O que fazer em Piranhas (AL)? Meu roteiro de 3 dias e mini guia!
Piranhas é um daqueles destinos incríveis que muitos brasileiros ainda não conhecem, mas que valem a pena! Localizada às margens do famoso Rio São Francisco, em Alagoas, a cidade é ponto de partida para conhecer os Cânions do Xingó (ou Cânions do Rio São Francisco). Mas tem muito mais o que fazer em Piranhas do que muitos imaginam.
Eu fiquei alguns dias por lá e conheci diversos pontos turísticos, como a Usina Hidrelétrica do Xingó, o Centro Histórico com casinhas coloridas lindas, a Rota do Cangaço e muito mais! Voltei apaixonada pela região, que faz divisa com o estado de Sergipe. Por isso, neste texto eu vou te dar dicas de roteiro, passeios, onde se hospedar, onde comer e mais. Confira o índice abaixo:
Quantos dias ficar
Roteiro em Piranhas
Atrações e passeios em Piranhas
O que fazer à noite em Piranhas
Onde comer
Como ir
Onde ficar

Rio São Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro.
Quantos dias ficar em Piranhas?
No total eu fiquei 3 dias em Piranhas e acho que é o tempo ideal para conhecer a cidade. Com 3 dias você faz os principais passeios, mas sem pressa. E também consegue descansar um pouco na beira do lindo Rio São Francisco! Ah, e se tiver 4 ou 5 dias, também tem atrativos, viu? Basta ir a outros “clubes de rio” para aproveitar o dia no Velho Chico.
Porém, caso você só tenha dois dias inteiros na região, dá pra conhecer Piranhas sim, mas num roteiro mais cheio. Vou fazer uma sugestão logo abaixo.
Meu roteiro em Piranhas
Veja abaixo o meu roteiro de 3 dias em Piranhas:
- 1º dia: Chegada a Piranhas no final da manhã. Almoço no Churrascada Pôr do Sol + passeio guiado no Centro Histórico + Pôr do sol no Mirante Secular.
- 2º dia: Usina Hidrelétrica de Xingó + passeio de barco no Rio São Francisco (Cânions do Xingó).
- 3º dia: Passeio de barco para a Rota do Cangaço (Espaços Angicos) + Mais fotos no Centro Histórico + compras.
- 4º dia: Cânions do Gavião pela manhã. À tarde: retorno a Maceió.
E se você só tem 2 dias inteiros, o que fazer em Piranhas? Acorde bem cedo e faça assim:
- 1º dia: Usina Hidrelétrica de Xingó às 8h + passeio de barco no Rio São Francisco (Cânions do Xingó) das 10h às 16h.
- 2º dia: Passeio de barco para a Rota do Cangaço (Espaços Angicos) + Fotos no Centro Histórico + Pôr do sol no Mirante Secular.

Passeio de barco no Rio São Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro.
Como se locomover em Piranhas?
Para se locomover em Piranhas é super importante que você esteja de carro, porque mesmo que você compre passeios nas agências locais, eles não incluem transporte até o local de embarque. Ou seja, você vai ter que se virar para chegar até o cais de onde partem barcos, por exemplo. E o passeio mais famoso da região, o que leva aos Cânions do Xingó (ou Cânions do Rio São Francisco), não tem embarque no centro de Piranhas. Os catamarãs e lanchas saem da cidade de Olho d’Água do Casado, a 18 km de Piranhas (25 minutos de carro).
Além disso, mesmo pra conhecer a Usina Hidrelétrica de Xingó ou o Canyon do Gavião, você precisa estar de carro.
Os únicos lugares fáceis de visitar sem carro são:
- Centro Histórico de Piranhas, com suas casinhas coloridas e mirantes.
- Passeio da Rota do Cangaço (porque o barco sai do cais do Centro Histórico).
Para alugar carro eu recomendo este site, onde eu mesma já reservei mais de 20 vezes e sempre deu tudo certo. E o melhor: com o cupom VICIADAEMVIAJAR você tem 5% de desconto!
Em Piranhas não há carros por aplicativo. Tem táxi e moto-táxi, mas não sei se é fácil ou barato combinar com motoristas para eles levarem você para as atrações turísticas. Não vi ônibus circulando por lá.
O que fazer em Piranhas? Passeios e atrações
Antes de falar sobre o que fazer na cidade, preciso tirar uma dúvida que algumas pessoas, que é se Piranhas tem praia. A cidade fica no sertão, a cerca de 260 km do mar (quase 4h de carro). Mas tem praia de rio, que no caso é o Rio São Francisco. Dá para curtir um banho delicioso no “Velho Chico” em diversos locais. O mais fácil é na Prainha de Piranhas, que fica no Centro Histórico.
Porém, eu gostei mais das “prainhas” de alguns restaurantes um pouco afastados do centro, como já já vou explicar. É que a estrutura desses restaurantes era muito completa, confortável e bonita.
Ah, e se você tem receio de ser mordiscado por peixes ou outros animais durante o banho de rio, saiba que vários desses “clubes de rio/restaurantes” têm telas na água que impedem os bichos se aproximarem dos banhistas. Aliás, apesar de a cidade ter esse nome, tem muitos anos que não há casos de piranhas por lá, segundo me contou um guia.

Prainha do Castanho. Foto: Marcelle Ribeiro.
Outra observação importante é que todos os preços desse texto são de 2026.
Como economizar com passeios em Piranhas?
Dá pra conhecer alguns pontos turísticos de Piranhas gastando pouco. Pra isso, recomendo assinar o Prime Gourmet, um aplicativo que dá direito a descontos em vários lugares de Alagoas, não só em Piranhas. Restaurantes, passeios e hotéis são alguns dos lugares onde você pode usar esses descontos.
Eu assinei o Prime Gourmet em Alagoas e economizei mais de R$ 600 em uma viagem de 12 dias. E com o cupom VICIADAEMVIAJAR você ganha desconto na assinatura do aplicativo! Eu recomendo bastante.
Em Piranhas dá pra comprar passeio de catamarã pra 1 pessoa pelos Cânions do Xingó (o tour mais famoso da cidade, com a melhor estrutura) e ganhar o de outra grátis. Além disso, você consegue excelentes descontos em trilhas para cachoeiras e até em diárias no hotel em que eu me hospedei (e gostei!), o Dunen Hotel.

Banho nos Cânions do Rio São Francisco. Foto: Maridão.
Centro Histórico
Não tem como falar sobre o que fazer em Piranhas sem falar do Centro Histórico da cidade. Ele é cheio de casinhas coloridas lindas. Aliás, toda a região é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Dá pra conhecer o Centro Histórico por conta própria de forma fácil, basta ir caminhando. Mas eu e meu marido preferimos contratar um guia e foi super bacana porque ele nos contou muito da história da cidade e também do Cangaço. Sabia que foi pertinho de Piranhas que Lampião, Maria Bonita e outros cangaceiros foram mortos?
Pagamos R$ 150 para o guia (no total, não foi por pessoa) nosso tour a pé durou cerca de 2h. Nosso guia foi o Jairo Luiz Oliveira, telefone (82) 98823-3973. O preço é de 2026.
Além das casinhas coloridas, no Centro Histórico também tem a Casa do Patrimônio, onde fica a sede do IPHAN. Lá tinha uma pequena exposição de fotografias com entrada gratuita. Vimos a fachada da Igreja da Matriz, da Torre do Relógio e da igrejinha de Santo Antônio de Lisboa. Infelizmente o Museu do Sertão estava fechado pra obras.

Casinhas coloridas no Centro Histórico. Foto: Marcelle Ribeiro.
Mirantes
Depois que acabou nosso tour guiado, fomos ao mirante mais famoso de Piranhas, o Mirante Secular. Lá de cima você consegue ver o Centro Histórico, o Rio São Francisco e um outro mirante da igreja Nosso Senhor do Bonfim. É um bom lugar para ver o sol se por atrás das montanhas. A entrada no Mirante Secular é grátis e no local tem um restaurante bonitinho, que serve petiscos, lanches e refeições mesmo.
Nós fomos de carro até o Mirante Secular. O estacionamento é farto e gratuito. Porém, se você estiver sem carro, pode chegar lá subindo a grande escadaria que começa na parte “baixa” do Centro Histórico.
Não fomos no Mirante da igreja Nosso Senhor do Bonfim porque achamos que a vista seria semelhante. Além disso, acho que não dá pra chegar de carro até ele. Tem que subir uma escadaria enorme mesmo.

Pôr do sol no Mirante Secular. Foto: Marcelle Ribeiro.
Usina Hidrelétrica de Xingó
Vale a pena visitar a Usina Hidrelétrica de Xingó. Eu já tinha ido a uma outra usina hidrelétrica antes (a de Itaipu, em Foz do Iguaçu) e mesmo assim achei a visita interessante. É que aprendi sobre a complexidade da construção dela, sobre o enchimento do reservatório, o início do funcionamento… Vi fotos de várias etapas da obra, que levou 10 anos para ser concluída. Cerca de 10.000 pessoas participaram da construção.
Aprendemos sobre como uma usina “fio d’água” funciona com a ajuda de maquete enorme. E também vimos o lago de Xingó, que tem 60 km2 de extensão. É uma vista linda! Ah, e uma parte da usina fica em Alagoas e a outra em Sergipe, sabia? Além disso, vimos os gigantescos dutos por onde passa a água que vai gerar a energia e as tampas dos geradores. Eu adorei a visita.
A Usina Hidrelétrica de Xingó fica bem pertinho do centro de Piranhas, a 7 km de distância do Centro Histórico (15 minutos de carro). A visita é gratuita e costuma durar entre 1h e 1h30.

A Usina Hidrelétrica de Xingó. Foto: Marcelle Ribeiro.
Como conhecer a hidrelétrica?
Porém, só é possível conhecer a usina com um guia. Nós pagamos R$ 100 por carro (não é por pessoa), em 2026, com o guia Ranieri, telefone (82) 98854-8986. Além disso, é preciso agendar um horário. Mas quem agenda é o guia mesmo. Ah, e os dias e horários em que é possível conhecer a usina podem variar.
Eu escolhi fazer a visita de manhã cedinho, às 8h, para logo em sequência fazer outro passeio de dia inteiro. E para fazer esse tour pela usina é preciso que você esteja com carro. O guia vai no seu carro mesmo, no carona.
Para visitar a usina é preciso estar de calça e sapato fechado.

Tubos gigantes na Usina Hidrelétrica de Xingó. Foto: Marcelle Ribeiro.
Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso
Além da Usina Hidrelétrica de Xingó, tem também a Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, que fica a 79 km de Piranhas, ou seja, 1h30 de carro. Você também pode visitá-la e sem custo. Ela é aberta pra turistas de terça a domingo, de 8h às 11h e de 13h às 16h. Assim como na outra usina, é preciso ir de carro e que você esteja com um guia.
A visita dura 1h30 e lá você descobre mais da história da usina e a importância do rio Velho Chico. São 5 paradas no tour, entre elas em mirante, sala de comando, bondinho/teleférico e num local pra ver as Cachoeiras de Paulo Afonso. Você consegue mais informações no site da Axia Energia, atual responsável pela usina.
Passeio aos Cânions do Xingó
Esse é o passeio mais buscado em Piranhas. E ele é incrível, porque você navega pelo Rio São Francisco, toma banho numa “piscina” no meio dele, visita o Cânion do Talhado, e ainda relaxa num restaurante lindo, com “prainha” tranquila e piscina. Além disso, a cor da água é de um verde bem forte, impressionante.
Existem duas maneiras de você fazer esse tour: com parada no restaurante Castanho ou no restaurante Karrancas. Eu e meu marido fizemos pelo Castanho, que é mais famoso, e gostamos muito. Lembrando que se você tiver assinado o aplicativo Prime Gourmet, na compra de um passeio você ganha outro pelo Castanho, desde que seja de catamarã.
Tanto o Castanho quanto o Karrancas oferecem o tour em dois tipos de embarcação: de catamarã (que comporta mais gente), ou de lancha. Em dias de menor movimento só dá pra ir de lancha.

Plataforma no rio. Foto: Maridão.
Como é o roteiro do passeio?
Pelo que eu entendi, o roteiro é basicamente o mesmo. Os turistas embarcam na lancha ou catamarã e navegam suavemente por cerca de 30 minutos nos Cânions do Rio São Francisco. No caso do tour organizado pelo restaurante Castanho, o embarque é feito do píer da cidade de Olho d’Água do Casado, a 25 minutos de carro do Centro Histórico de Piranhas.
O piloto vai explicando um pouco sobre a região. Esse é o cânion mais navegável do Brasil. Nele foram gravadas novelas como Velho Chico e Cordel Encantado. Durante o passeio chegamos a navegar numa parte do rio que chega a ter 80 metros de profundidade!
Na embarcação há bebidas para os viajantes, escolhidas previamente e pagas à parte. Daí há uma parada numa “base flutuante” num trecho do rio. Nessa base tem banquinhos pra sentar na sombra e boias pra usar na água. Aliás, ali é bem fundo, não dá pé! A área para banho é demarcada por uma enorme “rede de proteção”, que impede que peixes e animais se aproximem dos turistas. A água estavam morninha quando eu fui, uma delícia!

“Piscina” no rio demarcada por rede. Foto: Maridão.
Passeio a gruta e prainha
A partir dessa “base flutuante” você pode fazer um passeio opcional de canoa pela Gruta do Talhado, que custa R$ 30 por pessoa. Vale a pena para poder acessar uma parte mais estreita do Cânion, que é bem bonita. E é um tour bem rapidinho, de 20 a 30 minutos só.

Gruta do Talhado, no Rio São Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro.
Depois de um bom tempo na “base flutuante”, nossa lancha nos levou para o restaurante Castanho. Lá tem uma “prainha” de rio com trecho raso, também protegida por rede para impedir a aproximação de animais. A estrutura de lá é uma delícia, porque tem muitos guarda-sóis, espreguiçadeiras para aquele “cochilo” depois do almoço, banheiros e até uma piscina de borda infinita com vista pro rio!
Eu relaxei e ainda me diverti observando os lagartos gigantes que tem por lá. Ah, o restaurante tem drinks e todo tipo de comida. A carne do sol estava muito boa! Pagamos R$ 70 por pessoa pelo almoço e mais R$ 150 pelo passeio em si (também por pessoa). Os preços são de 2026. Depois de algumas horas no restaurante, pegamos mais uns 20 minutinhos de barco para o píer de Olho d’Água do Casado. Às 16h30 o passeio já tinha acabado.
Pelo que eu entendi, a única diferença do passeio feito pelo Castanho para o Karrancas é estrutura de cada restaurante.

A piscina do Castanho. Foto: Maridão.
Passeio Rota do Cangaço
Também não dá pra falar sobre o que fazer em Piranhas e não citar o passeio chamado Rota do Cangaço. Ele também leva a restaurantes na beira do rio São Francisco, onde você pode almoçar e tomar banho nas “prainhas” de rio. São lugares bem bonitos. E esse tour tem esse nome por causa de um passeio opcional oferecido por esses restaurantes, que leva ao ponto exato onde Lampião e seus cangaceiros foram mortos.
Mesmo que você faça o tour pelos Cânions do Xingó, também vale a pena fazer o da Rota do Cangaço. E existem duas bases para fazer esse passeio: pelo Espaço Angicos, que foi o que eu fiz, ou pelo Ecopark.
O meu passeio começou embarcando numa lancha no píer do Centro Histórico de Piranhas mesmo. Depois de uns 20 minutos navegando pelo Rio São Francisco, chegamos no Espaço Angicos. O lugar é bem bonito, com “prainha” no rio, mesinhas na sombra, parquinho para as crianças, redário, toboágua e banheiro. Mas a rede de proteção da “prainha” estava um pouco aberta e, por isso, havia alguns peixinhos perto dos banhistas.

Prainha de rio no Angicos. Foto: Marcelle Ribeiro.
Além disso, lá tem uma casinha pequena de barro onde há objetos antigos, como louça, rádio e armas e quadros com informações sobre Lampião, Maria Bonita e outros cangaceiros.
Trilha importante para o cangaço
No Angicos fizemos o passeio opcional para a trilha da Grota do Angico, local onde Lampião, Maria Bonita e seu bando foram mortos. Custa R$ 30 por pessoa. O percurso tem apenas 680 metros (só de ida), mas é bem íngreme, com pedras e pouca área de sombra. Por isso, vá de tênis e capriche no protetor solar. No final da trilha você vê duas cruzes em homenagem a Maria Bonita, Lampião, outros cangaceiros e a um policial morto.
O passeio Rota do Cangaço custa R$ 135 por pessoa. Em geral começa às 9h30 e às 15h você já está de volta a Piranhas.

A cruz e a homenagem para Lampião. Foto: Marcelle Ribeiro.
Piscina do Churrascada Pôr do Sol
Se você tiver pouco tempo em Piranhas e quiser apenas aproveitar uma piscininha com vista para o rio, pode ser interessante ir no restaurante Churrascada Pôr do Sol. Ele não tem acesso ao Rio São Francisco, apenas a vista mesmo. Mas pagando R$ 20 por pessoa você pode usar a piscina. Além disso, no local tem parquinho, banheiro e restaurante com vista para a Usina Hidrelétrica de Xingó.
Nós almoçamos um peixe na grelha bem servido lá, por R$ 100 o prato para 2 pessoas. O restaurante fica a 9,5 km do Centro Histórico de Piranhas (20 minutos de carro).

Piscina do Churrascada Pôr do Sol. Foto: Marcelle Ribeiro.
Canyons do Gavião
O Canyons do Gavião é mais um restaurante com “prainha” no Rio São Francisco. Só que o acesso a ele é por uma estrada de terra curta. Fica a 19 km do Centro Histórico de Piranhas (30 minutos de carro). Meu carro era comum e baixo e mesmo assim não tive problema.
Eu adorei esse lugar, porque a prainha era uma delícia, rasa, morninha e bem protegida com rede. Além disso, há muitas mesas e cadeiras na sombra e vários lugares legais para fotos. E mais: tinha uma piscina com borda infinita e vista para o rio linda!! Mas pra usar a piscina é preciso pagar R$ 20 por pessoa. O resto da estrutura é gratuito e você não é obrigado a consumir nada.
O restaurante tem preços bem bons (uns R$ 4o uma porção de gurjão de frango, R$ 35 uma saladona).

Prainha do Canyons do Gavião. Foto: Marcelle Ribeiro.
Pôr do sol nos Cânions Dourados
Um lugar que atrai quem gosta de ver o pôr do sol são os Cânions Dourados. É um mirante em cima de um cânion com vista para o Rio São Francisco. Ele fica a 29 km (40 min de carro) de Piranhas, mas é preciso dirigir por uma estrada de terra que nem sempre está boa. Ele funciona apenas das 16h às 19h.
É preciso pagar R$ 30 por pessoa para entrar e não é necessário ir com guia. Algumas agências locais vendem um “passeio” pra lá, mas ele não costuma incluir transporte, apenas um “guia” para ir no seu carro. E, por um valor a mais, elas organizam um piquenique com queijos, vinhos e frios.
Prainha de Piranhas
E se você tem pouco tempo e quer economizar, o que fazer em Piranhas? Uma opção é a “prainha” do Centro Histórico de Piranhas. Mas eu confesso que não achei ela muito atrativa, porque é muito pequenininha e acanhada. Ela tem guarda-sóis e cadeiras pra alugar, mas por lá não há as redes de proteção para afastar peixes e outros animais de chegarem perto dos banhistas.
Ali pertinho tem alguns restaurantes simples, caso você queira almoçar ou petiscar.

Prainha de Piranhas. Foto: Marcelle Ribeiro.
Cachoeira do Lajedão
Uma atração sobre a qual eu não vi quase ninguém falando é a Cachoeira do Lajedão. Eu descobri a existência desse lugar porque uma agência de passeios de Piranhas que está no aplicativo Prime Gourmet, a Lampião Tour, tem bons descontos para esta trilha.
O percurso, pela caatinga, é de nível leve e pode ser feito em 3h ou 4h. E dá pra tomar banho na queda d’água! O passeio custa R$ 80 por pessoa (sem o desconto do app).

Cachoeira do Lajedão. Foto: Embratur Sebrae / Flickr.
Trilha Vale dos Mestres
Outro passeio da Lampião Tour no qual você pode ganhar desconto caso tenha assinado o app Prime Gourmet é a Trilha Vale dos Mestres. Nele você vai ver abrigos antigos que até hoje têm pinturas e gravuras rupestres nas rochas. O tour dura de 3h a 4h e custa R$ 80 por pessoa. Mas comprando pelo aplicativo, 2 pessoas pagam apenas 1 passeio. O nível da trilha é moderado. Se você gosta de um passeio diferente e não sabe o que fazer em Piranhas, pode ser uma boa alternativa.
Entremontes
Entremontes fica a 18 km do centro de Piranhas (30 minutos de carro) e atrai pessoas interessadas em bordados. As mulheres da região produzem toalhas de mesa, jogos americanos e cortinas com a técnica.
Ilha do Ferro
A Ilha do Ferro está ficando cada vez mais conhecida por seu artesanato e arte popular, com ateliês que foram notícia até na revista Casa Vogue e no Globo Repórter, da TV Globo. O povoado simples, de apenas 500 habitantes, fica à beira do Rio São Francisco. Pertence à cidade alagoana de Pão de Açúcar e fica a fica a 105 km de Piranhas (2h05 de viagem). Nele você encontra peças únicas em madeira e bordado.
Ou seja, é uma dica pra quem busca o que fazer em Piranhas e tem mais tempo para explorar o sertão alagoano.
O que fazer em Piranhas à noite?
Curta os bares e restaurantes com mesinhas na rua e música ao vivo do Centro Histórico. Todo dia tem algum músico tocando ali na Rua Antônio Rodrigues. Aos finais de semana há apresentação de dançarinos de forró. Outra opção para a noite é jantar em outros restaurantes – sem ser no centro – e também ir ver o pôr do sol nos mirantes.

O Centro Histórico à noite. Foto: Marcelle Ribeiro.
Onde comer em Piranhas?
Confira abaixo os restaurantes que conheci:
- Churrascada Pôr do Sol: Comi peixe na brasa com legumes, arroz e feijão por R$ 100 (serve 2 pessoas).
- Cachaçaria Altemar Dutra: Fica na praça principal do Centro Histórico. Comemos um cheeseburguer com queijo coalho delicioso.
- O Sertão Vai Virar Mar: Também fica na praça principal do Centro Histórico. Comemos uma saladona enorme e gostosa e filé à parmegiana com massa. Gostoso.
- Arretado: É um lugar bonitinho pra tomar sorvete ou sobremesas a ótimos preços.
- Antonino: É um restaurante italiano delicioso no Centro Histórico, do chef mais famoso da cidade e ótimo atendimento. Mas tem preços mais altos do que a média da região. Comi uma massa com 4 queijos e camarões por R$ 92 (preço individual).

Peixe na brasa no Churrascada Pôr do Sol. Foto: Marcelle Ribeiro.
Onde se hospedar em Piranhas?
Agora você já sabe o que fazer em Piranhas. Mas onde se hospedar lá? Eu fiquei no Dunen Hotel*, um hotel confortável e bonito na parte mais nova de Piranhas. Ou seja, não fica no centrinho histórico. Mas é bem pertinho de tudo se você estiver de carro e fica numa rua plana. Além disso, na rua dele tem muitas lojas, supermercado, farmácia e bem próximo tem restaurantes também.
Adorei a experiência. O meu quarto era bastante confortável, bem decorado, espaçoso e limpo. A cama era excelente, o ar-condicionado funcionava perfeitamente e o quarto contava com frigobar, televisão e uma internet de boa qualidade. O atendimento também foi impecável. Além disso, o café da manhã era gostoso, com queijo coalho e aipim cozido (amo!). A nota dele no Booking é 9,1.
Além do meu hotel, eu achei esses daqui interessantes:
- Pedra do Sino Hotel
- Pousada Porto de Piranhas
- Pousada Lua Rosa
- Hotel Reserva do Xingó
- Villa de Cactos
Para saber mais, leia o post “Onde se hospedar em Piranhas“.

Dunen Hotel, onde me hospedei. Foto: Marcelle Ribeiro.
Como ir para Piranhas?
Piranhas fica a cerca de 4h de carro de Maceió, que é onde está o aeroporto mais próximo. Porém, não tem ônibus tão fácil assim saindo da capital alagoana para Piranhas. Por isso, o melhor mesmo é ir de carro mesmo. E para reservar carro, eu recomendo este site, onde eu já aluguei mais de 20 vezes em vários países. Com o cupom VICIADAEMVIAJAR você ganha 5% de desconto!
Ainda está com dúvidas sobre o que fazer em Piranhas? Escreva nos comentários!
*O Viciada em Viajar se hospedou no Dunen Hotel como uma cortesia do estabelecimento. O texto reflete nossa real opinião sobre a experiência vivida.
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