Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Viagem para Bali: Uluwatu, Padang Padang e mais do sul da ilha

6 de outubro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Thomas Beach é uma das melhores praias do sul de Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Uma viagem para Bali não é completa sem conhecer o sul dessa ilha gigantesca. É por lá que estão algumas das melhores praias da Indonésia, além de templos, bons restaurantes e um pôr do sol inesquecível!

Assim como em toda a ilha, a melhor maneira de conhecer todas as atrações é alugando um veículo. No nosso caso, contratamos um serviço de aluguel de carro com motorista por US$ 40 por dia (R$ 125). A gasolina já está incluída neste valor e o motorista fica com você por 10 horas.

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Praias

Seminyak

Essa foi a região de Bali que escolhi para me hospedar enquanto conhecia o sul da ilha. A praia não é muito legal, pois a areia é preta e a cor da água não muito bonita, mas os restaurantes e a vida noturna de lá são imbatíveis.

O legal da região é que há muitos restaurantes e bares reunidos bem perto dos hotéis, no melhor estilo Rua das Pedras, de Búzios. E ainda tem os beach clubs mais bacanas de Bali, com um programa que eu amo: ver o pôr do sol olhando para o mar. À medida que a noite cai os beach clubs vão cedendo lugar para pessoas que foram lá para jantar ou até para dançar. Amo!

Os dois beach clubs mais famosos de Seminyak são o Potato Head, que infelizmente não consegui visitar, e o Ku De Ta. Por lá, você pode acompanhar um pôr do sol incrível, com direito a uma piscina e um ambiente super descolado e com música boa. O atendimento também é muito bom, com garçons super atenciosos.

Eu nem sou muito de balada, mas curti ficar lá para poder comer pertinho do hotel e ver gente na rua. Eu conto vários detalhes sobre Seminyak neste post.

Se você quiser mais informações sobre onde comer em toda a ilha de Bali, é só clicar aqui.

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O incrível pôr do sol visto do Ku De Ta, em Seminyak. Foto: Marcelle Ribeiro.

Chegamos ao Ku De Ta uns 30 minutos antes do pôr do sol e demos sorte porque conseguimos um sofá na varanda e com uma visão privilegiada do horizonte. E o melhor: só pagamos o que consumimos. Se você preferir, existem outros lugares, mas alguns só podem ser usados com uma consumação mínima. Por isso, é importante perguntar aos garçons.

Toda essa estrutura cobra um preço. Se prepare para pagar preços bem acima do padrão da Indonésia nas bebidas. Como já sabíamos disso, pedimos apenas 2 cervejas e um drinque e não ficamos para jantar. Mesmo assim, a conta ficou em 291 mil rúpias (R$ 67,50 ou US$ 21,50), o que é um preço normal para os padrões brasileiros.

Uluwatu

É uma das praias mais famosas de Bali por sua beleza e também ser um ponto de encontro de surfistas que buscam boas ondas.

Uluwatu vista de cima. Piscina natural na maré baixa. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Mas não precisa ser surfista para se encantar com Uluwatu. Na maré baixa, a praia passa a ter várias piscinas naturais com água quentinha e muito azul, quase totalmente transparente. A faixa de areia não é muito grande, mas o paredão de pedra cria uma sombrinha agradável.

Turistas aproveitam a piscina natural de Uluwatu. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para chegar, é preciso enfrentar uns 10 minutos de descida por uma escada de cimento, mas não é muito cansativo. O espaço é amplo e é rodeado por vários restaurantes, pousadas e lojas de equipamentos para surfe. Na areia, você não vai encontrar nenhuma estrutura, por isso é melhor levar água ou biscoitos se você quiser ficar por mais tempo na praia.

Lá em cima do penhasco, comemos em um dos melhores restaurantes que conhecemos em Bali: o Single Fin, com uma vista incrível da praia de Uluwatu lá de baixo. Você pode ler mais sobre onde comer na ilha neste post.

 

Padang Padang

Outra praia super conhecida de Bali e que virou até nome de música do Asa de Águia… rsrsrsrs

Padang Padang também é muito procurada por surfistas, mas uma parte da praia tem água calminha e muito azul, com uma temperatura super agradável.

Padang Padang com água calminha e super azul! Foto: Marcelle Ribeiro.

Não é difícil chegar até a praia. Você paga uma entrada de 10 mil rúpias por pessoa (R$ 2,30 ou US$ 0,75), desce uma escada por cerca de 5 minutos até chegar à faixa de areia, que não é muito grande, mas com espaço para todo mundo.

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Por lá, você vai encontrar alguns ambulantes e barracas de praia, mas a estrutura é bem ruim. Eu não tive coragem de comprar nada por lá. Consumi apenas o que levei e usei a sombra criada por algumas pedras para descansar.

A estrutura das barracas em Padang Padang é precária. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Thomas Beach

Uma das minhas praias favoritas em Bali foi Thomas Beach. Ela foi a primeira que visitei e, apesar de menos conhecida, é de uma beleza estonteante. Lá de cima, você já percebe que a água é de um azul lindo, que vai mudando de tom em alguns pontos com algas.

Para chegar à faixa de areia, é preciso descer uma escada de cimento, mas nada muito complicado. Você deve chegar lá embaixo em menos de 10 minutos. É possível que seu motorista não conheça Thomas Beach, então dê as referências a ele: fica entre Padang Padang e Uluwatu. Ele tem que entrar quando vir a placa para o Thomas Homestay.

Thomas Beach, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro

Thomas Beach tem uma estrutura melhor do que outras praias. Foto: Marcelle Ribeiro.

Por lá, a estrutura já é um pouco melhor, com alguns restaurantes e pousadas pé na areia, mas nada muito sofisticado. Você não precisa pagar nada para entrar, e pode alugar um conjunto com guarda-sol e duas espreguiçadeiras por preços bem camaradas. Nós pagamos 50 mil rúpias pelo conjunto (US$ 3,70 ou R$ 11,60), mas só não paguei menos porque o Guilherme não me deixou pechinchar. Tenho certeza que é possível conseguir um desconto.

A água é uma delícia, quentinha e com pouca onda. Dá pra ficar o dia inteiro aproveitando aquela piscina natural!

 

Bingin

Encontrar essa praia foi um verdadeiro desafio! O nosso motorista sabia onde era a praia, mas não sabia onde ficava a barraca à qual queríamos ir e nem o GPS ajudou muito. Mas conseguimos chegar. O problema é que o estacionamento de carros fica a uns 300 metros da entrada para a praia e a sinalização é bem ruim. Além disso, não há uma avenida à beira-mar. Com isso, demoramos a nos localizar.

Tínhamos a indicação de um restaurante que ficaria bem em frente à praia, o Kelly’s Warung. Chegar lá não foi nada fácil porque, ao contrário das outras praias, Bingin tem uma escadaria super íngreme e com várias bifurcações. Com a falta de sinalização, ficou bem difícil se manter na rota, o que só conseguimos por causa do Google Maps. Acabamos encontrando o restaurante quase que por acaso.

O chão de pedras dificulta a entrada na água em Bingin. Foto: Marcelle Ribeiro.

O restaurante era super agradável, com cerveja gelada a preços acessíveis, mas não gostei tanto da praia. O piso de pedras dificulta o acesso à água, que era super azul e com uma temperatura gostosa. Foi a única praia em que usei chinelos para entrar no mar.

De todas as praias que visitei, é a que menos recomendo. Eu ficaria mais tempo em Thomas Beach, por exemplo.

Jimbaran

Agora que já falei dos lugares que visitei, vou dar um alerta de um que não conheci, mas que é pegadinha para turista: Jimbaran.

Muitos motoristas indicam que você almoce em um dos restaurantes dessa região. Eles dizem que a comida é ótima e o clima é bem gostoso. Não foi o que meu primo Jeann e a esposa dele, Nathalia, encontraram. Eles me relataram que a comida não era isso tudo e tinha até barata no restaurante para onde foram levados. E pior: os preços são exorbitantes, mesmo na comparação com o Brasil! Evitem se vocês puderem.

 

Templos

Uluwatu

Apesar de ter o mesmo nome da praia, o templo de Uluwatu não fica exatamente no lugar onde as pessoas tomam banho de mar, mas na mesma região da ilha.

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O templo de Uluwatu é enorme e fica na beira de um penhasco, bem em frente ao mar. A beleza do lugar é mais a vista do que o templo propriamente dito, que é pequeno e com pouco dourado (amo os detalhes dourados!).

A entrada custa 30 mil rúpias (R$ 6,95 ou US$ 2,25) por pessoa. Mesmo assim, a movimentação de turistas é muito grande, principalmente no fim da tarde, quando todo mundo quer aproveitar o belo pôr do sol.

O templo de Uluwatu fica em um penhasco super perto do mar. Foto: Marcelle Ribeiro.

O pôr do sol no templo de Uluwatu é muito concorrido! Foto: Marcelle Ribeiro.

Você vai precisar de cerca de uma hora para visitar toda a estrutura do templo, mas se você quiser ver um show de dança Kecak, super tradicional em Bali, você vai precisar de mais tempo. A dica é: chegue com 1h de antecedência do show. Logo após comprar os ingressos do templo, compre logo os do espetáculo. Vá tirar fotos no templo e, 30 minutos antes do show, esteja na entrada da arena, para pegar um bom lugar. Ela fica abarrotada.

O bilhete para o show custa 100 mil rúpias por pessoa (R$ 23,20 ou US$ 7,40).

Show de Kecak, no templo de Uluwatu. Foto: Marcelle Ribeiro.

O show de dança Kecak no templo de Uluwatu. Foto: Marcelle Ribeiro.

O show é bem diferente do que vimos em Ubud, outra região de Bali, onde assistimos a uma apresentação de Barong. Eu achei o Barong em Ubud bem mais legal, porque a música variava e as expressões das dançarinas eram incríveis. O show de Kecak em Uluwatu fica cansativo muito rápido.

O espetáculo conta uma história de amor que envolve personagens de um poema épico hindu. O problema é que grande parte do tempo o show tem vários homens gritando, como se fosse um mantra. Eu fiquei até o final, mas várias pessoas foram embora durante a apresentação.

Uma última dica: é preciso tomar muito cuidado com as câmeras fotográficas e com os óculos escuros dentro do templo de Uluwatu. Vários macacos moram por lá e eles roubam esses objetos com muita facilidade. Mesmo que você não tenha oferecido nenhuma comida a eles!! Eu mesma vi os bichinhos levando óculos de turistas desavisados. Fiquem atentos!

 

Templo Tanah Lot

O templo Tanah Lot é um dos lugares mais espetaculares que visitamos na Indonésia. Fica na beira da praia e atrai milhares de pessoas todos os dias!

Vale muito a pena ir para lá assistir ao pôr do sol. Mas é um lugar onde a vista e a natureza são mais bacanas do que o templo em si. Na verdade, você nem pode entrar no templo propriamente dito, que é super pequeno. A entrada no templo para duas pessoas custou 125 mil rúpias (US$ 9,30 ou R$ 28,90). Eu contei toda a experiência de visitar este templo neste post.

Templo Tanah Lot, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Templo Tanah Lot, em Bali. Foto: Marcelle Ribeiro.

Tanah Lot é um templo incrível e fica na beira do mar. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

 

Roteiro de viagem para o Sul de Bali

Quantos dias ficar no Sul de Bali? E como montar seu roteiro?

Veja o que fizemos:

Dia A – Como passamos nossos primeiros dias em Ubud, no centro da ilha, fomos pela manhã a um templo no Norte e à tarde começamos a desbravar o Sul, assistindo ao pôr do sol no templo Tanah Lot. Nesse dia a gente dormiu em Ubud, mas poderíamos ter dormido em Seminyak também.

Dia B – Nosso motorista nos pegou em Ubud e nos levou direto para Thomas Beach, onde ficamos por umas 2h. Por volta das 15h fomos para o restaurante Single Fin, no alto do penhasco da praia de Uluwatu, onde almoçamos com uma vista incrível até às 16h30. Depois nosso motorista nos levou para conhecer o templo de Uluwatu, e também para assistir o show de kecak no mesmo dia. Chegamos por volta de 20h no nosso hotel em Seminyak.

Dia C – Nosso motorista nos pegou em Seminyak e nos levou para a praia de Padang Padang, onde ficamos por volta de 1h30. Depois, fomos aproveitar a maré baixa nas piscinas naturais da praia de Uluwatu. O acesso fica ao lado do restaurante Single Fin, onde almoçamos de novo. De lá, fomos para Seminyak, direto para o Ku De Ta, para curtir o pôr do sol com drinks.

Para fazer tudo com mais calma, eu acho melhor acrescentar mais 1 dia.

 

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Leia também:

Como são as outras praias de Bali e onde ficar na ilha

Passeios em Bali: Templo Besakih, Canggu Beach e Tanah Lot

Bali: passeio em cachoeira, lagos gêmeos e templo Ulun Danu Bratan

Tudo que você precisa saber para planejar uma viagem à Indonésia

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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Praias da Bahia: Roteiro de 1 mês de viagem de carro

1 de outubro de 2017, por Marcelle Ribeiro

 

Praia em Barra Grande, na Península de Maraú, Bahia. Foto: Marcelle Ribeiro.

A Bahia, meu estado natal, tem lindezas para um mês de viagem. Se você curte fazer viagens de carro, pode ir parando e conhecendo cada uma das belas praias da Bahia. Para te ajudar a decidir o que ver e quantos dias ficar em cada lugar, preparei uma sugestão de roteiro, que você aproveita bem se alugar um carro. Isso porque nem sempre há transporte público entre essas cidades (ou às vezes até há, mas é meio perrengue).

Uma dica: invés de alugar o carro numa cidade de um extremo e devolver em outra do extremo oposto (normalmente fica caro pacas fazer isso!), alugue em uma cidade grande, como Salvador ou Porto Seguro, e vá, primeiro para o Sul e depois para o Norte do estado (ou vice-versa). Por exemplo: faça o aluguel do carro em Salvador, vá subindo para conhecer as praias ao Norte, volte para Salvador, curta a capital e só então desça para as cidades do Sul. Terminou de conhecer o Sul da Bahia? Retorne de carro para a capital e devolva o carro.

Ah, mas saiba que as estrada da Bahia não são essa lindeza das do Sudeste. Muitos têm trechos cheios de buraco. Além disso, os pontos de parada para ir ao banheiro ou fazer um lanche são normalmente meio precários. Não existem aqueles postos super limpinhos e organizados como o Graal de São Paulo. Pare para ir ao banheiro na parada menos feia, compre um biscoito e uma água e siga viagem.

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Agora que eu já dei essa dica, te explico: apenas por uma questão de organização geográfica, coloquei a minha sugestão de roteiro de viagem de carro na Bahia começando no Sul do estado e seguindo para o Norte, ok? A maneira como você vai combinar cada destino ou se vai começar pelo Sul e depois ir para o Norte, fica a seu critério, ok?

Para fazer esse roteiro completo, você vai precisar de algo entre 30 e 35 dias, contando apenas os dias úteis de passeios (sem contar os períodos de deslocamento na estrada).

Vumbora?

 

 

Bem ao Sul da Bahia, a região de Caraíva atrai quem curte uma praia mais “roots”, com menos multidão. Bom lugar para quem gosta de stand up padle e um sambinha no final da tarde também. Eu ainda não conheço, mas minha irmã recentemente passou 3 dias lá e deu todas as dicas neste post aqui.

Mas atenção, para ir de carro até lá o ideal é que seja de 4×4, porque a estrada é bem ruim, cheia de buracos, especialmente se tiver chovido. De Porto Seguro até Caraíva, os últimos 40 km são de estrada de terra. Ah: e saiba que você terá que deixar o carro estacionado no rio que tem logo antes da vila, e pegar um barco. Não entra carro na vila, que é super pequena e pode ser explorada a pé.

Se você não está a fim de alugar um 4×4, alugue um carro normal para ir até Trancoso e deixe ele lá durante os dias em que estiver em Caraíva. De Trancoso a Caraíva dá para ir de transfer (cerca de R$ 300 cada trajeto pelo carro).

(Veja onde se hospedar em Caraíva no Booking.com e ajude o blog)

Pôr do sol em Caraíva. Foto: Ticianne Ribeiro.

Entre Caraíva e Trancoso, a Praia do Espelho vale um bate-volta. Apontada como uma das mais bonitas do país, ela tem meia dúzia de restaurantes e merece, com certeza, 1 dia de sua viagem. Mas o mais fácil é conhecê-la quando você estiver hospedado em Trancoso, porque para ir de Caraíva até lá você terá que caminhar um bocado pela praia.

Subindo para o Norte, depois de Caraíva fica Trancoso, o vilarejo mais chique da região, onde artistas internacionais e milionários têm mansões. Mas mesmo se esse não é o seu caso, vale passar pelo menos um dia curtindo a praia e almoçar num dos gostosos (e caros!) restaurantes do “Quadrado”, como é chamada a praça onde fica uma charmosa igrejinha da vila. Eu conheci apenas a praia de Rio Verde, e recomendo. Se puder, fique 2 dias em Trancoso.

(Onde ficar em Trancoso? Veja opções de hotéis em Trancoso aqui)

A seguir, o próximo vilarejo de praia é Arraial d’Ajuda, que tem uma vibe charmosa mas é mais acessível que Trancoso, com lojinhas e restaurantes gostosos e bonitos em um centrinho. A praia também é uma delícia. Há, ainda, um parque aquático ecológico, com piscinas para a criançada na alta estação.

(Reserve sua pousada em Arraial D’Ajuda por este link do Booking e ajude o blog)

Outra estratégia é, invés de dividir a hospedagem entre Arraial e Trancoso, ficar hospedado em Arraial e de lá fazer bate-voltas para Trancoso (que é mais cara) e para a Praia do Espelho.

De Arraial você pode pegar a balsa para ir a Porto Seguro, destino que atrai multidões (de famílias inteiras a estudantes do Ensino Médio), em pacotes de agências a preços generosos. Além das praias com mega-barracas e shows de axé na alta estação, tem passeios históricos, como igrejas, e a famosa Passarela do Álcool, cheia de bares. Vale ficar 2 dias.

(Veja quanto custam os hotéis em Porto Seguro)

 

Praia de Arraial d’Ajuda. Foto: Ticianne Ribeiro.

 

Leia neste post mais detalhes sobre meu roteiro de 1 semana de viagem para Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Trancoso e Praia do Espelho.

Suba mais um pouco no mapa e passe de 3 a 4 dias em Itacaré, destino perfeito para quem curte praias mais selvagens e trilhas. Calma, tem praia com barraca estilosa e bonita também. E, olha que maravilha, ainda por cima tem cachoeira! Na dúvida sobre o que fazer em Itacaré? Leia as dicas da cidade aqui.

(Reservando sua pousada em Itacaré pelo Booking você ajuda o blog).

Praia de Itacarezinho, em Itacaré. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de Itacaré, é hora de conhecer a Península de Maraú, onde fica a vila de Barra Grande e a famosa praia de Taipus de Fora, com suas piscinas naturais incríveis, que sempre aparece em rankings das praias mais bonitas do Brasil. Para ir até lá, dirija de Itacaré até a cidade de Camamu, onde você vai deixar o carro em um estacionamento privado e pegar a lancha rápida no cais para Barra Grande. Não perca tempo com Camamu, não tem nada pra ver lá.

Já em Barra Grande, você vai pirar com as piscinas naturais cheias de peixinhos, água quentinha e sem onda. Fique 3 dias inteiros para conhecer as praias mais bacanas e ainda fazer um passeio de lancha. Veja quais são as melhores praias de Barra Grande e também os melhores passeios aqui.

(Dê um pulo lá no site do Booking e veja quanto custam as pousadas em Barra Grande)

 

Praia de Taipus de Fora, em Maraú. Foto: Marcelle Ribeiro.

Volte de lancha de Barra Grande para Camamu, e dirija até a cidade de Valença. Deixe o carro estacionado mais uns dias em Valença e, lá, pegue uma lancha para a ilha de Morro de São Paulo, que é um dos meus lugares preferidos no mundo. Passe de 3 a 4 dias conhecendo a Segunda, a Terceira e a Quarta praias e também a Praia da Gamboa. Curta os bares e restaurantes da vila e o mar sem ondas e quentinho. Quer mais dicas? Veja neste post aqui tudo que você precisa saber sobre Morro de São Paulo.

(Quer reservar pousada em Morro de São Paulo e de quebra ajudar o blog? Vá lá neste link do Booking)

Segunda Praia, em Morro de São Paulo. Foto: Camille Magalhães.

Cansou de Morro de São Paulo? De lá mesmo, pegue uma lancha para a ilha vizinha, Boipeba. Com menos opções de pousadas e restaurantes que Morro de São Paulo, em Boipeba também não entra carro. As praias são bem desertas e o sossego reina. Você pode conhecer tudo fazendo caminhadas e passeando de barco, em 3 ou 4 dias. Leia aqui as dicas para montar seu roteiro em Boipeba e reserve por esse link sua pousada lá.

Piscina natural da ilha de Boipeba. Foto: Antônio |Carlos de Souza.

Se você quiser todas as dicas detalhadinhas sobre como se locomover de todas as maneiras possíveis na região de Boipeba, Morro de São Paulo, Barra Grande, Itacaré e Salvador, a leitura deste post do blogueiro Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, é obrigatória! 🙂

Depois de conhecer estas ilhas, bora voltar pra Valença de barco e dirigir até Salvador, para passear não só pelas praias (a do Flamengo é a melhor), como também pelo Pelourinho, com suas igrejas, ladeiras e muito mais.

Na capital, a dica de praia mais “central” para dias de semana é a do Porto da Barra, que tem mar quentinho e parado. Mas atenção: esta mesma praia é inviável em finais de semana, pela farofada e muvuca. Aproveite e fique para o pôr do sol e visite o Farol da Barra, que é uma beleza!

No final de semana (ou dia de semana também!), vá para a melhor praia da capital, a praia do Flamengo. Ela fica já no finalzinho de Salvador, quase na divisa com a cidade de Lauro de Freitas, onde também tem uma praia ótima que vale um dia da sua viagem: Vilas do Atlântico. Para visitar a Praia do Flamengo + Vilas do Atlântico + Praia da Barra + fazer os passeios obrigatórios (Pelourinho, Mercado Modelo, e centro histórico) você vai precisa de 4 dias em Salvador. Veja as dicas para montar seu roteiro para Salvador neste post aqui.

(Salvador tem mil opções de hotéis. Compare os preços pelo Booking)

Elevador Lacerda, em Salvador. Foto: Marcelle Ribeiro.

Cansou de Bahia? Cansa não que tem mais! De Salvador, dirija em direção à vila de Praia do Forte, famosa por seus resorts (veja as opções de hospedagem aqui), coqueiral, vila de restaurantes charmosos e pelas tartarugas do Projeto Tamar. A praia de lá também é uma delícia, com águas calmas.

Faça de Praia do Forte a sua base neste pedaço da Bahia. Além da praia de lá ser bonita, é o local da região com a melhor oferta de restaurantes e bares para a noite, com uma vila charmosa. Além disso, estacionando sempre dentro da sua pousada, você evita de ter que ficar procurando vaga na vila, tarefa cada vez mais difícil.

Minha sugestão: fique os 2 primeiros dias conhecendo apenas Praia do Forte. Em um terceiro, faça um bate-volta para a praia de Guarajuba, que é vizinha, 22km ao Sul. Vale a pena passar um dia na praia de Guarajuba, que tem ótimos restaurantes na beira da praia, e um banho de mar bem gostoso.

Outra sugestão de bate-volta ao Sul de Praia do Forte é para Itacimirim, praia com ondas fracas e beeeeem rasa, com mais casas veraneio também. Porém, saiba que a praia tem menos infraestrutura na orla que Guarajuba. Há poucas pousadas e praticamente zero vida noturna. Em 1 dia você conhece.

Praia do Forte, na Bahia. Foto: Marcos Brito.

Uma segunda sugestão de bate-volta a partir de Praia do Forte é para Imbassaí, 15km ao Norte. A praia de Imbassaí tem muitas ondas, assim como a praia do resort Costa do Sauípe, que fica mais 25km ao Norte, que não é boa pra banho.

Mas a vantagem de Imbassaí é que lá o rio encontra com mar. O banho de rio é gostoso e é possível fazer alguns esportes como stand up, caiaque. Além disso, em Imbassaí você pode aproveitar a vila, que apesar de rústica tem muitas pousadas e alguns barzinhos e restaurantes à noite. Curta 2 dias.

Rio da praia de Imbassaí, na Bahia. Foto: Camille Magalhães.

Já no extremo norte do estado, quase na divisa com o Espírito Santo, fica a praia de Mangue Seco, famosa pela novela Tieta. Para chegar lá, você terá que dirigir até a cidade de Pontal, no estado de Sergipe, deixar o carro estacionado e pegar um barco para a vila de Mangue Seco. Ao saltar do barco, pegue um buggy para ir até a praia e a vila (andar pela areia fofa e quente é péssima ideia).  A vila é bem rústica e deserta, com pouquíssimas pousadas e restaurantes, e com ruas de areia. Mas há várias opções de passeios de barco pelo rio pra fazer e a paisagem é bonita. Vale ficar 1 ou 2 dias.

Praia de Mangue Seco, na Bahia. Foto: Camille Magalhães.

 

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Leia também:

 

Dicas práticas para alugar carro barato em qualquer lugar do mundo

Como economizar na reserva de hotéis

Chapada Diamantina: as cachoeiras mais incríveis da Bahia

 

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Viagem a Singapura: quando ir, onde ficar e onde comer

27 de setembro de 2017, por Marcelle Ribeiro

Nas últimas férias que tivemos, viajamos para a Ásia e conhecemos 3 lugares muito diferentes um do outro: Emirados Árabes, Indonésia e Singapura. Vou falar um pouco agora sobre Singapura, uma cidade-estado considerada um importante centro financeiro e comercial do mundo e que tem atrações lindíssimas! Entre elas, árvores gigantes, parques, jardim zoológico, lago e prédios super diferentes.

Grande parte da história de Singapura está ligada ao comércio, já que a região se tornou um entreposto de várias partes do mundo. Com isso, tem uma cultura bastante diversa, mas muito influenciada pelos chineses, que formam mais da metade da população.

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Singapura tem lugares lindos, como o Gardens by the Bay. Foto: Marcelle Ribeiro

Abaixo, estão as principais informações para você organizar a sua viagem. Em outros posts, passo mais detalhes sobre as atrações de lá.

 

Quando ir

Singapura fica bem na região da Linha do Equador. Por causa disso, espere temperaturas altas e chuva em boa parte do ano. É bastante comum ocorrerem aquelas pancadas de chuva forte em algum momento do dia. Nós, por exemplo, enfrentamos uma dessas logo durante a manhã de um dos nossos dias por lá. Mas a chuva não durou muito e o dia foi bem aproveitável.

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A temperatura máxima fica na casa dos 30ºC ao longo de todo o ano e a mínima fica entre 23ºC e 24ºC. A umidade é alta e, com isso, você acaba suando bastante. Use roupas leves e tenha sempre uma garrafa de água à mão para evitar a desidratação.

As chuvas são distribuídas ao longo do ano, mas o período um pouco mais seco é entre abril e setembro. Você encontra mais informações sobre o clima de Singapura no Weather Channel.

O Jurong Bird Park é uma dica para os dias sem chuva. Foto: Marcelle Ribeiro.

Onde ficar

Quando escolhemos um hotel em Singapura, levamos em consideração a localização dele e os preços (altos!!) praticados por boa parte dos hotéis da cidade. Precisava ser perto de um metrô, em uma região central e que facilitasse os nossos passeios.

Escolhemos o Summer View, no bairro de Bencoolen porque tinha uma boa relação custo-benefício para Singapura, que não é um lugar exatamente barato, principalmente comparando com a Indonésia. Por duas diárias, pagamos 308 SGD (moeda local), o que equivalente a R$ 716 ou US$ 228.

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O hotel não tinha café da manhã incluído neste valor, mas isso não foi um problema pra gente. Ele fica ao lado de um mercado e muito próximo de um shopping e de um centro comercial.

Quarto do Summer View é simples, mas confortável. Foto: Marcelle Ribeiro.

A localização era o ponto forte. O Summer View fica a 5 minutos da estação Bugis, que recebe duas linhas do metrô. Com isso, era fácil nos deslocarmos para as principais atrações. Dava também para andar até alguns dos lugares que pretendíamos conhecer.

O quarto era simples, mas tinha tudo que a gente precisava (incluindo um ar-condicionado geladinho). Além disso, era muito limpo. O banheiro também atendia a todas as nossas necessidades. Recomendo!

O banheiro do quarto era limpo e tinha um bom chuveiro. Foto: Marcelle Ribeiro.

Onde comer em Singapura

Por causa da cultura diversa, é possível encontrar comida de qualquer lugar do mundo por lá, mas isso não quer dizer que seja barato.

Singapura tem uma economia forte e uma moeda valorizada, principalmente em relação ao nosso Real. E isso se reflete também na gastronomia de lá, recheada de restaurantes de chefs estrelados. Se você estiver no clima, pode aproveitar a viagem para se fartar em excelentes restaurantes. No nosso caso, a viagem era mais econômica e tivemos que controlar mais os gastos com alimentação.

Mas isso não impede que você possa comer bem por lá.

Além dos grandes restaurantes, os shoppings de Singapura têm uma área chamada de Food Court, uma grande praça de alimentação com várias opções de comida a preços bem mais convidativos.

No The Shoppes at Marina Bay Sands, um dos shoppings mais chiques por lá, a Food Court se chama Rasapura. Lá é possível encontrar pratos de toda a Ásia e até comida italiana. Para mim, foi um alívio poder comer uma massinha depois de tanta culinária asiática. E o melhor, o preço era bom. Além disso, essa Food Court funciona 24 horas por dia!

Macarrão com almôndegas no Rasapura era bom e barato. Foto: Marcelle Ribeiro.

Também fomos conhecer o Food Court do Wisma Atria, um shopping que fica na Orchard Road, uma rua que concentra diversos centros comerciais para todos os bolsos. Lá não tinha comida italiana, mas isso não impediu o maridão de comer um noodles com carne de porco, que ele disse que estava gostoso. Esse Food Court funciona todos os dias, das 10h às 22h.

Uma outra dica importante é conhecer o Clarke Quay, um shopping a céu aberto que reúne, literalmente, centenas de opções de restaurantes, bares e boates. São tantas opções que a visita pode ser tornar uma “dor de cabeça” para os indecisos. rsrsrsrs… É bacana ir lá especialmente à noite, pois é bem agradável, com bares e movimento de gente.

O Clarke Quay fica na beira do rio Singapura e tem uma importância histórica. Era lá que existiam os grandes armazéns no começo do desenvolvimento comercial da cidade-estado. O lugar acabou sendo abandonado para depois ser revitalizado com a criação do centro gastronômico, que funciona das 12h até a madrugada e atrai milhares de pessoas todos os dias.

Aproveitamos a nossa visita no Clarke Quay para jantar no Hutong, um restaurante de culinária chinesa. Foi a nossa refeição mais cara. Uma entrada, dois pratos, uma cerveja, um drinque e uma água custaram 88,85 SGD (US$ 65,80 ou R$ 206,82). O Hutong funciona todos os dias, das 12h à 01h.

Um dos pratos que comemos no Hutong: um noodle com frango. Foto: Marcelle Ribeiro.

Para encerrar as nossas dicas gastronômicas, segue uma opção para o café da manhã. É a padaria Barcook, que tem várias filiais espalhadas por Singapura. Uma delas bem pertinho do nosso hotel. Um detalhe: cada uma delas têm um horário de funcionamento diferente. Você pode conferir as principais informações neste link. Comemos dois pães e um suco de laranja e gastamos 7,50 SGD (US$ 5,55 ou R$ 17,45).

 

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