Templos budistas para todos os gostos em Hong Kong

postado por Marcelle Ribeiro e publicado em 31/01/2012 - Atualizado em: 08/02/2019
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Um templo budista é sempre um local calmo e tranquilo, correto? Nem sempre! Essa é uma das curiosidades que meu cunhado, Gustavo Calil, conta aqui no blog, ao narrar mais um dia de passeios em Hong Kong.

Fala, Guga:
“Nesse post vou falar sobre o 2º dia em Hong Kong (HK), onde visitamos os diversos templos espalhados pela cidade, o maior shopping de HK e vimos o show conhecido como Sinfonia das Luzes.
Como no dia anterior, saímos bem cedo pela manhã com parada pro café no 7- Eleven. A primeira visita do dia já estava escolhida: iríamos visitar o Chi Li Nunnery, um templo budista que fica junto ao Nan Lian Garden. Pegamos o metrô em Tsim Sha Tsui em direção à estação Diamond Hill.

Saltando do Metrô não tem erro. Como em todos os lugares de HK, a direção do templo é sinalizada com várias placas e não é distante da estação. O Nan Lian Garden fica em frente ao templo e é possível entrar no templo por um passagem suspensa que leva do Garden ao templo principal.

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O Nan Lian Garden foi um dos passeios que mais me surpreendeu positivamente. É um jardim muito bonito e bem cuidado. Passa uma sensação de tranqüilidade que eu achei que não teria em uma cidade como HK. Vimos várias pessoas praticando Tai Chi Chuan e eram poucos os visitantes.

Depois de andar um bom tempo no Garden chegamos à entrada do Chin Li Nunnery. Esse templo transmite uma sensação de paz com um som ambiente tocando mantras budistas e pouquíssimos visitantes. O templo foi todo construído em madeira sem o uso de pregos (segundo as informações que eu peguei nos guias, porque não deu pra perceber direito) e é o único prédio nesse estilo em toda HK.

As estátuas de diferentes budas ficam dispostas nos pontos cardeais e o centro do templo tem 4 pequenos lagos em um formato quadrangular cercados por árvores. O detalhe fica por conta das saídas de água com forma de dragões. Como na maioria das atrações turísticas na China, na saída há uma lojinha com vários souvenires.

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O Nan Lian Garden, em Hong Kong. Foto: Gustavo Calil.

Depois, partimos de volta para o metrô para ir para a segunda atração do dia, o Wong Tai Sin Temple. Saindo da estação Diamond Hill, indo em direção à Tsin Sha Tsui, saltamos na estação seguinte, que é a Wong Tai Sin. A saída do metrô é quase em frente ao templo.

Chegando lá, tivemos uma surpresa gigante. Estávamos esperando um templo tranqüilo, mas devia ter umas 2000 pessoas no lugar. E era muito diferente do Nunnery. O que lá tinha de tranqüilidade e cores sóbrias, no Wong Tai Sin era gente pra todo lado com o vermelho predominando em todos os lugares, desde o portal de entrada até as paredes do templo.

Na entrada, havia estátuas com as representações dos signos do horóscopo chinês muito concorridas pra fotos. Nessa hora, foi possível perceber como os chineses são muito religiosos só pela quantidade de pessoas acendendo incensos e fazendo suas orações em frente a estátua do Buda. Enquanto estávamos lá, demos muita sorte, pois aconteceu uma pequena cerimônia muito diferente, com umas cornetas e um gongo que foi superinteressante de assistir.

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Cerimônia no templo Wong Tai Sin. Foto: Gustavo Calil.

Como terceira visita do dia, nós fomos ao Man Mo Temple, na Hollywood Road. Saímos de Wong Tai Sin e pegamos o metrô novamente em direção a estação Central. Como era caminho, resolvemos passar em um dos pontos turísticos mais esquisitos que eu já vi na minha vida.

Em HK, existe a maior esteira rolante do mundo, que é chamada Escalator e é considerada uma das atrações da cidade. Não achei grande coisa, mas como ficava no caminho para o templo e não perdemos muito tempo nela, valeu a visita para conhecer.

Uma dica sobre a Hollywood Road: a rua é voltada para turistas, então as lojas aqui têm um preço acima do encontrado no restante da cidade. Se for pra fazer compras, não escolha esse lugar.

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Sobre o Man Mo Temple: Ligado a duas divindades (se não me engano Literatura e Guerra) é com certeza o menor de todos os templos que visitamos, mas ele tem uma importância histórica para HK. Uma quantidade de incensos absurda, que chega a provocar uma neblina de fumaça um pouco irritante para os olhos, fica pendurada nele, o que transmite uma idéia de reverência para as pessoas que entram no templo. Meu amigo Felipe achou esse o melhor templo da viagem toda.

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O Man Mo Temple, em Hong Kong. Foto: Gustavo Calil.

Saindo do templo, resolvemos aproveitar o resto da tarde pra fazer umas comprinhas. HK tem um mega shopping que fica em Tsim Sha Tsui, então partimos pra lá. Só que ao invés de pegarmos o metrô resolvemos pegar a Star Ferry.

A Star Ferry é uma barca no estilo Rio-Niterói que é uma das atrações de HK devido ao skyline famoso da cidade. A travessia dura uns 5 minutos, mas tem passeios que acontecem à noite para ver a Sinfonia das Luzes que levam mais tempo.

Para chegar ao terminal da ferry optamos por ir andando, o que foi bem legal porque observamos várias coisas curiosas na cidade, como os andaimes das construções feitos de bambu e uma passeata que nos pareceu ser sobre campanha política.

O desembarque do ferry em Tsim Sha Tsui é quase em frente ao shopping, numa região onde há algumas outras atrações como o Museu de Arte, o Museu Espacial e o Centro Cultural de HK. Infelizmente, não consegui convencer os companheiros de viagem a conhecer nenhum deles.

Depois de rodarmos muito pelo shopping (e aproveitar pra fazer umas comprinhas) saímos de lá e fomos para a Avenue of Stars. Essa avenida é a “calçada da fama” de HK. Lá tem as mãos de diversos artistas locais, incluindo alguns famosos mundialmente como Jackie Chan, Jet Li. É lá também que fica a famosa escultura do Bruce Lee, que é idolatrado em HK.

Às 20h acontece a Sinfonia das Luzes, que é um show de luzes feito pelos prédios da Ilha de HK. É muito maneiro. A sincronia das luzes dos prédios com a música que toca na avenida é perfeita. Fora que a musiquinha que toca parece vinda de um jogo do Mario Bros e é muito divertida.

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O belo skyline de Hong Kong. Foto: Gustavo Calil.

Como o show dura só 20 minutos e ainda era cedo, partimos para conhecer outra atração de HK, o Temple Street Night Market. Pegamos o metrô em direção a estação Jordan e na saída é só virar a direita e andar 3 quadras pra chegar lá.

Quem olhar para as fotos vai se perguntar: Como uma rua tipo camelódromo pode ser atração turística? Bem, quem já foi à China sabe que uma das coisas mais divertidas que se pode fazer lá é pechinchar nas compras.

É uma coisa cultural. Os vendedores esperam que o cliente pechinche, e como a maioria não fala quase nada de inglês, é muito engraçado pechinchar. Algumas vezes é possível pagar 10 vezes menos o preço inicial, então a dica é a seguinte: tente descobrir o preço “real” do que você quer comprar. Pergunte o preço em várias barraquinhas e faça ofertas bem abaixo do que o vendedor pediu. Por exemplo, se ele pediu 100, ofereça 10. Se ele nem negociar, na próxima barraca ofereça 20. Normalmente quando a oferta é muito baixa os vendedores nem negociam. Se ele pediu 100 e começou a negociar quando você ofereceu 20, o preço real deve ser algo em torno de 30.

Depois disso, você determina quanto você quer pagar por aquilo e parte para as negociações reais. Nunca aceite os primeiros preços e não tenha vergonha de oferecer muito menos porque eles sempre pedem muito alto. Eu cheguei a pagar 55 numa compra que o primeiro preço do vendedor foi 350.

Depois de rodar por lá, voltamos para o hotel para nos prepararmos para sair para Macau no dia seguinte. Mas isso eu conto no próximo post. Até lá”.

Veja todos os posts da viagem do Gustavo pela Ásia

 

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