Receba os posts por e-mail

Desconto no Seguro Viagem

Curta nossa fanpage

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Perto de San Francisco: Árvores gigantes em passeio em Muir Woods

27 de maio de 2015, por Marcelle Ribeiro

Tem lugares que marcam uma viagem. Tem lugares que fazem você se sentir em paz, deslumbrada, extasiada com o que vê. Quando me perguntam sobre a minha viagem à Califórnia, onde estive por um mês em março desse ano, eu digo que me apaixonei pela região pela quantidade de lugares incríveis que visitei. Mas um de meus preferidos, definitivamente, foi Muir Woods, uma floresta de árvores gigantescas, a apenas uma 1h20 de San Francisco. Sabe aquela sensação de pertencimento, de um lugar que acalma a sua alma? Assim foi essa floresta pra mim.

IMG_4285 (2)

Muir Woods. Foto: Marcelle Ribeiro

Muir Woods fica a apenas 1h20 de carro de San Francisco. Lá as árvores não são quaisquer árvores: são Redwoods gigantescas, com até 78 metros de altura, 2 mil anos e 6 metros de diâmetro. A Califórnia tem outros parques em que você pode ver sequoias (de outra espécie, mais velhas e com maior diâmetro), mas nenhum é tão perto de San Francisco quanto Muir Woods. E o melhor: o passeio para vê-las é super fácil, uma caminhada por alamedas que nem chega a ser uma trilha propriamente dita, super fácil. Em poucos minutos caminhando, você já poderá ver e tocar nessas maravilhas enormes.

 

IMG_1014

Muir Woods. Foto: Marcelle Ribeiro

O parque tem algumas opções de trajeto para fazer, mas o ideal é você caminhar sem tanta preocupação com o que ver, apenas calculando o tempo para voltar. A “trilha” mais comprida vai até a Ponte 4 e tem 3,2 km (ida mais volta). Nós passamos cerca de 1h lá, e andamos cerca de 1,6km no total, tirando um monte de fotos com as árvores de mais de mil anos do parque no bosque Bohemian. O parque é todo sinalizado e não estava cheio na tarde de quinta-feira em que estivemos lá. Não havia filas e o clima estava bem agradável. Há muitas placas explicando a história das árvores, um incêndio que elas sofreram e a história do lugar. Em algumas é possível até entrar, de tão grandes que são!

IMG_0999

Muir Woods. Foto: Guilherme Calil

 

 

IMG_1002

Muir Woods. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_1007

Muir Woods. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_1012

Muir Woods. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_1016

Muir Woods. Foto: Guilherme Calil

IMG_1030

Muir Woods. Foto: Guilherme Calil

IMG_1048

Muir Woods. Foto: Guilherme Calil

IMG_1049

Muir Woods. Foto: Guilherme Calil

Como fomos no inverno, não era possível chegar lá de transporte público, porque a linha que leva até o parque em outras épocas do ano, nesta não estava funciona. Para chegar até lá, você pode alugar um carro ou ir em algum passeio organizado por serviços de turismo ou agências de viagem. Todos os que pesquisei combinam a visita a Muir Woods com uma parada para conhecer uma cidadezinha fofa que fica entre San Francisco e o parque das sequoias, chamada Sausalito. É comum que os passeios durem meio dia e a maioria permite ao turista ficar cerca de 45 minutos a 1h apreciando as árvores.

Quando estive lá em março com o maridão, fomos conhecer Muir Woods com o apoio da empresa de turismo CitySightseeing San Francisco, que nos deu o passeio como cortesia*. Pagamos apenas a entrada do parque (US$ 7 por pessoa).

Nesta empresa, você vai em ônibus com parte aberta, e pode tirar fotos no caminho. É um veículo no estilo Hop On Hop Off: você pode descer em outras paradas antes do destino final (no nosso caso, Muir Woods). A CitySightseeing tem várias linhas de turismo em San Francisco, mas para ir para Muir Woods, você tem que pegar um ônibus deles em San Francisco até Sausalito (linha B), descer em Sausalito e, no mesmo ponto em Sausalito, pegar uma grande van da empresa até Muir Woods (Linha D). A vantagem é que, na prática, você pode ficar mais tempo em Muir Woods que nos tours de outras empresas, já que você pode pegar a van em mais de um horário. Mas fique atento à última saída, porque os ônibus são pontuais e não esperam os retardatários!

Nós pegamos o ônibus para Sausalito em Fisherman’s Wharf às 14h e no caminho pudemos fotografar pontos turísticos de San Francisco como o Palace of Fine Arts e a Golden Gate Bridge. Logo após cruzar a ponte, o motorista fez uma parada no mirante Vista Point, de cerca de 10 minutos, para fotos e depois segue para Sausalito, onde chegamos às 14h50. Cinco minutos depois de descer do ônibus “panorâmico”, entramos na van para Muir Woods e chegamos lá às 15h10. Às 16h25 a van (a última do dia!) deixou Muir Woods de volta para Sausalito, onde chegou após 20 minutos de viagem. Nós ainda tivemos tempo para dar uma andadinha em Sausalito por cerca de 1h, pois optamos por pegar o último ônibus de volta para San Francisco, que estava previsto para às 18h, mas que acabou saindo atrasado devido ao trânsito. Por volta das 19h30 chegamos em Fisherman’s Wharf. Em todos os ônibus e vans, os motoristas são guias e vão explicando curiosidades pelo caminho. Este passeio custa US$ 49,99 (adulto) ou US$ 35,99 (criança).

*Importante ressaltar que o texto deste post reflete fielmente a nossa opinião sobre o passeio e que não recebemos pagamento para escrevê-lo. Passeios-cortesia são comumente oferecidos a blogueiros e jornalistas de viagem para que eles possam avaliar os serviços de empresas e atrações de determinado destino.

 

IMG_0981

Palace of Fine Arts, em San Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro

 

IMG_0985

Golden Gate Bridge. Foto: Marcelle Ribeiro

 

IMG_0987

A caminho de Muir Woods, vendo a baía de San Francisco. Foto: Marcelle Ribeiro

 

IMG_0990

Sausalito. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Na época em que eu fui, os horários de saída dos ônibus da City Sightseeing eram esses:

– Saída de Fisherman’s Wharf para Sausalito: 10h, 11h, 12h,13h, 14h, 15h, 16h e 17h. (trajeto feito em 45 a 60 minutos).

– Saída de Sausalito para Muir Woods: 11h55, 12h55 e 14h55 (trajeto feito em cerca de 20 minutos).

– Saída de Muir Woods para Sausalito: 11h, 12h25, 14h25 e 16h25 (trajeto feito em cerca de 20 minutos).

– Saída de Sausalito para San Francisco: 11h, 12, 13h, 14h, 15h, 16h, 17h e 18h.

 

Muir Woods

http://www.nps.gov/muwo/index.htm

Horário de funcionamento: O Parque Nacional de Muir Woods abre todos os dias, mas os horários de funcionamento variam de acordo com a época do ano. Ele abre de manhã e fecha no fim da tarde, mas os horários exatos você pode consultar aqui: http://www.nps.gov/muwo/planyourvisit/hours.htm

Preço: US$ 7 (pessoas com 15 anos de idade ou menos não pagam).

Endereço: 1 Muir Woods Road, Mill Valley, na Califórnia. O parque fica a 11 milhas da Golden Gate Bridge (ponte).

Normalmente, de abril a outubro há um ônibus que leva de um ponto perto da Highway 101 e deixa na entrada do parque. Saiba sobre ele aqui.

 

Leia também:

Passeio perto de San Francisco: Vinícolas em Napa e Sonoma

Aluguel de carro nos Estados Unidos: como encontrar bons preços

Como andar de transporte público em San Francisco (EUA)

Veja o índice de posts sobre San Francisco

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Trilha do Salto, maravilha do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

24 de maio de 2015, por Marcelle Ribeiro

Quem vai pela primeira vez à Chapada dos Veadeiros, em Goiás, tem como passeio obrigatório fazer uma das duas trilhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, onde há cachoeiras incríveis. Localizado na cidade (ou melhor, povoado) de São Jorge, o parque tem atrações que não são para os fracos: os dois percursos possíveis, a Trilha do Salto e a Trilha dos Cânions, têm 11km e 12 km (ida + volta) respectivamente. Ou seja, prepare as pernocas, pois elas vão trabalhar!

Na verdade, o parque tem ainda duas outras trilhas, mas a da Sete Quedas tem 23km e requer pernoite em camping no meio do mato. E a da Seriema tem apenas 800m e é para crianças.

Quando fui à Chapada dos Veadeiros no carnaval desse ano, eu tinha certeza que ia fazer uma das trilhas do parque, mas ficamos morrendo de dúvida até o último minuto de qual faríamos. A do Salto, apesar de ser ligeiramente mais curta (1km) tinha mais trechos íngremes (e consequentemente cansativos!). Mas é nela que fica o cartão-postal da Chapada, o salto do Rio Preto de 120 metros de altura. A dos Cânions é um pouco mais longa, mas dizem que é mais plana.

Nosso grupo chegou no parque ainda indeciso, pois havíamos feito uma trilha de 16km no dia anterior (a que leva à Cachoeira do Segredo, sobre a qual já falei neste post aqui) e as nossas perninhas não estavam 100%, apesar de nosso grupo estar cheio de disposição. Eu havia lido muito sobre as duas trilhas, conversado com moradores locais, mas ainda assim não sabia se a gente teria pique para fazer a do Salto, que inicialmente era a minha primeira opção. Ao chegarmos no parque, tiramos dúvidas com funcionários, mas aí, quando a gente já tinha decidido fazer a dos Cânions e fomos passar na roleta de entrada, o guarda florestal nos disse que o limite máximo de visitantes na trilha dos Cânions havia acabado de esgotar. Nos restava a opção, então, de fazer a trilha do Salto. Bom, já que o destino decidiu por nós, vamos que vamos!

Antes de começar a descrever as belezas do parque, preciso dar umas dicas práticas. Não é preciso de guia para fazer nem a trilha do Salto nem a dos Cânions. Até pouco tempo atrás ter guia era obrigatório, mas o Ibama derrubou essa exigência. As trilhas são super bem sinalizadas e você não terá dúvidas de que caminho seguir.

A outra dica fundamental é: chegue cedo no parque! Como há limite diário de visitação (de 250 para a trilha do Salto e de 300 para a dos Cânions), você corre o sério de risco de chegar lá e não conseguir entrar, ainda mais se for em um feriado. Nós fomos no carnaval e no primeiro dia que tentamos visitar o parque, fomos barrados ainda na estrada. Às 10h, as duas trilhas já estavam com capacidade esgotada. E o pessoal do Ibama não se importa se os visitantes vão sair cedo ou se não vão passar o dia inteirinho lá. Se o número máximo de pessoas for atingido, eles não permitem que mais ninguém entre. No dia seguinte chegamos lá por volta das 8h45 (o parque abre às 8h) e já havia um monte de gente se preparando para entrar na portaria.

Preenchemos o formulário com nossos dados pessoais e fomos encaminhados para assistir a um vídeo de 5 minutos com informações básicas sobre o parque e normas de segurança. Depois, fomos conversar com funcionários do parque para decidir qual trilha fazer. Como já disse, acabamos fazendo a Trilha do Salto.

 

DSC06636

Trilhas do Parque da Chapada dos Veadeiros são bem sinalizadas. Foto: Marcelle

 

DSC06643

Visual no início da trilha do Salto. Foto: Marcelle Ribeiro

O parque descreve o nível de dificuldade da trilha do Salto como difícil, mas meu pai, que tem 65 anos e frequenta a academia com regularidade, fez. Não é fácil, que fique claro. Eu diria que é de dificuldade média, porque há muitos trechos que, apesar de planos, são ao céu aberto, sem nenhuma sombrinha para refrescar do sol. Há também algumas subidas com escadarias bem cansativas. Mas ninguém passou mal ou pensou em desistir. E valeu muito a pena.

A nossa primeira parada foi em um mirante, para a ver o Rio Preto, e a cachoeira dele, o Salto do Rio Preto, que é a mais famosa da Chapada dos Veadeiros e tem 120 metros de altura. Pena que não dá para tomar banho nela.

DSC06646

Rio Preto visto de mirante. Foto: Marcelle Ribeiro

DSC06664

Salto do Rio Preto. Foto: Marcelle Ribeiro

Mais uma caminhadinha e chegamos à nossa primeira parada para banho, a Cachoeira do Garimpão, que tem 80 metros de altura e um grande poço para banho. Tem uma área grande na sombra para descansar, pena que as pedras nessa área não são lisas, então não dá para deitar.

DSC06698 (2)

Chegando na Cachoeira do Garimpão. Foto: Marcelle Ribeiro

SL276406

Cachoeira do Garimpão. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois de nos refrescarmos e nadarmos, voltamos a colocar as pernocas para trabalhar! rsrssr

Aí veio a pior parte da trilha: subir uma escadaria e depois caminhar em um trecho que, apesar de plano e aberto, nos deixava bem expostos ao sol.

DSC06700 (2)

Cansados, subindo a escadaria da trilha do Salto. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas a recompensa valeu o sacrifício. Chegamos a um rio com piscinas naturais com “hidromassagem” ! Depois de “almoçar” o nosso sanduba na beira do rio (tivemos que improvisar uma sombra esticando as cangas em cima das árvores, porque quase não há sombra ali), fomos nos esticar nas piscinas.

DSC06703 (2)

De longe, as piscinas não parecem tão bacanas. Mas são!

Foto: Ana Duboc

Descansando nas piscininhas. Foto: Ana Duboc

DSC01894

Hidromassagem pra relaxar. Foto: Ana Duboc

DSC01901

Massagem nas costas! Foto: Ana Duboc

A volta para a portaria do parque até que foi tranquila. Só não foi melhor porque começou a armar uma chuva e tivemos que apressar o passo. Quando acabamos, começou a cair um toró. Mas concluímos a trilha por volta das 14h30, a tempo de evitar um banho de chuva!

 

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html

http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/unidades-abertas-a-visitacao/203-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros.html

Endereço: Rodovia GO 239, Km 36.

Horário de funcionamento:

Preço: Grátis (com estacionamento amplo e gratuito, não requer guia).

 

Leia também:

Chapada dos Veadeiros (GO): Meu roteiro de 4 dias de viagem

Vale da Lua: uma das atrações mais famosas da Chapada dos Veadeiros

Chapada dos Veadeiros: Trilha fácil para as cachoeiras de Almécegas 1 e 2

Veja o índice de posts sobre a Chapada dos Veadeiros

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

San Francisco: Um tour gastronômico e cultural por North Beach

21 de maio de 2015, por Marcelle Ribeiro

Apesar de ser conhecida por sua enorme comunidade asiática, a cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, também tem um bairro formado por descendentes de italianos que vale a visita: North Beach. Por lá, dezenas de restaurantes, cafés, padarias, lojas de doces e todos os tipos de delícias podem ser apreciados. Além disso, em North Beach há igrejas que são uma graça e que ficam bem perto de um ponto onde a vista da cidade é incrível, a Coit Tower. Para nos ajudar a andar por todos esses lugares, eu e o maridão resolvemos fazer um tour gastronômico pela região.

Fizemos esse passeio com a Local Tastes of The City Tour, um grupo que organiza excursões gastronômicas em North Beach e em Chinatown em San Francisco, sempre a pé. Com a companhia da guia Blandina, passamos uma tarde bem agradável andando pelas ruas que ficam no entorno da Washington Square. E antes que vocês perguntem: o tour demora cerca de 3h, mas não é preciso andar muito, apenas 7 quadras no total.

Nosso passeio começou às 14h na pizzaria Cinecittà, onde encontramos a Blandina. De lá, seguimos a pé até o Caffe Roma (a poucos metros dali), onde tomamos um café com leite e um cappuccino numa agradável varanda na rua e descobrimos que os donos, filhos de italianos que fundaram o estabelecimento, ainda mantém a tradição de torrar o café na própria loja.

A máquina é enorme e ocupa uma boa parte de toda a área. Por lá, aprendemos um pouquinho sobre o todo o processo de torra e ainda pudemos sentir um pouquinho do cheiro do café. Ainda bem que não fomos no dia em que eles fazem isso, porque a Blandina disse que o cheiro acaba tomando conta do bairro!

A máquina de torrar café ocupa boa parte do Caffe Roma (Marcelle Ribeiro)

A máquina de torrar café ocupa boa parte do Caffe Roma. Foto: Marcelle Ribeiro

Caffe Roma. Foto: Marcelle Ribeiro

Caffe Roma. Foto: Marcelle Ribeiro

Caffe Roma. Foto: Marcelle Ribeiro

Caffe Roma. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois do café, hora de conhecer como se faz pão. Nossa segunda parada foi na North Beach Bakery, padaria que funciona há mais de 100 anos no mesmo local. O fogão é enorme e todo feito de tijolos e resistiu até mesmo aos terremotos que atingiram a cidade no último século.

Aprendemos um pouquinho sobre o processo de fazer pão e também como são feitos alguns doces da padaria e provamos pães e doces. Pena que a padaria é feia, e não há bancos ou cadeiras para para os clientes se sentarem e comerem por lá.

Interior do forno da North Beach Bakery. Equipamento suportou até os terremotos! (Marcelle Ribeiro)

O forno da North Beach Bakery. Foto: Marcelle Ribeiro.

IMG_0657

North Beach Bakery. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas o mais legal é que o que era para ser apenas um tour gastronômico acabou se tornando um passeio cultural pela região. Nossa guia Blandina nos levou também para conhecer a Saints Peter and Paul Church.

A igreja foi fundada em 1884, mas a estrutura original foi destruída no terremoto de 1906. A nova igreja só ficou pronta em 1924. É uma igreja grande, mas simples, e abriga uma réplica da Pietá, de Michelangelo.

Uma nota curiosa para os amantes de baseball (como o maridão): Joe di Maggio, um dos maiores nomes do esporte, frequentava a igreja quando era criança e até casou com a primeira mulher por lá. Depois de se separar, ele casou com Marylin Monroe, mas pôde apenas tirar fotos na escada da igreja. O funeral dele também foi realizado na igreja, que tem muito orgulho de mostrar a ligação dela com o astro do baseball.

A Saints Peter and Paul Church é centro religioso dos descendentes de italianos em San Francisco (Marcelle Ribeiro)

Fachada da Saints Peter and Paul Church vista da Washington Square. Foto: Marcelle Ribeiro.

Igreja Santis Peter and Paul. Foto: Marcelle Ribeiro

Igreja Santis Peter and Paul. Foto: Marcelle Ribeiro

Igreja Santis Peter and Paul. Foto: Marcelle Ribeiro

Igreja Santis Peter and Paul. Foto: Marcelle Ribeiro

Aproveitamos ainda para conhecer um pouco mais da Washington Square, que fica bem em frente à Saints Peter and Paul Church. É o coração de North Beach! É possível deitar no gramado, levar o seu cachorro para dar um passeio ou até jogar um frisbee. A Blandina nos disse que uma cápsula do tempo (contendo objetos curiosos, como uma calça jeans da Levi’s, marca originada em San Francisco) foi enterrada na base da estátua de Benjamin Franklin e só deve ser desenterrada em 2079!

Pessoal curtindo a tarde de sol na Washington Square. (Marcelle Ribeiro)

Pessoal curtindo a tarde de sol na Washington Square. Foto: Marcelle Ribeiro.

Em seguida, fomos até o US Restaurant, que fica na Columbus Avenue, para provar almôndegas e não nos arrependemos. As “bolas de carne” eram muito gostosas e vinham com um bom molho de tomate, ótimo para molhar o nosso pãozinho trazido da North Beach Bakery…

Almôndega e molho de tomate deliciosos feitos no US Restaurant. (Marcelle Ribeiro)

Almôndega e molho de tomate do US Restaurant. (Marcelle Ribeiro)

U.S. Restaurant, em North Beach. Foto: Marcelle Ribeiro

U.S. Restaurant, em North Beach. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_0685

U.S. Restaurant, em North Beach. Foto: Marcelle Ribeiro

Em seguida visitamos a Z Cioccolato, especializada em fudge, uma espécie de calda de chocolate que esfriou depois de ter sido aquecida. Parece um chocolate cremoso. Aprendemos que fazer fudge é um processo demorado, já que exige a colocação de várias camadas de diversos ingredientes e isso só pode ser feito depois que a camada anterior já está dura. Levamos 4 pedaços de fudge cada para comer em casa e ainda pudemos escolher os sabores (tinha de chocolate com café, com caramelo, com Raspberry, com biscoito…)

Fudge! Uma doce delícia que leva horas para ficar pronta (Marcelle Ribeiro)

Cada fudge leva horas para ficar pronto. Foto: Marcelle Ribeiro.

A próxima parada foi rápida, pois apenas passamos para pegar o doce que ia fechar o dia. Paramos na Stella Pastry, fundada em 1942, e especializada em doces italianos e bolos de casamento, para pegar cannolis deliciosos, que comemos no final do passeio.

Stella Pastry. Foto: Marcelle Ribeiro

Stella Pastry. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_0711

Stella Pastry. Foto: Marcelle Ribeiro

Após uma parada em uma loja de porcelanas linda, fomos conhecer a réplica de uma capela restaurada por São Francisco de Assis, na Itália. Ela fica escondidinha na esquina da Rua Vallejo com a Avenida Columbus e é bem pitoresca. Nós já conhecíamos a original italiana, por isso, não ficamos muito tempo por lá, mas vale a pena dar uma olhada. Acho que é a menor capela que já visitei!

A réplica da capela de São Francisco de Assis foi considerada solo sagrado por Bento XVI. (Marcelle Ribeiro)

A réplica foi considerada solo sagrado por Bento XVI. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois ainda teve mais comilança! Paramos na Cornology, uma loja especializada em pipocas com sabores variados: de queijo parmesão, apimentada, doce, e com vários outros temperos. Provamos de todos os tipos, mas não compramos nenhuma para levar, apesar da pressão do atendente.

Loja de pipocas Cornology. Foto: Marcelle Ribeiro

Loja de pipocas Cornology. Foto: Marcelle Ribeiro

A última parada foi uma das mais deliciosas, na pizzaria CineCittà. Por lá, a dona Romina é responsável por pizzas maravilhosas, receitas aprendidas com o pai dela, que tinha uma pizzaria em Roma. Mas não comemos apenas a pizza Margherita. Comemos ótimos salame e queijo de entrada também!

Pizzaria Cinecittà. Foto: Marcelle Ribeiro

Pizzaria Cinecittà. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_0746

Pizzaria Cinecittà. Foto: Marcelle Ribeiro

 

A receita da pizza de margherita é do pai da Romina, que tinha uma pizzaria em Roma (Marcelle Ribeiro)

A receita é do pai da Romina, que tinha uma pizzaria em Roma. (Marcelle Ribeiro)

O tour custa US$ 59* por pessoa, inclui todas as comidas e bebidas mencionadas (além de água) e vale a pena para quem não apenas quer comer bastante, mas curte ouvir explicações peculiares dos lugares visitados. Nesse dia, nós nem almoçamos antes do tour (que começou às 14h), porque já imaginávamos que comeríamos muito. Passamos a tarde comendo e acabamos nem jantando direito, porque quando o passeio acabou, por volta das 18h, a gente tinha acabado de devorar uma pizza no Cinecittà (a última parada do passeio) e ainda levamos doces e pão pra comer em casa (que com um azeitinho e um cream cheese, viraram o nosso jantar!). Pena que a ordem das comidas provadas foi meio louca, pelo menos para quem ainda não tinha almoçado (café primeiro e depois doces, para depois comer coisas salgadas e voltar a comer doces).

Uma dica de programa que você pode fazer de forma “casada” com o tour gastronômico é chegar mais cedo na região e ir ver a vista de San Francisco da Coit Tower, uma torre panorâmica que fica em North Beach, no morro chamado Telegraph Hill, pertinho da Washington Square. Mas vá à Coit Tower antes do tour começar, porque se deixar para ir depois, ela certamente já estará fechada. Em 1h30 dá tempo de ver os murais super interessantes do térreo da torre e de pegar o elevador para ver a cidade lá do alto (são 64m de altura). Os murais foram feitos por 25 artistas durante a época chamada Grande Depressão (década de 1930) e retratam a vida na Califórnia na época. Ah, o tour gastronômico Local Tastes of The City Tour não inclui a visita à Coit Tower, ok?

Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_0763

Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_4244

Vista da Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_4249

Vista da Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_4250

Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

Coit Tower. Foto: Marcelle Ribeiro

 

 Leia também:

Passeio perto de San Francisco: Vinícolas em Napa e Sonoma

Como andar de transporte público em San Francisco (EUA)

Índice de posts sobre San Francisco

 

* O Viciada em Viajar fez o passeio a convite do Local Tastes of The City Tour, que nos isentou de pagamento do tour (eu e o maridão). O texto acima escrito, no entanto, é a nossa real opinião sobre o passeio. Pagamos a nossa entrada na Coit Tower.

 

Local Tastes of The City Tour

http://www.sffoodtour.com

 

Caffe Roma

http://www.cafferoma.com/index.php

Endereço: 526 Columbus Avenue, North Beach.

 

North Beach Bakery

Endereço: 1501 Grant Avenue, North Beach.

 

Saints Peter and Paul Church

http://www.sspeterpaulsf.org/church/

Endereço: 666, Filbert Street – North Beach

Horário de funcionamento: De segunda a sexta, abre das 7h30 às 16h. Aos sábados e domingos, funciona das 7h30 às 18h.

Preço: Grátis.

 

Z Cioccolato

http://www.zcioccolato.com/

Endereço: 474 Columbus Avenue.

 

Stella Pastry

http://www.stellapastry.com/

Endereço: 446 Columbus Avenue, North Beach.

 

US Restaurant

Endereço: 515 Columbus Avenue.

 

Cornology

 http://www.cornology.com/Home.html

Endereço: 522, Columbus Avenue, North Beach.

 

Cinecittà

http://www.cinecittarestaurant.com/

Endereço: 663 Union Street, North Beach.

 

Coit Tower:

http://sfrecpark.org/destination/telegraph-hill-pioneer-park/coit-tower/

Endereço: 1, Telegraph Hill Boulevard, North Beach

Preço: Para ver apenas os murais e a torre do lado de fora, é grátis. Se quiser pegar o elevador para ver a vista, o preço é US$ 6 por pessoa. Maiores de 65 anos de idade, e jovens entre 12 e 17 anos pagam US$ 3. Crianças de 5 a 11 anos pagam US$ 2 e menores de 5 anos de idade não pagam.

Horário de funcionamento: Diariamente, de 10h às 17h.