Viagem de carro na Califórnia – parte 3: Paso Robles e Big Sur

postado por Marcelle Ribeiro e publicado em 27/08/2015 - Atualizado em: 08/02/2019
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Em uma viagem de carro pela costa da Califórnia que eu e o maridão fizemos em março desse ano, resolvemos deixar a melhor parte para o último dos nossos 3 dias na região. Estou falando de Big Sur, uma área do litoral entre as cidades de Carmel e Cambria que tem vistas incríveis da praia, em cima de penhascos, com direito a cachoeira desaguando no mar e tudo. Incrível.

O nosso terceiro dia de andanças começou com um café da manhã reforçado no hotel da cidade de Paso Robles, o Hampton Inn*, onde passamos a noite. Nós havíamos chegado tarde da noite em Paso Robles, depois de um dia de muitas atrações em Carmel-by-the-Sea e Monterey (veja como foi esse segundo dia e também o primeiro).

Fiz questão de tomar um café reforçado porque eu sabia que a primeira atividade do dia exigia estômago forrado: degustação de vinhos nas vinícolas de Paso Robles. Esta é uma das várias regiões da Califórnia cheias de vinícolas (eu já havia visitado Napa e Sonoma, sobre as quais já falei neste post aqui) e eu tinha que provar!

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Como eu já tinha feito todo aquele processo de conhecer a fabricação do vinhoem Napa e Sonoma, em Paso Robles não quis me demorar entre tonéis de madeira e mil e uma explicações. Começamos o dia às 10h na Castoro Cellars, uma vinícola deliciosa que oficialmente fica na cidade de Templeton, mas é do lado de Paso Robles. O ambiente é agradável, com mesinhas e jardins para tomar um sol e uma lojinha cheia de delícias. Se você provar até 3 vinhos, não paga nada. Para provar 7 vinhos, paga-se US$ 5 (mas se você comprar pelo menos US$ 25 em vinhos você não paga a taxa). Provei 7 e não me arrependi. Deliciosos.  A Castoro abre para degustações todos os dias, das 10h às 17h30 e fica na 1315 North Bethel Road.

 

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Vinícola Castoro Cellars, na região de Paso Robles. Foto: Marcelle Ribeiro

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Vinícola Castoro Cellars. Fotos: Marcelle Ribeiro e Guilherme Calil

Depois de uns biscoitinhos e um pouco de água para limpar o paladar, partimos para a nossa segunda parada, a poucos quilômetros dali, na Dark Stars Cellars. O guia Lonely Planet elogiava e fomos conferir. O ambiente é bem diferente: não há mesinhas ao sol, mas um grande salão com balcão, tonéis e uma loja que vende até roupas e objetos de decoração. É uma vinícola familiar, como tantas outras da Califórnia. Achei os vinhos gostosos, mas preferi a Castoro. A Dark Stars Cellars abre para degustação de sexta a domingo, das 10h30 às 17h e fica na 2985 Anderson Road, em Paso Robles. Paguei US$ 10 para provar 3 vinhos (mas se você comprar alguma garrafa a taxa sai grátis). Assim como em Napa e Sonoma, os vinhos da região de Napa custam a partir de US$ 20 a garrafa, caso você queira levar um para casa.

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Dark Star Cellars, vinícola em Paso Robles. Foto: Guilherme Calil

Da vinícola, dirigimos rumo ao litoral e pegamos a Highway 1 sentido Norte (direção San Francisco), pois fomos ver a parte do litoral entre Carmel-by-the-Sea e a cidade de Cambria. É que este pedaço, que é considerado o “filé” da costa californiana, a gente ainda não tinha visto, pois de Carmel a Cambria a gente foi pela estrada que não margeia o litoral, a Highway 101 (fizemos isso para poder chegar rápido a Paso Robles e descansar).

Na Highway 1, poucos quilômetros depois de Paso Robles, paramos num lugar incrível, o Point Piedras Blancas, trecho da praia próximo às cidades de San Simeon (onde fica o Hearst Castle, que não visitamos) e Cambria. Fiquei feliz como criança com a visão de tantos elefantes marinhos. Esse lugar costuma atrair cerca de 23 mil animais da espécie (mas nunca ao mesmo tempo). Eu devo ter ficado tão animada que um biólogo que estava ali percebeu e começou a me explicar sobre os bichos e me deu até um folhetinho sobre os animais. Durante todos os meses do ano há animais neste ponto do costa, mas de janeiro a maio, eles chegam aos milhares, para se reproduzir. Em março, mês em que estive ali, é quando os filhotes entram pela primeira vez no oceano e vão se preparando para partir. Os visitantes não podem descer, mas dá para observar bem os danadinhos de um mirante, que tem até estacionamento.

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Elefantes marinhos no Point Piedras Blancas. Foto: Marcelle Ribeiro

Fomos subindo a Highway 1, na direção Norte e não resistimos às vistas belíssimas da estrada. Paramos algumas vezes, afinal, estávamos em Big Sur, a parte mais linda do litoral californiano (que fica entre Carmel e Cambria).

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Vista incrível da Highway 1. Foto: Marcelle Ribeiro

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Big Sur. Foto: Marcelle Ribeiro

Mais uns quilômetros e estávamos no lugar que mais desejávamos ver: o Julia Pfeiffer Burns State Park, onde uma cachoeira deságua no mar. De tirar o fôlego. Vimos muita gente estacionando o carro no acostamento, mas já haviam nos avisado que os guardas do estado multam sem dó e preferimos entrar no parque e estacionar, mesmo tendo que pagar (custou algo como US$ 10). Do estacionamento você anda por uma passagem por baixo da estrada e chega, uns 15 minutinhos depois, ao mirante onde pode tirar a foto abaixo. O parque funciona do nascer ao pôr do sol.

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Julia Pfeiffer Burns State Park, em Big Sur. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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Azul lindo da água em Big Sur.

Dirigimos mais um pouco e chegamos ao Nepenthe, restaurante famoso da região. Já eram quase 14h e decidimos comer um hambúrguer, pois haviam nos recomendado. Sábia decisão. O melhor hambúrguer que comi em 30 dias na Califórnia (US$ 17,50 com cheddar, fora as taxas) e ainda com uma vista absurda pra Big Sur. Vale a pena esperar um pouco para sentar nas mesinhas da área externa. O endereço do Nepenthe é 48510 Highway One, Big Sur. Ele funciona todos os dias das 11h30 às 22h. Mas atenção: na hora do almoço são servidos apenas sanduíches e saladas (eu já disse aqui, americano não come comida na hora do almoço!).

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O melhor hambúrguer da Califórnia e a vista de Big Sur. Foto: Marcelle

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Nepenthe: vale esperar pelas mesas com vista. Foto: Marcelle Ribeiro

Alimentados e descansados, era hora de pegar a Highway 1 novamente e poucos quilômetros depois vimos a ponte que é um ícone da região, a Bisbt Creek Bridge. Em arco, ela foi construída em 1932 e por muito tempo manteve o recorde de maior vão de arco único do mundo. Pare o carro nos providenciais bolsões de estacionamento (esse é grátis) e tire fotos: essa é quase obrigatória! 😉

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Bixby Creek Bridge, cartão-postal da Califórnia. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois da ponte, ainda paramos um pouco para admirar o mar e as praias de Big Sur.

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Praia de Big Sur. Foto: Marcelle Ribeiro

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Praia de Big Sur. Foto: Marcelle Ribeiro

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Praia de Big Sur. Foto: Marcelle Ribeiro

A nossa última parada na Higway 1 para fotos foi no Point Lobos State Reserve, na chegada da cidade de Carmel-by-the-Sea (que eu tenho chamado aqui apenas de Carmel). Já era fim de tarde quando fizemos uma trilha curta no parque para ver os animais marinhos. O lugar é, como tantos outros, muito bonito. Valeu a pena pagar US$ 10 para entrar (por carro). O parque funciona diariamente, das 8h às 19h.

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Com isso, teve fim a nossa viagem margeando o litoral californiano. Já eram quase 18h quando saímos da Highway One e pegamos a Highway 101 (mais rápida e por dentro) para voltar a San Francisco.

Total percorrido nesse dia: 397km.

Veja o mapa do trecho que fizemos nesse dia:

 

*O Viciada em Viajar teve o apoio do Hampton Inn de Paso Robles, da Travel Paso Robles Alliance (órgão de turismo de Paso Robles) e da Câmara de Comércio de Carmel para visitar a região. A diária no Hampton Inn, em Paso Robles, foi cortesia, normalmente concedida a jornalistas e blogueiros de turismo.

 

Leia também:

Aluguel de carro nos EUA: como encontrar bons preços

Como conhecer as vinícolas de Sonoma e Napa, perto de San Francisco

Veja o índice de posts sobre Carmel-by-the-Sea

 

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Comentários

  1. Tatiana Rizzi
    30 set 2017

    Ola Marcelle, o seu blog é ótimo!!!! Parabens!! Tudo muito claro, bem explicado e ilustrado. Vou fazer todo esse seu trecho em Big Sur e Carmel com minha mãe e meus 2 filhos. O pedaço do mapa indicando os mirantes e passeios é perfeito!!

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