Chile: Como é o passeio para Isla Negra e vinícola

postado por Marcelle Ribeiro em 29/08/2016 - Atualizado em: 26/10/2016
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Um dos passeios que mais me recomendaram como um bate-volta a partir de Santiago, no Chile, foi a visita à Isla Negra, a casa-museu do poeta Pablo Neruda que fica de frente  para o mar. Eu fiz esse passeio por uma agência de viagens, que combinou no tour uma ida a uma vinícola conhecida por produzir vinhos orgânicos. É um passeio de dia inteiro, bem interessante. Das duas casas-museu de Neruda que visitei (a outra foi a La Chascona, em Santiago), achei a de Isla Negra a mais bacana, porque tem todo o visual do mar.

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Isla Negra fica a 110km de distância de Santiago. Segundo o Google Maps, o trajeto pode ser percorrido em 1h30. Eu até pesquisei brevemente sobre como ir de ônibus de Santiago até lá, mas achei que ia ser demorado, com muitas baldeações e trabalhoso demais.  A Renata Abrita, do blog Dicas de Cabrita, foi de ônibus a partir de Valparaíso e conta neste post aqui como fez.

Preferi ir de excursão porque queria aproveitar o dia para ir também a uma vinícola, já que a região de Isla Negra tem vários produtores de vinhos. Escolhi um passeio da Turistik, a maior empresa de turismo do Chile, e paguei 55 mil pesos (incluindo o ingresso na casa-museu e degustação de 3 vinhos na vinícola Matetic). O tour que fiz foi o Isla Negra e Vinos, que dura 9h. A van te pega de manhã no hotel, leva para um shopping onde você encontra outros passageiros e dali vocês seguem de van ou micro-ônibus para Isla Negra, direto.

Na casa-museu de Neruda todos recebem áudio-guia para percorrer a residência, que lembra um navio. Há áudio-guia em português. A visita guiada demora uns 40 minutos e é bem bacana. Você aprende sobre os hábitos do poeta chileno e suas paixões (como colecionar objetos dos mais variados). Mas me frustrei um pouco porque fala-se pouco da arte dele, de seus poemas. O foco é mais na vida privada e manias dele.

Depois do tour, ainda tivemos tempo para dar uma olhada na praia e tirar mais fotos.

 

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Isla Negra. Foto: Marcelle Ribeiro.

Um pouco mais de tempo na estrada, paramos para almoçar no restaurante Resto y Mar, onde comi um delicioso arroz com frutos do mar, que vem em chamas para a mesa. Achei essa parte do passeio meio “pega-turista”, porque fomos levados pelo guia para esse restaurante e não havia nenhuma outra opção de lugar para comer. E o restaurante é caro, com pratos a partir de 12,5 mil pesos. Até a água era cara: na época, paguei 2.500 pesos por uma garrafinha. Mas a comida estava uma delícia, não posso negar.

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Uns poucos minutos no micro-ônibus e chegamos à vinícola Matetic, que é diferente de muitas outras do Chile por produzir vinhos orgânicos, sem agrotóxicos e com várias técnicas sustentáveis na produção e armazenamento. O passeio teve direito a conhecer as instalações, como área de barris, de espremer as uvas e, mais legal de tudo, a comer as uvas no pé. Uma delícia. No final, provamos 3 vinhos muito gostosos. Não comprei nenhum, pois achei muito caros (a partir de 12 mil pesos a garrafa).

Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Vinícola Matetic. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

O passeio valeu a pena, apesar do preço salgado. Como eu já tinha ido a outras vinícolas mais “tradicionais” em outros lugares dos Estados Unidos em que fiz tours semelhantes, foi interessante ver uma que tem processos tão diferentes. Mas se sua intenção é aproveitar para comprar vinhos a preços razoáveis, recomendo ir a vinícolas um pouco mais em conta.

O serviço da Touristik foi ótimo, com carros confortáveis e guia simpático e bem instruído. E não foi um tour corrido: tivemos tempo o suficiente para conhecer as atrações do dia e para almoçar.

Caso queira ir por conta própria, saiba que a casa-museu de Isla Negra fica aberta de terça a domingo, das 10h às 18h (de março a dezembro) ou de terça a domingo, das 10h às 20h (janeiro e fevereiro). A entrada custa 6 mil pesos (crianças pagam 2 mil pesos).

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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