Florianópolis (SC): Roteiro de 2 dias de viagem às praias do Sul

postado por Marcelle Ribeiro em 12/06/2016 - Atualizado em: 07/09/2018
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Apesar de ter praias menos badaladas como as de outras regiões de Florianópolis, o Sul da cidade tem atrações muito bonitas e que valem a visita. Por isso, resolvi montar uma sugestão de roteiro de 2 dias de viagem para as praias do Sul, com base no que vi quando estive lá em abril desse ano. Além de um belo litoral, o Sul da ilha tem excelentes e famosos restaurantes, e um bonito casario colonial. Vamos lá?

 

Dia 1

Comece pelo filé: a ilha de Campeche, que tem água de um azul lindíssimo, super transparente e calminha. É a praia mais bonita de Florianópolis, na minha opinião. Para ir até lá, você tem que ir de barco, que você pode pegar na praia de Armação ou na praia do Campeche. Quando fui, peguei na praia de Armação, porque consegui falar com os barqueiros de lá. Explico tudo sobre esse passeio nesse post aqui.

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Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Da praia de Campeche também partem barcos para a ilha. Basta ir para a faixa de areia que fica perto da Avenida Pequeno Príncipe, em Campeche, e perguntar aos barqueiros que ficam por lá. Vi lanchas por lá fazendo o trajeto. Pelo que percebi, o valor é acertado na hora, dependendo da demanda. Não me pareceu algo tão organizado como partir da praia de Armação.

À tarde, você pode ir ver o pôr do sol na praia de Ribeirão da Ilha. O bacana é ir a uma pracinha à beira-mar que fica ao lado do restaurante Ostradamus (Rodovia Baldicero Filomeno, 7640), onde além de ver o sol se pondo no mar, você aprecia algumas casinhas antigas coloridas, que remetem à história de Floripa. Se estiver “podendo” ($$), almoce em um dos famosíssimos restaurantes da região. É na praia de Ribeirão da Ilha que é produzida a maior parte das ostras consumidas em Santa Catarina e no Brasil. Algumas sugestões vivem aparecendo em guias: Ostradamus e Porto do Contrato. Não vi cardápios, mas sei que os preços são altos.

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Se quiser só ver o pôr do sol, você pode aproveitar para comer um pastel de Belém e tomar um café na Tens Tempo, espécie de cafeteria com lojinha fofinha que fica em frente ao Ostradamus. Caso não queira gastar muito no almoço, antes de ir ver o por do sol em Ribeirão da Ilha, almoce no bairro de Campeche, que tem várias opções de restaurantes espalhados pela avenida principal, a Pequeno Príncipe, e também duas barracas de praia que funcionam como restaurantes.

Pastel de Belém do Café Tens Tempo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pastel de Belém do Café Tens Tempo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Eu almocei na barraca e restaurante Zeca Bar, na praia do Campeche, e achei bom, bonito e barato. Um prato de camarão ao bafo com arroz, pirão e salada para 1 pessoa saiu a R$ 35 e servia facilmente 2 pessoas. Eu não dei conta de comer tanto camarão (que pecado! rsrsrs).

 

Camarão do Zeca Bar. Foto: Marcelle Ribeiro.

Camarão do Zeca Bar. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 2

Se você estiver com vontade de uma aventura e tiver pique para fazer trilha, pode conhecer a praia de Lagoinha do Leste, que o Guia 4 Rodas avalia como a mais bonita de Floripa. O problema é que não é recomendável ir para lá sem guia. A praia é totalmente deserta: não há nenhuma estrutura de venda de bebidas (sequer água) ou de guarda-sol. Além disso, li relatos de que na vegetação que fica à beira da areia às vezes aparecem cobras e, por isso, não é bom você deitar nas sombras naturais formadas pelo mato, pois corre o risco de os bichos irem para a sua canga.

Eu acabei não conhecendo Lagoinha do Leste, por alguns motivos. Primeiro, pois estava viajando sozinha e, como não apareceu nenhum outro turista disposto a rachar o guia comigo, ia ficar muito caro pagar a diária de um guia sozinha para fazer o passeio. Na época, a empresa Adrenailha estava cobrando R$ 300 por duas pessoas para fazer a trilha até lá. Eles têm 3 opções de percursos para Lagoinha do Leste, com diferentes pontos de partida, dificuldade, distância percorrida e atrações vistas. O turista é que escolhe.

Outra opção para chegar à praia de Lagoinha do Leste é ir de barco. A empresa Z11 tem lanchas que saem da praia de Pântano do Sul, mas é preciso combinar horário. Na alta temporada, dizem que há barcos quase todo dia. Na baixa, sugiro que você fale com o o Cauê, nos telefones 48-8458-3390 e 48-9835-8249. Quando estive em Floripa, eles estavam cobrando R$ 80 por pessoa para levar e buscar em horário marcado. Você também pode ir de trilha e voltar de barco. Nesse caso, só o retorno de barco sai a R$ 50.

Se você não for tão aventureiro a ponto de ir para Lagoinha do Leste, a boa é ir para a praia de Matadeiro, que é pequena, mas bem bonita. Ela tem ondas, mas nada que impeça você de tomar um banho refrescante. E o melhor: em Matadeiro há uma barraca de praia com cadeirinhas, guarda-sol, bebidas e petiscos. Para usar a cadeira e o guarda-sol basta consumir qualquer coisa.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para chegar na praia de Matadeiro, vá até a praia de Armação, cruze a barreira de pedras (que forma o píer de onde saem os barcos para a Ilha do Campeche) e siga por uma trilha fácil por cerca de 20 minutos. Se a maré estiver alta, você vai ter que cruzar caminhando pela água por um “braço” de mar que forma um riozinho. Ou, então, pode caminhar pela ponte de pedestres que fica um pouco mais recuada. Não há placas de sinalização, mas basta perguntar a qualquer pescador ou barqueiro na praia de Armação (há sempre vários ali) e eles te informam. A trilha tem apenas uma leve ladeira e é bem fácil, em percurso parcialmente cimentado.

Praia da Armação, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Armação, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Armação, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Acesso à praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de curtir a praia de Matadeiro, vá almoçar em um dos restaurantes mais pitorescos de Florianópolis: o Bar do Arante. De frente para a praia de Pântano do Sul, o Bar do Arante é famoso pelo peixe frito e pelos milhares de bilhetinhos de clientes pendurados por todos os cantos. Os preços são pagáveis. Em média, R$ 90 a R$ 130 para duas pessoas. Eu provei o pastel de camarão (muito bom!) e o filé de peixe frito e empanado com pirão e salada. Achei gostoso, apesar de os filezinhos terem mais “massa” (aquela casquinha do empanado) do que peixe propriamente dito. Mas talvez tivesse sido melhor pedir a posta. Nos finais de semana, o restaurante também serve em esquema de buffet livre.

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de almoçar, não deixe de fotografar as várias aves que ficam pela praia de Pântano do Sul e os inúmeros barquinhos dali. Esta praia, no entanto, não é muito convidativa para banho, pois a água é meio escura.

Praia de Pântano do Sul, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Pântano do Sul, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vale lembrar que todo esse roteiro fica muito mais fácil de fazer se você estiver hospedado no Sul da Ilha, especialmente se você não estiver de carro. Quando eu fiz meu roteiro pelas praias do Sul, em abril desse ano, eu estava sem carro e me hospedei na praia do Campeche, na pousada Ilha Faceira*. Como contei neste post aqui, adorei a experiência. Floripa é muito grande: do Centro ao extremo Norte são 34 Km e do Centro ao extremo Sul uns 30 Km. Por isso, busque se hospedar próximo das praias que você quer conhecer e, de preferência, alugue um carro.

Uma dica que dou é reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, em que você compara preços de várias locadoras (inclusive de empresas locais ou nacionais), consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

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*O Viciada em Viajar ganhou duas diárias de cortesia para se hospedar na pousada Ilha Faceira. O texto reflete a real opinião da blogueira sobre a pousada.

 

Leia também:

 

Florianópolis – quando ir, onde se hospedar e como alugar carro

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Dicas de restaurantes em Florianópolis (SC)

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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