Berlim: Sugestão de roteiro de 3 dias de viagem

postado por Marcelle Ribeiro em 26/03/2011 - Atualizado em: 02/07/2017
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Berlim é uma cidade incrível, que pode ser conhecida bem se você tiver pelo menos três dias inteiros.

Quando fui lá em agosto de 2007, nós passeamos três dias por lá. Quer dizer, três dias úteis, porque passeamos na tarde do dia em que chegamos, nos dois dias seguintes, e na manhã do quarto dia. Foi uma quantidade bacana para apreciar tudo.

Vejam o meu roteiro abaixo.

 

Primeiro dia em Berlim: Muro e museus

No nosso primeiro dia de viagem, apesar de exaustos, nós fomos passear. Pegamos metrô para ver um pedaço do “Muro de Berlim”. Na verdade, ainda há vários pedaços do “Muro” pela cidade, mas o mais bacana é o que eles chamam de East Side Gallery (fica ao longo da Avenida Muhlenstrasse – pegue o U ou S Warschauer Strasse ou S Ostbahnhof), que é todo colorido. Essa região da cidade é meio deserta, tem grandes avenidas, e só passam andando por ali turistas mesmo. Eu achei meio vazio, mas estava de dia, e não teve nenhum problema.

O muro de Berlim colorido de East Side Gallery. Foto: Marcelle Ribeiro

O muro de Berlim colorido de East Side Gallery. Foto: Marcelle Ribeiro

Na sequência, fomos ao museu Topographie des Terrors (essa é a grafia em alemão. O endereço é Niederkirchnerstraße 8 – 10963 Berlin – fica perto das estações U6 Kochstrasse ou U2 Postdamer Platz), que tem outra parte do muro, e uma exposição de fotos sobre os campos de concentração. É interessante, mas como os textos só estão em alemão, é bom alugar um audioguia (que são aparelhinhos com fone de ouvido, em que você ouve explicações sobre o que está vendo naquela atração turística).

Depois, andamos uns 500 metros, passamos pelo local onde tinha um posto de guarda separando as duas Berlins (este aí da foto abaixo)…

Turista tirando foto no antigo posto de segurança. Foto: Marcelle Ribeiro

Turista tirando foto no antigo posto de segurança. Foto: Marcelle Ribeiro

… e fomos ao Checkpoint Charlie, o museu mais interessante de Berlim (tá na minha lista de imperdíveis de Berlim). Isto porque lá eles contam a história de como os alemães faziam para driblar a segurança e ir da Berlim Oriental para a Ocidental. Tem muitas fotos e os textos estão em inglês. Mas mesmo se você não entender inglês, vai entender os métodos criativos e perigosos que os alemães usavam para atravessar de um lado para o outro. O endereço de lá é Friedrichstraße 43-45 – D-10969 Berlin-Kreuzberg (perto do metrô U2 Stadtmitte ou U6 Kochstrasse).

Muitos alemães se escondiam dentro de carros para fugir da Alemanha Oriental. Foto: Marcelle Ribeiro.

Muitos se escondiam assim para fugir da Alemanha Oriental. Foto: Marcelle Ribeiro.

Neste dia, contando transporte, refeições e ingressos, gastamos 25 euros cada.

 

Dia 2 – Portão de Brademburgo, Catedral de Berlim e Museu de História Alemã

No meu segundo dia de viagem (04/08/07) em Berlim, fui andar e ver os monumentos da cidade. Pegamos metrô para o Brandenburger Tor (que em português é Portão de Brandemburgo) – S1 ou S2 Unter den Linden. O portão é símbolo de Berlim e cheio de esculturas no alto. Ao lado dele, a uns 300 m, fica o Reichstag (Parlamento), que optamos por ver depois, já que queríamos entrar nele com calma.

O Portão de Brandenburgo, um dos cartões postais de Berlim. Foto: Marcelle Ribeiro

O Portão de Brandenburgo, um dos cartões postais de Berlim. Foto: Marcelle Ribeiro

Dali, andamos até o Berliner Dom (Catedral de Berlim – Endereço:  Am Lustgarten, quase na Unter den Linden. Perto dos metrôs S Hackescher Markt ou  U/S Alexander Platz), passando, pelo caminho, por vários prédios históricos da cidade. Também no caminho, descobrimos uma das maravilhas gastronômicas alemãs (ainda melhores por ser barata): as wurts, salsichas alemãs vendidas em carrinhos no meio da rua. A gente sempre comia com pão, e acho que se chama brastwurts. Os vendedores só falam alemão, mas entendiam quando a gente apontava para a salsicha mostrando o que queria! Meu marido aproveitava a parada para conhecer uma cerveja alemã diferente…rsrsrs

A Berliner Dom à esquerda. À direita, a famosa antena de TV. Foto: Marcelle Ribeiro

A Berliner Dom à esquerda. À direita, a famosa antena de TV. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, fomos no Deutsches Histories Museum (Museu de História Alemã), que fica na Unter den Linden 2, perto do metrô S Hackescher Markt. É legal, mas quem curtiu mais foi o Guilherme, que se encantou com tudo lá.

Neste dia, por pura preguiça, almoçamos no Mac Donalds de Alexander Platz. Na praça, paramos para descansar e ver a fonte (nada demais) e a torre de televisão alemã famosa (veja na foto acima), que se chama Fernsehturn, contruída no auge da Cortina de Ferro. É o ponto mais alto de Berlim, dá para entrar nela, mas não entramos.

 

Dia 3 – Campo de concentração perto de Berlim

No dia 05/08/07, nosso terceiro dia de viagem na Europa, fomos a um passeio interessante, mas meio deprê, por motivos óbvios: o campo de concentração Sachsenhausen. É o campo mais perto de Berlim, fica numa cidade vizinha. Para ir até lá, pegue o S-Bahn 1 até Oranienburg (não confunda com a estação de metrô Oranienburg). Este trecho demora 45 minutos. Depois, pegue o ônibus 804 até a parada Gedenkstatte, ou siga a pé. Fundamental no campo é ir de calçados confortáveis (você anda bastante lá) e alugar um audioguia (tem em espanhol), para entender a que os judeus eram submetidos em cada parte do campo.

Área de fuzilamento no campo de Sachsenhausen. Foto: Marcelle Ribeiro

Área de fuzilamento no campo de Sachsenhausen. Foto: Marcelle Ribeiro

Na volta a Berlim, ainda deu tempo de irmos, no fim da tarde, ver a igreja Wilhem Gedachtniskirche (fica na Breitchseidplatz), que foi bombardeada nas guerras, e ainda ficou de pé. Pertinho dela, está o Sony Center, uma área de cheia de lojas de tecnologia e praça de alimentação. Perto dali também está uma loja da sorveteria Haagen dazs, que, claro, fomos conferir.

Também deu tempo de conhecer um dos lugares mais bonitos de Berlim no verão: o jardim Tiergarten. É enorme, e quem vê ele da rua não imagina como no centro do jardim é bonito. Na verdade, amei o jardim por causa do astral: como era verão, estava rolando um festival de jazz e os alemães estavam todos lá curtindo música no fim da tarde, sentados estirados no jardim. Muito legal. Foi um dos meus lugares preferidos de Berlim. O engraçado é que quando comentei isso com meu irmão, que foi a Berlim no inverno, ele disse que não gostou do Tiergarten, porque como as árvores estavam secas e com neve, parecia um jardim mal assombrado!

O início do jardim fica perto do Reichstag, mas o mais legal é pegar um ônibus (os que param ali são o 100, 187 e 341) e descer perto da Siegessaule, a Coluna da Vitória, que meio que divide o jardim. Ela fica no meio da Grosser Stern, uma avenida onde passam muitos carros, por isso, não atravesse, use uma das 4 passagens subterrâneas. E a Siegessaule é outro ponto turístico importante de Berlim, histórico.

A Coluna da Vitória, e, atrás, o Tiergarten. Foto: Marcelle Ribeiro

A Coluna da Vitória, e, atrás, o Tiergarten. Foto: Marcelle Ribeiro

Aproveitando a beleza do Tiergarten. Foto: Marcelle Ribeiro

Aproveitando a beleza do Tiergarten. Foto: Guilherme Calil

Dia 4 – Passeio no Parlamento de Berlim

Neste dia, fomos conhecer o Reichstag (Parlamento) por dentro. Como a gente sabia que sempre rolava mega-filas, fomos preparados psicologicamente e não deu outra: ficamos 1h30 esperando para entrar. O legal do Reichstag é entrar na cúpula (porque eles não permitem a entrada nas salas de reuniões dos parlamentares, nem em outros locais). A cúpula é completamente diferente do estilo do resto do prédio, pois é toda de vidro, linda.

Olha a fila para entrar no Reichstag! Foto: Marcelle Ribeiro

Olha a fila para entrar no Reichstag! Foto: Marcelle Ribeiro

Por dentro da cúpula do Reichstag. Foto: Marcelle Ribeiro

Por dentro da cúpula do Reichstag. Foto: Marcelle Ribeiro

O Reichstag fica do lado do Portão de Brandemburgo, na Platz der Republik (Metrô ou trem S+U Brandenburger Tor: S1, S2, S25 e U55).

Depois, fomos almoçar no Europa Center, que fica perto da estação de trem Zoologischer Garten. É um shopping onde tem um relógio d’água gigante. Fica perto da igreja Wilhem Gedachtniskirche.

No meio da tarde fomos para o outro aeroporto de Berlim, o Schoenefeld, pegar o nosso voo para Londres, onde chegamos tarde e não saímos nem para comer. No total, se contar a hospedagem, gastamos 192 euros por pessoa em Berlim, com gastos de transporte, alimentação e passeios.

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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