Porto de Galinhas – O que fazer e sugestão de roteiro

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 23/10/2016
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Um dos destinos de praia mais visitados por turistas no país, Porto de Galinhas encanta pela cor da água, azul esverdeada e bem transparente, e pelo recorte das praias, com muitos coqueiros. O mar é quentinho e quase sem ondas. Ou seja, uma delícia.

Tem gente que faz apenas um bate-volta a partir de Recife, que fica a apenas 58km, percorridos em 40min a 1h de carro. E tem gente que faz como eu, fica alguns dias para conhecer Porto com calma e também os arredores.

Vale a pena fazer bate-volta de 1 dia? Se você tem só um dia, vale! Mas você vai ter pouco tempo para conhecer praias tão lindas, e terá que escolher uma delas. Vou dar aqui uma sugestão de roteiro de viagem para quem vai ficar 1 ou mais dias. Mas, na prática, o que vai orientar mesmo a sua viagem é a tábua de marés. É que para conhecer as piscinas naturais com peixinhos da praia principal de Porto de Galinhas, você terá que ver em que dia a maré estará baixa num horário interessante. O horário da maré baixa muda todos os dias e o ideal é chegar nas piscinas naturais antes do ponto mais baixo.

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E você pode saber exatamente em que horário a maré estará baixa mesmo antes de comprar sua passagem de avião. Basta seguir o passo a passo deste post do Ricardo Freire, do Viaje na Viagem. Vá à piscina natural na hora em que a maré estiver mais baixa, pois verá mais peixinhos.

 

Dia 1: Praia da vila e passeio para piscinas naturais

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Vá à praia da vila de Porto de Galinhas e faça o passeio às piscinas naturais, mas na maré baixa. A praia da vila é uma delícia, com água azul e transparente, quase sem ondas (principalmente do lado direito da rua principal) e bem bonita. Tem muitas barracas com boa infraestrutura de cadeiras e guarda-sol (preço meio que tabelado, R$ 10 o guarda-sol e R$ 5 a cadeira) e algumas servem até almoço.

Praia da Vila de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Vila de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Vila de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Vila de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Vila de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Vila de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

As piscinas naturais têm muitos peixinhos amarelos, uma delícia. Dizem que elas já tiveram muito mais vida marinha, e que, com o tempo, isso foi mudando devido a uma exploração exagerada do turismo, que acabou afetando os corais e o meio ambiente. Mas confesso que mesmo indo em um dia nublado e já tendo visitado outras piscinas naturais pelo Brasil, achei bacana. É claro que, com sol, as piscinas ficam mais bonitas e a água fica mais límpida. Porém, mesmo nublado dá para aproveitar.

Piscinas naturais de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Piscinas naturais de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para visitar as piscinas, que ficam na praia da Vila, há 2 opções. A primeira é ir de jangada. Você paga o seu passeio de jangada num postinho de atendimento da Associação de Jangadeiros que fica no final da rua principal que dá acesso à praia, no mesmo dia. Dá para comprar minutos antes de embarcar. O postinho abre 2h antes do horário da maré mais baixa do dia, e o funcionário da Associação avisa que horas é melhor embarcar (normalmente de 1h30 a 1h antes da maré mais baixa), mas é você que decide a hora de subir na jangada (não tem que deixar pré-agendado). Em setembro, o passeio custava R$ 25 por pessoa (paga-se somente em dinheiro).

Piscinas naturais de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Piscinas naturais de Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Você pode embarcar em qualquer jangada e vai sendo acomodado de acordo com o tamanho do seu grupo. Até chegar às piscinas, a jangada navega por cerca de 15min. São duas as piscinas com peixinhos e nas duas você pode entrar para dar um mergulho, por um tempo que achei razoável (uns 30 min no total). O jangadeiro mostra a piscina no formato do mapa do Brasil e depois, de volta à jangada, você tem a chance de mergulhar em outra piscina, mais profunda, com menos peixes, mas muito gostosa. No total, o passeio dura cerca de 1h30.

Outra opção para visitar as piscinas naturais é indo a pé pela água mesmo, na maré baixa. Funcionários de um posto da Secretaria de Turismo distribuem um número limitado de pulseiras por dia para os turistas irem a pé até as piscinas. O problema é que a água fica na altura do ombro para chegar até às piscinas (ou seja, só dá para levar câmera fotográfica se ela for à prova d’água) e o tempo que você pode passar lá é ainda menor. Salva-vidas ficam controlando o tempo de cada grupo na piscina. E o mais chato: dizem que você corre o risco de receber uma pulseira para ir num grupo com a maré já subindo, o que não é tão bacana para ver os peixes.

 

Dia 2 – Passeio de buggy

Porto de Galinhas tem muito mais do que a praia da vila. Se você não tiver alugado carro, vale a pena fazer um passeio de buggy para ter uma ideia de como são as outras praias, que são bem bonitas também. São elas:

Maracaípe – Praia para surfistas, com ondas. Tem estrutura de barracas e restaurantes. Tem pousadas e camping também. Eu apenas parei rapidamente para fotos. Fica a 2,8 km da vila de Porto de Galinhas.

Praia de Maracaípe, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Maracaípe, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pontal do Maracaípe – É a pontinha da praia de Maracaípe que se junta com um rio, a 5 Km de distância da vila de Porto de Galinhas. É uma delícia! Tem umas 2 barracas de praia com guarda-sol na beira do rio, que é cristalino e bem paradinho. É uma das paradas do passeio de jangada oferecido para ver cavalos-marinhos.

Pontal de Maracaípe. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pontal de Maracaípe. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pontal de Maracaípe. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pontal de Maracaípe. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pontal de Maracaípe. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pontal de Maracaípe. Foto: Marcelle Ribeiro.

Meu passeio de buggy (roteiro chamado Ponta a Ponta), feito como cortesia da JG Tour, começou com uma parada para fotos em Maracaípe e depois seguimos para Pontal do Maracaípe, onde peguei uma jangada para apreciar os cavalos-marinhos. Eu já tinha feito um passeio semelhante em Jericoacoara (CE), e não tinha gostado, mas adorei esse de Porto de Galinhas. É que em Porto, o rio que forma o mangue tem água clara e os turistas podem tomar banho nele enquanto o jangadeiro mergulha de snorkel para achar os cavalos-marinhos. O jangadeiro para num trecho raso. Em 10 minutos ele achou um cavalo-marinho e colocou num pote de vidro para olharmos. Depois, o animal foi devolvido ao rio.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

Nosso jangadeiro também pegou siris grandes para vermos e depois nos levou até a praia de Pontal do Maracaípe, onde pudemos ficar uns 15 minutos. Queria ter voltado lá com mais calma para curtir mais o rio, mas quando tentei ir em outro dia, choveu.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

Passeio de jangada para ver cavalos-marinhos. Foto: Marcelle Ribeiro.

O passeio de jangada para ver os cavalos-marinhos custa R$ 25 por pessoa.

A próxima parada do buggy é na praia do Cupe, na barraca Bar da Praia Pontal do Cupe, que tem ótima estrutura de cadeiras, guarda-sol, restaurante e até chuveiro de água doce. Na entrada, há uma parede cheia de placas com dizeres engraçadinhos (e, infelizmente, muitos erros de Português… :() Achei a praia em si bonita, mas nada muito impressionante. Rolam umas ondinhas, mas pequenas. Fiquei uns 45 minutos lá. A praia do Cupe está localizada a cerca de 7 km da vila.

 

Praia do Cupe, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Cupe, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Cupe, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Cupe, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Por fim, o bugueiro me levou à praia de Muro Alto, uma das mais desejadas de Porto. Ela parece uma grande piscina, porque tem uma parede de pedras em frente, contendo as ondas. Não é uma praia grande, e a cor da água é uma coisa linda! Em feriados, como no dia em que fui, a praia fica lotada e o estacionamento fica uma loucura.

Praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Em Muro Alto, dá para alugar barraca e guarda-sol e petiscar. Fiquei com vontade de passar um dia todo lá, mas não deu, porque eu não aluguei carro, e me disseram que o transporte público para muito longe da praia (e o táxi ia ficar uns R$ 100 ida + volta). A praia de Muro Alto fica a cerca de 10 km da vila.

O passeio de buggy dura, no total, 4 horas. É bacana para ter uma ideia geral sobre cada praia e escolher onde voltar depois. Mas saiba que os buggys percorrem a maioria dos trajetos pelo asfalto, sem visão do mar. A JG Tour cobra R$ 200 pelo passeio (valor que pode ser dividido por 4, número máximo de turistas no buggy).

Para tomar banho nas praias de Muro Alto, Maracaípe e Cupe, a maré não importa muito. Para Pontal de Maracaípe, é melhor evitar a maré mais alta.

 

Dia 3 – Esticada até Praia dos Carneiros

O bate-volta que todo mundo quer fazer a partir de Porto de Galinhas (e, na verdade, até a partir de Recife) é a praia dos Carneiros, que fica em outra cidade, Tamandaré, a 47 km da vila de Porto.

É mesmo imperdível, uma das praias mais lindas do Nordeste, com uma água impressionante de tão verde-azulada e um coqueiral belíssimo. E ainda tem piscinas naturais na maré baixa e a igrejinha mais pitoresca do litoral, na beira da água do mar. É um passeio de dia inteiro, que pode incluir um tour de catamarã a bancos de areia e banho de argila.

Eu conto mais detalhes sobre esse passeio neste post aqui. Conheci Carneiros como cortesia da agência Luck Receptivo,  uma das maiores do Nordeste, que cobra R$ 78 pelo tour.

Praia dos Carneiros. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia dos Carneiros. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Praia dos Carneiros. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia dos Carneiros. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Dia 4 – Ilha de Santo Aleixo

Localizada entre a Praia dos Carneiros e Porto de Galinhas, em Sirinhaém, a Ilha de Santo Aleixo é um dos paraísos menos explorados da região. É outra ótima sugestão de passeio de dia inteiro, em que você conhece 2 praias da ilha: a principal, em que você desembarca e onde há apenas um bar com guarda-sóis, cadeiras e estrutura para servir petiscos; e outra praia onde se chega após uma trilha de cerca de 20 minutos. E como são lindas! A água é transparente, verde esmeralda, paradinha e quentinha. E o melhor, sem muvuca! Eu fui num feriado prolongado e passei o dia com apenas umas 30 pessoas na ilha! Tava me sentindo vip! rsrsrs

Eu fiz o passeio como cortesia da JG Tour, que cobra R$ 180 pelo transporte de Porto de Galinhas até o local de embarque (valor que pode ser dividido por 4 pessoas) + R$ 65 por pessoa pela lancha até a ilha (ida + volta). Explico mais sobre esse tour neste post aqui.

 

Ilha de Santo Aleixo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ilha de Santo Aleixo. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Ilha de Santo Aleixo. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Ilha de Santo Aleixo. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Dia 5 – Muro Alto com calma

No quinto dia de viagem, eu repetiria uma das praias visitadas no passeio de buggy, sem pressa. Uma das mais belas é Muro Alto.

 

Dia 6 – Tour a Cabo de Santo Agostinho

Se tiver tempo sobrando e curiosidade de conhecer uma praia pequenina em formato de coração, visite Cabo de Santo Agostinho, cidade localizada entre Recife e Porto de Galinhas. É um passeio bonito, mas que perto dos demais da região, tem menos graça, pois a praia mais bonita, Calhetas, é muuiito pequena. Ela tem ondas apenas no início e depois a água bate na altura do peito.

Antes de chegar até Calhetas, o turista é levado para conhecer dois mirantes com belas vistas de outras praias da cidade e do porto de Suape. Fiz esse passeio como cortesia da Luck Receptivo, que incluiu também uma volta de catamarã depois do almoço pelo Porto de Suape, que eu achei chato. A partir de Porto de Galinhas, a Luck cobra R$ 150 pelo tour, sobre o qual falo mais detalhadamente neste post aqui.

 

Dias 7 e 8 – Recife

Não perca a oportunidade de passar um fim de semana em Recife! É uma cidade vibrante, com museus bacanas e super diferentes, além de um centro histórico cheio de atrações e gente nas ruas, principalmente aos domingos. Em breve conto mais sobre como curtir a capital pernambucana em dois dias.

 

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Leia também:

Ilha de Santo Aleixo (PE): Passeio pouco explorado perto de Porto de Galinhas

Onde comer e onde não comer em Porto de Galinhas (PE)

Porto de Galinhas: Quando ir, como chegar e onde ficar

Veja o índice de posts sobre Porto de Galinhas

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Comentários

  1. Marcela
    26 set 2017

    Olá Marcelle,

    Grata pelo retorno!
    Sobre minhas dúvidas, li que o transporte público não chega até a entrada da praia Muro Alto. Você saberia me informar se é possível chegar até essa entrada de Uber?
    Os restaurantes a beira mar cobram consumação mínima?
    Outra dúvida: vale a pena levar snorkel?
    Sobre Recife, alguma sugestão de bar movimentado?
    Beijos,
    Marcela 🙂

    • 27 set 2017

      Oi, Marcela,
      Não sei se tem Uber nesta região. Tem táxi, mas todos eles vão te cobrar preços tabelados até Muro Alto, não é pelo taxímetro. Quando fui, eles estavam cobrando uns R$ 50 para ir da vila até lá, mais o mesmo valor na volta. Achei caríssimo.
      Algumas barracas de praia cobram consumação mínima sim, outras não. É só andar um pouco e perguntar.
      Sim, vale a pena levar o snorkel.
      Bar movimentado em Recife: fui apenas no Seu Boteco do Marco Zero. Mas não gostei do almoço. Não sei dizer como são os petiscos.
      https://www.viciadaemviajar.com/recife-pe-onde-comer-e-onde-nao-comer/#.WcvPKFuPKM8
      Abs,
      Marcelle

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