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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Onde comer na Chapada dos Veadeiros

30 de abril de 2015, por Marcelle Ribeiro

Hoje quem escreve é o maridão, que, pra quem ainda não sabe, adora falar das delícias que a gente prova nas viagens. Bom de garfo, o Guilherme Calil inclusive só faz trilha pensando na recompensa para seu esforço: comida liberada (sem que eu fique regulando as calorias!) depois das aventuras. E na Chapada dos Veadeiros não foi diferente. O gordinho comeu tudo que queria.

 

“No último carnaval, eu, Marcelle e a família dela fomos para a Chapada dos Veadeiros. Como os leitores do blog devem saber, o meu forte não é atividade física, mas o bom e velho “levantamento de garfo”. Por isso, é claro que a nossa editora-chefe me escalou para falar das comidinhas da Chapada dos Veadeiros.

Nós ficamos na vila de São Jorge e tivemos apenas a oportunidade de conhecer 3 lugares por lá. Como os passeios duram o dia inteiro, nós apenas jantamos na vila durante o carnaval.

A vila é simples e muitos restaurantes de lá são simples também, mas isso não quer dizer que a comida não é gostosa… Aí vão algumas dicas de onde comer por lá.

 

Luar com Pimenta

Esse foi o primeiro lugar que visitamos em São Jorge. É um restaurante bem aconchegante, com música ao vivo e chão de areia. O cardápio tem pizzas, sanduíches e refeições.

Chegamos lá com muita fome e, por isso, quase todos pediram um filé mignon com arroz, batata frita e legumes. A comida estava bem gostosa, com o filé macio e os acompanhamentos bem feitos. Além disso, a irmã da Marcelle comeu pizza, que também estava boa. Um outro detalhe: a cerveja estava bem gelada.

Endereço: Rua 12, Quadra 6, Lote 6

Telefone: (62) 3455-1142 / 9669-3578

Horário de Funcionamento: De quinta a domingo, a partir das 17h.

 

A carne deliciosa do Luar com Pimenta. Foto: Guilherme Calil.

A carne deliciosa do Luar com Pimenta. Foto: Guilherme Calil.

Risoteira Santo Cerrado

Esse é o restaurante mais bacana que visitamos em São Jorge. A iluminação é indireta, com velas na mesa, e a decoração é muito bonita. Além disso, tem música ao vivo. São dois andares e é possível sentar em almofadas ou em mesas tradicionais.

Como o próprio nome diz, este lugar é especializado em risotos. Nós comemos vários tipos: de bacalhau, milanês e de linguiça. Todos chegam à mesa em panelinhas e estavam bons, mas a comida demora. É possível pedir peixe, frango ou carne para acompanhar o risoto, mas eles tinham pouco filé no dia que fomos lá. Além disso, eles demoraram para entregar uma das carnes pedidas, o que não foi muito legal. Para compensar, eles não cobraram pela carne. Uma panelinha de risoto custa cerca de R$ 60 e se você pedir uma carne acompanhando, paga mais uns R$ 30. Eles dizem que uma panelinha dá para 2 pessoas, mas não dá não. Até as mulheres estavam pedindo a carne para acompanhar, pois desconfiamos que só o risoto não seria suficiente.

Além disso, nós comemos uma porção de linguiça de entrada, que estava bem gostosa.

Endereço: Viela C, Quadra 8, Lote 2

Telefone: (62) 3455-1039

Horário de Funcionamento: De quinta a domingo e feriados, a partir das 17h.

 

Panelinha de risoto e metade do risoto no prato. Foto: Guilherme Calil.

Panelinha de risoto e metade do risoto no prato. Foto: Guilherme Calil.

Pizzaria e creperia Papa Lua

É mais um restaurante típico de São Jorge. Com decoração simples, música ao vivo e boa comida. O cardápio tem pizzas e crepes e os sabores levam nomes de pousadas locais. A pizza tem massa fina e é mais gostosa do que o crepe.

Aqui tivemos um momento bem legal da viagem. A luz acabou durante o nosso jantar e o músico que se apresentava lá continuou cantando mesmo sem a ajuda da caixa de som. O pessoal que estava no restaurante resolveu cantar junto e ele foi muito aplaudido quando a energia voltou.

Endereço: Rua 12, Vila de São Jorge

Telefone: (62) 3455-1085

 

Leia também:

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Chapada dos Veadeiros: como chegar, quando ir e onde ficar

Todas as dicas sobre a Chapada dos Veadeiros

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Cachoeira do Segredo, uma das mais lindas da Chapada dos Veadeiros

24 de abril de 2015, por Marcelle Ribeiro

Molhar o pé mais de dez vezes no rio, com bota e tudo, com água nas canelas, para fazer a trilha. Percorrer 8km só para chegar ao destino. E depois fazer tudo isso no caminho de volta. É, chegar a algumas “joias” da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, não é para os fracos. Mas as belezas de lá valem a pena cada gota de suor derramado. E quando essa beleza se chama Cachoeira do Segredo, ela é certeza de que você vai se sentir recompensado por todo o esforço. Ô lugar bonito! Queda d’água de mais de 100 metros de altura e com piscina grandona para o banho. Delícia!

 

Cachoeira do Segredo, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Antônio Carlos de Souza

Cachoeira do Segredo, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Antônio Carlos de Souza

Fui à Cachoeira do Segredo em fevereiro desse ano, com a família, durante o carnaval. Não sou daquelas pessoas que praticam exercícios físicos com regularidade nem sou marombeira. Mas mesmo assim deu para encarar a trilha numa boa. Ela é longa (16km ida+volta), mas não tem tantas inclinações. E o que parece ser uma chatice no início logo se transforma numa coisa prazerosa: molhar o pé a cada vez que se cruza o rio. O nosso guia (e outros da região) explicam que se formos tirar o sapato a cada vez que cruzamos o rio, não dá tempo de fazer o percurso. É verdade. Começamos a trilha às 11h e terminamos às 18h, com direito a apenas uma pausa de 30 minutos antes da cachoeira, para tomar banho em um dos muitos trechos do rio que tem águas cristalinas. A vontade era parar a toda hora, de tão linda que era a água. Ainda bem que o guia controlou nosso tempo no trajeto, para não anoitecermos no mato.

Madrastinha e o guia com água nas canelas a caminho da cachoeira. Cachoeira do Segredo, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Antônio Carlos de Souza

Com água nas canelas a caminho da cachoeira. Foto: Antônio Carlos de Souza

Rio de águas transparentes no trajeto para a cachoeira. Foto: Marcelle Ribeiro

Rio de águas transparentes no trajeto para a cachoeira. Foto: Marcelle Ribeiro

Pausa para descanso e banho no meio da trilha. Foto: Ana Duboc

Pausa para descanso e banho no meio da trilha. Foto: Ana Duboc

 

Cachoeira do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

Cachoeira do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas tivemos bastante tempo livre quando chegamos à Cachoeira do Segredo. Nosso guia nos deixou bem à vontade e nós só fomos embora na hora em que quisemos, depois de almoçarmos o nosso sanduba e mergulharmos bastante. O poço formado pela cachoeira é grande e nadamos até debaixo da queda d’água. Cansa um pouco, mas é uma sensação maravilhosa. A água é gelada, claro, e na maior parte é funda. Se você só quer se molhar, no entanto, basta ficar logo no início do poço. Não é, no entanto, um passeio que eu recomende para crianças, pela dificuldade de chegar e pela profundidade da água. Pena que as pedras em volta do poço não sejam muito lisas nem grandes, o que dificulta um pouco o meu hábito de “lagartear ao sol”.

Papi e o poção do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

Papi e o poção do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

Nós preferimos contratar um guia apesar de a operadora de turismo responsável pela fazenda onde está a cachoeira (Operadora Segredo) dizer que naquele dia era possível fazer a trilha sem profissionais. É que normalmente esse passeio só pode ser feito com guias, pois o nível do rio pode subir, e eles, mais que ninguém, sabem conduzir os visitantes com segurança. No dia em que visitamos a cachoeira, porém, o nível do rio estava baixo, porque não chovia há tempos (e olha que era estação das chuvas!). Por isso, os responsáveis pela fazenda liberaram a visita sem guia. Como a trilha era longa e sabíamos que teríamos que cruzar o rio várias vezes, achamos melhor não arriscar e contratamos um guia com a própria Operadora Segredo. Foi uma ótima decisão. Passamos por vários trechos em que teríamos dúvidas de por onde seguir caso estivéssemos sozinhos.

Pagamos cerca de R$ 180 pela diária do guia (R$ 150 + uma taxa da operadora), valor que dividimos por 7 pessoas. Além disso, eles cobram R$ 25 por pessoa pela entrada na fazenda. Não é exatamente barato, mas vale muito a pena. E no caminho de volta, ainda vimos plantas lindas espalhadas pelo mato.

A vegetação da trilha da Cachoeira do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

A vegetação da trilha da Cachoeira do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

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A vegetação da trilha da Cachoeira do Segredo. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Vai à Chapada dos Veadeiros? Não saia de lá sem conhecer a Cachoeira do Segredo!

 

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Marcelle Ribeiro

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Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Ilha de Alcatraz, um dos melhores passeios em San Francisco

20 de abril de 2015, por Marcelle Ribeiro

Em um mês de andanças por San Francisco, na Califórnia, eu fiz vários passeios, mas três deles estão na lista dos preferidos, com muitas estrelinhas ;). Hoje vou falar de um deles: a visita noturna à Ilha de Alcatraz, onde funcionava um presídio de segurança máxima anos atrás.

Antes de mais nada, vamos esclarecer uma coisa: a visita é “noturna”, mas você não vai ao presídio à noite. Ela é chamada assim porque na hora em que o barco volta da ilha para o continente já é a hora do pôr do sol e a cidade começa a escurecer. E esse é justamente um dos fatores que me fez ficar apaixonada pelo passeio. Além de ver celas, de entrar nelas, de ouvir histórias de tentativas de fugas cinematográficas e de apreciar a bela vista da baía de San Francisco, pude admirar a lua nascendo, as luzes da cidade acendendo e aproveitá-la de outra maneira. O visual é simplesmente incrível.

Vista de San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista de San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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Vista de San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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Vista de San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

Vista de San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

A lua nascendo em San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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Vista de San Francisco a partir da Ilha de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas não é apenas por causa das vistas que o passeio é incrível. A oportunidade de ver de perto a realidade do local que abrigou criminosos famosos como Al Capone e Robert Stroud (conhecido como “Birdman”) fascina. Ao comprar o ingresso, você já ganha direito ao audioguia, que vai contando as histórias do lugar, as tentativas de fuga mirabolantes e que te fala que roteiro seguir (tem até em português). Você vê o enorme banheiro com duchas coletivas, as celas, a cozinha, as torres de comando, os escritórios de administração, a solítária, o pátio onde os detentos tomavam sol e as casas dos guardas (que também moravam na ilha com suas famílias e tudo).

Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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O pátio do banho de sol do presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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A barra da cela “alargada” por presos tentando fugir. Foto: Marcelle Ribeiro

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Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

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Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

Presídio de Alcatraz. Foto: Marcelle Ribeiro

O passeio noturno dura cerca de 2,5 horas. O horário em que o barco sai do píer varia dependendo da época do ano (porque o sol se põe em diferentes horários a cada mês) e cerca de 20 minutos depois já está na ilha. No passeio noturno há tempo suficiente para ouvir todo o audiotour e ainda se inscrever para ouvir outras histórias que pesquisadores de verdade contam lá. Outra opção para completar o seu passeio é ver exposições de arte que a ilha abriga de tempos em tempos ou comprar algo na lojinha. Quem faz o tour noturno só tem uma opção de horário de barco para retornar.

O tour é todo muito bem organizado. Há apenas uma maneira de visitar a ilha: através da empresa Alcatraz Cruises*, cujo site é www.alcatrazcruises.com, onde você pode comprar ingressos antecipadamente. A empresa afirma que  de janeiro a março é possível comprar ingressos mesmo em cima da hora. Para outras épocas, muitos blogs e guias de viagem aconselham adquirir os tíquetes com antecedência (principalmente para o tour noturno, em que se recomenda comprar semanas antes). O preço é US$ 30 (o tour de dia) e US$ 37 (o tour noturno) para adultos. Quer saber qual a diferença de fazer o tour noturno e o tour diurno? Veja aqui.

 

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*O Viciada em Viajar ganhou 1 ingresso para o tour noturno a Alcatraz, como cortesia da Alcatraz Cruises.