Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Passeios em Bali: Templo Besakih, Canggu Beach e Tanah Lot

21 de setembro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Para quem quer conhecer mais do que as praias de Bali, a região de Ubud é estratégica. Ela é central e tem uma grande variedade de templos e outras atrações. Além disso, ela permite que você consiga planejar outros roteiros pela ilha, exatamente o que fizemos na nossa viagem.

Reserve seu hotel em Ubud, na ilha de Bali por este link do Booking (que tem o meu código) e ajude o blog.

Hoje vou falar de um roteiro que durou 1 dia da nossa viagem a Bali, que teve dois templos lindos e bem diferentes um do outro: o Pura Besakih e o Tanah Lot. Além disso, uma dica de almoço ao ar livre. Vamos lá?

Sempre lembrando que esse roteiro só é possível de ser realizado com um carro. Eu recomendo que você alugue um já com o serviço de motorista, porque o trânsito em Bali é insano de louco. Quem dirigiu pra gente nesse dia foi o Putu, amigo do Roby (que nos conduziu em outros dias). Ele não fala português, mas fala inglês, e é super atencioso. A diária (de 10 horas) nos custou US$ 40 (já incluída a gasolina). O carro dele é confortável e tem ar-condicionado. O telefone do Putu (que tem Whatsapp) é o 00 21 62 877 307 801 62.

Pensando em alugar um carro para conhecer Bali? Pelo Rentcars você reserva nas maiores operadoras do mundo, ganha desconto e ajuda o blog.

Nosso roteiro resumido nesse dia foi assim:

10h – Saída do hotel de Ubud (Bali)

11h30 – Chegamos no Templo Pura Besakih, no Norte de Bali

13h30 – Saímos do Templo Pura Besakih e fomos para a praia de Canggu, ao Sul de Ubud. No caminho, paramos em uma grande loja de artesanato, onde ficamos por cerca de 30 minutos.

15h – Chegamos em Canggu e almoçamos com calma até às 16h30. Neste horário, saímos para o templo Tanah Lot.

16h50 – Chegamos no Templo Tanah Lot e ficamos lá até umas 18h. Saímos logo depois do sol se pôr.

19h30 – Chegamos ao hotel em Ubud.

 

 

Pura Besakih

Começamos o nosso dia visitando o Pura Besakih, também chamado de Templo Mãe, o maior e mais importante complexo de templos de Bali. Ele fica no leste da ilha. Demoramos um pouco mais de um hora para chegar lá saindo do centro de Ubud.

Um dos 22 templos do Pura Besakih, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro

E o lugar é realmente monumental! São 22 templos em uma área na encosta do vulcão Agung, que ainda está ativo. As escadarias são enormes e as construções não ficam pra trás. Não se sabe exatamente quando começou a ser construído, mas se sabe que o lugar é usado para cultos hindus desde o século XIII.

Já tem seguro de saúde internacional? Faça pela Mondial por esse link e ganhe desconto

Como o Pura Besakih está a mais de 1000 metros de altitude, a vista é impressionante. Vale muito passear com calma e aproveitar para conhecer um pouco mais sobre a religião hindu e sobre o modo de vida pregado pelos religiosos.

A vista de Besakih, a mais de 1000 metros de altitude, é incrível. Foto: Marcelle Ribeiro

Mas nem tudo são flores. Depois de sair do estacionamento, nosso motorista nos levou até a portaria do templo, onde havia uma placa informando a cobrança de ingresso de 60 mil rúpias por pessoa (R$ 14,10 ou US$ 4,50). Na mesma hora os funcionários da portaria disseram que era obrigatória a contratação de um guia local, supostamente porque estaria rolando uma cerimônia especial. É mentira. Eu já tinha lido muito sobre isso, e já esperava esse “empurra” de guia. Perguntei quanto era o guia e eles nos falaram que era US$ 40 por pessoa pelo guia. Eu fiz cara de chocada (e estava mesmo!) e disse que por aquele valor era impossível, eu preferia ir embora. Perguntada quanto eu poderia pagar, disse US$ 5 para nós dois (US$ 2,50 por pessoa). Eles ficaram tentando subir o preço, mas fui firme: US$ 5 no total. Em 5 minutos eles concordaram.

Ou seja: se você decidir ir ao templo, saiba que vai ter essa chatice quando chegar lá. Seja firme!

Nosso guia mal falava inglês e logo depois de passar do portão disse que a gente teria que pagar um valor extra para ir de moto da portaria até a entrada do templo, uma distância de 1km. Como eu morro de medo de moto, nem cogitei, e fui a pé. Lá, ele nos encontrou. Observamos que 80% dos turistas estavam com guia, mas tinha gente sem. Li que tem gente que após pagar a entrada, simplesmente vai entrando sem guia mesmo.

Detalhe de um dos templos do Pura Besakih. Foto: Marcelle Ribeiro

Outra dica importante: assim como em todos os outros templos, é obrigatório o uso do sarong, mas é possível conseguir um emprestado com os guias ou na bilheteria do templo, sem custo.

Passamos 1h30 no templo. O lugar não tem banheiro gratuito.

O uso do sarong é obrigatório no Pura Besakih. Foto: Marcelle Ribeiro

Canggu Beach

Saindo do Pura Besakih, decidimos ir almoçar em uma praia de Bali e fazer hora para chegar no templo Tanah Lot para o pôr do sol. Então fomos para o Sul de Bali, almoçar em Canggu Beach, na praia de Ekko Beach, por sugestão do nosso motorista. Confesso que a praia não é grandes coisas. O Guilherme até chegou a mergulhar, mas eu não tive coragem, porque vi umas línguas negras na areia. Apenas caminhei pela areia por lá.

Pensando em alugar um carro para conhecer Bali? Pelo Rentcars você reserva nas maiores operadoras do mundo, ganha desconto e ajuda o blog.

O que mais gostamos em Canggu foi o restaurante em que almoçamos. O Captain Catch fica na beira da praia de Ekko Beach, funciona todos os dias das 07h30 à 0h00 e serve uma comida bem gostosa. Com dois pratos, água e um refrigerante, gastamos 174 mil rúpias (US$ 12,95 ou R$ 40).

O Captain Catch fica na beira da praia. Foto: Marcelle Ribeiro

O melhor é poder caminhar pela areia enquanto o seu prato não vem. Além disso, ele tem um banheiro onde é possível se trocar antes de voltar para o carro.

Ainda não tem seguro de saúde internacional? Faça pela Mondial por esse link e ganhe desconto

 

Tanah Lot

Para encerrar o dia, visitamos um dos templos mais espetaculares de Bali: o Tanah Lot.

O pôr do sol em Tanah Lot é inesquecível! Foto: Marcelle Ribeiro

Construído em uma pedra já quase dentro do oceano no século XIV, é um dos mais visitados de toda a ilha. E não é pra menos. O pôr do sol por lá é maravilhoso e você se impressiona como é possível uma construção daquelas continuar de pé mesmo com o avanço da maré. Mas cuidado com suas expectativas: não é possível entrar no templo para visitar. Ele é bem pequeno e fica nesta rocha. Tudo que você vai ver dele é um pedacinho do topo, como na foto acima.

Chegamos lá quase no fim da tarde e fomos logo para perto do templo, onde aproveitamos para tirar muitas fotos enquanto a maré ainda estava baixa.

O Guilherme aproveitou para passar por um ritual rápido de purificação dentro de uma caverna. Por lá, há uma fonte de água doce quase dentro do oceano! Ele recebeu uma benção com essa água, um pouco de arroz na testa e uma flor em cima da orelha. Para participar do ritual, basta uma pequena doação para a manutenção do templo (você escolhe o valor).

A entrada no templo para duas pessoas custou 125 mil rúpias (US$ 9,30 ou R$ 28,90).

Os hindus realizando o ritual de purificação em Tanah Lot. Foto: Marcelle Ribeiro

O “abençoado” maridão depois do ritual em Tanah Lot. Foto: Marcelle Ribeiro

Logo após o pôr do sol voltamos para Ubud.

 

Reserve seu hotel em Ubud, na ilha de Bali por este link do Booking (que tem o meu código) e ajude o blog.

Já tem seguro de saúde internacional? Faça pela Mondial por esse link e ganhe desconto

Pensando em alugar um carro para conhecer Bali? Pelo Rentcars você reserva nas maiores operadoras do mundo, ganha desconto e ajuda o blog.

 

Leia também:

Bali: passeio em cachoeira, lagos gêmeos e templo Ulun Danu Bratan

Indonésia: onde comer em Bali

Onde ficar em Bali: hotéis nas melhores praias e no interior

Como é o passeio de bicicleta perto de Ubud, em Bali

Indonésia – Quando ir, como chegar e dicas sobre visto e vacina

Tudo que você precisa saber para planejar uma viagem à Indonésia

Mais fotos e curiosidades da Indonésia no nosso Facebook (https://www.facebook.com/viciadaemviajar/), Instagram (https://www.instagram.com/viciada_em_viajar) e Twitter (https://twitter.com/viciadaemviajar)

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

7 dicas para você planejar sua viagem para Caraíva (BA)

14 de setembro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Minha irmã, Ticianne Ribeiro, fez um tour de praias no Sul da Bahia recentemente e mandou algumas dicas sobre o que fazer principalmente em Caraíva, destino onde ainda não estive. Além de curtir o sol nas praias, ela aproveitou também o fim de tarde, e a noite da região, que é bem divertida. Ela passou também alguns dias em Trancoso e Arraial d’Ajuda, destinos sobre os quais eu já falei neste post aqui, que abrange também Porto Seguro.

Vamos às dicas?

1 – Quantos dias ficar no Sul da Bahia?

Nós ficamos 3 dias em Caraíva, 2 dias em Trancoso e 3 dias em Arraial d’Ajuda. Acho que foi o ideal.

 

2 – Como chegar a Caraíva?

Você pode pegar um ônibus que sai de Arraial D’Ajuda, da Viação Águia Azul, todos os dias, com saída às 7h e às 15h. Para retornar, os ônibus saem de Caraíva às 6h ou às 16h. A mesma empresa faz outros trajetos na região, como Arraial x Trancoso. Veja horários aqui. A passagem custa R$ 18,50 por pessoa. O problema é que quando chove, o ônibus não funciona, porque as estradas ficam bem ruins.

Como há poucos horários e eu estava com mais duas pessoas, optei por pagar um transfer. Nós contratamos um motorista que mora em Caraíva para nos buscar em Trancoso, por R$ 300. Nós fomos com o motorista Uirá, que tem um carro 4×2 (73-9917-2807). Ele é super educado, e faz esse trajeto praticamente todos os dias praticamente, recomendo. Outro motorista quem chegamos a orçar foi o André (73-99935-0878), que tem um 4×4 e cobra R$ 250 para ir de Trancoso a Caraíva e R$ 400 para ir de Caraíva ao aeroporto de Porto Seguro.

Se você optar por alugar um carro em Porto Seguro, tem que ser um 4×4, porque a estrada é de terra e cheia de buracos. Não é qualquer motorista que dirige pela região.

Além disso, se você for de carro alugado para ir a Caraíva, você vai ter que achar estacionamento em Nova Caraíva, e deixar o carro lá para pegar o barco para a vila de Caraíva (R$ 5 por pessoa para fazer a travessia de barco, cada trecho). Na vila mesmo, não entra carro. Então acho que é furada alugar carro. Talvez seja possível deixar o carro na aldeia indígena e ir de carroça para Caraíva, mas não tenho certeza.

Após o barco, nós pagamos uma carroça para levar nossas malas do ponto do barco até a pousada, porque estávamos com mala de rodinha. Custou 30 reais. É tudo muito perto, então, quem for de mochila provavelmente não andará mais do que 15min para ir do barco até a pousada.   

Caraíva tem um formato praticamente de um triângulo. Deu um lado o rio, do outro o mar e do outro uma área de reserva de 2 aldeias indígenas. Por isso, o vilarejo é praticamente “ilhado”. 

Mapa de Caraíva.

 

3 – Onde ficar em Caraíva?

Caraíva tem pousadas mais bonitinhas, hostels e casas para alugar. Nós ficamos em XXX, que é como se fosse uma guest house. Mas como a oferta de hospedagem é pouca, os preços são mais altos, por exemplo, que em Trancoso. Tem todo tipo de gente na vila, desde os mais ricos até os mais hippies. O engraçado é que como a vila é minúscula, você encontra as mesmas pessoas toda hora.

Caraíva tem pousadas mais bonitinhas, hostels e casas para alugar. Nós ficamos na primeira rua paralela ao mar, porque queríamos nos afastar do rio com medo de mosquitos. Mas depois vimos que o ideal é ficar um pouco mais próximo do rio, porque lá é onde tem os melhores lugares para comer à noite e, como as ruas não têm iluminação, é mais cômodo já estar por ali. Eu não recomendo ficar na parte mais alta da cidade (na subida para a campo de futebol), porque é um pouco mais deserta.

Ficamos na pousada Xando, que na verdade é como se fosse uma guest house. A dona da mercearia Xando construiu uns quartos atrás do terreno dela e os aluga. Como a oferta de hospedagem é pouca, os preços são mais altos que em Trancoso, por exemplo. Tem todo tipo de gente na vila, desde os mais ricos até os mais hippies, casal com filho, garotada, etc. O engraçado é que como a vila é minúscula, você encontra as mesmas pessoas toda hora.

Dica: Reserve sua hospedagem em Caraíva pelo Booking clicando aqui e ajude o blog.

 

4 – O que fazer em Caraíva?

A pracinha da igreja é uma graça. O lugar tem uma energia incrível. Não é algo que dê para informar com palavras. Parece que você está em outro mundo. Tem algumas árvores grandes com bancos de madeira ao redor e alguns estabelecimentos (bar, lanchonete, loja, etc.). É bem gostoso para passear e ficar de papo no banco da praça. Fomos em um final de dia e também um dia à noite, em um sambinha em um bar da praça.

Mas, o encontro do rio com o mar é sem dúvidas o ponto mais bonito. A praia é gostosa, dá para alugar stand up paddle (R$ 10 por 10 minutos), dá para ficar na parte do mar ou no rio. Também é possível fazer um passeio suave de bóia, em que uma lancha te leva a um trecho mais distante do rio e de onde você desce com a bóia, num passeio bem tranquilo.

 

 

Stand up paddle em Caraíva.

O ruim é que não há uma barraca de praia bem estruturada. Tem apenas algumas tendas de palha simples, que servem alguns petiscos, como um gostoso aipim frito. Mas elas não servem almoço. Tem também uma moça que vende acarajé (mas, como baiana que sou, já comi melhores). Dá para sentar nas cadeiras de praia que tem por ali, e não é preciso pagar para sentar, basta apenas consumir algo. Nesse local o banho na borda do rio é ótimo para crianças, as cadeiras ficam a 5 passos da água e o rio é bem tranquilo e raso em um bom trecho da margem.

Uma boa pedida é o pôr do sol na foz do rio, vale a pena!

A parte do mar aberto é bonita também, mas não tem nada muito diferente de outras praias do Nordeste. Algumas pousadas que são de frente para o mar abrem seus restaurantes para o público em geral e criam uma estrutura de “barraca” de praia, com espreguiçadeiras, etc. Fomos ao restaurante da pousada Coco Brasil e amamos, tem chuveiro de água doce, banheiro, espreguiçadeira e a comida é ótima. Recomendo a paçoca de carne seca.

 

Pôr do sol em Caraíva. Foto: Ticianne Ribeiro.

A região tem outras praias para se conhecer. Do trecho em que o mar encontra com o rio é possível ir a outras praias, como Ponta do Corumbau, que fica mais ao Sul (no sentido oposto de Trancoso). Dizem que a água de Ponta do Corumbau é super cristalina, mas no dia em que a gente foi, não estava assim, o que nos frustrou. Era uma praia bonita, mas comum.

Para ir de Caraíva a Corumbau, fomos para o final da praia de Caraíva, no local que faz limite entre a praia e a aldeia indígena da região. Ali ficam vários motoristas de buggy com seus veículos, porque eles não podem ficar na orla da vila propriamente dita. Então, contratamos ali um buggy, por R$ 200 o carro (na alta temporada cobram de R$ 250 a R$ 300). Chegando em Ponta do Corumbau, pegamos um barquinho para atravessar um rio (R$ 10 por pessoa pelo barco, ida + volta). Do local onde o barco nos deixou, andamos mais uns 10 minutos para a praia de Ponta do Corumbau, onde há restaurantes estruturados e bonitos, que servem almoço, em que se paga para usar a cadeira e guarda-sol. Tem também um restaurante mais simples, indicado pelo nosso bugueiro.

Outra atração da região de Caraíva são as praias ao norte, na direção da Praia do Espelho e de Trancoso. Não chegamos a ir para a Praia do Espelho, pois ouvimos dizer que de Nova Caraíva até lá era preciso caminhar 8 km na areia para ir e mais a mesma distância para voltar. É possível alugar um carro em Caraíva para ir pela estrada até a altura da Praia do Espelho, mas era bem caro e nos falaram que mesmo indo de carro, para ver o tal efeito de espelho teríamos que fazer uma pequena trilha. Como uma pessoa do nosso grupo tinha machucado o pé, nem tentamos.

Nós só fizemos uma caminhada até uma praia bem antes da Praia do Espelho, a praia do Satu, uns 3km ao norte de Caraíva, em que dá para brincar de passar argila no corpo, apreciar as falésias coloridas e tomar banho na lagoa do Satu (que de tão próxima que é do mar, vira um rio quando a maré sobe). Mas atenção: tem que ir em horário de maré baixa, pois se não fica difícil de voltar. Tem umas barracas de praia ali, com petisco e refeição, mas é algo bem simples. Veja a tábua de marés antes de ir.

 

5 – O que levar para Caraíva?

Chinelo! Não tem calçamento lá, então eu andei de chinelo ou descalça quase 100% do tempo! rsrsrs…

Aliás, para chegar à vila é preciso pegar um barquinho, e você terá que molhar o pé para embarcar e desembarcar.

Nós levamos malinha de rodinha, então tivemos que pagar por uma carroça puxada por um jumento carregar a bagagem.

Barco para Caraíva. Foto: Ticianne Ribeiro.

 

6 – O que fazer à noite em Caraíva?

À noite o maior movimento é nos bares e restaurantes que ficam próximos da margem do rio. Como a cidade é muito turística, os locais se alternam para que todo dia da semana tenha uma apresentação em um lugar diferente. Normalmente é um sambinha de qualidade. Eles acontecem das 19h às 23h30, e são frequentados por famílias até grupos mais jovens.

Tem também duas casas de forró, cada uma funcionando em um dia. Mas nas duas os shows começam à 23h30. Antes de 23h30 casais não pagam e depois, custa R$ 15 por pessoa. Não fomos porque acordávamos cedo para ir a praia.

 

7 – Onde comer em Caraíva?

O Beco da Lua tem vários quiosques um ao lado do outro. Dois gostosos são o de crepe e o de hambúrguer. O crepe e o hambúrguer custam cerca de R$ 20.

Nós comemos todos os dias na lanchonete chamada Lá no Dom. É um lugar super gostoso, com suf music e vários sanduíches diferentes, com salada e batata frita, a um preço que varia de R$ 25 a R$ 40 cada. É imperdível.

Outros lugares que gostamos foram o Boteco do Pará, que tem um famoso pastel de arraia por R$ 10 reais, e o Culinária Central, que serve lagosta gratinada muito boa por R$ 120 (serve bem 2 pessoas, para dividir por 3 pessoas é pouco).

Mas saiba que mesmo os restaurantes mais simples são meio carinhos, porque tem pouca oferta.

 

Reserve sua hospedagem em Caraíva pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

Ao reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, você compara preços de várias locadoras, consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

 

Leia também:

Roteiro de 1 semana em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda e Trancoso

O que fazer em Morro de São Paulo, ilha imperdível da Bahia

Dicas de viagem para Salvador (BA)

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Bali: passeio em cachoeira, lagos gêmeos e templo Ulun Danu Bratan

12 de setembro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Conhecer Bali vai muito além das praias famosas, como Uluwatu e Padang Padang. A ilha tem opções para todo o tipo de turista e uma natureza de tirar o fôlego! Por isso, vou falar de um roteiro bem legal que fizemos enquanto estávamos hospedados em Ubud, na região central da ilha: a cachoeira Gitgit, os lagos gêmeos Tamblingan e Buyan e o templo Ulun Danu Bratan, um dos mais famosos da Indonésia. Todas essas atrações ficam bem ao norte de Bali.

Reserve seu hotel em Ubud, na ilha de Bali por este link do Booking (que tem o meu código) e ajude o blog.

Para isso, antes de tudo, um lembrete fundamental: é impossível fazer esses passeios em um mesmo dia sem um carro. E eu recomendo que você alugue um já com o serviço de motorista, já que dirigir em Bali pode ser um pesadelo! Neste dia, contratamos o Roby ([email protected]), que atende muitos brasileiros em Bali. Ele fala inglês e até entende um pouco de português. A diária (de 10 horas) nos custou US$ 40 (já incluída a gasolina).O carro dele é confortável e tem ar-condicionado.

 

Cachoeira Gitgit

A cachoeira Gitgit é uma das mais famosas de Bali e é uma delícia para mergulhar. A queda é de cerca de 40 metros e a água só não é mais clarinha por causa das pedras no fundo do rio.

Para chegar lá, é preciso ter paciência porque são cerca de 2h30 de carro saindo de Ubud, em estradas estreitas, mas vale a pena.

Pensando em alugar um carro para conhecer Bali? Pelo Rentcars você reserva nas maiores operadoras do mundo, ganha desconto e ajuda o blog.

É cobrada uma taxa de entrada de 20 mil rúpias por pessoa (R$ 4,65 ou US$ 1,50) e você percorre uma pequena trilha, de 10 minutinhos e plana, que não é bonita, até chegar à cachoeira.

A cachoeira de Gitgit é uma das mais famosas de Bali. Foto: Marcelle Ribeiro

Ficamos lá por cerca de 40 minutos e dá pra aproveitar bastante. A água é gelada, mas nada insuportável. Se você quiser ficar mais tempo, não tem problema nenhum.

Pra mim, o maior problema de lá é a falta de estrutura para quem quer trocar de roupa ou ir ao banheiro. Como em grande parte da Indonésia, os banheiros oferecidos pela administração da cachoeira deixam bastante a desejar: são precários e sujos.

Maridão aproveitando o banho na cachoeira Gitgit. Foto: Guilherme Calil

Lagos Tamblingan e Buyan

Saindo da cachoeira, andamos mais uns 40 minutos de carro até o mirante para os lagos Tamblingan e Buyan, chamados de lagos gêmeos. Os dois são cercados por uma vegetação incrível e, mesmo muito próximos, eles não se comunicam.

Outro detalhe interessante: os dois ficam a mais de 1200 metros de altitude.

O lago Tamblingan, um dos “gêmeos” de Bali. Foto: Marcelle Ribeiro

Demos sorte e encontramos o mirante quase vazio na hora que chegamos. Aproveitamos para tirar várias fotos com calma e até contamos com a ajuda do Roby em alguns momentos.

No mesmo local, alguns indonésios aproveitam para oferecer fotos com animais da fauna do país, como morcegos e cobras gigantes, mas não quisemos fazer isso porque ficamos com um pouco de medo.

O melhor de tudo é que a visita ao mirante é grátis!

O lago Buyan é cercado por muita natureza. Foto: Marcelle Ribeiro

Já tem seguro de saúde internacional? Faça pela Mondial por esse link e ganhe desconto

 

Templo Ulun Danu Bratan

Depois do mirante, paramos para almoçar já bem pertinho do Templo Ulun Danu Bratan.  O Roby nos levou ao restaurante Mentari, que é m buffet com os principais pratos da culinária indonésia: tem espetinho de frango, peixe, mie goreng e sobremesa. A comida não é espetacular, mas pode ser uma boa opção para um almoço rápido. O buffet para duas pessoas e dois refrigerantes custaram 262 mil rúpias (US$ 19,50 ou R$ 60,17). O Mentari fica na Jalan Raya Denpasar – Singaraja e abre todos os dias, das 11h às 16h

Logo depois, fomos visitar o incrível templo Ulun Danu Bratan, cheio de energia e que fica na beira do lago Bratan.

Chegamos lá no começo da tarde e o lugar estava cheio de turistas, mas também de praticantes do hinduísmo. Para esses, havia uma área reservada para que eles pudessem fazer suas orações com tranquilidade.

Para entrar no templo, é cobrada uma taxa de 50 mil rúpias por pessoa (R$ 11,70 ou US$ 3,80).

O templo, construído no século XVII, é lindíssimo, com estruturas montadas praticamente dentro das águas do lago Bratan.

Praticantes do Hindu rezando no Ulun Danu Bratan. Foto: Guilherme Calil

Uma parte do templo de Ulun Danu Bratan. Foto: Marcelle Ribeiro

Além disso, o templo possui um belo jardim e é possível caminhar com tranquilidade e tirar fotos, é claro.

Para encerrar esse dia, acabamos dando muita sorte. Quando estávamos quase indo embora, os fiéis que estavam rezando nas áreas internas do templo saíram todos em uma espécie de procissão, carregando símbolos hindus, faixas e oferendas aos deuses. Um espetáculo que nem a chuvinha fraca que caía poderia estragar. Pra quem gosta de conhecer a cultura dos lugares que visita, foi um prato cheio.

Os jardins do templo de Ulun Danu Bratan. Foto: Marcelle Ribeiro

A demonstração de fé dos hindus fechou a visita com chave de ouro. Foto: Guilherme Calil

Neste dia ainda teria dado tempo de visitar o templo de arroz Jatiluwih, que fica na região, mas como a chuva estava apertando, achamos melhor retornar direto para o hotel. Chegamos por volta das 16h30 em Ubud (nosso tour começou umas 10h).

 

Reserve seu hotel em Ubud, na ilha de Bali por este link do Booking (que tem o meu código) e ajude o blog.

Já tem seguro de saúde internacional? Faça pela Mondial por esse link e ganhe desconto

Pensando em alugar um carro para conhecer Bali? Pelo Rentcars você reserva nas maiores operadoras do mundo, ganha desconto e ajuda o blog.

 

Leia também:

Indonésia: onde comer em Bali

Onde ficar em Bali: hotéis nas melhores praias e no interior

Como é o passeio de bicicleta perto de Ubud, em Bali

Indonésia – Quando ir, como chegar e dicas sobre visto e vacina

Tudo que você precisa saber para planejar uma viagem à Indonésia

Mais fotos e curiosidades da Indonésia no nosso Facebook (https://www.facebook.com/viciadaemviajar/), Instagram (https://www.instagram.com/viciada_em_viajar) e Twitter (https://twitter.com/viciadaemviajar)

Reserve no Booking e ajude o blog.

Receba os posts por e-mail

Desconto no Seguro Viagem

Curta nossa fanpage