Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Florianópolis (SC): Roteiro de 2 dias de viagem às praias do Sul

12 de junho de 2016, por Marcelle Ribeiro

Apesar de ter praias menos badaladas como as de outras regiões de Florianópolis, o Sul da cidade tem atrações muito bonitas e que valem a visita. Por isso, resolvi montar uma sugestão de roteiro de 2 dias de viagem para as praias do Sul, com base no que vi quando estive lá em abril desse ano. Além de um belo litoral, o Sul da ilha tem excelentes e famosos restaurantes, e um bonito casario colonial. Vamos lá?

 

Dia 1

Comece pelo filé: a ilha de Campeche, que tem água de um azul lindíssimo, super transparente e calminha. É a praia mais bonita de Florianópolis, na minha opinião. Para ir até lá, você tem que ir de barco, que você pode pegar na praia de Armação ou na praia do Campeche. Quando fui, peguei na praia de Armação, porque consegui falar com os barqueiros de lá. Explico tudo sobre esse passeio nesse post aqui.

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Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Ilha do Campeche. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Da praia de Campeche também partem barcos para a ilha. Basta ir para a faixa de areia que fica perto da Avenida Pequeno Príncipe, em Campeche, e perguntar aos barqueiros que ficam por lá. Vi lanchas por lá fazendo o trajeto. Pelo que percebi, o valor é acertado na hora, dependendo da demanda. Não me pareceu algo tão organizado como partir da praia de Armação.

À tarde, você pode ir ver o pôr do sol na praia de Ribeirão da Ilha. O bacana é ir a uma pracinha à beira-mar que fica ao lado do restaurante Ostradamus (Rodovia Baldicero Filomeno, 7640), onde além de ver o sol se pondo no mar, você aprecia algumas casinhas antigas coloridas, que remetem à história de Floripa. Se estiver “podendo” ($$), almoce em um dos famosíssimos restaurantes da região. É na praia de Ribeirão da Ilha que é produzida a maior parte das ostras consumidas em Santa Catarina e no Brasil. Algumas sugestões vivem aparecendo em guias: Ostradamus e Porto do Contrato. Não vi cardápios, mas sei que os preços são altos.

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro

Se quiser só ver o pôr do sol, você pode aproveitar para comer um pastel de Belém e tomar um café na Tens Tempo, espécie de cafeteria com lojinha fofinha que fica em frente ao Ostradamus. Caso não queira gastar muito no almoço, antes de ir ver o por do sol em Ribeirão da Ilha, almoce no bairro de Campeche, que tem várias opções de restaurantes espalhados pela avenida principal, a Pequeno Príncipe, e também duas barracas de praia que funcionam como restaurantes.

Pastel de Belém do Café Tens Tempo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pastel de Belém do Café Tens Tempo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Eu almocei na barraca e restaurante Zeca Bar, na praia do Campeche, e achei bom, bonito e barato. Um prato de camarão ao bafo com arroz, pirão e salada para 1 pessoa saiu a R$ 35 e servia facilmente 2 pessoas. Eu não dei conta de comer tanto camarão (que pecado! rsrsrs).

 

Camarão do Zeca Bar. Foto: Marcelle Ribeiro.

Camarão do Zeca Bar. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 2

Se você estiver com vontade de uma aventura e tiver pique para fazer trilha, pode conhecer a praia de Lagoinha do Leste, que o Guia 4 Rodas avalia como a mais bonita de Floripa. O problema é que não é recomendável ir para lá sem guia. A praia é totalmente deserta: não há nenhuma estrutura de venda de bebidas (sequer água) ou de guarda-sol. Além disso, li relatos de que na vegetação que fica à beira da areia às vezes aparecem cobras e, por isso, não é bom você deitar nas sombras naturais formadas pelo mato, pois corre o risco de os bichos irem para a sua canga.

Eu acabei não conhecendo Lagoinha do Leste, por alguns motivos. Primeiro, pois estava viajando sozinha e, como não apareceu nenhum outro turista disposto a rachar o guia comigo, ia ficar muito caro pagar a diária de um guia sozinha para fazer o passeio. Na época, a empresa Adrenailha estava cobrando R$ 300 por duas pessoas para fazer a trilha até lá. Eles têm 3 opções de percursos para Lagoinha do Leste, com diferentes pontos de partida, dificuldade, distância percorrida e atrações vistas. O turista é que escolhe.

Outra opção para chegar à praia de Lagoinha do Leste é ir de barco. A empresa Z11 tem lanchas que saem da praia de Pântano do Sul, mas é preciso combinar horário. Na alta temporada, dizem que há barcos quase todo dia. Na baixa, sugiro que você fale com o o Cauê, nos telefones 48-8458-3390 e 48-9835-8249. Quando estive em Floripa, eles estavam cobrando R$ 80 por pessoa para levar e buscar em horário marcado. Você também pode ir de trilha e voltar de barco. Nesse caso, só o retorno de barco sai a R$ 50.

Se você não for tão aventureiro a ponto de ir para Lagoinha do Leste, a boa é ir para a praia de Matadeiro, que é pequena, mas bem bonita. Ela tem ondas, mas nada que impeça você de tomar um banho refrescante. E o melhor: em Matadeiro há uma barraca de praia com cadeirinhas, guarda-sol, bebidas e petiscos. Para usar a cadeira e o guarda-sol basta consumir qualquer coisa.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para chegar na praia de Matadeiro, vá até a praia de Armação, cruze a barreira de pedras (que forma o píer de onde saem os barcos para a Ilha do Campeche) e siga por uma trilha fácil por cerca de 20 minutos. Se a maré estiver alta, você vai ter que cruzar caminhando pela água por um “braço” de mar que forma um riozinho. Ou, então, pode caminhar pela ponte de pedestres que fica um pouco mais recuada. Não há placas de sinalização, mas basta perguntar a qualquer pescador ou barqueiro na praia de Armação (há sempre vários ali) e eles te informam. A trilha tem apenas uma leve ladeira e é bem fácil, em percurso parcialmente cimentado.

Praia da Armação, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Armação, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia da Armação, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Acesso à praia de Matadeiro, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de curtir a praia de Matadeiro, vá almoçar em um dos restaurantes mais pitorescos de Florianópolis: o Bar do Arante. De frente para a praia de Pântano do Sul, o Bar do Arante é famoso pelo peixe frito e pelos milhares de bilhetinhos de clientes pendurados por todos os cantos. Os preços são pagáveis. Em média, R$ 90 a R$ 130 para duas pessoas. Eu provei o pastel de camarão (muito bom!) e o filé de peixe frito e empanado com pirão e salada. Achei gostoso, apesar de os filezinhos terem mais “massa” (aquela casquinha do empanado) do que peixe propriamente dito. Mas talvez tivesse sido melhor pedir a posta. Nos finais de semana, o restaurante também serve em esquema de buffet livre.

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Bar do Arante, em Pântano do Sul. Foto: Marcelle Ribeiro

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cardápio do Bar do Arante. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de almoçar, não deixe de fotografar as várias aves que ficam pela praia de Pântano do Sul e os inúmeros barquinhos dali. Esta praia, no entanto, não é muito convidativa para banho, pois a água é meio escura.

Praia de Pântano do Sul, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia de Pântano do Sul, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Vale lembrar que todo esse roteiro fica muito mais fácil de fazer se você estiver hospedado no Sul da Ilha, especialmente se você não estiver de carro. Quando eu fiz meu roteiro pelas praias do Sul, em abril desse ano, eu estava sem carro e me hospedei na praia do Campeche, na pousada Ilha Faceira*. Como contei neste post aqui, adorei a experiência. Floripa é muito grande: do Centro ao extremo Norte são 34 Km e do Centro ao extremo Sul uns 30 Km. Por isso, busque se hospedar próximo das praias que você quer conhecer e, de preferência, alugue um carro.

Uma dica que dou é reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, em que você compara preços de várias locadoras (inclusive de empresas locais ou nacionais), consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

Reserve sua hospedagem em Florianópolis pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

 

 

*O Viciada em Viajar ganhou duas diárias de cortesia para se hospedar na pousada Ilha Faceira. O texto reflete a real opinião da blogueira sobre a pousada.

 

Leia também:

 

Florianópolis – quando ir, onde se hospedar e como alugar carro

Índice de posts sobre Florianópolis 

Dicas de restaurantes em Florianópolis (SC)

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Nova parceria: alugue carro pela RentCars e ajude o blog

9 de junho de 2016, por Marcelle Ribeiro

O Viciada em Viajar acaba de fechar mais uma parceria, com uma empresa que testamos e aprovamos e que vai facilitar a sua vida na hora de alugar um carro: a RentCars.

Você sabia que assim como há sites que te mostram de uma só vez preços de vários hotéis para os dias que você quer e te ajudam a fazer a reserva de modo rápido (como o Booking), também há portais para comparar preços de locadoras de automóveis, de maneira prática e te mostrando onde é mais barato alugar?

Pois o Viciada em Viajar testou recentemente o serviço do RentCars e fechou parceria com a empresa. No site www.rentcars.com.br/?requestorid=133, você coloca a cidade onde quer retirar o carro e as datas, vê os preços das locadoras e aluga pelo próprio Rentcars. O bacana é que pelo portal você pode alugar em locadoras da região (que costumam ser mais baratas) e também em grandes redes, como Localiza, Avis, Hertz, Unidas e Alamo.

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Na hora de retirar o carro, você vai levar seu voucher de reserva na locadora que escolher e lidará diretamente com a locadora. A RentCars apenas facilita o trâmite, exatamente como o Booking faz com hotéis.

E reservando seu carro por esse link, você estará ajudando a manutenção do blog, pois ganhamos uma pequena comissão.

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Florianópolis – quando ir, onde se hospedar e como alugar carro

6 de junho de 2016, por Marcelle Ribeiro

Uma ilha gigante, com tantas praias que é impossível sair de lá sem ficar com um gostinho de “quero mais” ou de “preciso voltar para conhecer melhor”. Assim é Florianópolis para mim. Estive duas vezes lá: a primeira, em março de 2013 e a segunda, em abril de 2016.

Me surpreendeu como Floripa é enorme! Mesmo depois de ter pesquisado à beça e de ter lido que do Centro ao Norte dava uns bons 30 km de carro, só estando lá é que percebi como a cidade é grande mesmo. Grande e pequena ao mesmo tempo. É que em muitos bairros da ilha a sensação que se tem é de que se está um balneário: muitas casas, pequenas lojas, poucos prédios.

Como em ambas as vezes fui fora da alta temporada (e em uma das viagens dei azar de pegar dois dias nublados), não vivenciei a Floripa “baladeira”, com festas megaproduzidas na beira da praia ou de areias lotadas de corpos sarados. Mas a ilha é linda e certamente deve entrar na lista de desejos de qualquer um que curta praia.

Praia de Jurerê. Foto: Marcelle Ribeiro

Praia de Jurerê. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois dessa introdução, vamos aos dados práticos? Vumbora.

 

Quando ir – Li muito em guias e blogs que ir na alta temporada (dezembro a fevereiro) é roubada: o calor domina, mas os preços ficam nas alturas, a ilha lota e os engarrafamentos ficam insuportáveis. Piores do que os de rodovias paulistas em véspera de feriadão, foi o cenário que pintaram para mim. Ir de uma praia para outra ou do centro para a praia se torna tarefa ingrata, e trechos que normalmente são percorridos de carro em 15 minutos levam quase 2h para serem feitos. Na primeira vez, fui no fim de março, pois ainda era uma época de boas temperaturas (na casa dos 23 graus) e com menos chuva do que em janeiro e fevereiro. O Ricardo, do blog Viaje na Viagem, aconselha ir em abril, quando chove bem menos. Na segunda viagem, fui no início de abril.

A vantagem de ir fora da alta temporada? Pegamos pouquíssimo engarrafamento na ilha, o tempo estava ótimo pelo menos na metade da viagem e “ok” no restante (eu sempre prefiro sol, mas melhor nublado do que com chuva, né?). A desvantagem: as praias supostamente badaladas (Mole e Jurerê) não estavam cheias de gente bonita, seja porque fomos fora de temporada (como Jurerê), seja porque o tempo estava feio (no caso da Mole).

Apesar de chover pouco em maio, junho, julho e agosto, evite ir nestes meses: a temperatura é baixa e você não vai ter coragem de ir à praia.

 Veja aqui a média de chuva e de temperatura mês a mês em Florianópolis.

 

Onde ficar – Numa ilha enorme como Floripa, escolher onde ficar é de fundamental importância. E também é crucial que você decida mais ou menos que praias quer visitar antes de ir.

Floripa tem boas praias no Norte, no Sul, e no Leste. Cada uma dessas regiões tem perfis de praias diferentes.

Mapa turístico de Floripa. Fonte: Litoraldesantacatarina.com

Mapa turístico de Floripa. Fonte: Litoraldesantacatarina.com

No Norte estão praias com águas mais calmas e um pouco mais quentes, algumas muito frequentadas por famílias com crianças (como Daniela e Lagoinha de Ponta das Canas), outras por gente badalada (Jurerê e Jurerê Internacional). No Leste as praias são boas para surfistas (como a Mole), mas também há aquelas que agradam surfistas e quem não curte ondas (como Joaquina, que tem um trecho onde dá para tomar banho sem problemas). No Sul, há praias para surfista e outras mais tranquilas, em que os não-surfistas conseguem tomar banho. (Veja ótimas descrições de praias de Floripa aqui)

Mas mesmo quem prefere as praias do Norte não deve, necessariamente, se hospedar nesta região.

Como eu disse aqui, Floripa é grande: do Centro ao extremo Norte são 34 Km e do Centro ao extremo Sul uns 30 Km. Na primeira vez que fui para lá, eu queria conhecer praias do Norte, praias do Leste e ir no início do Sul, e, por isso, achamos melhor ficar numa região mais central. Cogitei ficar no Centro, como alguns blogueiros recomendam, mas ainda bem que desisti. É que o Centro não tem praias boas e é uma região bem feinha.

Na minha primeira viagem, fiquei na região da Lagoa da Conceição (mais especificamente no centrinho da Lagoa da Conceição). É uma área que fica pertinho das praias do Leste, da lagoa propriamente dita (uma atração bonita da cidade) e cheia de restaurantes e bares. Fizemos isso porque sabíamos que de dia a gente não se importaria de dirigir uns 25 km para ir a uma praia do Norte. E à noite poderíamos deixar o carro estacionado e ir a um dos bares ou restaurantes da Lagoa a pé ou de táxi. E foi uma ótima decisão! Saímos todos os dias para comer ou beber sem preocupação, a pé mesmo.

Então anote aí: se quer conhecer várias regiões da ilha, se hospede no Centrinho da Lagoa da Conceição.

Outra opção mais central é procurar hospedagem numa região perto do Centro, nas imediações da Avenida Beira-Mar Norte, onde há muitos prédios residenciais bonitos, restaurantes e shopping. Caminhar no calçadão ao longo dessa avenida é gostoso, mas a praia dali não é própria para banho, ok? Mas não sei se pertinho da Avenida Beira-Mar Norte tem muita opção de hospedagem não…

Já na segunda vez que estive em Floripa, meu objetivo era conhecer as praias do Sul, que eu não tive tempo de visitar na primeira viagem. Por isso, me hospedei na praia de Campeche, que é a região do Sul que mais concentra pousadas. Para passear apenas pelo Sul, foi a melhor escolha! Principalmente para mim que, nesta segunda viagem, fui sozinha e sem carro (depender de transporte público em Floripa não é a melhor coisa do mundo).

Lagoa da Conceição e seu centrinho. Foto: Marcelle Ribeiro

Lagoa da Conceição e seu centrinho. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Boas pousadas - Se você decidiu ficar na Lagoa da Conceição, indico o Hotel Hola, onde me hospedei e gostei. Ele fica no centrinho da Lagoa da Conceição, mas numa rua tranquila. Em frente ao hotel há um estacionamento aberto e gratuito, um terminal de ônibus (ótimo para quem não quer alugar carro) e uma delegacia. A uns 500 metros do hotel há uma farmácia e um supermercado e também vários restaurantes, lanchonetes e bares com música ao vivo. E dá para ir andando à Lagoa, onde a boa é caminhar, brincar de caiaque e de Stand Up Paddle. Ou seja, localização perfeita!

Nós ficamos no quarto mais simples do Hotel Hola, que é excelente. Limpíssimo, cama gostosa, ar condicionado, televisão, frigobar, banheiro com água quentinha. Tudo novinho. O café da manhã era uma delícia: sucos, bolos, frutas, pães, frios, tudo fresquinho. E o preço da diária é praticamente o mesmo preço de um quarto duplo em um hostel na região. As fotos do site correspondem à realidade. Fique lá sem medo!

Já se você prefere se hospedar no Sul da ilha, a pousada Ilha Faceira* é uma ótima opção. A 150 metros da praia de Campeche, a pousada também fica próxima de restaurantes e mercadinho. Os quartos são um brinco, super limpos, novinhos, com decoração de bom gosto e espaçosos. Têm frigobar, TV com vários canais, ar condicionado e varanda. A pousada tem, ainda, piscina e um delicioso ofurô para relaxar no fim da tarde. O café da manhã é caprichado: frutas, frios, sucos, bolos, doces gostosos, ovos, entre outras delícias.

 

Pousada Ilha Faceira, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Ilha Faceira, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Ilha Faceira, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Ilha Faceira, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Ilha Faceira, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

Pousada Ilha Faceira, em Florianópolis. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Transporte – Eu estou super acostumada a andar de ônibus e metrô, porque não sei dirigir e não tenho carro. Mas em Floripa tanta gente falou que o transporte público era péssimo, que eu me rendi e aluguei um carro. Todos dizem que os ônibus demoram séculos para passar, principalmente nos finais de semana. E numa ilha comprida como é Floripa, depender de ônibus significaria perder horas que eu poderia gastar conhecendo a cidade. Guias de viagem, blogueiros e amigos que moram lá, todos afirmam que alugar carro é a melhor opção.

Na minha primeira viagem a Floripa, reservamos antecipadamente um carro na locadora Inova, que fica dentro do aeroporto Hercílio Luz. A Inova é uma locadora grande em Santa Catarina e por ser de lá, cobra preços bem mais em conta do que as rivais nacionais. O carro estava em ótimas condições e o atendimento deles foi excelente. Super recomendo!

Uma dica que dou é reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, em que você compara preços de várias locadoras (inclusive de empresas locais, como a Inova), consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

Na viagem que fiz em abril de 2016, fui sozinha e, como não sei dirigir, não me restou alternativa a não ser pegar ônibus. É um processo meio complexo porque não há linhas diretas ligando os principais pontos de interesse e é sempre preciso fazer pelo menos 1 baldeação: do lugar onde você está (“bairro”) para os terminais de ônibus, onde você pegará outro ônibus para onde quer ir. E isso mesmo que você se limite a andar em uma região só da cidade. Eu só andei pelo Sul e na minha segunda visita a Floripa e mesmo assim tive que fazer baldeações.

A vantagem é que os ônibus saem dos terminais em horários pré-estabelecidos e cumprem os horários. Assim, dá para se programar. Eles são limpos e confortáveis. Por via das dúvidas, eu fazia toda a minha programação antes de sair da pousada e perguntava na recepção quais ônibus deveria pegar. O pessoal da pousada Ilha Faceira foi show: eles imprimiam para mim os horários das linhas que eu pegaria e me davam todas as dicas.

Como as distâncias são grandes, mesmo dentro de uma mesma região, pegar táxi sai caro. E os taxistas não ficam “circulando” vazios. Para chamá-los, peça na pousada ou use os aplicativos de celular.

Para entender mais sobre ônibus em Florianópolis, indico o site Mob Floripa, que tem mapas e até um aplicativo para ajudar com as linhas de coletivo. Lá você encontra, também, dados de horários de barcos e de ônibus de Floripa para outras cidades.

 

Quantos dias ficar – A ilha tem tantas praias que você pode passar uma semana inteira lá e não vai conseguir conhecer todas. Além disso, há balneários famosos perto de Floripa, como Guarda do Embaú e Praia do Rosa, que são próximos e valem a pena conhecer.

Eu passaria de a 6 dias só em Floripa. Mas se você tiver umas duas semanas de férias, pode aproveitar para conhecer várias cidades do litoral catarinense, como Bombinhas, Balneário Camboriú e Porto Belo, além de Guarda do Embaú e Praia do Rosa.

 

Blogs e sites que ajudaram muito a organizar a viagem – Confira abaixo os links de blogs e sites que foram super úteis para planejar a ida a Floripa:

Meus Roteiros de Viagem (dicas de roteiros, praias e passeios) – http://www.meusroteirosdeviagem.com/floripa-e-sc

Viaje na Viagem (relatos, praias, dicas gerais, hospedagem) –

http://www.viajenaviagem.com/brasil/capitais/florianopolis-ricardo-freire/

http://www.viajenaviagem.com/brasil/capitais/florianopolis-ricardo-freire/florianopolis-links-e-posts/

Uol (panorama geral da cidade) – http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/florianopolis.jhtm

Agora Vai (passeios para depois da praia) – http://agoravaimesmo.com/category/florianopolis/

Vivendo Floripa (site do governo, com informações práticas sobre tudo) – http://www.vivendofloripa.org.br/tudo-sobre-floripa/circulando-em-floripa/bike

Wazari (passeios, praias, restaurantes) – http://wazariblog.com/category/brasil/florianopolis/

Eu Mundo a Fora (descrição interessante das praias badaladas e festas) – http://eumundoafora.blogspot.com.br/search/label/Florian%C3%B3polis

 

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*O Viciada em Viajar ganhou duas diárias de cortesia para se hospedar na pousada Ilha Faceira. O texto reflete a real opinião da blogueira sobre a pousada.

 

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Índice de posts sobre Florianópolis 

Dicas de restaurantes em Florianópolis (SC)

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