Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Ilha de Boipeba (BA): O que você tem que saber para a sua viagem

10 de janeiro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Com belas praias, a Ilha de Boipeba, na Bahia, está atraindo cada vez mais turistas, apesar de ainda se manter um local rústico. É daqueles lugares para quem quer curtir praias vazias, quase desertas, e esquecer do mundo. É que além do litoral, a programação é comer e dormir, já que a ilha não tem tantas atrações noturnas.

Meu papito esteve lá recentemente, em um feriadão de novembro meio nublado, com uma de minhas irmãs e minha madrasta. Curtiu 4 dias de preguiça e passou as dicas aqui pro blog.

 

Como chegar:

Meu pai foi de carro até a cidade de Valença (BA), onde parou o veículo em um dos diversos estacionamentos, entre eles o Tinharé Estacionamento, que é coberto e oferece carregador de mala para ajudar a levar a bagagem até o cais.

 

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No cais de Valença, ele pegou uma lancha rápida, que levou 50 min para chegar à ilha de Boipeba. Como o trajeto não é mar aberto, e sim pelos rios, a viagem é tranquila. A passagem custou R$ 80 por pessoa, ida e volta. O ideal é já garantir a volta quando for comprar a ida, pois corre-se o risco de ter gente demais para voltar no dia desejado.

Não há estrada levando até a Ilha de Boipeba.

Quem sai de Salvador, tem duas opções. A primeira é pegar o ferry boat de Salvador até a Ilha de Itaparica (Bom Despacho), e de lá ir para Valença, de carro ou de ônibus. Em Valença, pega-se a lancha rápida como descrito acima. Outra opção é ir de ônibus de Salvador até Valença, sem precisar pegar o ferry boat.

 

Onde ficar:

A Ilha de Boipeba tem uma vila principal, que fica no alto de um morro, onde há um centrinho comercial, uma farmácia, mercadinho, algumas lojinhas, creperia, pizzaria, restaurantes e pousadas, em ruas calçadas. Na parte de baixo, há pousadas também, mas a iluminação é mais precária. Da parte de baixo da ilha até a vila, no alto, leva-se cerca de 10 minutos andando.

Um primo meu ficou na Pousada Rhydayan, que fica na parte alta da vila, perto da igrejinha. Ele indica por causa da localização e porque é bonitinha e arrumadinha.

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Meu pai ficou na pousada Maliale, que fica a 5 min de barco da vila de Boipeba, na margem de um rio. A pousada é uma graça, com piscina, muita natureza em volta, apartamentos confortáveis, ar condicionado, chuveiro quente, rede na varanda e café da manhã gostoso. Tinha restaurante próprio, que servia almoço e jantar, a preços não muito caros (R$ 80 prato para duas pessoas).

 

 

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Para quem vai com criança, o melhor é ficar na vila, para evitar ter que pegar o barquinho toda hora para acessar a vila. Ah, esse barquinho da pousada Maliale à vila é grátis, pois é operado pela pousada, dia e noite.

Não espere pagar barato por hospedagem. No feriadão de 15 de novembro, meu pai pagou R$ 400 a diária para um quarto triplo na pousada Maliale. No entanto, há outras opções mais simples e mais baratas.

 

O que fazer em Boipeba

O roteiro do meu pai foi assim:

Dia 1 – Chegada, descanso na pousada e depois jantar no restaurante da Pousada Santa Clara. Dá tempo para conhecer a parte de cima da vila, ver a igrejinha, o artesanato vendido na região, e checar as opções de barco oferecidas. Mas as agências de passeio se concentram na parte de baixo da vila. Outra coisa legal de conhecer na vila é o mirante da pousada Céu de Boipeba, que fica no alto da vila, e onde há uma vista belíssima.

Igreja da vila da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Igreja da vila da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Dia 2 –  Dia de fazer um passeio de barco para dar a volta na ilha de Boipeba por R$ 80 por pessoa. Meu pai foi numa lancha que comportou umas 12 pessoas, do Iram (Tel: 75-99852-6035).

A lancha parte do cais da vila. A primeira parada, de cerca de 30 minutos, foi nas piscinas naturais, onde dá para ver peixinhos (tem que alugar o snorkel no cais). É bonito, mas meu pai disse que já visitou piscinas mais bonitas. Fora que para acessar as piscinas o acesso é ruim, pois é preciso passar por um trecho de mar aberto, em que a lancha bate um pouco.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Na sequência, a lancha continuou dando a volta na ilha, com direito a umas 3 paradas em praias bonitas. Em uma delas, na Cova da Onça, há parada para almoço, em um restaurante gostoso. O passeio se encerra às 16h.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Dia 3 – Dia de trilha para a praia de Moreré, que é uma das mais bonitas de Boipeba e onde fica o restaurante Paraíso (ver abaixo).

Há 3 maneiras de chegar lá. A primeira é indo de trator, saindo da parte alta da vila. A segunda é caminhando pela praia, o que só dá para fazer com maré baixa, e leva uns 40 minutos. E a terceira é fazendo uma trilha que sai da parte alta da vila, trajeto que leva uns 45 minutos. Mas mesmo que você vá de trilha, pode voltar de trator, caso queira descansar as perninhas…rsrsrsrs

A praia de Moreré não tem ondas e tem um coqueiral ao redor. O ideal é não ficar no ponto de parada do trator e sim fazer uma curta caminhada até o restaurante Paraíso, para ficar num lugar mais agradável, longe dos restaurantes mais barulhentos. A trilha é bem legal, com muitas árvores. Meu papi almoçou no restaurante Paraíso nesse dia.

 

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas

Trilha para Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Trilha para a praia de Morere_Ilha_boipeba_4

Uma cobra na trilha para a praia de Moreré. Foto: Letícia Mascarenhas.

Dia 4 – Dia de conhecer as praias no caminho de Moreré, como a de Tacimirim, e a de Cueira. Dessa vez, meu pai foi andando pela praia até a praia de Cueira. A ideia inicial era almoçar no restaurante do Guido, mas ele fica cheio quando desembarcam os turistas das lanchas. Então, ele decidiu mudar os planos e preferiu comer no restaurante do Bobó, em Tacimirim, que fica antes da praia de Cueira (o trecho Vila – Tacimirim é percorrido em uns 30 minutos pela praia).

A comida do restaurante do Bobó é ótima (mais sobre ele abaixo).

A praia de Tacimirim é muito boa para banho, sem ondas, como uma piscininha.

Praia de Tacimirim, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Praia de Tacimirim, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

De Tacimirim para Cueira, a caminhada é de cerca de 10 minutos pela praia. Cueira também é bonita e dela sai uma trilha que vai até a vila (30 min de caminhada leve, com uma subidinha no final, passando por dentro de fazendas).

Trilha da praia de Cueira para a vila de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha da praia de Cueira para a vila de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

À noite, eles foram comer pizza na vila.

 

Onde comer

Restaurante da Pousada Santa Clara – Serve apenas 3 opções de pratos por dia. Como é muito procurado e tem poucas mesas, é preciso reservar antes. O restaurante oferece “combos” de entrada, prato principal e sobremesa. A comida é gostosa, e entre as opções da época estavam badejo, polvo e lagosta. Custou cerca de R$ 60 a R$ 70 por pessoa (o combo). Fica na parte de baixo da vila.

Restaurante Paraíso – Serve lagosta, peixe, e é bonito, com mesinhas na praia e cheio de coqueiros. A dica importante é fazer o pedido assim que chegar e dizer qual horário que quer comer. Assim, você evita o tumulto de quando chegam os turistas de barco. A comida é ótima. Os pratos custam cerca de R$ 80 para duas pessoas. Fica na praia de Moreré.

Restaurante Paraíso, na ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Meu pai lindo no Restaurante Paraíso, na ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Restaurante do Bobó – Fica na praia de Tacimirim, é pequeno, mas bonitinho. Tem polvo pescado na hora e outros frutos do mar. Os pratos custam cerca de R$ 60 a R$ 70 para duas pessoas.

Papito no restaurante do Bobó, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Papito no restaurante do Bobó, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Restaurante do Guido – Fica na Praia de Cueira. Meu pai não chegou a experimentar, mas é famoso. É ponto de parada de lanchas de passeios.

 

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Leia mais:

Pertinho de Boipeba, Maraú é um paraíso

Todas as dicas para conhecer Morro de São Paulo

Veja todos os posts sobre a Ilha de Boipeba

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Costa dos Corais (AL): Quando ir, como chegar e onde ficar

9 de janeiro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres formam a Costa dos Corais, uma parte do litoral brasileiro paradisíaca que muitos turistas ainda precisam conhecer melhor. O melhor de tudo é que a região fica próxima de Maceió e do Recife!

Para ajudar quem está planejando uma viagem para lá, é importante ficar atento à melhor época para visitar e também sobre as características de cada cidade.

A praia do Riacho é uma das maravilhas da Costa dos Corais. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Riacho é uma das maravilhas da Costa dos Corais. Foto: Marcelle Ribeiro

Quando ir

A melhor época do ano para conhecer a Costa dos Corais é entre setembro e fevereiro. Neste período faz calor e chove pouco. Outubro, novembro e dezembro são os melhores meses, com temperaturas mais altas e poucos dias de chuva. Como o vento é constante, o calor nas praias é amenizado pela brisa.

Entre março e agosto, a temperatura cai um pouco, mas o volume de chuvas aumenta bastante, especialmente entre abril e julho. Por essa razão, é melhor evitar essas datas.

Veja como é a temperatura e as chuvas mês a mês no site da Climatempo (Maragogi, Japaratinga e Porto de Pedras). Em São Miguel dos Milagres, o clima é parecido, mas a Climatempo não disponibiliza as médias históricas.

 

A praia do Toque é uma delícia. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia do Toque é uma delícia. Foto: Marcelle Ribeiro

Como chegar

Os aeroportos mais próximos da região da Costa dos Corais são os de Recife e de Maceió, e as estradas estão em bom estado.

 

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Saindo de Recife para Japaratinga (onde ficamos), a viagem de 140 quilômetros dura pouco mais de 2h30 pela BR-101 e pela PE-60 (até a divisa com Alagoas). Depois, esta rodovia se torna a AL-101 e basta seguir nela até Maragogi e Japaratinga. Já saindo de Maceió para Japaratinga, são cerca de 115 KM. Como voar para Recife saía mais barato para nós que para Maceió, compramos passagem para Recife. Veja se é o mesmo caso para você antes de comprar passagem.

Vista de parte da estrada entre Recife e Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista de parte da estrada entre Recife e Japaratinga. Foto: Marcelle Ribeiro

Se você partir de Recife e seu destino for Porto de Pedras ou São Miguel dos Milagres, você precisa pegar uma balsa para atravessar o rio Manguaba, que fica entre Japaratinga e Porto de Pedras. Esse serviço custa R$ 14 e só funciona das 06h à 0h. Você paga por ele dentro da própria embarcação. Se você planeja pegar a estrada de madrugada, fique atento, pois não há balsas nesse horário.

Outro ponto importante sobre a balsa é que as filas podem ser grandes dependendo do horário. Então, se você for usar esse serviço, vá sabendo que você pode esperar 1 hora na fila para a travessia, que dura cerca de 20 minutos. Os horários de pico são das 9h às 11h30 e das 16h às 17h30.

A balsa entre Japaratinga e Porto de Pedras leva até 6 carros. Foto: Marcelle Ribeiro

A balsa entre Japaratinga e Porto de Pedras leva até 6 carros. Foto: Marcelle Ribeiro

A balsa não funciona durante a madrugada. Foto: Marcelle Ribeiro

A balsa não funciona durante a madrugada. Foto: Marcelle Ribeiro

Existe uma opção de rodovia para não usar a balsa, pegando a AL-101 pela cidade de Porto Calvo, mas ela aumenta o trajeto em mais de 1h30. Não usamos esta estrada, mas quem conhece a região diz que ela não está em boas condições e ainda tem um fluxo grande de caminhões de cana de açúcar.

Saindo de Maceió, são 115 quilômetros de viagem até Japaratinga pela AL-101 e pela AL-436, conhecida como Rota Ecológica. Sempre lembrando que existe a balsa no Rio Manguaba entre Porto de Pedras e Japaratinga.

O ideal é ir de carro para a região. Há poucos ônibus e, mesmo assim, eles não ligam todas as cidades. Sem alugar carro, você vai depender de vans e até mototáxi para se locomover.

Sem carro, você vai precisar contratar agências de turismo para realizar passeios pela região. Mas a oferta é restrita.

 

Onde ficar

Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres têm características parecidas: são cidades com poucas opções noturnas, praias paradisíacas e poucos restaurantes, que podem ser de pousadas (mais caros) ou na beira da praia (mais simples e baratos), mas comida deliciosa, especialmente os frutos do mar.

 

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A principal diferença entre elas é o preço da hospedagem. Por serem mais conhecidas e as mais bonitas, Maragogi e São Miguel dos Milagres costumam ter hotéis e pousadas com diárias mais altas. Além disso, algumas pousadas mais caras ficam em praias com acesso mais restrito e oferecem serviços como guarda-sol, cadeiras e até de bebidas e petiscos.

Nós escolhemos Japaratinga porque era um bom custo-benefício e, por ser centralizada, era fácil conhecer todas as outras cidades durante a nossa estadia. Ela fica a 11 quilômetros de Maragogi, a uma travessia de balsa de Porto de Pedras (que é vizinha) e a 24 quilômetros (incluindo a travessia de balsa) de São Miguel dos Milagres.

Quartos da Yapara-tiba têm ar condicionado. Foto: Marcelle Ribeiro

Quartos da Yapara-tiba têm ar condicionado. Foto: Marcelle Ribeiro

Em Japaratinga, nós ficamos na Pousada Yapara-tiba. Gostamos muito. Ficamos em um quarto grande, com uma cama enorme, ar condicionado, tv a cabo com vários canais e chuveiro quente.

Além disso, a pousada tem uma piscina deliciosa e um serviço de bar e restaurante muito bom. Almoçamos uma vez e lanchamos quase todos os dias por lá e a comida sempre estava gostosa. O café da manhã também era bem gostoso e eles fazem tapioca, ovos fritos ou mexidos e omeletes na hora.

Piscina da pousada Yapara-tiba. Foto: Marcelle Ribeiro

Piscina da pousada Yapara-tiba. Foto: Marcelle Ribeiro

Para completar, eles também oferecem pequenas comodidades como toalhas, guarda-sol e cadeiras, que são emprestados sem custo. Isso é muito útil, porque várias praias não têm barracas e esses equipamentos podem fazer a diferença na sua experiência nesses locais. Recomendo!

 

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Marcelle Ribeiro

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Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Onde comer (e onde não comer) na Costa dos Corais, em Alagoas

8 de janeiro de 2017, por Marcelle Ribeiro

A Costa dos Corais, onde ficam as cidades de Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, é um conjunto maravilhoso de praias em Alagoas. Mas não são só o mar e a brisa que encantam os turistas por lá. A região também é um oásis para quem gosta de frutos de mar, com restaurantes simples, mas com comida deliciosa.

Um detalhe interessante sobre a Costa dos Corais é que, em algumas cidades, há poucos restaurantes para comer. Por essa razão, muitos hotéis e pousadas também funcionam como restaurantes. É sempre importante checar se eles estão abertos para os não-hóspedes. Na semana do Réveillon, por exemplo, muitos não estavam recebendo clientes por causa da lotação dos hotéis. Mas saiba que, nas pousadas mais bonitonas (que são maioria), um prato individual custa cerca de R$ 60 a R$ 70.

De todas as nossas experiências, apenas uma não foi agradável, mas vou deixar essa para o fim do post. Prefiro começar pelos bons exemplos!

 

Japaratinga

Pousada Yapara-tiba

Eu e o maridão ficamos hospedados nesta pousada super charmosa de Japaratinga e que tem como bônus um restaurante bem gostoso. Como a cidade de Japaratinga é muito tranquila e oferece pouquíssimas opções de lazer à noite, acabamos lanchando quase todas as noites por lá. Além disso, foi aqui que fizemos o primeiro almoço da nossa viagem.

Camarão com molho de quatro queijos. Delícia! Foto: Marcelle Ribeiro

Camarão com molho de quatro queijos. Delícia! Foto: Marcelle Ribeiro

Nessa vez, comemos um camarão ao molho de quatro queijos, com purê de batatas e legumes salteados. Uma delícia!! E o preço era melhor ainda: cerca de R$ 85 (para duas pessoas).

Nos lanches, comemos mais sanduíches, que também eram gostosos. Eu também recomendo os sucos: por R$ 12, você toma uma jarra enorme de suco feito na hora!

Endereço: Av. Renan Calheiros, s/n, Povoado de Bitingui, Japaratinga. Funciona das 11h às 21h30.

Telefone: (82) 3297-1214.

 

 

Companhia da Lagosta

A Costa dos Corais é famosa pela lagosta, oferecida em quase todos os restaurantes. Na Companhia da Lagosta é possível comer uma belo prato por um preço acessível.

O restaurante fica na beira da praia de Barreiras do Boqueirão, em Japaratinga, e é possível comer com aquela vista maravilhosa. Nós optamos por lagosta com cebolas na manteiga, aipim frito, pirão e arroz. Uma delícia! E o pirão tinha camarões inteiros! A conta do prato para duas pessoas e as bebidas ficou em R$ 134,20.

Essa lagosta estava muito gostosa. Foto: Marcelle Ribeiro

Essa lagosta estava muito gostosa. Foto: Marcelle Ribeiro

Endereço: Praia de Barreiras do Boqueirão – Japaratinga

Telefone: (82) 3297-1271.

 

Pousada Estalagem Caiuia

Como era meu aniversário e eu não queria repetir o restaurante da nossa pousada, fomos conhecer o da pousada Estalagem Caiuia. Ele fica na Praia do Bitingui e, raridade na semana do Réveillon, aceitava clientes que não eram hóspedes. Já tinha ouvido falar bem desse lugar e ele justifica a boa fama. De entrada, comemos deliciosos dadinhos de tapioca. Eles vinham com uma geleia de pimenta que estava na medida certa!

Dadinhos de tapioca do Caiuia. Foto: Marcelle Ribeiro

Dadinhos de tapioca do Caiuia. Foto: Marcelle Ribeiro

Como prato principal, escolhemos o estrogonofe de camarão. Ele vinha com arroz e aipim frito e as porções eram grandes. Estava muito gostoso e os camarões eram grandes e limpinhos, sem qualquer casca. Ótima pedida! Com caipirinha e refris, a conta ficou em R$ 155.

Delícia de estrogonofe de camarão do Caiuia. Foto: Marcelle Ribeiro

Delícia de estrogonofe de camarão do Caiuia. Foto: Marcelle Ribeiro

Endereço: Praia de Bitingui – Japaratinga

Telefone: (82) 3297-1381 ou (82) 9659-1313

 

São Miguel dos Milagres

Corais dos Milagres

Esse restaurante/barraca fica na praia do Riacho, uma das mais gostosas da Costa dos Corais, na cidade de São Miguel dos Milagres. Na areia, os garçons oferecem cadeiras, guarda-sóis e mesinhas para você aproveitar o sol e também petiscos e drinques. Na praia, comemos uma porção de aipim frito, que estava gostosa.

Aipim frito na praia é tudo de bom! Foto: Marcelle Ribeiro

Aipim frito na praia é tudo de bom! Foto: Marcelle Ribeiro

Na hora do almoço, eles servem as refeições em uma casa que fica bem próxima da praia. Por lá, comemos um peixe frito com pirão e arroz. A comida, especialmente o pirão, estava muito boa. Também achamos o preço razoável: o aipim, o peixe frito e as bebidas (incluindo uma caipirinha) custaram R$ 145.

Peixe frito do Corais dos Milagres estava bem gostoso. Foto: Marcelle Ribeiro

Peixe frito do Corais dos Milagres estava bem gostoso. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Restaurante do Enildo

Um dos restaurantes mais conhecidos da região, o Enildo não decepciona. Os garçons são super atenciosos e a comida é espetacular. O Guilherme comeu um caldinho de camarão que estava muito gostoso e nós dividimos um peixe grelhado com molho de (muitos) camarões e legumes cozidos no molho de tomate. Tudo isso com pirão e arroz. De comer rezando! E o prato custava R$ 90. Um excelente custo-benefício!

Pra fechar os trabalhos, comemos o petit gateau alagoano de sobremesa. É uma cocada, com doce de leite e sorvete de tapioca. Divino!

Peixe com molho de camarão do Enildo. Recomendo! Foto: Marcelle Ribeiro

Peixe com molho de camarão do Enildo. Recomendo! Foto: Marcelle Ribeiro

 

Petit gateau alagoano do Enildo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Petit gateau alagoano do Enildo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Endereço: Travessa Nelson Leão Pirauá – Porto da Rua, São Miguel dos Milagres

Telefone: (82) 9919-7538

 

Maragogi

Burgalhau

Essa foi, sem dúvida, a decepção gastronômica da viagem. O restaurante Burgalhau fica na praia de mesmo nome, em Maragogi, e é arrumadinho, mas eles são super confusos no atendimento. Nós pedimos um peixe grelhado com arroz e purê de batatas (R$ 90), mas a comida demorou muito para chegar. Para completar, a porção era super pequena. Eles diziam que servia duas pessoas, mas a quantidade de comida dava para uma pessoa. O peixe estava gostoso, mas o custo-benefício não valeu a pena.

Porção econômica de peixe grelhado do Burgalhau. Foto: Marcelle Ribeiro

Porção econômica de peixe grelhado do Burgalhau. Foto: Marcelle Ribeiro

Endereço: Rodovia AL-101 Norte – Praia de Burgalhau – Maragogi

Telefone: (82) 3296-6170

 

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