Conceição do Ibitipoca: belas cachoeiras em Minas Gerais

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 17/02/2016
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Conceição do Ibitipoca, em Minas Gerais, é um destino que há tempos eu ando namorando, mas que ainda não consegui conhecer. Trilhas, paisagens lindas, cachoeiras e a deliciosa comida mineira são os atrativos do lugar, que fica perto do Rio de Janeiro (260km). Enquanto eu ainda batalho para arrumar uma brechinha para ir para lá, uma amiga que já foi me mandou um relato da região e, é claro, eu decidi dividir com vocês. A jornalista Lygia Freitas já esteve em Ibitipoca no verão e no inverno e conheceu as atrações do Roteiro das Águas, um dos três do Parque Estadual de Ibitipoca (os outros são Roteiro Janela do Céu, que é bem mais puxado, e Roteiro do Pico do Peão. Saiba mais sobre eles neste site aqui). Com a palavra para falar da viagem feita em junho, Lygia:

“Foi uma viagem de meninas. Éramos cinco primas mais velhas levando a caçulinha, de 15 anos, para um passeio especial de aniversário. Foi maravilhoso! A pequena Conceição do Ibitipoca é perfeita tanto para passeios em grupos quanto para curtir a dois. A viagem, partindo do Rio de Janeiro, costuma levar umas cinco horas. Não que o caminho seja longo demais, mas a serra de Ibitipoca tem uns trechos em estrada de chão, o que aumenta um pouco o tempo da viagem. Mesmo os carros de passeio passam com tranquilidade, mas é bom reduzir um pouco a velocidade.

Como éramos seis, optamos por um hotel que permitisse que ficássemos alojadas juntas. A escolha foi pelo hotel Alphaville, que indico sem medo. Para amenizar o frio extremo do inverno, o local oferece lareiras no quarto, sauna e piscina aquecida. O preço é honesto, o bar é bem abastecido de bebidas quentes, a vista é linda por todos os lados e o hotel também oferece almoço já incluso no preço da diária. A grande vantagem é que você pode escolher se alimentar por lá ou no Parque Nacional Serra do Ibitipoca, o que, no nosso caso, foi ótimo.

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Na primeira vez que fui para Ibitipoca, me hospedei no Serra do Ibitipoca, uma opção mais perto do Parque, mas bem mais longe da vila onde há os principais bares e restaurantes. A estrutura do hotel é muito boa, um pouco mais requintada, talvez. O restaurante tem excelentes opções e os chalés são aconchegantes. Já o preço, não é tão honesto assim…

 

O parque

O estilo da viagem no inverno é bem diferente da do verão. Quem vai na estação mais quente (eu também já fui), encontra as trilhas do parque floridas, multicores, além de uma temperatura mais atraente para um mergulhos nas várias cachoeiras. As trilhas, no entanto, são muito abertas e o sol e o calor tornam as subidas mais difíceis. No inverno, a dificuldade começa para sair da cama quentinha, e iniciar as caminhadas com várias camadas de casacos. Os banhos são só para os corajosos (sim, nós mergulhamos)!

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Pela minha experiência de pessoa normal (desculpem, não sou atleta), visitar o parque por dois dias é suficiente. Aconselho, na primeira ida, uma descida pela margem do rio até a cachoeira dos Macacos, dando uma passada necessária pela Ponte de Pedra. Ao todo, são 1,6 km de caminhada. Na volta, faça o trajeto pelo alto da falésia, o que vai te proporcionar visuais incríveis. Neste caminho, ao invés de parar na sede novamente, siga até o Lago dos Espelhos, depois Ducha e Lago Negro. Todos são bonitos e rendem bons banhos.

O ideal é você ir pela parte de baixo e voltar pela de cima da pedra. Foto: Lygia Freitas.

O ideal é você ir pela parte de baixo e voltar pela de cima da pedra. Foto: Lygia Freitas.

Cachoeira dos Macacos, em Ibitipoca. Foto: Lygia Freitas.

Cachoeira dos Macacos, em Ibitipoca. Foto: Lygia Freitas.

ponte de pedra

Ponte de Pedra, em Ibitipoca. Foto: Lygia Freitas.

Trilha pela falésia acima e pelo rio à direita. Foto: Lygia Freitas.

Trilha pela falésia acima e pelo rio à direita. Foto: Lygia Freitas.

Lago dos espelho. Foto: Lygia Freitas.

Lago dos espelhos. Foto: Lygia Freitas.

Lago negro

Lago Negro, em Ibitipoca. Foto: Lygia Freitas.

 

 

Agora, se 3,5km de trilha são apenas aquecimento para você, no segundo dia, faça a trilha da Janela do Céu. São quase 5 km de subida intensa e poucas paradas para banhos. Vale pelo visual. Existem outros atrativos, como grutas e poços que não conheci. Se você se encantar com o que conhecer, não hesite em passar mais um dia por lá.

Outros serviços como passeios de jeep e botes podem ser encontrados em toda a cidade, mas eu não tive tempo de fazer. Outra coisa: grande parte dos hotéis oferece traslado para o Parque Estadual do Ibitipoca. Este transporte, no entanto, te deixa na entrada do parque, o que garante cerca de 1km de caminhada até a entrada das trilhas. Se preferir ir de carro, além dos R$20 de entrada por pessoa, serão cobrados mais R$20 pelo carro.

 

A vila

Ibitipoca tem muitos eventos culturais durante o ano. No segundo semestre, a cidade fica lotada para o festival de Blues, por exemplo. Em dias normais, não há uma vida noturna muito intensa. Poucos bares e restaurantes podem ser encontrados na vila. Além disso, grande parte dos hotéis também oferece refeições, mesmo para quem não está hospedado. Um espaço bem gostoso é o Portal da Serra, um pequeno largo onde há lojinhas e restaurantes. No inverno, os caldos são uma boa pedida, junto com o delicioso choconhaque. Também há opções de pizzarias, sem dúvida, a maior oferta da região.

Por lá, também é possível encontrar cervejas artesanais: Ibitibeer e Serra do Ibitipoca, sendo que esta última é mais “profissional”. Nas lojas é possível encontrá-la em packs com três sabores, mas uma coisa que reparamos é que é mais barato comprar a cerveja quente nos bares do que na loja (isso para quem quiser levar para casa). Cachaças e outras bebidas quentes também são encontradas em abundância.

A vila de Ibitipoca. Foto: Lygia Freitas.

A vila de Ibitipoca. Foto: Lygia Freitas.

Artesanato e outras lembranças não são muito diferentes do que se encontra em outras cidades mineiras e, na minha opinião, são bastante caros. Se o objetivo da viagem é comprar, sugiro Tiradentes e o vilarejo do Bichinho.

Uma dica importante: leve dinheiro! As maquininhas de cartão muitas vezes não funcionam, porque o sinal de celular é muito instável. Além disso, os hotéis costumam dar descontos para pagamentos em dinheiro. Não se esqueça disso! Não há bancos ou caixas (pelo menos eu não encontrei).
Por falar em celular, na vila, só os da Claro têm serviço. No parque, em alguns lugares específicos dá para usar o Vivo”.

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