Belém (PA): Roteiro de 3 dias de viagem

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 27/10/2016
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Caminhar entre dezenas de garças e aves coloridas no habitat delas. Ver igrejas centenárias e coloridas e o teatro onde os barões da borracha se divertiam. Entender como uma procissão católica pode parar por dias uma capital. Provar delícias exóticas sem ter que ir para a Tailândia. Tudo isso você pode aproveitar em Belém, capital do Pará. O Norte do país tem outro ritmo, outro clima e uma cultura muito diferente das outras regiões do Brasil. Quer uma viagem fora do que está acostumado? Vá ao Norte. Mas vá pronto para experimentar: a comida é parte essencial da viagem e se você ficar com medinho de provar, não vai ter graça.

Mangal das Garças, em belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Mangal das Garças, em belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Passei três dias em Belém no final de novembro desse ano, em mais uma viagem que fiz sozinha (veja aqui 11 dicas de viagem para mulheres que querem viajar sozinhas). O contato com a natureza, com a devoção dos paraenses e com a gastronomia foram o ponto alto. Daria para ter conhecido quase tudo que conheci em dois dias, mas eu quis fazer os trajetos com calma e poder curtir as refeições sem pressa, além de me dar ao direito de estar em um lugar agradável nas horas de maior calor. Sim, Belém é bastante quente, mas em um período determinado do dia (pelo menos quando eu fui). Nos demais, é agradável. E a questão “sensação térmica” influencia no ritmo dos passeios e no roteiro.

 

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O meu roteiro resumido foi:

Dia 1 – Pela manhã, caminhada do hotel até o Mercado Ver-o-Peso. Depois, caminhei e conheci por dentro o Museu do Círio, a Catedral de Belém, o Forte do Presépio, a Casa das 11 janelas e o Museu de Arte Sacra (tudo isso fica na mesma praça, chamada Feliz Luzitânia). Na sequência, táxi para o restaurante Point do Açaí e depois, táxi para o parque Mangal das Garças. Depois, táxi para comer salgadinhos na lanchonete Portinha e à noite, após banho no hotel, jantar na Estação das Docas. (Veja aqui mais detalhes sobre o roteiro do primeiro dia)

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Museu do Círio, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

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Catedral de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Mangal das Garças, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Dia 2 – Pela manhã, visita guiada ao Teatro da Paz e depois caminhada até o Museu Emílio Goeldi, que na verdade é um misto de jardim zoológico com jardim botânico. Passada rápida para ver a fachada da Basílica de Nazaré. Após, banho no hotel e depois almoço tardio no restaurante Lá em Casa, na Estação das Docas. Caminhada pelas lojas da Estação das Docas e depois passeio de barco no fim da tarde na baía de Belém, pela baía do Guajará e rio Guamá, com direito a show de danças típicas na embarcação. Jantar na Estação das Docas. (Leia mais sobre esse dia aqui).

Teatro da Paz, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Teatro da Paz, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu Emílio Goeldi, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Museu Emílio Goeldi, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Barco na baía de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Barco na baía de Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Dia 3 – Manhã dedicada ao Jardim Botânico da Amazônia – Bosque Rodrigues Alves, que fica ao lado da principal atração do dia, o restaurante Remanso do Bosque. Após almoço dos Deuses, descanso no hotel, pré-arrumação de malas e banho. No fim de tarde, caminhada até a melhor barraca de tacacá para provar a iguaria e, após, visita ao interior da Basílica de Nazaré. Caminhada até lanchonete. Dormi bem cedo (19h), pois no dia seguinte o voo saia às 4h30. (Veja o roteiro desse dia detalhado neste post)

 

Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Basílica de Nazaré, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Basílica de Nazaré, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro.

Escreverei mais detalhadamente sobre cada um desses dias em breve. Em comum a todos eles está o fato de que me permiti acordar “tarde” (9h) todos os dias, para poder descansar. E que em quase todos os dias uma passada no hotel para tomar um banho no meio do dia foi fundamental. No final de novembro, o calor é insuportável em Belém das 12h às 15h. Sabe aquela piada de que se você quebrar um ovo no asfalto ele frita? Deve fritar mesmo. E olha que sou baiana e moro no Rio de Janeiro. Vai por mim: das 12h às 15h você vai querer tomar um banho, ou estar em um ambiente refrigerado (não precisa ser o hotel, mas pode ser um museu, um restaurante…). Se seu hotel tiver piscina, melhor ainda.

E o que eu mudaria no meu roteiro?

– Se eu tivesse mais grana, teria feito um passeio de barco que leva à ilha de Combu em frente a Belém, para caminhar na mata, ver seringal e um morador mostrando como se colhe açaí. Achei o passeio caro (cerca de R$ 150, já com transfer ida e volta do hotel) e fiquei com medo de ser “pegadinha para turista” (ou seja, ser tudo meio fake, mais para “turista ver”). Na dúvida e sem grana de sobra, preferi não fazer. Dá para ir à ilha de Combi em barcos baratinhos e populares, mas eu estava mais interessada na interação com a natureza e a cultura que acho que o passeio deve proporcionar.

– Se eu soubesse que o Bosque Rodrigues Alves era meio sem graça, no meu terceiro dia de viagem teria feito o passeio de barco que citei acima ao invés de ir ao bosque.

– Se eu tivesse ido acompanhada, teria ido almoçar no restaurante Saldosa Maloca, que fica na ilha do Combu, perto de Belém, ou ao Terra do Meio, em Marituba, a meia hora de táxi da capital. Achei que não valia perder horas do dia para almoçar sozinha em dois restaurantes rústicos. Também teria ido ao bar Meu Garoto, no Centro de Belém.

– Se eu tivesse mais dois ou três dias, teria conhecido a Ilha de Marajó, que fica a 2 horas de catamarã de Belém (ou a 3 horas de barco tradicional). Chegar lá exige, além do barco, táxi meio caro. Incluir-se em passeios demandam tempo e uma certa graninha.

– Se eu tivesse ido em outra época do ano, teria assistido a um espetáculo de ópera no Teatro da Paz. Quando fui, a apresentação em cartaz era de um grupo regional que não me atraiu.

– Se eu tivesse ido entre os meses de fevereiro e agosto, teria madrugado para fazer o passeio de barco à ilha dos Papagaios, onde centenas dessas aves podem ser admiradas pelos turistas em seu habitat natural. Várias agências de viagem da cidade oferecem o passeio, que costuma custar cerca de R$ 150. Dizem que a experiência é unica.

 

 

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Leia também:

Dia 1 em Belém: Principais atrações estão próximas

Onde comer as delícias de Belém

Índice de posts sobre Belém (PA)

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Comentários

  1. Midore
    13 jun 2017

    Parabéns pelo site!!
    Ótimas dicas, tudo muito bem detalhado!
    Obrigada!!

  2. Camila
    27 jul 2017

    Muito úteis suas dicas!!! Gostei muito!
    Estou de viajem marcada para agora na primeira semana de agosto e foram muito boas suas dicas “gastronomicas” e de passeios!

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