Amsterdam – cidade maravilhosa

postado por Marcelle Ribeiro em 29/04/2011 - Atualizado em: 08/02/2019
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Estou aqui esperando o trem que vai me levar de Amsterdam para Bruxelas e resolvi gastar o meu rico dinheirinho para escrever para vocês. Tive tempo de escrever outros dias, mas a dificuldade de achar uma lan house aqui é um saco… Só tem computador com acesso à internet aqui em coffee-shop (estabelecimentos onde fumar maconha é permitido e incentivado). E como eu detesto maconha, eu me recusei a entrar num coffee-shop. Agora achamos computadores numa sorveteria da estação a preços altos, mas paciência, dinheiro é para se gastar…

Enfim, depois de todo esse “nariz de cera” (jargão jornalístico para “enrolação”), vamos lá. Amei de paixão a Holanda e Amsterdam. Ponto alto do país para mim: o Keukenhof, o parque de tulipas. Vimos jardins lindíssimos, andamos de bicicleta (laranja, da cor da Holanda!) pelos campos de tulipas e tirei mais de 100 fotos de flores (incluindo no meio do “mar” de tulipas”). Surtei!

Tulipas brancas no Keukenhof. Foto: Marcelle Ribeiro

Tulipas brancas no Keukenhof. Foto: Marcelle Ribeiro

Eu no meio das tulipas vermelhas. Foto: Guilherme Calil.

Eu no meio das tulipas vermelhas. Foto: Guilherme Calil.

Um dos belos jardins do Keukenhof. Foto: Marcelle Ribeiro.

Um dos belos jardins do Keukenhof. Foto: Marcelle Ribeiro.

Com a confusão do fuso horário e o cansaço das 11h de avião (eu não dormi muito bem, apesar dos mimos da KLM), resolvemos tirar 2 horas para tirar uma soneca! Acordamos e fomos fazer um passeio de barco pelos canais de Amsterdam (como tínhamos o I Amsterdam Card, o passeio saiu de graça. Se fóssemos pagar, seria 13 euros por pessoa. Fizemos, pela empresa Holand International, o tour 100 Highlights Cruise, que dura 1 hora).Perdemos um tempinho para comprar a passagem de trem para o centro da cidade (as maquininhas do aeroporto não aceitam dinheiro, só cartão holandês. A passagem custa 4,50 euros), para comprar o I Amsterdam Card (um cartão que dá direito a ingressos de atrações turísticas e transporte público ilimitado pelo período adquirido. Compramos no ponto de informações turísticas que fica na saída da estação de trem Amsterdam Centraal. Por 3 dias, pagamos 59 euros, cada ) e chegar no Hotel Nadia.

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O hotel foi bom, café da manhã gostoso, cama confórtavel, mas banheiro minúsculo (tipo dependência de empregada). Mas foi um dos poucos com diária a menos de 100 euros que consegui achar, e como fica no bairro do Jordaan, super bonitinho, valeu a pena. Graças a Deus tinha um funcionário para subir com as malas pelos 3 andares para a gente!Mas, vamos voltar ao início da viagem. Chegamos bem, na segunda-feira, dia 25/04/2011. O voo da KLM foi ótimo, comida boa, conforto, sem atrasos, muitos filminhos legais e ainda ficamos com 3 poltronas para nós 2. A imigração foi tranquila e as malas chegaram!

Foi no passeio de barco que me apaixonei pela cidade!  Canais lindos, árvores com folhinhas caindo, sol, gente andando de bicicleta… Era feriado na cidade, e tinha gente fazendo churrasco nos barcos pelos canais, tomando sol, uma delícia!

No dia 26, terça, tentamos fazer um city tour grátis, caminhando, pela cidade (pela empresa Sandeman New Europe, veja os horários no site deles), mas não conseguimos vaga (dica: encontre eles na Dam Square e não em frente à estação Amsterdam Centraal) e fomos andando pelo Centro sozinhos mesmo, com o guia de viagens que levei. Superfácil. Entramos numa das igrejas mais antigas da cidade, Oude Kerk, onde ainda estava rolando uma exposição de fotografias de fotojornalistas maravilhosa! Vimos o Red Light District e tivemos que conter o riso quando vimos as mulheres, gordas e de calcinha e sutiã, balançando os peitos numa vitrine para atrair turistas.

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De lá, pegamos um bonde (que em holandês se chama TRAM) para ir ao Museu dos Judeus de Amsterdam, que se chama Joods Historisch Museum. Aliás, deixa eu fazer uma pausa para falar dos bondes em Amsterdam. Para visitar os pontos turísticos da cidade você vai andar a pé, de bicicleta (se quiser fazer como os “locais”) ou de bonde. Os TRAMs são super eficientes e saem na hora marcada (em todos os pontos há placas com os horários e estações em que eles param). Dá para você comprar o bilhete individual na hora, dentro do trem, mas o ideal é você comprar um passe diário. O blogueiro Daniel Ducs (que mora na Holanda) explica tudo sobre como funcionam os passes de TRAM neste post aqui. Ah, nos trams, você tem que validar o bilhete para entrar e para sair do bonde.

Depois de um descanso no hotel, fomos ao obrigatório Museu Anne Frank, a 2 quadras do nosso hotel. Comprei ingressos pela internet, antecipados, com dia e horário marcados, e evitei pegar mega-fila. Paguei 9 euros por pessoa. O museu, na verdade, é a casa onde a adolescente judia se escondeu com a família durante a Segunda Guerra Mundial, antes de ser presa e levada para um campo de concentração. É simplesmente fantástico.Como eu disse, pegamos o bonde (no meu caso, servia o 9 ou o 14, parada na estação Waterlooplein) e fomos no Museu dos Judeus e, pela primeira vez, entrei numa sinagoga. Foi legal para entender um pouco do ritual deles. E deu tempo de ir no Museu do Rembrandt (onde era a casa do pintor), que nos surpreendeu de tão legal (para ir lá, pegamos o bonde 9 ou 14, parada Rembrandtplein). Tem até oficina em que se explica as técnicas do artista.

De lá, ficamos tentando achar um restaurante que me indicaram, mas eu gravei o nome da rua errada! Resultado: comemos num italiano bem mais ou menos 🙁

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Dia 27, quarta-feira, foi dia de museus. Começamos pelo Rijksmuseum, um dos mais famosos da cidade, que é legal e tem muito Rembrandt. É bom chegar cedo, porque rola fila para entrar. Depois, veio a atração que foi o ponto alto de Amsterdam para Guilherme: o Heineken Experience, na fábrica da Heineken, onde você conhece um pouco da história da marca holandesa e bebe várias cervejas grátis… Como eu não bebo, Gui bebeu as minhas 3 cervejas e mais as 3 dele. E ainda ganhou um certificado depois de fazer um curso rápido de como tirar um chopp.

Com Gui bebinho, fomos ao Museu Van Gogh, também bem legal, porque você aprende mais sobre o artista (aliás, já percebi que eu tendo a gostar mais de museus sobre 1 assunto ou 1 artista do que esses que têm um pouco de tudo). Entre o Museu Van Gogh e o Rijksmuseum tem aquelas letronas clássicas de Amsterdam, com o nome da da cidade, onde todo mundo tira foto. Tentamos alugar uma bicicleta para andar no Voldem Park (que é meio o Ibirapuera de lá), mas não deu tempo, a loja de bicicletas estava fechando. Neste dia, tentamos novamente ir naquele restaurante que me indicaram, mas como estava cheio, reservamos para o dia seguinte e comemos num italiano cool, mas meio metido a besta, com pratos pequenos e pouco molho no macarrão.

Dia 28, quinta-feira, o dia mais feliz: Dia de Keukenhof, o parque das tulipas, que já mencionei acima. Minha sugestão é: se você vai à Holanda na primavera, se programe para estar lá na época em que o Keukenhof estará aberto (as datas variam ano a ano, olhe no site. Este ano, abriu de 24 de março a 20 de maio). Para ir ao parque tem que pegar um ônibus especial no aeroporto de Amsterdam (que se chama Schipol). A gente levou, do hotel até a entrada do parque, quase 1h30. Compramos os ingressos antecipados, pela internet e pagamos 21 euros por pessoa, pelo combo ingresso + ônibus, por pessoa. O legal é ver os jardins dentro do parque, mas também alugar uma bicicleta na porta do parque para ver os campos de tulipa que ficam nos arredores. Pegue o circuito 1, que, pedalando apenas 7 km, te permite ver os campos. O aluguel da bicicleta custou uns 9 euros por pessoa.

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Neste dia conseguimos jantar no Moeders (que em holandês significa “mãe”), o tal restaurante típico holandês que me indicaram (fica na Rozengracht 251, no bairro do Jordaan). Valeu a pena os 70 euros que pagamos (por casal, com direito a entrada, prato principal e sobremesa). Comemos a tipica comida holandesa nesse restaurante que já foi eleito melhor da cidade, pela comida caseira. Comemos o prato Dutch Ricedish, que serve 2 a 3 pessoas e tem a versão deles de carne de panela (divina), batata de várias formas e mais outras delícias. Tem que reservar. Chegamos rolando no hotel.

Dia 29, fomos ver moinhos no Zaanse Schans, uma cidadezinha vizinha a Amsterdam, que tem uma área reservada para várias atrações, quase como se fosse um parque temático. Fomos lá para ver moinhos, fábrica de queijo e de tamancos, mas fiquei meio frustrada, o lugar é muito “pega-turista”. E fiquei mais frustrada ainda porque pelo que pesquisei no site deles a visita seria super interessante e achei que fóssemos precisar de um dia para ver o lugar (que você mata em 2 horas, no máximo, e fica a 30 minutos de trem do centro de Amsterdam). Gastamos 8,50 euros à toa para ver um museu besta, o Zaans Museum. A “fábrica” de tamancos, a Wooden Shoe Workshop, é interessante, e grátis, mas é uma visita rápida. A “fazenda de queijo” Cheese Farm De Catherinahoeve é, na verdade, um local onde você ouve uma explicação de 4 minutos sobre como se faz o típico queijo Gouda holandês, com uma loja atrás. É grátis, e você pode provar uns 15 tipos de queijos, além de biscoitos, sem pagar nada. Os queijos são divinos.

Vimos um dos raros moinhos de vento que funcionam de verdade, onde se produz óleo de amendoim, e foi interessante (entrada a 3 euros). Mas não sei se indico uma visita a Zaanse Schans a quem for a Amsterdam não… Você pode tirar uma foto de um moinho meio “fake” no Keukenhof e acho que em Amsterdam mesmo tem um, que não funciona. E na cidade de Amsterdam tem lojas especializadas em queijos em vários locais.

No resto do dia, de volta a Amsterdam, tentei fazer compras (tudo caro!!!) e andamos de bicicleta pelo Voldenpark, o Ibirapuera daqui.

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Moinhos em Zaanse Schans. Foto: Marcelle Ribeiro

 

O tempo hoje está bem mais quente. Pegamos sol todos os dias, mas fez frio (tive que sair mega-acasacada) e venta muito. Além disso, me surpreendeu a baixa umidade da cidade, um saco!A cidade está toda enfeitada e cheia de turistas para o Dia da Rainha, que é amanhã. Vai ser feriado, e rola tipo um carnaval nas ruas.

Ah, para quem está se programando para ir a Amsterdam, seguem alguns preços de coisas básicas lá, para você ter uma ideia de gastos:

Trem aeroporto – Amsterdam Centraal: 4,50 euros
Garrafinha de água de 500 ml em local turístico: 2 euros (em supermercado, a de 1,5 litros sai a 70 centavos)
Cone de batata frita: 3 euros
Croquete na maquininha do Febo (um fast food com croquetes maravilhosos): 2 euros
Aluguel de bicicleta (no MacBike, perto do Vondelpark): 8,50 euros por 3 horas, com seguro
Bilhete de 24 horas do transporte público (inclui metrô, bonde e ônibus): 7 euros

Com refeições (incluindo água, petiscos, almoço e jantar de verdade, sem ser fast food), gastamos de 30 a 42 euros por pessoa, por dia.

 

VEJA A LISTA COM OS POSTS SOBRE A HOLANDA

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Comentários

  1. Raquel Saboia
    23 maio 2014

    Olá! Adorei o seu relato! vou para lá também e estou cheia de dúvidas e te peço (na verdade, imploro!) por um help! Primeiro, quanto tempo vc gastou para conhecer o museu do Van Gogh? Vc comprou no próprio site do museu ou pelo ticketbar? porque o site do museu tem hora marcada e o ticketbar não..tenho medo de, se comprar neste último, dê problema lá para entrar…o parque das tulipas, vc gastou o dia todo? mais uma coisa: esse I amsterdam card, pelo que entendi, não incui a passagem de tram, né? e vc falou que a passagem do tram dá para comprar nele mesmo? por favor, ficaria muito encarecida se respondesse! obrigada!

    • 25 maio 2014

      Oi, Raquel,
      Levei de 1h a 1h30 para conhecer o museu do Van Gogh. Mas o tempo que cada pessoa leva para conhecer o museu é meio relativo, né? Depende do interesse de cada um pelo artista, se você gosta de ler todos os painéis explicativos… Eu gosto do artista, mas não sou uma fanática por artes ou por Van Gogh em especial. Comprei os ingressos no site do museu. Não conhecia o Ticketbar quando viajei para lá.
      Para conhecer o parque das Tulipas levei o dia todo, porque eu visitei não só o interior do parque, mas também os campos que ficam no entorno (são aqueles campos gigantes, cheios de tulipas). Conheci os campos de bicicleta.
      O I amsterdam card inclui passagens ilimitadas de tram sim. Olha o que diz o site: “Unlimited use of GVB public transport in Amsterdam (bus, tram & metro)”.
      Abraço,
      Marcelle

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