Itatiaia e Penedo (RJ): Roteiro de 3 dias de cachoeiras perto do Rio

postado por Marcelle Ribeiro em 21/01/2018
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Procurando sugestão de roteiro de viagem perto do Rio de Janeiro sem aqueles engarrafamentos dos feriadões, relaxante e que cabe perfeitamente em 3 dias? Vá para a região de Penedo e Itatiaia, duas cidades vizinhas uma à outra que ficam perto da divisa entre o Rio e São Paulo. E melhor: as principais atrações são as cachoeiras, que são um programa super barato! Viagem barata no Rio de Janeiro é o que há, né? 😉

Para quem está sem saber para onde ir nos feriados de 2018, então, é perfeito! E o melhor: há várias cachoeiras da região que não requerem grandes esforços, pois as trilhas são curtas e tranquilas. Vamos ao meu roteiro?

 

Dia 1 – Parque Nacional de Itatiaia – Parte Baixa

Saí de carro próprio do Rio de Janeiro bem cedinho, tipo 7h, já de roupa de banho por baixo da roupa e tênis. Eu e o maridão fomos direto para o Parque Nacional de Itatiaia, para conhecer as atrações da chamada “Parte Baixa” do parque. Escolhemos ir apenas para a Parte Baixa porque ela concentra as cachoeiras e as trilhas com mais fácil acesso e mais curtas. Para você ter ideia, de onde você estaciona o carro, você não anda nem 1km para chegar até a algumas cachoeiras.

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Visitamos as 3 cachoeiras que integram o Complexo do Maromba. A mais bonita é a Véu de Noiva, que tem 40 metros de altura, mas tem uma área bem pequena para banho. No caminho para a a Véu de Noiva, você passa antes pela Cachoeira Itaporani, que é bem baixinha, e fica a 650 metros da ponte de acesso. Da Itaporani até a Véu de Noiva são mais 260 metros de trilha fácil fácil. Ou seja, ida e volta para a Véu de Noiva requer percorrer apenas 1,8km de trilha tranquila, plana e ainda tem o brinde de tomar banho na Itaporani.

Outro lugar legal para um banho nas águas geladas (põe geladas nisso!) da região é a Piscina Natural do Maromba, que é enorme e com uma área maior para bater sol. Pena que no dia em que fomos estava super nublado. Para chegar lá você não anda quase nada, mas tem que descer 50 degraus. Eu achei molezinha.

 

Cachoeira do Véu da Noiva, no Parque Nacional de Itatiaia.

Cachoeira do Véu da Noiva. Foto: Marcelle Ribeiro

Piscina do Maromba, no Parque Nacional de Itatiaia.

Piscina do Maromba, no Parque Nacional de Itatiaia. Foto: Marcelle Ribeiro.

Piscina do Maromba, no Parque Nacional de Itatiaia.

Piscina do Maromba, no Parque Nacional de Itatiaia. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cachoeira Itaporani, no Parque de Itatiaia

Cachoeira Itaporani, no Parque de Itatiaia. Foto: Marcelle Ribeiro

A gente foi parando um pouquinho em cada uma dessas atrações para tomar banho e comer um lanche que a gente mesmo levou. Não vi nenhum tipo de lanchonete lá dentro, nem mesmo pra vender água. Então leve suas coisas! O Parque tem banheiro e área para piquenique, além de estacionamento próprio.

No final de nosso passeio, paramos no Mirante do Último Adeus, um lugar incrível dentro do parque que tem uma vista maravilhosa da Mata Atlântica da região.

Mirante do Último Adeus.

Mirante do Último Adeus. Foto: Marcelle Ribeiro

Todas essas atrações ficam na Parte Baixa do parque, onde é a sede. A Parte Alta atrai mais quem está disposto a fazer trilhas pesadas para ver formações rochosas famosas, como o Pico das Agulhas Negras (o quinto mais alto do país, com 2.791 metros de altura). Muita gente que vai para a Parte Alta decide acampar por lá, mas também tem quem faça roteiro de um dia, com guia. Para saber todas as informações da Parte Alta, entre no site oficial do Parque Nacional de Itatiaia, que tem tudo lá. Ah, e preste atenção: o acesso à Parte Alta é diferente (mais distante da capital).

Para entrar na Parte Baixa, você deve se dirigir para a sede do Parque (Posto 1), na cidade de Itatiaia. São cerca de 180km do Rio até lá, o que fizemos em 2h30, pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116). Brasileiros pagam R$ 17 para entrar, mas maiores de 60 e menores de 12 anos de idade não precisam pagar. O estacionamento não estava sendo cobrado quando fui.

Quer saber como ir de ônibus para o parque de Itatiaia? É só olhar as dicas no site oficial do parque.

Saímos do parque por volta das 17h, perto do horário dele fechar (a parte Baixa fica aberta das 8h às 17h, mas as pessoas têm que sair das cachoeiras às 16h) e dirigimos até a cidade de Penedo, a 19km de distância, onde decidimos nos hospedar.

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Preferimos nos hospedar em Penedo porque a cidade tem mais estrutura que Itatiaia, com mais pousadas e restaurantes, além de um centrinho charmosinho para bater perna no final da tarde ou à noite (coisa que pelo visto não tem em Itatiaia). Além disso, Penedo ficava perto de outras atrações que visitaríamos nos dias seguintes. Nós ficamos na Pousada Recanto do Moriá, e gostamos.

 

Dia 2 – Serrinha do Alambari – Camping Clube

No segundo dia a gente foi nas cachoeiras que ficam dentro do Camping Clube do Brasil (CCB) na região conhecida como Serrinha do Alambari (que pertence à cidade de Resende) a 14km do centrinho de Penedo. Fomos de carro, e em uns 40 minutos chegamos lá. Uma parte da estrada é a mesma que vai de Penedo para a cidade de Visconde de Mauá, mas bem antes de chegar a Visconde de Mauá, você deve virar para a esquerda. A estrada é boa, parte de asfalto e parte de brita, mas dá para ir tranquilo, apesar das subidas e das curvas. No site do Camping Clube tem um mapa. Importante: nosso 4G não funcionou lá, então não conte com GPS, estude os mapas.

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O CCB tem um belo poço para banho, o Poço das Esmeraldas, que tem esse nome por causa da bonita cor verde da água. Pena que estava bem nublado e a água não estava tão linda quanto já vi em fotos de amigos. Há vários poços e cachoeiras dentro do CCB e mesmo quem não está acampado lá ou não tem carteirinha do CCB pode visitar. Basta pagar uma taxa. Não me lembro exatamente o valor, mas acho que era R$ 30 por pessoa. A gente estacionou bem na entrada do CCB e foi caminhando até os poços. As trilhas são super curtinhas, e em 30 minutos chegamos ao Poço das Esmeraldas, seguindo as placas. Algumas trilhas são mais inclinadas. O chato é que como tinha chovido, algumas trilhas estavam bem enlameadas.

Ficamos um tempinho no Poço das Esmeraldas, que por ser a mais famosa atrai mais gente, e depois fomos para o Poço do Bananal, que é uma piscina OK, sem grandes atrativos. Poderíamos até ter almoçado no CCB mesmo, pois eles têm um restaurante de comida a quilo baratinho aberto ao público, mas preferimos ir comer em Penedo. Eu já acampei no CCB há 20 anos, e adorei a experiência: o camping é super organizado, com banheiros enormes com vários chuveiros de água quente, separados para mulheres e homens, além de restaurante, vendinha e pavilhão com jogos de mesa coberto. Uma delícia ir com a família ou os amigos. Os preços estão no site.

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Trilha para o Poço das Esmeraldas, na Serrinha do Alambari. F

Trilha para o Poço das Esmeraldas, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

Poço das Esmeraldas, na Serrinha do Alambari

Poço das Esmeraldas, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

Poço das Esmeraldas, na Serrinha do Alambari.

Poço das Esmeraldas, na Serrinha do Alambari. Foto: Guilherme Calil.

Poço do Bananal, na Serrinha do Alambari

Poço do Bananal, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Dia 3 – Poço do Céu e Poço do Dinossauro

Depois de fazer check out no nosso hotel em Penedo (ficamos no Hotel Recanto de Moriá), pegamos o carro e fomos novamente para a Serrinha do Alambari. Mas o nosso destino eram cachoeiras que ficavam um pouco depois do Camping Clube do Brasil, dentro de um sítio particular: os Poços do Céu e do Dinossauro. Li sobre eles no blog Loucos por Viagem e achei as fotos lindas. Pena que estava nublado quando fomos, então a cor da água não fica a mesma coisa.

E como chegar ao Poço do Céu e ao Poço do Dinossauro? Aviso logo: dá um certo trabalho. Depois da portaria do Camping Clube do Brasil, você tem que dirigir mais uns 3km de uma estrada de pedras em subida bem íngreme e, como tinha chovido, estava escorregadio. A gente estava em um carro 4×2, alto, e o marido ficou meio tenso. Depois, entramos no condomínio de casas (acho que se chama Vale Verde) e fomos seguindo pedindo informações. Dirigimos até o último (último mesmo!) sítio do condomínio, que é o que dá acesso aos poços. Dentro do condomínio a estrada é ainda pior, mais íngreme e super escorregadia. Só vá se tiver muita confiança no motorista!

Pagamos R$ 35 para entrar (por pessoa) e fizemos uma trilha curtinha a partir da casa do sítio. Não me lembro exatamente a distância, mas em 30 minutos chegamos ao Poço do Céu, sem grande esforço.

Dizem que essa propriedade onde fica a entrada para os poços só abre em feriados, então não arrisque ir em períodos de baixa estação. E mesmo em feriados não fica cheio, porque o local é bem pouco divulgado. Há quem vá com guias, mas a gente não precisou, o caminho é sinalizado e o pessoal da portaria dá as dicas.

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Poço do Céu, na Serrinha do Alambari.

Poço do Céu, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

Poço do Céu, na Serrinha do Alambari.

Poço do Céu, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

Poço do Céu, na Serrinha do Alambari.

Poço do Céu, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de um banho no Poço do Céu, nos arriscamos ir para o Poço do Dinossauro, que fica uns 15 minutos de trilha mais abaixo. Essa é mais chatinha, porque tem que descer segurando em uma corda em uma parte super escorregadia de pedra. Maridão caiu de bunda no chão. Melhor nessa hora tirar o tênis, pois o atrito com o pé é melhor. Chegando lá, mais banho e fotos e depois retornamos para a casa do sítio, onde pudemos usar o banheiro para trocar de roupa e pegar estrada para o Rio de volta.

 

Poço do Céu, na Serrinha do Alambari.

A corda para ir do Poço do Céu ao Poço do Dinossauro. Foto: Guilherme Calil.

Poço do Dinossauro, na Serrinha do Alambari.

Poço do Dinossauro, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

Poço do Dinossauro, na Serrinha do Alambari.

Poço do Dinossauro, na Serrinha do Alambari. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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