Roteiro para 2 dias de viagem em Canoa Quebrada (CE)

postado por Marcelle Ribeiro em 27/02/2018 - Atualizado em: 10/07/2018
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O lindo pôr-do-sol em Canoa Quebrada. Foto: Marcelle Ribeiro.

A vila cearense de Canoa Quebrada tem praias gostosas, um pôr-do-sol incrível e uma vida noturna bem agradável. Por isso, vale muito fazer mais do que um bate e volta de Fortaleza para conhecer um pouco mais desse paraíso. Já falei sobre quando ir, onde ficar, onde comer e como chegar a Canoa Quebrada neste post. Aqui, vou contar um pouco sobre o que fazer em Canoa Quebrada. Vamos nessa?

Primeiro Dia

Depois de tomarmos café da manhã no Il Nuraghe*, nos preparamos para um reencontro com o quadriciclo, que nos ajudou muito lá na Grécia. A ideia era percorrer mais de 30 quilômetros do litoral cearense para ver falésias e praias deslumbrantes. É um passeio longo e que depende da maré baixa para ser legal. Foi por isso que acordamos bem cedo nesse dia. Quem nos guiou pelo litoral de Canoa Quebrada e cidades vizinhas foi a Arriégua Adventure**

Pouco depois de encontrarmos o nosso guia, fomos para o quadriciclo para o Gui realizar um pequeno treino.

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Gui tentando se acostumar com o quadriciclo. Foto: Marcelle Ribeiro.

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O passeio começa pelas dunas que ficam no entorno de Canoa Quebrada. O visual é bem legal e aproveitamos para tirar fotos, mas não ficamos muito tempo por lá (vou explicar o motivo mais abaixo).

Começamos a rodar por algumas vilas de pescadores, usadas como desvios quando o tráfego de veículos é proibido na faixa de areia. A maior delas é Majorlândia, mas não achei nada demais. É uma cidadezinha pobre e com poucos atrativos além da praia.

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O passeio de quadriciclo é quase todo feito pela faixa de areia. Foto: Marcelle Ribeiro.

Já as praias são bem bonitas, com uma faixa de areia super extensa (por causa da maré baixa) e um lindo paredão de falésias! É tudo tão bonito que a gente nem percebe que anda quase 30 quilômetros… Paramos em poucos momentos apenas para ouvir algumas informações do guia e entender um pouco mais da região.

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Uma das paradas foi pra ver água doce brotando na praia. Foto: Marcelle Ribeiro.

Com um pouco mais de 1 hora e meia, chegamos a Ponta Grossa, principal atração do passeio. É uma praia linda, com um paredão vermelho de falésias e outras formações rochosas bem legais (e usadas pelos turistas para muitas fotos)!

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A praia de Ponta Grossa vista do mar. Foto: Marcelle Ribeiro.

Por lá, paramos o quadriciclo e optamos por fazer um mergulho bem tranquilo entre os corais. Fomos levados para a piscina natural pelos pescadores da região, que fornecem snorkel e máscara por R$ 15.

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A água é quentinha e clara, o que permite que você possa ver muitos peixes e corais. Os pescadores usam carne de siri para atrair a atenção dos animais… Recomendo!

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Gui explorando o fundo do mar do Ceará. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois, passamos por uma verdadeira sessão de fotos com o nosso guia, que pesquisa várias poses diferentes na internet. Foi bem divertido e as fotos ficaram ótimas!

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Nosso guia tirou ótimas fotos nossas em Ponta Grossa!

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Aproveitando a beleza da praia de Ponta Grossa para namorar…

Na volta, já sem a preocupação com a maré, foi possível parar em outros lugares bem legais. Um deles foi a Garganta do Diabo, que é uma falésia que acabou sofrendo erosão por causa da ação da água doce e do vento. Descemos do quadriciclo para caminhar e encontramos um dos pontos de onde a água escorre pela falésia. Subindo um pouquinho, dá pra curtir um visual incrível da praia.

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A Garganta do Diabo sofreu erosão pela água doce. Foto: Marcelle Ribeiro.

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O nosso guia aproveitou o visual para tirar mais uma foto na Garganta do Diabo.

Voltamos para o quadriciclo rumo à nossa próxima parada: o Refúgio Dourado, um lugar diferente de tudo que já tinha visto. O terreno é uma galeria de arte/hotel, mas tudo é feito nas falésias, inclusive as obras.

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Jesus Cristo esculpido na falésia dentro do Refúgio Dourado. Foto: Marcelle Ribeiro.

A ideia foi do médico paraense Heitor Dourado, que se apaixonou por Canoa Quebrada. Em 1994, ele comprou um terreno e convidou o escultor Toinho da Areia para fazer esculturas nas falésias. Tem de tudo: desenhos religiosos, históricos, de figuras mitológicas… É bem legal, mas o lugar poderia estar mais bem cuidado. O doutor Heitor morreu e quem cuida da propriedade são os moradores da região, que cobram R$ 2 de entrada.

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Tem espaço também para uma escultura enorme de sereia. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para encerrar o passeio, fomos conhecer o símbolo original de Canoa Quebrada, a meia lua e a estrela, criada pelo artesão Chico Elisiário.

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O símbolo original de Canoa Quebrada não podia faltar.

O passeio que fizemos é bem longo (dura ate 4 horas) e é importante se proteger bem do sol para evitar problemas. Falo isso porque o Guilherme ficou com a marca da camisa e da bermuda porque não repassou o protetor solar ao longo do dia. Esse passeio custa R$ 300 (valor que pode ser dividido por duas pessoas).

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Depois do passeio, fomos almoçar na barraca Chega Mais e aproveitamos para descansar um pouquinho porque o dia ainda não tinha acabado.

Lembra que eu prometi falar um pouco mais das dunas? Pois é, chegou a hora. É de lá que você acompanha um pôr-do-sol maravilhoso! E é bom chegar cedo porque fica uma verdadeira multidão por lá no fim do dia. Vem gente a pé, de bugue, moto, de tudo quanto é jeito… Recomendo demais!

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Esse pôr-do-sol é super concorrido em Canoa Quebrada. Foto: Marcelle Ribeiro.

Segundo dia

Esse dia foi bem mais tranquilo, mas muito legal mesmo assim. Começamos o dia com um passeio de bugue por dunas que ficam do outro lado de Canoa Quebrada, onde é possível ver uma enorme fazenda de camarão e dezenas de turbinas de energia eólica. É possível chegar bem pertinho delas.

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A enorme fazenda de camarão em Canoa Quebrada. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Gui brincando de assoprar uma pá de energia eólica. Foto: Marcelle Ribeiro.

Durante o passeio de bugue, o motorista passa por umas dunas bem íngremes, o que deixa tudo mais emocionante!

Depois, fomos conhecer a maior tirolesa entre dunas do Ceará. São cerca de 200 metros de descida! Eu achei sensacional! Dá medo no começo, mas depois é muito gostoso!

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Gui se preparando para encarar a tirolesa. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Olha a altura da tirolesa, a maior entre dunas do Ceará. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para encerrar, fomos conhecer o Paraíso Arriégua, criado pela Arriégua Adventure. É um espaço inaugurado recentemente onde as pessoas podem relaxar na sombra de coqueiros e aproveitar um banho de lagoa. Nós também almoçamos por lá. Comemos uma carne de sol com baião de dois que estava bem gostosa, além de cervejas e refrigerantes. Pagamos a conta em dinheiro, que ficou em cerca de R$ 100.

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O Paraíso Arriégua, inaugurado recentemente. Foto: Marcelle Ribeiro.

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A carne de sol estava bem gostosa no Paraíso Arriégua. Foto: Marcelle Ribeiro.

Voltamos para o hotel por volta das 15h, arrumamos as nossas malas e demos adeus à este paraíso no litoral do Ceará.

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*O Viciada em Viajar se hospedou na pousada Il Nuraghe também como cortesia do estabelecimento.

** O Viciada em Viajar fez o passeio de quadriciclo como cortesia da Arriégua Adventure e o texto reflete a nossa opinião real sobre ele.

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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