Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Dilemas para fazer a mala

7 de abril de 2011, por Marcelle Ribeiro

Arrumar as malas para uma viagem ao exterior é sempre um desafio. Viajando pelo Brasil, você sabe o que encontrar, sabe que vai achar qualquer itens que você tenha esquecido a preços relativamente parecidos com o da cidade em que mora, sabe que sempre dá para comprar um biquini numa lojinha se tiver esquecido o seu. E não costuma se preocupar com excesso de peso, porque o limite das companhias aéreas brasileiras, mesmo as mais baratinhas, é bem generoso (uns 20 quilos).

E, claro, tem o fator psicológico também. A gente se sente mais seguro se tem ali na mala tudo que a gente acha que vai precisar.

Fazer a mala para mim sempre foi um desafio. Como toda mulher, eu não consigo sair de casa com uma mala com pouquíssimos pares de sapato.

Então resolvi escrever este post enquanto estou planejando a mala que terei que fazer na semana que vem, quando embarco para uma viagem de 35 dias!!! E os destinos que vou visitar só complicam (no bom sentido!) a minha vida: primeiro passo uma semana curtindo praia na Bahia, e depois vou direto (com a mesma mala!) para a Europa, curtir uma primavera em que a temperatura média será de 13 graus em Amsterdã. Ou seja, vou de 30 graus para 13 graus em uma semana, sem a chance de passar em casa para refazer a mala. A viagem termina no Sul da Itália, onde a média deve ser de 17 graus.

E a mala não pode estar megacheia, porque eu pretendo fazer compras lá na Europa! Na primeira vez que eu fui, foi um estresse, porque estava tudo em promoção na Espanha e eu não podia comprar muita coisa porque a mala ia ficar muito pesada e as companhias aéreas low-cost em que eu comprei passagem tinham limite de peso de 15 kg por pessoa (esse limite baixinho é bem comum nas empresas barateiras). E o excesso de peso era proibitivo.

Além do mais, mala megacheia é uma maletice (com trocadilho!), porque em algumas ocasiões, nós tivemos que carregá-las por escadas. A propósito, na primeira vez que viajei por tanto tempo, eu pensei em levar uma dessas mochilas de camping ao invés de uma mala de rodinhas. Eu já tinha a mochila, estava viajando com orçamento apertado, e daí pensei em literalmente mochilar. Mas ficar carregando a mochila nas costas o tempo todo cansa muito mais do que carregar a mala de rodinhas na mão pelas escadas de vez em quando. Então optei pela mala e olha que era uma mala de rodinhas precária, bem antiguinha. Agora tenho uma novinha, com 4 rodinhas! Viu que chique?

Outra coisa legal é providenciar cadeados para a mala e uma fitinha do Senhor do Bonfim. CadeadoS, no plural, porque além da mala eu sempre levo uma mochila para andar pela rua (ótima para colocar guia, água, um casaquinho) e para, no avião, colocar umas 2 mudas de roupa (assim, se sua mala grande for extraviada, você tem 2 roupinhas para usar até a mala aparecer). E para essa mochila eu também levo cadeado, porque já me disseram que na Europa os caras são mais “mãos-leves” do que aqui, if you know what I mean. Minha irmã, quando morou na Espanha, era furtada direto, e olha que ela está acostumada com a violência do Rio.

Ah, e a fitinha do Senhor do Bonfim é para tornar mais fácil a procura pela mala na esteira!!

Eu também sempre penduro aquelas etiquetinhas com meus dados, para se a mala sumir. Em falar em mala sumir, os seguros saúde de viagem hoje em dia também cobrem a perda de malas, sabia? Mas mesmo assim, se perderem a sua mala por mais de 1 dia, entre com um processo quando chegar no Brasil. Minha sogra já entrou com dois e ganhou uma baba! Nesse caso, guarde todos os recibos de roupas que teve que comprar lá, para juntar no processo.

Na mala tem que ter um kit de remédios que você está acostumada a usar para dor de cabeça, relaxante muscular (andando 12h por dia, você vai precisar!), cólica, gripe, enjôo (ops, esse eu levo no bolso, porque é fundamental para me fazer dormir no vôo)… Tem que ter coisas para curativo também.

E tão importante quanto as roupas que vão estar na mala (que devem combinar entre si) são os sapatos. Taí o meu desafio. Porque eu não estou acostumada a andar de tênis desses “modelo de academia” por aí, então acho super estranho andar com eles quando o objetivo não é malhar. Eles nunca combinam com uma roupinha bonitinha, né? Até com calça jeans eu acho estranho. Eu levo um All Star, mas o conforto de um “tênis de academia” é maior, é indiscutível… Sandalinha rasteira, nem pensar. Havaianas, só se você pretende ir para a praia, porque para andar muito, fica desconfortável. Saltos: vou usar pouco, mas não vou de tênis jantar num lugar legal, né? Viu meu dilema? Rsrsrsr. Ou seja, fazer a mala é resolver o eterno dilema das mulheres: sapatos!

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