As melhores praias de Paraty (RJ)

postado por Marcelle Ribeiro em 24/09/2015 - Atualizado em: 07/09/2018
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Praia do Sono, em Paraty. Vejam a lancha que nos deixou lá. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Sono, em Paraty. Vejam a lancha que nos deixou lá. Foto: Marcelle Ribeiro

Quais sãos as melhores praias de Paraty? Se você está procurando as praias mais bonitas desse paraíso no litoral do Rio de Janeiro, veio para o lugar certo!

Paraty é uma daquelas cidades turísticas em que chegar às praias mais bonitas dá um certo trabalho, mas compensa. Localizada a cerca de 256 km do Rio de Janeiro, ela atrai também muitos paulistas, já que está a 307 Km de São Paulo. Mas não é apenas o mar que “chama” os turistas: tem também o casario antigo, as ruazinhas de pedras, um monte de janelas e portas coloridas, as lojinhas de artesanato, guloseimas e cachaças, e a delícia de um centrinho vivo à tarde e à noite. Ou seja, é um daqueles lugares em que o conjunto encanta!

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E por que chegar às praias bonitas não é tão fácil? Primeiro porque as praias do Centro (onde está a maioria das pousadas) não são boas para banho. Segundo porque boa parte das praias bonitas está acessível apenas por barco. Ok, a algumas delas também chega-se a pé, mas é preciso ter alguma disposição para fazer trilhas. E mesmo as praias bonitas às quais você pode chegar de carro (sem trilha e sem barco!) não são tãaaao à mão: elas ficam um pouco distantes do Centro Histórico e vão te causar dúvidas sobre onde se hospedar.

Calma, eu vou dar nomes aos bois e vai ser agora! Estive na cidade em um feriado de junho com o maridão e vou falar das praias e ilhas que visitamos lá (e também de outras que eu já conhecia). S’imbora!

 

Melhores praias de Paraty: Sono e Antigos

Apontada como uma das mais bonitas de Paraty, a praia do Sono é linda mesmo: água transparente, areia branquinha e fina e alguns barquinhos e casas de pescador na beira do mar. Nem precisa levar guarda-sol: as amendoeiras fazem sombra na areia.

Guias de viagem dizem que ela é muito procurada por surfistas, mas quando fui, não tinha quase onda nenhuma. Uma delícia de entrar. Tinha uma meia dúzia de bares simples, de pescador, que serviam bebidas e petiscos, que eu acabei nem experimentando porque tinha acabado de tomar café da manhã. Como não tinha certeza do que encontraria lá, levei água mineral gelada, de maneira que não consumi nada na praia do Sono.

Para chegar lá você tem algumas opções.

Se estiver de carro, pegue a BR 101 no sentido São Paulo e parte da estradinha que leva a Trindade (outra praia de Paraty). Mas saia dela antes de chegar a Trindade, quando vir as placas de “Condomínio Laranjeiras” ou “Laranjeiras”. Você vai estacionar seu carro na Vila do Oratório, localizada ao redor do Condomínio Laranjeiras, que é um condomínio particular de mansões. Pode parar na rua mesmo ou em estacionamentos e casas de moradores (que cobram R$ 10 pela diária).

Estacionou o carro? Agora você tem 2 opções. Uma delas é ir à Praia do Sono por trilha (cerca de 50 minutos). Li que o trajeto é fácil e que não é necessário guia. Para saber onde ela começa exatamente, pergunte aos moradores, todos sabem.

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A outra opção, que foi a que eu e o maridão escolhemos, é ir de lancha rápida para a praia do Sono. Para isso, tivemos que antes fazer uma “baldeação”: primeiro pegamos uma kombi na Vila do Oratório. A kombi só sai de um ponto e passa de 10 em 10 minutos. Só ela tem autorização para entrar no Condomínio Laranjeiras, onde fica o cais em que você pegará a lancha rápida para a praia do Sono. A kombi circula desde o início da manhã até o fim da tarde. No cais, você pegará a lancha rápida que estiver “na vez” e, dez minutos depois de navegar por uma água de um azul incrível, desembarcará na areia da praia do Sono.

Quando nós fomos, não deu para negociar o preço da ida: pagamos R$ 30 por pessoa pela kombi + lancha rápida (apenas a ida). Sempre tem lancha rápida disponível tanto na ida quanto na volta. Você pode retornar no horário em que quiser, basta pegar uma das lanchas na praia, que ela te deixará no cais do condomínio, onde em alguns minutinhos aparecerá a kombi para te levar de volta à vila. O preço da volta é o mesmo da ida (R$ 30 kombi+van). A gente negociou para o barqueiro nos pegar em outra praia, a de Antigos, pelo mesmo valor.

Praia do Sono, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Sono, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar da Praia do Sono, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar da Praia do Sono, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Sono, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Sono, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Tá na praia do Sono e quer conhecer uma praia vizinha? Faça a trilha para a bela praia de Antigos, que é ainda mais bonita que o Sono e mais selvagem! A trilha é curta, são apenas 30 minutos de caminhada, mas é uma subidinha considerável. Lá do alto, a vista para o Sono é linda! Em Antigos não há nem ambulante vendendo água: a praia, que tem faixa de areia não muito comprida, não tem estrutura. Mas mesmo assim vale super à pena.

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Praia de Antigos, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Antigos, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Antigos, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Antigos, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Ah, se você não estiver de carro, pode chegar à Vila do Oratório de ônibus, pois há coletivos que partem da rodoviária de Paraty para lá diariamente. Eu, no entanto, não recomendo: a empresa que faz esse transporte é a Colitur e um acidente com ônibus dessa empresa em Paraty nesse ano provocou a morte de 15 passageiros.

 

Ilha do Pelado

A Ilha do Pelado foi o nosso maior “achado” em Paraty: o azul da água de lá é uma coisa de outro mundo! E a ilha não é cheia, pelo contrário, estava bem vazia quando fomos. Fica a cerca de 30 km do Centro de Paraty, no caminho para Angra dos Reis, e, por isso, decidimos conhecê-la no nosso caminho de volta ao Rio.

A ilha tem um mar calminho e transparente e apenas dois bares que servem petiscos. É frequentada quase que exclusivamente por moradores de Paraty. A gente optou apenas por esticar a canga na areia de uma área sem bares e ficar mais isolado mesmo, curtindo o visual e a sombra das árvores.

Para chegar até lá você precisa ir de carro até a praia de São Gonçalo (que é meio feinha). Estacione em estacionamento à beira da estrada (R$ 10 a diária) e caminhe (5 min) até São Gonçalo. Na praia, você pega o barco que leva até a ilha (R$ 15 por pessoa, ida e volta). Para voltar da ilha, basta pegar barco no mesmo local de desembarque. Os horários de saída dependem do movimento de passageiros, mas o último parte da ilha por volta das 16h (informe-se com o barqueiro no dia).

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Desembarcando na Ilha do Pelado, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Desembarcando na Ilha do Pelado, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Ilha do Pelado, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Ilha do Pelado, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Trindade

Trindade é uma vila a cerca de 25km do Centro Histórico de Paraty, que tem quatro belas praias, inclusive uma piscina natural. Muita gente opta por se hospedar nas poucas pousadas da região ou nos campings. A vila é minúscula e consiste em uma rua, com um punhado de restaurantes, bares e lanchonetes, todos bem simples.

Fui a Trindade há uns 15 anos e, na época, achei tudo bem “roots”, com muitos hippies e surfistas. A maioria dos restaurantes servia apenas PF (o tradicional “prato feito”) e não havia muito o que fazer à noite. Algumas praias tinham infraestrutura, como bar e até aluguel de caiaque.

Ir e voltar de Trindade ao Centro Histórico de Paraty é meio chatinho: além de não ser tão perto, a estrada é bem sinuosa, com ladeira e não me parecia muito segura. Acho que acidentes não são raros lá. Além disso, em feriadões como Carnaval e Réveillon, há engarrafamentos no trecho.

Também dá para ir de ônibus a partir da rodoviária de Paraty, mas a empresa que opera esse trecho é a Colitur e foi exatamente nesse trajeto que o acidente fatal que mencionei acima aconteceu. Pelo que li, essa empresa já foi autuada várias vezes pela má conservação dos veículos, sem tomar providências para melhorar.

Vou ficar devendo fotos de Trindade, pois fui há mais de 15 anos e não tenho mais nenhum registro de lá 🙁

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Saco do Mamanguá

Esse é um lugar bonito de Paraty, mas que me decepcionou um pouco em Paraty, talvez pela alta expectativa que eu tinha quando fui lá.

Eu havia lido que o Saco do Mamanguá era um lugar incrível, por ser o único fiorde brasileiro (fiorde é quando o mar avança por entre montanhas). O Mamanguá é um “braço de mar” de nove quilômetros. Achei que ia ser fantástico navegar até o Mamanguá e estar cercada de montanhas. A verdade é que você mal percebe quando entra no fiorde, porque no caminho até lá você já vê esse conjunto de mar+montanhas, que é bonito, mas não é um incrivelmente bonito, entendem?

Só dei conta que a gente já estava no Mamanguá propriamente dito quando a nossa lancha rápida parou em uma das “prainhas” do Mamanguá e o nosso piloto falou onde estávamos. Ok, ele mandou mal de não ter nos avisado quando estávamos entrando no Saco (e olha que ele nos avisou sobre as mansões e castelinho que vimos no caminho). Mas fiquei com a impressão que já tinha visto paisagem parecida (e até mais bonita) em outro passeio de barco que nós fizemos no dia anterior (e que foi metade do preço do passeio até o Mamanguá).

A caminho do Saco do Mamanguá. Foto: Marcelle Ribeiro

 

A caminho do Saco do Mamanguá. Foto: Marcelle Ribeiro

Mansão no caminho para o Saco do Mamanguá. Foto: Marcelle Ribeiro

 

As praias do Mamanguá são bonitas, mas não achei super lindas. Nossa lancha parou em duas. Na Praia do Sobrado, a faixa de areia era minúscula (tipo 10 metros). Não havia nenhuma sombra e zero estrutura. Paramos ali, tomamos banho de mar, tiramos fotos das estrelas do mar e ficamos de bobeira na areia uns 30 minutos. Não dá para levar sacola e canga para a areia, porque a lancha não consegue encostar chegar muito perto da faixa de terra.

Em seguida, a nossa lancha nos deixou em uma praia com faixa de areia bem maior, a Praia do Cruzeiro, onde moram pescadores. Ali, há um ou dois bares bem simples que vendem petiscos e bebidas e muitos barcos ancorados. Como a maré estava baixa, era preciso caminhar um trecho considerável até entrar no mar.

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Li que dá para fazer passeios de caiaque no Saco do Mamanguá, mas como eu detesto caiaque, nem cogitei essa possibilidade.

É claro que o preço do passeio ajuda a explicar parte da minha decepção. Pagamos R$ 90 por pessoa para ir de lancha rápida até lá, com a Paraty Tours, a maior agência de turismo receptivo de Paraty.

Cabe ressaltar que são poucas as agências que oferecem o passeio até o Mamanguá, pois apenas lanchas rápidas conseguem fazer o trecho Centro de Paraty-Mamanguá em tempo hábil para conhecer o lugar. Os barcos tipo traineira não fazem esse tour e são raras as escunas que fazem. Nossa lancha rápida era confortável e saiu do cais do Centro às 9h, retornando às 14h. Deu tempo mais do que suficiente para aproveitar o sol e o mar. Na lancha não há música nem comidas, apenas água mineral. Venta muito tanto na ida quanto na volta, mas não balança (eu não fiquei enjoada).

Outra agência que faz passeio até o Mamanguá é a Escuna Banzay, que sai do cais de Paraty às 11h e volta cerca de 6 horas depois, mas para em outros lugares antes de chegar ao Mamanguá (como a Praia Vermelha e a Lagoa Azul). Em junho, a Banzay cobrava R$ 50 pelo passeio, mas achamos que ir até o Mamanguá de escuna significaria ficar tempo demais dentro dela, pois a escuna anda mais devagar que as lanchas rápidas (e eu ia ficar sem paciência).

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Também dá para chegar de carro para o Saco do Mamanguá indo até a praia de Paraty-Mirim e lá pegar um barco para o Saco. Mas dizem que a estrada do Centro de Paraty a Paraty-Mirim é péssima, de terra. E pegar um barco em Paraty-Mirim seria uma aventura que não saberíamos ao certo quanto custaria, pois chegando lá nós teríamos que conversar com algum pescador ou barqueiro para ele nos levar até o Mamanguá.

Até cheguei a ligar para alguns que achei em pesquisas no Google (sorry, não tenho mais os números), mas cada um cobrava um preço e ia ficar quase a mesma coisa que ir com o grupo da Paraty Tours (que nos poupou o trabalho de dirigir até Paraty-Mirim). Como fui apenas com o maridão, pagar pelo dia de trabalho de um barqueiro de Paraty-Mirim ia ficar caro para nós, já que éramos apenas 2. E o barqueiro teria que ficar nos esperando no Mamanguá para nos trazer de volta.

Praia do Sobrado, no Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Sobrado, no Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Lancha que nos levou ao Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Sobrado e a lancha que nos levou ao Mamanguá. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista da Praia do Sobrado, no Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista da Praia do Sobrado, no Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Indo para a Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá. Foto: Marcelle Ribeiro

Indo da Praia do Sobrado à Praia do Cruzeiro, em Mamanguá. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá, Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá, em Paraty. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Ilha Comprida, Lagoa Azul, Praias da Conceição e do Lula

Essas estão entre as praias mais bonitas de Paraty na nossa opinião. Conhecemos elas em um passeio de barco super agradável que fizemos (que eu arrisco dizer que é um dos mais bacanas da região). Mas isso é história para outro post (leia ele aqui).

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Comentários

  1. FERNANDA
    10 out 2017

    Bom dia,
    Achei o máximo essa página, estamos planejando ir à Paraty em março, ainda não temos ideia de onde nos hospedar, ficaremos aprox. oito dias, meus bebês (de um ano e outro que nasce agora em dezembro), marido e eu. Você teria locais acessíveis $$ e bonitos para nos indicar?

  2. Cristina
    18 jul 2018

    Gostei muito da sua página, foi muito útil. Obrigada ♥️

  3. Marco
    24 ago 2018

    Obrigado pelas dicas. Foram super úteis.

  4. Cristina
    14 set 2018

    Eu gostei muito! Escolhi ir na Praia do Sono, de kombi e lancha 🙂

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