Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Fernando de Noronha (PE) – Quando ir, onde ficar e como se locomover

13 de março de 2011, por Marcelle Ribeiro

Estive em Fernando de Noronha em 2006 e  garanto a vocês: as praias mais lindas do Brasil estão lá. Vale cada centavo!!

A primeira dica é: quer ir a Noronha e tem programa de milhas? Então reserve as suas milhas para Noronha, porque a passagem é caríssima. Eu estava tão obcecada em ir a Noronha que fiquei tentando enlouquecidamente comprar as passagens usando as milhas da minha mãe, minha companheira em mais uma viagem. E consegui em parte. Na época, só as milhas da TAM levavam até lá, a GOL/Varig não. Então conseguimos comprar 1 passagem Rio-Noronha-Rio nas milhas e uma outra Salvador (onde eu estava)-Natal nas milhas. As passagens Natal-Noronha-Natal eu comprei por fora, e me lembro que, na época, cada uma custou mais de R$ 400…

Os voos para Noronha saem de Natal ou Recife. Como eu já conhecia Recife, optamos por sair de Natal, que nós aproveitamos para conhecer!

Noronha e Natal 095

A praia do Sancho, uma das mais bonitas do país. Foto: Marcelle Ribeiro

Outra dica fundamental para quem vai a Noronha é escolher a época certa para ir, de acordo com o seu perfil. Janeiro e fevereiro são meses bons para quem surfa, porque as ondas ficam enormes. Mas são meses ruins para quem não surfa, porque não dá para fazer vários passeios legais lá, como ver os golfinhos. Os meses mais chuvosos são abril, maio, junho e julho. Para mergulhar, é bom ir de agosto a novembro. Eu fui em agosto, peguei dias de sol e vento (venta bastante nessa época).

Também é muito importante saber que em Noronha, a maioria dos passeios é para quem não tem medo de água, já que muitos envolvem barco. Quase todos requerem um mínimo de esforço físico, mesmo uma ida à praia. Então, não é o tipo de lugar para velhinhos que querem só ficar estatelados na praia, porque os bugues (que dominam lá) não chegam até a boca da praia.

Noronha é uma ilha pequena, mas cheia de ladeiras. Ou seja, andar 500 m significa subir uma ladeira, quase sempre. Lá circulam ônibus, vans, motos e carros mais apropriados, como bugues e 4×4.

Para entrar na ilha, você tem que pagar a taxa de preservação ambiental, que é uma taxa cobrada por pessoa, por dia, e que encarece a viagem. Quanto mais tempo você fica, mais caro paga. Em 2011, a taxa custava R$ 40 por dia (veja aqui mais informações atualizadas sobre a taxa). Isso serve também para desestimular as pessoas de irem morar lá. Os recursos da ilha são poucos, e eles controlam a quantidade de moradores. Hoje, para morar lá, tem que casar com um morador de lá ou nascer lá.

É importante saber também que em Noronha tem pouquíssimas atrações noturnas e não tem uma “rua das pedras”, cheia de restaurantes e lojinhas como Búzios. Os restaurantes ficam espalhados pela ilha e se você não tiver com bugue alugado lá, deve programar antes de sair de casa onde vai. Nós tentamos alugar bugue, mas minha mãe achou bem duro e difícil de dirigir (tem umas diferenças entre dirigir um bugue e um carro, mesmo que no asfalto). E alugar um 4×4 era caríssimo, além de haver poucos desses veículos para alugar lá. Em Noronha tem ônibus, que demoram para passar, e vans que fazem “lotada” e são relativamente mais frequentes. Nos dias em que o nosso transporte não estava incluído no passeio comprado na agência, nós andamos de táxi lá (que é um bugue e você sempre tem que ligar para eles te pegarem, porque não passa táxi na rua), van, e até de carona (que dependendo do lugar da ilha, é bem comum)!

Em Noronha tem dois tipos de hospedagem: os hotéis melhores e mais caros, e as “hospedagens familiares”, mais simples e ambundantes.  As “hospedagens familiares” são basicamente casas que foram transformadas em pousadas e não têm luxos. Quase todo mundo que vai, fica em hospedagem familiar. Dizem que os melhores lugares da ilha para ficar são as vilas do Trinta, dos Remédios, Floresta Nova e Floresta Velha. Nós ficamos na Pousada Colina dos Ventos, que fica na Vila dos Trinta, num lugar alto e super ventilado, com um mega visual. Recomendo muito essa pousada. Não, a gente não passa por dentro da casa da dona para ir para o nosso quarto.

Outra dica de Noronha é sobre os preços de lá. Tudo é caro em Noronha, então não deixa para comprar lá o seu protetor solar, o seu hidratante, porque você vai pagar quase o dobro do preço.

 

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