O que fazer em Maceió, onde ficar e onde comer: dicas indispensáveis

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 02/10/2019
Compartilhar este artigo:

Passei a virada do ano de 2010 para 2011 com a família, em Maceió. Já tinha ido outras duas vezes na cidade, mas criança ainda e não me lembrava de muita coisa, só que era fácil andar pela cidade, que tem uma estrutura de ruas fácil de entender (não é como São Paulo, que você demora séculos para achar um retorno).

Onde ficar em Maceió

Ficamos no Trópico Praia Hotel, na praia de Ponta Verde, a 5 minutos de caminhada da orla propriamente dita. Não fui eu que escolhi o hotel, meu pai cuidou dessa parte. O hotel é simples, meio mais ou menos, mas como decidimos ir passar o reveillon lá meio tarde e não queríamos gastar muito, ele serviu.

Tem uma piscininha micro, que nem vale a pena considerar. Mas a localização é legal: não é na boca da praia (mais barato), mas é pertinho das barracas de praia mais bacanas de lá segundo o guru de viagens Ricardo Freire: a Lopana (fui) e a Kanoa.

Procurando hotel? O Booking tem opções para todos os bolsos. Reserve por esse link, que tem o meu código, e ajude o blog.

O que fazer em Maceió: meu roteiro

Primeiro dia: Ponta Verde

Na Lopana eu fui logo que cheguei com meu marido, almoçamos lá. O serviço era meio lento, mas a vibe da barraca é ótima, nada a ver com aquelas barracas axé-dance de Porto Seguro: musiquinha lounge tocando (R$ 5 de couvert artístico pelo dj), cadeiras e mesas bonitas. A comida era uma delícia.

Depois de almoçar, dei o primeiro mergulho no mar lindo e verdinho de Maceió, ali na Ponta Verde mesmo. Li no VNV que a água de lá era meio poluída, mas arrisquei e não achei nada demais, super tranquilo.

À noite, era o meu aniversário, e fui com pai, marido, irmãos e madrasta tomar um chopp na cervejaria Alagoana (Rua Deputado Luiz Gonzaga Coutinho, 125, 3235-1678), que é do estilo boteco chique. O público era bem mais velho que eu (que completei 30 primaveras!), e a banda que estava tocando seguia no estilo pop-60 (beatles, essas coisas de coroas). Mas foi divertido e gostoso.

DESCONTO DE 5% no Esquenta Black Friday para aluguel de carro na Rentcars, com o cupom NOVEMBER. Vale até 30/11, com retirada do carro até 31/12! Compare preços de várias locadoras!

Aliás, falando em música, tenho que abrir um parêntese aqui sobre isso. Em todo e qualquer bar, restaurante ou barraca de praia de Maceió tem música ao vivo. Eu adoro e em 90% das vezes os cantores eram bons e o repertório legal. E o couvert artístico não era caro. Amei.

Segundo dia: Praia de Ipioca

No dia seguinte, 30 de janeiro, fomos numa das praias mais legais de Maceió, que não fica propriamente em Maceió, mas a 20km: a praia de Ipioca, com sua barraca vibe Ibiscus, superdica do mestre Ricardo Freire. A barraca é enorme e a única do lugar, cheia de mesas, cadeiras, redes e colchonetes transados, gente bonita, mar lindo de verde e calmo. Enfim, nota mil. Mas as comidas lá são um pouco mais caras que a média no Nordeste, os preços estão mais para bar paulistano.

Nesse dia, almoçamos no restaurante Imperador do Camarão, na praia de Pajussara. O prato que pedimos tinha muito mais arroz que camarão, mas estava bom. Minha irmã pediu um “Chiclete de camarão”, que é camarão coberto com uma massa com queijo, mas achei meio enjoativo.

DSC02197

A barraca Ibiscus. Foto: Marcelle Ribeiro

 

DSC02200

A praia linda de Ipióca. Foto: Marcelle Ribeiro

À noite, fomos lanchar em outro lugar que foi dica do Ricardo, pq eu tava louca por uma coisa gostosa feita de chocolate: o Nakaffa, que tem comidinhas, saladas, e um petit gateau gostoso! E o melhor, ele fica na Praia de Ponta Verde, colado em um restaurante japonês e numa hamburgueria. Dá para vc sentar em um e se alguém da turma estiver a fim de comer outro estilo de comida, dá para pedir no restaurante ao lado! Antes de ir no Nakaffa, tentamos ir no bar de praia Kanoa, que tem música boa, mas estava cheio.

Quarto dia: Praia do Francês

No dia 31 de dezembro ficamos com preguiça de ir até a praia do Gunga (40 km para ir mais 40 km para voltar) e fomos até a Praia do Francês. Estava lotada e a barraca não tinha a vibe da Ybiscus (as cadeiras eram de plástico, as barracas era feinhas). Mas o mar estava gostoso, então tava valendo.

Na volta, paramos para almoçar num dos muitos restaurantes à beira da Lagoa Manguaba, o Bar do Pato. Li numa matéria da revista Viagem e Turismo que lá era onde tinha os melhores peixes e camarões, apesar da especialidade da casa ser pato. Adorei o visual do lugar, mas a comida deixou a desejar. O peixe do meu pai veio frio e os nossos camarões meio sem graça (ainda mais para quem, como eu, já comeu a moqueca de camarão do Iemanjá em Salvador).

DSC02221

O visual da lagoa onde fica o Bar do Pato. Foto: Guilherme Calil

Na noite da virada, deixamos o carro no hotel e caminhamos uns 20 minutos até o restaurante onde havíamos reservado mesa para o Reveillon, depois de pesquisar na internet: o Foca Bier. É na beira da praia, com um varandão. O esquema era com mesas, cadeiras, garçons, tudo chique: camarão, lagosta, whisky Black Label. Comemos a rodo, vimos os fogos no Farol de Ponta Verde (decepcionante os fogos). Mas a banda demorou muito a começar a tocar, e a gente foi ficando com sono.

Quinto dia: Bater perna em Maceió

No dia 1 de janeiro, acordamos mega tarde e nem fomos para a praia. Demos uma voltinha (uma não, várias!) no mercado de artesanato da praia de Pajuçara (bolsas de palhas e enfeites para casa baratos!) e almoçamos numa churrascaria não muito cara na praia de Ponta Verde (o pior é que não me lembro o nome). De tarde, meu pai inventou de ir ver um mirante no Centro de Maceió, que foi uma decepção de feio. Na noite daquele dia fomos comer comida natural num restaurante do qual tb não me lembro o nome, mas só lembro que demorou quase 1h para a comida chegar na mesa.

No dia 2, só deu para tomar mais um solzinho rápido na praia e ir para o aeroporto, devolver o carro e voltar para Sampa.

Vou acrescentar aqui um passeio obrigatório em Maceió, que não fiz dessa vez que fui a Maceió, porque já tinha feito numa viagem anterior e que minha prima Camille me lembrou lá na caixa de comentários: o passeio de jangada na Praia de Pajuçara. Custa uns R$ 20 por pessoa, e é bem legal. Eles param a jangada para a gente ver os peixinhos. Só que eu enjoei à beça quando fui, então recomendo tomar um Draminzinho básico antes de ir…

 

Leia também:

Compartilhar este artigo:

Comentários

  1. 18 mar 2011

    A orla de Maceió é uma delícia mesmo!

    A ida à praia do Gunga vale a pena pelo visual e banho de mar, pois a estrutura de barraca não é muito boa. Mas a vista é do encontro do rio com o mar… muito lindo. E a água, melhor ainda.

    Ah, e imperdível também é o clássico passeio de jangada na praia de pajuçara, feito na maré baixa. Alugamos óculos para apreciar os peixinhos.

  2. Anonymous
    25 mar 2011

    Uma dica de restaurante em Maceió é o Divina Gula que é uma famoso pela sua comida caseira. Como o chique é ser simples, o local tem uma decoração estilo casa de fazenda e a comida é servida em panelinhas. O preço é meio salgado mas a comida vale muito a pena.
    http://www.divinagula.com.br/#

    Camille

  3. Carolina
    19 set 2011

    Olá Marcelle, td bem?
    Esse ano 2011/2012 vou passar o ano novo em Macéio e estou a procura de alguma festa fora a enchante e absolut. Você achou que vale a pena ir no Foca Bier? É bonito, dá pra ver fogos e comer bem??
    Nunca estive em Macéio então não sei nada! Rs
    Enquanto esteve lá, ficou sabendo de algum outro lugar pra passar a virada que valesse a pena??
    Se puder me ajudar agradeço!
    Obrigada,
    Carolina

  4. 19 set 2011

    Carolina,
    O reveillon no Foca Bier foi legal, mas não sei se passaria o ANo Novo novamente lá. Pontos positivos: a comida estava bem gostosa, com camarão, lagosta e whisky carésimos liberados a noite inteira. SObremesas gostosas também. Mas para ver os fogos a gente teve que sair da nossa mesa, porque ficamos numa mesa que não era na varanda do restaurante, mas sim dentro. Pontos negativos de passar o reveillon no Foca Bier: é meio parado. Quando chegamos, tava rolando musiquinha ambiente (dj), mas ficou na musiquinha ambiente até depois da virada do ano. Só por volta das 0h30 é que a banda apareceu e começou a tocar. E no início, tocou umas músicas meio antigas (estilo formatura), e as pessoas demoraram a ir para o salão (na ponta contrária das mesas) dançar. Ou seja, a gente até dançou um pouco, mas a pista estava bem vazia. Ah, e o público é bem mais velho, tipo sessentões com dinheiro, que curtem ficar na mesa a noite inteira tomando whisky.
    A gente chegou a ver outras alternativas lá, mas todas eram muito “night bombante” para nosso grupo (que apesar de ter jovens de 30 anos, tinha também o meu pai de 60 e minha irmã de 14 anos). Olhamos no Kanoa Beach, uma barraca de praia que é bem badalada à noite, mas no Reveillon ela não fez festa. Olhamos em mais umas 2 ou 3 barracas de praia mais badaladas, mas infelizmente não me lembro o nome. Eram bem mais baratas que o Enchanté e o Absolut (tipo uns R$ 180 por pessoa, tudo liberado), e tinha mesa para sentar.
    Minha dica é: ligue (isso mesmo, ligue, porque eles são péssimos de responder email) para as barracas de praia mais badaladas de lá de Maceió e pergunte. No post eu falo de algumas. Mas só adianta ligar no final de novembro ou início de dezembro, porque, pelo menos no ano passado, elas decidiram o reveillon super em cima da hora.
    E o fundamental: não conte com os fogos da prefeitura na praia. Foram decepcionantes mesmo, mesmo para quem nunca viu os fogos de Copacabana (para quem viu, então, nem se fala).
    ABs,

    Marcelle

  5. Carolina
    20 set 2011

    O Marcelle!! Super obrigada pelas dicas…Era isso que eu queria saber mesmo..!! Eu tenho 28 anos e vou só eu e meu marido então queríamos um lugar não tão “balada” mas tb que pudessemos ver fogos, agito e comer bem!! Você me ajudou muito. Vou ligar nos quiosques daqui uns meses então….
    Obrigada!!
    Bjo!!
    Carolina

  6. Anonymous
    24 dez 2012

    gente quem nao curtir cudades de porte pequena não faça passeios em pequenas cidades procure os grandes centros,mas nao fale das cidades que acolhem tao bem os turistas

  7. Natália
    06 jan 2015

    Olá, Marcelle! Um lugar realmente imperdível em Maceió ( que na verdade fica a uns 25 km de lá num pequeno municipio chamado Marechal Deodoro) é a Praia do Francês. A praia do Francês é em Maceió o que o Cristo Redentor é no Rio de Janeiro. É maravilhosa, com água cristalina onde na parte funda você consegue ver seus pés. Lá tem várias pousadas legais, mas uma dica muito boa é a Trilha do Mar muito frequentada por sufistas e aderentes à prática de Camping (lá tem uma área de Camping excelente). Enfim, fica a dica. Abraço,
    Natália.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *