Belém (PA): Roteiro para visitar atrações imperdíveis no mesmo dia

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 29/09/2016
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Em seu primeiro dia de viagem a Belém, recomendo que você visite a maior parte das atrações “obrigatórias” no mesmo dia, pois elas são muito próximas umas às outras, na região central da cidade. Foi o que eu fiz quando passei três dias por lá, em novembro de 2015 (veja o roteiro resumido da viagem aqui).

Eu comecei meu dia às 10h30 no Mercado Ver-o-Peso, onde vende-se um pouco de tudo, desde a famosa castanha do estado, até artesanato, frutas comuns e típicas da região e também o famoso tucupi, caldo extraído da mandioca que é muito usado na gastronomia local, como já expliquei aqui.

Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas, honestamente, não curti o mercado. Achei tudo muito sujo e feio. Já fui a outros mercados famosos como o Mercadão de São Paulo, ou o mercadão de Barcelona e de Los Angeles, que são limpos e organizados. O de Belém é até espaçoso, mas não tem bom aspecto. Não tive coragem de comer a tapioca famosa de lá, por exemplo. Passei uns 20 minutos apenas, olhando artesanato. Depois, dei um pulinho no Mercado de Carnes Francisco Bolonha, apenas para tirar umas fotos da estrutura metálica colorida e bonita do local.

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Dali, andei uns 5 minutos e cheguei a uma de minhas atrações preferidas em Belém: o Museu do Círio. Mas antes de falar sobre o museu, devo ressaltar que esse trecho do mercado ao museu é bem agitado, com ambulantes e você deve ficar atento. Senti um certo clima de insegurança no ar.

O Museu do Círio é sensacional apesar de ser pequeno, pois ensina ao visitante, de maneira resumida e bastante ilustrativa, sobre a principal festividade de Belém, o Círio de Nazaré. Não, o Círio não é apenas uma enorme procissão católica. Ele para a cidade por uma semana e é o maior evento para a capital, mesmo para os não-católicos. É quando milhares de pessoas vão para as ruas demonstrar a sua fé, se espremer para segurar em uma corda que protege a imagem da santa (se espremer mesmo, tem até técnica especial para não machucar os quadris), e agradecer graças alcançadas. É também quando grupos de minorias vão protestar em público pelos seus direitos, de forma criativa e irônica. É quando os moradores se orgulham de colocar uma bandeira na janela. E o museu mostra tudo isso de forma a “prender” a atenção do visitante.

Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois de 1h no museu, atravessei a rua e fui conhecer a Catedral de Belém, que não chama a atenção por fora, mas que é belíssima por dentro. Eu já disse aqui que adoro visitar igrejas (fiz até uma lista das mais belas em que estive pelo mundo) porque o rococó e o dourado das paredes me magnetizam, assim como as cúpulas ornamentadas e os grandes órgãos. E a Catedral de Belém tem paredes coloridas e uma bela cúpula.

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Catedral da Sé de Belém, Foto: Marcelle Ribeiro

Catedral da Sé de Belém, Foto: Marcelle Ribeiro

Catedral da Sé de Belém, Foto: Marcelle Ribeiro

Catedral da Sé de Belém, Foto: Marcelle Ribeiro

Catedral da Sé de Belém, Foto: Marcelle Ribeiro

Catedral da Sé de Belém, Foto: Marcelle Ribeiro

Na mesma praça onde fica a catedral, chamada de complexo Feliz Lusitânia, está localizado o Forte do Presépio, com canhões virados para a baía de Guajará e onde você pode curtir um ventinho no rosto enquanto olha a cidade. Dentro do forte há também um pequeno museu sobre a região e lendas indígenas. Sente nos bancos ao lado da entrada do forte para descansar.

Forte do Presépio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Forte do Presépio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Forte do Presépio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Forte do Presépio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Em frente ao forte está uma atração que achei que não vale a pena pagar para entrar: a Casa das Onze Janelas. É um casarão histórico, com onze janelas em uma das faces, que abriga um museu de arte moderna com poucas peças, não muito interessantes. A fachada está um pouco descascada. A única coisa que achei legal foi sentar no banco do jardim interno para curtir a brisa da baía (mas isso eu podia ter feito sem pagar, nos bancos do forte).

Casa das Onze Janelas, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Casa das Onze Janelas, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Casa das Onze Janelas (o lado bonito). Foto: Marcelle Ribeiro

Casa das Onze Janelas (o lado bonito). Foto: Marcelle Ribeiro

Em frente à Casa das Onze Janelas está um museu que vale uma visita, o Museu de Arte Sacra. Ele abrange uma igreja super antiga onde não são mais realizadas cerimônias, mas que é interessante mais pelo que não tem do que pelo que tem. Explico: é que a igreja, dos jesuítas, foi destruída/saqueada séculos atrás e, por isso, algumas paredes são brancas e outras todas trabalhadas em madeira esculpida por índios. O altar é bem diferente. Apenas a sacristia é dourada. Quando estive lá o guia do museu, que normalmente só consegue dar explicações para grupos agendados, ou estudantes, estava livre e se ofereceu para me explicar tudo. Muito interessante!

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu de Arte Sacra de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

O museu em si fica ao lado da igreja e é bem grandinho. As peças que me chamaram a atenção foram os instrumentos e acessórios dos padres em prata, muito bonitos.

Saí do Museu de Arte Sacra por volta das 13h30 e peguei um táxi (R$ 15) para o Mangal das Garças, um parque onde centenas de aves passeiam por entre os jardins e os visitantes. Tentei almoçar no restaurante do parque, o Manjar das Garças, que é super disputado, mas não quis esperar cerca de 1h pela mesa. Além disso, achei o preço do buffet caro (cerca de R$ 80 por pessoa, sem bebidas, fora o couvert artístico). Peguei um táxi (R$ 15) para o restaurante Point do Açaí (falei sobre ele aqui) e depois de almoçar, voltei de táxi para o parque.

O Mangal das Garças é a atração mais incrível de Belém. Você se sente integrado aos jardins do parque e se espanta com os locais mais improváveis escolhidos pelas garças para “passear”: no alto do muro do parque, do teto do quiosque de sorvetes… Tem também pássaros vermelhos belíssimos, pretos e de outras cores. Tem lago com tartarugas, e lagartos grandes, que escalam os viveiros até o topo. O Mangal tem ainda um mirante lindo, onde você vê o parque, a baía e a cidade do alto. Uma delícia é ver a tarde cair do píer, os barquinhos passando, a vegetação alta e super diferente na beira da água…

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

O melhor é que boa parte das atrações do Mangal são gratuitas. Você paga R$ 5 se quiser ver o borboletário (mas vá de manhã, pois à tarde as borboletas estão quase todas recolhidas, “dormindo”), outros R$ 5 para subir no mirante (vale super a pena) e mais R$ 5 para ir no viveiro (que eu nem achei que valia tanto). Para ver o píer, os jardins e as garças, é grátis. Anote aí: não saia de Belém sem ir ao Mangal das Garças. Em cerca de 2h você visita o parque.

Quando eu fui, fiquei no Mangal até umas 17h30 e depois peguei um táxi para visitar a lanchonete com os salgadinhos mais famosos de Belém, chamada A Portinha. Apesar de ela ser próxima ao parque, os moradores da cidade me aconselharam a ir de táxi, pois o caminho até lá não é muito seguro. Gastei uns R$ 10 de táxi para ir, e valeu a pena. Contei tudo sobre A Portinha aqui.

Após um banho para me refrescar do calor paraense, encerrei o dia petiscando na Estação das Docas, área agradável à beira da baía em Belém com restaurantes e bares (saiba mais sobre o lugar aqui).

 

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Serviço:

 

Mercado  Ver-o-Peso: A feira livre funciona em horário comercial. Aos domingos, nem todas as barracas abrem. Endereço: Boulevard Castilho França, S/N, bairro Cidade Velha.

Museu do Círio: Funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 13h. Endereço: Rua Padre Champagnat, s/n, Cidade Velha. Preço: R$ 6, com meia-entrada para estudante, gratuidade para idosos e crianças até 7 anos. Nas terças-feiras, a entrada é grátis. Site: http://www.secult.pa.gov.br/content/museu-do-c%C3%ADrio

Catedral da Sé: Às segundas, fica aberta das 14h às 20h30. De terça a sexta-feira, das 7h30 às 12h e das 14h às 20h30. Sábados das 7h30 às 10h e das 16h às 20h e aos domingos, de 6h30 às 12h e das 16h às 20h. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, S/N, Cidade Velha. Entrada gratuita. Site: https://arquidiocesedebelem.com.br/local/paroquia-nossa-senhora-da-graca-catedral-metropolitana/

Forte do Presépio: Abre de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 13h. Entrada: R$ 6, com meia-entrada para estudante, gratuidade para idosos e crianças até 7 anos. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, S/N, Cidade Velha. Site: http://www.secult.pa.gov.br/content/museu-do-forte-do-pres%C3%A9pio

Casa das Onze Janelas: Funciona de terça a sexta-feira das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados das 9h às 14h. Ingresso: R$2. Grátis todas as terças-feiras do ano e todos os dias para crianças até 7 anos e adultos a partir dos 60 anos. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, S/N, Cidade Velha. Site: http://museucasadasonzejanelas.blogspot.com.br/

Museu de Arte Sacra: Aberto de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 13h. Preço: R$ 6, com meia-entrada para estudante, gratuidade para idosos e crianças até 7 anos. Às terças-feiras a entrada é grátis. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, S/N, Cidade Velha. Site: http://www.secult.pa.gov.br/content/museu-de-arte-sacra-mas

Mangal das Garças: Funciona de terça a domingo, das 9h às 18h. A entrada para o parque é grátis, mas paga-se para entrar no viveiro (R$ 5), borboletário (R$ 5) e torre do mirante (R$ 5). Endereço: Passeio Carneiro Rocha, S/N, bairro Cidade Velha. Site: http://www.mangaldasgarcas.com.br/

 

 

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Roteiro de 3 dias de viagem a Belém (PA)

Onde comer as delícias de Belém

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Comentários

  1. jambes augusto
    07 jun 2016

    gostei deste site, a partir de agora vou programar minhas viagens baseado nele.

    valeu

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