Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Arraial do Cabo (RJ): Onde se hospedar e comer

5 de fevereiro de 2016, por Marcelle Ribeiro

Apesar de ter praias deslumbrantes, Arraial do Cabo (RJ) não tem uma infra-estrutura turística boa para quem decide se hospedar lá. É algo difícil de entender, mas é verdade. A cidade tem ruas apertadas e não há um centrinho charmosinho com restaurantes e lojas como o de Búzios, que fica a 1h de carro. Achar hospedagem boa também não é tão fácil. Abaixo, vou explicar melhor sobre isso.

 

Onde se hospedar

Muitas pousadas da cidade funcionam em casas adaptadas, meio apertadas, e, por isso, decidir onde ficar não é fácil. A oferta não é tão grande, talvez pelo fato de que muitas pessoas preferem ficar em Búzios (a 37 km) ou em Cabo Frio (a 13 km de distância), ou mesmo por muita gente só ir a Arraial para fazer um bate-volta, de um dia. Quando eu fui a Arraial, em dezembro de 2015, decidi que ficaria em uma pousada bonitinha e confortável da cidade, mesmo que tivesse que pagar um pouco mais caro.

O bairro onde me hospedar não me importava muito, pois eu já planejava ir a cada dia em uma praia diferente. Arraial é uma cidade bem pequena, mas não dá para ir andando de uma praia a outra.

A maior parte das pousadas se concentram em três praias: dos Anjos (onde fica o cais de onde partem os passeios de barco, mas que não é própria para banho), Prainha (que é ótima para banho) e Grande (onde há alguns barzinhos que tocam música à noite e que podem incomodar).

Me hospedei na pousada Canto da Baleia, que gostei muito, mas ela não foi barata (cerca de R$ 330 a diária do quarto de casal, com ar condicionado, sem vista e tv). A localização é boa: na praia dos Anjos, a uns 700 metros dos restaurantes e do cais de onde saem os passeios de barco. Os quartos são super novinhos e bem decorados, tudo num estilo clean. A cama é confortável e o chuveiro é uma delícia. O atendimento é ótimo e o wifi também. Tem estacionamento, piscina e o café da manhã é bem gostoso e farto. Super indico.

Pousada Canto da Baleia, em Arraial do Cabo. Foto: Marcelle Ribeiro

Pousada Canto da Baleia, em Arraial do Cabo. Foto: Marcelle Ribeiro

A questão é: em Cabo Frio, que fica a 13km de Arraial, provavelmente nós teríamos encontrado uma oferta maior de pousadas, com melhor custo-benefício. É que em Arraial, como são poucas as pousadas, as que são mais bonitinhas, cobram mais caro. Em Cabo Frio, que tem uma rede de pousadas maior, deve ser mais fácil achar algo de bom padrão a preços melhores. E além, disso, Cabo Frio é uma cidade mais estruturada, desenvolvida, com muiiiiitttto mais opções de restaurantes e vida noturna que Arraial, onde há poucos lugares bonitinhos para comer. Por isso, mesmo se você quiser ir todos os dias da sua viagem para praias de Arraial, eu aconselho se hospedar em Cabo Frio, pois a distância é pequena entre as duas cidades.

 

Onde comer

Como disse acima, Arraial do Cabo não tem muitas opções de restaurantes e bares. Mesmo na Praia dos Anjos, não encontramos lugares muito gostosos. Na maioria, as opções são bem simples, mas vou explicar um pouco melhor abaixo. Ah, se a sua pousada tem restaurante, vale perguntar se eles servem almoço.

 

Garrafa de Nansen

Foi o primeiro restaurante que visitamos em Arraial do Cabo. A escolha foi feita por dois motivos: ele é o mais conhecido da cidade, super tradicional, e meus sogros tinham boas lembranças de lá.

Mas o tempo não foi muito amigo do Garrafa de Nansen. A comida é razoável e os preços não são muito altos, mas o restaurante não tem ar condicionado e isso acaba tornando a experiência de comer lá menos agradável.

Eu e Guilherme comemos um salmão com arroz de brócolis e batata cozida. Estava bom, mas nada especial. Meus sogros escolheram uma moqueca de peixe, que estava boa, mas nada parecida com o que encontramos na Bahia.

Salmão com arroz de brócolis e batatas cozidas no Garrafa de Nansen. Foto: Marcelle Ribeiro

Salmão com arroz de brócolis no Garrafa de Nansen. Foto: Marcelle Ribeiro

O restaurante fica na Rua Santa Cruz, 4, na Praia dos Anjos.

 

Bacalhau do Tuga

Pra mim, o Bacalhau do Tuga é a melhor opção para comer em Arraial do Cabo. Fica na Rua Santa Cruz, 5, na Praia dos Anjos. Como o próprio nome diz, eles têm vários pratos de bacalhau, mas nós preferimos comer um outro peixinho grelhado.

O tempero estava muito gostoso, o pirão que acompanhava o prato também era bem temperadinho e a porção estava na medida certa para duas pessoas.

Outra vantagem é o ar-condicionado, que estava funcionando perfeitamente. Não espere um restaurante refinado. Ele é bem simples, mas funciona muito bem para um almoço depois de um passeio de barco, como fizemos.

 

Saint Tropez

Se o Bacalhau do Tuga foi uma boa surpresa, o Saint Tropez, deixou bastante a desejar. Fomos lá com a ideia de comer uma pizza durante a noite e realmente a experiência toda foi uma decepção.

O atendimento não é legal e a pizza também não estava gostosa. Pedimos uma meia frango com catupiry e meia calabresa. Nem o Guilherme, que é um ogrinho e detesta deixar comida no prato, conseguiu comer todo o pedaço dele da pizza de frango com catupiry. Não tinha gosto de nada e a massa era mole. A de calabresa era um pouquinho melhor.

Se você quiser experimentar, o endereço é Praça Daniel Barreto, 2, Praia dos Anjos.

 

Dica para a tarde: Pôr do sol

Para encerrar este post, deixo aqui uma dica imperdível (e grátis) de Arraial do Cabo: o pôr do sol no mirante do Atalaia.

É muito fácil chegar lá de carro. Basta dirigir até o condomínio Pontal do Atalaia. Na portaria, eles passam todas as orientações para você chegar até o mirante, mas tudo é bem tranquilo.

Depois de dirigir por cerca de 700 metros, basta encontrar uma vaga. Você vai perceber que muita gente decidiu fazer o mesmo programa, mas tudo rola em um clima super agradável. Quando estivemos por lá, havia até um pessoal tocando um violão para garantir a trilha sonora.

IMG_3383

Pôr do sol no Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Reserve sua hospedagem em Arraial do Cabo pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

Leia também:

Veja quais são as melhores praias de Arraial do Cabo

Arraial do Cabo: como é o passeio de barco por águas cristalinas

Veja o índice de posts sobre Arraial do Cabo

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Belém (PA): Onde ficar, quando ir e como se locomover

3 de fevereiro de 2016, por Marcelle Ribeiro

Se você está planejando ir a Belém (PA), saiba que a cidade tem algumas peculiaridades. Apesar de ser uma capital, a “cara” é de cidade média, com muitas casas e bem menos prédios que outras cidades. E o município é menos bem conservado do que eu imaginava. Isso acabou influenciando na hospedagem e meio de transporte que escolhi para me locomover por lá.

 

Onde ficar:

Eu me hospedei no hotel Soft Inn Batista Campos, no bairro de Batista Campos. Pelo que li, os melhores bairros para se hospedar são Batista Campos e Nazaré, pois são mais bonitos e não são distantes das principais atrações turísticas. As ruas são mais bem conservadas e limpas.

O Soft Inn Batista Campos fica em Batista Campos mas quase na divisa com a região central, que é feia e mal cuidada, com ruas sujas e mal cheirosas e moradores de rua. Não recomendo a hospedagem na região central, em bairros como Campina, por exemplo. Os bairros Cidade Velha ou Condor, perto da baía do Guajará, também não me pareceram bons.

Eu gostei do Soft Inn Batista Campos e voltaria a ficar lá. O hotel lembra os da rede Ibis (apesar de não pertencer a ela), pelo mobiliário e pelo fato de a pia ficar “fora” do banheiro. Achei super limpo, com ar condicionado funcionando direitinho, armário, frigobar e cama confortável. O café da manhã era variado, com frutas tradicionais (não espere nada exótico), pães, bolos, frios, leite, e sucos regionais. A rua do Soft Inn é boa e há um ponto de táxi bem em frente. De lá até a Estação das Docas, eu gastava cerca de R$ 15 de táxi. Há um shopping a 5 minutos a pé do hotel.

IMG_3157

Hotel Soft Inn Batista Campos, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_3158

Hotel Soft Inn Batista Campos, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Como se locomover em Belém:

Eu viajei a Belém sozinha e no meu primeiro dia, uma sexta-feira (dia útil) fui andando do hotel até o Mercado Ver-o-Peso e às atrações da região central, como Forte do Presépio, Catedral e Museu do Círio. Mas achei essa região não muito amigável, com comércio bem popular, ambulantes, sujeira e moradores de rua.

Depois, quando perguntei a moradores como ir do Forte do Presépio até o Mangal das Garças, me sugeriram ir de táxi, apesar de ser um trajeto que eu poderia fazer em 15 minutos andando. Me disseram que era mais seguro. Assim fiz. E quando comentei com taxista que havia andado do hotel até o Ver-o-Peso, ele fez cara de espanto, dizendo não ser seguro. Não sei se era implicância dele, mas confesso que fiquei meio cabreira e passei a andar de táxi nos meus deslocamentos à noite, mesmo para curtas distâncias.

Já na região de Nazaré andei a pé e me senti segura, durante o dia e à tarde.

Não experimentei usar ônibus.

 

Quando ir a Belém:

Que Belém é uma cidade com temperaturas altas você já deve ter ouvido falar, mas saiba que é assim em todos os meses. Segundo a média dos últimos 30 anos calculada pelo Climatempo, a temperatura varia de 22 a 35 graus quase todos os dias do ano. Tente evitar a estação chuvosa, que vai de dezembro a maio. Mas saiba que provavelmente vai chover pelo menos um pouquinho na sua viagem, pois isso é comum mesmo na estacão “seca”, principalmente no início da tarde e da noite. Eu fui em novembro, um dos meses mais secos do ano, e chuviscou quase todos os dias.  Veja aqui a temperatura e índice de chuva médios mês a mês de Belém.

Quando estive lá, no final de novembro, me espantei com o ventinho que fez em alguns dias, bem agradável. É curioso: das 12h às 15h você sua como um condenado, mas no resto do tempo é OK. A dica é se programar para dar uma passada no hotel para um banho refrescante ou estar em um local com um bom ar condicionado nesse horário de calor mais intenso.

 

Reserve sua hospedagem em Belém pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

 

Leia também:

Roteiro de 3 dias de viagem a Belém (PA)

Onde comer as delícias de Belém

Índice de posts sobre Belém (PA)

Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Belém (PA) – dia 3: Bosque, comida típica e basílica de Nazaré

2 de fevereiro de 2016, por Marcelle Ribeiro

No meu terceiro dia de viagem a Belém, eu quis fazer uma programação bem light, pois teria que descansar e dormir cedo, já que no dia seguinte meu voo sairia às 4h30 da manhã (!!). Resolvi ir ao Bosque Rodrigues Alves, um parque pertinho do Remanso do Bosque, um dos restaurantes mais famosos da cidade. O parque na verdade era só um pretexto para eu fazer hora antes de ir almoçar no Remanso do Bosque, sobre o qual já falei nesse post aqui. Ambos ficam no bairro de Marco, meio distante da região central (eu gastei R$ 40 para ir do bairro de Batista Campos até lá).

O Bosque Rodrigues Alves é enorme, mas confesso que achei ele bem caidinho, meio mal cuidado. Tem algumas atrações bonitas, como um chafariz e micos soltos pelas árvores, altíssimas. Há um lago com peixes típicos, mas a água é escura, não é tão bonito. E a sinalização é super confusa. Passei cerca de 1h20 lá andando pelos caminhos do bosque, meio sem rumo. Ele vale a pena somente se você for fazer hora. Se só tem tempo de ir a um parque, vá ao Mangal das Garças (falei sobre ele aqui).

 

IMG_3126 (2)

Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

 

IMG_3111

Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_3116 (2)

Mico no Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_3127 (2)

Árvores do Bosque Rodrigues Alves, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois de comer no maravilhoso Remanso do Bosque, voltei pro hotel, tomei um banho, descansei um pouco e fui para o bairro de Nazaré, provar tacacá, uma espécie de sopa meio ácida que é típica da região. Os moradores de Belém comem sempre à tarde ou à noite, muitas vezes em barracas na rua. O tacacá mais famoso da cidade, o da Dona Maria (leia mais sobre ele aqui) é justamente vendido em uma barraca no bairro de Nazaré, perto da Basílica de Nazaré.

Após provar o tacacá, era hora de conhecer a Basílica de Nazaré, que eu não tinha conhecido por dentro no dia anterior. É linda demais, tanto por dentro quanto por fora. O interior tem tetos decorados, muito dourado, vitrais e colunas muito bonitos. Na fachada, há várias fitinhas de devotos amarradas no portão.

 

IMG_3149

Fitinhas amarradas na Basílica de Nazaré, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

IMG_3171

Basílica de Nazaré, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Basílica de Nazaré, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

Basílica de Nazaré, em Belém. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Bosque Rodrigues Alves (Jardim Botânico da Amazônia)

http://www.belem.pa.gov.br/semma/bosque/

Endereço: Avenida Almirante Barroso, nº 2305 – Bairro: Marco. Horário de funcionamento: Terça-feira a domingo, de 8h às 17h (a venda de ingressos acontece até 16h). Preço: 2,00 (meia-entrada para crianças de 7 a 12 anos. Crianças até 6 anos e idosos acima de 60 anos não pagam).

 

Basílica de Nazaré

http://basilicadenazare.com.br/portal/

Endereço: Praça Justo Chermont, s/n, Nazaré. Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 6h às 20h. Sábado e domingo, das 6h às 12h e das 15h às 21h. En

 

Reserve sua hospedagem em Belém pelo Booking clicando aqui e ajude o blog a ganhar uma pequena comissão sem pagar nada a mais! (saiba como funciona essa parceria aqui)

 

Leia também:

Belém (PA) – Dia 2: Teatro, natureza e passeio de barco com danças

Belém (PA)  – Dia 1 – Principais atrações ficam próximas, no Centro

Roteiro de 3 dias de viagem a Belém (PA)

Índice de posts sobre Belém (PA)

Reserve no Booking e ajude o blog.

Receba os posts por e-mail

Desconto no Seguro Viagem

Curta nossa fanpage