Chapada Diamantina – Poço Azul, Poço Encantado e Igatu

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 12/11/2017
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No dia 09/08, fizemos mais passeios imperdíveis na Chapada Diamantina. Colocamos as malas no carro da agência e partimos de Lençóis rumo aos poços Azul e Encantando, que ficam próximos à cidade de Andaraí. Foi mais ou menos 1h30 de carro até o Poço Encantado, com uma parada em Andaraí para ver uma cachoeira da cidade, a da Donana.

Depois, fomos ao Poço Encantado, que ficou fechado nos últimos três anos e reabriu em 2011. Ele ficou interditado pelo Ibama porque o guardião do local, para facilitar a descida dos turistas ao poço, resolveu fazer uma escada de cimento até lá. Só que o Ibama entendeu que a escada, feita sem autorização, era prejudicial, e interditou o poço. Agora, os técnicos descobriram que tirar a escada causaria ainda mais danos ao meio ambiente, mantiveram ela lá e reabriram o poço, depois de multar o guardião.

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Poço Encantado. Foto: Marcelle Ribeiro

De lá, seguimos em estrada de terra para o Poço Azul, que também não requer grande esforço para ser visitado: são apenas 70 metros de escadas para chegar lá, sem trilha. No Poço Azul, fizemos flutuação com snorkel e colete. O melhor horário para ver o raio de sol entrando na gruta e tornando a água azul é no início da tarde, de abril a setembro. A água tem uma temperatura gostosa, e tiramos fotos com câmera debaixo d’água, oferecidas pelo guia local a R$ 10 (por 5 fotos). Lá, a profundidade varia de 4 m a 21 m.A melhor época para visitar o Poço Encantado é de abril a setembro, devido ao raio de luz que incide dentro da caverna, na água cristalina, criando um efeito azul lindo. Para entrar, tem que usar capacete. Os visitantes só podem ficar lá dentro por cerca de 20 minutos. O legal é que um guia local conta a história do descobrimento do poço e explica que na água, quase tudo que se vê é reflexo do teto da gruta. O lugar é realmente muito bonito e para chegar até lá, basta descer 213 degraus para ir e 213 para voltar, a partir do estacionamento.

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Flutuação no Poço Azul

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A galera esperando para flutuar no Poço Azul. Foto: Marcelle Ribeiro

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Nós flutuando dentro do raio de sol no Poço Azul

 

Na volta, almoçamos no restaurante da Dona Alice, que é a base para a descida ao poço Azul. Comida gostosa e simples.

Mas o dia não acabou por aí. De carro, seguimos para a vila de Igatu. O local, que no final do século XX e até a década de 1930 foi habitado por cerca de 3 mil garimpeiros, que procuravam lá diamantes, agora é uma vila quase deserta. Hoje, só cerca de 200 pessoas moram lá. É que com a descoberta de diamantes na África, mais baratos e melhores que os de Igatu, a vila perdeu a “concorrência” para os africanos. Visitamos a Galeria Arte e Memória de Igatu, um pequeno museu a céu aberto, com peças usadas pelos garimpeiros e algumas esculturas do curador, Marcos Zacaríades. Lá, tomamos sorvete gostoso (ameixa, tapioca e mangaba, a  R$ 3 a bola) e um capuccino delicioso (R$ 3). O endereço da galeria é Rua Luís dos Santos, e fica aberta das 9h às 18h. O ingresso é R$ 2.

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Na Galeria Arte e Memória de Igatu, as pedrinhas são, na verdade, os diamantes, na forma em que eram encontrados na região

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As casinhas coloridas de Igatu. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Demos uma parada para fotos no Centro de Igatu e seguimos para Mucugê, onde dormimos. Mas antes de ir para a pousada, fomos conhecer o Cemitério Bizantino de Mucugê. Ele fica na beira da rodovia BA-142, e tem túmulos em cima das pedras de um paredão de rocha. Todos os túmulos dos ricos são branquinhos e ornamentados, construídos no começo do século XIX, quando houve um surto de varíola e cólera lá. Achei uma “atração” bem mais ou menos…

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O cemitério bizantino de Mucugê. Foto: Marcelle Ribeiro

 

À noite, andamos no Centrinho de Mucugê e jantamos num restaurante não tão especial.

Distância total percorrida em veículo nesse dia:  150 km.
Nível de esforço físico exigido pelos passeios: leve, basicamente subimos uns degraus.

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Comentários

  1. Anonymous
    26 set 2011

    Muuito boom o bloog, pois nos ajuuda em traabalhos de escoola .

  2. Anonymous
    10 fev 2012

    Já fui e amei!!!!!

  3. Alberto
    13 nov 2014

    Muito bem feito, gostei muito, dicas legais e inspiradoras
    Um Post que complementa http://www.viagembem.net.br/chapada-diamantina-poco-encantado/#more-1887

  4. Taty Theodoro
    17 jan 2017

    Estou em lençóis e visitei o Poço azul e o Poço Encantado nunca vi tamanha beleza em toda minha vida, mesmo sem a incidência do feixe de luz que segundo os guias a melhor época e junho e julho os dois atrativos e espetacular.

  5. Marcella
    21 set 2017

    Boa tarde farei o mesmo roteiro de vcs, mas estou com uma dúvida: fazer o poço azul e depois fazer o encantado para ir a Igatu fica difícil? O melhor caminho então é poço encantado e azul para seguir a Igatu? Muito obrigada

    • 26 set 2017

      Oi, Marcella,
      De onde você vai sair? De Lençóis? Se sim, creio que não há problema. Pergunte na sua pousada, eles certamente estão bem informados sobre a condições das estradas.
      Abraço,
      Marcelle

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