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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Foz do Iguaçu: como economizar no transporte e trocar dinheiro

20 de outubro de 2014, por Marcelle Ribeiro

Pessoal,

Listei abaixo algumas dicas sobre transporte e câmbio em Foz do Iguaçu. Tudo muito prático para você viajar melhor!

 

Onde trocar dinheiro:

Não consegui trocar Reais por Pesos Argentinos no Centro de Foz do Iguaçu, porque não encontrei nenhuma casa de câmbio nas redondezas do meu hostel. E nos 4 dias em que estive em Foz, não vi nenhuma casa de câmbio nas ruas do Centro por onde passei. Por isso, acabei trocando meus Reais por Pesos Argentinos na casa de câmbio que fica anexa ao posto de Imigração na fronteira com Puerto Iguazú (Argentina), chamada Libres. Na época, R$ 70 compraram 235 pesos argentinos. Dentro do Freeshop de Puerto Iguazú também há uma casa de câmbio, que fica aberta no mesmo horário de funcionamento do freeshop: das 10h às 21h, todos os dias. (Leia aqui as minhas dicas de compras em Puerto Iguazú, Foz e Paraguai).

Precisar, precisar mesmo, você só vai precisar de pesos em Puerto Iguazú para pagar a entrada do parque das Cataratas. Ônibus de linha, bares, restaurantes, taxistas e lojas aceitam Reais e muitas vezes com uma cotação mais vantajosa que as das casas de câmbio.

 

Como andar de ônibus:

É super fácil andar em Foz do Iguaçu (e também em Puerto Iguazú, cidade argentina que faz fronteira com Foz) de ônibus comum. Você não vai precisar pegar vans de agências de turismo para nada. Eu estive lá em maio, sozinha, e conheci todas as atrações que queria sem nenhum problema.

Fiquei hospedada no Centro de Foz, a 5 minutos a pé do Terminal de Transporte Urbano (TTU), que é um terminal que reúne pontos de ônibus que vão para vários cantos da cidade (Leia aqui sobre onde se hospedar na região de Foz). O TTU não é grande e tem várias placas indicando os ônibus que vão para os destinos turísticos e horários em que eles passam. Além disso, o pessoal que trabalha lá é super simpático e prestativo, e está sempre disposto a ajudar.

Terminal de Transporte Urbano de Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Terminal de Transporte Urbano de Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

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Terminal de Transporte Urbano de Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Se você não for ficar hospedado perto do TTU, pode pegar ônibus em vários pontos da cidade, porque obviamente eles param em diversos pontos nos seus trajetos. Para ir do TTU até o Parque Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro), o Parque das Aves e para o aeroporto de Foz, pegue a linha 120 (preço: R$ 2,85, que você paga ao passar pela roleta de entrada no TTU, caso pegue o ônibus lá). Do TTU ao aeroporto são uns 20 minutos e do TTU às Cataratas brasileiras, uns 30 minutos. Veja na foto abaixo os horários em que a linha 120 passa no TTU:

Horários do ônibus para Cataratas e aeroporto de Foz. Foto: Marcelle Ribeiro

Horários do ônibus para Cataratas e aeroporto de Foz. Foto: Marcelle Ribeiro

Eu peguei o 120 inclusive para ir ao aeroporto, de malinha de rodinha e tudo. Os motoristas estão acostumados, porque muita gente vai de ônibus para o aeroporto.

Para ir do TTU ao Templo Budista de Foz basta pegar o ônibus 103, que passa a cada 40 minutos. Fotografei os horários das saídas do 103 (preço em maio de 2014: R$ 2,85) do TTU pra vocês:

Horários da linha 103, que leva ao templo budista de Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Horários da linha 103, para o templo budista de Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Para ir à Usina de Itaipu você pode pegar as linhas 101, 102 ou 104 (preço em maio de 2014: R$ 2,85). Veja os horários destas linhas:

Horários de ônibus para Usina de Itaipu. Foto: Marcelle Ribeiro

Horários de ônibus para Usina de Itaipu. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Abaixo, seguem informações sobre outras linhas:

Painel de linha de ônibus de Foz do Iguaçu no TTU. Foto: Marcelle Ribeiro

Painel de linha de ônibus de Foz do Iguaçu no TTU. Foto: Marcelle Ribeiro

Para ir do TTU para Puerto Iguazú, na Argentina, você vai pegar um ônibus diferente, em um ponto que fica em uma rua ao lado do TTU (e não dentro do terminal, como os demais). É um ônibus que não tem linha numerada, mas tem placa indicando “Puerto Iguazú” e é bem colorido, da empresa Tres Fronteras. Esse ônibus (preço em maio de 2014: R$ 4 ou 15 pesos argentinos, você paga com a moeda que preferir) sai do TTU, passa pelo posto da imigração na estrada (onde você pode descer para ir ao Freeshop argentino) e vai para o Centro de Puerto Iguazú, onde ficam os restaurantes e lojinhas da cidade. O ponto final é na rodoviária de Puerto Iguazú. Se você quiser ir para as Cataratas argentinas, vai ter que pegar outro ônibus na rodoviária de Puerto Iguazú, pois não há ônibus comum ligando Foz às Cataratas argentinas diretamente.

O engraçado é que ao passar pelo posto de controle de imigração com destino a Puerto Iguazú, TODOS os passageiros são obrigados a descer do ônibus e fazer fila para mostrar identidade aos funcionários da Imigração. Mas o processo é rapidinho: eles só perguntam o motivo da visita e se você pretende se hospedar lá, olham o RG e pronto, liberado. Enquanto isso, o ônibus está esperando todo mundo terminar de passar na Imigração para seguir para Puerto Iguazú. E o motorista não dá nenhum papelzinho para os passageiros ou tem qualquer controle de quem embarcou naquele ônibus. Se você quiser, por exemplo, aproveitar a descida na Imigração e ir para o Freeshop argentino (que fica a 1 minuto a pé do posto da Imigração), fazer suas compras e só depois passar pela Imigração, pode pegar um outro ônibus para continuar viagem até o Centro de Puerto Iguazú. Isso é super normal, nada irregular.

Passageiros de ônibus em fila na Imigração na fronteira com Puerto Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Passageiros em fila na Imigração em Puerto Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

(Aliás, um parêntese aqui: acho que as pessoas que vão de carro ou van de turismo para Puerto Iguazú também têm que parar e saltar no posto de Imigração para se identificarem).

Na volta de Puerto Iguazú a Foz, os ônibus não param no posto de Imigração brasileiro não, costumam passar direto (e mesmo que parem, os brasileiros não precisam descer). Para voltar de Puerto Iguazú a Foz, você pega ônibus na rodoviária de Puerto Iguazú, que fica bem no centrinho da cidade e paga ao motorista mesmo (R$ 4 ou 15 pesos, você paga na moeda que preferir). Infelizmente não sei os horários de saída do ônibus Foz do Iguaçu-Rodoviária de Puerto Iguazú (nem no sentido contrário). Mas sei o mais importante: que o último ônibus dessa linha parte do ponto ao lado do TTU para Puerto Iguazú às 19h20 (caso você queira ir jantar em Puerto Iguazú, atente para esse horário!) e que o último ônibus que vai da rodoviária de Puerto Iguazú para o Centro de Foz parte às 19h (o que impede as pessoas que estão hospedadas em Foz de voltar para a cidade paranaense de transporte público caso decidam da “um pulinho” na Argentina para jantar). O trajeto TTU de Foz-Rodoviária de Puerto Iguazú leva uns 40 minutos para ser feito de ônibus. No sentido oposto, leva-se o mesmo tempo.

Ônibus na rodoviária de Puerto Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Ônibus na rodoviária de Puerto Iguazú. Foto: Marcelle Ribeiro

Você já está na rodoviária de Puerto Iguazú e quer ir para as cataratas argentinas? É fácil. Na mesma área da rodoviária em que você saltar do ônibus que te trouxe de Foz, você pegará outro ônibus, da empresa Rio Uruguay, que vai para o parque. Você tem que comprar o bilhete no guichê em frente à parada (mas eu comprei 1 minuto antes de o ônibus sair, sem nenhum problema) e depois embarca. Em maio de 2014, a passagem havia acabado de ser reajustada e estava custando 40 pesos. Era possível pagar em Reais também, mas o câmbio não valia a pena na época (custava R$ 18). Da rodoviária de Puerto Iguazú até o parque das Cataratas argentinas você levará uns 30 a 40 minutos.

Guichê da empresa que vende passagem para as cataratas argentinas. Foto: Marcelle Ribeiro

Guichê da empresa que vende passagem para as cataratas argentinas. Foto: Marcelle Ribeiro

A empresa Rio Uruguay também vende passagens para outras cidades da Argentina e para Ciudad del Leste, no Paraguai.

Abaixo estão os horários dos ônibus que fazem a linha Rodoviária de Puerto Iguazú-Parque das cataratas argentinas:

Horários de ônibus para cataratas argentinas. Foto: Marcelle Ribeiro

Horários de ônibus para cataratas argentinas. Foto: Marcelle Ribeiro

Se você se hospedar em Puerto Iguazú e quiser ir de ônibus para o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçú também pode ir de ônibus. Quem opera o trecho, direto, é a empresa Crucero del Norte. Segue abaixo dados de horários dessa linha (infelizmente esqueci de pegar o preço):

Horários de ônibus de Puerto Iguazú para Cataratas brasileiras. Foto: Marcelle Ribeiro

Horários de ônibus de Puerto Iguazú para Cataratas brasileiras. Foto: Marcelle Ribeiro

Veja o índice de posts sobre Foz do Iguaçu e região

 

 

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Foz do Iguaçu: onde ficar

19 de outubro de 2014, por Marcelle Ribeiro

Quando eu fui a Foz do Iguaçu em maio desse ano, me hospedei no Centro da cidade. Eu tive pouco tempo pra planejar a viagem, porque decidi ir para lá com pouco tempo de antecedência. Cheguei a pensar em ficar hospedada em Puerto Iguazú, cidade argentina que faz fronteira com Foz, pois eu sabia que ia dois dias para o lado argentino das Cataratas (para poder conhecer tudo! Leia sobre as cataratas argentinas aqui) e que Puerto Iguazú tem uma vida noturna mais bacana, com restaurantes pertinho uns dos outros. Mas como eu queria ir também à Usina de Itaipu e ao Templo Budista de Foz (que ficam numa área de Foz mais distante da fronteira com Puerto Iguazu), acabei decidindo ficar no Centro de Foz mesmo.

Porém, quando estava lá, percebi que seria melhor se eu tivesse me hospedado em Puerto Iguazú. Se tivesse feito isso, teria sido mais prático para ir para as Cataratas argentinas (e teria passado menos tempo em deslocamentos), teria jantado em lugares melhores (porque os restaurantes de Foz são bem fraquinhos e não estão reunidos na mesma área da cidade) e teria gasto menos com táxi para ir jantar. Os restaurantes de Puerto Iguazu são deliciosos e baratos! (Leia aqui sobre onde comer em Foz e Puerto Iguazú).

Li em alguns blogs que a hospedagem no Centro de Foz é indicada para quem quer conhecer os três países: as atrações de Foz, da Argentina e do Paraguai (compras!). Não era o meu caso, porque eu não quis ir ao Paraguai.

Como eu estava viajando sozinha, e não queria pagar sozinha por um quarto duplo em hotel, decidi ficar em um albergue (hostel). Já me hospedei em hostels em vários lugares do mundo, sempre com meu marido, em quarto duplo privado, mas essa foi a primeira vez que dividi quarto com estranhos. Eu percebi que Foz tem muitos hostels, pois é um destino brasileiro muito visitado por estrangeiros. Além disso, eu queria aproveitar para ter essa experiência de dividir quarto, pois em março de 2015 vou dividir quarto na Califórnia com uma pessoa que não conheço (vou pra lá pra fazer intercâmbio).

Me hospedei no Hostel Chili com base nas avaliações que vi no Trip Advisor. E notei que o hostel não é tão bom quanto dizem e meio sujo. Parece a casa de alguém que foi transformada em albergue. Não voltaria a me hospedar lá não.

O banheiro feminino tem apenas um pano para o chão e como não dá para tomar banho sem molhar o chão, fica uma laminha no chão. Fui tomar banho depois que 4 meninas haviam acabado de tomar, e estava tudo sujo no chão. Só apareceu alguém pra limpar no dia seguinte.

Não há sabão líquido nas pias do banheiro. Para ir da recepção ao quarto, você tem que subir uma escada descascada e feia. O banheiro tem paredes pintadas de qualquer maneira e vários locais do albergue poderiam ser melhor acabados. O café é beeeem simples (refresco de frutas super doce, café, leite, pão, queijo, manteiga, uma fruta e um bolo ruinzinho).

O albergue fica perto do Terminal de Transporte Urbano (o que é muito prático) e de uns restaurantes simples. A porta do quarto feminino não fecha (nem muito menos tranca) e a “sala” fica bem ao lado. Ou seja, se você quer dormir, você vai ouvir o papo da turma da sala (mesmo que em voz baixa). O Li, que gerencia o albergue, é muito simpático, mas os demais funcionários poderiam ser mais bem treinados, pois não sabem dar dicas aos turistas.

Hostel Chili, em Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Hostel Chili, em Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Hostel Chili, em Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

Hostel Chili, em Foz do Iguaçu. Foto: Marcelle Ribeiro

O Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem, deu várias dicas de hospedagem em Foz e região, neste post aqui: http://www.viajenaviagem.com/2010/05/onde-ficar-em-foz-no-centro-ou-na-estrada . Recomendo a leitura.

 

Leia também:

Compras em Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Paraguai

Cataratas do Iguaçu: o lado brasileiro

Índice de posts sobre Foz e região

 

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Salvador (BA): Um passeio no novo calçadão da praia da Barra

17 de outubro de 2014, por Marcelle Ribeiro

Salvador, na Bahia, ganhou mais uma área super agradável de lazer, com espaço para moradores e visitantes apreciarem uma de suas praias mais “turísticas”: o calçadão da Barra. É na praia da Barra que fica o famoso farol da cidade e onde foi colocado um letreiro com o nome da capital baiana, disputado por todos que passam ali para uma foto. E no final de agosto, a rua que margeia a orla (Avenida Oceânica) e por onde circulavam carros foi parcialmente fechada ao trânsito em definitivo, para virar uma área onde os visitantes podem caminhar apreciando o mar, os coqueiros e o farol adiante.

Calçadão da praia da Barra, em Salvador. Foto: Marcelle Ribeiro

Calçadão da praia da Barra, em Salvador. Foto: Marcelle Ribeiro

Estive em Salvador (BA) no fim de setembro para visitar a minha família e aproveitei a viagem para conferir o calçadão numa manhã de sábado meio nublada. Percebi que muitos soteropolitanos aproveitavam o lugar para fazer exercícios físicos, caminhar, andar de bicicleta e patinar, num clima que lembrou um pouco o da orla do Rio de Janeiro, que tem as pistas fechadas aos domingos.

A prefeitura de Salvador instalou bancos ao longo da orla e a área, que está sendo chamada de Nova Barra, ficou muito gostosa de passear. Caminhamos por cerca de 20 a 30 minutos até chegar à praia do Porto, onde há um centro de venda de artesanato em um belo casarão e vários quiosques para comprar água de côco (R$ 3). Depois, andamos mais 30 minutos de volta até a rua onde estacionamos. Dizem que ver o sol se pôr na praia da Barra é lindíssimo, mas ainda não experimentei.

Eu e meu paizão no Farol da Barra. Foto: Caio Ribeiro

Eu e meu paizão no Farol da Barra. Foto: Caio Ribeiro

A região só não está mais bacana porque ainda faltam bares e restaurantes charmosos no trecho do calçadão. Vi uma sorveteria e poucos bares, mas nada de muito atraente. Os que quiserem aproveitar o passeio para conhecer um pouco da gastronomia baiana podem comer um acarajé em uma dos tabuleiros de baianas que vi vendendo o quitute na rua.

Há muitos imóveis em péssimo estado de conservação na orla, mas li que eles serão desapropriados pela prefeitura neste projeto de revitalização. Também há planos de construir um edifício garagem ali na Barra, porque estacionar no bairro é complicado.

 

Leia também:

 

A praia mais bonita de Salvador e outras dicas da Bahia

Passeio pelo Pelourinho e Centro Histórico de Salvador

As melhores moquecas e outras delícias da Bahia

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