Ilha de Boipeba (BA): O que você tem que saber para a sua viagem

postado por Marcelle Ribeiro em 10/01/2017 - Atualizado em: 06/11/2017
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Com belas praias, a Ilha de Boipeba, na Bahia, está atraindo cada vez mais turistas, apesar de ainda se manter um local rústico. É daqueles lugares para quem quer curtir praias vazias, quase desertas, e esquecer do mundo. É que além do litoral, a programação é comer e dormir, já que a ilha não tem tantas atrações noturnas.

Meu papito esteve lá recentemente, em um feriadão de novembro meio nublado, com uma de minhas irmãs e minha madrasta. Curtiu 4 dias de preguiça e passou as dicas aqui pro blog.

 

Como chegar:

Meu pai foi de carro até a cidade de Valença (BA), onde parou o veículo em um dos diversos estacionamentos, entre eles o Tinharé Estacionamento, que é coberto e oferece carregador de mala para ajudar a levar a bagagem até o cais.

 

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No cais de Valença, ele pegou uma lancha rápida, que levou 50 min para chegar à ilha de Boipeba. Como o trajeto não é mar aberto, e sim pelos rios, a viagem é tranquila. A passagem custou R$ 80 por pessoa, ida e volta. O ideal é já garantir a volta quando for comprar a ida, pois corre-se o risco de ter gente demais para voltar no dia desejado.

Não há estrada levando até a Ilha de Boipeba.

Quem sai de Salvador, tem duas opções. A primeira é pegar o ferry boat de Salvador até a Ilha de Itaparica (Bom Despacho), e de lá ir para Valença, de carro ou de ônibus. Em Valença, pega-se a lancha rápida como descrito acima. Outra opção é ir de ônibus de Salvador até Valença, sem precisar pegar o ferry boat.

 

Onde ficar:

A Ilha de Boipeba tem uma vila principal, que fica no alto de um morro, onde há um centrinho comercial, uma farmácia, mercadinho, algumas lojinhas, creperia, pizzaria, restaurantes e pousadas, em ruas calçadas. Na parte de baixo, há pousadas também, mas a iluminação é mais precária. Da parte de baixo da ilha até a vila, no alto, leva-se cerca de 10 minutos andando.

Um primo meu ficou na Pousada Rhydayan, que fica na parte alta da vila, perto da igrejinha. Ele indica por causa da localização e porque é bonitinha e arrumadinha.

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Meu pai ficou na pousada Maliale, que fica a 5 min de barco da vila de Boipeba, na margem de um rio. A pousada é uma graça, com piscina, muita natureza em volta, apartamentos confortáveis, ar condicionado, chuveiro quente, rede na varanda e café da manhã gostoso. Tinha restaurante próprio, que servia almoço e jantar, a preços não muito caros (R$ 80 prato para duas pessoas).

 

 

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Pousada Maliale, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas.

Para quem vai com criança, o melhor é ficar na vila, para evitar ter que pegar o barquinho toda hora para acessar a vila. Ah, esse barquinho da pousada Maliale à vila é grátis, pois é operado pela pousada, dia e noite.

Não espere pagar barato por hospedagem. No feriadão de 15 de novembro, meu pai pagou R$ 400 a diária para um quarto triplo na pousada Maliale. No entanto, há outras opções mais simples e mais baratas.

 

O que fazer em Boipeba

O roteiro do meu pai foi assim:

Dia 1 – Chegada, descanso na pousada e depois jantar no restaurante da Pousada Santa Clara. Dá tempo para conhecer a parte de cima da vila, ver a igrejinha, o artesanato vendido na região, e checar as opções de barco oferecidas. Mas as agências de passeio se concentram na parte de baixo da vila. Outra coisa legal de conhecer na vila é o mirante da pousada Céu de Boipeba, que fica no alto da vila, e onde há uma vista belíssima.

Igreja da vila da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Igreja da vila da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Mirante da Pousada do Céu, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Dia 2 –  Dia de fazer um passeio de barco para dar a volta na ilha de Boipeba por R$ 80 por pessoa. Meu pai foi numa lancha que comportou umas 12 pessoas, do Iram (Tel: 75-99852-6035).

A lancha parte do cais da vila. A primeira parada, de cerca de 30 minutos, foi nas piscinas naturais, onde dá para ver peixinhos (tem que alugar o snorkel no cais). É bonito, mas meu pai disse que já visitou piscinas mais bonitas. Fora que para acessar as piscinas o acesso é ruim, pois é preciso passar por um trecho de mar aberto, em que a lancha bate um pouco.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Piscina natural da Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Na sequência, a lancha continuou dando a volta na ilha, com direito a umas 3 paradas em praias bonitas. Em uma delas, na Cova da Onça, há parada para almoço, em um restaurante gostoso. O passeio se encerra às 16h.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Passeio de barco pela Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Dia 3 – Dia de trilha para a praia de Moreré, que é uma das mais bonitas de Boipeba e onde fica o restaurante Paraíso (ver abaixo).

Há 3 maneiras de chegar lá. A primeira é indo de trator, saindo da parte alta da vila. A segunda é caminhando pela praia, o que só dá para fazer com maré baixa, e leva uns 40 minutos. E a terceira é fazendo uma trilha que sai da parte alta da vila, trajeto que leva uns 45 minutos. Mas mesmo que você vá de trilha, pode voltar de trator, caso queira descansar as perninhas…rsrsrsrs

A praia de Moreré não tem ondas e tem um coqueiral ao redor. O ideal é não ficar no ponto de parada do trator e sim fazer uma curta caminhada até o restaurante Paraíso, para ficar num lugar mais agradável, longe dos restaurantes mais barulhentos. A trilha é bem legal, com muitas árvores. Meu papi almoçou no restaurante Paraíso nesse dia.

 

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para a praia de Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha para Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Letícia Mascarenhas

Trilha para Moreré, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas

Trilha para a praia de Morere_Ilha_boipeba_4

Uma cobra na trilha para a praia de Moreré. Foto: Letícia Mascarenhas.

Dia 4 – Dia de conhecer as praias no caminho de Moreré, como a de Tacimirim, e a de Cueira. Dessa vez, meu pai foi andando pela praia até a praia de Cueira. A ideia inicial era almoçar no restaurante do Guido, mas ele fica cheio quando desembarcam os turistas das lanchas. Então, ele decidiu mudar os planos e preferiu comer no restaurante do Bobó, em Tacimirim, que fica antes da praia de Cueira (o trecho Vila – Tacimirim é percorrido em uns 30 minutos pela praia).

A comida do restaurante do Bobó é ótima (mais sobre ele abaixo).

A praia de Tacimirim é muito boa para banho, sem ondas, como uma piscininha.

Praia de Tacimirim, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Praia de Tacimirim, na Ilha de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

De Tacimirim para Cueira, a caminhada é de cerca de 10 minutos pela praia. Cueira também é bonita e dela sai uma trilha que vai até a vila (30 min de caminhada leve, com uma subidinha no final, passando por dentro de fazendas).

Trilha da praia de Cueira para a vila de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

Trilha da praia de Cueira para a vila de Boipeba. Foto: Antônio Carlos de Souza.

À noite, eles foram comer pizza na vila.

 

Onde comer

Restaurante da Pousada Santa Clara – Serve apenas 3 opções de pratos por dia. Como é muito procurado e tem poucas mesas, é preciso reservar antes. O restaurante oferece “combos” de entrada, prato principal e sobremesa. A comida é gostosa, e entre as opções da época estavam badejo, polvo e lagosta. Custou cerca de R$ 60 a R$ 70 por pessoa (o combo). Fica na parte de baixo da vila.

Restaurante Paraíso – Serve lagosta, peixe, e é bonito, com mesinhas na praia e cheio de coqueiros. A dica importante é fazer o pedido assim que chegar e dizer qual horário que quer comer. Assim, você evita o tumulto de quando chegam os turistas de barco. A comida é ótima. Os pratos custam cerca de R$ 80 para duas pessoas. Fica na praia de Moreré.

Restaurante Paraíso, na ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Meu pai lindo no Restaurante Paraíso, na ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Restaurante do Bobó – Fica na praia de Tacimirim, é pequeno, mas bonitinho. Tem polvo pescado na hora e outros frutos do mar. Os pratos custam cerca de R$ 60 a R$ 70 para duas pessoas.

Papito no restaurante do Bobó, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Papito no restaurante do Bobó, na Ilha de Boipeba. Foto: Virgínia Mascarenhas.

Restaurante do Guido – Fica na Praia de Cueira. Meu pai não chegou a experimentar, mas é famoso. É ponto de parada de lanchas de passeios.

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Comentários

  1. DORA MARTINS
    27 jan 2017

    Ola Marcelle

    Tudo bem???
    meu nome é Dora Martins….
    Hoje estava “viajando” na internet e encontrei seu BLOG.
    Sou agente de viagens ha 20 e poucos aos.. kkkk … morei por 10 anos na California… e enfim.. milhões de histórias para contar.
    Mas… como agente de viagens… eu rodo o mundo em um dia… sem sair de traz da telinha do computador!!!
    Gostaria de oferecer – caso possivel – meu trabalho de agente de viagens para você e seu publico!
    quem sabe um grupo privativo??
    Meu trabalho é personalizado… buscando sempre um diferencial para o que o mercado oferece!!!
    Bem.. pense e quando possivel… aguardo seu feed back!
    Muito obrigada…… e fika.a.dika
    facebook.com/adoraviagens
    abs

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