Introdução à Colômbia – o povo e a questão "segurança"

postado por Marcelle Ribeiro em 12/11/2012 - Atualizado em: 03/12/2017
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Fui à Colômbia a trabalho em setembro desse ano e nas poucas horas que tive de folga consegui visitar alguns pontos turísticos do país. E as dicas do que foi possível conhecer  vão ficar aqui no blog, claro. Mas desde já peço desculpas se não puder ajudar com mais informações sobre roteiro, transporte, hospedagem e afins, ok?

Ir à Colômbia nunca me passou pela cabeça. Confesso que a América do Sul sempre esteve na minha lista “B” de viagens que quero fazer: as prioridades (na lista “A”) sempre foram a Europa, a Ásia (ainda sonho com ela!) e até a Oceania e a África. Na América do Sul, só conhecia a Argentina, mas agora os meus olhos começaram a se abrir para os nossos “hermanos”.

A minha viagem de uma semana em terras colombianas começou por Medellín, uma cidade bem improvável no roteiro de muitos brasileiros (que são atraídos por Cartagena, no litoral), por conta da fama de violenta. Medellín  foi cidade-base para um dos narcotraficantes mais famosos do mundo, Pablo Escobar. Mas a cidade vem passando por grandes mudanças nos últimos anos desde a morte do criminoso. Mudanças que não incluem apenas medidas na área da segurança, mas também de planejamento urbano. Medellín hoje é um caldeirão de experiências, e muitas delas têm sido copiadas por outros países (inclusive o Brasil).

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Bogotá vista do alto do Cerro de Monserrate. Foto: Marcelle Ribeiro

A primeira dúvida de quem vai para a Colômbia hoje provavelmente é: o país é seguro? Não tenho uma resposta definitiva para dar. O que posso dizer é que não vi nenhum crime acontecendo na minha frente, e no período em que estive lá não aconteceu nenhum desastre (até porque as Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – estão em processo de negociação de paz). Eu estava com um grupo de 60 pessoas e em 90% do tempo andamos em grupo, com guias colombianos, o que ajudou bastante no quesito “sensação de segurança”. Quando eu quis andar sozinha pelo centro de Medellín, fui fortemente desencorajada a fazer isso por uma colombiana que conhece bem a cidade. E percebi que a região que eu queria conhecer sozinha era tumultuada demais para uma estrangeira sozinha. Mas houve momentos que saí com outros cinco brasileiros a pé para restaurantes à noite em Medellín e nada nos aconteceu.

A segunda dúvida do turista que pensa em ir para a Colômbia é: quais as atrações bacanas do país? É sobre isso que falarei nos próximos posts. A Colômbia que eu conheci (Medellín e Bogotá) tem museus interessantes, montanhas bonitas, uma gastronomia curiosa e um povo com uma vontade enorme de melhorar e de mudar a imagem do país. Um povo que está cansado de ver a Colômbia sempre associada às palavras “droga”, “cartel” e “Farc” e de ser olhado como “suspeito” em qualquer aeroporto internacional do mundo (como se o simples fato de ser colombiano já bastasse para ser um potencial traficante).  Um povo que sabe que ainda há muito para ser feito para melhorar as condições de vida do país, mas que não está disposto a desistir. Acho que isso foi uma das coisas mais marcantes na Colômbia para mim: a vontade de crescer dos colombianos.

Feita essa (necessária) introdução, nos próximos posts eu dou as dicas turísticas da Colômbia, ok?

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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