Passeios em Paris: Roteiro de 5 dias de viagem

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 27/11/2019

Cinco dias é o tempo ideal para aproveitar bem todos os principais passeios em Paris. Dá para conhecer bem a capital e também fazer um passeio na atração mais bacana de seus arredores, o Palácio de Versalhes.

Onde ficar em Paris

Fui com o Guilherme a Paris em agosto de 2007. Chegamos em Paris no meio da tarde e fomos direto do aeroporto para o hotel. Ficamos no Hotel Des Mines que super indico. O endereço é 125, boulevard Saint Michel, perto da estação Luxembourg. Tem quartos pequenos, mas é ótimo, bem localizado e com um café gostoso.

Roteiro em Paris

1º dia: Notre Dame e Jardim de Luxemburgo

Nosso roteiro de 5 dias de viagem em Paris começou na tarde do dia em que chegamos. Do hotel, fomos andando até a Catedral de Notre Dame (levou uns 15 minutos). Para quem for de metrô, deve pegar o metrô 4 até Cité. Me apaixonei. A catedral tem um ar meio gótico, com vitrais lindos e gárgulas que inspiraram o desenho de Disney. A parte que achei mais legal, na verdade, foi a fachada da parte de trás da catedral, por causa da arquitetura diferente.

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Catedral de Notre-Dame. Foto: Marcelle Ribeiro

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Gárgula na Catedral de Notre-Dame. Foto: Marcelle Ribeiro

Da catedral, inventamos de ir a pé achar uma loja da Fnac, para que pudéssemos comprar os nossos ingressos do Castelo de Versalhes, e não ter que pegar fila lá no Castelo. Na época, o único jeito de comprar os ingressos pela internet era pelo site da Fnac, em francês. Como a gente não conseguiu entender o francês do site, não conseguimos comprar pela internet. E daí fomos andando até uma Fnac. No caminho, a gente se deparou com um jardim lindíssimo de Paris, pertinho do nosso hotel, o Jardim du Luxembourg. Não resistimos e paramos para umas fotos.

 

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Jardim du Luxembourg. Foto: Marcelle Ribeiro

O pior é que a Fnac ficava longe pacas. A gente andou até lá (subestimamos a distância), comprou os ingressos, mas na volta, minhas pernas, cansadas de tanto andar por 15 dias, não tinham mais forças. Pensamos em pegar um ônibus, mas nos disseram que para comprarmos o bilhete do ônibus tínhamos que achar uma estação de metrô. E não tinha nenhuma perto! No próprio ônibus, não poderíamos comprar o bilhete! Foi nessa hora que, com dor, abri mão da economia e peguei o único táxi de toda a viagem, para nos levar de volta ao hotel. Não me lembro quanto foi, mas me lembro que foi caro! No hotel, tudo que eu fiz foi ligar para o meu pai do meu celular brasileiro para pedir informações sobre o que fazer em relação às pernas (só essa ligação custou 35 dólares!). E comemos no hotel, um lanchinho que compramos no mercadinho ao lado.

 

2º dia: Torre Eiffel, Arco do Triunfo e museu

Começamos o dia indo bem cedo para a Torre Eiffel (metrô 6 até Bir Hakeim ou RER até Tour Eiffel), na tentativa de pegar menos fila, mas não teve jeito, amargamos 1h na fila… Hoje em dia já dá para comprar ingresso pela internet. Subimos o máximo possível, mas eu deveria ter levado um casaquinho mais grosso, pois apesar do sol estar querendo sair, lá em cima ventava muito! Incrível a vista lá de cima, não dá para ir na torre e não subir.

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Torre Eiffel. Foto: Marcelle Ribeiro

De lá, nós andamos pelo Jardim du Trocadéro (que é colado na torre) demos uma parada para ver o Arco do Triunfo (fica na Place Charles de Gaulle, também conhecida como Place de l’Étoile. Se quiser ir de metrô, pegue o metrô 1,2 ou 6, ou o RER A até Étoile/Charles de Gaulle), e fomos até a Champs-Elysées. Como a grana era curta (ainda mais em fim de viagem) , não pagamos 1 milhão de euros para comer num café na Champs-Elysées (até porque meu irmão já tinha falado que pagou uma nota por uma lasanha mini lá), e comemos num fast food mesmo.

Depois de papar, fomos ver as esculturas lindas do Musée D’Orsay (fica na Rue de Bellechasse, no metrô Musée D’Orsay). Tem até Monet lá! Aliás, o prédio do museu em si é super bonito, vale a pena a visita!

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O Musée D’Orsay. Foto: Marcelle Ribeiro

A próxima parada do dia foi na Place de La Concorde (perto do metrô Concorde), uma praça com fonte e o Obelisco de Luxor. Na praça, ficava a guilhotina onde mais de 1300 pessoas foram mortas, entre elas o rei Luís XVI e Robespierre (calma, mas a guilhotina não tá mais lá…rsrsrs).

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Place de La Concorde. Foto: Marcelle Ribeiro

Ainda deu tempo de dar uma passadinha na La Madeleine (fica na Place de la Madeleine, no metrô Madeleine), que foi projetada como um templo grego e nem parece uma igreja.

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La Madeleine. Foto: Marcelle Ribeiro

 

3º dia – Bate-volta para o Palácio de Versailles

Se eu tivesse que passar 1 dia só na França, nesse dia eu iria ao Palácio de Versailles. Nem tanto pela parte externa do prédio, que é meio “caixote”, mas pelo interior e pelos jardins. É um pouquinho afastado do Centro de Paris, mas é fácil chegar, basta pegar o RER C5 até Versailles.  Nós dedicamos um dia inteirinho a ele, porque tem muita coisa para fazer.

No interior, o que mais chama a atenção é o Salão dos Espelhos, cheio de lustres maravilhosos. E os inúmeros quartos, salas, móveis…

É legal alugar um audioguia lá, para saber histórias curiosas dos cômodos (tipo: como o rei fazia para sair e dar uma chifradinha na rainha).

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Salão dos Espelhos. Foto: Marcelle Ribeiro

Quando fomos, no verão, os jardins estavam floridos e, no fim do dia, rolou música clássica com fontes ligadas no jardim. Fiquei tão emocionada que até chorei de felicidade.

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Isso aqui é só uma parte do jardim. Foto: Marcelle Ribeiro

4º dia – Dia de museus e igreja

Com ingressos comprados pela internet, “furamos” a fila do Museu do Louvre (Rue de Rivoli. Metrô 1 e 7 até Palais Royal). Ficamos lá por umas 2 horas, mas há quem passe um dia inteiro. A gente seguiu uma lista de “as 10 atrações mais importantes” de um guia que comprei, mas fomos parando entre elas para ver coisas que achamos legais no caminho. É claro, a gente começou pela Monalisa.

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Museu do Louvre, a parte externa. Foto: Marcelle Ribeiro

Como sou louca por vitrais, não pude deixar de ir na Saint-Chapelle, que é uma capela de 1248, com 15 vitrais. O endereço é 4, Blvd.. du Palais, na Île de la Cité (metrô Cité).

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Os vitrais da Sain-Chapelle. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, fomos a um museu mega-diferente, o Centro Cultural George Pompidou (Rue de Renard, perto do metrô 11 até Rambuteau). Eu tinha lido que esta é a atração mais visitada de Paris (até mais que a Torre Eiffel), e que era point dos jovens e tal. Só que o Pompidou é um lugar de onde moderna, com aqueles quadros que às vezes não dizem nada para a gente. Eu gosto de umas coisas diferentes, mas o Gui não curtiu muito não…rsrsrs. Logo na chegada, tinha uma mostra com uns peitos de espuma caindo de um andar para outro e subindo num elevador especial. Depois, tinha um monte de quadro em branco….rsrsrsrs

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A parte externa do Pompidou já mostra que o museu é bem diferente. Foto: Marcelle Ribeiro

 

5º dia – Montmartre e Sacre-Coeuer

Último dia de viagem, último dia para aproveitar Paris. Mas o último dia foi o melhor, porque finalmente fez um sol lindo em Paris!

E o sol veio bem a calhar no primeiro programa do dia: uma visita a Montmartre e à Basílica de Sacré-Coeuer (perto do metrô Lamarck Caulaincourt). Das escadarias da basílica (que é mais impressionante por fora do que por dentro), temos uma vista incrível de Paris. Ficamos um tempinho sentados na escada só apreciando a vista. Pena que não fomos a Montmartre de noite, pois o bairro é bem boêmio.

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Basílica de Sacré-Coeuer. Foto: Guilherme Calil

Na sequência, fomos fazer um passeio que agradou mais a Guilherme do que a mim: o Hôtel des Invalides (pegue o metrô 8 até Latour ou 13 até Varenne. Fica ao lado do Museu Rodin. A entrada principal é na 129, Rua de Grenelle).

O lugar funcionava como um reduto hospitalar para veteranos de guerra no século XVII, mas hoje tem um monte de salas com armas, armaduras, coisas de guerra. Por isso, agradou a Gui (que adora saber sobre guerras) e não muito a mim, que já tinha visto meu estoque de armaduras nas outras cidades que visitamos. O que achei legal de lá foi a roupa de Napoleão (o túmulo dele também está lá).

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Roupa de Napoleão no Hôtel des Invalides. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois do nosso último almoço em Paris, eu já estava cheia de vinho na cabeça, e preparada psicologicamente para voltar para o Rio naquele mesmo dia, mas a gente ainda tinha um tempinho. Como era pertinho do nosso hotel, Gui quis ir no Panthéon (fica na Place du Panthéon, metrô RER Luxembourg ou Cardinal-Lemoine e Maubert-Mutualité). Eu não entrei, mas ele adorou lá dentro. Tinha uns quadros legais (um sobre a morte de Joana D’Arc) e os túmulos de Voltaire, Rousseau e Victor Hugo.

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O Panthéon de Paris. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois disso, fizemos as malas e seguimos para o aeroporto, de volta para o Rio.

Se você tem mais dias na França…

Quem tem mais dias para passar na França pode esticar a viagem e ir até Bordeaux. A cidade, conhecida pelos vinhos, fica a 600km de Paris e tem uma bela catedral e prédios históricos muito bonitos. A Paula, do blog No Mundo da Paula, foi lá conferir as atrações desta cidade e conta o que fazer em Bordeaux.

Já quem prefere fazer conhecer alguma cidade vizinha a Paris sem ter quer dormir nela, também tem várias opções. A Klécia, do blog Fui Ser Viajante, tem um post em que dá dicas de bate-volta de Paris.

Onde comer em Paris

Seja um crepe na rua, uma baguete, uma quiche ou até delícias de supermercado que você faz em casa: comer em Paris não precisa ser caro.  Eu mesma, quando estive lá, comi crepes baratos e gostosos na rua. Confira as dicas do blog Diário de Navegador sobre onde comer barato em Paris.

 

 

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