Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Bombinhas (SC): Quando ir, onde ficar e dicas de transporte

16 de maio de 2016, por Marcelle Ribeiro

Agora que você já sabe quais são as praias mais bonitas de Bombinhas e já têm uma ideia de como montar um roteiro de viagem para esse paraíso de Santa Catarina (já leu esse post aqui?), vou te dar dicas de onde ficar, a melhor época para ir para lá, como chegar e como se locomover por lá. Vumbora?

 

Quando ir

Para escolher em qual época ir a Bombinhas, você deve levar em conta não apenas o clima, mas também os engarrafamentos e lotação da cidade. Na alta estação, principalmente nos feriadões do Réveillon e Carnaval, a cidade lota e o trânsito fica bastante engarrafado. Pelo que apurei com moradores, no Ano Novo, por exemplo, leva-se horas para se fazer trechos curtos que normalmente são feitos em poucos minutos. Por isso, não indico ir nesses períodos.

Dizem que depois do Carnaval fica um pouco mais calmo e que, melhor ainda é depois da Páscoa. Eu fui na primeira semana de abril, pois este mês, junto com março, é ótimo para conhecer o litoral catarinense, já que o clima ainda está quente, quase não chove e a água do mar está em uma temperatura agradável (fria, mas sem ser gelada). E olha que sou baiana!

Veja a média de temperatura média e o histórico de chuvas de Bombinhas mês a mês no site da Climatempo.

 

Onde ficar

Bombinhas tem uma ótima rede hoteleira. Os hotéis e pousadas se concentram principalmente nas praias de Bombinhas (pois é, tem uma praia com o mesmo nome da cidade), e depois, em uma quantidade um pouco menor, nas praias de Bombas e Mariscal.

Bombinhas é a praia que tem mais opções de restaurantes, bares e lojinhas de artesanato. Dá para ir jantar andando.

Eu me hospedei em Bombas, que, pelo menos na baixa temporada (início de abril), tinha bem menos restaurantes abertos que Bombinhas. A vantagem de Bombas é que os preços das pousadas costumam ser um pouco mais baixos.

Como apenas passei de carro por Mariscal, não posso dizer sobre a oferta de hospedagem por lá.

Bombas e Bombinhas não são praias muito bacanas para banho: a água do mar não é clara e a areia, além de meio escura, é dura. Em ambas, há poucas ondas. Bombinhas tem muita estrutura para o banhista, com pontos de aluguel de guarda-sol e cadeira e muitas barracas/restaurantes na beira da praia. Bombas tem alguns, mas bem menos.

Eu me hospedei na Pousada Canário Azul*, que fica em Bombas. O quarto é bem equipado, com TV, frigobar, ar condicionado, microondas, grill para pão, pia, pratos e alguns utensílios de cozinha. Ou seja, ótimo para quem quer economizar e fazer um sanduíche no quarto mesmo, ou esquentar comida congelada. A pousada também é bem limpa, com roupas de cama e banho novos. A cama era confortável e o chuveiro também.

O atendimento é muito bom. A Milena, dona da pousada, atende pessoalmente todos os hóspedes e dá dicas da cidade e até carona. São poucos quartos, alguns com varanda, uma pequenina área de convívio comum, e a recepção, que normalmente não tem ninguém. A Milena, no entanto, está pronta a atender pelo Whatsapp sempre que solicitada.

O café da manhã é servido no quarto, em horário previamente agendado no dia anterior ou indicado no mesmo dia (basta mandar uma mensagem pelo celular). A bandeja vem com dois tipos de fruta, café, leite, suco de laranja, dois ou três tipos de pães, um bolo ou alguma guloseima doce, queijo, manteiga e geleia. Simples, mas gostoso.

A pousada tem estacionamento, mas acho que poderia melhorar se os hóspedes tivessem a chave do portão. Ele fica fechado, mas não trancado, o dia inteiro (e à noite também). Ou seja, se alguém de fora perceber que basta empurrar, é possível entrar na garagem e chegar à porta dos quartos.

A localização é que me incomodou um pouco. Na baixa temporada, quase todos os imóveis da rua ficam vazios e há terrenos baldios. A pousada fica no final da rua. Andando sozinha, no início da noite, não me senti muito segura, porque estava muito deserto. Para vocês terem uma ideia, mesmo numa noite de sábado não há movimento nos poucos bares de Bombas que ficam abertos. Em Bombinhas o movimento é beeem maior. Mas pode ser que na alta temporada o cenário seja outro, não sei avaliar.

O quarto em que fiquei precisa de uma reforma nas paredes. Uma delas tinha uma rachadura.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Canário Azul, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Como chegar a Bombinhas

Se você vai de ônibus para Bombinhas, saiba que a cidade não tem rodoviária. Você vai precisar pegar um ônibus até a cidade de Porto Belo, que é a mais próxima e fica a 10 minutos de carro de Bombinhas. Em Porto Belo, você desce e pega um ônibus ou um táxi (tabelado, a R$ 40) para Bombinhas.

De Florianópolis a Porto Belo, a única empresa que opera o trecho é a Viação Navegantes, que não vende passagem pela internet. A passagem custa cerca de R$ 20 e a viagem dura aproximadamente 1h30. O ônibus é convencional com ar condicionado e tem bagageiro. Não é dos mais novos, mas dá para o gasto. Veja os horários aqui.

De Balneário Camboriú a Porto Belo, você tem que pegar um ônibus urbano, da Viação Praiana, daqueles sem bagageiro, com catraca mesmo. Veja os horários aqui. A passagem custa R$ 5, só pode ser comprada na hora, em dinheiro, e a viagem demora cerca de 1h. A partida é de um ponto de ônibus em frente à rodoviária de Balneário Camboriú (se informe dentro da rodoviária).

De Porto Belo a Bombinhas, a mesma Viação Praiana opera um sistema de micro-ônibus, que sai da rodoviária de Porto Belo e vai passando por todos os bairros da cidade de Bombinhas, fazendo ponto final na praia de Canto Grande. É um ônibus de linha, comum. A passagem custa R$ 3. Você pode ver os horários aqui. Eles saem no horário marcado de Porto Belo.

Se você vai com mala, recomendo que, chegando a Porto Belo, pegue um táxi a Bombinhas, porque esses ônibus são bem pequenos e vão sempre cheios. Tem ponto de táxi em frente à rodoviária.

 

Como se locomover

Bombinhas é uma cidade que parece ser pequena (pelo menos no mapa!) mas não é. Quem vai de carro consegue conhecer mais praias de modo mais fácil, pois o transporte público lá não é farto.

Há apenas 2 ou 3 ônibus circulando por dia (isso mesmo, 2 ou 3 ônibus, não são 2 ou 3 linhas com vários carros) e uma única empresa operando, a Viação Praiana. Os ônibus que circulam na cidade são os que saem de Porto Belo e depois percorrem todos os bairros de Bombinhas até chegarem ao ponto final, que é na praia de Canto Grande.

Dá para saber o horário em que eles saem de Porto Belo (veja nesse link aqui), mas descobrir quando passam em cada ponto é impossível. Eles demoram cerca de 40 minutos para passar nos pontos, que nem sempre são sinalizados com placas. Em 5 dias lá, não consegui me entender com os horários. Eu nunca sabia se teria que esperar 5 minutos ou 40 para pegar um ônibus da praia de Bombas à de Bombinhas, por exemplo.

Além disso, os trajetos são confusos. Não tem aquela história de “vou atravessar a rua para pegar no ponto do outro lado porque é para aquela direção que eu quero ir”.

Andar de uma praia para outra também nem sempre é opção, pois às vezes elas até são vizinhas, mas são separadas por uma montanha cheia de ladeiras ou um monte de pedras na faixa de areia. Não dá para ir andando, por exemplo, de Bombas a Bombinhas. Dizem que há um ônibus especial circulando apenas entre essas duas praias à noite, mas não vi.

Os táxis circulam a um preço fixo dependendo da distância. De Bombas a Bombinhas, uma corrida de 5 minutos, eles cobram R$ 25. De Bombas à praia de Sepultura, R$ 30. De Bombas à cidade vizinha de Porto Belo, que fica a 10 minutos de carro, a corrida sai a R$ 40. Pelas distâncias percorridas e pelo tempo gasto (em baixa estação!), acho caro!

Por isso, se você pode alugar um carro, alugue. Além disso, há lugares lindíssimos, como a praia da Tainha (saiba mais sobre ela aqui), aos quais você só chega se estiver de carro.

Eu passei 3 dias lá andando sozinha de transporte público ou táxi e em outros 2 dias usei um carro alugado.

Ao reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, você compara preços de várias locadoras, consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

 

* O Viciada em Viajar se hospedou por 5 noites na Pousada Canário Azul como cortesia da pousada.

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Veja também:

Bombinhas (SC): As praias mais bonitas e sugestão de roteiro de viagem

Leia todos os posts sobre Bombinhas (SC)

Todas as dicas sobre Florianópolis

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Bombinhas (SC) – Sugestão de roteiro de viagem pelas praias mais bonitas

11 de maio de 2016, por Marcelle Ribeiro

Bombinhas tem as praias mais bonitas de Santa Catarina. Água paradinha, sem ondas, transparente e de um verde cor de esmeralda incrível. Algumas delas têm peixinhos coloridos em piscininhas naturais. Outras têm algumas ondas, mas que não chegam a atrapalhar quem não surfa.

Passei quase uma semana lá no início de abril desse ano e fiquei encantada. Olhando o mapa, a cidade pode parecer pequena, mas não é. Atrações não faltam! E o bacana é que lá tem muita oferta de pousadas e restaurantes, além de algumas lojinhas.

Eu recomendo que você passe pelo menos 4 dias lá. Podendo passar mais, você conhece outras praias além das “obrigatórias” e também visita Porto Belo, cidade vizinha a 10 minutos de carro e que também tem uma praia maravilhosa.

Dê uma olhadinha nesse mapa da cidade: http://turismo.bombinhas.sc.gov.br/static/upload/paginas/arquivos/Mapa.pdf

Desde já adianto que não curti muito as praias onde está a maior parte das pousadas e restaurantes, que são Bombinhas (isso mesmo, há uma praia com o mesmo nome da cidade) e Bombas. A areia delas é muito dura e escura e a água não é das mais bonitas. Mas como você provavelmente se hospedará em um delas, pode dar uma caminhada à tarde nestas praias. Por isso, elas entraram na sugestão de roteiro que fiz abaixo.

Infelizmente não dá para ir a pé de algumas praias para outras (como de Bombas para Bombinhas) pois muitas vezes elas são separadas por morros, ou por faixas de pedras enormes na areia. O ideal é ter um carro para se locomover. Se você não tiver, pode fazer como eu, e andar de ônibus urbano, mas prepare-se para esperar por um bom tempo ele passar. Mas explico melhor sobre essa questão “transporte” em outro post.

Vamos ao roteiro?

 

Dia 1 – Praias do Embrulho, Lagoinha, Sepultura e Bombinhas

Comece seu dia com uma caminhada por praias pequenas em tamanho mas grandes em beleza. Do canto direito da praia de Bombinhas há uma trilha de madeira que, após 5 minutos de caminhada, leva primeiro à Prainha, onde há um pequeno trapiche e pedras.

Caminhe mais 2 minutos na areia e você vai encontrar a praia do Embrulho, que é bem bonita e com água verde esmeralda e paradinha. Na Praia do Embrulho há um bar/restaurante bonitinho.

 

Praia do Embrulho, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Embrulho, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Embrulho, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Embrulho, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mais uns 3 ou 4 minutos de caminhada e você estará na praia da Lagoinha, que é uma delícia. Na água, rasinha, há vários peixinhos coloridos, e nem precisa de snorkel! Eles ficam ali numa espécie de piscininha, onde você pode tomar um banho gostoso e tranquilo. Pena que nesse trecho o único ponto de venda de bebidas estava fechado quando eu fui (na baixa estação).

Praia da Lagoinha, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Lagoinha, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Praia da Lagoinha, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Perto desse bar da praia da Lagoinha, há uma escadinha de pedras, que leva ao asfalto, onde você pode continuar a sua caminhada até a praia mais linda de todas, a Sepultura. Abstraia os besourinhos que há na escada (eles se afastam quando você coloca o pé) e continue até o asfalto. Por ele, são mais uns 10 minutos de caminhada, subindo uma ladeira com belas casas, até chegar à placa que indica o caminho para a praia de Sepultura (à esquerda). Desça pelo estacionamento e você vai chegar à praia de Sepultura, que tem água verdinha e lindinha e árvores que fazem uma sombra providencial em parte da areia. O banho aqui é divino! E ainda dá para curtir a vista dos barquinhos e da praia de Bombinhas.

Na Sepultura há uma loja de aluguel de snorkel, caiaque e stand up paddle, que também vende bebidas e salgadinhos. Mas, na baixa estação, não alugam guarda-sol ou cadeira.

Praia da Sepultura, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Sepultura, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Sepultura, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Sepultura, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Todas essas praias que acabei de descrever são de areia clara mas um pouco dura (mais confortável levar uma cadeira do que deitar direto na canga), água transparente, verde-esmeralda e super parada, sem nenhuma onda! E todas são beeem pequenas, tipo 100m de extensão cada. Por isso, não recomendo visitá-las na alta estação, pois elas estarão lotadas e perderão todo o charme.

E a temperatura da água? Eu fui a Bombinhas no início de abril e gostei da temperatura do mar. A água era fria, não gelada. Já tomei banho de mar muito mais gelado no Rio de Janeiro e em Arraial do Cabo. Março e abril são as melhores épocas para conhecer o litoral catarinense, pois quase não chove (diferentemente do verão), a temperatura está boa (o tempo está quentinho na medida certa), e não há engarrafamentos.

Depois de conhecer essas praias, volte caminhando pelo asfalto até a praia de Bombinhas e almoce em uma das barracas/restaurantes à beira-mar. Em seguida, aproveite para caminhar um pouco na praia de Bombinhas. Esta praia, que tem o mesmo nome da cidade, é a mais movimentada de todas e tem uma excelente infraestrutura para o turista, com pontos de aluguel de guarda-sol e cadeira, muitas opções de petiscos e atrações como banana-boat, caiaque e outros. Mas a cor da água é feinha e a areia é escura. Não achei nada bonita. Além disso, ela não tem aquela Mata Atlântica quase intocada em volta, como nas praias que citei acima.

Praia de Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Dia 2 – Mirante Eco 360°, praia da Tainha e praia de Zimbros

A vista mais sensacional de Bombinhas você tem do Mirante Eco 360°, de onde você pode apreciar as praias do mar de “Dentro” da cidade, que tem água mais calma, como as de Zimbros e Canto Grande de Dentro; e as do mar de “Fora”, com mais ondas, como Mariscal e Canto Grande de Fora. E ainda dá para ver as cidades de Florianópolis, Governador Celso Ramos e a ilha do Arvoredo, famosa pelo mergulho.

Eu sugiro que você comece o dia pelo mirante, pois vai suar um pouquinho para subir a trilha até ele. Mas calma, são apenas 10 minutinhos de caminhada. Mais tarde você será recompensado por um gostoso banho de mar.

Para fazer os passeios que sugiro nesse dia, você tem que ter um carro. É que o Mirante Eco 360° fica a uns 20 minutos de carro da parada final de ônibus na praia de Canto Grande, ladeira acima. Ou seja, você pode até ir de ônibus (salte na parada final, avise ao motorista que vai ao mirante), mas do último ponto terá que caminhar por uma subida considerável. E quando chegar na portaria do Mirante, ainda terá que fazer a trilha sobre a qual falei há pouco.

A entrada do mirante custa R$ 10 por pessoa. A trilha é super simples, impossível se perder. Lá tem banheiro e venda de água.

Depois de visitar o Mirante, sugiro que você desça a montanha de carro e vá para a Praia da Tainha, que só é acessada de automóvel. Não há transporte público para lá e não vi táxis.

A praia da Tainha é uma beleza: areia fininha e branquinha, mar paradinho e verdinho. Sem muvuca (pelo menos na baixa estação) e com muito verde em volta. E mesmo fora de temporada, havia pessoas alugando guarda-sol e cadeira, além de um restaurante em frente à praia que vendia bebidas na areia. Estacione na área em frente ao restaurante (R$ 10) para evitar transtornos.

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Vista do Mirante Eco 360°: Mar de Dentro e de Fora. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Vista do Mirante Eco 360°, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Praia da Tainha, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Praia da Tainha, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Tainha, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois do mirante e da praia, você já deve estar com fome, certo? Hora de ir para a Praia de Zimbros, almoçar no imperdível Berro D’Água. O restaurante é uma graça, em frente à praia e serve deliciosos peixes (R$ 80 o prato para duas pessoas). A praia de Zimbros é uma das do “mar de dentro”, e tem mar super parado. Porém, não achei essa praia tão interessante para passar o dia, porque a areia é quase preta, bem dura e a água não é tão atraente quanto em outras praias da cidade.

Além disso, Zimbros, assim como a praia de Canto Grande de Dentro, é uma praia de pescador, mais simples e rústica, com pouca estrutura para o banhista e com muitos barcos. A faixa de areia também é pequena.

O que nós achamos interessante lá foi, além do almoço de frente para o mar, a experiência de ter visto os pescadores puxando uma rede da água e checando quais peixes conseguiram.

Praia de Zimbros, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Zimbros, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Dia 3 – Praia de Quatro Ilhas e Praia de Bombas

A praia de Quatro Ilhas disputa com a praia da Tainha o posto de praia mais bonita de Bombinhas para alguns (embora a minha preferida seja a da Sepultura). E ela é mesmo uma beleza! A faixa de areia é maior que a da Tainha (e bem maior que a de Sepultura), o que faz dela uma ótima escolha para a alta estação, quando a cidade lota! A areia é clarinha, fofa e a água, transparente, quase não tem ondas. É uma delícia para o banho. Na alta estação, há pontos de aluguel de guarda-sol e cadeira.

Eu fui de carro, mas se você for de ônibus, dá para saltar perto da praia. Na rua de frente à orla há alguns restaurantes, caso você queria almoçar.

À tarde, você pode caminhar pela praia de Bombas, que tem areia dura. Como não achei a praia muito legal para banho ou para passar o dia (a areia não é das mais claras, assim como o mar), sugiro que você apenas aproveite o fim de tarde lá.

Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 4 – Praias de Canto Grande de Fora, Mariscal e Canto Grande de Dentro

A Praia de Canto Grande de Fora é bem diferente das demais praias de Bombinhas devido à extensão da faixa de areia. Ela é bem comprida e espaçosa. E, na verdade, é uma continuação da praia de Mariscal, onde há pousadas e alguns bares e restaurantes. É uma área que reúne famílias e, em dias de ondas fortes, surfistas. Mas no dia em que fui achei as ondas bem fraquinhas, super tranquilas. A areia é clara, mas meio dura, então você fica mais confortável se levar uma cadeira. Não vi pontos de aluguel de guarda-sol e cadeira, mas acredito que na alta estação deve haver.

Depois de curtir o dia em Canto Grande de Fora ou Mariscal, você pode ir para a praia de Canto Grande de Dentro para almoçar ou ver o pôr do sol. A dica é o bar/restaurante Tatuíra, que fica na praia de Canto Grande de Dentro, mas bem na pontinha próxima a Canto Grande de Fora (dá para ir andando). O cardápio tem desde petiscos diferentes a refeições individuais elaboradas.

Assim como a praia de Zimbros, Canto Grande de Dentro não é tão bacana para passar o dia, pois a areia é escura e a água do mar também. Mas é bonito ir lá ver os barquinhos e o sol cair.

Praia de Canto Grande de  Fora. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Canto Grande de Fora. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Canto Grande de  Fora. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Canto Grande de Fora. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Canto Grande de  Dentro. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Canto Grande de Dentro. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 5 – Porto Belo

No quinto dia, você pode ir a Porto Belo, cidade a 10 minutos de carro de Bombinhas, para visitar a Ilha de Porto Belo. A ilha é belíssima e tem uma praia pequena, mas excelente para banho. Falo mais sobre ela em outro post.

Ilha de Porto Belo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ilha de Porto Belo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 6 – Ilha do Arvoredo

Quem curte mergulho de cilindro deve aproveitar para conhecer a ilha do Arvoredo, onde há muitos peixes e outras espécies marinhas. Há agências de mergulho que fazem passeios de dia inteiro para lá saindo de Bombinhas, pois a ilha está muito perto da cidade. Eu não fiz o passeio, mas guias de viagem dizem que vale a pena.

 

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Veja também:

Leia todos os posts sobre Bombinhas (SC)

Todas as dicas sobre Florianópolis

Índice de posts sobre Balneário Camboriú

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Balneário Camboriú (SC): Onde ficar, onde comer e quando ir

7 de maio de 2016, por Marcelle Ribeiro

A melhor região para se hospedar em Balneário Camboriú (SC) é a praia Central, onde há restaurantes, bares, muito comércio e facilidade de transporte público. A Praia Central não é a mais bonita nem a melhor para tomar banho, mas é bacana para dar uma caminhada no final da tarde ou mesmo à noite. É onde os moradores se encontram para fazer atividade física, passear com o cachorro ou com as crianças. Tem movimento até tarde da noite e um monte de lugar bacana para comer.

Você não precisa se hospedar na Avenida Atlântica (a avenida à beira-mar) propriamente dita. Nas ruas próximas a ela há vários hotéis bacanas. Os nomes das ruas de Balneário Camboriú são números, o que facilita a gente “se achar”. As quadras são bem pequenas.

Mas a Praia Central é super comprida. Onde ficar? Eu recomendo o trecho em que fiquei hospedada, na rua 1500, entre a Avenida Atlântica e a Avenida Brasil. Por ali, há muitos restaurantes e bares e comércio.

Eu fiquei no Hotel Itália* e gostei. Recomendo. Além de super bem localizado (a 200 metros da praia), ele é limpo, tem uma cama confortável, ar condicionado, TV, wifi com bom sinal, café da manhã farto (frutas, sucos, pães, bolos, frios, doce de leite) e o atendimento é atencioso. As recepcionistas sempre davam boas dicas e indicações de transporte. Tem uma piscina pequenininha, que eu não usei.

 

Hotel Itália, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro

Hotel Itália, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro

Hotel Itália, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro

Hotel Itália, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro

Hotel Itália, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro

Hotel Itália, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Onde comer

Balneário Camboriú tem muitas e gostosas opções gastronômicas. Como eu disse, elas se concentram na orla ou ruas próximas da Avenida Atlântica, na Praia Central.

 

La Trattoria Ristorante

O La Trattoria Ristorante é um delicioso restaurante italiano, com massas caseiras, feitas pelos próprios donos. O cardápio tem saladas (R$25), bruschettas (4 fatias a R$ 35), massas (de R$ 30 a R$ 59), risotos (em média R$ 40), e carnes com acompanhamentos (em média R$ 60). Os pratos são para uma pessoa e bem servidos.

Provei um dos mais famosos da casa, um fettucine com linguiça de Blumenau (R$42), porque adoro prestigiar ingredientes locais. A linguiça vem picadinha e meio picante. O molho de tomate tem também azeitona, alho e tempero verde. Estava uma delícia.

Não deixe de provar o brownie com sorvete. Não está no cardápio, mas peça. É um dos donos que faz pessoalmente e é um dos melhores e mais macios brownies que já comi.

O ambiente é agradável, bem decorado e com atendimento atencioso.

O La Trattoria só abre para jantar, das 19h às 23h30. Fica na Rua 2.100, número 87, na Praia Central.

Minha refeição lá foi cortesia dos donos do restaurante.

 

Trattoria Ristorante, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Trattoria Ristorante, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Trattoria Ristorante, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Trattoria Ristorante, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Trattoria Ristorante, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Trattoria Ristorante, em Balneário Camboriú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Chaplin

O Chaplin tem várias unidades na Praia Central, uma pertinho da outra. Uma tem mais cara de restaurante, outra de bar e a terceira é uma pizzaria. Eu fui jantar na que tinha cara de restaurante e pedi um prato de criança (porque todos os pratos lá são para 2 pessoas). Mas o prato tinha bastante comida! Veio tirinhas de frango grelhado, purê de batata, legumes ao vapor e feijão. O prato ainda acompanhava um suco e uma salada de frutas. Tudo isso por uns R$ 30. Super barato e gostoso. Recomendo.

O bar fica na Avenida Atlântica, número 1500, e, na mesma rua, no número 2200, fica o restaurante.

 

Fresh Bowl Salads

Um lugar bom, bonito, barato para quem curte comida saudável é o Fresh Bowl Salads. É aquele esquema em que você monta a sua salada. Basta escolher alguns tipos de folha, outros de legumes e verduras e uma proteína, além de molho e outros itens opcionais. Eu fui de mix de folhas, rúcula, cenoura, grão de bico, batata doce, berinjela, frango e molho de mostarda, porque a ideia era ter proteína, carboidrato e vegetais, já que aquele era o meu almoço. Tudo isso a uns R$ 25. E estava gostoso!

 

Fresh Bowl Salads. Foto: Marcelle Rineiro.

Fresh Bowl Salads. Foto: Marcelle Rineiro.

 

Quando ir

 

Março e abril são os meses perfeitos para visitar não só Balneário Camboriú, mas as praias catarinenses de maneira geral, como ensina o blogueiro Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, pois a temperatura está quente e quase não chove (veja a média de chuva mês a mês no site do Climatempo). E melhor: não tem a muvuca da alta estação do verão.

Balneário Camboriú, por exemplo, fica lotada entre o Revéillon e o Carnaval e se locomover é difícil nessa época. Uma prima passou o Ano Novo lá e disse que os engarrafamentos duravam quase 2h mesmo para trechos curtos, o que dificultou bastante os passeios.

 

*O Viciada em Viajar ganhou 3 diárias de cortesia do Hotel Itália, intermediado pelo Balneário Convention e Visitors Bureau.

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Veja também:

Veja sugestão de roteiro de 2 dias de viagem em Balneário Camboriú

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Índice de posts sobre Balneário Camboriú

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