiores de 60 anos, estudantes, jovens de 12 a 21 anos e pessoas com deficiência). O AquaRio funciona todos os dias, das 10h às 18h (você pode entrar até às 17h), mas o tanque de toque não funciona aos sábados, domingos e feriados, ok? Reserve entre 1h e 1h30 para o passeio. Se quiser conhecer os tanques de toque, acrescente uns 40 min.

 

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Não há metrô pertinho do aquário. Para ir de transporte público, você pode pegar um metrô até as estações Carioca ou Cinelândia e, em uma delas, pegar o VLT (que é o trem urbano do Rio, novinho e moderno, mas que anda devagar). No VLT, pegue a linha 1 no sentido Rodoviária/ Praia Formosa, e desça na estação Utopia/ AquaRio, que fica a 200m do aquário. Para usar o VLT, você tem que ter o cartão próprio, que é vendido nas máquinas de autoatendimento das estações de VLT. O cartão custa R$ 3 e você tem que pagar, também, os R$ 3,80 da passagem. Cada passageiro tem que ter o seu próprio cartão.

 

Ponto do VLT do Rio de Janeiro na região da Praça Mauá. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ponto do VLT do Rio de Janeiro na região da Praça Mauá. Foto: Marcelle Ribeiro.

2 – Aprecie grafites gigantes

Saia do aquário caminhando em direção à Praça Mauá e, logo na saída dele, vá apreciando os grafites enormes pintados pelo artista Kobra e outros nos galpões da região. É grátis, é lindo, e é seguro. E a caminhada não é tão longa. Além do mais, basta seguir reto, na mesma rua, que nas Olimpíadas se chamou Boulevard Olímpico e que faz parte da Orla Conde. Do AquaRio até o Museu de Arte do Rio (MAR) são 1,3 km, que você faria em 20 minutos se resistisse à tentação de parar para tirar fotos. Outra coisa bacana é que, acabando os murais, já mais perto da Praça Mauá, você encontra uma mini praça de alimentação com food trucks, mesmo em dias de semana, com várias opções de lanche, como hambúrgueres, tapiocas, doces e otras cositas (mas não espere encontrar nada com cara de “almoço”).

 

Maior mural grafitado do mundo, do Kobra. Foto: Marcelle Ribeiro

Maior mural grafitado do mundo, do Kobra. Foto: Marcelle Ribeiro

Grafite perto do Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Grafite perto do Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

 3 – Tire mil fotos na nova Praça Mauá

Tem letreiro gigante com declaração de amor ao Rio (antes era o Rio Cidade Olímpica). Tem banquinhos charmosos em praça para descansar. Tem a vista da Baía de Guanabara desimpedida. Tem food trucks (mais!) gostosos para comer. Tem a fachada incrível do Museu do Amanhã para fotografar. Tem navios enormes ancorados para invejar. E de vez em quando tem até umas bandas tocando samba e choro acústico, sem muvuca. Tudo isso é a Praça Mauá, um lugar super agradável. Tire fotos, sente descanse, faça um lanche. Se for comer, reserve 1h para curtir a praça (se não, 30 min tá bom).

 

Food Trucks e navio na Praça Mauá. Foto: Marcelle Ribeiro.

Food Trucks e navio na Praça Mauá. Foto: Marcelle Ribeiro.

Fachada do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

Fachada do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

Letreiro em homenagem à cidade. Foto: Marcelle Ribeiro

Letreiro em homenagem à cidade. Foto: Marcelle Ribeiro

 4 – Visite o Museu de Arte do Rio (MAR)

O Museu do Amanhã tem a fachada mais esquisitona e bonita, mas é no Museu de Arte do Rio, o MAR, que você não pode deixar de entrar. Apesar de a exposição permanente não ser lá essas coisas, tem sempre uma mostra temporária bacana no MAR, principalmente para quem curte fotografia. Outra atração é a vista lá do alto, que rende belas fotos. Reserve 1h30 para conhecer o museu. Ah, lá também tem um restaurante renomado, o Mauá, com uma vista bonita, mas caro.

Endereço: Praça Mauá, 5, no Centro. Da estação do metrô Uruguaiana dá para ir a pé até lá (10 min caminhando). Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h. O ingresso custa R$ 20, com meia entrada a R$ 10 para pessoas com até 21 anos, estudantes, cariocas e moradores do Rio. A entrada é grátis todas as terças-feiras e, nos demais dias da semana, para alunos e professores da rede pública, crianças de até 5 anos e pessoas com mais de 60 anos. Se você pretende ir também ao Museu do Amanhã, vale a pena comprar o ingresso-combo, por R$ 32 (inteira) e R$ 16 (meia).

 

Vista do alto do Museu de Arte do Rio (MAR). Foto: Marcelle Ribeiro.

Vista do alto do Museu de Arte do Rio (MAR). Foto: Marcelle Ribeiro.

5 – Fotografe o Museu do Amanhã

Lindo por fora, o Museu do Amanhã rende belas fotos externas. Dê a volta nele, pois na parte de trás tem uma espécie de estrela diferente prateada em uma piscina que vale fotografar. MAs confesso que não curti a parte interna não. A exposição permanente do museu é toda sobre sustentabilidade, meio ambiente, população. Tem muitos alertas sobre as mudanças climáticas e tal. Mas… achei chato. Muita coisa pra ler e pouca para, de fato, ver e interagir. Tem umas projeções também, mas nada demais.

Apesar de eu ter comprado ingresso pelo site (recomendo!!!) e não ter pego fila nenhuma pra entrar, uma vez dentro do museu, tive que pegar 1h de fila para assistir a um vídeo dentro de uma esfera preta. E não achei muito interessante não. Te digo sem medo: você não perde nada se não quiser pegar essa filona.

 

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas, se você fizer questão de entrar no museu, saiba que os ingressos custam R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia, para pessoas com até 21 anos, estudantes, moradores do Rio, pessoas nascidas no estado do Rio, pessoas com deficiência e servidores do município do Rio). A entrada é grátis para maiores de 60 anos e menores de 5 anos e professores e alunos da rede pública. Ele funciona de terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h).

 

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6 – Conheça a Igreja da Candelária e o CCBB

Se você quiser aproveitar a visita à Praça Mauá para conhecer um pedaço do centro do Rio, vale a pena entrar na Igreja da Candelária e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que ficam a 5 minutos a pé do Museu do Amanhã. E super perto da estação de metrô da Uruguaiana.

A Candelária é uma das igrejas mais bonitas do Rio, principalmente por dentro, com imponentes estátuas. Já o CCBB é o local onde ficam as exposições temporárias mais bacanas do Rio. Além disso, o prédio é lindo por dentro, com uma bela cúpula. Lá dentro tem também museu de moedas, livraria e um delicioso café.

A Candelária fica na Praça Pio X, no Centro do Rio, e funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 15h50; aos sábados das 9h às 12h; e aos domingos das 9h às 13h. A entrada é grátis.

Já o CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66, também no Centro, e funciona de quarta a segunda, das 9h às 21h. A entrada é gratuita.

 

7 – Deu fome? Veja onde comer na região

Com tantas atrações numa região só, é provável que você tenha que almoçar por lá. Mas não tenha grandes planos para esse almoço se você for em um final de semana. No Centro do Rio, há muitas opções de restaurantes em dias de semana, especialmente nas ruazinhas menores (nas maiores avenidas não há). Mas eles fecham no final de semana.

Já na região da Praça Mauá mesmo, não há quase nenhum restaurante para almoço, mesmo em dias de semana.

A dica então é se programar para almoçar perto da Candelária, CCBB ou no caminho destas duas atrações para a Praça Mauá. Na Avenida Rio Branco nº 1 (que fica bem pertinho da Praça Mauá), há um restaurante de comida a quilo e um Spoleto (massas em estilo fastfood italiano) que abrem em dias de semana e também aos sábados.

A uma quadra dali, na Avenida Rio Branco 19, tem o Mironga, que serve a la carte, mas onde os pratos individuais custam a partir de R$ 40. Funciona às segundas de 12h às 15h30, de terça a sexta de 11h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados de 12h às 17h30.

Outro restaurante ali pertinho é o Cine Botequim,  que fica na Rua Conselheiro Saraiva, 39. Só funciona de segunda a sexta, das 11 às 23h. Tem pratos executivos a R$ 30.

Na Praça Mauá, o Museu de Arte do Rio (MAR) tem um restaurante mais chiquinho e carinho no terraço, chamado Mauá. Não conheço, mas é elogiado pela crítica. Abre de terça a domingo, das 12h Às 18h.

Dentro do AquaRio não havia opções de refeições quando eu fui, apenas de lanches.

Mais escondidinho e com um excelente custo-benefício, o Delírio Tropical é uma excelente pedida para quem quer comer mais saudável, com saladas e algumas opções de pratos quentes a um preço bem em conta. Vá na unidade da Rua Teófilo Otoni, 87 (uma travessa da Avenida Rio Branco, no caminho pra Praça Mauá). Mas ela só abre de segunda a sexta, das 7h30 às 16h. Espere gastar entre R$20 e R$ 35 por pessoa.

 

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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

6 dicas para convencer seu namorado/marido a viajar com você

28 de março de 2017, por Marcelle Ribeiro

Não acho que ninguém precisa de marido ou namorado para viajar. Eu estou com meu marido desde 2005, e já viajei várias vezes sem ele, pro Brasil e pro exterior (e sem ninguém, aliás, sozinha mesmo, sem amigo nem parente). Mas é gostoso viajar com quem a gente ama, né?

Eu não sei como é com o marido/namorado de vocês, mas nem sempre é fácil convencer o meu maridão a viajar. O “minino” é meio pão duro e sempre acha que eu sou meio assim, como dizer… “viciada” em viajar (rsrsrsrssr). Mas no final sempre dou um jeitinho de convencê-lo. Coloquei aqui algumas dicas que funcionam comigo, quem sabe dá certo com vocês também? rsrsrs

 

1 – Pesquise os preços antes

Ter ideia de quanto vai custar a viagem no total (da passagem até o lanche e a lembrancinha) ajuda bastante. Surpresas no meio de uma viagem deixam ele cabreiro para as próximas. Melhor já pesquisar, pelo menos por alto, valores de passagens, de hospedagem, dos passeios mais imperdíveis, da refeição média, do passe de transporte… Para isso, tem que pesquisar mesmo. Blogs de viagem são sempre uma ótima opção, além de sites como Booking (para hotéis no mundo todo) e Skyscanner e Kayak (para achar passagens aéreas de quase todas as companhias do mundo).

Quer ter uma ideia super rápida de custo? Olhe nos anúncios do caderno de viagens do jornal da da sua cidade. Vendo os preços de pacotes fechados por agências, a gente já tem uma noção de que destino é mais caro que outro. Normalmente, se você reservar tudo por conta própria, fica mais barato que por agência. Tem ideia do valor geral? Converse com o maridão.

 

2 – Apresente o destino desejado do jeito certo

Ele ama praia? Mostre logo uma foto incrível de uma praia do lugar onde você quer ir. Mesmo que seu roteiro não tenha só praias entre as atrações. Eu vou para a Ásia agora em maio. Como convenci o maridão a ver os campos de arroz, os templos e os vulcões de Bali? Mostrando fotos maravilhosas de Gili, uma ilha paradisíaca pertinho de Bali, que vamos conhecer. rsrs

Aproveitando a piscina natural de Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

Maridão aproveitando piscina natural de Japaratinga (Alagoas). Foto: Marcelle Ribeiro

 

3 – Para fanáticos por esporte, um dia especial

Nem todo homem é doido por esporte, mas se o seu marido/namorado é, inclua um dia de tour por um estádio famoso ou mesmo um jogo. Como convenci meu marido a ir a Nova York? Porque ressaltei (bastante!) que passaríamos 1 dia inteirinho vendo baseball em Boston. É minha gente, foi por causa de Boston (onde joga o time do coração do Gui) que consegui levá-lo a uma das cidades mais famosas do planeta… E mais: “graças” ao dia do baseball, o Gui me acompanhou um dia todinho em outlet e loja. Nunca valeu tanto a pena passar 6h vendo um jogo sobre o qual não entendo lhufas….;)

Leia também: 6 estádios imperdíveis para você colocar no seu roteiro de viagem

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Estádio de baseball em Boston. Foto: Marcelle Ribeiro

 

4 – Comida, grande atrativo

Meu maridão é guloso. Destinos com uma cena gastronômica interessante sempre o atraem, mesmo que a cidade visitada não se resuma a isso. E nem precisa ser alta gastronomia não. O Gui ama comida de rua. Como consegui convencê-lo a passar um dia fazendo compras em Buenos Aires? Colocando no meio do roteiro um dos restaurantes de carne mais famosos da capital argentina. E no final do dia também. Aliás, o nosso roteiro de 4 dias lá foi todo feito em função de restaurantes de carne. Também, pudera, eu dei essa viagem de presente a ele. :)

 

Maridão comendo em Berlim. Foto: Marcelle Ribeiro.

Maridão comendo em Berlim. Foto: Marcelle Ribeiro.

5 – Quando é que nós vamos poder fazer isso de novo?

Esta é uma pergunta que normalmente funciona. Argumente com a possibilidade de vocês não poderem fazer essa viagem incrível depois. Porque as datas das férias podem não coincidir. Porque vocês podem não ter grana depois. Porque a promoção das passagens é para agora. Porque finalmente vocês vão conseguir ir na estação certa. Porque vocês estão vendo com muita antecedência, então os preços tendem a ser menores. Porque vocês podem já estar velhinhos e sem forças para ir para um destino tão exótico/longe/trabalhoso mais tarde.

 

6 – Para destinos mais distantes, um dia de ócio

Você quer ir para aquele lugar que precisa de mil horas de avião, ou ônibus, ou dirigir quase o dia todo, por estradas às vezes precárias? Programe para o primeiro dia ser bem light. De preferência na pura “vagabundagem”, com bem poucas atrações para conhecer. Quem não gosta de relaxar? Meu marido é mil vezes menos elétrico que eu em viagens, e um dia sem muitos compromissos logo no início do roteiro sempre funciona. Se puder terminar com uma cervejinha no final de tarde na piscina ou um cochilo na rede, perfeito. Nos dias seguintes, eu dou uma acelerada (gente, confesso, eu não curto muito ficar as férias inteiras sem muitas atrações. Sou mais elétrica). Outra estratégia é colocar os últimos dias da viagem para serem bem relax, de bobeira numa praia (qualquer semelhança com meu roteiro para a Indonésia agora em maio é mera coincidência….rsrsrsrsrs).

 

Maridão em tarde de ócio na piscina. Foto: Marcelle Ribeiro.

Maridão em tarde de ócio na piscina. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

O que fazer em João Pessoa (PB): Roteiro de 3 dias de viagem

27 de março de 2017, por Marcelle Ribeiro

Quando falamos sobre o que fazer em João Pessoa, não podemos esquecer que as atividades legais não ficam só na capital, mas também nas cidades vizinhas. Os municípios de Conde e Cabedelo também guardam boas praias e outras atrações muito conhecidas da Paraíba.

As três cidades são bem próximas e nem é possível perceber que saímos de um município e entramos em outro quando estamos dirigindo, por exemplo. Nesse post, coloquei todas as distâncias partindo de Cabo Branco, porque foi o bairro onde ficamos durante a nossa viagem.

Mas vamos ao que interessa!

 

Praia do Poço (cidade de Cabedelo)

A praia do Poço fica no município de Cabedelo e tem um clima bem tranquilo, com águas calmas, mas um vento gostoso constante. Fica a cerca de 14 quilômetros de Cabo Branco e o acesso é bem tranquilo. Basta seguir pela BR-230 no sentido de Cabedelo e pegar a saída da Rua Carolino Cardoso.

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Por lá, é possível ficar na areia ou também aproveitar uma barraca de praia (que parece um restaurante) chamada Lovina. Nós alugamos uma barraca com cadeirinhas em frente à Lovina (R$ 20) e ficamos na areia. A praia é bem tranquila, e mesmo em feriadão fica bem vazia, sem muvuca.

A praia do Poço tem águas tranquilas e um vento gostoso. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Poço tem águas tranquilas e um vento gostoso. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia fluvial do Jacaré (cidade de Cabedelo)

Depois das praias, essa é a maior atração turística de João Pessoa e região. O pôr do sol na praia fluvial do Jacaré, em Cabedelo, ficou super famoso por causa de um saxofonista chamado Jurandy.

Para atrair mais pessoas para a região, ele decidiu tocar “Bolero de Ravel” em uma canoa todos os dias na hora em que o sol se põe. A ideia deu tão certo que o Jurandy criou um evento imperdível (e gratuito) para qualquer pessoa que visita a capital paraibana.

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Jurandy e seu saxofone: dupla de sucesso na praia do Jacaré! Foto: Marcelle Ribeiro

As muretas do Rio Jacaré ficam cheias de gente todos os dias e um comércio foi criado na região. Várias barraquinhas, lojinhas de artesanato e bares foram surgindo por lá só por causa do Jurandy. Tudo bem bonitinho.

Se você quiser, pode aproveitar o show dentro de um dos barcos que navegam próximos da canoa do Jurandy. Cada ingresso custa R$ 35. Eu e Guilherme preferimos ver da mureta mesmo e é bem tranquilo. Algumas caixas de som garantem que a música chegue a todos por lá.

Para chegar lá, basta seguir pela BR-230 e fazer um retorno para pegar a Avenida Pôr do Sol. São apenas 12 quilômetros de Cabo Branco. Chegando lá, é possível parar o carro em um dos vários estacionamentos por cerca de R$ 10.

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A orla da praia do Jacaré tem várias lojinhas e lanchonetes. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Tambaú (João Pessoa)

Essa é uma das principais praias de João Pessoa e tem águas cristalinas, calmas e uma grande faixa de areia. Ela fica a apenas 1 quilômetro de Cabo Branco. Mesmo sendo uma praia mais urbana, a movimentação era bem tranquila.

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Algumas pessoas oferecem serviço de guarda-sol e cadeira de praia a preços bem acessíveis. Aproveitamos o clima tranquilo para também caminhar pela areia.

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A tranquila praia de Tambaú, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Cabo Branco (João Pessoa)

Eu e o maridão não chegamos a tomar banho de mar nessa praia, mas demos uma corridinha matinal no calçadão dela, que é bem gostoso, cheio de quiosques vendendo água de côco. A praia em si parece muito a praia de Tambaú, tanto na cor do mar, quanto na faixa de areia bem ampla. Tem muitas cadeirinhas e guarda-sóis na areia, mas não chega a ficar lotado nem no feriadão, pois há bastante espaço.

 

Praia de Cabo Branco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Cabo Branco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Centro Cultural de São Francisco (João Pessoa)

Outra atração que vale a visita em João Pessoa é o Centro Cultural de São Francisco. É uma das igrejas mais antigas e tradicionais da cidade, que hoje funciona como um espaço cultural e abriga também um museu de artes sacras. Ela não está tão bem conservada, como muitas outras do Brasil, mas tem seu charme.

Uma pena que fica tão distante de Cabo Branco: são 10 km até lá. Recomendo ir de carro, porque a região é bem feinha e esquisita para ir de ônibus.

O Centro Cultural de São Francisco fica aberta de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 14h e fica na Ladeira de São Francisco, S/N, no Centro. A entrada custa cerca de R$ 5.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro Cultural de São Francisco, em João Pessoa. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Tambaba (Conde)

A praia de Tambaba é uma das mais bonitas da região. É uma das mais distantes de João Pessoa e fica a cerca de 40 quilômetros de Cabo Branco. Mesmo assim, é fácil chegar nela. Basta seguir pela PB-008 e seguir as placas para Tambaba.

Chegando lá, um pouco antes da praia tem um mirante onde é possível estacionar e apreciar a vista deslumbrante.

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A vista deslumbrante da praia de Tambaba. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de tirar muitas fotos, é só continuar a descida até o estacionamento, que é de terra batida, mas bem amplo.

A praia tem duas áreas. A primeira é para todos os banhistas, onde é possível aproveitar pequenas piscinas naturais formadas pela maré e caminhar por algumas pedras que ficam expostas com a maré baixa. Já a outra é uma área de nudismo, mas confesso que não tivemos coragem de entrar. O sol estava forte e ficamos com medo de nos queimarmos onde o sol normalmente não bate (se é que vocês me entendem…). Mas fiquem tranquilos: tudo é muito bem sinalizado!

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As piscinas naturais da praia de Tambaba. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Praia de Tabatinga (Conde)

A praia de Tabatinga também fica no município de Conde, mas é um pouco mais próxima de João Pessoa. Fica a 34 quilômetros de Cabo Branco. Basta usar a PB-008 e seguir a sinalização.

Logo no início dela, [a direita, há um trecho de encontro de rio, com uma “piscina”. Mas é bem farofa, preferimos não ficar lá.

Praia de Tabatinga, perto de encontro com rio. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Tabatinga, perto de encontro com rio. Foto: Marcelle Ribeiro.

Chegando em Tabatinga, você desce uma escada esculpida nas pedras e tem acesso à praia. Quando estivemos lá, fomos para o trecho da esquerda (o lado oposto da piscininha de rio), mas a primeira parte da praia estava com muitas algas. Além disso, essa área tem um quiosque e muita gente levava até churrasqueiras pequenas para a areia.

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A primeira parte de Tabatinga, onde tem mais gente e mais alga. Foto: Marcelle Ribeiro.

Por isso, preferimos caminhar um pouco mais para o lado direito. Pouco depois da muvuca, você faz uma “curva” e consegue ficar em um lugar bem mais tranquilo, com sombras formadas pelos coqueiros e bem menos gente. O mar estava um pouco mais agitado, mas o azul continuava lindo e as ondas não assustavam tanto assim.

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A praia de Tabatinga tem sombras formadas pelos coqueiros. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Coqueirinho (cidade de Conde)

Essa praia tem duas partes: uma onde ficam as barracas de praia com maior estrutura, que funcionam quase como restaurantes, mas num trecho onde o mar é mais forte. Caminhando um pouco para a sua esquerda, você chega rapidinho em um trecho de água bem paradinha e quentinha, mas em que há bem menos espaço para sentar e poucas pessoas alugando guarda-sol. Os dois trechos são bem muvucados e cheios no final de semana. Fica a 33k de Cabo Branco (em João Pessoa). Tem gente que vem caminhando da praia de Tabatinga até ela, mas a gente preferiu ir de carro.

 

Praia de Coqueirinho, em Conde. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Coqueirinho, em Conde. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sugestão de roteiro de 3 dias

Veja abaixo como foi nosso roteiro de viagem:

Dia 1 – Saímos de Cabo Branco, onde nos hospedamos, e fomos de carro para a praia do Poço, em Cabedelo. Depois, almoço no bairro de Manaíra, banho no hotel e seguimos para a Praia do Jacaré para ver o pôr do sol. Lanche noturno na Praia do Jacaré.

Dia 2 – Depois de dar uma corridinha bem cedo na orla da praia de Cabo Branco, partimos de carro para a praia de Tabatinga. Ficamos um pouquinho lá, mas o mar estava muito batido. Pegamos o carro e seguimos mais um pouquinho até a praia do Coqueirinho, que é vizinha. Curtimos praia até mais tarde e depois fizemos um almoço tardio em João Pessoa. O lanche noturno foi na capital mesmo.

Dia 3 – Dia de conhecer a praia de nudismo de Tabatinga. Depois de muitas fotos e piscininhas, retornamos a João Pessoa e ficamos um pouco na praia de Tambaú. De novo, almoço no bairro de Manaíra. Depois de um banho no hotel, pegamos o carro e fomos conhecer o Centro Cultural de São Francisco, no afastado centro da capital. À noite, seguimos viagem para Recife.

 

O que não deu tempo de fazer:

Se você tem mais 1 dia em João Pessoa, pode curtir as atrações abaixo, que não tivemos tempo de conhecer:

Piscinas naturais da Penha/do Seixas – Dizem que são lindas, cheias de peixinhos numa água azul incrível. As embarcações partem da Ponta do Seixas;

Passeio de barco até Picãozinho – Outro conjunto de piscinas naturais com peixinhos. Os barcos partem da praia de Tambaú, perto do Hotel Tropical Tambaú.

 

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