Bali: como escolher seu meio de transporte

postado por Guilherme Calil em 12/04/2018
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Bali pode ter um trânsito caótico, mas este pôr-do-sol é lindo! Foto: Marcelle Ribeiro.

Bali é um lugar lindo, com templos espetaculares e praias incríveis, mas é preciso ter muita paciência para circular pela ilha, que é enorme. É uma ilha de muitos contrastes. Há uma região com grandes vias expressas (principalmente em Denpasar, onde fica o aeroporto internacional), mas há também muitas estradas e ruas estreitas, de mão dupla e com pouca ou nenhuma sinalização (principalmente na região central e Norte da ilha). Com tudo isso, é importante se planejar bem para conseguir conhecer tudo que você quiser por lá. Esse post ajuda você a saber quais são as suas opções para se locomover por Bali.

Mas independente do meio que você escolher, saiba que o trânsito lá é insano. E não confie, de jeito nenhum, na previsão de duração do trajeto que o Google vai te dar. Em Bali é muuuito comum que você leve 1h para percorrer 30km, apesar de a estrada ser asfaltada. Vários fatores contribuem para isso: estradas super estreitas e sinuosas, uma quantidade absurda de motos e carros circulando, falta de sinais de trânsito… Então, para saber quanto tempo você vai levar para ir do ponto A para o ponto B e do ponto B para o ponto C, pergunte ao seu hotel, ou ao seu motorista particular.

 

Opções de Transporte

Transporte Público

Simplificando, não existe transporte público em Bali. Pelo menos, nós não vimos qualquer ônibus nas ruas. Não existe metrô e também não vimos qualquer linha de trem. Até por causa do tamanho da ilha, os deslocamentos entre as diferentes regiões podem durar, facilmente, mais de duas horas. Mesmo se existisse, não valeria a pena usar por tudo que falei.

 

Carro com motorista

Na minha opinião, é a melhor maneira de se locomover por Bali. Pagamos, em média, US$ 40 por dia (550 mil rúpias ou R$ 136). O valor não é alto porque já está incluída a gasolina e o motorista busca você no hotel na hora que você quiser e passeia contigo por 10 horas. Todos os carros que pegamos tinham ar-condicionado e estavam em ótimas condições. Em alguns casos, eles oferecem até wi-fi. É claro que o sinal não é forte, mas dá pra trocar umas mensagens no Whatsapp.

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Como disse antes, em geral as ruas são super estreitas e mal sinalizadas. Não ter que dirigir por elas vai deixar a sua viagem bem mais tranquila. É só você definir o que deseja visitar, passar para o motorista e curtir a paisagem no trajeto.

Nós recomendamos dois motoristas: o Roby (que entende bem o português e até fala um pouquinho nossa língua, além de falar bem inglês) e o Putu, que fala inglês. O telefone do Roby é o 00 21 62 821 468 460 65 e o do Putu é o 00 21 62 877 307 801 62. Os dois usam o Whatsapp.

 

Táxi

Táxi em Bali é completamente diferente do que vemos aqui no Brasil. Não tem taxímetro e os taxistas ficam negociando preços na rua. Eles começam cobrando valores absurdos, como 400 mil rúpias (R$ 98 ou US$ 29,05) para uma corrida curta. Isso aconteceu com a gente, mas fechamos esta mesma corrida por míseras 30 mil rúpias (US$ 2,17 ou R$ 7,40). Pra quem gosta de ficar pechinchando, pode ser até divertido. Os carros são bons e os motoristas foram educados.

O chato é que a negociação tem que ser na rua mesmo. Você vê o táxi na rua (normalmente eles andam em baixa velocidade e até buzinam para as pessoas que estão caminhando na calçada para oferecer a corrida) e fala com ele pela janela, enquanto ele está andando. Fala para onde vai e ele dá o preço. Daí você barganha e só entra no táxi depois de o valor ter sido definido. Foi assim que fizemos em Seminyak, para poder sair para jantar.

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Uber

O Uber poderia até ser uma boa alternativa para trajetos curtos, mas os motoristas, em vários momentos, se mostraram sem caráter. Resumindo, eles aceitam a corrida pelo preço que aparece no aplicativo, mas depois ficam mandando mensagens pelo Whatsapp cobrando outro valor completamente diferente (obviamente bem mais alto) para fazer o trajeto. Se você não aceitar, ele cancela a corrida e você ainda tem que pagar o valor cobrado pelo Uber para o cancelamento. Bem cansativo.

Na vez que conseguimos pegar um Uber sem essa troca de mensagens, pagamos apenas 16 mil rúpias (R$ 3,95 ou US$ 1,15) pela corrida. Imbatível, né? Mas foi para fazer um trajeto curto, do nosso hotel em Seminyak para um restaurante a cerca de 2 km de distância. O pagamento funciona exatamente como no Brasil e você paga com o cartão de crédito. Por isso, se você pretende usar o Uber, precisa ter um cartão liberado para compras internacionais.

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Motocicletas

Esse é o meio “oficial” de transporte dos moradores de Bali. Eles, literalmente, carregam a família inteira na motocicleta. Vimos algumas com 2 adultos e 2 crianças… Completamente diferente do que vemos no Brasil. Não chegamos a andar de motocicleta em nenhum momento porque não tenho licença para dirigi-las.

Mas li relatos de muitos brasileiros usando motos em Bali. Ao que parece, lá eles não cobram que você tenha licença para dirigir motos. Alugam para qualquer um, sem restrições, e ainda te dão uma “aula grátis” e bem rápida. Há muitos relatos também de gente que se acidenta de moto, porque o trânsito lá é louco.

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Os indonésios usam muito as motocicletas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Barcos

Usamos barcos para fazer a travessia entre as ilhas de Bali e Gili Trawagan, que ficam a 2h de distância. Para isso, pesquisamos bastante e, mesmo assim, tivemos muitas dúvidas. É que diferentemente do que acontece no Brasil, o preço dos barcos e lanchas rápidas também podem ser negociados, não são fixos. Você pode escolher comprar diretamente com a empresa que escolher (por email, telefone, site ou whatsapp) ou por meio do seu hotel ou motorista particular (pois às vezes eles conseguem descontos).

Muitos motoristas vão tentar convencer você a pegar os barcos de empresas das quais eles recebem comissão.

A Indonésia tem um histórico grande de acidentes com barcos e alguns têm uma aparência de regularidade, mas na verdade transportam mais pessoas do que o permitido ou não estão com a manutenção em dia.

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Este é o barco rápido da Gili Getaway. Foto: Marcelle Ribeiro.

Lemos muitas reviews no Tripadvisor sobre as companhias que fazem o trajeto Bali-Gili Trawagan e, percebemos que não valia a pena optar por uma beeeem mais barata mas com avaliações tão ruins. A diferença de preço chega a ser o dobro.

Depois de tudo isso, decidimos contratar a Gili Getaway e não nos arrependemos. Eles nos buscam no nosso hotel e nos levam até o porto. Lá, embarcamos em barcos em ótimo estado de conservação, confortáveis e rápidos. Tem filme, água, balinha e até uma toalha molhada no fim da viagem para você se refrescar. Só faltou ar-condicionado!

Ela é um pouco mais cara do que várias que fazem a mesma rota, mas ela tem uma avaliação melhor no Tripadvisor. Uma passagem de ida e volta de Bali para Gili Trawagan custa cerca 1,3 milhão de rúpias por pessoa (US$ 94,45 ou R$ 320,65).

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Interior do barco, com os fones para cada passageiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Como ir do aeroporto de Bali para Ubud ou Seminyak

 

Como já falei mais cedo, a falta de transporte público atrapalha a saída e a chegada ao aeroporto Ngurah Rai, em Bali. Para sair de lá, acabamos contratando um táxi. No aeroporto, existe um balcão com preços tabelados e cada região da ilha tem um preço (quanto mais longe, mais caro). No nosso caso, a corrida até o centro de Ubud (Sens Hotel), que fica a cerca de 1h de distância do terminal, custou 400 mil rúpias (R$ 98 ou US$ 29,05).

Lemos que esse balcão tinha os preços mais baixos e que como era tabelado, essa era a melhor opção. Ledo engano. Como no meio da viagem à Indonésia a gente foi para Singapura e voltou, tivemos a oportunidade de desembarcar duas vezes no Ngurah Rai. Na segunda vez, não optamos pelo táxi tabelado. Negociamos com um dos motoristas que nos abordou no saguão, mesmo com o receio de entrar numa roubada, de o carro ser caindo aos pedaços, etc.  Resultado: pagamos mais barato do que o valor do balcão (cerca de 30% a menos) e o carro era ótimo, com ar-condicionado, etc. Tudo super tranquilo.

Na hora de calcular com quanto tempo de antecedência você deve sair do hotel para chegar ao aeroporto Ngurah Rai, em Bali, sem correr o risco de perder o seu voo, leve em consideração não apenas o trânsito e a distância, mas também o fato de que, apesar de parecer moderno por fora, o terminal funciona muito mal.

A imigração na entrada e na saída é incrivelmente lenta e confusa. As filas são enormes e você perde horas para passar pelos fiscais. A coisa é tão horrível que, para sair do país, chegamos 3h30 antes do voo e só não perdemos o avião porque corremos pelos corredores do aeroporto até o portão de embarque.

 

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Publicado por Guilherme Calil

Carioca, amante de vários esportes e grande apreciador de comidas típicas (principalmente as de rua!). Jornalista, morador do Rio de Janeiro, tem mais de 30 anos, e está sempre pronto para se aventurar por aí com a mulher, Marcelle.

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