Costa Amalfitana – Itália

postado por Marcelle Ribeiro em 21/05/2011 - Atualizado em: 12/11/2017
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Depois de conhecer Pompéia e alguma coisa de Nápoles (entenda-se: o Museu Arqueológico e uma pizzaria), passamos 3 dias na Costa Amalfitana e em Capri. A Costa Amalfitana são cidades que ficam no litoral Sul da Itália, perto de Nápoles. As principais e mais turísticas são quatro: Amalfi, Ravello, Positano e Sorrento. O programa de lá é ir à praia e andar nas ruas cheias de lojas bonitinhas e restaurantes, além de ver a vista linda do mar.

Nós escolhemos ficar hospedados na cidade de Sorrento para poder explorar melhor a região. Há quem fique hospedado em Nápoles, que é a maior cidade da região, mas eu não indico. Nápoles é uma cidade caótica, sujíssima, com fama de violenta, e é urbana, sem charme nenhum. Sorrento é um balneário charmoso, pequeno, mas com trem. E de Sorrento dá para ir, sem muita dificuldade, para as outras cidades da Costa Amalfitana (Ravello, Positano e Amalfi), ou pegar um barco para ver a ilha de Capri, ou ainda ir de trem a Pompéia.

Em Sorrento, ficamos hospedados num albergue que na verdade é um hotel excelente, chamado Ulisse Deluxe Hostel. Maravilhoso. Quarto enorme com cama queen size e cama de solteiro, frigobar, TV, banheiro lindo com banheira, café da manhã gostoso e recepcionistas que ajudaram para caramba. Só não fica tão perto da estação de trem como eles dizem (20 minutos andando, ao invés dos 10 que eles anunciam).

No nosso primeiro dia na Costa Amalfitana, 13 de maio, fomos conhecer Positano, que das 4 cidades, é, definitivamente, a mais bonita. As construções de lá todas foram feitas na descida de uma encosta, e a água do mar é linda, transparente. A praia, como a de várias outras na Europa, é de pedrinha (não tem areia). Para entrar no mar, tem que entrar de chinelo. No dia que fomos lá, estava meio nublado, mas depois o tempo abriu e esquentou. Deu para tomar sol de biquini e dar uma entrada na água. Uma parte da praia é pública, mas no meio dela tem uma área reservada para cadeiras de sol pagas. Mas a maior parte da galera estava na parte pública, que é tão boa quanto o “chiqueirinho” da área privada.

A linda praia de Positano. Foto: Marcelle Ribeiro

A linda praia de Positano. Foto: Marcelle Ribeiro

Para chegar lá em Positano você pode ir de carro, de ônibus público ou de barco. Muita gente aluga carro para conhecer a Costa Amalfitana, mas não quisemos fazer isso, porque a estrada (que vai margeando o mar pelo alto da montanha) é super sinuosa, estreitinha, sem acostamento, e tem muito movimento de carro e ônibus. Barcos regulares para lá só na alta temporada, no verão. Ônibus de excursão não podem entrar em Positano. Eles passam lá no alto da cidade, nem param para uma foto (apenas diminuem a velocidade).

Casas e hotéis construídos na encosta de Positano. Foto: Marcelle Ribeiro

Casas e hotéis construídos na encosta de Positano. Foto: Marcelle Ribeiro

Nós fomos de ônibus público, que pegamos na frente da estação de trem de Sorrento (7,20 euros ida e volta, por pessoa). Levamos 1 hora até lá (mas acho que de carro é mais ou menos o mesmo tempo, porque a estrada é sinuosa). O primeiro ponto é o de Positano, o motorista anuncia. O ônibus te deixa no alto da cidade, e depois você tem que andar uns 2 km até lá em baixo nas ladeirinhas ou pegar o atalho pelas escadas (o que preferimos), basta seguir as placas para a “Spiaggia” (praia em italiano). Andamos uns 20 minutos. O ônibus sai de 30 em 30 minutos, e é da única empresa que opera lá, a SITA.

Depois de curtir a praia, almoçamos num restaurante ótimo de Positano e não careiro, o que é difícil lá (Positano é o lugar de gente chique, os hotéis lá são bem mais caros do que os das outras cidades da Costa Amalfitana). E do restaurante, o Capricci (endereço: Via Regina Giovannna, 12), dá para ver a praia, porque é bem na ponta de uma descida para a orla. Tomei vinho branco, comemos 2 entradinhas, almoçamos massas gostosas e pagamos 40 euros o casal.Sentamos na areia, e curtimos o sol. Na areia mesmo não tem ninguém vendendo nada, mas é só andar até a calçada que você compra um refri. O mar não tem onda, é tranquilissímo.

Para voltar para Sorrento, pegamos ônibus num outro ponto (saindo da praia, suba as escadas à direita) e andamos menos. A volta de ônibus para Sorrento é mais rápida, 40 minutos.

No dia seguinte, dia 14, a gente podia ter ido para Amalfi e Ravello de ônibus público mesmo, mas preferimos pegar uma excursão de um dia, porque Gui estava com sinusite e não queria ter nem trabalho de pensar em ponto de ônibus. É que teríamos que pegar um ônibus até Amalfi (é o mesmo ônibus que vai para Sorrento, só que Amalfi é uma parada posterior), passar um tempinho lá, e depois descobrir onde era o ponto até Ravello. Para voltar de Ravello teríamos que pegar um busu para Amalfi e, em seguida, um para Positano.

Já na excursão, os caras praticamente pegaram a gente no hotel, e a gente não se estressou com nada. Quase todas as agências de viagem locais vendem o mesmo passeio, que se chama Amalfi Drive, e sai de Sorrento, para em Amalfi por 2 horas, depois tem parada para almoço na cidade de Scala (que não tem atração nenhuma) e depois para 1h30 em Ravello. Tudo isso com um guia explicando sobre a região em inglês. Nós fomos com a agência que trabalha com o nosso hotel, a Acampora Travel, e pagamos 34 euros por pessoa. Adorei o passeio, só não gostei do lugar onde nos levaram para almoçar (um restaurante com vista e barato, mas com uma comida bem mais ou menos).

A gente entrou no busu às 7h40 (cedo!!!), e seguiu para Amalfi. Lá, ficamos tomando sol na praia (pública, com água transparente, apesar de ter um cantinho em que tava rolando uma água que parecia vir do esgoto). A praia é legal, mas a de Positano é maior e mais bonita. Depois vimos o Duomo de Positano, batemos perna nas lojinhas, tomamos uma granita (um suco meio raspinha de gelo, de limão) e voltamos. Na excursão, quase todo mundo fez um passeio de barco (12 euros por pessoa) de 30 minutos, mas como Gui tava doente e não queria tomar vento na cara, evitamos.

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A praia de Amalfi. Foto: Marcelle Ribeiro

 

A água do mar de Amalfi é clarinha. Foto: Marcelle Ribeiro

A água do mar de Amalfi é clarinha. Foto: Marcelle Ribeiro

Em seguida, almoçamos na cidade de Scalla e fomos para Ravello, que gosta de se chamar “cidade da música”, e fica no alto de uma montanha. É que foi em Ravello que o compositor clássico Richard Wagner se inspirou para compor a ópera Parsifal. E lá, no final da primavera, eles promovem um festival de música clássica, o Ravello Festival, num lugar lindo, que visitamos, chamado Villa Rufolo. Essa “vila”, na verdade, é uma construção do século 13, que era uma casa com lindos jardins e uma vista divina. O lugar ficou abandonado por muitos anos, e hoje o que tem lá é parte da construção (nada demais), jardins bonitos, e uma vista do mar linda. Do alto você vê as cidades de Maiori e Minori, que também ficam na praia. A entrada custa 5 euros e você vê o lugar em 30 minutos.

As flores da Villa Rufolo com o visual da praia. Foto: Guilherme Calil

As flores da Villa Rufolo com o visual da praia. Foto: Guilherme Calil

Chegamos em Sorrento às 16h e tava o maior solzão. Ainda dava para ir à praia em Sorrento (que a gente ainda não tinha visto nem como era) e fomos ver como era a praia da Marina Grande. É uma vila de pescadores, com praia pública, mas bem feinha, não gostei não. Tanto que nem sentamos na areia.Ravello também pareceu ser uma cidade pequenininha, com uma praça principal, restaurantes e lojinhas. Mas a vista de lá vale a pena.

No dia seguinte, a gente foi conhecer outra praia de Sorrento, que é praticamente toda privada, para ver se era mais bonita. Depois de passear em Capri (calma, que sobre a ilha eu conto no próximo post), fomos à praia da Marina San Francesco, que fica do lado de onde saem os barcos para Capri. O pessoal do hotel tinha dito que as melhores praias de Sorrento eram a Marina Grande e a Marina de San Francesco (além destas, tem também a Marina Piccola, que não visitamos).

Não sei se era porque estava meio nublado quando chegamos na Marina San Francesco, mas não gostei dessa praia também não. O que é a praia privada lá? São “beach clubs” em que você entra depois de pagar (uns 10 euros por pessoa) e fica numa cadeira de praia tomando sol num píer acima da água do mar. Quer tomar banho de mar? Ou você pula na água ou você vai para a micro faixa de areia que tem no “beach club”. A gente até tava disposto a pagar, mas só olhou de fora e não entrou.

A parte pública da Marina San Francesco também é bem caída, uns 15 metros de extensão, meio espremida entre os beach clubs. Não sei, fiquei com a impressão que praia legal e bonita era a de Positano, que só não é melhor porque a cidade é cara e mais trabalhosa de chegar.

Mas antes de finalizar esse post queria dar umas dicas de restaurante na cidade de Sorrento. Você vai andar quase o tempo todo na “rua das pedras” de lá, a que reúne os restaurantes e lojinhas, que se chama Corso Itália. Tem mais lojas caras do que lojinhas de bugiganga.

A praia privada de Marina San Francesco, em Sorrento. Foto: Marcelle Ribeiro

A praia privada de Marina San Francesco, em Sorrento. Foto: Marcelle Ribeiro

A parte pública da praia de Marina San Francesco. Foto: Marcelle Ribeiro

A parte pública da praia de Marina San Francesco. Foto: Marcelle Ribeiro

VEJA A LISTA COM TODOS OS POSTS SOBRE A ITÁLIAA Pizzeria Aurora (na Piazza Tasso, 10) tem massas gostosas e não é careira. No Bar Veneruso (que na verdade é um misto de delicatessen com restaurante) você vai tomar um dos melhores sorvetes de Nutella que já tomei. Fica na Corso Italia, 43/49. No Bougainvillea (Corso Italia, 16), você encontra desde sorvetes deliciosos, até uma pizza gostosa, sanduíches e comida de verdade.

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Comentários

  1. Miriam
    11 abr 2016

    Marcelle, teu blog tá me ajudando muito a planejar as férias de agosto. Você já foi pra Zakynthos? (É a Miriam, amiga do Caio).

    • 12 abr 2016

      Miriam, não fui, infelizmente. Mas uma grande amiga foi, em lua de mel. Posso te colocar em contato com ela pelo Face, ou mandar suas dúvidas pra ela. O que acha?
      Bjs

  2. Anny
    28 fev 2017

    Oi! Parabens pela viagem e dicas, me ajudou muito!!! Ninguem e perfeito e fazemos sempre o nosso melhor !! Seu melhor foi ótimo pra mim.

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