O que fazer em Cracóvia (Polônia)? Meu roteiro de 3 dias + mini guia
Cracóvia é considerada a “capital cultural” da Polônia, porque tem muitos prédios históricos conservados, igrejas lindas, castelo e outros pontos turísticos interessantes. Eu passei 3 dias na antiga capital do país (que perdeu o posto pra Varsóvia) na primavera e gostei. Neste texto, além de falar sobre o que fazer em Cracóvia, vou dar dicas de como montar um roteiro, como se locomover, como chegar, hospedagem e muito mais. Se preferir, clique no índice abaixo:
Quantos dias ficar
Meu roteiro
A Polônia é um país caro?
Pontos turísticos de Cracóvia
Como se locomover
O que fazer à noite
Seguro viagem
Como ir
Onde se hospedar

Esculturas na Mina de Sal. Foto: Marcelle Ribeiro.
Quantos dias ficar em Cracóvia?
Você precisa de pelo menos 2 dias inteiros para conhecer as atrações principais da cidade. Algumas pessoas passam apenas um dia só, mas confesso que considero muito pouco tempo. Eu fiquei 3 dias e achei o ideal para conhecer tanto as atrações de Cracóvia mesmo como as que ficam em cidades próximas, que são importantes.
Roteiro em Cracóvia
O que fazer em Cracóvia em 3 dias? Veja o meu roteiro:
- 1º dia – Chegada de manhã cedo. Minas de Sal + almoço + descanso no hotel + compras no Mercado dos Tecidos + jantar.
- 2º dia – Dia de Cidade Antiga! Barbican + Praça Central + Igreja de Santo Adalberto + Igreja de São Francisco + Castelo de Wawel + Dragão + Igreja de São Pedro e São Paulo + Igreja de Santo André + Igreja Dominicana + Planty. Minha amiga: Campo de concentração e museu Auschwitz-Birkenau.
- 3º dia – Catedral de Wawel + Basílica de Santa Maria + Bairro Judeu + Fábrica de Oskar Schindler + Praça dos Heróis do Gueto.
Segue o mapa com as principais atrações de Cracóvia:
O que fazer em Cracóvia em 2 dias?
Caso você tenha apenas 2 dias, o ideal é que separar um dia para conhecer as atrações da Cidade Antiga, principalmente a Basílica de Santa Maria, que é linda. Já as outras igrejas você pode ver por fora mesmo. Além disso, dê uma passadinha no Castelo de Wawel, mas não entre lá. Suba no castelo apenas para ver a vista para a cidade e para o Rio Vístula. Visite também a Catedral de Wawel, que vale a pena.
No segundo dia você pode ir de manhã bem cedo à Mina de Sal e à tarde ir na Fábrica de Oskar Schindler, que fica no Gueto. Aproveite e conheça também a Praça dos Heróis do Gueto.
O que fazer em Cracóvia em 1 dia?
E em apenas um dia? O que fazer em Cracóvia? Bom, eu que já visitei várias cidades históricas na Europa, iria conhecer as atrações mais diferentes de Cracóvia, que são: as Minas de Sal e a Fábrica de Oskar Schindler. Não vi nada igual a esses lugares no mundo. Porém, se você optar por conhecer essas duas atrações nesse seu único dia de viagem, você vai ter pouquíssimo tempo para passear no centro histórico.
Mas, caso você prefira conhecer as atrações mais tradicionais de uma cidade europeia, aí você deve passar o seu único dia na Cidade Velha mesmo.
O que fazer em Cracóvia em 4 dias?
Siga o meu roteiro de 3 dias em Cracóvia acima e no 4º dia escolha um desses passeios de dia inteiro:

Lago na Mina de Sal. Foto: Marcelle Ribeiro.
Passeios em Cracóvia
Listei abaixo os principais passeios em Cracóvia e arredores, caso você já queira garantir seu ingresso. Aliás, recomendo que reserve logo as entradas para as Minas de Sal, a Fábrica de Oskar Schindler, e para o Campo de concentração e museu Auschwitz-Birkenau. porque eles esgotam rápido. Mas vou explicar detalhadamente sobre esses locais e atrações mais adiante neste texto.
- Free tour pela Cidade Velha
- Free tour pelo Bairro Judeu e Gueto
- Ingresso para o Montículo de Kosciuszko
- Tour guiado pela Catedral de Wawel
- Tour guiado pelo Castelo de Wawel
- Ingresso e tour no Museu da Fábrica de Schindler
- Visita ao Museu Subterrâneo de Rynek
- Ingresso para Minas de Sal Wieliczka
- Visita ao campo de concentração Auschwitz-Birkenau
- Outra opção de visita guiada a Auschwitz-Birkenau
- Visita guiada a Auschwitz-Birkenau e à Mina de Sal no mesmo dia
- Tour guiado pela Basílica de Santa Maria
- Tour a Zakopane e termas de Chocholow
A Polônia é um país caro?
Antes mesmo de entrar em detalhes sobre o que fazer em Cracóvia, já quero te tranquilizar. Não, a Polônia não é um país caro. Pelo menos na comparação com outros da Europa. Eu vou falar dos preços dos passeios mais adiante aqui no texto. Mas o que eu achei mais barato mesmo foi o gasto com comida. Para você ter ideia, eu pagava em média uns 12 euros por prato individual num restaurante, bem servido. Já na Alemanha, país que eu visitei dias antes, custava uns 19 euros.
Outra coisa que era barato em Cracóvia era o Uber. Por exemplo: uma corrida de 30 minutos de Cracóvia pra uma cidade vizinha saiu a menos de 16 euros (R$ 94). Mas o transporte público era barato também (menos de 1 euro uma passagem individual de bonde).
Em Cracóvia, usamos o cartão de débito internacional da Nomad para pagar nossas despesas e deu tudo certo. Utilizamos tanto o cartão físico quanto a versão digital para pagar contas em restaurantes, mercadinhos, cafés e até no Uber e no transporte público!
Quando nosso dinheiro estava acabando, bastou adicionar mais reais ao cartão, convertê-los para dólares e usar para fazer pagamentos em zlotys (a moeda da Polônia) mesmo. A Nomad faz a conversão da moeda na hora.
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Pierogi: comida típica polonesa. Foto: Marcelle Ribeiro.
O que fazer em Cracóvia? Atrações
Todos os preços citados neste texto são de 2026, ok?
Mina de sal de Wieliczka
A mina de sal de Wieliczka é impressionante, porque nela a gente vê esculturas, lustres e até uma capela, tudo feito de sal. E tudo isso a mais de 130 metros abaixo do solo! Além disso, o chão, as paredes e algumas escadas são feitas de sal. Também adorei uma “piscina” azulzinha que tem lá, linda!
Na visita aprendemos sobre como o sal era produzido lá antigamente. A escavação em busca de sal nesta mina começou entre 3500 e 2500 antes de Cristo. E se desenvolveu especialmente no século XIII. Antigamente, o sal era algo bem valioso, especialmente pra conservar alimentos, já que não existia geladeira. Hoje ainda se produz sal na mina, mas bem menos. O turismo é mais importante.
Mas pra visita a mina você tem que descer uns 800 degraus ao longo do tour, que dura cerca de 2h30. Já a subida é toda de elevador. Só que ele é apertadinho e cheio de furinhos. Mas pareceu seguro.
Aliás, dentro da mina tem até restaurantes, lojas, lanchonete, banheiro… E tem gente que faz até casamento lá!
Ah, e as visitas são sempre guiadas, em vários idiomas e você precisa comprar com antecedência. A entrada da Rota Turística (que foi a que fizemos) custa 159 zlotys (37 euros). A mina fica a uns 30 minutos do centro de Cracóvia e nós fomos de Uber até lá (16 euros). Voltamos de ônibus.

Capela na Mina de Sal. Foto: Marcelle Ribeiro.
Barbican
O Barbican é uma fortificação construída entre 1498 e 1499, em frente à Cidade Velha, para protegê-la dos ataques otomanos. Ele é cheio de buraquinhos, para militares colocarem armas para atirar em caso de ataques. Vi apenas do lado de fora.

Barbican. Foto: Marcelle Ribeiro.
Cidade Velha (Stare Miasto)
Não tem como falar sobre o que fazer em Cracóvia sem mencionar a Cidade Velha, uma das principais atrações. Eu levei mais de um dia para conhecer essa região, porque apesar de ela ser relativamente pequena, ela tem muitas igrejas e prédios bonitos.
Entre pelo Portão Gótico de São Floriano, caminhe pela Rua Florianska e chegue à Praça Central. Outra rua importante é a Rua Grodska. Essa região tem muitas lojinhas lindas, restaurantes e lanchonetes. Depois, siga até o Castelo de Wawel. Esse percurso é chamado de Caminho Real, percorrido por reis antigamente.
Uma sugestão é fazer esse tour gratuito por Cracóvia, que dura 2h30 e tem guia que fala espanhol. Ele passa por boa parte da Cidade Velha. Ah, mas espera-se que você dê uma gorjeta, tá?
A seguir, vou falar sobre as principais atrações da Cidade Velha.
Praça Central (Rynek Glówny)
Na Praça Central ou Praça do Mercado há vários restaurantes, estátuas, o Mercado dos Tecidos, a Igreja de Santo Adalberto e a Basílica de Santa Maria. É um lugar bem movimentado e bonito, inclusive à noite.

Praça Central. Foto: Marcelle Ribeiro.
Mercado dos Tecidos (Sukiennice)
O Mercado dos Tecidos foi criado no século XIII e tem esse nome justamente porque era um lugar importante para o comércio de tecidos. Ele tem uma fachada bem bonita e preservada. No interior há brasões e nomes de cidades polonesas na parte alta das paredes, além de lojinhas de lembrancinhas. Muitas delas vendem colares e anéis de âmbar, uma pedra de cor laranja. As lojinhas abrem de manhã e funcionam até umas 21h.

Mercado dos Tecidos. Foto: Marcelle Ribeiro.
Rynek Underground
Este é um museu subterrâneo onde você pode ver moedas antigas, decorações e outros objetos que foram descobertos por arqueólogos e que têm relação com a Praça Central e o Mercado dos Tecidos. É pra quem tem curiosidade sobre a vida dos primeiros habitantes de Cracóvia.
A exposição fica a 4 metros abaixo do solo e você pode fazer um tour guiado por lá, que custa 35 euros. Dura 1h30.
Igreja de Santo Adalberto
Localizada na Praça Central, esta é uma das igrejas mais antigas do país, com mais de 1.000 anos. Ela é super pequenininha e é proibido tirar foto dentro dela. Tem estilo barroco. A entrada é gratuita.

Igreja de Santo Adalberto. Foto: Marcelle Ribeiro.
Basílica de Santa Maria (Kościól Mariacki)
A Basílica de Santa Maria tem vitrais lindos e um teto impressionante, azul com estrelas. As paredes são super coloridas e tem muito dourado por todos os lados. Sério, eu já visitei muitas igrejas no mundo, mas essa é muito diferente e impactante!
Essa igreja tem duas torres, uma maior que a outra. E tem uma lenda por trás delas. Elas foram construídas por dois irmãos. Um deles percebeu que a torre que ele havia construído não era tão alta e nem tão bonita quanto a outra – que seu irmão tinha construído – e resolveu matá-lo com uma faca, por inveja. Depois, se matou e caiu de cima da torre.
A atual versão da Basílica de Santa Maria é do século XIV. No altar principal, que levou mais de 12 anos pra ficar pronto, tem uma imagem da Virgem Maria ao lado de apóstolos. Aliás, a igreja toda tem muitas imagens da mãe de Jesus.
A entrada custa 20 zlotys (4,70 euros) e ela funciona de segunda a sábado, das 11h30 às 18h, e nos domingos e feriados das 14h às 18h. Caso você queira visitar a torre mais alta, a entrada custa 4 euros. Além disso, dá pra fazer uma visita com guia ao interior da basílica.

Basílica de Santa Maria. Foto: Marcelle Ribeiro.
Igreja de São Pedro e São Paulo
A fachada dessa igreja impressiona por causa das grandes estátuas dos 12 apóstolos de Cristo. A Igreja de São Pedro e São Paulo tem estilo barroco e ficou pronta no início do século XVII. Mas dizem que gastaram tanto na parte externa que o dinheiro foi pouco pra decorar o interior. Ele é mais simples, mas ainda assim é bonita, com lustres, detalhes dourados e um órgão lindo. O altar tem uma pintura que mostra a entrega das chaves de Roma a São Pedro.
A entrada é gratuita. De abril a outubro ela abre das 9h às 17h (de terça a sábado) ou das 13h às 17h (aos domingos). E em novembro abre das 11h às 15h (terça a sábado) e das 13h às 17h (aos domingos).

Igreja São Pedro e São Paulo. Foto: Marcelle Ribeiro.
Igreja de Santo André
Bem do lado da Igreja de São Pedro e São Paulo fica a Igreja de Santo André. Ela tem duas torres bonitas, mas o resto da fachada não impressiona muito. Ela é super pequena por dentro, mas é bonita. Foi construída no século XI e é uma das mais antigas de Cracóvia. Tem estilo barroco e já serviu como fortaleza. Aliás, a população da cidade se abrigou lá durante um ataque de invasores em 1241. A entrada é gratuita.

Igreja de Santo André. Foto: Marcelle Ribeiro.
Igreja de São Francisco
Ao decidir o que fazer em Cracóvia, separe uns 20 minutos para visitar a Igreja de São Francisco. A fachada dela tem estilo gótico, mas o que impressiona mesmo é a parte de dentro, super colorida e no estilo Art Nouveau! O teto é azul com desenhos de estrelas e tem muitos detalhes em dourado. Lindo e semelhante ao teto da Basílica de Santa Maria. Além disso, o altar principal tem vitrais coloridos e muito ouro.
O Papa João Paulo II é homenageado com quadros na igreja. Ele era polonês e rezava muito lá antes de se tornar papa. Ao lado da Igreja de São Francisco há um mosteiro, com teto cheio de arcos bonitos e muitas obras de arte. A entrada é gratuita e ela funciona de segunda a sábado das 10h às 16h, e nos domingos e feriados das 13h às 15h.

Igreja de São Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro.
Igreja Dominicana (Basílica da Santíssima Trindade)
Uma igreja que não estava no meu roteiro, mas onde acabei entrando foi a Igreja Dominicana, por causa da fachada super diferente. Além disso, ela tem um órgão branco, e altares e confessionários de madeira que chamam a atenção, em estilo gótico. Detalhe: o incêndio que destruiu boa parte de Cracóvia em 1850 acabou destruindo a Igreja Dominicana também. Mas ela foi reconstruída.

Igreja Dominicana. Foto: Marcelle Ribeiro.
Castelo de Wawel
Construído no século XVI, o Castelo de Wawel fica no alto de uma montanha e é todo murado. Mas confesso que achei a fachada de tijolinhos bem simples. Além disso, ela tem vários estilos e pontos em que parece que foi “remendada”. Por isso, é bem menos impressionante que outros castelos da Europa.
Muita gente vai ao castelo apenas para ver a vista, porque lá do alto você vê o Rio Vístula. Ah, e tem passeios de barco nesse rio.
Mas, a gente resolveu entrar no Castelo, onde vários reis da Polônia moraram, pra ver o que tinha lá dentro. Compramos com antecedência um ingresso que dava direito a ver duas áreas do castelo. Custou 95 zlotys (22 euros).
Começamos a visita pelos Apartamentos Privados Reais, no 1º andar. Lá vimos alguns poucos móveis, um armário de madeira lindo, um relógio dourado, um banheiro antigo, alguns quartos com cama, muitos objetos de cerâmica e muitos quadros. Vários deles eram sobre religião. Porém, esse andar não me impressionou muito. O que mais gostei foram os talheres cheios de detalhes.

Primeiro Andar do Castelo de Wawel. Foto: Marcelle Ribeiro.
Castelo de Wawel – Segundo Andar e outras áreas
Já o 2º andar, onde ficam os Salões Reais, foi mais interessante. E dá pra comprar ingresso só pra ele se você preferir, viu?
No 2º andar eram realizadas cerimônias do Senado, por exemplo, além de bailes, peças teatrais e até casamentos. Nesta área a gente viu uma sala com decoração sobre signos, um quadro gigante retratando uma batalha, uma mini capela com muito dourado e um trono. Mas o que eu mais gostei foi o teto, que era de madeira toda colorida, com muito dourado e detalhes bonitos. Além disso, tinha uma parte do teto com esculturas de cabeça de pessoas, super diferente. Também gostei da parte que tem cabanas de tecido enormes.
Ainda assim, preciso dizer que o Castelo de Wawel como um todo (por dentro e por fora) é bem menos impactante que outros castelos da Europa. Eu mesma só visitei porque tive tempo de sobra na cidade.
Não visitei a área do Tesouro e Arsenal da Coroa do castelo, que tem espadas, armas, armaduras, capacetes, morteiros, joias e objetos que contam a história militar da Polônia. Outras atrações que não visitei foram o Castle Undergroud, que é a parte subterrânea do castelo, e o Dragon’s Den, que é para crianças.

Teto com esculturas de cabeças. Foto: Marcelle Ribeiro.
Catedral de Wawel
Do ladinho do Castelo de Wawel fica a Catedral de Wawel, que vale a pena visitar. Aliás, ela é enorme e por isso, separe 1h para a visita.
A Catedral começou a ser construída no ano 1000 DC. A fachada dela tem um estilo misto, com cúpulas diferentes, porque ela foi destruída várias vezes (por terremotos, ataques, incêndios) e cada rei que reconstruía, fazia de uma maneira. Não chega a ser bonita por fora, mas tem uma cúpula de ouro puro que chama a atenção.
Na escadaria da entrada há ossos de baleia e de rinoceronte pendurados. É que as pessoas antigamente acreditavam que isso daria uma proteção contra o mal.
No interior, se destaca uma construção em homenagem ao santo padroeiro da Polônia, o Bispo Estanislau. Ele morreu após um desentendimento com o rei do país na época.
Mas eu me surpreendi mesmo foi com a enorme quantidade de sarcófagos, caixões, não sei bem o nome, de reis poloneses, heróis nacionais e poetas. Muitos deles são super decorados, com dourado.
Na catedral aconteceram várias coroações de reis, aliás. Lá dentro também vimos belas cúpulas douradas, lustres lindos, um órgão imponente e até um quadro prateado em relevo que retratava uma batalha. Nós também subimos na Torre de Sigismundo, de onde tivemos uma bela vista da cidade. Lá no alto vimos um sino enorme, com 2 metros de altura e 11 toneladas!
A entrada custa 26 slotys (6 euros). A catedral funciona de 2ª a sábado das 9h às 16h30 e aos domingos das 12h30 às 16h30. Tem tours guiados pra catedral e conhecê-la com guia é uma boa ideia.

Catedral de Wawel. Foto: Marcelle Ribeiro.
Dragão do castelo de Wawel
Descemos a colina do Castelo de Wawel pra ver uma escultura de dragão do lado de fora dele, na beira do Rio Vístula. Ela solta fogo pela boca a cada 5 minutos. Mas é tão rápido que eu não consegui nem fotografar. É uma atração que interessa mais as crianças.
Jardim Planty
Um bom lugar para descansar é o Planty, um jardim que fica em volta da Cidade Antiga de Cracóvia, meio espremidinho entre ruas e construções. Ele tem praças, lagos, canteiros de flores, plantas exóticas, fontes, bancos e monumentos para homenagear artistas poloneses. É o maior parque urbano da cidade, com 4 km e 21 hectares e está dividido em 8 jardins. Ele é gratuito e pode ser aproveitado a qualquer hora.

Jardim Planty. Foto: Marcelle Ribeiro.
Bairro Judeu (Kazimierz)
Nós passamos super rápido no Bairro Judeu, infelizmente. Lá vimos antigas sinagogas (bem simples por fora), além de estátua, ruas com placas em hebraico, cemitério e muitos restaurantes. Aliás, almoçamos em um deles, o Noah, que serve comida de rua israelense pra compartilhar.
Me arrependi de não ter feito um tour mais completo pelo Bairro Judeu, como esse. Ele é gratuito e tem duração de 2h30 a 3h. Passa por locais onde foi gravado o filme “A Lista de Schindler”, sinagogas e também pelo antigo gueto judeu, onde fica a Praça dos Heróis do Gueto.

Sinagoga no Bairro Judeu. Foto: Marcelle Ribeiro.
Gueto
O Gueto é a região da cidade para onde muitos judeus foram obrigados a se mudar durante a ocupação nazista. Eles tiveram que morar em cortiços, com várias famílias ocupando uma mesma casa, numa superpopulação. A área era murada e havia guardas controlando as entradas. Os judeus eram espancados, mortos e passavam fome no Gueto.
A Fábrica de Oskar Schindler e Bairro Judeu ficam ali por perto.
Nós passamos rapidamente pelo Gueto, apenas para ver Praça dos Heróis do Gueto, onde há várias esculturas de cadeiras de metal presas ao chão. Elas representam os judeus que tiveram que sair de suas casas para irem morar no Gueto.
Recomendo fazer um tour pelo Bairro Judeu e pelo Gueto, que é gratuito, tem duração de 2h30 e guia que fala espanhol.

Praça dos Heróis do Gueto. Foto: Marcelle Ribeiro.
Museu da Fábrica de Oskar Schindler
Oskar Schindler foi um empresário que ajudou muitos funcionários judeus de sua fábrica polonesa, evitando que eles fossem enviados para campos de concentração e dando condições de vida melhores a eles que as dos campos. A história ficou famosa no filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg.
E no antigo prédio administrativo da fábrica de Schindler, em Cracóvia, funciona um museu atualmente. Nele, vimos muitos objetos de guerra, mas também muitos objetos do dia a dia de pessoas que viveram naquela época, com roupas. Além disso há muitas, mas muitas fotografias antigas.
A Polônia foi anexada pela Alemanha nazista no início da Segunda Guerra Mundial.
No museu vimos fotos do gueto, de seus portões com guardas e de judeus esperando pra receber sua porção de comida. Eles só recebiam o equivalente a 300 calorias por dia. Por isso, muitas crianças morriam muito cedo.
O museu é muito impactante e vale a visita. Porém, recomendo fortemente que você conheça ele com um guia. Eu visitei por conta própria e achei ruim, porque toda hora entravam dezenas de pessoas com guias, que dificultavam a minha visita. Além disso, muitos painéis do museu são mal feitos, e fica ruim de ler. A entrada sem guia custa 60 zlotys (14 euros) e com guia do próprio museu sai a 90 zlotys (21 euros). Também dá pra contratar tour guiado ao museu neste site.
É importante dizer que o lugar fala e mostra pouquíssimo sobre Schindler, seu papel pra salvar judeus, e a vida na fábrica (onde eram produzidos itens como panelas e marmitas). O foco é nos judeus poloneses e na Polônia na Segunda Guerra Mundial de uma forma geral.

Museu Oscar Schindler. Foto: Marcelle Ribeiro.
Campo de concentração e museu Auschwitz-Birkenau
Outro lugar que você pode visitar quando for para Cracóvia é o antigo campo de concentração Auschwitz-Birkenau, onde hoje existe um memorial e um museu. Esse foi o maior campo de concentração nazista alemão, onde 1,5 milhão de pessoas foram mortas durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente judeus de toda a Europa, mas também muitos ciganos.
Para fazer a visita, você deve reservar um dia inteiro do seu roteiro, porque é um lugar grande. Além disso, você vai levar 1h20 pra chegar até lá saindo de Cracóvia, mais o mesmo tempo pra voltar.
Eu recomendo ir com guia, pra entender melhor a história desse lugar que hoje homenageia as vítimas. Ah, e reserve com bastante antecedência. Separei duas opções de tours muito bem avaliados com guia em espanhol ou inglês, com transporte incluso: opção 1 e opção 2.

Auschwitz. Foto: Marcelle Ribeiro.
Montículo de Kościuszko
Eu não fui no Montículo de Kościuszko, mas sei que é uma montanha verdinha com círculos em volta. Simboliza liberdade e resistência. No passeio para o Montículo você poderá subir o caminho em espiral e ter uma visão de 360 graus de Cracóvia. A visita dura 1h30 e custa 10 euros.
Tour a Zakopane e termas de Chocholow
E se você tiver mais tempo, o que fazer em Cracóvia? Eu faria esse passeio para Zakopane e as termas de Chocholow, com certeza! Zakopane é uma das montanhas mais famosas da Polônia e subindo de teleférico lá você tem uma vista linda! Além disso, o tour para no centrinho histórico de Zakopane, inclui prova de vodkas e queijos, e ainda leva para as termas de Chocholow. Lá você toma banho em piscinas bem quentes, com uma vista bacana!
É um passeio de dia inteiro, porque Zakopane e Chocholow ficam a quase 2h de Cracóvia. Custa 23 euros.
Como se locomover em Cracóvia?
Conhecemos a Cidade Antiga toda a pé, mas quando fomos ao outros locais utilizamos ônibus, bonde e Uber. Os dois são baratos.
Porém, o Uber tem uma coisa diferente em Cracóvia. É que os carros não param em qualquer lugar da cidade e sim em pontos de encontro. Por exemplo: quando pedimos um na rodoviária ou num restaurante, tivemos que andar uns 500 metros até o local onde o motorista estava. Nossa corrida de 30 minutos de Cracóvia pra as minas de sal (numa cidade vizinha) saiu a menos de 16 euros (R$ 94).
E os bondes? Eles são pontuais, bem sinalizados e dá pra comprar a passagem nos próprios pontos ou no interior do veículo. O bilhete individual só para 1 trecho custava menos de 1 euro.
Não vejo necessidade de alugar um carro para conhecer Cracóvia.
Ah, pra ir ao aeroporto, que fica a uns 30 minutos de carro da cidade, você pode contratar um transfer ou optar pelo transporte público.
O que fazer em Cracóvia à noite?
Cracóvia tem vários bares e restaurantes bacanas, tanto na Cidade Velha quanto no Bairro Judeu, por exemplo. Além disso, as atrações da Cidade Velha ficam todas iluminadas. É lindo! Muitas lojas funcionam até umas 21h e 22h. Por isso, além de jantar, dá para fazer compras também.
Seguro viagem para a Polônia
É obrigatório ter seguro viagem para entrar na Polônia. E esse seguro tem que ter cobertura de pelo menos 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. E mesmo que não fosse obrigatório, eu não iria sem seguro pra lá, porque mesmo na primavera é beeem frio e a chance de ter uma sinusite não é pequena.
Eu viajei com um seguro do site Seguros Promo. Mas não fiquei doente e nem tive nenhum imprevisto com malas ou voos e, por isso, não precisei usar o seguro lá.
O site Seguros Promo é super fácil de usar. Lá dá para você comparar planos de várias seguradoras bem avaliadas, de uma forma super simples e rápida. Além disso, você pode escolher filtros para mostrar só os planos que melhor atendem o que você busca. E o melhor: com o cupom VICIADA25 você tem 25% desconto em qualquer plano! E ainda tem mais desconto ainda se pagar no PIX ou no boleto. Depois da compra, o seguro chega rapidinho no seu e-mail.
Eu já fiquei doente em outras viagens e tive que usar os seguros que comprei no site Seguros Promo. Tive que ir ao médico e fazer exames de sangue e imagem. Fui super bem atendida, tanto pela seguradora (que falou comigo por Whatsapp!) quanto por médicos e enfermeiros.
Como ir a Cracóvia?
Cracóvia tem aeroporto, que inclusive é internacional. Ele fica a 20 km do Centro (25 minutos de carro).
Além disso, dá pra ir pra lá de trem, carro alugado ou de ônibus. Eu fui de ônibus de Budapeste (Hungria) até lá. Foram 7h de viagem, à noite.
Onde se hospedar em Cracóvia?
Hospede-se perto da Cidade Antiga. Não precisa ser dentro dela mesmo, porque muitas ruas de lá são apenas para pedestres. Então o ideal mesmo é ficar nas proximidades, porque daí você tem transporte público e Uber com facilidade.
Em Cracóvia há muitos hotéis, mas também vários apartamentos por temporada. Eu me hospedei no Old Market Residence e gostei bastante. Ele fica super perto da Cidade Antiga (íamos a pé em 5 minutos). É um prédio só de apartamentos para turistas, sem recepção. Meu quarto era enorme, bem decorado, bonito, confortável e com aquecimento. Tinha restaurantes, padarias e supermercados perto.

Old Market Residence. Foto: Marcelle Ribeiro.
Ainda está com dúvida sobre o que fazer em Cracóvia? Escreva nos comentários.
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