Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Onde ficar em Bali: hotéis nas melhores praias e no interior

5 de agosto de 2017, por Marcelle Ribeiro

Uma das maiores ilhas da Indonésia, Bali tem diversas opções de hotéis. Mas antes mesmo de pensar em que hotéis você quer ficar, é preciso, primeiro, decidir em que cidades da ilha você vai se hospedar. Olhando no mapa, pode parecer que tudo “é pertinho”, mas não funciona bem assim. Apesar de as distâncias serem curtas entre uma cidade e outra, os engarrafamentos em Bali são inacreditavelmente grandes. Além disso, as ruas são estreitas, principalmente na região central e norte da ilha, com pouquíssimos semáforos. Ou seja, circular por lá dá trabalho e demora.

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Então o seu primeiro passo deve ser decidir que regiões da ilha quer visitar. Se você só se interessa pelas praias (mesmo que não surfe), é melhor se hospedar na região Sul de Bali. Mas, se, além de praias, quer conhecer os templos mais bonitos, lagos, campos de arroz belíssimos, e mergulhar na cultura balinesa, tem que dividir a sua estadia e ficar uns dias hospedado em Ubud, cidade no centro da ilha, de onde partem passeios também para o Leste e para o Norte.

Foi isso que eu fiz e deu super certo. Primeiro passei alguns dias hospedada em Ubud. Conheci atrações na própria cidade e usei Ubud também como base de apoio para fazer passeios no entorno e mais ao Leste e ao Norte.

Depois, mudei para um hotel mais ao Sul, que usei como base para conhecer as praias. Mas, mesmo no Sul, há várias opções de cidades onde você pode ficar.

Vou falar um pouco sobre as principais cidades, para ajudar você a entender.

 

Ubud

Como eu disse, se você pretende conhecer o lado mais de natureza, religioso e cultural de Bali, tem que passar alguns dias hospedado em Ubud. Ela é uma boa base para conhecer os seguintes locais:

– Floresta dos Macacos, Ubud Palace, Mercado de Ubud e Templo Pura Taman Saraswat – São três atrações que ficam dentro de Ubud. (Leia sobre estas atrações neste post)

– Campo de arroz Tegalalang e templo Pura Tirta Empul – Ficam a 30 minutos de carro, ao Norte de Ubud e na região do Centro de Ubud. (Saiba mais sobre estes passeios neste post)

– Vulcão Batur, que você é uma das atrações de um passeio de bicicleta, ou que você pode conhecer fazendo um trekking até o alto da cratera. Fica ao norte de Ubud, na região Norte de Bali. São só 40km do centro de Ubud até lá, mas a viagem dura umas 2h.

– Templo Pura Besakih (o templo mãe), fica ao Leste de Ubud, a 1h30 de carro, no Leste de Bali.

– Templo Ulun Danu Bratan, os lagos Danau Buyan Pancasari, Danau Tambligari e Danau Bratan e a cachoeira Gitgit, que ficam no Norte de Bali, a 2h de carro de Ubud.

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Eu passei 6 noites hospedada em Ubud, em dois hotéis diferentes.

O Sens Hotel* é um daqueles hotéis que pensam em tudo e em todo tipo de hóspede. O café da manhã tem opções que agradam a todas as nacionalidades. Para nós, o que mais agradou foram os pães, queijo (item raro na Indonésia!), ovos, leite, sucos, frutas, panquecas e waffles feitos na hora, iogurte, bolos e doces. Para os asiáticos, que costumam comer “comida de verdade”, tem arroz, macarrão, saladas, entre outros. Tem também omelete, salsicha, bacon, e outras coisas que agradam bem aos americanos. Tudo muito gostoso.

O quarto é espaçoso, bem decorado, limpíssimo, com eletrodomésticos novinhos. Ar-condicionado delícia para o calor de Ubud. Tem Tv, frigobar, mimos (como roupão, chinelos, cafeteira) e coisas super úteis, como um guarda-chuvas e tábua de passar roupa e ferro.

O banheiro é um pouco diferente, todo de vidro, mas basta puxar uma cortina que você não vê quem está dentro. O chuveiro era uma delícia.

A localização é excelente: é no centro de Ubud, e em 5 minutos a pé estávamos perto de restaurantes e mercadinhos. Fica a 20 minutos a pé da Floresta dos Macacos. E, mesmo sendo tão pertinho, se rolar uma preguiça, tem uma van que deixa os turistas em pontos como o Ubud Palace. De graça.

Ah, e tem uma piscina também, além de spa próprio com cardápio de massagens (não usufruímos).

 

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Café da manhã do Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Café da manhã do Sens Hotel, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Já quem prefere um hotel com menos quartos, mais privativo e no estilo “boutique”, vai se apaixonar pelo Villa Sabandari*. Na verdade, ele é o que os balineses chamam de “vila”. Um hotel com pouquíssimos quartos, mas com cômodos bem amplos e aconchegantes ao mesmo tempo.

O Villa Sabandari tem uma piscina com borda infinita com vista para um belo arrozal que é tudo. Em volta, espreguiçadeiras e guarda-sóis charmosos e belas plantas.

A cama é bem confortável e o quarto é muito bem decorado, com um cantinho para deitar naquela hora da preguiça, estátuas e quadros. Mas o que eu mais gostei foi o banheiro. Eu normalmente escolho os hotéis pelo banheiro. Gosto quando são modernos, renovados. E o do Villa Sabandari não apenas é novinho, mas é diferente: o chuveiro fica numa área ao céu aberto, e dá para ver a lua enquanto você toma banho!!

E ainda tem estátuas, quadros, iluminação especial, mil mimos… Apaixonei!

Além dos tradicionais ar-condicionado e frigobar, o quarto tem também uma varanda super agradável, em que é servido o café da manhã.  Nós ligamos para eles quando acordamos e em poucos minutos eles trouxeram a comida. Primeiro, frutas, iogurte, mel e suco. Depois, chá, café, torradas, pães, manteiga, ovos, bacon e um croissant doce divino. Tudo muito gostoso. Só senti falta de um queijinho.

O Villa Sabandari tem, ainda, uma biblioteca com vários livros à disposição dos hóspedes e um spa agradável. Fiz uma massagem balinesa que me deixou leve. Uma delícia!

O hotel fica entre 5 e 10 minutos de carro do centrinho de Ubud. Não recomendo ir andando porque é um pouquinho afastado, mas eles resolvem isso pra você de um jeito super prático. Tem um motorista do hotel à disposição que te leva no centro e te pega, até às 22h, de graça. E não precisa nem marcar horário. Para voltar, basta pedir para o restaurante em que você jantar ligar para o hotel.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Hotel Villa Sabandari, em Ubud, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Seminyak

Seminyak foi a cidade onde me hospedei para conhecer o Sul de Bali. As opções de cidades no Sul são muitas, mas escolhi Seminyak pela vida noturna e por ser bem localizada. A praia tem areia escura, e a água do mar também não é lá essas coisas, mas eu já sabia disso. Só que a gente não planejava mesmo ir à praia lá.

Porém, Seminyak tem uma vida noturna do jeito que eu gosto: muitos restaurantes e bares reunidos em uma região, bem perto dos hotéis, no melhor estilo Rua das Pedras, de Búzios. Numa corrida super curtinha de táxi, a gente estava onde queria. E ainda tem os beach clubs mais bacanas de Bali, com um programa que eu amo: ver o pôr do sol olhando para o mar, tomando um drink e ouvindo música. À medida que a noite cai os beach clubs vão cedendo lugar para pessoas que foram lá para jantar ou até para dançar. Amo!

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Pôr do sol em Seminyak. Foto: Marcelle Ribeiro

Pôr do sol em Seminyak. Foto: Marcelle Ribeiro

Seminyak também é perto do aeroporto (uns 30 minutos de carro), do porto onde pegamos a lancha para as ilhas Gili. É próxima, ainda, do templo de Tanah Lot e de praias incríveis de Bali: Uluwatu, Padang Padang e Thomás Beach. E quando eu falo em praias, eu quero dizer aquelas que são transparentes, com água bem azul ou bem verdinha, com piscinas naturais ou sem ondas.

 

 

Legian

Apesar de ter pesquisado bastante antes de reservar hotel, acabamos ficando, sem querer, em Legian. É uma cidade vizinha a Seminyak. Sabe aquela coisa de hotel que diz que fica num bairro (mais famoso e melhor), mas, na real fica em outro. Assim foi com o Ping Hotel. Eles dizem que ficam em Seminyak, mas ficam em Legian.

E qual o problema disso? As ruas de Legian têm restaurantes menos interessantes e bonitinhos que os de Seminyak e são menos charmosas. A gente esperava ir andando para os restaurantes do miolinho de Seminyak, mas foi preciso pegar sempre um táxi. Nem chegamos a comer em Legian mesmo. Vale a pena se você quiser economizar um pouco, porque certamente os hotéis do miolo de Seminyak devem ser mais caros.

O Ping Hotel foi meio decepcionante. Em parte pela localização, como vocês já devem estar imaginando. Após minhas pesquisas, achei que ele era bem perto da parte “badalada” de Seminyak. Li pessoas dizendo que tinha restaurantes próximos e tal, mas não era onde eu imaginava. Ou pelo menos onde queria ficar. Ok, nada que um táxi para ir e outro para voltar na hora do jantar não resolvesse.

Mas o quarto em si também era caidinho. O espelho do banheiro estava descascando. A cama era confortável, mas o ar-condicionado demorava um pouco a gelar. Foi barato (pagamos 445 mil rúpias, o equivalente a R$ 105 ou US$ 33 a diária, sem café), pelo menos. Não chegamos a usar a piscina, mas acho que dificilmente bate sol nela. Os funcionários foram solícitos. Não voltaria a ficar lá.

 

Uluwatu e Padang Padang

A gente até poderia ter se hospedado em Uluwatu ou Padang Padang, onde ficam praias maravilhosas. Lá há restaurantes e bares interessantes também, só não vi o “burburinho” como em Seminyak. Mas a oferta de hotéis é um pouco menor e ficaríamos um pouco mais distante do aeroporto, do porto e de templos (lembre-se que 20km podem levar 1h para serem percorridos). Numa próxima viagem, acho que ficaria em Uluwatu, pois vi lugares bem charmosos. Mas se você pensa em um hotel “pé na areia”, esqueça: essas duas praias são “de penhasco”. Ou seja, as pousadas, restaurante e estrada ficam no alto de uma montanha e para ir à praia você tem que descer centenas de degraus.

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Praia de Padang Padang, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Padang Padang, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Uluwatu, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Uluwatu, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Canggu

Almoçamos e tivemos umas 2h em Canggu, que é querida pela galera “moderninha”. Como praia em si, para tomar banho, não recomendo. A praia tem pedras, a areia é preta, a água não é azulzinha e há várias línguas negras. E, pasmem, o povo parece que não se importa e toma banho assim mesmo (mesmo os turistas).

Nós estivemos lá para almoçar entre um passeio e outro, por umas 2h. Comi na Echo Beach e caminhei um pouco pela praia, num dia meio nublado. Não acho que deve ser interessante se hospedar lá não..

 

Echo beach, Canggu, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Echo beach, Canggu, Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Outras cidades

Bali tem mais cidades e regiões para você se hospedar, principalmente na região Sul, das praias. O que eu li em quase todos os blogs é que você deve fugir de Kuta, por ser uma cidade bem zoneada, barulhenta, que atrai adolescentes australianos barulhentos e baderneiros. Além de a praia ser beem feia.

Cheguei a cogitar me hospedar também em Sanur, mas li que não tem mais charme, apesar de ter sido um destino de praia mais interessante no passado.

Também pensei em ficar em Nusa Dua, cidade que dizem ter uma praia bem bonita. É uma região cheia de resorts internacionais, mais para famílias, com muitas praias privativas para os hóspedes. Acabei desistindo porque ia ficar caro e porque não achei interessante para bater perna de noite. Tudo isso pelo que li, porque não passei por lá.

 

Sugiro a leitura destes posts dos blogs Segredos de Viagem, 360 Meridianos e Viagens que Sonhamos, para saber sobre outras cidades de Bali.

 

*O Viciada em Viajar se hospedou no Sens Hotel e no Villa Sabandari como cortesia dos hotéis. Nosso texto reflete a nossa real opinião sobre eles.

 

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Leia também:

Como é o passeio de bicicleta perto de Ubud, em Bali

Indonésia – Quando ir, como chegar e dicas sobre visto e vacina

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