Chile: Passeio para a reserva de Huilo Huilo no verão

postado por Marcelle Ribeiro em 25/03/2018
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Vulcão visto do lago Calafquén, em Lican Ray.

Vulcão visto do lago Calafquén, em Lican Ray. Foto: Marcelle Ribeiro

Declarada Reserva da Biosfera pela Unesco, Huilo Huilo é uma bela sugestão de passeio bate-volta a partir da cidade de Pucón (que fica  a 130km de distância), no Chile. Eu estive lá no verão, no último carnaval (fevereiro de 2018) em um tour de dia inteiro e recomendo pelo conjunto de atrações que vimos ao longo do dia: nada menos que 3 lagos lindos, vulcões, cachoeiras e animais, ao longo de todo o percurso.

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O nosso tour de carro começou por volta das 8h, quando saímos de Pucón pelas estradas boas e asfaltadas do Chile. Cerca de 1h depois a primeira parada: um mirante no no Lago Calafquén (cidade de Lican Ray). Tiramos um montão de fotos nos 30 minutos em que ficamos por lá e ainda provamos um lanche tipicamente chileno no café do mirante: sopaipilla, um pão frito acompanhado de pimenta ou geleia de framboesa.  Uma delícia.

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Lago Calafquén, em Lican Ray

Lago Calafquén, em Lican Ray. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mais um tempinho no carro e paramos por 5 minutinhos para fotos na igrejinha San Sebastian, na cidade de Panguipulli e depois mais uns 15 minutos no mirante do lago Panguipulli, onde pudemos ver mais um vulcão, o de Choshuenco.

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Igreja San Sebastián, em Panguipulli.

Igreja San Sebastián, em Panguipulli. Foto: Marcelle Ribeiro

Lago Panguipulli.

Lago Panguipulli. Foto: Ticianne Ribeiro

Fotos e fotos e depois carro de novo. Enfim, por volta das 11h30, chegamos à Reserva Huilo Huilo. Estacionamos e fomos direto fazer a trilha do Salto Huilo Huilo, uma cachoeira de 40 metros de altura. A trilha é tranquila, com algumas escadas. Levamos 45 minutos para ir e voltar até a cachoeira no total, com direito a muitas fotos. Eu não vi ninguém tomando banho na cachoeira (e olha que era verão!), então acredito que não seja permitido. Achei a cachoeira linda, mas confesso que esperava mais da mata da trilha que leva até ela. Eu tinha lido que essa região tinha um tipo de vegetação bem diferente e tal, mas já visitei, nas minhas andanças pelo mundo, lugares semelhantes. Então não foi “mágico”, apesar de ter sido legal. A entrada para fazer a trilha para o Salto Huilo Huilo custa 3 mil pesos (o equivalente a R$ 16,29 ou a US$ 4,92).

Salto Huilo Huilo, no Chile

Salto Huilo Huilo, no Chile. Foto: Marcelle Ribeiro

Já eram 12h20 quando saímos dessa parte da reserva de Huilo Huilo. Digo dessa parte porque as atrações da reserva estão espalhadas, então dependendo do que você quer ver, tem que ir até vários portões diferentes.

Na sequência demos uma rápida passada para ver uma das atrações que eu mais esperava, mas que me decepcionou: dois hotéis carésimos que ficam dentro da reserva de Huilo Huilo, e que são super diferentes. O primeiro se chama Nothofagus, e tem o formato de uma árvore. Esse a gente nem conseguiu ver nada, porque para preservar a privacidade dos hóspedes, foi construído um muro de madeira em volta dele. Só quem tem acesso são os hóspedes. Quem não se hospeda lá só pode ver uma micro pontinha do hotel pelo muro, quando passa pela estrada.

O segundo hotel se chama Montanha Mágica e tem o formato de um vulcão, com água saindo do topo como se fosse “lava”. O problema é que com a água, foram nascendo muitas plantas na estrutura externa do hotel, que hoje nem se parece um vulcão, mas sim uma montanha disforme de plantas. Você só percebe que ali é um hotel se olhar bem e perceber uma janelinha na parte de baixo. O hotel permite que não hóspedes cheguem perto dele, por uma área específica com estacionamento e uns banquinhos, mas cobra um valor por isso (infelizmente não anotei quanto era). Não vale a pena.

Hotel Montanha Mágica, em Huilo Huilo

Hotel Montanha Mágica, em Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro

Da Montanha Mágica fomos comer o melhor salmão que provamos em 1 semana no Chile. Chegamos às 13h no restaurante Puerto Fuy, na praia de mesmo nome, que fica próxima a Huilo Huilo. O restaurante é simples, fica em frente ao lago Pirihueico, mas não na cara do lago. Muitas agências de viagem levam turistas até lá. A comida é simplesmente divina! O salmão individual dá para 2 ou 3 pessoas comerem, com toda a certeza! Vem muito peixe! Eu pedi o “a la plancha”, que é grelhado, super temperadinho, salgadinho e saboroso! Você pode escolher 1 acompanhamento e eu fui de purê de batatas. De entrada ainda comemos uma super salada e uma sopinha da casa muito boa! Com uma taça de vinho, não podia ser mais perfeito!

Restaurante Puerto Fuy, no Chile

Restaurante Puerto Fuy, no Chile. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de comer, fomos dar uma descansada no lago Pirihueico, onde matamos a nossa vontade de fazer um pouco do que os chilenos fazem: encarar uma água geladinha de lago, como se fosse uma praia!

Os chilenos usam muitos lagos dessa região como se fossem praias, com direito a cadeirinha na areia (que é preta, porque é vulcânica), caiaques (3 mil pesos por 30 minutos o caiaque duplo) e até quitutes. A água é gelada, um pouco mais do que a das praias do Rio de Janeiro, mesmo com o sol que estava fazendo. A temperatura externa estava na casa dos 24 graus Celsius. Mas foi uma experiência muito gostosa tomar banho no lago e depois dar uma cochilada na areia depois do almoço. Eu e minha irmã já fomos preparadas, porque já sabíamos que existia a possibilidade de parada para banho. Então fomos de biquini e levamos canga, toalha e chinelo.

Nesta parte do lago tem até banheiro organizadinho, então é bem sossegado.

Lago Pirihueico, na cidade de Puerto Fuy.

Lago Pirihueico, na cidade de Puerto Fuy. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois desse descanso fomos para a nossa última parada do tour. Entramos novamente na Reserva Huilo Huilo, mas em outro portão, para conhecer as fazendas de javalis e de veados e o Museu do Vulcões, que ficam na mesma área. Estacionamos e conhecemos tudo a pé. Não achei graça na fazenda de javalis, onde os bichos ficam lá na lama. Sei lá, esse bicho é meio que uma praga para plantações no Brasil, então não curto. Lá eles são criados para serem servidos nos restaurantes da região.

Fazenda de javalis, em Huilo Huilo.

Fazenda de javalis, em Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro.

A área dos veados é mais legal, com muitos desses bichos lindos “soltos” em um espaço bem grande. Há placas explicando sobre a espécie, a questão dos chifres, reprodução, etc. Vimos desde animais com chifres enormes até os mais bebês, estilo Bambi.

Fazenda de veados em Huilo Huilo.

Fazenda de veados em Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na sequência visitamos o Museu dos Vulcões, que adorei. É pequeno, você vê em 20 a 30 minutos, mas tem coisas bem bacanas, como uma réplica da cápsula de mineração usadas pelos mineiros chilenos que ficaram presos em uma mina em 2010, e várias pedras preciosas e semipreciosas. O ingresso para as fazendas de  javali, dos veados e o museu é um só e custa 3 mil pesos (o equivalente a R$ 16,29 ou a US$ 4,92).

Museu dos Vulcões, em Huilo Huilo.

Museu dos Vulcões, em Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu dos Vulcões, em Huilo Huilo

Museu dos Vulcões, em Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Museu dos Vulcões, em Huilo Huilo

Museu dos Vulcões, em Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois, voltamos de carro direto para Pucón, numa viagem tranquila, de 2h. Ah, para fazer todo esse passeio não tivemos que pagar pedágio na estrada nenhuma vez. E mesmo no verão, época de altíssima estação, não pegamos engarrafamento.

Como era verão, e o sol só ia se pôr às 21h, ainda deu tempo de a gente, chegando em Pucón, ir ver o dia acabar na base do vulcão Villarica, que fica bem pertinho da cidade, a 20km de distância. A estrada para lá é de terra, com muitas pedrinhas pequenas, mas dá para ir de carro 1.o. Não se paga nada para ir até a base e nem há nenhuma espécie de portaria. Pena que no verão o teleférico fica fechado para manutenção. A gente só tirou umas fotos ali rapidinho e foi jantar.

Na base do vulcão Villarica, em Pucón

Na base do vulcão Villarica, em Pucón. Foto: Ticianne Ribeiro.

Para concluir sobre Huilo Huilo, vale dizer que a reserva tem muuuuito mais atrações que essas. As que citei acima são apenas as mais famosas e as que costumam ser oferecidas pelas agências de passeios de Pucón. Se você vai de carro próprio, pode se hospedar na região e curtir as outras opções de lazer da reserva, que incluem cavalgadas, passeios de lancha, de bicicleta, rappel em cachoeira, pesca, outras trilhas, caiaque, rafting. Para saber todos os preços, duração, e descrição, é melhor mandar um email para a reserva, que foi o que eu fiz. Disponibilizei a tabela com todos esses detalhes nesse link aqui.

Ah, Huilo Huilo também tem uma estação de esqui e esportes de neve, que funciona mesmo no verão. Como assim mesmo no verão? É que nesta época, apesar do calor, o glaciar de Huilo Huilo não derrete. Olha na foto abaixo, como tem neve no topo da montanha. O pessoal pratica esqui lá.

Glaciar de Huilo Huilo

Glaciar de Huilo Huilo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Se você não tem grana para se hospedar nos carésimos hoteis de Huilo Huilo, pode procurar casas para alugar nas cidades vizinhas, como Puerto Fuy e Neltume. Ah, e optando por dormir na região, você pode combinar a sua visita a Huilo Huilo com a ida para as termas mais famosas da região, as Termas Geométricas, que ficam a 50km da reserva.

 

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*O Viciada em Viajar conheceu Pucón com o apoio do Serviço Nacional de Turismo do Chile. Veja mais sobre o país em: http://chile.travel/pt-br/.

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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