Recife: Quantos dias ficar e sugestão de roteiro de 2 a 3 dias de viagem

postado por Marcelle Ribeiro em 20/11/2016 - Atualizado em: 07/09/2018
Compartilhar este artigo:

Recife é muito mais do que a capital mais próxima da super turística Porto de Galinhas. Se você acha que a capital pernambucana é apenas o local onde seu avião vai pousar antes de você partir para as piscinas naturais do estado, está enganado. Reserve pelo menos 2 dias para conhecer essa cidade vibrante, que tem um centro histórico incrível, museus super diferentes e um povo que adora uma festa. Ah, se quiser ir a Olinda, reserve mais meio dia, pelo menos. Vamos às dicas?

 

Quantos dias ficar

Seguindo o conselho do blogueiro Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, eu passei um final de semana em Recife antes de partir para Porto de Galinhas, em setembro desse ano. Passar o final de semana (e não dois dias durante a semana) foi ótimo pois pude ver o povo na rua do centro histórico, andando de bicicleta, dançando frevo, ensaiando maracatu. Foi incrível! E olha que eu estava viajando sozinha, sem ninguém para “cair na farra” mais apropriadamente comigo…rsrsrsrs

Para curtir a capital (sem considerar cidades vizinhas), reserve pelo menos 2 dias inteiros. Se tiver 3 dias, você consegue passar umas horas na praia também e ver todas as atrações do centro histórico (que se chama Recife Antigo). E considere mais metade de um dia para andar por Olinda, que é coladinha à capital pernambucana.

 

Sugestão de roteiro de 2 a 3 dias de viagem

Meu roteiro de final de semana em Recife começou com um sábado com museus bem diferentes. Primeiro, vamos à versão resumida e, abaixo, eu dou os links para os postscom mais detalhes (preços, gastos, horários), ok?

 

Dia 1 – Sábado – Manhã: Oficina de Cerâmica Francisco Brennand e suas estátuas de cerâmicas modernas e ousadas. Início da tarde até umas 15h: Instituto Ricardo Brennand e sua coleção de estátuas e armas incríveis em um belo castelo. Almoço tardio em Boa Viagem (no restaurante de comida sertaneja Parraxaxá). Fim de tarde: passeio de catamarã pelas pontes do Recife Antigo. Fiz o tour das 17h30 achando que pegaria o pôr do sol, mas o ideal teria sido pegar o passeio das 16h, pois quando entrei no barco, já estava praticamente escuro (e o passeio não tem muita graça à noite). Jantei no restaurante regional Chica Pitanga, em Boa Viagem. Nesse dia usei táxi/Uber para quase tudo (apenas o trecho do almoço para o cais do catamarã foi de ônibus urbano, mas o local de desembarque é meio bizarrinho, não indico).

O que eu faria diferente? Não sei se teria ido à Oficina de Cerâmica Francisco Brennand. Ela é legal, mas nada de muito especial. Veja mais detalhes do dia 1 do roteiro em Recife aqui.

Oficina de cerâmica Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Oficina de cerâmica Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Oficina de cerâmica Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Oficina de cerâmica Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Instituto Ricardo Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Instituto Ricardo Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Instituto Ricardo Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Instituto Ricardo Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Instituto Ricardo Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Instituto Ricardo Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Dia 2 – Domingo – Dia todo no centro histórico. Cheguei cedo à igreja de Madre de Deus. Fui a pé para o Marco Zero, onde tirei fotos e depois peguei um barquinho para a Parque de Esculturas de Francisco Brennand (não confundir com a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, que tem obras do mesmo artista, mas é diferente), onde há mais umas 10 obras de Francisco Brennand. Após, paradinha para ver o Centro de Artesanato. Aproveitei que o Centro Cultural da Caixa estava com uma exposição temporária ótima de fotografia e fui conferir. Depois, dei uma passada rápida na Embaixada dos Bonecos Gigantes e tirei fotos com o casario colorido das ruas. Por volta das 13h, almocei no Seu Boteco, restaurante do pavilhão do cais do recife Antigo.

Dali, fui a pé para o Museu Cais do Sertão, onde fiquei umas 2h, tempo suficiente para ver tudo com calma e até participar de uma oficina de ritmos nordestinos. Em seguida, fiz uma curta caminhada até o museu Paço do Frevo, que achei meio chato (por isso vi relativamente rápido). Assisti a uma aula de frevo divertida e depois vi um bloco de frevo passando na rua.

Ainda deu tempo de subir na Torre Malakoff para ver a cidade do alto e conferir a lua em um dos telescópios. Ao caminhar pelo Recife Antigo para voltar para o hotel, já no início da noite, me deparei com vários blocos de maracatu ensaiando nas ruas do bairro e não resisti: parei para ouvir e ver. Comi numa lanchonete do Paço Alfândega (um shopping meio diferente, que tem um terraço com vista bonita) e só depois é que peguei um táxi para voltar para Boa Viagem. (Veja mais detalhes desse dia 2 do roteiro em Recife aqui).

Todo esse tour você pode fazer a pé. Eu peguei ônibus apenas para ir de Boa Viagem ao Recife Antigo. Para retornar de lá para o hotel, peguei um táxi, pois já era noite e os ônibus demoravam a passar.

O que eu faria diferente: dispensaria o Paço do Frevo, pois como museu ele é bem desorganizado.

IMG_6897

Igreja Madre de Deus. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Parque das esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Parque das esculturas Francisco Brennand. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu Cais do Sertão. Foto: Marcelle Ribeiro.

Estandarte no Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Estandarte no Paço do Frevo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça Arsenal da Marinha vista da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praça Arsenal da Marinha vista da Torre Malakoff. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bloco de freio nas ruas do Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bloco de freio nas ruas do Recife Antigo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 3 – Se você tem mais um dia, passe uma manhã em Olinda, para conhecer as lojinhas de artesanato, ateliês, e igrejas, e tirar fotos panorâmicas de Recife e Olinda do Alto da Sé. Mas vá prevenido e sem expectativas altas: as igrejas estão bem detonadas, precisando de reformas urgentes. Vale também dar uma caminhada no calçadão da praia de Boa Viagem. Embora ela não seja própria para banho, por causa dos constantes ataques de tubarão, é um bom local para relaxar e tomar uma água de côco.

Igreja em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja em Olinda. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

O que ficou faltando conhecer em Recife:

Quando eu voltar a Recife, quero conhecer alguns locais históricos que eu não tive tempo de visitar, como a Capela Dourada, o Pátio de São Pedro (com a Catedral de São Pedro dos Clérigos), o Teatro de Santa Isabel e o Palácio das Princesas. Acredito que essas atrações devem levar mais umas 2h ou 3h para serem conhecidas, já que ficam próximas umas das outras.

 

Reserve sua hospedagem em Recife pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

Ao reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, você compara preços de várias locadoras, consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

 

Leia também:

Recife: Onde ficar e dicas de transporte

Recife (PE): Onde comer e onde não comer

Índice de posts sobre Recife

Índice de posts sobre Porto de Galinhas

Compartilhar este artigo:
Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *