Roma: onde ficar e roteiro com os principais passeios

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 05/09/2019
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Roma foi a primeira cidade da Itália que visitei. Passei 3 dias inteiros lá e foi o suficiente para vermos um bocado de atrações. Vamos às dicas?

 

Onde ficar em Roma

Quando fui a Roma com o Guilherme, ficamos num bed and breakfast legal, o Diocleziano B & B (não confunda com o Hotel Diocleziano que tem na mesma rua). O B&B é, na verdade, o apartamento de um italiano que fala mal inglês, mas é super simpático. Ele aluga os quartos, que têm ar condicionado, TV, computador com internet grátis o dia todo, cama de casal, e ainda empresta um celular para os hóspedes de graça, se quiserem.

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O café estava incluído, era gostoso e ele deixou pães e bolos o dia inteiro no hall do apartamento, liberados. Ele mora lá, mas aluga 3 quartos do apartamento e acho que dois dividem banheiro. Mas foi tranquilo. Fica a uns 5 minutos da estação de Trem Termini (que junta trens internacionais, nacionais, metrô, estação de ônibus, etc). Dá para ir andando ao Coliseu, mas para o resto, a gente pegava bus ou metrô. E andava bastaaaaante.

 

Principais passeios em Roma

Passamos 3 dias fazendo vários passeios em Roma. Deu tempo de ver tudo que queríamos.

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Primeiro dia em Roma – Vaticano e arredores

No primeiro dia útil de Roma, fomos ao Vaticano. Para chegar lá, pegue metrô para Otaviano /San Pietro ou o ônibus 46. Nós pegamos ônibus e foi moleza de chegar. O busu para a 200 metros da Piazza San Pietro.

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A primeira coisa que fizemos foi encarar a mega fila dos Museus do Vaticano (naquela época, não vendia ingresso pela internet, hoje já vende). Da praça San Pietro, siga o muro do Vaticano que fica à direita da entrada da Basílica. Passamos duas horas e meia na fila, no sol!!

Lá dentro, tem um monte de estátuas de mármore lindas, jardim lindo e quadros, tapeçaria e… a Capela Sistina! Como aquele teto é lindo!!! Pena que quando chegamos lá (é a última atração do complexos de museus do Vaticano), os guardas mandam a gente andar rápido, não pode sentar, não pode tirar foto, enfim, eles enchem o saco. Mas valeu a pena ficar horas na fila.

Capela Sistina vista, fomos nos maravilhar na Basílica de São Pedro, que é indescritível. Pense na maior basílica que você já entrou. Agora multiplique por 10 em tamanho e beleza. É a Basílica de São Pedro. Pena que tirar foto lá é um desafio, porque tem luz entrando por todos os lados.

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A Piazza de San Pietro, vista da Basílica de San Pietro. Foto: Marcelle Ribeiro

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A parte externa da Basílica de San Pietro. Foto: Marcelle Ribeiro

A gente tinha reservado o dia só para o Vaticano, mas mesmo pegando fila, ainda deu tempo de passear mais. Mas só depois de almoçar uma massinha gostosa num dos restaurantes que ficam ali perto do muro dos Museus do Vaticano!

Ah, dica importante: no Vaticano, assim como em várias igrejas da Itália em geral, não se pode entrar de ombros de fora, pernas de fora. Por isso, leve um xale ou vá de blusas mais apropriadas e de calça. Você não chegou até lá para ser barrada na porta, né? 🙂

Como a gente estava ali perto e havíamos comprado o Roma Pass (um cartão que dá direito a transporte liberado por vários dias em Roma e ingressos a várias das principais atrações da cidade. Compramos ele numa banca de jornal. Entenda como o Roma Pass funciona aqui), atravessamos a rua, e, de volta a Roma (para sair do Vaticano e chegar a Roma basta atravessar uma rua!), fomos ao Castelo de San Angelo.

Honestamente, o castelo só valeu a pena pela vista de Roma. Lá dentro não tem nada de legal para ver e o castelo mais parece um antigo forte do que um castelo propriamente dito. Se a entrada nele não tivesse saído de graça com o Roma Pass, não acho que valeria a pena.

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Vista de Roma do Castelo de San Angelo. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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Segundo dia em Roma: Coliseu, Fórum Romano e mais

Depois de penar na fila dos Museus do Vaticano no dia anterior, era a nossa vez de furar fila, dessa vez a gigantesca fila do Coliseu (para chegar lá, pegue o metrô Linha B para a estação Colosseo). Seguindo a dica valiosa da minha irmã Tita, reservamos pela internet, ainda no Brasil, ingressos para uma visita guiada ao Coliseu, com hora marcada. Escolhemos fazê-la em espanhol, mas eles disponibilizam em várias línguas. Na visita, você paga um pouco mais caro, mas não pega fila nenhuma, e tem, como guia, um historiador do Coliseu. Em grupos pequenos (tipo 15 pessoas), o guia explica cada detalhe do Coliseu, o que é especialmente legal porque lá dentro não tem placas explicando quase nada sobre o lugar. SUuuuuper indico fazer a visita guiada!

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O Coliseu visto de dentro. Foto: Marcelle Ribeiro

Andando do Coliseu, passamos pelo Arco de Constantino, pelo Palatino e entramos para ver as ruínas do Fórum Romano (fica perto do metrô Colosseo. As linhas de ônibus 60, 75 e 85 param lá), que era local de encontro na Roma Antiga, de atividades sociais, religiosas e políticas. Fizemos a visita com o apoio de um pequeno texto de um dos nossos guias, mas não foi tão legal. É que no Fórum Romano também não tem placas explicando o que representava cada lugar, e como muita coisa parece só um monte de pedra quebrada, não dá para você saber direito o que existia em cada canto. Não me lembro se lá dava alugar audioguia, mas se der, alugue. Ou veja se sai muito caro arrumar um guia (de confiança!) para te explicar as coisas. A entrada era grátis. Lá você vai andar muito, principalmente em locais de terreno irregular, então vá de tênis! E leve uma garrafinha d’água, porque tem poucos lugares vendendo água lá.

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Parte das ruínas do Fórum Romano. Foto: Marcelle Ribeiro

Andando, saímos do Fórum Romano e fomos para a Piazza di Campidoglio, que foi desenhada por Michelangelo. Lá ficam 3 palácios: o dei Conservatori, o Nuovo e o Senatorio. Tem também uma estátua de Marco Aurélio. Não entramos nos palácios nem no Museu Capitolini, que também fica ali, só tiramos umas fotos e fomos almoçar.

A gente tentou achar um restaurante que a Tia Lúcia tinha indicado, mas andamos um tempão e quando encontramos, vimos que ele estava fechado! A esta altura, já mortos de fome, comemos num pub (!!! em Roma!!), porque a gente não aguentava dar mais um passo.

 

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Piazza di Campidoglio. Foto: Marcelle Ribeiro

Mais ou menos recuperados do cansaço e de barriga cheia, pernas em ação novamente! Estávamos ali pertinho do Pantheon (fica na Piazza della Rotonda), então fomos lá conferir. Achei interessante a abertura central da cúpula, com quase 9 metros. Ali em frente tem um monte de cafés onde dá para sentar e ver a vida passar (pagando preços extorsivos por um café, claro!).

Na sequência, começamos o nosso tour por piazzas (praças) italianas, lindas e charmosas. A primeira foi a Piazza Navona, onde tem uma fonte e a embaixada brasileira. A fonte é pequena, mas tem seu charme.

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Na Piazza Navona. Foto: Guilherme Calil

Depois, voltamos a nos perder pelas ruas de Roma (nossa, ô lugar ruim para se achar!). Foi quando, cansados de andar, de nos perder, de tomar sol, veio a visão do paraíso, que marcou a minha viagem: a Fontana di Trevi! Sabe quando você se emociona ao chegar num lugar? Eu me emocionei com aquela fonte linda, com o sol lindo! Lugar preferido!!!!!

Sentamos um pouquinho na borda da fontana, jogamos moedinhas, tiramos mil fotos e tomamos o centésimo sorvete de Roma numas das mil sorveterias que tem ali perto. Eita vida boa!

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A Fontana di Trevi. Foto: Marcelle Ribeiro

Nesse mesmo ainda tivemos fôlego e pernas para ir até a Piazza di Spagna, que também tem uma fontana, tem lojas de roupas de grife e tem a Scalinata di Spagna (uma escadaria enorme, onde o povo sentava para descansar).

 

Terceiro dia de passeios em Roma: Praças e Igrejas

Último dia útil em Roma, dia de mais piazzas e igrejas!

Começamos o dia por uma piazza bem diferente, a Del Popolo (do Povo), que fica na confluência da Via di Ripetta, Via del Corso e Via del Babuino. Ela não é a mais bonita, é verdade, mas é diferente porque tem duas igrejas idênticas, uma do ladinho da outra, a Santa Maria di Montesanto e a Santa Maria di Miracoli, construídas no século XVII. No meio da praça, está o Obelisco Flaminio, feito em 1200 a.C. no Egito, e trazido para Roma.

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As igrejas “gêmeas” da Piazza del Popolo. Foto: Marcelle Ribeiro

De lá, pegamos um ônibus para o parque Villa Borghese, que é uma enorme área verde, cheio de árvores e banquinhos na sombra, ótimos para sentar e apreciar o visual. No meio dele, tem o Palácio Borghese, que abriga o Museu e Galleria Borghese, onde estão esculturas italianas do século XVII e XVIII. Eu, que adoro uma escultura, queria entrar, mas não consegui. É que, na época, eles só funcionavam num esquema diferente. Você tinha que fazer reservas para uma espécie de tour que eles organizam (que tem horário marcado) e, quem não fizesse, e chegasse lá na hora, como eu, só conseguia entrar se algum tour tivesse vaga. Só que eles só teriam vaga para dali a horas e a gente acabou não entrando….:(

Como ainda tínhamos tempo (pois todos os imperdíveis de Roma já tinham sido vistos nos dois primeiros dias), seguimos para um bairro de Roma que eu havia lido que era peculiar, mas que decepcionou um pouco: Trastevere. Eu li que lá você vê aquela Itália que está além dos monumentos turísticos, onde o povo vive mesmo, com varais estendidos nas ruas, idosos sentados nas praças, etc. É meio isso mesmo, mas é um bairro meio feinho, mais pobre. Lá, fomos na Basilica di Santa Maria in Trastevere, que perto de todas as que já tínhamos visto, era a mais pobrinha.

Como era ali pertinho, fomos num ponto que atrai montes de turistas: a Boca della Veritá, que fica no hall de entrada da Igreja Santa Maria in Cosmedin (na Piazza Boca della Veritá). Ficamos um bom tempo numa fila só para colocar a nossa mão por alguns segundos dentro da boca de pedra, que diziam, “mordia” quem dissesse uma mentira com a mão ali.

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Guilherme com a mão na Boca della Veritá. Foto: Marcelle Ribeiro

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Comentários

  1. sandra abramovic
    27 jan 2014

    Olá fico cada vez mais interessada em viajar para a Italia, gostaria que vc me indicasse se é melhor ir para Roma e ficar la hospedada e fazer as outras cidades de trem, pois gostaria muito de conhecer Napoli, Capri, Pompeia, Toscana, Milao, Veneza , Murano,Florença e Siena. Queria saber se dá para fazer bate e volta cada dia em uma cidade, por ex., saio de ROma e vou ate Napoli passo o dia e volto para Roma e assim, com as outras cidades. Grata pela atenção.

    • 27 jan 2014

      Oi, Sandra,
      De Roma, dá para fazer bate-volta para Napoli e Pompeia (você pode conhecer as duas no mesmo dia se tiver pique de acordar cedo e voltar tarde para Roma. E se, em Napoli, quiser fazer só o museu arqueológico). Também dá para fazer um bate-volta a Capri, basta ir de trem a Napoli e lá pegar um barco a Capri. Mas aí talvez fosse menos cansativo dormir uma noite na região de Napoli (vc visita Nápoli e Pompeia num dia, dorme em Napoli, no dia seguinte vai a Capri, e volta no fim do dia a Roma). Para conhecer Veneza, o melhor é dormir lá, porque é longe de Roma, muito cansativo fazer bate-volta, mesmo de trem rápido. Para visitar a Toscana, se hospede em Florença e faça bate-voltas a partir de Florença. Veja no site da Trenitalia.com o tempo de viagem de trem entre Roma e as cidades que que você quer conhecer. Para mim, o ideal de um bate-volta é no máximo 2h de ida + 2h de volta. Mais que isso, não vale a pena.

      Abraço,
      Marcelle

  2. Fernanda
    01 abr 2014

    Olá, Estarei fazendo uma viagem a Itália agora no mês de abril e adorei seu site!
    Gostaria de saber onde vc comprou a visita guiada do coliseu, fóruns romanos e monte palatino e como foi esse guia.
    Vc fez visita guiada tb no vaticano? Acha necessário?
    Outra pergunta, vc visitou a região de Chianti? Indica alguma vinícola por lá?
    Obrigada desde já.
    Fernanda

    • 02 abr 2014

      Oi, Fernanda,
      Não fiz a visita guiada no Vaticano não. E sinceramente, não senti falta…
      Não conheço a região de Chianti, infelizmente…
      Abraço,
      Marcelle

  3. Luciene Brandão
    23 out 2017

    Agradeço por todas as excelentes e detalhadas dicas. Estou consultando várias delas para a minha viagem a Itália.Beijos. Luciene

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