Passeios em Montevidéu: o que fazer em 3 dias e onde comer

postado por Marcelle Ribeiro em 02/08/2017 - Atualizado em: 11/11/2017
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O Uruguai foi o destino escolhido pela minha mãe, Adelia Ribeiro, para dar uma descansada agora em julho, em viagem de três dias. O roteiro em Montevidéu foi feito para ver um pouco de tudo: monumentos históricos, a cidade e também vinícolas. Vamos às dicas dela?

 

1º dia de passeios em Montevidéu

No primeiro dia, fomos à Vinícula Bouza, de táxi. Pagamos 490 pesos uruguaios para ir do Hotel Alma Histórica, e levamos 20 minutos. Super tranquilo.

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Fizemos a visita guiada, seguida de degustação de quatro vinhos: branco (Chardonnay), tinto (Merlot 2015), tinto blend (Templanilo, Merlot e Tannat – 2015) e por último o Tannat 2015.
Almoçamos por lá e pedimos a sugestão do dia: costela e cordeiro com purê de batata. Não recomendo. Muita gordura e pouca carne.

De sobremesa, pedi um pétit gateau de doce de leite. Não sou muito de doce, mas como não tinha comido bem o prato principal, resolvi compensar no doce. Valeu super a pena porque o doce estava uma delícia.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

Vinícola Bouza, no Uruguai. Foto: Adelia Ribeiro.

À noite fomos passear na Rua Sarandi, na capital. Estava meio deserto por causa da chuva. É bem simpático.

Em seguida, fomos ao Bar Fun Fun. Não foi uma boa experiência. Como não havíamos feito reserva, ficamos numa mesinha bem longe do palco onde acontecia o show de tango e de cantores locais. Além disso, havia fila para o único banheiro feminino. Consegui na primeira vez, mas tentei outras três vezes e desisti.

Achei o show foi bem simplório e o cantor e músicos bem básicos, sem qualquer empolgação. Coisa pra turista meeesmo.

Nosso primeiro pedido foi atendido rápido, enquanto o bar não estava muito cheio. O segundo pedido (empanadas), simplesmente não veio. Pedimos a conta e fomos embora com fome. Teria sido melhor se tivéssemos ido a um bom bom restaurante comer carne.

 

2º dia de passeios em Montevidéu

Começamos o dia às 11h com uma visita guiada no Teatro Solis. Fomos a pé do hotel (dez minutos de caminhada).

Ao contrário do que muitos pensam, o nome do teatro não tem qualquer relação com o astro Sol. Solís é o sobrenome dos antigos donos que o construíram. Anos depois, a família passou por dificuldades financeiras e o teatro foi vendido para a Municipalidade, que o mantém com uma programação intensa para adultos e crianças.

A vista guiada é feita em grupos de 40 pessoas. A primeira começa às 11h e a segunda às 12h. O preço varia de acordo com a língua falada pelo guia. Custa 40 pesos (R$ 4,50) em Espanhol e 60 pesos (R$ 6,75) em Português ou Inglês, por pessoa.

A visita leva em média 40 minutos e inclui uma encenação de dez minutos por dois atores caracterizados. Super divertido!

 

Teatro Solís, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Teatro Solís, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Teatro Solís, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Teatro Solís, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Teatro Solís, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Teatro Solís, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Saindo do teatro, avistamos uma rua transversal que dava para uma rua paralela à do teatro. Entramos para comprar água e nos deparamos com a Livraria e Café Pablo Ferrando, um lugar super agradável para uma bom descanso, lanche e leitura. Recomendo.

Livraria Pablo Fernando, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Livraria Pablo Fernando, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Da livraria, fomos andando para o Mercado del Puerto e pegamos a orla (um pouco deserta), o que fez o caminho ficar mais longo. Levamos uns 15 minutos até lá. O caminho melhor e mais curto seria pela Rua Sarandi, entrando à direita na Rua Canelones.

Logo na entrada, um dos garçons do primeiro bar me viu tirando fotos e se ofereceu tanto para tirar nossas fotos quanto pra sair numa delas – Simpatia pura.

No Mercado só tem restaurantes e umas lojinhas de lembrancinhas.

Tínhamos a indicação do Restaurante El Palanque, que de fato é um bom lugar para se comer carne vermelha ou frutos do mar, sempre acompanhados de um bom vinho, é claro. Os pratos são fartos e bem preparados. As entradinhas também estavam bem saborosas, como a linguiça (chorizo), carnes das mais variadas, como bife de tira, picanha, filé, contrafilé. Mas novamente não tive muita sorte. A minha veio mal passada demais (sangrando). Pedi para passar um pouco e me dei mal. Demorou muito e acabou perdendo um pouco a graça.

Para duas pessoas, com couvert (130 pesos por pessoa), duas linguiças de entrada (130 pesos por pessoa), prato principal (530 pesos por pessoa), acompanhamentos, vinho, cerveja, gorjeta e desconto de IVA, ficou por 1.965,90 pesos (cerca de R$ 110 por pessoa).

À noite fomos a um bar indicado por um funcionário do hotel, a Montevideo Brew House, que fica na Rua Libertat 2592.

Como chegamos cedinho, estava bem tranquilo. O lugar é frequentado por “locais” e é muito aconchegante. Super recomendo.

Experimentamos umas três cervejas artesanais e a nossa preferida foi a Irish Red (100 pesos uruguaios por copo, ou R$ 11,20). Pedimos um tira-gosto de queijo marinado que estava razoável (135 pesos), com pães (98 pesos). O hambúrguer parece ser o carro chefe. Fiquei com água na boca.

De lá, fomos a um outro bar na região, só para conhecer: o Glasgow. Entramos sem ter nenhuma indicação – do tipo entramos no primeiro que encontramos. Pedimos uma pizza ótima! Fica na Calle Constituyente 2012.

 

Pizza do bar Glasgow, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Pizza do bar Glasgow, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

 

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3º dia de passeios em Montevidéu

No nosso terceiro dia de viagem ao Uruguai, um domingo, começamos pela Feira Tristan. Ela só é montada aos domingos e a recomendação é de se ir logo no começo da manhã, por volta das 11h. Não se consegue andar pela feira mais tarde porque fica lotada.

Para ir do hotel para a feira pegamos um táxi e, como era domingo, pagamos 20% mais caro. Deu em torno de 400 pesos (cerca de R$ 45).

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Chegando lá, já no comecinho da feira, nos deparamos com uma gaiola cheia de periquitos amontoados, vários outros pássaros e vários coelhos, também em gaiolas, todos à venda. Fiquei impressionada, porque isso é crime ambiental (pelo menos no Brasil)!!!!

A feira é um verdadeiro supermercado popular a céu aberto, onde os moradores conseguem reabastecer suas casas de praticamente tudo! Animais de estimação (???!!!), gêneros alimentícios, utensílios domésticos, roupas, calcados, artigos de decoração e entretenimento.

Tínhamos a expectativa de encontrar barraquinhas vendendo comidas e bebidas típicas, mas, não encontramos estes itens na rua principal. Talvez existisse nas ruas laterais.

Não é um passeio que recomendaria para turistas. Seria como convidar os turistas cariocas a passearem pelas feiras livres que temos nos nossos bairros cariocas, só que bem pioradas.

Saímos da Feira Tristan e fomos ao Mercado Agrícola de Montevidéu (MAM), que fica bem próximo. Encontrei esta dica num site ao buscar lugares para comprar vinho em Montevidéu.

A recepcionista do hotel havia dito que comprar em supermercados não era uma boa opção, já que não teríamos o desconto do IVA.

O Mercado Agrícola é muito parecido como os nossos Hortifruti do Rio de Janeiro. Só que, por ter sido reformado recentemente, tem uma aparência ótima, bem melhor que a Cobal do Humaitá, por exemplo. Lá também se encontra de tudo, mas muito mais indicado para turistas. Banheiros impecáveis, chão limpo, temperatura ambiente gostosa e uma boa diversidade lojinhas, além de bares e restaurantes.

Mercado Agrícola de Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Mercado Agrícola de Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Mercado Agrícola de Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Mercado Agrícola de Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Encontramos uma casa de vinhos, a Iberpark Boutique Gourmet, que vende vinhos, cervejas e azeites nacionais e importados. É uma ótima opção para quem quer trazer vinho na mala, já que o comprado no aeroporto vem a bordo, o que é beeeemm desconfortável se você comprar muito.

Na Iberpark Boutique Gourmet, comprei vinho Tannat Roble, da Vinícola Don Pascual 2015 a 360 pesos já incluindo os impostos (R$ 45).

Por falar em vinho, vou falar logo como foi a compra que fizemos no freeshop de Montevidéu.

Na frente do portão de embarque 01 do Aeroporto Internacional de Carrasco há uma loja só de vinhos Tannat (a uva típica do país), chamada El Rincon del Tannat.

Comprar lá tem a desvantagem de ter que carregar as compras pelo aeroporto e avião a dentro (sem carrinho). Mas tem a vantagem de poder degustar alguns vinhos, aproveitar as ofertas do tipo “compre três e leve quatro”, além de, é claro, estar num lugar confortável aproveitando um tempo meio “morto” entre a chegada no aeroporto e a hora do voo. Comprar mais de quatro garrafas é roubada…

Compramos vinhos como o Carrau Tannat Reserva por US$ 13 (cerca de R$ 31, cada).Compramos também um Gimenez Mendez Tannat Reserva por US$ 14 (cerca de R$ 34).

Depois desse parêntese sobre o vinho, vamos voltar a falar do passeio do dia. Saindo do MAM, chamamos um Uber e fomos almoçar no Restaurante La Perdiz, que fica na Rua Guipuzcoa, 350. A ideia original era passear pelo Parque Rodo, que fica no caminho, depois passear pela Rambla Manhatman Ghandi e, só depois, fazer um lanche ou almoçar. Como estava chovendo, formos direto para o restaurante.

Tivemos que esperar mesa por meia hora porque no domingo, assim como aqui no Rio, as famílias saem para almoçar fora. O atendimento foi nota dez, a comida também. Os acompanhamentos mais comuns são batata frita e salada de folhas verdes (rúcula, geralmente).

Pagamos 590 pesos (cerca de R$ 66) por um bife de ancho para uma pessoa, já incluindo um acompanhamento. Pedi a minha porção “ao ponto cozido” que corresponde ao nosso “ao ponto pra mais”. Veio exatamente como pedido.

Restaurante La Perdiz, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Restaurante La Perdiz, em Montevidéu. Foto: Adelia Ribeiro.

Para terminar, queria deixar uma dica sobre o imposto IVA. Por força de uma lei de incentivo ao turismo, os restaurantes, bares, confeitarias, casas de carne, pizzarias e outros que vendem de forma independente os serviços de hotelaria, podem conceder o desconto a uruguaios ou a turistas, de 9% do IVA, desde que o pagamento seja feito em cartão de crédito ou de débito. Ou seja, pode ser uma boa pagar com cartão.

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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