Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Dubai: Saiba 7 costumes diferentes dos do Brasil

20 de junho de 2017, por Marcelle Ribeiro

Cidade muçulmana, Dubai tem alguns costumes e tradições diferentes para nós, brasileiros. Não, nada que impeça ou dificulte a sua visita a esse lugar incrível. Mas vale dar dicas de curiosidades para que vocês cheguem lá já bem informados.

 

1 –  Roupas: na altura dos joelhos

Não, você não vai precisar andar de burca. Vai ver diversas mulheres de burcas e homens com o traje típico árabe, todo branco com lenço na cabeça. Mas há muuuitos ocidentais não só visitando, mas também morando em Dubai. E eles andam com roupas ocidentais. Mas não tãaao ocidentais. Em três dias em Dubai e Abu Dhabi, vi pouquíssimas mulheres de short ou saia acima do joelho. O mais comum são saias no joelho ou um pouco abaixo do joelho, mesmo no calor de 45 graus do verão. Também vi homens de bermuda.

Quando você for visitar uma mesquita, vão te emprestar uma burca longona, com capuz e tudo, logo na entrada, mesmo que você vá de vestidão comprido. Quente.

Roupa especial para visitar mesquita em Abu Dhabi. Foto: Guilherme Calil

Roupa especial para visitar mesquita em Abu Dhabi. Foto: Guilherme Calil

E não, no verão não fica mais friozinho à noite. É calor o dia inteiro!

 

Roupa masculina típica em Dubai e Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro.

Roupa masculina típica em Dubai e Abu Dhabi. Foto: Marcelle Ribeiro.

2 – Praia: pode biquíni brasileiro, mas não no calçadão

No dia em que fui à praia em Dubai, percebi que os ocidentais são maioria nas praias. Ou seja, o seu biquíni não vai escandalizar ninguém se você estiver na espreguiçadeira ou na água do mar. Mas há placas nas praias de Dubai informando que não se deve andar de roupa de banho no calçadão. Ou seja, nada de sair sem camisa da cadeira e ir comer no quiosque em frente assim. Tem que colocar a roupa de novo.

Ainda sobre a praia: não é de bom tom tirar fotos das pessoas à sua volta na areia ou no mar. Li que assim como você se incomodaria se alguém tirasse fotos suas de biquíni, as muçulmanas de burquini (a burca de lycra, própria para banho no mar) não gostam de serem fotografadas.

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3 – Carinho no namorado em público? Não

Em Dubai, não é nada comum ver casais nem sequer de mãos dadas, quanto mais se abraçando ou dando beijinhos (nem na bochecha). Vi poucos casais de mãos dadas, sempre ocidentais. E quando, no ônibus que estava nos levando do terminal de embarque do aeroporto até nosso avião, eu dei um abraço no meu marido, senti os olhares de estranhamento à nossa volta.

 

Mãos dadas: não é comum em Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

Mãos dadas: não é comum em Dubai. Foto: Marcelle Ribeiro.

4 – Bebida alcoólica: só em hotéis de redes internacionais

Ingerir bebida alcoólica na rua é proibido em Dubai. Aliás, bebidas alcoólicas só são servidas em restaurantes e bares de hotéis de redes internacionais. Nem no mercadinho perto do nosso hotel encontramos cerveja com álcool, só sem.

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5 – Língua: relaxe e fale inglês

Em todas as placas da rua, do metrô, das atrações turísticas, você vai ver as palavras escritas na língua local mas também em inglês. As pessoas que trabalham com turistas (recepcionista de hotel, garçom, funcionários de atrações turísticas e locadora de carro, motorista de uber) falam inglês bem.

 

6 – Mulheres sozinhas: é comum?

Eu fui a Dubai com meu marido e andei o tempo inteiro com ele. Vi algumas mulheres aparentemente andando sozinhas no metrô (que tem vagão exclusivo para mulheres), mas não sei dizer se, indo sozinha, você enfretará algum tipo de problema. A única história traumática de mulher sozinha em Dubai que sei é de uma amiga de uma amiga, que desceu do táxi bêbada e após ter brigado com o namorado à noite e apanhou na rua apenas por ser mulher e estar bêbada na rua.

 

7 – Vai ficar perto de uma mesquita? Acostume os ouvidos

As mesquitas tocam orações em forma de cânticos chamando os fiéis para rezarem quatro vezes por dia, inclusive de madrugada. Na hora de escolher seu hotel, veja no mapa se ele é muito perto de uma mesquita e cheque se outros hóspedes já reclamaram muito do barulho. Quando estive na Turquia, eu fiquei hospedada perto de uma mesquita. Acordei de madrugada na primeira noite, mas nas demais já estava acostumada. Outra solução é colocar um tampão de ouvido, daqueles próprios para locais barulhentos. Dica: normalmente as companhias aéreas dão esses tampões de brinde quando você entra no avião. Guarde os seus! ;)

 

 

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Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Indonésia: Onde ficar e onde comer em Nusa Lembongan

17 de junho de 2017, por Marcelle Ribeiro

Está pensando em ir curtir as praias belíssimas da ilha de Nusa Lembongan, na Indonésia, e não sabe onde se hospedar ou quer indicações de restaurantes? Calma, a gente ajuda! Meu primo Jeann Andrade e a esposa dele, Nathália Braga, foram para lá em abril e deram as dicas. Aliás, a Nathália já deu neste post aqui todos os “bizus” sobre como chegar a esse pedaço de paraíso e o que fazer por lá, já viram? Então, agora é a hora de mais dicas. Bora? Com a palavra, Nathália.

 

Onde ficar em Nusa Lembongan:

Nos hospedamos no Hotel Lembongan Cliff Villas que, como o nome já diz, fica localizado em um penhasco (cliff, em inglês), possibilitando uma vista belíssima do mar. O hotel possui serviço completo com restaurante, spa e oferece passeios e aluguel de motocicletas. Apesar de ter características de hotel para casais e família, encontramos também pequenos grupos viajando para surfar. O local possui muitas escadas por conta da sua localização, portanto não é recomendado para pessoas com dificuldade de mobilidade. Na área estão disponíveis duas piscinas, a principal com a bela vista para o mar e uma outra na parte mais baixa, a nossa preferida. Consideramos o hotel muito bom, com um bom restaurante, suíte com banheira e bom serviço de quarto, mas considero que a manutenção das edificações poderia ser um pouco melhor. Diária do hotel: 800.000 IDR ou US$ 59,20 $ ou R$ 191,81.

 

Hotel Lembongan Cliff Villas, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Hotel Lembongan Cliff Villas, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Hotel Lembongan Cliff Villas, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Hotel Lembongan Cliff Villas, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Onde comer em Nusa Lembongan:

Nos dois dias em que estivemos em Nusa Lembongan, comemos (refeições completas) em três lugares.

Restaurante do Hotel Lembongan Cliff Villas - Optamos por nos hospedar em um hotel mais longe da parte mais movimentada da ilha e acabamos jantando todos os dias por lá, o que foi sempre um prazer pois a vista, a comida e o preço são incríveis!

Restaurante do Hotel Lembongan Cliff Villas, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Restaurante do Hotel Lembongan Cliff Villas, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Restaurante de frente para o mar e pé na areia que fica na Praia principal – Infelizmente não anotei o nome e também não achei no Google. Almoçamos nesse restaurante no primeiro dia. Escolhemos pela vista. O pedido demorou um pouquinho mas quando chegou nos surpreendeu. Jeann pediu uma lagosta que estava deliciosa e eu pedi camarões que imaginei que viriam fritinhos e chegou uma sopa. Achei estranho mas ao experimentar… Que maravilha!!! Quantos sabores. Infelizmente não tem como descrever. Eu nem quis saber mais da lagosta. Infelizmente não tenho fotos da sopa, que também estava linda.

Restaurante da praia principal de Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Restaurante da praia principal de Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Restaurante da Secret Beach – O restaurante, que fica na Secret Beach, foge da regra… Primeiro porque demoram muito para preparar o prato, tanto que quase desistimos de comer e estávamos com bastante fome. Outras pessoas também estavam inquietas com a demora. Em segundo lugar porque a comida era razoável. E, em terceiro, porque era muito caro! Por isso não recomendamos que visitem a Secret Beach com fome, pois essa é a única opção lá, apesar de ter um outro restaurante simples pelo caminho. No local é exigido um consumo mínimo para ir à praia (75K) ou usar a piscina (100K).

 

Restaurante da Secret Beach. Foto: Nathália Braga.

Restaurante da Secret Beach. Foto: Nathália Braga.

 

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Leia mais:

Como chegar e o que fazer em Nusa Lembongan e Ceningan

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Indonésia: Como chegar a Nusa Lembongan e Ceningan e o que fazer

16 de junho de 2017, por Marcelle Ribeiro

Antes mesmo  de começar a postar o meu relato sobre a minha viagem à Indonésia, resolvi postar aqui a experiência do meu primo, Jeann Marcell Andrade, e da esposa dele, Nathália Braga, por duas ilhas nesse país que eu acabei não conhecendo: Nusa Lembongan e Nusa Ceningan. Elas têm praias belíssimas e são o paraíso para quem curte snorkeling, animais aquáticos e surf.

Vamos às dicas da Nathália? #partiu

 

“As ilhas Nusa Lembongan e Nusa Ceningan inicialmente não estavam no nosso roteiro da Indonésia, entraram pouco tempo antes do embarque e já adianto o quanto nos arrependemos, profundamente, por não ter reservado mais tempo para elas. Nosso estilo de turismo (meu e do meu marido) é diferente da maioria das pessoas. Gostamos mais de ecoturismo, muita natureza e lugares pouco explorados. Consequentemente, ao planejar uma viagem sempre corremos o risco de seguir a maioria e deixar passar os lugares que poderíamos apreciar mais. Foi exatamente isso que aconteceu com Nusa. Encontrei pouquíssimas informações disponíveis na internet, sabia que seria nossa praia, mas pela internet não tive noção do potencial e das maravilhas que essa ilha poderia nos oferecer.

O pequeno arquipélago é composto por três ilhas: Nusa Lembongan, Nusa Ceningan e Nusa Penida. Reservamos 2 dias e ficamos muito frustrados na despedida, pois faltou muita coisa para conhecer! Principalmente a terceira ilha, Nusa Penida, com suas paisagens incríveis. Fica para a próxima! A primeira dica é: se você gosta de ecoturismo, conhecer a cultura preservada em pequenas ilhas, mar azul, explorar cada cantinho de moto e paisagens incríveis, reserve uns 3 ou 4 dias para as três Nusa. Você não vai se arrepender.

 

Como chegar:

Para a maioria dos turistas, a porta de entrada na Indonésia é Bali, e não a capital Jacarta. Os voos partindo do Brasil para Bali comumente são mais caros que voos para outros países asiáticos e caso tenha tempo e queira economizar, é recomendável passar antes em outro país e depois ir para Bali. No nosso caso, fomos primeiro para a belíssima Tailândia e, de lá, para a Indonésia.

Na Indonésia, fizemos uma rota circular para otimizar os dias por lá. Primeiro fomos para Ubud, que é a capital cultural de Bali, na região central. Depois, fomos para as Ilhas Gili, com sua atmosfera roots e mar azul. E das Ilhas Gili é que fomos para a Nusa Lembongan.

Para chegar a Nusa Lembongan, a partir de Bali existem duas formas:

  • A partir de Sanur e região: Essa é a forma mais conhecida, fácil e barata de chegar a Nusa Lembongan. Para isso, é necessário pegar um speed boat em direção a Nusa Lembongan. O trajeto dura cerca de 30 minutos e qualquer agência turística vende passagens.
  • A partir de Gili Trawangan: Esse foi o trajeto que fiz, mais demorado, caro e ainda bastante desconhecido, inclusive entre guias de Bali. Contudo, se enquadrava melhor no meu roteiro circular, e no planejamento como um todo proporcionou economia de tempo e dinheiro. Somente duas empresas fazem esse trajeto. Foi um parto conseguir informações e na internet não achei nada consistente! Só descobri o que fazer quando cheguei em Gili Trawangan, após perguntar para muitas pessoas.

Comprei o ticket na loja da Scoot Fast Cruises (http://www.scootcruise.com/), em Gili T. É possível comprar também pelo site, mas sem aquela barganha esperta que é obrigatória durante cada compra na Indonésia. A Scoot vende passagens um pouco mais caras, mas inclui outros benefícios como viagem completa (Gili T – Nusa Lembongan – Transfer hotel – Sanur – Transfer hotel) e o transfer até o hotel em que você estiver hospedado. No final, o caro sai barato! A viagem de Gili T. para Nusa Lembongan dura duas horas de emoção quando o mar está agitado, afinal é um trecho não protegido pelo continente ou ilhas, ou seja, mar aberto. Valor para duas pessoas: 1.050.000 IDR ou US$ 79,55 ou R$ 257,73.

 

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Lancha da Scoot, que nos levou a Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Lancha da Scoot, que nos levou a Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

 

O que fazer em Nusa Lembongan e Nusa Ceningan em 2 dias:

Primeiro dia: Snorkel 

O passeio mais conhecido em Nusa  Lembongan é o mergulho com a raia manta ou o peixe mola mola. É possível contratar esse serviço em diversos locais da ilha: nos escritórios de turismo, direto com os barqueiros ou nos hotéis. Eu reservei com um barqueiro diretamente, que me ofereceu um roteiro padrão, que não incluía o mergulho com a manta. Conversando, ele topou fazer o roteiro que eu queria, com um pequeno acréscimo no valor. Custo para duas pessoas: 500.000 IDR ou US$ 37,88 ou R$ 122,73.

O mergulho ocorre em ambiente natural, portanto, para avistar os animais é importante considerar o  comportamento deles. Segundo minha pesquisa para a viagem, a raia manta é avistada mais facilmente no período da manhã nos points usados pelos turistas. Não encontrei relatos de ataque desses animais, então mergulhei sem medo. Mas só até ver a gigante na minha frente. No primeiro encontro tremi tanto que não consegui filmar. O medo durou pouco e logo depois o encantamento tomou conta de mim. Coisa mais linda!

Arraia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Raia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Arraia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Raia Manta em Nusa Lembongan, na Indonésia. Foto: Nathália Braga.

Nem só de manta se faz o mergulho em Nusa Lembongan. É possível conhecer pontos com belíssimos corais, como a Cristal Bay, Gamat Bay e Mangrove Point. Achei os corais daqui muito mais bonitos, biodiversos, coloridos e preservados que os corais das Ilhas Gili.

Além dos atrativos naturais, existe o Underwater Buddha ou Buddha Point, que para mim era uma parada obrigatória. Era… Fui enganada pelas fotos da internet. Na verdade, minhas fotos também ficaram muito bonitas, mas o mergulho em si é bastante fraco e sem sentido. Sem sentido porque as estátuas foram colocadas lá só para entreter os turistas (eu acreditava que era um templo ou alguma ruína). Aí fica aquela sensação de que você foi enganado. Faz parte! Quando visitamos, o buda estava tapado com um tecido, imagino que isso foi feito por conta protestos de algum seguidor de Buda. Justo.

 

Fazendo snorkel em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Fazendo snorkel em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Underwater Buda, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade

Underwater Buda, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga

Fizemos o passeio de snorkel pela manhã, e, à tarde, aproveitamos as praias próximas ao hotel: Coconut Beach e a praia principal da ilha, onde os barcos atracam.

 

Coconut Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Coconut Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Praia principal de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Praia principal de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Segundo dia – Explorando a ilha

O principal meio de transporte nas ilhas são as motos. Não existem muitos carros, somente carrinhos parecidos com aqueles de golfe, que levam os turistas até os hotéis. É comum estar incluído no deslocamento de barco o transporte até o hotel, pois as opções são escassas na ilha e andar a pé com malas não é uma opção, por conta da quantidade de ladeiras que elas possuem.

Em Nusa Lembongan não é necessário ter carteira de motorista internacional para pilotar motos, não por falta de leis, mas por falta de policiamento. Isso inclusive possibilita passeios mais livres. Nós alugamos uma moto no próprio hotel e lá mesmo, na hora, aprendemos a pilotar a moto. Foi fácil e felizmente não houve acidentes conosco, mas vi algumas vezes turistas com pequenas escoriações pela falta de habilidade. O valor do aluguel é bem acessível e está disponível em qualquer esquina. Aluguel de uma moto para o dia todo com tanque cheio, no hotel: 80.000 IDR ou US$ 6,06 $ ou R$ 19,64.

Dica para comparar preços de hotel de um jeito fácil: vá no site do Booking, reseve e ajude o blog.

 

O passeio de moto não teve um grande planejamento. Pesquisei antes na internet os lugares mais interessantes para se visitar, anotei os nomes e seguimos usando um simples mapinha dado pelo hotel e o aplicativo do Google Maps no celular.

Foi bastante tranquilo o deslocamento dessa forma, Jeann (meu marido) ficou como piloto e eu, na garupa, fazia a navegação no mapa, aplicativo, filmava e fotografava. Acredito que foi melhor dividir a moto, pois caso cada um estivesse em uma moto não teria navegador, fotógrafo e etc… e ficaria bem mais difícil o deslocamento. O problema foi ter que descer da garupa em algumas subidas, pois a moto é de baixa potência e não dava conta nas maiores subidas.

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Andando de moto por Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Andando de moto por Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Saímos do hotel, que fica próximo à Coconut Beach, e seguimos para a Mushroom Beach, que é uma praia de águas azuis bem tranquila e possui alguns hotéis. De lá, fomos para a Dream Beach, que é uma praia incrível. Como chegamos no período de subida de maré, encontramos uma praia muito forte, intensa, com ondas gigantes, impossibilitando o banho naquele momento. Infelizmente a fotografia só possibilita uma noção da realidade, mas se reparar no tamanho das ondas em comparação com o tamanho das pessoas poderá entender melhor o que estou tentando explicar. A Dream Beach também possui algumas pousadas (algumas ainda em construção) e um tradicional bar.

Dream Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Dream Beach, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

A partir da Dream Beach, seguindo à direita de quem olha para o mar, está a Devil’s Tears, onde é possível ir a pé, com uma caminhada de aproximadamente cinco minutos. Esse é um pedacinho do continente que está em contato com o mar aberto. Quando as ondas batem no paredão rochoso com muita pressão, são gerados esguichos de água para todos os lados. A intensidade da força das ondas contra a rocha dura deu nome a esse lugar. É belíssimo e poético.

Devil's tears,, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Devil’s tears,, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

A próxima parada foi a Yellow Bridge, a ponte que liga Nusa Lembongan a Nusa Ceningan. Esse era mais um atrativo turístico, mas para nós o que mais nos marcou nesse passeio nas ilhas foi poder presenciar tão de perto o dia a dia de quem mora lá. Isso fez desse lugar o mais encantador de toda viagem. Passear entre os moradores locais de uma pequena ilha da Indonésia, de cultura tão diferente, cuja religião era desconhecida para mim até então foi incrível.

Yellow Bridge, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Yellow Bridge, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Em uma ilha pequena, as coisas são diferentes das cidades maiores de Bali. Nas pequenas ilhas, a história, a cultura e as tradições se mantêm por mais tempo, e Nusa ainda tem muito a oferecer da Indonésia “não globalizada”. Isso é demais!

Moradores de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Moradores de Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

Para nós, mais bonito que ver as praias incríveis, foi acompanhar a ida das famílias ao templo em um sábado de manhã, às vezes todos juntos na mesma moto sempre com um fundo de mar azul. Mais bonito que as praias incríveis foi quando nos permitimos nos perder entre as ruelas e coqueirais e nos encantamos ainda mais com a vida real. Para nos achar fora da zona turística, onde não se fala inglês, bastou parar e conversar usando uma língua de sinais inventada e logo encontramos nosso rumo, muito carinho e simpatia de um povo maravilhoso! Como é que alguém viaja com outro objetivo se não apreciar a diversidade de vida, de culturas, de modos de viver e de interação com essa nossa casa que é uma casa só, um planeta só?

Da mesma forma que a falta de policiamento possibilitou nosso passeio de moto, ela também possibilita a crueldade das brigas de galo ao ar livre, que apesar de ilegais, ainda existem. Essa forma de turismo mais livre também possibilita conhecer tradições não tão simpáticas, que quando olhado sob uma perspectiva de outra cultura a gente cai em tentação e julga, mas só internamente, em silêncio.

Após a Yellow Bridge, chegamos em Nusa Ceningan. Nessa ilha, o primeiro ponto de parada foi a Blue Lagoon, que encanta pela beleza, azul intenso e formações que envolvem a lagoa. Um bom lugar para pensar na vida.

Blue Lagoon, em Nusa Ceningan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Blue Lagoon, em Nusa Ceningan. Foto: Nathália Braga.

Seguimos depois para a Secret Beach, uma praia belíssima que fica escondida em um cantinho da ilha. Para chegar, rodamos bastante, nos perdemos algumas vezes, mas por fim encontramos, meio sem querer. A praia fica atrás de um hotel, é um daqueles lugares que você acredita que está no lugar errado.

Em frente à praia tem um restaurante e uma piscina. A piscina pode ser utilizada pelos hospedes do hotel ou pelos clientes do restaurante, desde que atinja um consumo mínimo: ir até a praia (75 mil rúpias) ou usar a piscina (100 mil rúpias).

Restaurante, praia e piscina em Secret Beach. Foto: Nathália Braga.

Restaurante, praia e piscina em Secret Beach. Foto: Nathália Braga.

A praia é belíssima, de água cristalina, mas o mar estava bravo no horário que estivemos lá e ninguém se arriscou a tomar um banho.

Já era hora de ir embora para pegar o barco rumo a Bali e, saindo da Secret Beach, já em Nusa Lembongan, o Google Maps nos levou aos lugares mais estranhos, através de trilhas subindo morros no meio da mata onde era impossível ir de moto. Nos arranhamos no matagal, ficamos com muito medo, principalmente de não chegar a tempo de pegar o único barco do dia! …nessa aventura conhecemos por acaso a Tamarind Bay e todas as florestas da região. Depois de muita aflição, conseguimos chegar no hotel faltando poucos minutos para pegar o barco. Pulamos na piscina para um último mergulho e seguimos rumo a Bali ainda com a roupa de banho. Amo os trópicos!

 

Tamarind Bay, em Nusa Lembongan. Foto: Jeann Marcell Andrade.

Tamarind Bay, em Nusa Lembongan. Foto: Nathália Braga.

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