Recife: Dia 2 – Sugestão de roteiro no centro histórico

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 22/11/2016
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O centro histórico de Recife, conhecido como Recife Antigo, vale um dia inteirinho de visita. Não se limite a fazer aqueles city tours rapidões, que passam voando por lá e ainda incluem uma visita a Olinda e a shoppings. A região é cheia de atrações históricas e culturais, todas próximas umas das outras e tudo pode ser percorrido a pé. O melhor dia da semana para visitá-la é aos domingos, quando o centro tem boa parte de duas ruas fechadas ao trânsito de carros. Nesse dia, os moradores “se apropriam” da área e muitas famílias vão para lá andar de bicicleta. Tem até stands de aluguel de bikes, uma delícia! Além disso, aos domingos rolam ensaios de bloco de Maracatu pelas vielas, abertos ao público, no meio da rua e nas calçadas!

Foi justamente em um domingo que estive no centro histórico, em setembro desse ano. Como eu queria aproveitar ao máximo, cheguei por volta das 9h à igreja de Madre de Deus, que está bem conservada e tem um altar cheio de rococós e detalhes dourados, do jeito que eu gosto! A visita é grátis e dura uns 15 minutinhos. A igreja, do século XVII, fica na Rua Madre de Deus, s/n, e fica aberta de terça a sábado das 8h às 12h e das 14h às 17h, e aos domingos, das 8h às 17h.

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Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Da igreja, fui a pé para o Marco Zero, onde tirei fotos. O Marco Zero é uma grande praça, com um chão bonitão e o letreiro de Recife, além de vários prédios históricos bonitos em volta.

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Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na praça do Marco Zero, peguei um barquinho para a Parque de Esculturas de Francisco Brennand (não confundir com a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, que tem obras do mesmo artista, mas é diferente). No parque há umas 10 obras de Francisco Brennand, incluindo uma torre, então a visita a ele é rapidinha. É legal ver o Marco Zero de lá. Esses barquinhos saem a toda hora, das 7h às 15h e custam R$ 5 (ida + volta).

Marco Zero visto do Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Marco Zero visto do Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Parque das Esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Peguei o barquinho de volta e dei uma paradinha para ver o Centro de Artesanato de Pernambuco, que fica num pavilhão na Praça do Marco Zero. Depois, aproveitei que o Centro Cultural da Caixa estava com uma exposição temporária ótima de fotografia e fui conferir.

Na sequência, dei uma passada rápida na Embaixada dos Bonecos Gigantes (Rua do Bom Jesus, 183, Recife Antigo), que tem bonecos usados no carnaval de Recife e Olinda, retratando personagens famosos, como políticos e artistas. O lugar é interessante, tem uns 50 bonecos, mas pode ser visitado em uns 15 minutinhos. A entrada custa R$ 10 e pode ser considerado pega-turista para alguns, mas eu achei curioso. O local funciona todos os dias, das 8h às 18h.

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Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

A Rua onde fica a Embaixada dos Bonecos Gigantes, chamada Rua Bom Jesus, além de ligar várias atrações do centro histórico, é lindinha, com casinhas coloridas e uma feirinha de artesanato ótima (montada no meio da tarde).

Casas coloridas na Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Casas coloridas na Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Já eram 13h quando fui almoçar no restaurante Seu Boteco, no pavilhão do cais do recife Antigo, bem em frente à Praça do Marco Zero. O lugar tem um clima ótimo, agradável e despojado, mas não gostei da comida. Se eu fosse você, tentaria um dos outros restaurantes do pavilhão do cais. (veja dicas de onde comer em Recife neste post aqui)

Dali, fui a pé para o Museu Cais do Sertão, onde fiquei umas 2h, tempo suficiente para ver tudo com calma e até participar de uma oficina de ritmos nordestinos. O museu é o mais legal de Recife, e conta a história de Luiz Gonzaga de um jeito super divertido, com áudios, textos e peças antigas dele, como sanfonas, roupas, discos e objetos. Além disso, tem uma parte que fala da vida do sertanejo em geral, com um “cômodo” de uma casa de taipa, e até um curta-metragem excelente. Tem muitos depoimentos de retirantes, contando porque saíram do Nordeste e foram tentar a vida em outros lugares do país.

No segundo andar, dá até para brincar de karaokê, cantando músicas de Gonzagão em cabines individuais. Fiquei apaixonada pelo lugar!!

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

O Museu Cais do Sertão fica na Avenida Alfredo Lisboa, S/N, no Recife Antigo, e fica aberto às terças-feiras das 9h às 21h; de quarta a sexta-feira das 9h às 18h; e aos sábados e domingos das 13h às 19h. A entrada é R$ 8.

Depois do Museu Cais do Sertão, fiz uma curta caminhada até o museu Paço do Frevo, que achei meio chato (por isso vi relativamente rápido). É que os textos estão colocados de forma pouco convidativa à leitura, com letras pequenas. A parte mais legal está no último andar, onde há diversos estandartes de agremiações, além de um painel de fotos. É nesse andar que acontecem oficinas de frevo, de uns 30min. Eu estava por ali e participei de uma delas, foi bem divertido. Dá para aprender os passos básicos e queimar umas calorias! Hehehee.

No primeiro domingo do mês o pessoal do Paço do Frevo convida um bloco de frevo para tocar em frente ao museu e a praça vira uma festa! Eu dei sorte de estar lá justo na hora (por volta das 17h) dessa farra, que é grátis.

Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Estandarte no Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Estandarte no Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bloco de freio nas ruas do Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bloco de freio nas ruas do Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

O Paço do Frevo fica na Praça do Arsenal da Marinha, s/n, no Recife Antigo e funciona de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. A entrada é R$ 8, mas estudantes e maiores de 60 anos pagam meia.

Já era final de tarde, mas ainda deu tempo de subir na Torre Malakoff para ver a cidade do alto e conferir a lua em um dos telescópios. O ideal é você passar lá assim que puder e já deixar seu nome reservado para o horário que quiser subir a torre, pois o número de pessoas é limitado por dia. A entrada é grátis.

A Torre Malakoff fica na Praça do Arsenal da Marinha, s/n, no Recife Antigo e funciona de terça a sexta, das 10h às 18h, aos sábados, das 15h às 18h, e aos domingos, das 15h às 19h.

Praça Arsenal da Marinha vista da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça Arsenal da Marinha vista da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro histórico visto da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centro histórico visto da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ao caminhar pelo Recife Antigo para voltar para o hotel, já no início da noite, me deparei com vários blocos de maracatu ensaiando nas ruas do bairro e não resisti: parei para ouvir e ver.

Comi numa lanchonete do Paço Alfândega (um shopping meio diferente, que tem um terraço com vista bonita) e só depois é que peguei um táxi para voltar para Boa Viagem.

Todo esse tour você pode fazer a pé. Eu peguei ônibus apenas para ir de Boa Viagem ao Recife Antigo. Para retornar de lá para o hotel, peguei um táxi, pois já era noite e os ônibus demoravam a passar.

O que eu faria diferente nesse tour: dispensaria o Paço do Frevo, pois como museu ele é bem desorganizado.

 

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Leia também:

Recife: O que fazer e sugestão de roteiro de 2 a 3 dias de viagem

Recife: Onde ficar e dicas de transporte

Recife (PE): Onde comer e onde não comer

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Comentários

  1. Viajante Comum
    02 dez 2016

    Post lindo!! Amo Recife e quero esse louro José pra mim! 🙂

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