As dicas de Bariloche do meu irmão, o mais novo praticante de snow

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 16/09/2019
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Meu irmão está em Bariloche, Argentina, neste exato momento, e teve o carinho e cuidado de me mandar um email com um monte de dicas dele para eu colocar aqui no blog. Por isso, resolvi dar um tempo na série de posts sobre Bonito (MS), e colocar aqui as dicas dele sobre o esqui lá em Bariloche.

Para vocês entenderem um pouquinho do perfil dele: ele tem 26 anos, é solteiro, e viajou com dois amigos. Eles estão viajando com pouca grana. Meu irmão adora esporte e foi para lá com o objetivo de aprender a fazer snowboard. Ele teve que adiar a viagem por causa do vulcão chileno que fechou aeroportos e devido ao atraso das nevascas, que esse ano demoraram a deixar as pistas de esqui boas. Por isso, chegou lá em Bariloche no fim de semana passado. Por ter um perfil de turista um pouco diferente do meu, achei que seria bem legal dar as dicas dele. Ele ainda não me mandou fotos, mas quando me mandar, coloco aqui.  Vou colocar trechos do email dele que achei mais interessantes para o blog e fazer uns complementos.

 

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HOTEL – “Tô hospedado num hostel (albergue), Marco Polo Inn. Bonzinho, nada de mais, não tem aquele café da manhã… Mas tenho me contentado com chocolate quente e torrada com doce de leite”. O Marco Polo Inn fica na Calle Salta, 422, perto do Centro Cívico (segundo o site deles). Meu irmão foi sem reserva.

 

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GUARDA-MALAS – “Ao chegar em Buenos Aires (à noite), queríamos deixar as malas um locker (guarda-malas, depósito de bagagens) do aeroporto Aeroparque (perto do Centro), virar a noite numa boate e pegar o voo de manhã cedo pra Bariloche. Mas o aeroporto não tem mais serviço de locker. Como não tinha locker, pensamos em deixar as malas num albergue e seguir para as boates. Acabamos tendo que alugar um quarto num albergue”.

 

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ÔNIBUS PARA BARILOCHE – “Com o aeroporto de Bariloche fechado (devido às cinzas do vulcão chileno) viemos por Esquel, pegando um voo depois do almoço em Buenos Aires e depois um ônibus que levou 4 horas. O voo pra Esquel foi beleza, o buzão também, fui dormindo o tempo todo. Os lanches do voo já começaram bem, ser recebido com alfajor é muito bom”.

 

RESTAURANTE – Meu irmão indicou jantar no “El Boliche del Alberto”.  “Muito bom lá. Comemos bem, e acho que deu uns 80 pesos por pessoa (uns 30 reais). No Rio de Janeiro, um jantar parecido sairia por uns 70 reais… Comemos carne (filé mignon e outra que não me lembro agora), 2 pratos e
mais uns acompanhamentos para 3 pessoas”. Existem quatro unidades do “El Boliche del Alberto” em Bariloche.

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Três delas são especializadas em carnes argentinas. Elas ficam na Calle Villegas, 347; outra na Calle Elflein, 158; e outra na Avenida Bustillo, Km 8800. A outra é especializada em massas e fica na  Avenida Bustillo, 5.800.
Outro lugar que ele indica para ir à noite é o bar Wilkenny, que fica na Avenida San Martín, 435 e que fabrica a própria cerveja. O bar só costuma encher mais tarde e aceita pagamentos em Reais. “Detalhe de lá do Wilkenny: custa 23 pesos um pinte de cerveja artesanal muito boa”.

 

ESTAÇÃO DE ESQUI – Na primeira manhã em Bariloche, meu irmão foi ao Cerro Catedral, a estação de esqui de Bariloche. “Acordamos cedo, íamos pegar o ônibus para o Cerro Catedral, nas no meio do caminho encontramos uma van (10 pesos) e fomos nela. O ônibus custaria 8 pesos, mas demoraria muito mais. Ônibus de Bariloche pro Cerro Catedral sai com hora marcada: 8:15 e 9:15”. Ele também alerta que se você entrar no ônibus sem dinheiro trocado, o cobrador vai te fazer descer para trocar. No segundo dia dele lá, ele teve que descer para trocar o dinheiro e perdeu o ônibus. Resultado: teve que ir de táxi para a estação, que custou 98 pesos (pela corrida).

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Meu irmão curtindo o frio da Base Cerro Catedral, em Bariloche. Foto: Caio Ribeiro.

Depois, ele descobriu o serviço de “remises”. “Remises é um serviço de motorista que pelo que eu entendi tem preços tabelados para levar para alguns lugares. Os remises do centro de Bariloche para o Cerro Catedral (local onde tem a montanha) sai a 75 pesos (pela corrida). Os remises pegam a gente na porta do hostel, (no segundo dia pedi por telefone e chegou aqui em menos de 10 minutos), é muito mais confortável que o ônibus e mais barato que o táxi. Além disso, para voltar pra casa, sempre tem fila no ponto de ônibus. Então, além de esperar muito tempo, certamente iríamos em pé. Hoje vi outro ponto de remises, não sei se é o mesmo preço. Pode ser que exista uma certa variação, mas acredito que seja pequena”.

No primeiro dia, eles alugaram equipamento numa lojinha do lado de fora do Cerro. “Tinha uma que cobrava 90 pesos, mas alugamos por 80. Se fechássemos o pacote por 7 dias, pagaríamos o preço de 6 dias. O mesmo desconto serve para passe pra subir na montanha, que foi uns 195 pesos”. No segundo dia, a promoção da tal lojinha já não existia e eles resolveram alugar o equipamento dentro do minishopping que existe dentro da estação do Cerro Catedral, chamado Las Terrazas, numa loja do primeiro andar.  “Lá, o equipamento custa 83 pesos. Fechando o pacote por 7 dias, fica 498 pesos (83×6, um dia sai de graça). Nesta loja, meu irmão disse que os funcionários é que amarram a bota do snowboard, que é uma tarefa bem difícil, segundo o meu irmão. “No primeiro dia, fiquei suando de tanto fazer força para amarrar a bota…”

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O passe da montanha está custando 195 por dia, e pode pagar no cartão. Comprando o passe semanal fica 1075 pesos (o equivalente a cerca de 154 por dia). O problema de fechar esses pacotes é que fica valendo a data final. Se algum dia o tempo ficar muito ruim e nenhuma parte da montanha abrir, você perde aquele dia de uso”.

TENTANDO APRENDER SNOWBOARD – Meu irmão está fazendo aulas de snow lá no Cerro Catedral, pagas, claro. “Depois da aula, e também de muitas quedas, a bunda já estava doendo horrores, e fomos descer a montanha pela primeira vez, pelo caminho da “Princesa 1”. Tem partes muito difíceis, fica muito tempo plano e ou fica parado, ou ganha velocidade e acaba caindo. E nessa parte costuma ter gente caída, muita criança, muita gente de ski. Quando não dá pra desviar, é melhor se jogar no chão. Quase atropelei umas criancinhas algumas vezes… Quanto menos se sabe, mais você se cansa, porque fica mais tempo parando, caindo, levantando.
No segundo dia fazendo snow, eu já estava um pouco melhor. A aula tinha sido muito eficiente, mas descobri novas maneira de cair que nem sabia que existiam…
Neve dura (praticamente gelo): derrama fácil, é difícil de parar. Se cair, dói, mas dói muito.
Neve macia: fácil de manobrar, fácil de ter controle, cai e praticamente não dói (inclusive dando cambalhota).
Neve alta: dá pra manobrar, mas tem que tomar cuidado para a ponta da parada não afundar. Se cair, não doe nada, independente da quantidade de giros que você der… Mas pra levantar é f… Fiquei várias vezes preso na neve… Levanta e afunda antes de sair do lugar.

Dica: ao subir no teleférico, coloque as mãos embaixo da perna pra esquentar.

No terceiro dia dele lá, não tava nevando e eles resolveram ir para uma pista do Cerro Catedral que se chama Punta Nevada, um dos picos da montanha, a quase 2 mil metros de altitude. “Muito bom pra aprender, neve macia ou alta. Era só evitar a neve alta e ficar descendo a primeira parte da montanha até o próximo teleférico”. Neste terceiro dia, ele disse que já está bem melhor no snow. Ah, e deu a dica: agende a sua aula assim que chegar no Cerro, pois se deixar para agendar muito tarde, pode não ter mais horário disponível.

 

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Comentários

  1. Anonymous
    08 ago 2012

    amigos brasileros un buen lugar para comer es en la parrilla el refugio del montanes dejulian en av san martin 590.

  2. Heloisa
    21 abr 2018

    Olá, gostei muito dos comentários que me ajudaram bastante. Estou indo a Bariloche em setembro de 2018 e gostaria de saber se há isenção do IVA nos restaurantes (como obtive no Uruguai) ou se é apenas na hospedagem. Obrigada.

    • 22 abr 2018

      Oi, Heloísa,
      Os restaurantes não têm isenção de IVA, só hospedagem mesmo.
      Abs,
      Marcelle

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