O que fazer em Punta del Este

postado por Marcelle Ribeiro em 26/01/2018 - Atualizado em: 10/07/2018
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A playa mansa, banhada pelo Rio da Prata. Foto: Guilherme Calil.

Punta del Este é o balneário mais famoso do Uruguai e ponto de encontro dos ricos e famosos da América do Sul. No verão, a sua população multiplica mais de 10 vezes só com os banhistas interessados nas praias e na badalação da cidade.

Mas Punta não é só para os ricos. É para nós, mortais, também! 🙂

E o que fazer em Punta del Este? Maridão esteve lá e trouxe todas as dicas.

 

Quando ir para Punta del Este

“Punta del Este bomba mesmo no verão. E o clima da cidade ajuda muito a explicar disso. A chuva é até bem dividida ao longo do ano, mas as temperaturas passam por mudanças drásticas. Em janeiro, faz calor e é possível aproveitar as praias. No inverno, as temperaturas caem bastante (alguns dias, chega a ficar abaixo de 10ºC) e a cidade fica bem mais vazia. Então, se você quer agito, procure ir entre o Natal e o Carnaval. Se quer descansar, aproveitar as diárias mais baratas e até curtir um cassino, vá no inverno. Mas saiba que, nessa época do ano, muitos estabelecimentos ficam fechados.

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Os praticantes de parapente aproveitam os bons ventos. Foto: Guilherme Calil.

Como ir para Punta del Este

Como eu estava com meus pais e meus padrinhos, achamos melhor contratar um passeio direto com uma agência de turismo. Fizemos isso com a Viva Turismo, agência do Brasil. O transfer do aeroporto para o nosso hotel em Montevidéu + o passeio para Punta del Este + outro para Colonia de Sacramento custaram, no total, R$ 465,74 por pessoa.

Fizemos isso porque éramos cinco pessoas e um carro alugado poderia ser apertado. Com a agência, fomos em um ônibus de turismo confortável, com guia, mas com um wifi que não funcionou muito bem em alguns pontos.

Uma ótima alternativa para quem não quer ter hora pra voltar ou pretende ficar mais alguns dias em Punta é alugar um carro em Montevidéu e dirigir. São cerca de 130 quilômetros que você percorre em cerca de duas horas em uma estrada muito boa, asfaltada e sinalizada. Não tem como errar!

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Turistas caminham no calçadão perto da Marina de Punta. Foto: Guilherme Calil.

 

O que fazer em Punta del Elste

Vou falar um pouquinho sobre a excursão que fiz e aproveito também para falar um pouco mais sobre Punta del Este.

Nossa viagem começou em Montevidéu e teve como primeira parada o Cerro San Antonio, em Piriápolis, cidade balneária que era super famosa antes de Punta del Este. Na minha opinião, é uma típica parada para enganar turistas. A vista é até bonita, mas a estrutura é bem ruim. Só tinha uma lojinha vendendo alfajor, doce de leite, mas os preços não eram bons. Pra completar, não tinha nem banheiro funcionando nessa parada. E olha que tinham vários ônibus de turismo parados por lá…

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A vista do Cerro San Antonio, em Piriápolis. Foto: Guilherme Calil.

Depois, entramos no ônibus novamente e, por causa de uma maratona que estava sendo disputada em trechos da estrada, tivemos que fazer um pequeno desvio. Nada demais, mas a diferença é que entramos em Punta del Este justamente pelo bairro dos ricos e famosos. De dentro do ônibus, deu pra ver mansões gigantescas e luxuosas, que podem custar milhões de dólares!

No começo da tarde, paramos para almoçar em Punta del Este. Preferimos não comer no restaurante indicado pela guia de turismo e acabamos conhecendo o Soho, bem pertinho do porto e da marina. A nossa aposta valeu a pena! Gostamos da comida e ainda ganhamos uma caipirinha de cortesia! Eu comi um ojo de bife, que estava bem gostoso.

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O ojo de bife do Soho, restaurante gostoso de Punta. Foto: Guilherme Calil.

Depois do almoço, todos nós demos uma rápida caminhada por Punta e deu para perceber que, apesar de ser final de novembro, ainda não estávamos na alta estação. A cidade ainda não estava lotada. Algumas lojas não estavam abertas e vários prédios ainda tinham apartamentos vazios e com placas para alugar. Confesso que fiquei um pouco impressionado com isso.

Quando chegamos na região da Avenida Gorlero e Calle 20, que concentra muitas lojas de lembranças e de grife, meus pais e padrinhos resolveram fazer umas comprinhas. Já eu preferi conhecer a orla de Punta, que tem esse nome justamente por ser a região que divide o Oceano Atlântico do Rio da Prata. Essa característica faz Punta ter praias de água salgada e de água doce a menos de 15 minutos de distância de caminhada.

 

Praias

Comecei meu passeio pela área conhecida como Playa Brava, banhada pelo oceano. Posso contar uma coisa? Não achei nada demais. A água tem tons escuros e é bem gelada! Só tive coragem de colocar os pés. Mas a estrutura na praia é muito boa, com barracas e até salva-vidas espalhados pela faixa de areia.

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A Playa Brava, banhada pelo oceano Atlântico. Foto: Guilherme Calil.

É na playa Brava que fica a escultura “Los Dedos”, símbolo de Punta del Este. A obra, de Mario Irarrázabal, atrai turistas o tempo inteiro! Impossível tirar uma foto sozinho nela, mesmo fora da alta estação. É bem interessante ver como as pessoas se encantam e interagem com a escultura, principalmente as crianças.

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Turistas se esbaldam na escultura “Los Dedos”, em Punta. Foto: Guilherme Calil.

Depois de uns 15 minutos de caminhada, cheguei à Playa Mansa, banhada pelo Rio da Prata. Por lá, a água é ainda mais escura, mas é super calma, sem ondas. Eu gostei mais dessa região da cidade por causa de um calçadão de madeira, onde as pessoas sentam, apreciam a vista ou praticam esporte. Muito legal!

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A vista do calçadão de madeira da Playa Mansa. Foto: Guilherme Calil.

Como ainda tinha um pouquinho de tempo, fui andando até o Conrad Resort e Casino, outro símbolo de Punta e muito conhecido dos brasileiros por causa dos programas do Amaury Júnior. O hotel é realmente impressionante! Gigantesco e com várias áreas e mordomias para os clientes… Sem contar o cassino, que é muito luxuoso! Pra quem gosta de apostar, deve ser bem legal perder um tempo nas mesas e nas máquinas caça-níqueis de lá.

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A fachada do Conrad Resort e Casino. Foto: Guilherme Calil.

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Essa é apenas uma pequena parte do cassino do Conrad. Foto: Guilherme Calil.

 

Casapueblo

Por volta das 16h30, entramos no ônibus novamente, mas ainda tínhamos uma última parada: a Casapueblo, em Punta Ballena.

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A entrada da Casapueblo, em Punta Ballena. Foto: Guilherme Calil.

A antiga casa de verão do artista plástico Carlos Vilaró, hoje transformada em museu, galeria e hotel, é incrível! Tem obras de arte espalhadas por todos os lados, mostrando várias fases do trabalho de Vilaró. Além disso, um filme conta um pouco da história do artista e também da casa, que foi um projeto de vida dele. Vilaró projetou e executou a obra com a ajuda de moradores da região.

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Parte da Casapueblo foi transformada em hotel. Foto: Guilherme Calil.

Recomendo perder um tempo apreciando a vista espetacular das varandas da casa. Se tiver com fome, pode aproveitar para tomar um café admirando o sol batendo no Rio da Prata. Inesquecível!

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A vista espetacular da varanda da Casapueblo. Foto: Guilherme Calil.

A Casapueblo abre todos os dias, das 10h às 18h, e o ingresso custa R$ 35. O museu aceita pagamento em reais, pesos, pesos argentinos e cartão de débito e crédito. Mas o museu não dá troco em real. Se quiser pagar na moeda brasileira, tenha o direito certinho.

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Uma das muitas obras de Carlos Vilaró na Casapueblo. Foto: Guilherme Calil.

Depois da visita à Casapueblo, encaramos a viagem de volta até Montevidéu, cerca de duas horas e meia no ônibus da agência de turismo.”

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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