adorei o meu roteiro em Budapeste, porque consegui conhecer as principais atrações da cidade no tempo que eu planejei, 3 dias. E sem muita correria. Eu tentei organizar o roteiro de forma que eu visse as atrações mais próximas umas das outras no mesmo dia. Mas tive que fazer algumas alterações por causa do clima, já que choveu em alguns momentos.
Porém, mesmo com essas mudanças o meu roteiro em Budapeste ficou bem dinâmico e com atrações variadas. Eu fui na primavera, e, por isso, meus dias eram mais longos por lá, o que me deu bastante tempo pra aproveitar a cidade. Já estava claro umas 8h e só anoitecia mesmo por volta das 20h.
Onde se hospedar
Budapeste vale a pena?
Quantos dias passar em Budapeste?
Roteiro resumido
Roteiro detalhado
O que fazer à noite
Como chegar
Como se locomover
Chip para celular
Basílica de Santo Estevão. Foto: Marcelle Ribeiro.
Onde se hospedar em Budapeste?
É importante que você saiba que Budapeste é separada em duas macro-regiões: Buda e Peste. Elas duas têm sub-bairros e algumas diferenças. Buda é um lugar mais inclinado, com ladeiras e pouco comércio. Lá ficam algumas atrações como o Bastião dos Pescadores, o Castelo de Buda e a Igreja Matthias.
Peste é uma região com mais restaurantes, lojas e mercadinhos. Além disso, é bem servida de transporte e também tem muitos pontos turísticos famosos, como o Parlamento e a Basílica de Santo Estevão.
Eu me hospedei em Peste, no Budapeste Holidays Downtown e gostei bastante. Tinha comércio e restaurantes por perto, além de estação de bonde. O quarto era ótimo, bem limpo e confortável. Mas também selecionei alguns outros hotéis bem avaliados pra te sugerir:
- Collect Residence (Peste)
- K46 Residence (Peste)
- Adagio Downtown Rooms (Peste)
- Leon Hotel & Lounge Budapeste (Buda)
- Hotel Castle Garden (Buda)
- Carlton Hotel Buda Castle (Buda)
Confira mais informações e dicas no post Hotéis Baratos em Budapeste.
Budapest Holidays Downtown. Foto: Marcelle Ribeiro.
Budapeste vale a pena?
Sim, Budapeste vale a pena. É uma cidade bonita, com atrações interessantes e diversificadas. Não foi a minha cidade favorita no Leste Europeu, mas eu voltaria lá, porque amei o passeio de barco, as piscinas quentinhas das termas e os pontos turísticos culturais.
Quantos dias ficar em Budapeste?
A maioria das pessoas fica 3 dias inteiros em Budapeste. Esse tempo é suficiente para você conhecer a cidade sem pressa, mas não dá pra fazer nenhum passeio de bate-volta a cidades vizinhas. Tem quem fique apenas 2 dias, mas eu acho que se seu roteiro em Budapeste vai ficar corrido se você passar tão pouco tempo.
Meu roteiro de 3 dias em Budapeste – Resumido
O meu roteiro em Budapeste foi um pouco cheio, mas deu tempo de conhecer tudo sem ficar exaustivo. Geralmente o meu dia começava às 9h da manhã e umas 17h eu já tinha conhecido as atrações diurnas. Porém, tem muito o que fazer em Budapeste à noite também, sabia? Daí eu descansava um pouco no hotel, jantava e depois saía de novo! Veja resumidamente tudo que eu conheci na minha viagem para Budapeste:
- 1º dia: Praça dos Heróis + Parque da Cidade (Városliget) + Castelo Vajdahunyad + Capela Jaki Kapolna + Museu Etnográfico + Termas Széchenyi + Tour na Ópera Estatal Húngara + Time Out Market + Bar nas Ruínas.
- 2º dia: Basílica de Santo Estevão + Praça Elizabeth + Ponte da Liberdade + Grande Mercado Central de Budapeste + Rua Váci + Sinagoga da Rua Dohány + Parlamento da Hungria + Sapatos às margens do Rio Danúbio + Praça da Liberdade + Passeio de barco à noite.
- 3º dia: Tour guiado por Buda (Bastião dos Pescadores + Igreja Matthias + Castelo de Buda) + Ponte das Correntes + Café Nova York + Compras em shopping.
Igreja Matthias tem que estar no roteiro em Budapeste. Foto: Marcelle Ribeiro.
Roteiro em Budapeste (mais explicado)
Agora eu vou explicar com mais detalhes o meu roteiro em Budapeste. Ah, mas já te adianto que todos os preços citados neste texto são de 2026, ok?
Dia 1 – Atrações no Parque da Cidade e em Peste
Praça dos Heróis
No meu primeiro dia, comecei conhecendo a Praça dos Heróis, onde ficam o Museu de Arte Contemporânea e o Museu de Belas Artes. Eu só vi as fachadas desses museus, mas admirei a praça, onde ficam estátuas dos 7 heróis que fundaram a Hungria. O monumento é bem grande. Mas a praça não tem jardins nem bancos.
Praça dos Heróis. Foto: Marcelle Ribeiro.
Parque da Cidade (Városliget), Castelo Vajdahunyad e Capela Jaki Kapolna
Bem pertinho da Praça dos Heróis fica o Castelo Vajdahunyad e o Parque da Cidade (Városliget), onde tem um lago e muitas árvores, viu? Atualmente dentro do castelo funciona um museu sobre agricultura. Mas a gente visitou só a parte gratuita, externa. Achei a fachada do castelo bem linda! Ele foi construído em 1908 e tem vários estilos arquitetônicos. Lá também vimos a Capela Jaki Kapolna, que é linda por fora e simples por dentro.
Castelo Vajdahunyad. Foto: Marcelle Ribeiro.
Museu Etnográfico
Outra atração do Parque da Cidade é o Museu Etnográfico. Não entramos nele, mas subimos as escadas até o teto dele, que é bem diferente, inclinado e cheio de plantas. De lá de cima temos a vista para o Museu de Arte Contemporânea e o de Belas Artes. Não pagamos nada pra subir.
Dentro do museu mesmo você vai ver objetos que representam culturas populares, gravações de músicas folclóricas, fotografias e vídeos sobre povos antigos.
Museu Etnográfico. Foto: Marcelle Ribeiro.
Termas Széchenyi
Outra atração que conhecemos no Parque da Cidade foi as Termas Széchenyi. Elas são as termas mais famosas e disputadas da cidade, com muitas piscinas quentinhas. Aliás, o prédio em si é lindíssimo, enorme e com fachada clássica amarela. O hall de entrada já impressiona, com pinturas no teto, paredes e detalhes em amarelo e dourado. O lugar foi inaugurado em 1903 e é uma das maiores termas medicinais da Europa.
Lá tem várias piscinas aquecidas, mas as externas é que são as mais disputadas, pela beleza do lugar. Você toma banho cercado pelo prédio amarelo, lindo! Ah e numa das piscinas externas tem até uma parte com correnteza! A temperatura da água varia de piscina pra piscina: tem algumas frias e outras com 38ºC! E dá até pra jogar xadrez na beira.
Também aproveitei algumas piscinas internas, que são menos bonitas, mais “tradicionais”. Fiquei 2h30 lá, mas teria ficado mais se meu roteiro em Budapeste estivesse mais folgado. Ah, em algumas piscinas a galera faz exercícios!
A entrada custa 13.200 ou 14.800 florins (33 ou 37 euros), depende do dia. Dá direito às s piscinas e também às saunas, onde a temperatura pode chegar a 80ºC. Por um valor à parte, você pode tomar banho numa banheira cheia de cerveja e degustar a bebida.
Quando você for lá nas termas, leve seu próprio chinelo e toalha. É proibido circular por lá descalço. Eles vendem vendem roupão, toalha e chinelo, mas é caro.
Termas Széchenyi: ponto alto do meu roteiro em Budapeste. Foto: Marcelle Ribeiro.
Ópera Estatal Húngara
Ainda no nosso primeiro dia por Budapeste, fizemos uma visita guiada pelo prédio da Ópera Estatal Húngara. Mesmo que você não faça o tour, dê uma entradinha no hall, pois o teto tem uma decoração linda e cheia de detalhes, de cair o queixo! Nesse prédio, inaugurado há 200 anos, há apresentações de ópera e balé bem famosas até hoje! Ele levou 9 anos para ser construído.
Os salões e halls têm uma decoração com muito rococó e dourado. Há diversos quadros. O Salão de Concertos tem cadeiras e camarotes em veludo vermelho e paredes folheadas a ouro. Ou seja, bem imponentes! Os ingressos dos espetáculos chegam a ser vendidos por até 71.150 florins (200 euros) nos melhores assentos. Mas na parte de cima é bem mais barato: 3.558 florins (10 euros).
Se você comprar o mesmo tour que o meu, vai ter direito a uma pequena apresentação de ópera nas escadarias do prédio ao final. Vale a pena! A visita guiada custa 10.500 florins (26 euros) e precisa ser reservada com antecedência.
Ópera Estatal Húngara. Foto: Marcelle Ribeiro.
Time Out Market
O Time Out Market é um mercado gastronômico que existe vários lugares do mundo. Inclusive eu já tinha ido em um em Lisboa, em Portugal. E fui também no de Budapeste! Lá não é um mercado para você comprar produtos. Nesse lugar só tem stands de restaurantes – geralmente famosos – que fazem alguns pratos para serem servidos lá.
É um ambiente bem bonito, com ar-condicionado e mesas para você sentar e comer. Tem desde comida húngara até outros tipo de gastronomia, como pizza e hambúrguer.
Bar nas Ruínas
Não deixe de incluir um bar “em ruínas” no seu roteiro em Budapeste. Existem vários. Eles são locais pra beber cerveja, drinks (e com sorte até vinho) em um ambiente descolado. É que esses bares funcionam em prédios que foram beeem destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Os donos deles fizeram decorações “alternativas” e eles entraram “na moda”.
Nós fomos no Szimpla Kert, o mais famoso desses bares. Ele é grande, tem algumas mesinhas com cadeiras, dois ambientes com DJs pra dançar, outro com show de banda e muitas opções de bebidas. Porém, não é um lugar pra você ir comer, tá? Porque há raríssimas opções. Ah, e fica cheio aos finais de semana! A ponto de ter fila. Mas eu fui numa segunda-feira e estava tranquilo.
Se você quiser conhecer outros bares além desse que eu fui você pode fazer uma maratona de bares em Budapeste. É um passeio guiado, à noite, pelas ruas mais famosas e vibrantes da cidade. Você vai conhecer de 4 a 5 lugares e uma mistura de “bares em ruínas”, pubs e discotecas. O tour influi fotos, shot de boas vindas gratuitos em todos os bares e entrada vip para o La Siesta, Humbak, Fuge Udvar e Instant-Fogas. Tem duração de 5h a 5h30 e custa 3.202 florins (9 euros).
Szimpla Kert num horário bem vazio. Foto: Maridão.
Dia 2 – Atrações em Peste
Basílica de Santo Estevão
O segundo dia do meu roteiro em Budapeste começou às 9h na Basílica de Santo Estevão, uma das igrejas mais famosas do país. Ela levou 50 anos pra ser construída e a obra terminou em 1905.
Consagrada em homenagem ao primeiro rei da Hungria (que se chamava Estevão), a Basílica de Santo Estevão é certamente uma das igrejas mais bonitas e impressionantes que eu já vi. Enorme, ela tem um teto super decorado, uma cúpula grande, além de imagens e muitos detalhes em dourado. O órgão da igreja tem mais de 6.300 tubos.
No altar principal há uma imagem de Santo Estevão segurando um cetro, que é um símbolo de poder. Também tem uma estátua do arcanjo Gabriel segurando uma coroa e painéis de metal em relevo que contam a história do Rei Estevão.
Eu comprei o ingresso apenas para o hall, de 2.600 florins (6 euros). Essa área funciona de 2ª a sábado, das 9h às 17h45. Aos domingos, abre das 13h às 17h45. Já pra ter acesso à área chamada “Tesouro ” subir na torre, você tem que pagar mais 5 mil florins (12 euros). Estas outras partes da basílica funcionam todos os dias, das 9h às 19h.
Basílica de Santo Estevão. Foto: Marcelle Ribeiro.
Praça Elizabeth
Na sequência, passei pela Praça Elizabeth, que tem algumas árvores, vários restaurantes em volta e uma roda gigante. Porém, confesso que achei ela bem sem graça. Só vale a pena de fato se você quiser subir na roda gigante.
Ponte da Liberdade
Há algumas pontes que ligam Buda a Peste e a Ponte da Liberdade é uma das mais bonitas delas. Ela é toda de metal e tem um tom verde atualmente. Tem 333 metros e na parte de cima há um detalhe em dourado, além de duas estátuas de águias. Embaixo fica o Rio Danúbio, que passa por vários países da Europa.
Ponte da Liberdade. Foto: Marcelle Ribeiro.
Grande Mercado Central de Budapeste
A próxima atração do meu roteiro em Budapeste foi o Grande Mercado Central, que tem uma fachada linda, com torres pontudas com azulejos coloridos. Dentro do mercado você pode comprar desde comida “de verdade” (como embutidos, carnes, frutas), mas também bebidas típicas, louças decoradas, lembrancinhas e muita páprica – já que é um tempero muito usado no país.
O mercado é enorme, mas não dá para almoçar ou jantar lá. Nós compramos apenas uns doces e café pra comer na hora.
Grande Mercado Central de Budapeste. Foto: Marcelle Ribeiro.
Rua Váci
Em frente ao Grande Mercado Central de Budapeste fica a Rua Váci, que é uma rua de pedestres famosa, cheia de lojinhas e vários restaurantes.
Sinagoga da Rua Dohány
Essa Sinagoga é a maior da cidade e a segunda maior do mundo. O interior dela é lindo, com 2 andares, pilastras em madeira escura, muitos lustres grandes e elegantes e até dois púlpitos laterais. O altar principal também chama a atenção, em tons brancos e dourados.
Além disso, o ingresso dá direito a um tour guiado. Nele, aprendi muito não só sobre o lugar mas também sobre o judaísmo e o holocausto. A guia inclusive nos deixou fazer perguntas. Ou seja, definitivamente a visita vale a pena!
Antes da Segunda Guerra Mundial, a Sinagoga da Rua Dohány era frequentada por cerca de 3 mil pessoas, sendo que mulheres ficavam na parte de cima e homens na parte de baixo. Eles só sentavam no mesmo ambiente em algumas ocasiões. Contudo, com a morte de milhões de judeus no holocausto, a sinagoga passou a ter uma comunidade muito menor.
Bem do lado da sinagoga há um cemitério. Não é muito haver cemitérios no mesmo terreno de sinagogas, mas quando os soviéticos chegaram em Budapeste, eles encontraram milhares de judeus mortos ali. Por isso, acabaram construindo um cemitério ao lado da sinagoga.
Atrás do templo há um monumento grande, no formato de uma árvore com folhas de metal. Em cada folha foi escrito o nome de uma vítima do holocausto.
A entrada para a sinagoga custa 14.500 florins (36 euros).
Sinagoga da Rua Dohány. Foto: Marcelle Ribeiro.
Parlamento da Hungria
Uma das atrações mais famosas de Budapeste é o prédio do Parlamento Húngaro, que é um dos maiores do mundo, ficando atrás apenas do da Romênia e Argentina. Ele foi inaugurado em 1902, tem quase 700 salas e fica na beira do Rio Danúbio. É impressionante! Na frente do Parlamento tem estátuas de estadistas húngaros famosos.
Um dos pontos altos do meu roteiro em Budapeste seria a visita ao interior do prédio, mas nosso tour foi cancelado porque no mesmo dia aconteceriam eventos oficiais do governo húngaro lá. Mas caso você queira conhecer o prédio do Parlamento por dentro, reserve com várias semanas de antecedência, porque as vagas esgotam rápido. Custa 14 mil florins (35 euros).
Neste tour ao interior do prédio, você conhece a Escadaria Principal, o Salão da Assembleia, o Salão da Cúpula, a Antiga Câmera Alta e os Conselhos de Deputados.
Parlamento da Hungria: inclua no seu roteiro em Budapeste. Foto: Marcelle Ribeiro.
Sapatos às margens do Rio Danúbio
Nossa próxima parada foi no memorial “Sapatos às margens do Rio Danúbio”. São sapatos presos na margem do rio, como o nome diz. É uma homenagem a judeus que morreram a tiros ali durante a Segunda Guerra Mundial.
Sapatos às margens do Rio Danúbio. Foto: Marcelle Ribeiro.
Praça da Liberdade
Nem todos os pontos “turísticos” de Budapeste valem a pena na minha opinião. É o caso da Praça da Liberdade, para onde fomos em seguida. Ela tem algumas árvores, uma cafeteria e alguns banquinhos para sentar. Ou seja, era uma praça como tantas outras onde já estive. Por isso, achei meio sem graça.
Passeio de barco à noite
O passeio de barco pelo Rio Danúbio foi uma das minhas atrações preferidas nesse meu roteiro em Budapeste. Alguns prédios históricos ficam super iluminados de noite, como o Parlamento, o Castelo de Buda e o Bastião dos Pescadores. Além disso, algumas pontes de Budapeste ficam ainda mais bonitas de noite.
Existem vários tours de barco na cidade, de dia e de noite, mas escolhi um que além de ser noturno tinha open bar com cerveja, prosecco gostoso e drinks liberados. A bebida era gostosa, farta e fácil de pegar, e o barco era bonito! Além disso, tinha até uma música animada! Com área coberta e área aberta também, ambas grandes. Durou pouco mais de 1h e custou 8.735 florins (25 euros).
O Parlamento iluminado. Foto: Marcelle Ribeiro.
Dia 3 – Atrações em Buda
Tour guiado por Buda
No terceiro dia por Budapeste eu fiz um tour “gratuito” por Buda. Gratuito entre aspas porque espera-se que você dê uma gorjeta ao final do tour. Nós demos 3.558 florins (10 euros) por pessoa. O passeio durou umas 2h e nele vimos atrações como dois mirantes; uma rua cheia de prédios coloridos, antigos e caríssimos; e a fachada do Arquivo Nacional, que é um prédio com telhas coloridas lindas e que guarda documentos importantes do país.
Nosso guia ainda nos levou para ver a fachada de uma das igrejas mais importantes de Budapeste, a Igreja Matthias. Ela tem uma fachada branca cheia de detalhes e vários estilos arquitetênicos, porque várias pessoas a reformaram de um jeito.
Na mesma praça onde fica a Igreja Matthias tem o Palácio das Finanças, que tem uma fachada branca cheia de detalhes e telhas coloridas também. Nesta praça fica ainda uma coluna alta que foi construída pelos húngaros como uma forma de agradecimento pelo fim da peste negra. Ela é toda ornamentada com pequenas esculturas.
Durante o tour também conhecemos o Bastião dos Pescadores, que tem sete torres em homenagem às setes tribos que fundaram a Hungria. O nome “pescadores” se dá porque os primeiros povos que defenderam a Hungria foram os pescadores, justamente pelo Rio Danúbio ficar nesta área. Ou seja, eles pescavam mas faziam as vezes de “soldados” também.
Ah, do Bastião dos Pescadores você tem uma bela vista da cidade. Dá inclusive pra ver o Parlamento.
Outras atrações que conhecemos no tour foi a Praça São Jorge, onde tem um prédio onde já funcionou um monastério; e o Castelo de Buda, que é do século XIII.
Bastião dos Pescadores. Foto: Marcelle Ribeiro.
Castelo de Buda
O Castelo de Buda foi construído quando um rei resolveu construir uma edificação no alto da colina, para se proteger de invasões de mongóis na época. Só que o castelo foi muito danificado, por conta da ocupação dos otomanos na Hungria. Ele foi reconstruído e lá moraram vários reis e rainhas do país.
Na frente do castelo tem uma estátua do Rei Matthias, que era um caçador. Também tem estátuas de vários animais que ajudavam na caça. Ah, e ali da parte externa do castelo você tem uma vista linda do rio Danúbio e da cidade.
É possível visitar o interior do castelo, mas nele não há salões e quartos reais, mas sim um museu e uma biblioteca. Eu optei por não visitar a parte interna. Inclusive o guia do meu tour por Buda disse que não vale tanto a pena.
Castelo de Buda. Foto: Marcelle Ribeiro.
Igreja Matthias
Depois que que nosso tour guiado por Buda acabou, fomos conhecer a Igreja Matthias por dentro. Ela é lindíssima e enorme, com muitos vitrais coloridos, estátuas e até tronos que foram usados na coroação de reis. Ah, e demos sorte de ver um músico tocando o órgão da igreja. Lá também tem um mini museu, com roupas de religiosos e coroas.
Ela é bem diferente de outras igrejas que eu já visitei não só na Hungria, mas também em outros países, porque as paredes delas são inteiramente pintadas! Ah, e muitas das imagens dela retratam a Virgem Maria.
Uma curiosidade é que durante a invasão otomana, a Igreja Matthias foi uma mesquita! Outra coisa diferente é que lá dentro há muitas bandeiras. A entrada custou 3.400 florins (8 euros).
Igreja Matthias. Foto: Marcelle Ribeiro.
Ponte das Correntes
Quando estávamos saindo de Buda vimos mais uma ponte linda que liga essa parte da cidade a Peste: a Ponte das Correntes. De lá dá para ver o Parlamento da Hungria de outro ângulo.
Ponte das Correntes. Foto: Marcelle Ribeiro.
Café Nova York (em Peste)
Nesse nosso 3º dia de roteiro em Budapeste ainda deu tempo de ver uma atração de Peste: o Café Nova York, que foi construído há 120 anos. Dizem que comer ou até mesmo tomar um café lá é bem caro! Por isso, eu só tirei algumas fotos do hall, bem rapidinho. Ele é lindo, com lustres, detalhes clássicos e pinturas no teto.
Café Nova York. Foto: Marcelle Ribeiro.
O que fazer em Budapeste à noite?
Tem muito mais o que fazer à noite em Budapeste do que você imagina! Uma das opções é ir a um “bar em ruínas”, como Szimpla Kert, que é o mais famoso. Como eu disse, ele é grande, tem mesinhas, DJ e até show de banda, além de muitas opções de bebidas. Porém, enche aos finais de semana e não há muito o que comer por lá.
Outra opção é contratar um tour tipo “maratona de bares“, em que você vai a 4 a 5 lugares como “bares em ruínas”, pubs e discotecas, em ruas bem conhecidas. O passeio inclui bebidas grátis, fotos e entrada vip para o La Siesta, Humbak, Fuge Udvar e Instant-Fogas. Dura cerca de 5h e custa 3.202 florins (9 euros).
Mas a atração noturna que eu mais gostei foi esse passeio de barco pelo rio Danúbio, em que eu vi vários pontos turísticos de Budapeste iluminados. Além disso, o tour inclui open bar com diversas bebidas liberadas, como cerveja, prosecco e drinks. Todas gostosas! Eu bebi à vontade, sem dificuldade! O barco era grande e bonito, com área externa e interna. Tinha até música animadinha! Durou 1h20 e custou 8.735 florins (25 euros).
Mas se você quiser fazer um passeio de barco pelo rio Danúbio mais em conta, separei este aqui, que é muito bem avaliado. Custa 18 euros e inclui uma taça de bebida.
Você também pode aproveitar a noite em Budapeste pra ir jantar num lugar gostoso. Nós comemos uma vez no Time Out Market, mercado famoso gastronômico que também existe em outros países.
Como ir para Budapeste?
Eu fui de ônibus para Budapeste, saindo de Bratislava, na Eslováquia. Foram 2h30 de viagem. Você também pode pegar um trem em Vienna, na Áustria, já que também são apenas 2h30 até Budapeste.
Outra opção é viajar de avião mesmo e descer no Aeroporto Ferenc Liszt, que fica a 24 km do centro de Budapeste (30 minutos de carro).
Como se locomover em Budapeste?
Para fazer esse meu roteiro em Budapeste você não precisa alugar carro. Eu usei muito o transporte público por lá, especialmente bonde e ônibus, porque algumas atrações ficavam meio espalhadas pela cidade, que é grande. Mas usei metrô também. Além disso, andei muito a pé.
Achei todos os meios de transporte pontuais, bem organizados e limpos. E levam para tudo o que é canto da cidade. Foi fácil me locomover por lá.
Também usamos Uber em Budapeste duas vezes. Mas é engraçado é que quem presta o serviço de Uber na cidade são os taxistas. Ou seja, quando você pedir um Uber pelo aplicativo, vai vir um táxi. Não é exatamente barato, mas compensou pelo horário e pelo fato de estarmos com malas.
Metrô facilita seu roteiro em Budapeste. Foto: Marcelle Ribeiro.
Chips de celular
Pra fazer turismo em Budapeste é muito importante ter internet no celular o tempo todo. Usamos pra ver horários de metrô, pesquisar estações próximas, pedir Uber, ver mapas on-line, falar com familiares e comprar passeios em cima da hora.
Eu já testei vários chips para celular de diferentes empresas e recomendo esses abaixo. E consegui cupons de desconto!
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Ainda está com dúvidas sobre meu roteiro em Budapeste? Escreva nos comentários!
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