Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Indonésia: Como chegar a Nusa Lembongan e Ceningan e o que fazer

16 de junho de 2017, por Marcelle Ribeiro

Antes mesmo  de começar a postar o meu relato sobre a minha viagem à Indonésia, resolvi postar aqui a experiência do meu primo, Jeann Marcell Andrade, e da esposa dele, Nathália Braga, por duas ilhas nesse país que eu acabei não conhecendo: Nusa Lembongan e Nusa Ceningan. Elas têm praias belíssimas e são o paraíso para quem curte snorkeling, animais aquáticos e surf.

Arraia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Arraia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Vamos às dicas da Nathália? #partiu

 

“As ilhas Nusa Lembongan e Nusa Ceningan inicialmente não estavam no nosso roteiro da Indonésia, entraram pouco tempo antes do embarque e já adianto o quanto nos arrependemos, profundamente, por não ter reservado mais tempo para elas. Nosso estilo de turismo (meu e do meu marido) é diferente da maioria das pessoas. Gostamos mais de ecoturismo, muita natureza e lugares pouco explorados. Consequentemente, ao planejar uma viagem sempre corremos o risco de seguir a maioria e deixar passar os lugares que poderíamos apreciar mais. Foi exatamente isso que aconteceu com Nusa. Encontrei pouquíssimas informações disponíveis na internet, sabia que seria nossa praia, mas pela internet não tive noção do potencial e das maravilhas que essa ilha poderia nos oferecer.

O pequeno arquipélago é composto por três ilhas: Nusa Lembongan, Nusa Ceningan e Nusa Penida. Reservamos 2 dias e ficamos muito frustrados na despedida, pois faltou muita coisa para conhecer! Principalmente a terceira ilha, Nusa Penida, com suas paisagens incríveis. Fica para a próxima! A primeira dica é: se você gosta de ecoturismo, conhecer a cultura preservada em pequenas ilhas, mar azul, explorar cada cantinho de moto e paisagens incríveis, reserve uns 3 ou 4 dias para as três Nusa. Você não vai se arrepender.

 

Como chegar:

Para a maioria dos turistas, a porta de entrada na Indonésia é Bali, e não a capital Jacarta. Os voos partindo do Brasil para Bali comumente são mais caros que voos para outros países asiáticos e caso tenha tempo e queira economizar, é recomendável passar antes em outro país e depois ir para Bali. No nosso caso, fomos primeiro para a belíssima Tailândia e, de lá, para a Indonésia.

Na Indonésia, fizemos uma rota circular para otimizar os dias por lá. Primeiro fomos para Ubud, que é a capital cultural de Bali, na região central. Depois, fomos para as Ilhas Gili, com sua atmosfera roots e mar azul. E das Ilhas Gili é que fomos para a Nusa Lembongan.

Para chegar a Nusa Lembongan, a partir de Bali existem duas formas:

  • A partir de Sanur e região: Essa é a forma mais conhecida, fácil e barata de chegar a Nusa Lembongan. Para isso, é necessário pegar um speed boat em direção a Nusa Lembongan. O trajeto dura cerca de 30 minutos e qualquer agência turística vende passagens.
  • A partir de Gili Trawangan: Esse foi o trajeto que fiz, mais demorado, caro e ainda bastante desconhecido, inclusive entre guias de Bali. Contudo, se enquadrava melhor no meu roteiro circular, e no planejamento como um todo proporcionou economia de tempo e dinheiro. Somente duas empresas fazem esse trajeto. Foi um parto conseguir informações e na internet não achei nada consistente! Só descobri o que fazer quando cheguei em Gili Trawangan, após perguntar para muitas pessoas.

Comprei o ticket na loja da Scoot Fast Cruises (http://www.scootcruise.com/), em Gili T. É possível comprar também pelo site, mas sem aquela barganha esperta que é obrigatória durante cada compra na Indonésia. A Scoot vende passagens um pouco mais caras, mas inclui outros benefícios como viagem completa (Gili T – Nusa Lembongan – Transfer hotel – Sanur – Transfer hotel) e o transfer até o hotel em que você estiver hospedado. No final, o caro sai barato! A viagem de Gili T. para Nusa Lembongan dura duas horas de emoção quando o mar está agitado, afinal é um trecho não protegido pelo continente ou ilhas, ou seja, mar aberto. Valor para duas pessoas: 1.050.000 IDR ou US$ 79,55 ou R$ 257,73.

 

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Lancha da Scoot, que nos levou a Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Lancha da Scoot, que nos levou a Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

 

O que fazer em Nusa Lembongan e Nusa Ceningan em 2 dias:

Primeiro dia: Snorkel 

O passeio mais conhecido em Nusa  Lembongan é o mergulho com a raia manta ou o peixe mola mola. É possível contratar esse serviço em diversos locais da ilha: nos escritórios de turismo, direto com os barqueiros ou nos hotéis. Eu reservei com um barqueiro diretamente, que me ofereceu um roteiro padrão, que não incluía o mergulho com a manta. Conversando, ele topou fazer o roteiro que eu queria, com um pequeno acréscimo no valor. Custo para duas pessoas: 500.000 IDR ou US$ 37,88 ou R$ 122,73.

O mergulho ocorre em ambiente natural, portanto, para avistar os animais é importante considerar o  comportamento deles. Segundo minha pesquisa para a viagem, a raia manta é avistada mais facilmente no período da manhã nos points usados pelos turistas. Não encontrei relatos de ataque desses animais, então mergulhei sem medo. Mas só até ver a gigante na minha frente. No primeiro encontro tremi tanto que não consegui filmar. O medo durou pouco e logo depois o encantamento tomou conta de mim. Coisa mais linda!

Arraia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Raia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Nem só de manta se faz o mergulho em Nusa Lembongan. É possível conhecer pontos com belíssimos corais, como a Cristal Bay, Gamat Bay e Mangrove Point. Achei os corais daqui muito mais bonitos, biodiversos, coloridos e preservados que os corais das Ilhas Gili.

Além dos atrativos naturais, existe o Underwater Buddha ou Buddha Point, que para mim era uma parada obrigatória. Era… Fui enganada pelas fotos da internet. Na verdade, minhas fotos também ficaram muito bonitas, mas o mergulho em si é bastante fraco e sem sentido. Sem sentido porque as estátuas foram colocadas lá só para entreter os turistas (eu acreditava que era um templo ou alguma ruína). Aí fica aquela sensação de que você foi enganado. Faz parte! Quando visitamos, o buda estava tapado com um tecido, imagino que isso foi feito por conta protestos de algum seguidor de Buda. Justo.

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Fazendo snorkel em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Fazendo snorkel em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Underwater Buda, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade

Underwater Buda, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga

Fizemos o passeio de snorkel pela manhã, e, à tarde, aproveitamos as praias próximas ao hotel: Coconut Beach e a praia principal da ilha, onde os barcos atracam.

 

Coconut Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Coconut Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Praia principal de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Praia principal de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Segundo dia – Explorando a ilha

O principal meio de transporte nas ilhas são as motos. Não existem muitos carros, somente carrinhos parecidos com aqueles de golfe, que levam os turistas até os hotéis. É comum estar incluído no deslocamento de barco o transporte até o hotel, pois as opções são escassas na ilha e andar a pé com malas não é uma opção, por conta da quantidade de ladeiras que elas possuem.

Em Nusa Lembongan não é necessário ter carteira de motorista internacional para pilotar motos, não por falta de leis, mas por falta de policiamento. Isso inclusive possibilita passeios mais livres. Nós alugamos uma moto no próprio hotel e lá mesmo, na hora, aprendemos a pilotar a moto. Foi fácil e felizmente não houve acidentes conosco, mas vi algumas vezes turistas com pequenas escoriações pela falta de habilidade. O valor do aluguel é bem acessível e está disponível em qualquer esquina. Aluguel de uma moto para o dia todo com tanque cheio, no hotel: 80.000 IDR ou US$ 6,06 $ ou R$ 19,64.

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O passeio de moto não teve um grande planejamento. Pesquisei antes na internet os lugares mais interessantes para se visitar, anotei os nomes e seguimos usando um simples mapinha dado pelo hotel e o aplicativo do Google Maps no celular.

Foi bastante tranquilo o deslocamento dessa forma, Jeann (meu marido) ficou como piloto e eu, na garupa, fazia a navegação no mapa, aplicativo, filmava e fotografava. Acredito que foi melhor dividir a moto, pois caso cada um estivesse em uma moto não teria navegador, fotógrafo e etc… e ficaria bem mais difícil o deslocamento. O problema foi ter que descer da garupa em algumas subidas, pois a moto é de baixa potência e não dava conta nas maiores subidas.

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Andando de moto por Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Andando de moto por Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Saímos do hotel, que fica próximo à Coconut Beach, e seguimos para a Mushroom Beach, que é uma praia de águas azuis bem tranquila e possui alguns hotéis. De lá, fomos para a Dream Beach, que é uma praia incrível. Como chegamos no período de subida de maré, encontramos uma praia muito forte, intensa, com ondas gigantes, impossibilitando o banho naquele momento. Infelizmente a fotografia só possibilita uma noção da realidade, mas se reparar no tamanho das ondas em comparação com o tamanho das pessoas poderá entender melhor o que estou tentando explicar. A Dream Beach também possui algumas pousadas (algumas ainda em construção) e um tradicional bar.

Dream Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Dream Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

A partir da Dream Beach, seguindo à direita de quem olha para o mar, está a Devil’s Tears, onde é possível ir a pé, com uma caminhada de aproximadamente cinco minutos. Esse é um pedacinho do continente que está em contato com o mar aberto. Quando as ondas batem no paredão rochoso com muita pressão, são gerados esguichos de água para todos os lados. A intensidade da força das ondas contra a rocha dura deu nome a esse lugar. É belíssimo e poético.

Devil's tears,, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Devil’s tears,, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

A próxima parada foi a Yellow Bridge, a ponte que liga Nusa Lembongan a Nusa Ceningan. Esse era mais um atrativo turístico, mas para nós o que mais nos marcou nesse passeio nas ilhas foi poder presenciar tão de perto o dia a dia de quem mora lá. Isso fez desse lugar o mais encantador de toda viagem. Passear entre os moradores locais de uma pequena ilha da Indonésia, de cultura tão diferente, cuja religião era desconhecida para mim até então foi incrível.

Yellow Bridge, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Yellow Bridge, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Em uma ilha pequena, as coisas são diferentes das cidades maiores de Bali. Nas pequenas ilhas, a história, a cultura e as tradições se mantêm por mais tempo, e Nusa ainda tem muito a oferecer da Indonésia “não globalizada”. Isso é demais!

Moradores de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Moradores de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Para nós, mais bonito que ver as praias incríveis, foi acompanhar a ida das famílias ao templo em um sábado de manhã, às vezes todos juntos na mesma moto sempre com um fundo de mar azul. Mais bonito que as praias incríveis foi quando nos permitimos nos perder entre as ruelas e coqueirais e nos encantamos ainda mais com a vida real. Para nos achar fora da zona turística, onde não se fala inglês, bastou parar e conversar usando uma língua de sinais inventada e logo encontramos nosso rumo, muito carinho e simpatia de um povo maravilhoso! Como é que alguém viaja com outro objetivo se não apreciar a diversidade de vida, de culturas, de modos de viver e de interação com essa nossa casa que é uma casa só, um planeta só?

Da mesma forma que a falta de policiamento possibilitou nosso passeio de moto, ela também possibilita a crueldade das brigas de galo ao ar livre, que apesar de ilegais, ainda existem. Essa forma de turismo mais livre também possibilita conhecer tradições não tão simpáticas, que quando olhado sob uma perspectiva de outra cultura a gente cai em tentação e julga, mas só internamente, em silêncio.

Após a Yellow Bridge, chegamos em Nusa Ceningan. Nessa ilha, o primeiro ponto de parada foi a Blue Lagoon, que encanta pela beleza, azul intenso e formações que envolvem a lagoa. Um bom lugar para pensar na vida.

Blue Lagoon, em Nusa Ceningan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Blue Lagoon, em Nusa Ceningan. Foto: Nathália Braga.

Seguimos depois para a Secret Beach, uma praia belíssima que fica escondida em um cantinho da ilha. Para chegar, rodamos bastante, nos perdemos algumas vezes, mas por fim encontramos, meio sem querer. A praia fica atrás de um hotel, é um daqueles lugares que você acredita que está no lugar errado.

Em frente à praia tem um restaurante e uma piscina. A piscina pode ser utilizada pelos hospedes do hotel ou pelos clientes do restaurante, desde que atinja um consumo mínimo: ir até a praia (75 mil rúpias) ou usar a piscina (100 mil rúpias).

Restaurante, praia e piscina em Secret Beach. Foto: Nathália Braga.

Restaurante, praia e piscina em Secret Beach. Foto: Nathália Braga.

A praia é belíssima, de água cristalina, mas o mar estava bravo no horário que estivemos lá e ninguém se arriscou a tomar um banho.

Já era hora de ir embora para pegar o barco rumo a Bali e, saindo da Secret Beach, já em Nusa Lembongan, o Google Maps nos levou aos lugares mais estranhos, através de trilhas subindo morros no meio da mata onde era impossível ir de moto. Nos arranhamos no matagal, ficamos com muito medo, principalmente de não chegar a tempo de pegar o único barco do dia! …nessa aventura conhecemos por acaso a Tamarind Bay e todas as florestas da região. Depois de muita aflição, conseguimos chegar no hotel faltando poucos minutos para pegar o barco. Pulamos na piscina para um último mergulho e seguimos rumo a Bali ainda com a roupa de banho. Amo os trópicos!

 

Tamarind Bay, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Tamarind Bay, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

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Leia mais:

Onde ficar e onde comer em Nusa Lembongan

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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Abu Dhabi – O que fazer em bate-volta de 1 dia de viagem

12 de junho de 2017, por Marcelle Ribeiro

Passei 3 dias inteiros nos Emirados Árabes no final de abril e amei! Eu já dei o resumo do meu roteiro em Dubai e Abu Dhabi neste post aqui e agora vou dar dicas detalhadinhas do que fazer em um dia em Abu Dhabi, cidade perfeita para fazer um bate-volta a partir de Dubai. Bora?

 

A primeira coisa que fiz em Dubai foi… sair de Dubai. rsrsrs. Fiz isso para economizar, já que aluguei um carro no aeroporto na noite em que cheguei em Dubai e, para aproveitar a diária, resolvemos ir logo no dia seguinte para Abu Dhabi dirigindo.

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O que me atraiu em Abu Dhabi? A mesquita Sheikh Zayed Grand Mosque. Pense num lugar gigantesco todo de mármore branco, com minaretes, cúpulas, colunas douradas, lustres gigantescos, jardins, piscinas, fontes….ufa! Enfim, tudo isso e mais. É a Sheikh Zayed Grand Mosque! Ah, tem também belas pilastras douradas, e o maior tapete persa do mundo! E olha que legal: a entrada é de graça e ainda tem um audioguia (também grátis!) explicando tudinho em português!

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Pessoas não-muçulmanas são bem-vindas. Aliás, lá tem muuuitos turistas. Para entrar, eles emprestam um vestido com capuz compridão e todo coberto para as mulheres (mesmo usando vestido comprido e chale, tive que usar).

Em 1h30 você vê tudo com calma e tira muitas fotos. Se fizer questão de um passeio com guia de verdade, a mesquita oferece tours guiados grátis que duram de 45 minutos a 1h (de domingo a quinta, às 10h, 11h e 17h; sextas às 17h e às 19h; e aos sábados às 10h, 11h, 14h, 17h).

Tirei um milhão de fotos. Aqui estão algumas, mas tem mais no Instagram e no Facebook do blog.

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

Sheikh Zayed Grand Mosque. Foto: Marcelle Ribeiro

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A mesquita tem um estacionamento enorme e gratuito. Ela fica aberta de sábado a quinta-feira, das 9h às 22h e às sextas-feiras das 16h30 às 22h. Mas atenção! No período do Ramadã (época sagrada cuja data varia todo ano) o horário de funcionamento é diferente: ela abre de sábado a quinta-feira das 9h às 13h (não abre às sextas). E, em mês de Ramadã, o tour guiado acontece de sábado a quinta às 10h ou às 11h.

Não cheguei a pesquisar como ir até lá de transporte público, mas sei que há ônibus. Saiba mais sobre como chegar no site oficial da mesquita (em inglês).

De carro a partir do meu hotel em Dubai, levei cerca de 1h40 para percorrer os cerca de 130 Km até a mesquita. (Saiba mais sobre como é dirigir em Dubai e Abu Dhabi neste post)

Chegamos às 11h e às 12h30 já estávamos de saída. Depois fomos ver outras atrações de Abu Dhabi. Dirigimos até a Corniche Road, uma avenida à beira-mar da cidade com calçadão, na praia de Corniche Beach. Uma pena que não levei biquini, porque a água é linda, azulzinha e parada! Mas confesso que no sábado em que estivemos lá não vimos ninguém nas espriguiçadeiras na areia (será que era porque às 13h fazia uns 50 graus?rsrsrs).

Seguindo as dicas do meu guia de bolso, fomos almoçar no Cafe Du Roi, que tem refeições individuais (saladas, carnes, massa, omelete) e lanches. A comida era gostosa, mas nada espetacular. Os preços também eram bem bons. Pagamos cerca de 40 AED em cada prato individual (aproximadamente R$ 35 ou US$ 10). Eu comi uma saladona com atum e o maridão foi de peito de frango com fritas e salada.

Cafe du Roi, em Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro

Cafe du Roi, em Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, dirigimos um pouco mais e paramos o carro na região de Corniche Beach mesmo, em um estacionamento na 18th Street para fotografar a praia num trecho perto do Emirates Palace Hotel. Atenção: para estacionar lá você tem que colocar moedas numa maquininha que tem as instruções em inglês. Não me lembro quanto era, mas era suuuper barato. Não tinha ninguém fiscalizando.

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Corniche Beach, em Abu Dhabi. Foto: Guilherme Calil.

Corniche Beach, em Abu Dhabi. Foto: Guilherme Calil.

Em seguida, fomos para o Emirates Palace, um hotel 7 estrelas (!!!). O que fomos fazer lá? O que um monte de gente que não tem grana para se hospedar lá vai fazer: conhecer o hall luxuoso e tirar fotos nas fontes com os incríveis prédios de Abu Dhabi ao fundo.

Emirates Palace Hotel, em Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro

Emirates Palace Hotel, em Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro

Emirates Palace Hotel, em Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro

Emirates Palace Hotel, em Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro

Prédios modernos de Abu Dhabi vistos do Emirates Palace. Foto: Marcelle Ribeiro

Prédios modernos de Abu Dhabi vistos do Emirates Palace. Foto: Marcelle Ribeiro

Não fique com vergonha de ir. Até estacionar lá dentro sem pagar nada a gente estacionou. Os caras estão super acostumados a turistas curiosos.

Em 15 minutinhos vimos o hotel e, depois, resolvemos voltar para Dubai. Se não estivéssemos tão cansados por causa do calor e do fuso horário, teríamos visitado o Heritage Village, um ponto turístico de Abu Dhabi que reúne um pequeno museu e um um grupo de construções típicas.

Outras atrações que não conheci em Abu Dhabi:

– As praias! Queria ter tido tempo de dar um mergulho no mar.

– O parque temático da Ferrari, o Ferrari World, que tem montanhas-russas e atrações com carros. Eu não sei dirigir e posso andar de montanha-russa por um problema na coluna, então descartei logo essa atração, que é bem cara (veja os preços no site oficial do Ferrari World).

– Um passeio pelo centro de recuperação de falcões, o Abu Dhabi Falcon Hospital. Os falcões são animais típicos dos Emirados Árabes e esse hospital tem um museu e área em que eles voam livremente.

 

Se você não quer dirigir até Abu Dhabi, outra opção é contratar um passeio em agência de turismo de Dubai. Algumas que oferecem o tour de bate-volta são a Alpha Tours e a Knight Tours. Não cheguei a usar os serviços delas, apenas olhei os preços.

 

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Leia mais:

Dubai: Quando ir, onde ficar e quantos dias ficar

Todas as dicas de transporte em Dubai

Veja tudo que já escrevi sobre Dubai

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Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Dubai: Como ir do aeroporto ao hotel e outras dicas de transporte

7 de junho de 2017, por Marcelle Ribeiro

Dubai é uma cidade maior do que parece nos mapas. Mas nem por isso andar por lá é complicado. Eu experimentei vários tipos de transporte, do aeroporto até o centro da cidade e também por outros bairros e vim aqui para contar para vocês.

 

Metrô

O metrô de Dubai te leva para boa parte dos pontos turísticos de Dubai. Há estações muito próximas, por exemplo, do Burj Khalifa e do Dubai Mall (estação Dubai Mall); do Dubai Museum (Al Fahidi); do aeroporto; e do bairro histórico de Deira. Para os lugares em que não há metrô tão próximo, eu combinei metrô + Uber ou metrô + bonde e deu super certo.

O metrô de Dubai é limpo, seguro e organizado. Todas as estações têm escada rolante ou elevador, o que é uma mão na roda para quem está com malas. Todas as placas e sinalizações estão em inglês. Há vagões especiais só para mulheres (como no Rio de Janeiro) e vagos para todos os sexos.

Os bilhetes são vendidos em máquinas automáticas e também em cabines com funcionários em todas as estações. Em todas as vezes eu comprei com os funcionários, achei mais simples.

O valor do tíquete varia conforme a quantidade de zonas que você quer percorrer. Há tíquetes em cartões, destinados aos usuários frequentes, e os de papel, mais usados por turistas. Para percorrer apenas 1 zona, em maio de 2017, o tíquete individual, de um trecho em um sentido, estava custando 6 AED por pessoa na classe comum (há uma classe “gold”, que é como se fosse uma primeira classe do metrô, que é mais cara). Eu só andei na classe comum e achei ótima.

Há também o Daily Pass, que dá direito a passagens ilimitadas durante um dia inteiro, em todas as zonas, para metrô, trem e ônibus. Por esse, nós pagamos 20 AED por pessoa (ele é vendido nos mesmos lugares que o tíquete individual). Um passe diário só pode ser usado por uma pessoa. Mas lembre-se: preços podem ser reajustados. Para informações super atualizadas, entre no site do metrô de Dubai: http://www.dubaimetro.eu/stations/

Os tíquete são chamados de NOL, então, quando você ler uma plaquinha com esse nome, já saiba o que é.

O metrô funciona de sábado a quarta-feira, das 5h30h à meia-noite; às quintas-feiras das 5h30 à 1h da manhã; e às sextas das 10h às 13h (fecha mais cedo porque eles sexta não é dia útil em Dubai). Achei um bom mapa imprimível do metrô de Dubai neste link. Ah, para sair da estação, você tem que passar o cartão na roleta. Ou seja, passa ele duas vezes: uma para entrar e outra para sair.

 

Metrô de Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Metrô de Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

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Bonde

A gente pegou o bonde para ir à praia de Jumeirah Beach Residence, que fica meio longe do metrô. A estação do bonde é colada na do metrô e foi bem fácil pegar. Descemos na estação Dubai Marina do metrô e pegamos o bonde até a estação de Jumeirah Beach Residence 1. Foi super tranquilo, mesmo à noite. O bilhete do bonde você valida dentro do vagão ou em maquininhas na estação, como estas da foto. O esquema é o mesmo do metrô: tem que validar na chegada e na saída.

Trem de Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Trem de Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Máquina para validar o bilhete do trem de Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Máquina para validar o bilhete do bonde de Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Uber

Usamos o serviço do Uber duas vezes em Dubai e em ambas foi ótimo. Os carros eram novos, motoristas atentos e chegaram no horário previsto, cumprindo a rota do GPS. Basta você abrir o mesmo aplicativo que usa no Brasil, ligar o GPS e usar exatamente como usa no Brasil. Dá inclusive para pagar em dinheiro (é só escolher essa opção no aplicativo).

Nós usamos Uber para ir do hotel Ibis One Central (ao lado do metrô World Trade Center) ao aeroporto, porque o metrô estaria fechado no horário e pagamos 47 AED pela corrida. E também usamos para ir da praia de Kite Beach até a estação de metrô mais próxima (deu uns 12 AED).

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Ônibus

Não chegamos a usar ônibus em Dubai, mas achei interessante que os pontos de ônibus da cidade são fechados, com ar-condicionado, de tanto calor que faz lá. Ah, e eles também são integrados ao metrô e ao bonde (tram). Não usei ônibus porque li que não é fácil utilizar esse meio de transporte por lá. Leia mais sobre ônibus em Dubai neste post aqui.

 

Táxi

Também não chegamos a usar táxi em Dubai, mas li que não é tão caro. É mais caro que andar de Uber, é claro, mas os preços não são proibitivos. Leia mais sobre táxi em Dubai aqui.

 

Carro alugado

Essa foi a nossa opção para sair do aeroporto e passar um dia em Abu Dhabi, cidade a 2h de carro de Dubai. Alugamos nosso carro na Alamos, uma locadora que tem em vários países. Pagamos o equivalente a R$ 85 pela diária de um carro simples, com ar-condicionado, 4 portas, com GPS que funcionava mesmo sem internet. Gastamos cerca de 25 AED em pedágio e a mesma quantia em gasolina.

Não espere ver cabines de pedágio com pessoas cobrando a tarifa. Você só sabe que está passando por um posto do pedágio quando olha para o alto e vê uma espécie de passarela acima da pista, com os dizeres “Toll” (que é pedágio em inglês). Não é preciso parar para pagar nada. Todos os carros de lá têm um chip e quando você passa no pedágio, isso gera uma cobrança automática da tarifa. Você só vai descobrir quanto custou o pedágio depois que devolve o carro. No caso da Alamo, a locadora só informou uma semana depois que devolvemos o carro (!!!). Muito louco.

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Há muitos postos de gasolina por Dubai e região.

Dirigir em Dubai e Abu Dhabi não foi fácil pro maridão, mas também não foi impossível. A cidade tem muitas vias expressas, que se cruzam várias vezes. Demos algumas erradas, mesmo com o GPS.

Os motoristas de lá pressionam uns aos outros para andarem rápido e constantemente percebemos que eles estavam acima da velocidade permitida. Andamos no limite e deixamos eles reclamarem sozinhos.

Eles também não costumam dar a vez ou fazer qualquer tipo de gentileza com outros motoristas.

Valeu a pena alugar o carro? Valeu. Saiu bem mais barato do que contratarmos uma excursão em grupo para ir a Abu Dhabi + pagar o táxi do aeroporto até o nosso hotel. Dá um pouco de dor de cabeça, porque dirigir em outro país é sempre tenso, mas nos deu liberdade em relação aos nossos horários também.

Cruzamento de pistas expressas em Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cruzamento de pistas expressas em Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Como ir do aeroporto até o seu hotel em Dubai

Há várias maneiras de ir do aeroporto de Dubai até seu hotel. Dentro do terminal tem duas estações de metrô, a Airport Terminal 1 e a Airport Terminal 3, nos terminais 1 e 3, como indicam os nomes. Elas ficam abertas nos mesmos horários do resto do metrô (mencionei eles acima).

O aeroporto não é muito distante da cidade. Eu me hospedei no Ibis One Central, no bairro de Trade District, e de lá (estação WTC, linha vermelha) para o aeroporto de metrô, a estimativa era de 40 minutos. Para pegar o metrô você paga o equivalente a quantas zonas vai percorrer, como num trajeto normal pela cidade. Não há um tíquete especial só para ir ou voltar do aeroporto. Ou você pode usar o Daily Pass, que citei acima.

De Uber do meu hotel até o aeroporto levamos cerca de 30 minutos, em um horário sem engarrafamento, e paguei 47 AED. De táxi, acho que eu gastaria cerca de 70 AED.

No aeroporto também tem um ônibus especial que leva até a cidade, chamado Sky Bus. Ele tem várias linhas, que param em alguns hotéis. Veja as rotas e itinerários aqui. O bilhete custa 15 AED e é vendido em estações de metrô, de ônibus, no aeroporto e em hotéis. Mais informações no site oficial do Sky Bus: http://dubai-buses.com/skybus.aspx

 

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