Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Balneário Camboriú (SC): Roteiro de 2 dias de viagem

1 de maio de 2016, por Marcelle Ribeiro

Perto de Florianópolis, Balneário Camboriú (SC) é uma boa opção para quem curte apreciar praias em meio à Mata Atlântica, sem abrir mão de uma estrutura urbana com bons restaurantes, comércio farto e uma orla onde a vida noturna é intensa. Além disso, a cidade é uma boa base para os que pretendem visitar lugares como o parque de diversões Beto Carrero World (que fica na cidade de Penha, a 37km de Balneário Camboriú).

Eu passei dois dias em Balneário Camboriú no final de março desse ano, em uma viagem que fiz sozinha. Achei a cidade segura e me senti confortável de andar na orla da praia Central (na Avenida Atlântica) às 23h, pois nesse horário há gente correndo, caminhando com cachorro e frequentando os vários bares e restaurantes da região.

Em dois dias você conhece bem a cidade. Se quiser ir ao Beto Carrero, sugiro que passe mais um dia. E o que fazer em dois dias em Balneário Camboriú? Vamos à sugestão de roteiro!

 

Dia 1

Comece pelos passeios “obrigatórios” e mais bonitos: um passeio de bondinho que te leva a uma bela praia. Estou falando do Parque Unipraias, que lembra um pouco o Bondinho do Pão-de-Açúcar do Rio de Janeiro. O Parque tem 3 estações de bondinho. Sugiro que você embarque na que fica no canto Sul da Praia Central de Balneário Camboriú (chamada estação Barra Sul). As cabines cabem até 6 pessoas sentadas e são bem seguras. Na subida até a segunda estação, chamada Mata Atlântica, você vai curtir a vista da Mata Atlântica e da orla da cidade, com seus arranha-céus de dezenas de andares, bem incomuns em outras cidade litorâneas brasileiras. Apesar de saber que muitos deles fazem sombra na praia e não são bons para a circulação do ar, não consegui deixar de achar que os edifícios são bonitos.

Praia Central vista do Teleférico do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia Central vista do bondinho do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Teleférico do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Bondinho do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na estação Mata Atlântica, você pode parar para aproveitar algumas atrações, como mirantes com vista para a Praia de Laranjeiras e para a praia Central, e brinquedos como o Youhooo! (um carrinho que passa “por dentro” da mata em um trilho suspenso, em velocidade) e o Zip Rider (uma espécie de tirolesa). Na ida, eu dei uma parada em um dos mirantes e depois segui “viagem” de bondinho para a próxima estação, a que deixa bem na praia das Laranjeiras*.

Atrações do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Atrações do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Atrações do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Atrações do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Laranjeiras vista do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Laranjeiras vista do Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

A praia de Laranjeiras é linda! Pequena, cercada de muito verde, sem prédios em volta e com água de um verde esmeralda belíssimo. E o melhor: mar paradinho e sem ondas. A praia de Laranjeiras tem estrutura para atender o visitante mesmo na baixa estação. É fácil alugar um guarda-sol (R$ 10) e há ambulantes vendendo bebidas, milho e outros petiscos de praia. A areia é meio dura para quem curte deitar em uma canga. Melhor alugar uma cadeira. É uma praia bem família, com muitas crianças e argentinos (eles estão por toda parte em Balneário Camboriú!!!!).

Praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Se você quiser, pode almoçar na praia mesmo, pois há um restaurante com comida a quilo e também a la carte (cerca de R$ 100 o prato para 2 pessoas).

Da areia da praia à estação são apenas 200m, e no caminho há lojinhas de lembranças e roupas de praia com preços interessantes.

Depois de curtir um solzinho, eu voltei de bondinho (o ingresso dá direito a ida e volta) e na volta parei novamente na estação Mata Atlântica para fazer a trilha ecológica, que leva a um mirante. Ela é ecológica apenas porque passa pelo meio de árvores, não vi nenhum bicho.

Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Parque Unipraias. Foto: Marcelle Ribeiro.

De volta à estação Barra Sul, se ainda não estiver morrendo de fome, caminhe até o Molhe Sul, que é um “calçadão” de pedras que avança para o mar na ponta Sul da praia Central. É gostoso andar ali curtindo um ventinho. No Molhe também há um restaurante famoso da cidade, o Pharol Porto Cabral, com janelões voltados para o mar.

Vista do Molhe Barra Sul, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vista do Molhe Barra Sul, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Molhe Barra Sul, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Molhe Barra Sul, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de um descanso no hotel, você pode ir à noite ao Cristo Luz**, uma estátua do Cristo no alto de uma montanha na cidade. O Cristo Luz tem um canhão de luz nas mãos, voltado para a cidade e não está de braços abertos como o Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Se você já conhece o Cristo Redentor, vá ao Cristo Luz se sua intenção for ver as luzes de Balneário Camboriú e seus altíssimos prédios à noite. Com 33 metros de altura, a estátua é um pouco menor que o Cristo Redentor (que tem 38m).

Cristo Luz, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cristo Luz, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Balneário Camboriú vista do Cristo Luz. Foto: Marcelle Ribeiro.

Balneário Camboriú vista do Cristo Luz. Foto: Marcelle Ribeiro.

Se você estiver sem carro em Balneário Camboriú (como eu), saiba que a empresa que opera o Cristo Luz oferece transporte gratuito do Centro até a estátua, na ida e na volta. O ônibus para em pontos específicos da Avenida Brasil a cada 40 minutos (pergunte os horários no seu hotel). A única coisa chata é que como a visita ao monumento é rápida (leva uns 10 minutos), quem depende do ônibus para voltar acaba sendo “obrigado” a ficar esperando quase 30 minutos pelo transporte de volta ao hotel. No total, entre esperar o ônibus passar, chegar à estátua, visitá-la e voltar ao hotel, levei 2h.

Encerre a noite jantando ou petiscando em algum dos restaurantes da orla da praia Central (vou falar das dicas gastronômicas em um próximo post).

 

Dia 2

No segundo dia, você pode ir a uma das praias mais bonitas de Balneário Camboriú, Estaleirinho. É a última praia da cidade. A beleza dela está tanto no verde esmeralda do mar, quanto no recorte das montanhas que a cercam, verdinhas de Mata Atlântica. Mas vá sem expectativas de entrar na água: as ondas são muuuuuito fortes e a areia forma valas. Eu molhei apenas as pernas e “filei” o chuveirão de uma pousada com bar de praia à beira-mar.

Praia de Estaleirinho, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Estaleirinho, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Estaleirinho, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Estaleirinho, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Diferentemente da praia de Laranjeiras, na praia de Estaleirinho há bem pouca estrutura para o banhista, pelo menos na baixa estação. Na ponta da direita, há um restaurante bonitinho com chuveirão e com refeições e petiscos no cardápio (pratos para dois a partir de R$ 60), mas quando fui, eles não disponibilizavam cadeiras na areia, apenas no deck deles.

Mais no centro da praia, há uma pousada com piscina e bar aberto a visitantes. Comprei uma água e pedi para usar o chuveirão. Não havia barraquinhas na areia. Mas além de ser baixa temporada, era dia de semana e a praia estava bem vazia. Vi umas 10 pessoas nas quase 2h que fiquei por lá. Como a areia é fofinha e branquinha, estiquei minha canga no sol. Não vi ninguém alugando guarda-sol ou sequer um ambulante vendendo água.

E como chegar a Estaleirinho? Eu fui de transporte público e foi bem tranquilo. Há duas linhas de ônibus que saem do centro da cidade para lá (não me lembro os números, sorry), e que passam a cada 40 minutos. Do centro até lá levei uns 40 minutos.

Neste dia, sugiro que você almoce pelo orla da praia Central. Depois de um descanso no hotel, aproveite a tarde para uma deliciosa caminhada que começa no canto esquerdo da praia Central. Pegue um ônibus até a ponta esquerda e ande pela Passarela Pontal Norte, uma “calçada” de madeira beirando o mar, que passa por árvores verdinhas e onde há vários pontos bacanas para tirar fotos da orla e também banquinhos para descansar. Essa “calçada” leva até a praia do Buraco, onde não vi ninguém vendendo água ou lanche. Mesmo caminhando sozinha, achei a Passarela Pontal Norte segura, pois ela é toda monitorada por câmeras.

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Passarela Pontal Norte, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Passarela Pontal Norte, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Praia do Buraco, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

E a praia Central, não entra no roteiro?

Apesar de haver guarda-sol e cadeiras para alugar, além de muitas opções de lanches, não vale a pena. A água é imprópria em determinados trechos e não é tão bonita. A areia é escura e dura.

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Praia Central, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Praia Central, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

E como se locomover pela cidade para fazer esse roteiro? A pé ou de ônibus. Não é preciso carro. A cidade tem um ônibus especial que faz um trajeto circular por toda a Avenida Atlântica e a Avenida Brasil, chamado Bondindinho. Ele é um pouco mais caro (R$ 4,50 a passagem) e anda mais devagar (até 40km/h), mas tem janelões que permitem ir apreciando a vista e passa com bastante frequência.

 

*O Viciada em Viajar ganhou de cortesia o ingresso para o Parque Unipraias, por intermédio do Balneário Camboriú Convention e Visitors Bureau.

*O Viciada em Viajar ganhou de cortesia o ingresso para o Cristo Luz, por intermédio do Balneário Camboriú Convention e Visitors Bureau.

 

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Parque Unipraias

http://www.unipraias.com.br/home

Preço – Bondinho: R$ 39 (adultos), R$ 19 (6 a 12 anos e acima de 60 anos) ou grátis (0 a 5 anos). O bilhete dá direito a ida e volta. Youhoo!: R$ 34 (individual) ou R$ 45 (com 2 pessoas). Zip Rider: R$ 45 por pessoa. Fantastic Forest (para crianças): R$ 15.

Horário de funcionamento: Varia mês a mês. Cheque aqui: http://www.unipraias.com.br/p/dias-e-horarios-de-funcionamento

Endereço: Avenida Atlântica, 6006 (Molhe Sul).

 

Cristo Luz

http://www.cristoluz.com.br/

Preço – Diurno (10h às 19h): R$ 15 para adultos e R$ 5 para crianças de 7 a 12 anos. Noturno (a partir das 19h): R$ 30 para adultos e R$ 10 para crianças de 7 a 12 anos. Crianças até 6 anos não pagam.

Horário de funcionamento: Varia mês a mês. Veja em http://www.cristoluz.com.br/funcionamento

Endereço: Rua Indonésia, 800 – Bairro das Nações – Balneário Camboriú – SC.

 

Veja também:

Todas as dicas sobre Florianópolis

Índice de posts sobre Balneário Camboriú

Leia tudo sobre as belezas de Guarda do Embaú (SC)

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Barra Grande / Península de Maraú: Como chegar e como se locomover

26 de abril de 2016, por Marcelle Ribeiro

A Península de Maraú (ou Barra Grande, como é mais conhecida entre os baianos) é um pedacinho do paraíso na Bahia escondido e, por isso, chegar até lá requer um pouco de trabalho do turista. Tudo isso porque, apesar de não ser uma ilha, a região se comporta como tal, pois a estrada que leva até lá é de terra e é péeeeeeesssima. Mas, garanto a vocês, todo o trabalho para chegar até lá compensa.

O aeroporto mais próximo é o de Ilhéus (BA). Lá, suas opções são as seguintes:

– Ilhéus x Camamu (que é uma cidade) de transfer privado (duração da viagem: 2h. Preço: a partir de R$ 250 para até 4 pessoas) + Camamu x Barra Grande de lancha rápida (duração da viagem: 20 a 30 min).

OU

– Ilhéus x Camamu de ônibus (duração da viagem: 2h30. Preço: R$ 22,80 por pessoa ) + Camamu x Barra Grande de lancha rápida (duração da viagem: 20 a 30 min).

OU

– Ilhéus x Barra Grande de transfer privado pela estrada horrorosa (duração da viagem: a partir de 3h. Preço: cerca de R$ 350).

 

Não há barcos saindo direto de Ilhéus até Barra Grande.

Na ida, eu contratei um transfer privado para ir de Ilhéus a Camamu, que custou R$ 250. Segui a indicação de uma agência de turismo de Barra Grande chamada Camamu Adventure, e combinei com o Jorge Cássio Sales Santana (Tel. 73 3255-2188 – 9924-3968 – 73 8116-4692 – 73 8872-8383 –[email protected]). Ele mandou outro motorista no lugar dele, que chegou 20 minutos atrasado ao meu hotel, mas dirigiu de forma segura. Se houver mais passageiros, o valor do transfer é “rachado” entre eles.

Na volta, fiz o percurso Camamu x Ilhéus de ônibus. A empresa que opera o trecho é a Águia Branca. O ônibus é convencional, mas tem ar condicionado e é limpo. É quase um executivo. A diferença é que a cadeira reclina pouco e não há lanche ou água. Tem bagageiro e no caminho há uma única parada, na rodoviária de Itacaré. Achei a viagem super confortável e recomendo. A Águia Branca inclusive vende passagens pela internet.

Para ir de Ilhéus a Camamu costuma haver 2 ônibus por dia: um que sai às 8h e chega às 10h30 e outro que sai às 14h20 e chega às 16h45. Custa R$ 22,80.

Para ir de Camamu a Ilhéus os horários são: saída 12h45 com chegada às 16h10 e saída às 17h05 com chegada às 19h40. O preço também é R$ 22,80.

 

E a lancha rápida de Camamu a Barra Grande? Como é?

Há três opções (em todas elas o tempo de viagem é de 20 a 30 minutos):

Empresa Camamu Adventure: É a maior de Barra Grande. Tem uma base de apoio no cais de Camamu, onde os passageiros podem usar o banheiro e esperar sentadinhos vendo TV. Foi a empresa que usei tanto na ida quanto na volta e recomendo. As lanchas são pequenas, e a viagem foi tranquila, sem bater muito, tanto na ida quanto na volta.

Horários no trecho Camamu x Barra Grande: Todos os dias, de hora em hora, entre 7h e 17h. Preço: R$ 30.

Horários no trecho Barra Grande x Camamu: Diariamente, de hora em hora, entre 7h e 17h. Preço: R$ 30.

 

Empresa Princesinha Turismo:

Horários para o trecho Camamu x Barra Grande: De segunda a sábado, às 6h, 7h, 8h, 9h , 10h,11h,12h,13h, 14h, 15h,16h, 17h10. Domingos e feriados: 7h, 8h, 9h , 10h,11h,12h,13h, 14h, 15h,16h, 17h10. Preço: R$ 25.

Saídas de Barra Grande para Camamu:  De segunda a sábado, às 6h, 7h, 8h, 9h , 10h,11h,12h,13h, 14h, 15h,16h, 17h10. Domingos e feriados: 7h, 8h, 9h , 10h,11h,12h,13h, 14h, 15h,16h, 17h10. Preço: R$ 25.

 

– Associação de Transportes Marítimos da Baía de Camamu (ATMBC):

Os horários são idênticos aos da Princesinha Turismo e os preços costumam ser um pouco mais baratos.

Lancha da Camamu Adventure. Foto: Marcelle Ribeiro.

Lancha da Camamu Adventure. Foto: Marcelle Ribeiro.

Se você pretende ir de Salvador a Barra Grande, sugiro que siga as recomendações do blogueiro Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, que dá instruções detalhadas sobre o trajeto.

 

Como se locomover em Barra Grande

Ok, você já está no paraíso e optou por ir sem carro, como eu recomendo. E como se locomover por lá?

De Barra Grande (que é o “coração” da Península de Maraú, onde fica a maioria dos hotéis e restaurantes) você leva uns 20 a 30 minutos andando até a praia de Ponta do Mutá. Ou pode ir de táxi, a R$ 25.

De Barra Grande a Taipu de Fora, você pode pegar uma jardineira, que é um caminhão com a parte da carga adaptada, com bancos, bem no estilo “pau-de-arara”. É o transporte mais usado para fazer o trajeto. Custa R$ 12,50 por pessoa e sai em horários indeterminados. Basta ter 4 passageiros que os motoristas iniciam o trajeto (se não houver 4 pessoas, você terá que esperar atingir esse número mínimo para partir). O trajeto é feito em 20 minutos. Dá para ir de táxi de Barra Grande a Taipu de Fora, por R$ 50.

De Barra Grande ao Bar da Rô (onde você pode curtir banho de rio e pôr do sol, como eu disse aqui), os táxis cobram R$ 30 a corrida.

Abaixo, veja a tabela de preços de táxi e os telefones dos motoristas.

Tabela de preços de táxi em Barra Grande. Foto: Reprodução.

Tabela de preços de táxi em Barra Grande. Foto: Reprodução.

Contatos de motoristas de táxi de Barra Grande. Foto: Reprodução.

Contatos de motoristas de táxi de Barra Grande. Foto: Reprodução.

Jardineira de Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Jardineira de Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Se você quer fazer ir a várias praias da Península de Barra Grande em um mesmo dia, isso já configura um “passeio”. Nesse caso, você tem que acertar com um motorista de jardineira. Normalmente eles só realizam o passeio com um número mínimo de pessoas, mas eles mesmos podem te ajudar a formar o grupo. Eu fiz um passeio de jardineira por Taipu de Fora, Cassange, Saquaíra e Algodões, mas como eu disse neste post aqui, não gostei muito. Pagamos R$ 60 por pessoa. Contratamos o motorista de jardineira Domingos (73-99955-7983).

Veja nas fotos os contatos de motoristas de jardineira de Barra Grande e preços de traslados para outras praias:

Telefones de motoristas de jardineira de Barra Grande. Foto: Reprodução.

Telefones de motoristas de jardineira de Barra Grande. Foto: Reprodução.

Preços de traslados de jardineira a partir de Barra Grande. Foto: Reprodução.

Preços de traslados de jardineira a partir de Barra Grande. Foto: Reprodução.

O que muita gente faz na Península de Maraú é alugar um quadriciclo pelo dia todo, para se locomover com mais liberdade e traçar seu próprio roteiro. A diária costuma custar R$ 200, mas é preciso pagar mais uns R$ 20 de combustível. O quadriciclo transporta 2 adultos, mas na península vi vários deles levando 3 adultos. Não vi qualquer fiscalização.

Também é possível pegar mototáxis e o ponto deles fica ao lado do ponto das jardineiras e do ponto de táxi de Barra Grande (a uma quadra do cais). Infelizmente esqueci de apurar valores de mototáxi.

 

A pé

Para os que, como eu, preferem fazer as distâncias curtas a pé, uma dica: as ruas da Península de Maraú não têm qualquer tipo de calçamento. São de areia mesmo. Vá de chinelo, pois a areia vai entrar em seu sapatinho, mesmo que ele seja fechado (tipo “sapatilha”).

E se quiser economizar, ao invés de malas de rodinhas, leve uma mochila. Assim, você evita ter que pagar cerca de R$ 15 aos carregadores de mala que ficam no cais para levar sua bagagem até a pousada.

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Carregador de mala em rua de terra de Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

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Leia também:

Península de Maraú: saiba quais as melhores praias e passeios

Barra Grande/Maraú (BA): Saiba onde ficar e onde comer

Veja o índice de posts sobre Barra Grande/Maraú

Saiba todas as dicas sobre Itacaré (BA)

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Maraú/Barra Grande (BA): Onde ficar, onde comer e onde não comer

17 de abril de 2016, por Marcelle Ribeiro

Maraú é um paraíso na Bahia com praias de águas cristalinas, que você tem que conhecer. Eu já expliquei neste post aqui sobre as atrações da península e agora vou falar um pouco mais sobre onde se hospedar e onde comer. Vamos lá?

 

Onde ficar

A maior parte das pousadas fica em Barra Grande, que para os baianos é sinônimo de Maraú, apesar de Barra Grande ser apenas uma das vilas da península. Barra Grande é onde está o “centrinho” mais interessante turisticamente, pois além de ter a sua própria praia (que é onde está o cais, mas que é boa para banho), reúne restaurantes, bares, mercadinhos e as poucas lojinhas da região. É de Barra Grande que saem as lanchas para Camamu (o “hub” dessa parte da Bahia), para os passeios para as ilhas, para a cachoeira e para a Ilha de Boipeba. É em Barra Grande que ficam reunidos os “pontos” dos meios de transporte: táxi, jardineira (caminhão adaptado para transporte de passageiros), mototáxi, lojas de aluguel de triciclo e até de aluguel de bicicleta. E Barra Grande é bem central para ir para outras praias também. A Ponta do Mutá está a 20 minutos de caminhada, e Taipu de Fora, a 20 minutos de carro.

Por tudo isso, eu sugiro que você fique em Barra Grande. Taipu de Fora, a praia mais famosa e bonita da Península de Maraú, também tem pousadas, mas não tem vida noturna nenhuma. Lá, há dois ou três restaurantes apenas. Em Barra Grande há bem mais opções.

Mas não vá pensando que Barra Grande é uma “rua das Pedras”, como Búzios (RJ). Não há qualquer calçamento. Todas as ruas são de areia e você vai sujar o pé toda vez que botar ele para fora. A Península de Maraú toda é bem “roots”, sem frescura. Lembra mais Ilha Grande (RJ) do que Búzios (RJ), Pipa (RN) ou Morro de São Paulo (BA).

Centrinho de Barra Grande na baixa temporada. Foto: Marcelle Ribeiro.

Centrinho de Barra Grande na baixa temporada. Foto: Marcelle Ribeiro.

Outra dica: Barra Grande não é pequena e é melhor você se hospedar perto da praça principal e da igreja, onde ficam as opções gastronômicas.

Nós nos hospedados no Flat Barra, um misto de flat e pousada no centro de Barra Grande, a 10 minutos a pé da praça principal e da igreja. Achei bem localizada e o atendimento é nota 10. Os funcionários são super gentis. O “quarto” na verdade não é um quarto: cada unidade é composta de suíte com cama de casal com varanda, rede e ar condicionado + saleta com sofá que é bicama e TV + outra sala com sofá + lavabo + cozinha americana + área de serviço com tanque e varalzinho. Ou seja, o flat é bem espaçoso (dormem 4 pessoas), além de colorido. A cozinha é super bem equipada, com fogão, geladeira grande, panelas, utensílios de cozinha, pratos, copos e talheres. Eu inclusive cozinhei lá.

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Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Flat Barra, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

O Flat Barra tem também piscina com espreguiçadeiras e um bonito jardim, cuidado com atenção.  São poucas unidades, menos de 10.

Digo que é um misto de pousada com flat pois eles servem café da manhã caprichado e gostoso (o que não acontece com todos os flats em geral), com frutas, pães, bolos, frios, sucos, tapioca feita na hora, ovos e bebidas. Além disso, todas as tardes fica à disposição dos hóspedes, sem custo, um gostoso bolo, café e chá.

Os lençóis e toalhas, no entanto, precisam ser renovados. Nos quartos que nós ocupamos durante nossa estadia, encontramos roupas de cama e banho surrados, alguns furados. Os banheiros também poderiam ser reformados, pois nas unidades em que dormimos o box tinha azulejos manchados e de cores diferentes, a tampa do vazo sanitário estava quebrada, e o assento do vaso sanitário estava amarelado. Além disso, em uma unidade encontramos uma parede com mofo.

Também estranhei o fato de não haver funcionário durante a noite na recepção do Flat e de o estabelecimento passar, aparentemente, todo o tempo aberto. Não há portão no muro baixo que cerca a propriedade.

Minha família ocupou duas unidades do Flat Barra nos dias que passamos lá. O meu foi cortesia do Flat Barra. Pela unidade dele, meu pai pagou R$ 160 pela diária, em baixa temporada.

 

Onde comer

A Península de Maraú tem restaurantes com preços variados, mas saiba que almoçar na beira da praia não vai te custar menos de R$ 40 por pessoa (sem bebida).

Eu fui em baixa temporada, uma semana antes de feriadão, e encontrei muita coisa fechada. Mas meu pai, que já foi a Barra Grande várias vezes, disse que em alta estação, a vila ferve. Veja algumas dicas de onde comer e também de onde NÃO comer.

 

Tio Sazo

A Tio Sazo é uma deliciosa pizzaria com dezenas de sabores, muitos fora do tradicional. Comemos meia calabresa, meia berinjela flambada e estava deliciosa. As mesas ficam numa área ao ar livre na Praça da Tainha, no Centrinho de Barra Grande, um lugar bem agradável. A pizzaria só funciona à noite.

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Pizza da Tio Sazo, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

La Trattoria

O restaurante La Trattoria tem um pouco de tudo: petiscos, massas, risotos, frango, carne, bruschetta e grelhados. Os pratos são individuais e custam em média R$ 35. Só abre para jantar. Nós fomos de bruschetta vegetariana, frango com salada verde e salada de legumes, além de filé mignon aperitivo. Estava tudo muito gostoso e deu de sobra para nós 3. A caipivodka também estava bem gostosa (menos de R$ 20).

 

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante La Trattoria, em Barra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Bar da Rô

O Bar da Rô é um dos lugares mais famosos da península de Maraú, por ter mesinhas e espreguiçadeiras à beira do rio Carapitangui, pertinho da praia de Barra Grande, e por reunir gente de mais alto poder aquisitivo para o pôr do sol. O lugar é bem agradável, entre o rio e o mar, com um deck na beira da água.

Mas espere preços salgados. Os tira-gostos custam de R$ 22 (batata frita) a R$ 120 (lagosta), mas boa parte deles sai a R$ 45. Os pratos para 2 pessoas custam de R$ 110 (arroz de polvo) a R$ 170 (lagosta com arroz negro). Um peixe frito com legumes custa R$ 150.

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Isca de peixe do bar da Rô. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

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Deck do bar da Rô. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Pastellaria

Eu fui à Pastellaria não para comer pastel, mas sim atraída pelo PF (prato feito) que eles oferecem. Era uma segunda-feira de baixa temporada e os poucos restaurantes abertos no centrinho de Barra Grande estavam desertos. Na Pastellaria, as poucas mesas da varanda estavam ocupadas e o cheirinho de bife estava convidativo.

O lugar é ótimo para quem não quer gastar muito e quer comer uma comidinha simples, caseira, mas super saborosa. A carne estava bem macia. Meu PF veio com feijão, arroz, bife e saladinha e custou a bagatela de R$ 20. Super bem servido. A Pastellaria fica no centrinho de Barra Grande, após o ponto das jardineiras, andando em direção à igreja.

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PF bom, bonito e barato da Pastellaria. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Onde não comer

 

Mucama

Almoçamos um peixe assado na folha de bananeira na barraca de praia Mucama, na praia de Ponta do Mutá, que estava bem sem gosto e que deveria ter ficado na grelha por mais tempo. Além disso, demorou 1h20 para chegar à mesa, apesar de a barraca não estar cheia no dia. Custou R$ 120 (servia 3 pessoas), com acompanhamentos.

 

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