O que fazer em Amsterdam – roteiro na capital e arredores

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 26/06/2019

Uma das cidades da Europa que eu mais gostei das tantas que já visitei foi Amsterdam. Eu fui na primavera e senti uma cidade que vibra, com ruas lindas, povo simpático e muitas atrações a serem visitadas! A minha listinha de o que fazer em Amsterdam era grande, mas com 4 ou 5 dias dá tempo de conhecer não só a cidade, mas também atrações nas redondezas.

(preços atualizados em 30/04/2019)

 

Melhor época para ir a Amsterdam

Não compre sua passagem antes de ver a época das tulipas. É que no topo da sua lista de o que fazer em Amsterdam tem que estar uma atração que na verdade fica numa cidade vizinha: o Keukenhof, o parque de tulipas. Vimos jardins lindíssimos, andamos de bicicleta (laranja, da cor da Holanda!) pelos campos de tulipas e tirei mais de 100 fotos de flores (incluindo no meio do “mar” de tulipas”). Surtei!

E afinal, qual a melhor época para ir a Amsterdam? A data exata da temporada das tulipas varia de ano a ano, mas o parque anuncia com meses de antecedência quando ela vai acontecer. É só ficar de olho no site e nas redes sociais deles. Em 2019, a temporada das tulipas vai de 21 de março a 19 de maio.

Ir à Amsterdam nessa época é melhor porque você vai ver os campos de tulipa floridos! Quanto mais perto do início da temporada, melhor!

Além disso, essa é uma ótima época para ir a Amsterdam porque o clima vai estar gostoso na cidade. Você vai ter que usar casaco, é verdade, mas nada insuportável. As ruas vão estar com folhas coloridas nas calçadas, dando aquele charme! Em março a temperatura média é de 8 graus. Em abril, de 8 graus e em maio, de 12 graus.

Quando estivemos lá, pegamos sol todos os dias, mas fez frio (tive que sair mega-acasacada) e ventou muito. O que nos surpreendeu foi a baixa umidade da cidade, um saco!

 jardins do Keukenhof

Tulipas brancas no Keukenhof. Foto: Marcelle Ribeiro

o que fazer em amsterdam Keukenhof

Eu no meio das tulipas vermelhas. Foto: Guilherme Calil.

 jardins do Keukenhof

Um dos belos jardins do Keukenhof. Foto: Marcelle Ribeiro.

O que fazer em Amsterdam – Dia 1

Ao chegar em Amsterdam, perdemos um tempinho para comprar a passagem de bonde do aeroporto de Schiphol para o centro da cidade. As maquininhas do aeroporto não estavam aceitando dinheiro, só cartão holandês.

Com a confusão do fuso horário e o cansaço das 11h de avião, resolvemos tirar 2 horas para tirar uma soneca no nosso primeiro dia de viagem, no Hotel Nadia. (veja mais abaixo o que achei do hotel)

Acordamos e fomos fazer um passeio de barco pelos canais de Amsterdam. Como tínhamos o I Amsterdam Card, o passeio saiu de graça. Se fóssemos pagar só pelo passeio de barco, seria 13 euros por pessoa.

O I Amsterdam Card é um cartão que dá direito a ingressos de atrações turísticas e transporte público ilimitado pelo período adquirido. Para 24h, o custo atual é de 60 euros por pessoa. Para 48h, 80 euros. Para 72h, 93 euros por pessoa. Para quem vai ficar 96h, ele custa 105 euros. E para quem vai passar 120 horas em Amsterdam, ele sai a 115 euros.

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Você pode comprar o I Amsterdam Card pela internet, em site em português.

Fizemos nosso passeio de barco pela empresa Holand International, o tour 100 Highlights Cruise, que dura 1 hora. Foi no passeio de barco que me apaixonei pela cidade! Canais lindos, árvores com folhinhas caindo, sol, gente andando de bicicleta… Era feriado na cidade, e tinha gente fazendo churrasco nos barcos pelos canais, tomando sol, uma delícia!

 

Dia 2 – Passeio a pé em Amsterdam + museus

No nosso segundo dia de roteiro em Amsterdam, tentamos fazer um city tour grátis, caminhando, pela cidade (pela empresa Sandeman New Europe, mas não conseguimos vaga. Demos azar porque resolvemos encontrar o grupo em frente à estação Amsterdam Centraal e já não havia mais vagas. Dica: encontre eles na Dam Square para aumentar suas chances.

Como não conseguimos vaga, e fomos andando pelo Centro sozinhos mesmo, com o guia de viagens que levei. Superfácil. Entramos numa das igrejas mais antigas da cidade, Oude Kerk, onde ainda estava rolando uma exposição de fotografias de fotojornalistas maravilhosa! Vimos o Red Light District, que é uma região cheia de vitrines inusitadas, em que profissionais do sexo oferecem seus serviços. Foi esquisito ver as mulheres, de calcinha e sutiã, balançando os peitos numa vitrine para atrair turistas.

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Museu obrigatório: Anne Frank

De lá, pegamos um bonde (eu explico mais sobre os bondes no final do post) para ir ao Museu dos Judeus de Amsterdam, que se chama Joods Historisch Museum. Nno meu caso, servia o bonde 9 ou o 14, parada na estação Waterlooplein.

Pela primeira vez, entrei numa sinagoga. Foi legal para entender um pouco do ritual deles. A visita é interessante, mas não muito demorada.

Depois de um descanso no hotel, fomos ao obrigatório Museu Anne Frank, a 2 quadras do nosso hotel. Comprei ingressos pela internet, antecipados, com dia e horário marcados, e evitei pegar mega-fila.

Os ingressos estão custando 10,50 euros por pessoa para adultos (e 5,50 euros para quem tem de 10 a 17 anos. Crianças de até 9 anos pagam 0,50 centavos).

O museu, na verdade, é a casa onde a adolescente judia se escondeu com a família durante a Segunda Guerra Mundial, antes de ser presa e levada para um campo de concentração. É simplesmente fantástico. Você caminha pela casa, apertada e se emociona conhecendo in loco a história de tanto sofrimento.

Neste dia, ainda deu tempo de ir no Museu do Rembrandt (onde era a casa do pintor), que nos surpreendeu de tão legal (para ir lá, pegamos o bonde 9 ou 14, parada Rembrandtplein). Tem até oficina em que se explica as técnicas do artista. Os ingressos para o Museu do Rembrandt custam 14 euros por pessoa (adulto). Quem tem de 6 a 17 anos paga 5 euros.

 

Tour de cerveja no dia 3 e mais museus

Começamos nosso dia pelo Rijksmuseum, um dos mais famosos museus da cidade, que é legal e tem muito Rembrandt. É bom chegar cedo, porque rola fila para entrar.

Depois, veio a atração que foi o ponto alto de Amsterdam para Guilherme: o Heineken Experience, na fábrica da Heineken, onde você conhece um pouco da história da marca holandesa e bebe várias cervejas grátis… Como eu não bebo, Gui bebeu as minhas 3 cervejas e mais as 3 dele. E ainda ganhou um certificado depois de fazer um curso rápido de como tirar um chopp.

Com Gui bebinho, fomos ao Museu Van Gogh, também bem legal, porque você aprende mais sobre o artista. Aliás, já percebi que eu tendo a gostar mais de museus sobre 1 assunto ou 1 artista do que esses que têm um pouco de tudo. Entre o Museu Van Gogh e o Rijksmuseum tem aquelas letronas clássicas de Amsterdam, com o nome da da cidade, onde todo mundo tira foto.

Tentamos alugar uma bicicleta para andar no Voldem Park (que é meio o Ibirapuera de lá), mas não deu tempo, a loja de bicicletas estava fechando. Neste dia, tentamos novamente ir naquele restaurante que me indicaram, mas como estava cheio, reservamos para o dia seguinte e comemos num italiano cool, mas meio metido a besta, com pratos pequenos e pouco molho no macarrão.

 

Dia 4 – Passeio para o parque das tulipas

Nosso quarto dia em Amsterdam foi o dia mais feliz: dia de Keukenhof, o parque das tulipas, que já mencionei acima.

Para ir ao parque tem que pegar um ônibus especial no aeroporto de Amsterdam (que se chama Schipol). A gente levou, do hotel até a entrada do parque, quase 1h30.

Compramos os ingressos antecipados, pela internet. Atualmente, o combo ingresso + ônibus está custando 30 euros por pessoa. Somente o ingresso para os jardins custa 17 euros para adultos (no site do Get Your Guide você faz a compra dos ingressos para o Keukenhof em português por apenas 1 euro a mais) e 8 euros para pessoas de 4 a 17 anos.

O legal é ver os jardins dentro do parque, mas também alugar uma bicicleta na porta do parque para ver os campos de tulipa que ficam nos arredores. Pegue o circuito 1, que, pedalando apenas 7 km, te permite ver os campos. O aluguel da bicicleta custa em torno de 10 euros por pessoa.

Neste dia conseguimos jantar no Moeders (que em holandês significa “mãe”), o tal restaurante típico holandês que me indicaram (fica na Rozengracht 251, no bairro do Jordaan). Valeu a pena os 70 euros que pagamos (por casal, com direito a entrada, prato principal e sobremesa).

Comemos a típica comida holandesa nesse restaurante que já foi eleito melhor da cidade, pela comida caseira. Comemos o prato Dutch Ricedish, que serve 2 a 3 pessoas e tem a versão deles de carne de panela (divina), batata de várias formas e mais outras delícias. Tem que reservar. Chegamos rolando no hotel.

 

Dia 5 – Bate-volta para Zaanse Schans

Nossa lista de o que fazer em Amsterdam ainda incluiu, no último dia, os moinhos no Zaanse Schans, um parque em uma cidadezinha vizinha a Amsterdam, que tem uma área reservada para várias atrações, quase como se fosse um parque temático.

Fomos lá para ver moinhos, fábrica de queijo e de tamancos, mas fiquei meio frustrada, o lugar é muito “pega-turista”. E fiquei mais frustrada ainda porque pelo que pesquisei no site deles a visita seria super interessante e achei que fóssemos precisar de um dia para ver o lugar (que você mata em 2 horas, no máximo, e fica a 30 minutos de trem do centro de Amsterdam).

Gastamos nossos preciosos euros à toa para ver um museu besta, o Zaans Museum. A “fábrica” de tamancos, a Wooden Shoe Workshop, é interessante, e grátis, mas é uma visita rápida.

A “fazenda de queijo” Cheese Farm De Catherinahoeve é, na verdade, um local onde você ouve uma explicação de 4 minutos sobre como se faz o típico queijo Gouda holandês, com uma loja atrás. É grátis, e você pode provar uns 15 tipos de queijos, além de biscoitos, sem pagar nada. Os queijos são divinos.

Vimos um dos raros moinhos de vento que funcionam de verdade, onde se produz óleo de amendoim, e foi interessante. Mas não sei se indico uma visita a Zaanse Schans a quem for a Amsterdam não…Você pode tirar uma foto de um moinho meio “fake” no Keukenhof e acho que em Amsterdam mesmo tem um, que não funciona. E na cidade de Amsterdam tem lojas especializadas em queijos em vários locais.

No resto do dia, de volta a Amsterdam, tentei fazer compras (tudo caro!!!) e andamos de bicicleta pelo Voldenpark, o Ibirapuera daqui. Alugamos nossa bicicleta na loja Mac Bike, bem na entrada do parque. O aluguel da bicicleta mais barata por 1 hora está custando 5 euros. Eu recomendo que você alugue por pelo menos 3 horas (7,50 euros), pois o parque é grande e tem muitos cantinhos lindos! Além disso, é gostoso dar umas paradas para fazer um lanche ou descansar.

Moinhos em Zaanse Schans perto amsterdam

Moinhos em Zaanse Schans. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Amsterdam – Onde ficar

Decidir onde ficar em Amsterdam foi um parto! Nós fazíamos questão de um hotel bem localizado, em um bairro bonito e perto das atrações. Mas achar hotel barato em Amsterdam é bem difícil! Ainda mais porque fomos perto de um feriado nacional, o Dia do Rei.

O Hotel Nadia foi bom, com café da manhã gostoso, cama confortável. Foi um dos poucos com diária a menos de 100 euros que consegui achar, e como fica no bairro do Jordaan, super bonitinho, valeu a pena. A coisa ruim é que o banheiro era minúsculo (tipo dependência de empregada no Brasil). Ah, e ele não tinha elevador, mas graças a Deus tinha um funcionário para subir com as malas pelos 3 andares para a gente!

 

Amsterdam – como andar de bonde

Para visitar os pontos turísticos da cidade você vai andar a pé, de bicicleta (se quiser fazer como os “locais”) ou de bonde.

Os bondes (chamados de TRAMs) são super eficientes e saem na hora marcada (em todos os pontos há placas com os horários e estações em que eles param). Dá para você comprar o bilhete individual na hora, dentro do trem, mas o ideal é você comprar um passe diário.

O blogueiro Daniel Ducs (que mora na Holanda) explica tudo sobre como funcionam os passes de TRAM neste post aqui. Ah, nos trams, você tem que validar o bilhete para entrar e para sair do bonde.

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Comentários

  1. Raquel Saboia
    23 maio 2014

    Olá! Adorei o seu relato! vou para lá também e estou cheia de dúvidas e te peço (na verdade, imploro!) por um help! Primeiro, quanto tempo vc gastou para conhecer o museu do Van Gogh? Vc comprou no próprio site do museu ou pelo ticketbar? porque o site do museu tem hora marcada e o ticketbar não..tenho medo de, se comprar neste último, dê problema lá para entrar…o parque das tulipas, vc gastou o dia todo? mais uma coisa: esse I amsterdam card, pelo que entendi, não incui a passagem de tram, né? e vc falou que a passagem do tram dá para comprar nele mesmo? por favor, ficaria muito encarecida se respondesse! obrigada!

    • 25 maio 2014

      Oi, Raquel,
      Levei de 1h a 1h30 para conhecer o museu do Van Gogh. Mas o tempo que cada pessoa leva para conhecer o museu é meio relativo, né? Depende do interesse de cada um pelo artista, se você gosta de ler todos os painéis explicativos… Eu gosto do artista, mas não sou uma fanática por artes ou por Van Gogh em especial. Comprei os ingressos no site do museu. Não conhecia o Ticketbar quando viajei para lá.
      Para conhecer o parque das Tulipas levei o dia todo, porque eu visitei não só o interior do parque, mas também os campos que ficam no entorno (são aqueles campos gigantes, cheios de tulipas). Conheci os campos de bicicleta.
      O I amsterdam card inclui passagens ilimitadas de tram sim. Olha o que diz o site: “Unlimited use of GVB public transport in Amsterdam (bus, tram & metro)”.
      Abraço,
      Marcelle

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