Maraú/Barra Grande (BA): Onde ficar, onde comer e onde não comer

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 02/10/2019
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Maraú é um paraíso na Bahia com praias de águas cristalinas, que você tem que conhecer. Eu já expliquei neste post aqui sobre as atrações da península e agora vou falar um pouco mais sobre onde se hospedar e onde comer. Vamos lá?

 

Onde ficar

A maior parte das pousadas fica em Barra Grande, que para os baianos é sinônimo de Maraú, apesar de Barra Grande ser apenas uma das vilas da península. Barra Grande é onde está o “centrinho” mais interessante turisticamente, pois além de ter a sua própria praia (que é onde está o cais, mas que é boa para banho), reúne restaurantes, bares, mercadinhos e as poucas lojinhas da região.

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É de Barra Grande que saem as lanchas para Camamu (o “hub” dessa parte da Bahia), para os passeios para as ilhas, para a cachoeira e para a Ilha de Boipeba. É em Barra Grande que ficam reunidos os “pontos” dos meios de transporte: táxi, jardineira (caminhão adaptado para transporte de passageiros), mototáxi, lojas de aluguel de triciclo e até de aluguel de bicicleta.

E Barra Grande é bem central para ir para outras praias também. A Ponta do Mutá está a 20 minutos de caminhada, e Taipu de Fora, a 20 minutos de carro.

Por tudo isso, eu sugiro que você fique em Barra Grande. Taipu de Fora, a praia mais famosa e bonita da Península de Maraú, também tem pousadas, mas não tem vida noturna nenhuma. Lá, há dois ou três restaurantes apenas. Em Barra Grande há bem mais opções.

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Ruas de areia fofa

Mas não vá pensando que Barra Grande é uma “rua das Pedras”, como Búzios (RJ). Não há qualquer calçamento. Todas as ruas são de areia e você vai sujar o pé toda vez que botar ele para fora. A Península de Maraú toda é bem “roots”, sem frescura. Lembra mais Ilha Grande (RJ) do que Búzios (RJ), Pipa (RN) ou Morro de São Paulo (BA).

Centrinho de Barra Grande na baixa temporada. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centrinho de Barra Grande na baixa temporada. Foto: Marcelle Ribeiro.

Outra dica: Barra Grande não é pequena e é melhor você se hospedar perto da praça principal e da igreja, onde ficam as opções gastronômicas.

Nosso hotel em Barra Grande

Nós nos hospedados no Flat Barra, um misto de flat e pousada no centro de Barra Grande, a 10 minutos a pé da praça principal e da igreja. Achei bem localizada e o atendimento é nota 10. Os funcionários são super gentis.

O “quarto” na verdade não é um quarto: cada unidade é composta de suíte com cama de casal com varanda, rede e ar condicionado + saleta com sofá que é bicama e TV + outra sala com sofá + lavabo + cozinha americana + área de serviço com tanque e varalzinho.

Ou seja, o flat é bem espaçoso (dormem 4 pessoas), além de colorido. A cozinha é super bem equipada, com fogão, geladeira grande, panelas, utensílios de cozinha, pratos, copos e talheres. Eu inclusive cozinhei lá.

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Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Piscina e poucas unidades

O Flat Barra tem também piscina com espreguiçadeiras e um bonito jardim, cuidado com atenção.  São poucas unidades, menos de 10.

Digo que é um misto de pousada com flat pois eles servem café da manhã caprichado e gostoso (o que não acontece com todos os flats em geral), com frutas, pães, bolos, frios, sucos, tapioca feita na hora, ovos e bebidas. Além disso, todas as tardes fica à disposição dos hóspedes, sem custo, um gostoso bolo, café e chá.

Os lençóis e toalhas, no entanto, precisam ser renovados. Nos quartos que nós ocupamos durante nossa estadia, encontramos roupas de cama e banho surrados, alguns furados. Os banheiros também poderiam ser reformados, pois nas unidades em que dormimos o box tinha azulejos manchados e de cores diferentes, a tampa do vazo sanitário estava quebrada, e o assento do vaso sanitário estava amarelado. Além disso, em uma unidade encontramos uma parede com mofo.

Também estranhei o fato de não haver funcionário durante a noite na recepção do Flat e de o estabelecimento passar, aparentemente, todo o tempo aberto. Não há portão no muro baixo que cerca a propriedade.

Minha família ocupou duas unidades do Flat Barra nos dias que passamos lá. O meu foi cortesia do Flat Barra. Pela unidade dele, meu pai pagou R$ 160 pela diária, em baixa temporada.

 

Onde comer em Barra Grande

A Península de Maraú tem restaurantes com preços variados, mas saiba que almoçar na beira da praia não vai te custar menos de R$ 40 por pessoa (sem bebida).

Eu fui em baixa temporada, uma semana antes de feriadão, e encontrei muita coisa fechada. Mas meu pai, que já foi a Barra Grande várias vezes, disse que em alta estação, a vila ferve. Veja algumas dicas de onde comer e também de onde NÃO comer.

 

Tio Sazo

A Tio Sazo é uma deliciosa pizzaria com dezenas de sabores, muitos fora do tradicional. Comemos meia calabresa, meia berinjela flambada e estava deliciosa. As mesas ficam numa área ao ar livre na Praça da Tainha, no Centrinho de Barra Grande, um lugar bem agradável. A pizzaria só funciona à noite.

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Pizza da Tio Sazo, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

La Trattoria

O restaurante La Trattoria tem um pouco de tudo: petiscos, massas, risotos, frango, carne, bruschetta e grelhados. Os pratos são individuais e custam em média R$ 35. Só abre para jantar. Nós fomos de bruschetta vegetariana, frango com salada verde e salada de legumes, além de filé mignon aperitivo. Estava tudo muito gostoso e deu de sobra para nós 3. A caipivodka também estava bem gostosa (menos de R$ 20).

 

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Bar da Rô

O Bar da Rô é um dos lugares mais famosos da península de Maraú, por ter mesinhas e espreguiçadeiras à beira do rio Carapitangui, pertinho da praia de Barra Grande, e por reunir gente de mais alto poder aquisitivo para o pôr do sol. O lugar é bem agradável, entre o rio e o mar, com um deck na beira da água.

Mas espere preços salgados. Os tira-gostos custam de R$ 22 (batata frita) a R$ 120 (lagosta), mas boa parte deles sai a R$ 45. Os pratos para 2 pessoas custam de R$ 110 (arroz de polvo) a R$ 170 (lagosta com arroz negro). Um peixe frito com legumes custa R$ 150.

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Isca de peixe do bar da Rô. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

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Deck do bar da Rô. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Pastellaria

Eu fui à Pastellaria não para comer pastel, mas sim atraída pelo PF (prato feito) que eles oferecem. Era uma segunda-feira de baixa temporada e os poucos restaurantes abertos no centrinho de Barra Grande estavam desertos. Na Pastellaria, as poucas mesas da varanda estavam ocupadas e o cheirinho de bife estava convidativo.

O lugar é ótimo para quem não quer gastar muito e quer comer uma comidinha simples, caseira, mas super saborosa. A carne estava bem macia. Meu PF veio com feijão, arroz, bife e saladinha e custou a bagatela de R$ 20. Super bem servido. A Pastellaria fica no centrinho de Barra Grande, após o ponto das jardineiras, andando em direção à igreja.

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PF bom, bonito e barato da Pastellaria. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Onde não comer

 

Mucama

Almoçamos um peixe assado na folha de bananeira na barraca de praia Mucama, na praia de Ponta do Mutá, que estava bem sem gosto e que deveria ter ficado na grelha por mais tempo. Além disso, demorou 1h20 para chegar à mesa, apesar de a barraca não estar cheia no dia. Custou R$ 120 (servia 3 pessoas), com acompanhamentos.

 

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