Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Viagem para Bali: macacos, arrozal e templos em Ubud

4 de agosto de 2017, por Marcelle Ribeiro

Ubud foi a nossa primeira parada na viagem para Bali, na Indonésia, e também o local que ficamos por mais tempo por causa da riqueza cultural e natural da região. Além disso, Ubud tem uma posição estratégica e permite que você conheça vários outros pontos da ilha com certa facilidade.

Em um dia, a gente conheceu quase todas as atrações que queríamos em Ubud e também fizemos dois passeios bem pertinho. Só ficou de fora desse dia a ida ao Mercado de Ubud, aonde fomos outro dia. Bora saber como foi nosso roteiro?

As esculturas detalhadas fazem parte da cultura da Indonésia. Foto: Marcelle Ribeiro

As esculturas detalhadas fazem parte da cultura da Indonésia. Foto: Marcelle Ribeiro

Floresta dos Macacos

Começamos cedo o nosso primeiro dia por Ubud e visitamos um dos pontos turísticos mais interessantes: a Floresta dos Macacos.

O lugar é um pedaço de floresta equatorial bem no meio da cidade onde vivem mais de 600 macacos balineses. Passear por lá é se surpreender a cada instante com os bichinhos passando bem do seu lado ou até mesmo deitados no meio da rua.

Os macacos se espalham por toda a Floresta! Foto: Marcelle Ribeiro

Os macacos se espalham por toda a Floresta! Foto: Marcelle Ribeiro

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Eu confesso que tive um pouco de medo dos macacos porque eles podem subir na gente, principalmente se estivermos carregando comida. E o pior é que não podemos ter reações bruscas se isso acontecer porque eles podem ficar assustados. Não levei nada de comida nem água na mochila, que deixei sempre bem fechada. Guardei os óculos na bolsa e fiquei apenas com a câmera na mão, mas sempre bem atenta. Dizem que os danados roubam os pertences dos turistas, para ganhar comida como “resgate”!

Mas na Floresta dos Macacos não vi nenhum deles abordando pessoas que não estivessem com comida à mostra. Ufa!

Esse macaco adulto descansa em cima de uma escultura. Foto: Marcelle Ribeiro

Esse macaco adulto descansa em cima de uma escultura. Foto: Marcelle Ribeiro

O parque é grande e um passeio por lá pode levar tranquilamente mais de 2 horas. Além dos macacos, a Floresta tem árvores enormes, templos e cachoeiras, mas não dá pra tomar banho.

A entrada custa 50 mil rúpias (US$ 3,70 ou R$ 11,60). A Floresta dos Macacos fica na Monkey Forest Street, bem pertinho do Centro de Ubud (fomos a pé) e funciona todos os dias, das 8h30 às 18h.

 

Teggalalang

Depois de conhecer os macacos, fomos almoçar e depois, logo no início da tarde, era hora de visitar um dos campos de arroz mais famosos de Bali: o Teggalalang.

Muuuuitos balineses vivem da produção de arroz, comida sempre presente no cardápio deles (até no café da manhã!). É possível encontrar plantações do cereal em várias partes e muito do processo é feito de forma manual, muitas vezes até nos quintais das casas.

O visual do arrozal de Teggalalang é incrível! Foto: Marcelle Ribeiro

O visual do arrozal de Teggalalang é incrível! Foto: Marcelle Ribeiro

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Teggalalang é um arrozal bem diferente, que se destaca pela beleza. Toda a plantação é feita em uma montanha, que é recortada para que a água possa fluir de cima para baixo e abastecer vários “terraços” verdes. Com isso, o visual é lindo e fica ainda mais impressionante com os coqueiros que dividem espaço com o arrozal.

A plantação de arroz é feita em níveis para usar melhor a água. Foto: Marcelle Ribeiro

A plantação de arroz é feita em níveis para usar melhor a água. Foto: Marcelle Ribeiro

É possível visitar grande parte dessa plantação descendo os terraços, mas os agricultores cobram um extra a partir de determinado ponto. A visita básica custa 10 mil rúpias por pessoa (US$ 0,75 ou R$ 2,30)

Chegar lá a partir do centro de Ubud não é tão complicado para quem conhece as ruas e estradas de Bali, mas para um turista comum essa pode ser uma tarefa bem difícil. Foi por isso que alugamos um carro com motorista para esta tarde. Quem nos guiou nesse dia foi o Roby ([email protected]), que atende muitos brasileiros em Bali e até arranha o português. A diária (de 10 horas) nos custou US$ 40 (já incluída a gasolina). Mas para ir ao Teggalalang e ao templo Pura Tirta Empul (abaixo), foi necessário apenas meia diária (US$ 20). Ambas atrações ficam ao Norte de Ubud, a cerca de 30 minutos de carro.

 

Pura Tirta Empul

Depois do arrozal, era hora de purificar o corpo e a mente. Fomos conhecer o Pura Tirta Empul, o templo das águas sagradas. Visitamos vários templos durante a nossa viagem, mas esse me deixou bastante impressionada!

Eu e o maridão usando a roupa tradicional para os templos: o sarong. Foto: Roby

Eu e o maridão usando a roupa tradicional para os templos: o sarong. Foto: Roby

Logo na entrada pegamos sarongs emprestados com o templo, para poder entrar. Até o gui teve que vestir. O Pura Tirta Empul foi construído ao redor de uma fonte de água considerada sagrada para os hindus. Por isso, se tornou um ponto de peregrinação para quem pratica a religião.

Por lá, é possível se banhar nessas águas. Se você quiser fazer o ritual completo, não precisa ser indonésio nem hindu. Basta levar uma roupa de banho e uma toalha. Na chegada, você vai receber um sarong especial, para o corpo todo. É preciso seguir uma ordem para se molhar em todas as fontes. Olhando assim a foto a água pode parecer suja, mas não é. Ela é super transparente! É que as pedras escuras dão essa falsa impressão.

Ah, mas para fazer o ritual, reserve umas 2h. Nós não levamos roupa de banho e apenas molhamos a cabeça com a água (não é permitido molhar apenas os pés).

Hindus praticam o ritual de purificação com a água do templo. Foto: Marcelle Ribeiro

Hindus praticam o ritual de purificação com a água do templo. Foto: Marcelle Ribeiro

Além da água, o templo tem esculturas lindas e uma arquitetura bem interessante, muito diferente do que encontramos no Brasil. Ao contrário das igrejas mais famosas no nosso país, que têm muito ouro e outros metais preciosos, tudo por lá é feito de pedra. Além disso, tudo é muito detalhado. As expressões faciais das esculturas são incríveis!

Mesmo de pedra, as esculturas do templo impressionam. Foto: Marcelle Ribeiro

Mesmo de pedra, as esculturas do templo impressionam. Foto: Marcelle Ribeiro

 

A entrada no Pura Tirta Empul custa 15 mil rúpias por pessoas (US$ 1,10 ou R$ 3,50) e o templo funciona todos os dias, das 09h às 17h.

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Ubud Palace

Depois de todos esses passeios de carro, já eram umas 16h (ele nos pegou às 13h30) e pedimos ao Roby para nos deixar na principal rua de Ubud para conhecermos o  Palácio de Ubud, construído no século 19.

Tínhamos uma expectativa de conhecer o Palácio, mas ele estava passando por reformas durante a nossa viagem (maio de 2017) e, por causa disso, nossa visita foi bem limitada. Mesmo assim, é possível perceber o cuidado dos artesãos balineses com todos os detalhes das esculturas que estão por lá.

Em situações normais, shows de dança folclórica são realizados no Palácio todas as noites, mas eles foram transferidos para um lugar ao lado por causa das obras.

O Palácio ficava bem perto do nosso hotel. Era uma caminhada de, no máximo, 15 minutos. A entrada é gratuita, exceto no horário dos shows.

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