Transporte em San Francisco: como circular pela cidade

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 07/02/2019
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Quando você pensa em transporte em San Francisco, aposto que você pensa logo nos famosos bondes! Mas a cidade tem uma grande oferta de transporte público e que é bem fácil de usar.

Em muitos casos, uma atração turística fica perto da outra e o melhor transporte serão os seus pés. Mas para conhecer a cidade você vai ter que usar o transporte público.

Andar de carro não é a melhor opção: os estacionamentos na cidade cobram pequenas fortunas (algo como US$ 25 por dia). Até dá para estacionar nas vagas da rua, mas as regras de estacionamento mudam de rua para rua. É complicado conciliar isso com a sua programação turística.

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Transporte em San Francisco: Táxi

Eu só peguei táxi duas vezes no período em que estive lá, à noite. Para percorrer 3,2 km de um bar no bairro de Mission até o meu hostel, em Union Square, paguei cerca de US$ 14 (com a gorjeta do taxista incluída). Usar táxi não é algo proibitivo de caro, principalmente à noite (como foi o meu caso), mas esse tipo de locomoção não cabe no meu orçamento de forma frequente. Eu peguei táxi na rua mesmo, um que estava passando. Uma das corridas deu US$ 12, dei US$ 2 de gorjeta para o taxista, mas confesso que não sei se dei a quantia que ele esperava (sim, você TEM que dar gorjeta para os taxistas, é um costume nos Estados Unidos).

 

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Transporte em San Francisco: Ônibus

A empresa de transportes públicos da cidade se chama San Francisco Municipal Railway, ou MUNI.

O ônibus vai ser o meio de transporte que você vai usar mais em San Francisco. Tem os elétricos e os normais. Dependendo da linha, só tem ônibus elétrico. Mas para o passageiro isso não faz diferença. Eles param em pontos sinalizados com placas na calçada ou com marcas pintadas na calçada ou em postes. Cada ponto de ônibus diz quais linhas passam ali. Normalmente, os pontos têm um mapa de toda a cidade, em que você pode ver os trajetos das linhas. Os pontos que têm abrigo mostram quanto tempo falta para chegar cada ônibus, em um letreiro luminoso. E eles costumam ser bem pontuais.

 

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Ponto de ônibus de San Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro

Ponto de ônibus de San Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro

Os ônibus não costumam estar cheios. Os únicos que peguei um pouco mais cheios foram os que passavam por Chinatown, mas não é nada demais, tranquilo.

Eu sempre fazia sinal para o ônibus parar no ponto, por causa do hábito de brasileira, mas o americanos não faziam não. Os motoristas notam que tem passageiro no ponto e param. Você pode entrar tanto pela porta da frente quanto pela lateral, mas deve sair pela porta lateral.

Quando você entra pela porta da frente e vai pagar com Clipper Card (que é um cartão eletrônico de transporte sobre o qual eu já já explico), você passa ele na maquininha validadora e ela desconta do cartão o valor da passagem.

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Se você tiver o passe San Francisco City Pass, que é de papel e também vale para atrações turísticas, basta mostrar ao motorista.

San Francisco City Pass: dá direito a transporte + ingressos.

San Francisco City Pass: dá direito a transporte + ingressos.

Se você quiser pagar em dinheiro, a passagem individual é US$ 2,25. Você coloca o dinheiro na maquininha ao lado do motorista e ele tá um recibinho de papel, que vai ser ao mesmo tempo um comprovante de pagamento e também serve para você usar outros ônibus grátis no intervalo de 90 minutos. Mas na prática você acaba tendo muito mais que 90 minutos para usar, porque vários motoristas dão um recibo com prazo maior que 90 minutos. No recibo está escrito até que horas você pode usar outros ônibus grátis (veja foto abaixo).

Eu cheguei a usar 5 ônibus pagando apenas 1 passagem individual. Isso porque ganhei um recibo que me dava direito a usar o transporte por até 4h. Ou seja, se você está planejando passar o dia só usando ônibus, muitas vezes pode ser mais vantajoso comprar a passagem individual e usar essa gratuidade do que comprar um bilhete ilimitado por 24h (que custa US$ 17!).

 

Recibo de papel do ônibus de San Francisco mostra que a gratuidade valia até as 14h. Foto: Marcelle Ribeiro

Recibo do ônibus de San Francisco mostra que a gratuidade valia até as 14h.

Se você entrar pela porta lateral, não há ninguém para te cobrar nada. Em um mês de andanças em San Francisco, nunca vi um fiscal entrar em um ônibus para cobrar passagens. Mas se aparecer um, você terá que pagar uma multa se estiver sem recibo de pagamento (Clipper, papel ou passe).

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Os ônibus só param no ponto, a cada dois ou três quarteirões. Para saltar, puxe a cordinha perto da janela e dirija-se à porta lateral. Desça os degraus e pise na parte amarela deles, que a porta se abrirá. Quando a parada é solicitada um painel dentro do ônibus mostra o nome da rua próxima.

As linhas têm números. Quando há uma letra após o número é porque trata-se de um serviço expresso (mais rápido).

Os mapas da cidade que você recebe gratuitamente no aeroporto e nos hotéis mostram os trajetos de todas as linhas de ônibus, então é super fácil andar com esse meio de transporte. Um dos melhores mapas da cidade + meios de transporte é esse do site Bay City Guide. Só não é perfeito porque a área do Golden Gate Park está fora de escala. Mas em 95% dos meus dias, eu usei ele.

 

Transporte em San Francisco: bonde elétrico

Parecem ônibus antigos e têm preços e esquema de pagamento iguais aos ônibus comuns. A diferença é que tem uma porta frontal e uma traseira ao invés de uma frontal e uma lateral. Entre pela da frente e saia pela de trás. São mais lentos. Você vai usá-los muito para conhecer a região do cais (Fisherman’s Wharf e píeres) e para ir desta região ao centro da cidade (Union Square).

 

Transporte em San  Francisco: Cable Car

São os bondes famosos no mundo todo. Eles funcionam todos os dias. De segunda-feira a sexta-feira, operam das 6h30 à 0h30, mas nos finais de semana têm horários especiais. A tarifa individual deles custa US$ 6, com desconto para idosos e deficientes entre 21h e 7h. Menores de 4 anos de idade não pagam.

Em teoria, eles saem a cada 15 minutos, mas já esperei até 30 minutos por um deles, em dia de semana. Não pegue eles nos pontos das extremidades das linhas, porque a fila de turistas é sempre gigantesca e você pode esperar até 1h30! Ande mais um pouquinho e pegue no ponto seguinte. Não se preocupe porque o motorista vai ter que te deixar entrar. Aos poucos ele vai ficando mais vazio, daí você vai conseguir sentar.

 

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Funcionário vira o bonde a cabo “no braço” na esquina das ruas Powell com Market

Para identificar um ponto de bonde, basta procurar por placas marrons com o desenho de um bonde branco ou achar uma linha amarela pintada na rua.

3 linhas de bonde a cabo (o nome é mostrado na frente, atrás e na lateral do bonde). A linha Powell-Hyde é a mais famosa, e parte da rotatória das ruas Powell e Market (no Centro, perto da Union Square) e vai até à Hyde Street (região de Fishmerman’s Wharf). A linha California sai da base da Market Street, passa pelo Financial District e Chinatown e termina na Van Ness Avenue. E a linha Powell-Mason também começa na rotatória das ruas Powell com Market (perto da Union Square), mas só vai até a Bay Street (também na região de Fisherman’s Wharf).

Quer uma descida um pouco mais emocionante de bonde pelas colinas de San Francisco? Pegue o trecho final da linha Powell-Hyde, perto da Nob Hill.

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Bonde a cabo. Foto: Marcelle Ribeiro

No bonde a cabo, você pode viajar sentado num banco, em pé, sentado num banco externo ou ir no estribo (um área em que você vai meio pendurada do lado externo do bonde). Dentro do bonde, não ocupe a área marcada com amarelo no chão, para não atrapalhar o condutor.

Usar o bonde sem pagar é quase impossível: tem sempre motorista e ajudante no bonde e eles sempre cobram a passagem. Quem não tem passe diário ou semanal pode comprar o bilhete individual com o condutor do bonde, que recolhe as passagens após o embarque. Se você tem Clipper Card ou San Francisco City Pass, basta mostrar pro motorista.

Para descer, basta avisar ao motorista ou ajudante que quer saltar (não tem cordinha para puxar).

Dentro do bonde a cabo. Foto: Marcelle Ribeiro

Dentro do bonde a cabo. Foto: Marcelle Ribeiro

Transporte em San Francisco: metrô de superfície

É chamado pelos moradores apenas de MUNI. Você não vai usar muito esse transporte (usei apenas para ir ao bairro do Castro). O MUNI Metro divide com os trens BART quatro das sete estações subterrâneas na Market Street. Depois que você estiver dentro da estação, procure a entrada que quer: ou do MUNI Metro ou do BART.

Se você quer ir à zona oeste da cidade, procure pelas placas “Outbound”. Para a zona leste, pelas placas “Downtown”.

A porta do MUNI Metro é automática, com exceção das estações em nível inferior ou no nível da rua. Nestes casos, você tem que empurrar uma barra ao lado da porta para entrar. Os pontos de parada do MUNI Metro são identificados com uma bandeira laranja ou marrom ou com uma faixa amarela escrito “MUNI” ou “Car Stop”.

A passagem individual também custa US$ 2,25. Pague com os créditos do seu Clipper ou vá na maquininha da estação comprar um bilhete.

 

Transporte em San Francisco: metrô

São trens de alta velocidade que ligam a cidade de San Francisco a outras da região metropolitana. A sigla BART significa Bay Area Rapid Transit. Eles percorrem 114km. Mais informações aqui.

Eles funcionam todos os dias, até 0h. Os trens BART* ligam todos os terminais do aeroporto de San Francisco a cada 15 ou 20 minutos e param em 4 estações (todas embaixo da Market Street): Civic Center, Powell, Montgomery e Embarcadero.

Você vai usá-lo se quiser ir ao aeroporto, ao outlet Livermore Premium, à cidade de Berkley, e ao bairro boêmio de Mission.

Mapa das estações do BART

Mapa das estações do BART

O preço varia de acordo com o trajeto. Da estação da Powell até o aeroporto são US$ 8,50 (só ida). Já até Mission são US$ 1,85 (só ida). Em cada estação você encontra um papel colado ao lado das maquininhas de venda de bilhete com o preço para cada trajeto. Sabendo o valor, coloque o dinheiro na maquininha e imprima o seu tíquete. Se você colocar US$ 10 para imprimir um tíquete de US$ 8,50, você tem que ir apertando os botões para diminuir a carga do cartão até chegar a US$ 8,50. Daí a máquina te dá o troco e imprime o cartão no valor exato. Você pode imprimir um cartão em qualquer valor, colocar ida + volta, por exemplo.

Para entrar, insira o tíquete na catraca e pegue ele de volta. Guarde ele, porque na saída você tem que inserir o cartão na catraca também. Se o cartão não tiver saldo, a máquina fica com ele na hora da saída. Se tiver saldo, ela te dá o cartão de volta com o saldo impresso nele e você pode continuar usando ele e recarregando (mas se quiser recarregar esse cartão, lembre-se sempre de colocar primeiro o cartão na máquina e depois colocar o dinheiro).

Você também pode optar por usar o seu Clipper para comprar a sua passagem. Insira ele na maquininha de tíquetes na estação do BART e acrescente dinheiro. Use o Clipper para entrar e sair da estação.

A viagem da estação Powell até o aeroporto demora cerca de 30 minutos.

Interior do trem BART. Foto: Marcelle Ribeiro

Interior do trem BART. Foto: Marcelle Ribeiro

Transporte em San Francisco: passes

A empresa MUNI vende um passe integrado que dá direito a viajar nos ônibus MUNI, no metrô de superfície (chamados MUNI Metro), na linha histórica de bonde chamada F e nas três linhas de bonde a cabo. Esse passe integrado se chama MUNI Passport.

O MUNI Passport é válido por 1,3 ou 7 dias e permite uma quantidade ilimitada de viagens em metrôs de superfície, nos bondes e nos ônibus. O preço é US$ 17 (para um dia), US$ 26 (três dias) ou US$ 35 (uma semana). Você pode comprá-lo no quiosque de informações do aeroporto, nas bilheterias dos bondes a cabo (que ficam nas ruas Powell, Market, Hyde e Beach Street) e em lojas como as farmácias Walgreens, que estão em tudo que é canto da cidade. Veja mais informações aqui.

Uma outra alternativa é comprar o San Francisco City Pass**, um voucher que dá direito a usar os meios de transporte MUNI (bonde histórico, bonde a cabo, ônibus e metrô) de forma ilimitada por uma semana e ainda inclui entradas grátis nas atrações California Academy of Sciences, Aquarium of the Bay, Exploratorium ou museu De Young e passeio de barco pela baía de San Francisco e dá descontos em outros lugares. Custa US$ 94 para adultos e US$ 69 para crianças. Para quem pretende visitar essas 4 atrações, o San Francisco City Pass representa uma economia de 44% (pois a compra do passe de 1 semana + ingressos para California Academy os Sciences + Exploratorium + passeio de barco pela Blue and Gold Fleet Bay custaria US$ 149,90). Saiba mais aqui.

Outra opção é adquirir o cartão chamado Clipper, que é recarregável e aceito em todos os veículos MUNI (ônibus, metrô de superfície, linha histórica de bonde e linhas de bonde a cabo), além de outros meios de transporte como trens BART, AC Transit, Caltrain, SamTrans, VTA e Golden Gate Transit e no ferry que liga San Francisco à charmosa cidadezinha de Sausalito.

O Clipper pode ser comprado nas estações MUNI, Bart e em muitas lojas (como a farmácia Walgreens) por US$ 3. Esse valor “se paga” por exemplo, quando você pega o ferry para Sausalito, que é mais barato para quem tem o Clipper. Veja mais informações sobre o Clipper Card aqui

OBS: Quem pretende morar em San Francisco pode comprar o Clipper mensal, que custa US$ 68 e dá direito ao uso ilimitado dos meios de transporte MUNI (mas não inclui o BART).

* O Viciada em Viajar teve o apoio do San Francisco Travel Association, a organização oficial de turismo da cidade e condado de San Francisco. A associação presenteou o blog com tíquetes do BART para ir e voltar do aeroporto.

** O Viciada em Viajar teve o apoio do San Francisco Travel Association, a organização oficial de turismo da cidade e condado de San Francisco. A associação presenteou o blog com dois carnês San Francisco City Pass.

 

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