Eu testei: serviço de aluguel de bicicletas no Rio

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 29/07/2019
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Uma maneira diferente de conhecer o Rio de Janeiro é passeando de bicicleta. No último mês de dezembro eu tive a oportunidade de testar, “quase” como turista, um serviço de aluguel de bicicleta que está funcionando na cidade há cerca de um ano, o Bike Rio. A minha nota geral para o sistema foi 7 (passou raspando), e eu explico a razão.

Primeiro deixa eu explicar o conceito do Bike Rio, caso vocês ainda não tenham lido sobre esse serviço. Funciona assim: em vários pontos da cidade, a concessionária que administra o projeto instalou “estações” de bicicletas, com várias bikes presas a um suporte. Moradores da cidade e turistas podem pegar uma bicicleta emprestada numa estação e devolver, até uma hora depois, em outra estação. E podem fazer isso diversas vezes ao longo de um mesmo dia. Eu usei para ir da casa da minha mãe (que mora no Rio) até a praia. Peguei uma bicicleta perto da casa da minha mãe e devolvi em Ipanema. Na saída da praia, peguei outra bicicleta e devolvi próximo à casa da minha mãe (e no caminho aproveitei para passear pela Lagoa Rodrigo de Freitas).

Nas estações onde ficam as bicicletas não há nenhum funcionário da concessionária. Há apenas as bikes e um painel de metal com um mapa das estações e da cidade e números de telefones do serviço.

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Tá, mas como é que você faz para alugar as bikes?

Primeiro, você tem que cadastrar um número de telefone celular no site do Bike Rio (que pode ser o seu de outra cidade ou de outro estado mesmo. Não precisa ser um telefone com acesso à internet). Entre no site , vá em “Cadastre-se” (lá no alto da página) e faça o seu cadastro.

Depois você terá que comprar um passe, que custa R$ 10 por mês (para usar as bicicletas por quantos períodos de 1 hora você quiser no mês. Se você ficar mais de 1 hora com a mesma bike paga uma multa de R$ 5 por cada hora excedente). O pagamento é feito no cartão de crédito. Essa foi a opção que eu escolhi.

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Você também pode optar por comprar um passe diário, válido por 24h, por R$ 5.

Bicicletas numa estação da Bike Rio na Lagoa Rodrigo de Freitas. Foto: Marcelle Ribeiro

Usando qualquer dos passes, você pode fazer quantas viagens quiser no mesmo dia, desde que elas durem no máximo 1 hora e que haja um intervalo de 15 minutos entre cada viagem. Ah, e as viagens podem ser feitas em todos os dias da semana, das 7h às 22h.

Cada passe só permite a retirada de uma bicicleta por vez. Ou seja, se você está com mais uma pessoa, cada uma tem que ter seu próprio passe.

Eu sugiro que você se cadastre antes de sair de casa e veja antes no site a localização das estações. Tem estação em boa parte da Zona Sul, umas duas no Centro e outras no Parque de Madureira.

Agora vá até a estação onde quer retirar a bicicleta, com o celular cadastrado em mãos. Você pode telefonar para o número que está no painel da estação (é um número com DDD 21) e liberar a bicicleta escolhida digitando o número da estação e o número da bike. Ou, se tiver um telefone com internet, pode liberar a bicicleta desejada usando um aplicativo do Bike Rio (baixe antes de sair de casa). Com o aplicativo, você economiza a ligação interurbana!

Mas atenção!!! Antes de digitar a bike que você quer, veja se ela está com os pneus cheios, se o banco está  emperrado (ou seja, se dá mesmo para regular a altura do banco) e se está tudo ok com a magrela. Eu já tive a surpresa de pegar uma bicicleta sem um pedal (!!) porque não chequei isso!

E se acontecer de não haver nenhuma bike na estação onde você está? Dirija-se à estação mais próxima. E se você for devolver a bike e não tiver vaga para você engatá-la na estação desejada? Procure uma vaguinha numa estação próxima. Essa é a vantagem de usar o aplicativo do Bike Rio para celular: ele te mostra quantas bikes e quantas vagas para bikes estão disponíveis em cada estação, a qualquer tempo.

A ideia do serviço é ótima. Eu curti a Lagoa e a orla do Rio de bike. Ao invés de pegar um ônibus, peguei uma bicicleta para ir à praia e combinei exercício físico + passeio + transporte. E ainda ficou mais barato que pegar ônibus (as passagens no Rio estão custando R$ 2,85). Teve um dia que usei até para ir ao shopping.

Tem bastante estação na Zona Sul e elas são bem próximas umas das outras.

Mas o sistema não está sendo gerenciado como deveria.

A estação mais perto da casa da minha mãe, por exemplo, passou 2 dias inteiros com problemas: não era possível liberar nenhuma bicicleta para uso, porque a estação estava com “problema de desengate”, segundo  uma funcionária. Numa outra estação, vi bicicleta com pneu furado (ok, nessa, o sistema não me permitiu liberar a bicicleta, pois ela constava como “não disponível”). Numa estação em Ipanema, o sistema me permitiu liberar uma bike que estava sem pedal (provavelmente alguém havia roubado).

Algumas vezes peguei bicicletas que aparentemente estavam boas, mas só depois que comecei a usar é que vi que o banco estava com problemas ou que a danada estava fazendo um baita barulho!

Enfim, para um turista que não tem compromisso com horários no Rio, vale a pena experimentar o serviço. Mas desde que ele saiba que a liberação da bike pode levar mais tempo do que o planejado.

Eu tenho outra sugestão para melhorar o serviço: a concessionária que administra o Bike Rio deveria colocar mapas um pouco mais detalhados nas estações. Eu morei muitos anos no Rio, então para mim foi fácil entender a localização das estações. Mas acho que um turista na cidade agradeceria informações mais precisas.

Painel com mapa e instruções. Foto: Marcelle Ribeiro

Em tempo: na Lagoa Rodrigo de Freitas continua sendo possível alugar bicicletas “à moda antiga”: pagando uns R$ 10 por hora para uma pessoa perto do Parque dos Patins ou dos Pedalinhos, para devolver no mesmo lugar. Paga-se em dinheiro, sem necessidade de cadastro, nada nada (de boca mesmo).

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Comentários

  1. Elinara
    11 set 2013

    Marcelle, amei o post, super informativo e fofo. Gostoso de ler, detalhado, esclarecedor. Deixa quem vai visitar o Rio a par de mais uma opção de serviço, e quem pretende usar o serviço totalmente a par das particularidades (falhas e benefícios) que o mesmos pode apresentar.

  2. Daniela
    15 ago 2016

    Olá Marcelle!!
    Adorei a sua postagem…não sabes me dizer como está a situação atualmente? Vou pro Rio pela primeira vez em outubro, e como ir de taxi para todos os cantos não dá, queria ver se é uma boa optar pela bicicleta.

    Obrigada pela atenção!

    • 18 ago 2016

      Daniela,
      Tem tempo que não pego essas bicicletas, justamente porque me frustrei bastante. Dá para pegar, desde que você não tenha horário marcado para ir a lugar nenhum.
      Abraço,
      Marcelle

  3. Carlos Gondim
    22 abr 2017

    Muito esclarecedor o seu post. Tirou todas as minhas dúvidas sobre o Bike Rio, coisa que o site deles não explica direito.
    Muito obrigado. Vou testar esse serviço de bike.

  4. Karin
    22 jan 2018

    Estive em janeiro de 2017 no Rio e usei bastante o bike Rio, mas muitas vezes encontrei as estações perto da casa onde estive morando em Botafogo completamente vazias. Várias vezes tive q ir de carro! à procura de uma bicicleta disponível.
    A procura pelas bicicletas é grande, infelizmente o serviço de remanejamento e manutenção é péssimo!

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