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Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Aluguel de carro nos Estados Unidos: como encontrar bons preços

25 de março de 2015, por Marcelle Ribeiro

Nesta viagem para a Califórnia, decidimos alugar carros em San Francisco e Los Angeles. A ideia era passear pela Highway 1 e ter mais mobilidade nos dias que passamos na “Cidade dos Anjos”.

O responsável por essa tarefa foi o maridão, que conta agora como fazer para evitar problemas na hora de escolher uma locadora.

 

“É bem simples alugar um carro nos Estados Unidos e muitas empresas oferecem esse serviço nos aeroportos e nas principais regiões turísticas do país. As várias opções permitem que o consumidor encontre preços bem em conta mesmo nas maiores companhias.

Antes de fazer qualquer pesquisa de preço, procurei os nomes das locadoras que atuavam nos aeroportos de San Francisco e Los Angeles. O objetivo era focar nelas porque são as únicas que ficam abertas 24 horas por dia. Para a gente, isso era fundamental por causa dos nossos horários e dos preços absurdos para estacionar em San Francisco.

Feito isso, ficamos com 10 empresas para pesquisar: Hertz, National, Alamo, Dollar, Enterprise, Avis, Budget, Unidas, Fox e Thrifty.

É bem simples fazer um orçamento em cada uma delas pelos sites. Basta escolher o tipo de carro, o tipo de seguro e se você quer GPS e outros adicionais.

Depois da primeira pesquisa, encontrei muitos preços e condições diferentes, o que tornava uma comparação complicada em alguns casos.

Foi aí que a Marcelle descobriu que existem sites que realizam buscas em locadoras de carros como outros fazem em hotéis e passagens aéreas. Entre eles estão o Mobility e o Rental Cars.

Fui usar os dois serviços e acabei encontrando preços ainda mais conta do que diretamente nos sites das locadoras. Outra vantagem foi poder comparar ofertas semelhantes de diferentes empresas, o que ajuda bastante a poupar tempo.

Sou meio antiquado e sempre prefiro fechar um aluguel de carro por telefone. O site Mobility acabou levando vantagem por oferecer um preço menor e também atender em português. Fizemos a reserva com a Mobility, mas na hora de retirar o carro, temos que ir a uma loja da locadora, que no nosso caso, foi a Alamo (tanto em San Francisco quanto em Los Angeles). Bastou levar o papel da reserva enviado por email pela Mobility para a loja da Alamo.  Mobility é um agregador de locadoras de carro, é uma ferramenta para ajudar na pesquisa e na reserva (ninguém retira o carro na Mobility).

 

Alugar um carro nos Estados Unidos não é difícil. Reprodução da internet

Alugar um carro nos Estados Unidos não é difícil. Reprodução da internet

 

Para fechar o negócio, basta ter um cartão de crédito liberado para gastos internacionais. Eles fazem uma reserva sem custos e mandam a confirmação e todos os dados por e-mail. Você só paga na hora de devolver o carro, não paga nada antecipado. E pode mudar a reserva quando quiser, como quiser. Se quiser cancelar a reserva também, é fácil.

No dia de retirar o carro, basta se dirigir à locadora onde você fez a reserva e mostrar a confirmação.  Normalmente essas locadoras têm diversos pontos de retirada dos carros em cada cidade. Escolha o mais conveniente pra você.

Na hora em que você for retirar o carro, eles vão pedir o cartão de crédito e a carteira de motorista, como acontece no Brasil, mas eles só te cobram de fato na hora da devolução do carro. Se você quiser pagar em dinheiro, avise assim que entrar na loja para devolver o veículo, pois às vezes eles presumem que você quer pagar no cartão e quando você vai ver, eles já fizeram a cobrança.

Nesse momento, há uma diferença muito grande na comparação com o Brasil. Por aqui, as empresas vistoriam o carro e te entregam o veículo quase na recepção. Nos Estados Unidos, eles apenas dizem para você pegar o carro no estacionamento. Em Los Angeles, pude escolher o veículo compacto que queria. Bastava procurar um carro com chave no para-brisa. Não tem ninguém vendo se o carro está amassado ou com uma marca na lateral. Em San Francisco, o carro já estava definido, mas ninguém olhou para ver se ele tinha algum defeito na lataria antes de me entregar.

Outro detalhe importante é que os carros mais baratos vêm com o porta-malas descoberto. Com isso, qualquer pessoa pode ver as suas malas nos estacionamentos. Por isso, tome cuidado ao escolher o veículo, principalmente se você pretende viajar com as malas pelas estradas como a Highway 1, que tem vários pontos públicos para parar e ver a vista.

Todos os carros alugados nos Estados Unidos são automáticos. Não tem embreagem. Isso torna a direção mais fácil, mas pode exigir um pequeno período de adaptação para os brasileiros, normalmente acostumados com os câmbios manuais.

Entre as dicas na hora de alugar um carro, uma muito importante é optar pelo aluguel com GPS (normalmente cobra-se um extra). Ele é fundamental para quem não está familiarizado com as redondezas. O aparelho pode ser colocado em português, o que facilita muito a vida para quem não entende inglês.

Outra dica é que a permissão internacional para dirigir (que pode ser retirada no Detran) é completamente ignorada por lá. Leve sua carteira de motorista. É esse documento que vão te pedir em qualquer locadora.

Na Califórnia, opte pelo seguro completo. Pela pesquisa que fizemos, o estado é famoso por processos sem grandes motivos. Com isso, mesmo um pequeno acidente pode se tornar uma grande dor de cabeça. Com a cobertura completa, você não paga franquia em nenhuma situação e fica mais tranquilo para curtir a estrada. E essa proteção extra não custa muito mais: apenas US$ 10 dólares por dia.

Em tempo: recomendo o serviço da Alamo. Foram prestativos, rápidos e os carros eram bons e tinham cheirinho de novo.”

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Novo site do Google ajuda a achar passagens aéreas

19 de março de 2015, por Marcelle Ribeiro

Tentando entrar no mercado de busca por passagens aéreas, o maior site da internet resolveu lançar uma nova função: o Google Flights.

A plataforma oferece um serviço de pesquisa por bilhetes das principais companhias do mundo. A maneira de procurar as promoções é bem parecida com o Skyscanner ou o Kayak (que eu super indico): você escolhe um aeroporto de saída, um destino, as datas, a classe do voo e o número de passageiros.

O Google Flights também tem um serviço que mostra os destinos mais populares e quanto custa para voar para eles. Essa pode ser uma boa opção para quem ainda não decidiu para onde viajar e quer pesquisar as alternativas mais em conta.

Google Flight

Tudo muito bom, mas a ferramenta apresentou um problema que, para mim, a coloca em desvantagem na comparação com os outros sites: ele mostra passagens mais caras.

Aproveitei o novo serviço e fiz uma pesquisa para uma viagem entre Rio de Janeiro e San Francisco. Todas as condições eram as mesmas: ida no dia 26 de junho e volta no dia 27 de julho, 1 passageiro e classe econômica.

O Google Flight apresentou a passagem mais barata custando R$ 3879,00. Enquanto isso, o Skyscanner e o Kayak ofereceram bilhetes custando R$ 3366,00. Uma diferença de quase R$ 500!

Kayak

Por isso, acho que o serviço do Google ainda precisa melhorar um pouquinho para começar a ganhar mais usuários.

Veja também: Dicas de como economizar em passagens, hotéis e aluguel de carro

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Vale da Lua: uma das atrações mais famosas da Chapada dos Veadeiros

12 de março de 2015, por Marcelle Ribeiro

Um dos lugares mais visitados da Chapada dos Veadeiros (GO), o Vale da Lua atrai os turistas não pela altura de suas quedas d’água, mas pelo formato das rochas, que lembram a superfície lunar. Estive lá neste carnaval e achei as pedras realmente muito peculiares, com água por dentro, como se fossem mini piscinas profundas. Uma pena que essas mini piscinas sejam mais para ver do que para aproveitar propriamente, porque não se pode tomar banho nelas, já que é perigoso banhar-se entre grutas e fendas. Dizem que banhistas já morreram ali, alguns por descuido, outros porque foram atingidos por trombas d’água. Eu, no entanto, não fiquei com medo quando estive lá. Basta respeitar a sinalização e andar onde é permitido.

Vale da Lua. Foto: Marcelle Ribeiro

Vale da Lua. Foto: Marcelle Ribeiro

Vale da Lua. Foto: Marcelle Ribeiro

Vale da Lua. Foto: Marcelle Ribeiro

É possível sim tomar banho no Vale da Lua. Basta ter capacidade de abstrair a multidão que visita o local todos os dias. Como a área em que o banho é indicado é pequena e o lugar é muito famoso (ainda mais depois que foi cenário de minissérie da TV Globo com a atriz Paolla Oliveira), uma galera disputava a piscina natural no carnaval. Era tanta gente que ficamos apenas um pouco, para um breve mergulho refrescante. A trilha até lá é bem tranquila, quase toda plana e tem apenas 1,2 km (ida + volta). No meio do trajeto, é possível ter uma vista linda das montanhas da Chapada. Não é necessário guia. Paga-se R$ 15 por pessoa de entrada. Ao lado do estacionamento há uma lanchonete que vende água e biscoitos.

Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Marcelle Ribeiro

Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Marcelle Ribeiro

Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Marcelle Ribeiro

Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros. Foto: Marcelle Ribeiro

O Vale da Lua fica bem pertinho da Vila de São Jorge. É um passeio curtinho, bom para encaixar em um dia com outras cachoeiras (Veja aqui o meu roteiro de quatro dias de viagem na Chapada dos Veadeiros). Chegamos na portaria às 15h30 e às 17h já havíamos terminado a trilha, tomado banho na piscina natural e já estávamos de volta ao nosso carro. Nós fomos a esta atração depois de ter passado toda a manhã e parte da tarde nas cachoeiras de Almécegas 1 e 2, como já descrevi neste post aqui.

Eu achei o lugar bonito, mas confesso que ver tanta gente num só lugar me decepcionou um pouco. Eu sei, visitar um lugar famoso em época de feriadão é pedir para encontrar uma multidão. Mas se voltar lá, vou tentar chegar beeeeem cedinho (parece que o Vale da Lua abre às 8h) para tentar “andar na lua” sozinha. ;)

 

Leia também:

Chapada dos Veadeiros: quando ir, como chegar e onde ficar

Veja o índice de posts da Chapada dos Veadeiros (GO)