Roteiro no Espírito Santo: 2 sugestões com praias e montanhas!

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 25/08/2026

Muitos brasileiros só estão começando a fazer turismo no estado do Espírito Santo agora e eu confesso que demorei pra viajar para o estado. Mas já estive 2 vezes lá (sem contar a vez em que fui na infância!), fiz roteiros bem diversificados e curti cachoeiras, muitas belezas naturais e históricas, praias e comidas gostosas. Por isso, hoje eu vou te ajudar a montar seu roteiro no Espírito Santo e te dar duas opções: uma que inclui mais praias e atrações históricas e outra mais com montanhas, cachoeiras e turismo de experiência e gastronômico.

Aqui você vai saber o que fazer no Espírito Santo em 5 dias ou até bem mais. Além disso, vou dar outras dicas de viagem importantes! Se preferir, use o índice abaixo:

O que fazer no Espírito Santo
Quantos dias ficar
Como se locomover
Meus 2 roteiros pelo Espírito Santo
O que faltou conhecer

portal mulher roteiro Espírito Santo

Entrada da cidade de Domingos Martins. Foto: Izabela Andrade.

O que fazer no Espírito Santo?

Há várias atrações para incluir no seu roteiro pelo Espírito Santo. Desde igrejas e atrações históricas, praias bem bonitas, trilhas, montanhas, cachoeiras até atividades de turismo de experiência e gastronômico. Além disso, tem destinos que contam a história da imigração italiana e alemã no estado.

Uma cidade famosa é Vitória, a capital, que tem praias, igrejas e prédios históricos que valem a pena. Eu também conheci um pouco de alguns destinos mais focados em praia, como Guarapari (55 km ou 1h de carro da capital) e Iriri (89 km ou 1h30). E morro de vontade de conhecer Itaúnas (274 km ou 4h3o de Vitória).

Vila Velha também é uma cidade que atrai turistas e que eu curti. Fica bem pertinho de Vitória, a 12 km (25min de carro). Lá tem o famoso Convento da Penha, uma das maiores fábricas de chocolate da América Latina e praias com mar azul e transparente. Ah, na cidade de Ibiraçu fica a Estátua do Buda Gigante, a 75 km (1h2o de carro) da capital, onde passei um tempinho.

Não deixe de conhecer a região chamada Montanhas Capixabas, onde ficam cidades como Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante. Eu passei vários dias lá e vou te contar o que visitei.

praia paisagem areia roteiro Espírito Santo

Praia Areia Preta, em Iriri. Foto: Marcelle Ribeiro.

Quantos dias ficar no Espírito Santo?

Eu estive duas vezes no estado e pra visitar os mesmo lugares que eu você vai precisar de 11 dias. E se tiver 15 dias consegue aproveitar mais praias que eu!

Meu primeiro roteiro no Espírito Santo teve 6 dias, mas foi mais focado na região das Montanhas Capixabas, com cidades como Domingos Martins (a mais famosa), Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano, Conceição do Castelo e Alfredo Chaves. Nesta mesma viagem passei apenas 1 dia na cidade de Anchieta (curti praia em Iriri) e também vi a famosa estátua gigante de Buda em Ibiraçu.

Ou seja, essa primeira viagem teve um pouquinho de praia em Iriri, mas teve mais atrações de natureza (cachoeiras e montanhas) e de turismo de experiência, rural e gastronômico nas Montanhas Capixabas.

Numa outra viagem, passei 5 dias conhecendo Vitória e Vila Velha, mas consegui passar um dia em Guarapari também.

Se eu tivesse mais dias, teria conhecido melhor Guarapari e também teria ido tomar banho de mar e dançar forró em Itaúnas.

convento da penha montanha

O Convento da Penha, em Vila Velha. Foto: Marcelle Ribeiro.

Como se locomover para fazer esse roteiro no Espírito Santo?

Antes de mais nada, preciso falar sobre como chegar ao Espírito Santo. O aeroporto de Vitória recebe voos de várias regiões do país. Se você for viajar de avião, recomendo que veja as passagens aéreas neste site, porque lá você consegue até 30% de desconto.

Eu cheguei de avião. Para conhecer os destinos das Montanhas Capixabas é essencial estar com um carro , porque lá não tem transporte público que ligue uma atração a outra, muito menos para cidades vizinhas. Na verdade, até tem ônibus que vai de Vitória a Domingos Martins e a Venda Nova do Imigrante, mas para se locomover dentro destas cidades você vai precisar de carro.

Eu costumo alugar carros neste site. Já contratei o serviço deles em mais de 20 viagens e nunca tive problema. Você pode parcelar em até 12x sem juros e os leitores aqui do blog têm 5% de desconto com o cupom VICIADAEMVIAJAR.

Já na segunda viagem, para Vitória, Vila Velha e Guarapari, eu não aluguei carro. Foi super fácil e barato andar pela capital e por Vila Velha de Uber. E eu conheci Guarapari num passeio em grupo de 1 dia a partir de Vitória.

E pra ir ao Buda Gigante, em Ibiraçu? Tem excursão que leva da capital até lá.

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Eu no Buda Gigante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Roteiro no Espírito Santo dia a dia

Antes de te falar sobre passeios no Espírito Santo, preciso dizer que todos os valores informados aqui são de 2026, ok?

Meu primeiro roteiro no Espírito Santo teve 6 dias e foi mais focado nas Montanhas Capixabas. Foi assim:

Já na segunda viagem, meu roteiro no Espírito Santo ficou assim:

  • 1º dia – Vitória: Palácio Anchieta + Catedral de Vitória + almoço no restaurante Enseada Geraldinho + Praia de Camburi e Píer de Iemanjá + Parque Pedra da Cebola.
  • 2º dia – Vila Velha: Farol de Santa Luzia + Convento da Penha + Fábrica de chocolates Garoto + almoço + descanso no hotel em Vitória + Triângulo das Bermudas.
  • 3º diaPasseio de Vitória para Guarapari: Praias da Areia Preta, Castanheiras, do Meio, dos Namorados, das Virtudes e da Fonte.
  • 4º dia – Vitória: Ilha do Frade (Praias da Barreira, das Castanheiras e da Ilha do Frade) + almoço na Curva da Jurema + Ilha do Boi (Praias do Nenéu e Grande) + Feirinha da Praça dos Namorados à noite.
  • 5º dia – Vila Velha (Praias da Sereia e da Costa) e Vitória (Praias do Curva da Jurema e Guarderia). Almoço e voo de volta pra casa.
Agora vamos falar sobre o que fiz dia a dia de forma mais detalhada em cada uma dessas viagens.
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Catedral Metropolitana de Vitória. Foto: Marcelle Ribeiro.

1º dia: Anchieta

Eu fiz essa primeira viagem no Espírito Santo com um grupo de blogueiros de viagem. Chegamos a Vitória de manhã e depois nossa van fretada nos levou para Anchieta, no litoral. No caminho, paramos para almoçar no restaurante Capixaba Sim Senhor, onde eu comi uma tilápia bem servida e muito saborosa.

Assim que cheguei a Anchieta, conheci o Santuário Nacional de José de Anchieta, que tem mais de 400 anos! A igreja é bem simples e a entrada é gratuita. Mas, se você quiser conhecer o museu que tem lá para aprender um pouco mais sobre a história dos jesuítas no Brasil, precisa pagar R$ 10. É uma visita rápida, de 1 hora.

Nesse mesmo dia, fizemos check-in em um hotel em Iriri (Hotel Espadarte), a região de praia mais famosa de Anchieta. Como cheguei no meio da tarde, só deu tempo de dar um mergulho na praia de Costa Azul (em frente ao hotel) e curtir a hospedagem um pouquinho.

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Santuário Nacional de José de Anchieta. Foto: Marcelle Ribeiro.

Onde ficar em Iriri?

O Hotel Espadarte era muito bom, com quarto espaçoso, ar-condicionado, decoração bonita e tudo bem novinho. As roupas de cama e banho eram excelentes também. E para melhorar, meu quarto tinha banheira de hidromassagem dupla e vista para a praia!

O hotel tem nota 8,8 no Booking e duas piscinas (uma delas aquecida). O café da manhã era delicioso e variado. Além disso, o hotel tem seu próprio restaurante, onde comi uma ótima moqueca capixaba. E fica na beira da praia da Areia Preta.

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Meu quarto no Hotel Espadarte. Foto: Marcelle Ribeiro.

2º dia – Iriri (Anchieta)  + Alfredo Chaves

Comecei meu segundo dia de roteiro no Espírito Santo caminhando pela praia da Areia Preta. Mas como estava nublado e chuviscando, não aproveitei muito.

Depois, fui almoçar no O Pirá. O restaurante, especializado em frutos do mar, é uma graça e tem vista para um rio. Experimentei várias entradinhas deliciosas e de prato principal comi peixe na brasa com banana temperada, arroz, farofa e salada.

Em seguida, pegamos 1h de estrada e chegamos a Alfredo Chaves, cidade nas Montanhas Capixabas. Essa região tem várias cachoeiras e fomos a duas. A primeira foi a cachoeira de Piripitinga, que tem cerca de 20 metros de altura e dois poços rasos para banho.

Pra chegar você precisa fazer uma pequena trilha de 5o metros, super tranquila e fácil, e pagar uma taxa de R$ 5. Ela fica aberta aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h. Não precisa agendar. Ah, lá eles servem petiscos e bebidas.

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Cachoeira de Piripitinga. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na sequência fomos à cachoeira de Matilde, que é a mais famosa de Alfredo Chaves. Também conhecida como Cachoeira Engenheiro Reeve, ela é muito bonita, bem alta e volumosa. Porém, o banho é proibido por causa da força d’água. Para chegar lá é só andar por uma trilha pavimentada curtinha e subir umas escadinhas. Um trajeto de  5 minutinhos.

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Cachoeira de Matilde. Foto: Marcelle Ribeiro.

Onde dormir em Domingos Martins?

Em seguida, nosso motorista nos levou para a região de Domingos Martins, também nas Montanhas Capixabas, onde passei alguns dias hospedada. Eu fiquei no hotel Natureza Eco Lodge e amei! Ele não fica exatamente em Domingos Martins e sim numa cidade próxima, chamada Vargem Alta.

Os quartos são super espaçosos, bem equipados e com uma decoração charmosa. E ficam ao redor de um lago e do jardim, criando um visual muito lindo! As roupas de cama e banho são ótimas e o banheiro também.  Além disso, cada quarto tem uma rede na varanda e uma vista sensacional!

O Natureza Eco Lodge tem piscina e um café da manhã delicioso, variado e servido em um salão agradável. Saiba mais no post “Onde ficar em Domingos Martins”.

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Vista do meu quarto no Natureza Eco Lodge. Foto: Marcelle Ribeiro.

3º dia – Marechal Floriano + Domingos Martins

Conheci a cidade de Marechal Floriano, nas Montanhas Capixabas, no 3º dia de viagem. Nessa região existem vários pequenos produtores de café e fiz uma degustação de cafés especiais no Empório Pedra Bonita.

O café mais famoso é o café “do Jacu”. Jacu é uma ave grande, que come grãos do café e depois expele eles nas fezes. Daí alguns produtores pegam esses grãos expelidos pela ave, higienizam eles e fazem um café especial, que é beem caro! No Empório Pedra Bonita você prova esse café (e outros!) harmonizado com bolo, queijo e chocolate. Essa experiência custa a partir de R$ 46.

E lá também tem uma lojinha e um restaurante com almoço a quilo, que custa R$ 89. A comida era bem gostosa.

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Buffet do Empório Pedra Bonita. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na sequência, passei algumas horas no China Park, um eco resort que tem várias atividades e oferece o serviço de day use. Ou seja, mesmo quem não está hospedado lá pode pagar uma taxa e curtir as piscinas (ao ar livre ou cobertas e aquecidas), toboáguas, salão de jogos, brinquedoteca, pedalinho, teleférico, trenzinho e até fazer trilhas ecológicas. Além disso, tem parede de escalada, tirolesa, arvorismo e bungee trampolim.

Você também pode pagar um valor à parte e comer um super “café da tarde”, com vários bolos, frutas, petisquinhos, frios e bebidas.

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Tirolesa no China Park. Foto: Marcelle Ribeiro.

Degustação de cervejas

No final da tarde do nosso 3º dia de roteiro no Espírito Santo, fomos a mais uma atração da cidade de Domingos Martins, a Cervejaria Artesanal Bello Monti. Visitei a unidade que fica na estrada chamada “Rota do Lagarto”. Lá, fizemos uma degustação e harmonização de cervejas bem interessante. Durante a experiência, um dos donos colocou um ferro quente na nossa bebida! E apesar de ser uma coisa aparentemente simples, mudou totalmente a sensação de beber a cerveja!

Essa atividade inclui também a harmonização com petiscos e custa entre R$ 80 e R$ 95 por pessoa.

Aproveitei pra ver  um trecho da Rota do Lagarto chamada “Quadrado de São Paulino”, onde tem restaurantes e cafeterias bem bonitos.

4º dia – Domingos Martins

Uma atração super clássica para você colocar no seu roteiro pelo Espírito Santo é a Pedra Azul. Lá tem uma paisagem incrível e piscinas naturais para tomar banho. E foi justamente a Pedra Azul a primeira atração do meu quarto dia de viagem.

Existem várias trilhas no Parque Estadual da Pedra Azul, com níveis de dificuldade e tamanhos diferentes. Eu fiz uma de 6 km no total (ida e volta), para as piscinas naturais. Levei 2h30 ao total, num percurso de dificuldade média. A parte mais difícil foi subir uma escadaria bem inclinada.

Vimos um mirante lindíssimo, aves da região e descobrimos porque a Pedra Azul tem esse nome. Ela é coberta por líquen e, dependendo da hora do dia, da umidade e da época do ano, esse líquen pode ter tons diferentes. Mas como ele geralmente tem um tom azulado, a pedra ganhou esse nome.

A melhor parte da trilha foram as piscinas naturais. O banho lá é uma delícia! Uma delas é mais funda, mas as outras são rasas.

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A Pedra Azul. Foto: Marcelle Ribeiro.

Você até pode fazer a trilha para as piscinas naturais da Pedra Azul sozinho, porque ela é autoguiada. Mas ainda assim você vai precisar agendar a sua visita, porque só 150 pessoas podem visitar o parque por dia. Os horários disponíveis são: 8h, 9h, 10, 11h ou 13h, e você pode fazer a reserva neste site. A entrada é gratuita.

Mas se você quiser ir com um guia, recomendo a empresa Ecoa Experiências. Eu fiz a trilha com eles e gostei muito. Além disso, eles oferecem um piquenique com produtos da região. Eles cobram R$ 95 por pessoa.

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Piscinas naturais na Pedra Azul. Foto: Marcelle Ribeiro.

Iogurteria Valentim

Depois da trilha, almocei na Iogurteria Valentim, onde há um pequeno buffet de comida caseira saborosa. Na sequência, aprendemos um pouco sobre a história dessa empresa familiar que produz iogurtes e até uma manteiga que ganhou o título de melhor do Brasil em 2024.

Mas o mais legal mesmo foi a atividade Mestre Iogurteiro, em que aprendemos sobre a produção de iogurtes naturais e até ajudei a fazer um! Vimos o processo de pasteurização e ainda coloquei “a mão na massa” para misturar iogurte com frutas vermelhas e ajudar a embalar! Foi uma das atrações mais legais do meu roteiro no Espírito Santo. Tem 1h30 de duração e custa R$ 70.

Aliás, a Iogurteria Valentim oferece várias outras atividades, muitas delas para crianças inclusive. Por exemplo:

  • Oficina de estamparia botânica – 1h de duração
  • Passeio de pônei para crianças – 8 a 15min
  • Interação com coelhos – 10min
  • Aleitamento de bezerros – É feito em um tempo curto, mas no ritmo do animal
  • Oficina de aquarela vegetal – 40min a 1h
  • Oficina de arte com barro – 40min a 1h
  • Oficina de plantio de suculentas – 30min
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Preparação do iogurte. Foto: Marcelle Ribeiro.

Experiência com cafés

Depois, tivemos mais uma atividade com cafés especiais, mas bem diferente da feita no dia anterior. Fomos a uma outra unidade da Cervejaria Bello Monti, localizada na Vila Gastronômica de Domingos Martins e participei de uma experiência sensorial com cafés.

Aprendi a diferenciar um café especial daqueles que são vendidos em supermercados. Uma especialista guiou meu grupo durante toda a atividade. Começamos sentindo os aromas do café e fomos anotando alguns pontos sobre cheiro, sabor e acidez, Depois, provamos a bebida sugando em uma colher, como se fosse uma “sopa”.

Essa experiência com cafés inclui uma pequena degustação de pães, biscoitos e geleias. Custa R$ 95.

Terminamos o dia com petiscos e jantar na cervejaria mesmo.

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Degustação de cafés. Foto: Marcelle Ribeiro.

5º dia – Conceição do Castelo + Venda Nova do Imigrante

No 5º dia de roteiro no Espírito Santo, eu e meus colegas blogueiros fomos primeiro a Conceição do Castelo, outra cidade das Montanhas Capixabas. Lá, eu fui na MD Frutos da Terra, uma fazenda familiar onde você pode colher frutas do pé e até andar de trator, por R$ 10.

Comi aipim frito quentinho com café feito na hora. Além disso, degustamos alguns vinhos do Rio Grande do Sul. Você pode agendar a sua visita pelo número (28) 99938-5626.

Em seguida, nosso motorista nos levou de van para a cidade de Venda Nova do Imigrante, também nas Montanhas Capixabas. Almoçamos no restaurante Nossa Vida, que fica em um casarão antigo e bem bonito. A comida é feita no fogão à lenha e tem muitas opções. Tudo que eu comi estava muito gostoso. O valor do quilo varia de acordo com o dia, mas custava entre R$ 75 e R$ 100.

Depois, nosso grupo foi à lojinha da Fazenda Carnielli, que é um bom lugar para comprar queijos, geleias, mel, biscoitos e cervejas. Tudo produzido no Espírito Santo.

Degustação de geleias e comida italiana

A atração seguinte desse 5º dia de roteiro no Espírito Santo foi a AnGar, uma empresa de produção artesanal de doces e geleias. Eles usam frutas da própria colheita e de produtores da região. Também fica na cidade de Venda Nova do Imigrante.

Na AnGar vi um pé de jabuticaba de 60 anos de existência e fiz uma degustação de geleias com pães, bolo, queijo e socol (um tipo de embutido produzido no estado). Essa experiência custa R$ 35.

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Degustação de geleias na AnGar. Foto: Marcelle Ribeiro.

Minha próxima parada neste dia foi na Casa Nostra, um espaço que mistura cultura, tradição e culinária italiana. Fica na cidade de Venda Nova do Imigrante. Lá tem um museu que conta a história da imigração italiana na região, com exposição de vários utensílios que eles utilizavam no dia a dia e na preparação de alimentos. A visita guiada pelo museu custa R$ 35.

Mas se você quiser ter uma experiência mais completa, pode participar da Experiência Casa Nostra, que foi a que eu fiz. Nela eu vi a réplica de uma casa de imigrantes italianos com decoração da época mesmo! Dancei com algumas pessoas vestidas de “nonnas’ italianas” e pude “brincar de preparar” pão, polenta e café.

Também provei polenta com queijo, café, bolo e outras delícias. Tudo estava muito gostoso! Além disso, vi como os imigrantes italianos produziam café e como transformavam milho em fubá. Essa experiência mais completa custa R$ 90.

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Museu da Casa Nostra. Foto: Marcelle Ribeiro.

6º dia – Domingos Martins + Ibiraçu

Visitei a fábrica de Biscoito Kebis no último dia dessa minha primeira viagem pelo Espírito Santo. Localizada em Domingos Martins, a empresa foi criada por descendentes de alemães há mais de 30 anos. Provei diversos biscoitos deliciosos, doces e salgados.

A fábrica Kebis também tem iniciativas de comprometimento ambiental e social. Por exemplo: eles reciclam sacolas para transformar em embalagem para mudas de plantas. E o valor de cada muda vendida é doado para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Domingos Martins.

Depois, nosso motorista nos levou de van para a cidade de Ibiraçu, a 75 km (1h2o de carro) de Vitória (e já fora das Montanhas Capixabas). Lá conhecemos a famosa estátua do Buda gigante. Ela tem 35 metros de altura e fica na entrada do mosteiro Zen Budista, um dos maiores mosteiros da América Latina.

Passeamos pelos jardins do mosteiro, que tem flores, lago com peixinhos, outras estátuas menores de Buda e até um torii, um portal vermelho de madeira muito comum do Japão. A entrada é gratuita.

Dali fui para o aeroporto de Vitória, para aguardar meu voo de volta ao Rio de Janeiro.

Veja mais no texto “O que fazer em Domingos Martins e Pedra Azul (ES)?”.

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Buda Gigante: boa dica para o roteiro no Espírito Santo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Meu segundo roteiro no Espírito Santo detalhado:

Meses depois voltei ao estado e fiz o roteiro abaixo:

1º dia – Vitória

Meu primeiro dia foi em Vitória. Como estava chovendo, aproveitei para conhecer atrações históricas da cidade. Primeiro visitei o Palácio Anchieta, que foi construído no século XVI e é uma das atrações mais famosas do estado. Conheci o prédio por dentro (é simples) e tirei fotos da fachada, que é lindíssima! A entrada é gratuita.

Depois fui conhecer a Catedral Metropolitana, uma igreja com pouco dourado, mas que tem vitrais lindos. Ela tem uma arquitetura bem eclética e um estilo neogótico. Não precisa pagar nada para entrar.

Comi moqueca capixaba no restaurante Enseada Geraldinho e em seguida fui à Praia de Camburi, a maior praia da cidade. Ela é imprópria para banho, mas é boa para caminhar. Na pontinha dela tem um píer com uma estátua de Iemanjá.

Ainda no primeiro dia fui ao Parque Pedra da Cebola, que tem jardins, lagos, e os mais diferentes tipos de aves. A entrada para o parque é gratuita e lá você consegue ver uma pedra que parece uma cebola. Ah, em todos os dias eu dormi no Sheraton Vitória.

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Palácio Anchieta tem que estar no roteiro no Espírito Santo. Foto: Marcelle Ribeiro.

2º dia – Vila Velha + Vitória

No segundo dia eu fui para Vila Velha, que fica bem pertinho de Vitória. Primeiro fui ao Farol de Santa Luzia, que tem uma bela vista para a praia e entrada gratuita.

Também conheci o Convento da Penha, que é branquinho por fora e fica no alto de uma montanha. É uma das atrações mais famosas do Espírito Santo. Lá de cima dá para ver a Terceira Ponte e a cidade de Vitória. Além disso, no convento há uma capela, um terço gigante e a Sala dos Milagres. A entrada é grátis.

Em Vila Velha também conhecemos a fábrica de chocolates da Garoto, uma das maiores da América Latina. Fizemos uma visita guiada ao museu da fábrica e aprendemos bastante sobre a história do cacau e um pouco mais sobre a empresa.

Em seguida almoçamos, voltamos para Vitória e descansamos no nosso hotel. À noite fomos no Triângulo das Bermudas, um lugar com bares e mesas na rua.

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Fábrica da Garoto é dica para roteiro no Espírito Santo. Foto: Marcelle Ribeiro.

3º dia – Passeio de Vitória para Guarapari

No 3º dia fiz um passeio para Guarapari, onde há cerca de 40 praias (conheci apenas 6). É a cidade mais famosa do litoral do estado e fica a 1h da capital. Eu fui às praias da Areia Preta, do Meio, das Castanheiras, dos Namorados, das Virtudes e da Fonte. Todas elas são pequenas e bem próximas umas das outras, então fomos andando de uma para outra. Conhecemos tudo isso em 5h de passeio.

As praias que eu mais gostei foram a dos Namorados e a das Castanheiras, pois elas têm o mar calmo. O passeio custa R$ 115 e tem duração de 8h.

Saiba mais no post “O que fazer em Guarapari em 1 dia“.

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Praia dos Namorados, em Guarapari. Foto: Marcelle Ribeiro.

4º dia – Vitória

Dia de visitar praias da capital! Primeiro fui na Ilha do Frade e lá conheci as praias da Barreira, das Castanheiras e da Ilha do Frade. Todas elas são pequenininhas, mas sem estrutura de aluguel de cadeira e nem guarda-sol. Na das Castanheiras vimos muitas tartarugas!

Almoçamos na Curva da Jurema e depois fomos à Ilha do Boi, que tem duas praias: a do Nenéu e a Praia Grande. As duas são calmas, pequenas e têm pessoas alugando guarda-sol e cadeira. De noite fomos na Feirinha da Praça dos Namorados, mas não curti muito o lugar.

Foi o dia mais intenso desse meu segundo roteiro no Espírito Santo, porque como havia chovido nos dias anteriores, não pudemos conhecer as praias da capital antes. Daí acabei concentrando muitas praias nesse dia pra “compensar”.

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Praia Grande, na Ilha do Boi. Foto: Marcelle Ribeiro.

5º dia – Vila Velha + Vitória

Voltei a Vila Velha de manhã cedo para conhecer as praias da Costa e da Sereia. Elas são continuação uma da outra e pequenas. Aliás, a Praia da Sereia é a mais bonita dentre as que eu visitei no estado e, por isso, tem que estar no seu roteiro no Espírito Santo. Ela tem o mar transparente, azulzinho e calmo. Saiba mais no texto “O que fazer em Vila Velha”.

No meio da manhã voltei para Vitória e conheci duas praias que também são continuação uma da outra: a da Curva da Jurema e a da Guarderia. Ambas tem mar sem ondas e verdinho. Na da Curva da Jurema tem quiosques bonitos e grandes onde dá pra almoçar. No meio da tarde peguei meu voo de volta para casa.

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Praia da Sereia, em Vila Velha. Foto: Marcelle Ribeiro.

O que faltou nos meus roteiros pelo Espírito Santo?

Quero voltar a Guarapari para conhecer mais praias de lá, porque no passeio de 1 dia que eu fiz a partir de Vitória, eu só pude conhecer as praias do Centro. E Guarapari tem cerca de 40 praias!

Mas o que eu mais gostaria de conhecer mesmo é Itaúnas. Esse destino fica quase na divisa com a Bahia, a 274 km de Vitória (4h40 em uma viagem de carro) e é famoso pelas praias, dunas de areia muito altas e pelo forró! Eu amo forró “pé de serra” e Itaúnas é uma espécie de “paraíso” para forrozeiros.

Bate-volta de Vitória

Será que dá para conhecer outras atrações do Espírito Santo mesmo ficando hospedado na capital? Dá sim! Existem vários passeios bate-volta que partem de Vitória. Separei algumas opções abaixo. Todos estes passeios incluem guia e transporte:

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Praia da Ilha do Frade, em Vitória. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ficou com dúvidas sobre como montar um roteiro no Espírito Santo? Escreva nos comentários.

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