Serra da Bocaina (SP): As melhores cachoeiras

postado por Marcelle Ribeiro e publicado em 06/12/2015 - Atualizado em: 27/10/2016
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Quedas d’água de até 150 metros de altura, vistas incríveis para a baía de Angra dos Reis e trilhas curtas (de cerca de 2h ida + volta). Tudo isso você encontra na Serra da Bocaina, região de Mata Atlântica em São Paulo, quase na divisa com o Rio de Janeiro. Neste post aqui, já dei as dicas gerais sobre a Bocaina (como chegar, onde comer, onde ficar), e agora vou valar mais sobre as cachoeiras que visitamos em 3 dias de viagem (considerando o dia em que chegamos e o dia em que fomos embora). As cachoeiras estão por ordem de beleza.

 

Cachoeira do Bracuí

Fica perto da cidade de Bananal (SP) e é lindíssima porque não apenas é alta (são 5 quedas, com total de 150m de altura) e tem ótimo poço para banho, como também tem uma vista surreal da baía de Angra dos Reis. É um negócio de louco. Você fica na dúvida se fica sentado de costas para a cachoeira, apreciando a paisagem, ou se fica de costas para a vista, admirando a queda d’água.

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Para chegar até lá, você vai levar cerca de 50 minutos de carro do centro de Bananal até o início da trilha. A estrada é a SP 247, que foi recentemente asfaltada, mas é bem sinuosa. Na maior parte dela, só dá para passar um carro por vez. Porém, não é uma estrada movimentada. Toda ela é de subida, o que proporciona um visual muito bonito da Mata Atlântica. A parte de asfalto acaba perto do camping Chez Bruna, e a partir dali o caminho é perenizado (com britas).

Entre a pousada do Brejal (que na verdade é uma casa, acho que não funciona mais como pousada) e a pousada do Rio Mimoso, há uma área de estacionamento. A partir do local onde paramos o carro, caminhamos 10 minutos até o portão da pousada do Rio Mimoso, onde há sempre uma pessoa cobrando ingresso para a cachoeira (R$ 10 por pessoa).

A trilha tem entre 1,5km e 2km (só ida) e é plana em sua maioria. Nós levamos cerca de 1h caminhando para chegar à queda d’água e o mesmo tempo na volta. Há alguns trechos inclinados e em que você precisa passar entre raízes. Já chegando na cachoeira, você terá que passar por uma parte beeem íngreme, e para isso terá que usar a corda que existe no local e segurar em galhos. Por isso, achei a trilha de nível moderado.

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Não é uma trilha muuuito visitada (nós fomos em um feriadão, na hora do almoço, e encontramos cerca de 10 pessoas ao longo das 3h30 que passamos lá). Mas a existência de cobrança de ingresso e o fato de essa trilha ser próxima a 2 pousadas, nos deu segurança. Detalhe: uma cobra passou bem perto de nós durante o trajeto, mas não fez nada (nós também não).

Ah, há outra maneira de ir até a Cachoeira do Bracuí, por uma trilha que começa na pousada da Terra. Mas esse trajeto só pode ser feito por hóspedes da pousada.

 

Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Primeiras quedas da Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira do Bracuí, em Bananal, com a vista de Angra. Foto: Ticianne Ribeiro

Cachoeira do Bracuí, em Bananal, com a vista de Angra. Foto: Ticianne Ribeiro

Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira do Bracuí (depois da descida com corda). Foto: Marcelle Ribeiro

 

Trilha para a Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Trilha para a Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Trilha para a Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Trilha para a Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista na trilha para a Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista na trilha para a Cachoeira do Bracuí, em Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Mapa para chegar  à cachoeira do Bracuí.

Mapa para chegar à cachoeira do Bracuí.

 

Cachoeira de Santo Izidro

Essa cachoeira de 70m de altura fica na cidade de São José do Barreiro (SP), a 47km (50 minutos) de estrada boa, plana e asfaltada a partir de Bananal (SP). Chegando ao centro de São José do Barreiro, você tem que pegar uma estrada de 28km (a SP 221) até a portaria do Parque Nacional da Serra da Bocaina. No site oficial do parque, há todas as informações (atualizadas!!) sobre como chegar até lá. Infelizmente não há nenhum tipo de transporte público. Nós levamos cerca de 1h para percorrer esses 28km, pois a estrada só é asfaltada nos trechos mais íngremes, no restante ela é coberta de brita.

A rodovia tem muitas curvas e acho que um carro 1.6 consegue subir. Nós vimos Gols lá. Se seu carro não é alto, sugiro que você o estacione logo que vir a portaria do parque, pois da portaria até o estacionamento interno o caminho está péssimo.

A entrada no parque é grátis e há vários funcionários do Ibama na portaria para te dar explicação sobre a trilha, que não tem muito segredo. Ela é fácil, quase toda ampla, sem árvores para fazer sombra. São cerca de 1,5km até a cachoeira e tinha gente até de salto (!!!) fazendo o percurso. A primeira parada é um mirante, onde você vê o poço d’água do alto. Depois de uma descida, você chega à queda maior, com uma piscininha ampla, mas bem rasinha, na altura do joelho em sua maior parte. Pena que as pedras não são grandes, então não dá para se bronzear.

 

Cachoeira de Santo Izidro vista do mirante. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira de Santo Izidro vista do mirante. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira de Santo Izidro. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira de Santo Izidro. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira de Santo Izidro. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira de Santo Izidro. Foto: Marcelle Ribeiro

Na volta de carro, paramos na pista de voo livre para ver a vista, mas a neblina cobriu boa parte da paisagem 🙁

O Parque Nacional da Serra da Bocaina também tem outra cachoeira, a das Posses, mas como ele fica mais distante da entrada (8km) e nós não estávamos com pique para caminhar tanto, não fomos.

 

Cachoeira das Sete Quedas

Essa queda d’água na verdade não é uma, são sete, como o nome diz. Mas só é possível visitar quatro e mesmo assim dessas quatro, duas delas você só consegue conhecer se agendar a visita por telefone com a Estação Ecológica, onde elas estão localizadas. Tudo isso para preservar espécies da fauna e da flora da região.

Para ir até lá, saindo do centro de Bananal, pegue a rodovia SP 247 (a mesma que leva à cachoeira do Bracuí, que já descrevi acima) e no KM 15 você verá a portaria da Estação Ecológica, com um guarda. Diga que vai visitar as cachoeiras.

As sete quedas não são uma colada na outra. São, na verdade, quase que sete cachoeiras independentes, mas todas no mesmo rio. Na segunda guarita por onde você passar, peça ao vigia para te mostrar a primeira e a segunda quedas, que ficam bem ao lado da guarita, um pouco escondidas pela mata. Você vê a primeira queda do alto, após uma trilha de 150 metros a partir da guarita. Para chegar à segunda o único jeito é descer de bunda na queda d’água. A gente não estava nesse espírito e passou só 5min lá.

Primeira queda. Foto: Marcelle Ribeiro

Primeira queda. Foto: Marcelle Ribeiro

De volta ao carro, se você tiver ligado para reservar a visita, você poderá seguir na estrada de terra para ver a sétima e a sexta quedas, que valem a pena. Reservar é super fácil: basta ligar para o telefone (12) 3116 2008, de preferência na véspera, dar seu nome e telefone. Só cerca de 30 pessoas podem visitar a sétima e a sexta quedas por dia. Não há cobrança de ingresso. A Estação Ecológica abre diariamente das 7h às 16h.

Da portaria da Estação Ecológica até o estacionamento, são cerca de 10km de estrada de terra sinuosa. Nós levamos cerca de 40 minutos para fazer esse trajeto e carros comuns sobem.

Estacionou o carro? Dê uma passada rápida na estação para conversar com os biólogos que trabalham ali, para saber mais sobre a região. Depois, em 5 minutos de trilha super fácil, você chega na sétima queda, que é uma delícia! Dela, caminhe mais 10 minutos por trajeto igualmente fácil e você chegará à sexta queda, que tem uma hidromassagem deliciosa.

 

Estação Ecológica de Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Estação Ecológica de Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Estação Ecológica de Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Estação Ecológica de Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Estação Ecológica de Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Estação Ecológica de Bananal. Foto: Marcelle Ribeiro

Sétima queda. Foto: Marcelle Ribeiro

Sétima queda. Foto: Marcelle Ribeiro

Sexta queda. Foto: Ticianne Ribeiro

Sexta queda. Foto: Ticianne Ribeiro

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Leia também:

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Bate-volta perto do Rio: cachoeira em Guapimirim e Teresópolis

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