Barcelona em 6 dias: a viagem do meu irmão (parte 1)

postado por Marcelle Ribeiro em 26/08/2014 - Atualizado em: 17/02/2016
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A blogueira que vos fala pede desculpas pela diminuição do ritmo de posts. Me mudei para o Rio de Janeiro e com as tarefas de procurar apartamento + fazer obra + decorar o AP, a vida anda meio enlouquecida ultimamente. Prometo: muito em breve darei continuidade aos posts de Foz do Iguaçu. Mas antes disso, presenteio vocês com o relato da viagem do meu irmão (a.k.a “resolvedor de pepinos informáticos/financeiros do blog”), Caio Ribeiro, à Espanha. Ele foi com a namorada, no final de julho desse ano, e conheceu Barcelona e a região dos Pirineus, cadeia de montanhas entre a Espanha e a França.

Eu fui a Barcelona em 2007, sete anos atrás, viagem relatada aqui no blog. E achei bacana colocar aqui as impressões dele sobre a cidade, pois estão mais atualizadas e têm mais dicas bacanésimas, de lugares aos quais eu não fui. Caio e a namorada, Ana Duboc, também fizeram uma viagem econômica como a minha, e se hospedaram na casa de parentes em Barcelona. Eles curtiram bares à noite que eu não conheci, experimentaram bebidas típicas, foram a museus que não tive a oportunidade de apreciar. Vamos ao relato, então? Com a palavra, Caio Ribeiro:

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“Sou irmão da blogueira do Viciada em Viajar e nesse post vou contar para vocês um pouco da viagem que fiz para Barcelona esse ano. Viajei com minha namorada e ficamos na casa da irmã dela, portanto as dicas serão basicamente dos passeios que fizemos por lá. Foram dias incríveis de viagem.

Dia 1 – Quarta Feira:

Chegamos em Barcelona numa quarta feira à tarde, almoçamos e resolvemos passear nas Ramblas. Nossos anfitriões sugeriram irmos também na Rambla Catalunia, que é um pouco menor e por isso é menos turística, tem restaurantes com preços melhores. Antigamente as Ramblas eram conhecidas por seus artistas de rua, que se fantasiavam e simulavam estátuas. Porém, agora, por conta de uma burocracia do governo, eles precisam de autorização para estarem lá, e o número de artistas diminuiu muito. Vimos cerca de 3 ou 4 apenas. Mesmo assim, acho que valeu a pena conhecer ambas as ruas.

Passeio nas Ramblas, em Barcelona.

Delícias coloridas em mercado nas Ramblas, em Barcelona.

Uma dica importante ao se passear, não só nas Ramblas, mas na Europa como um todo, é que lá existem muitos “pick pockets”. Os pick pockets são como os nossos batedores de carteiras, mas lá eles são conhecidos por serem extremamente sutis e quase sempre a vítima não percebe que está sendo furtada. Portanto, onde quer que você esteja, seja em uma rua, um museu, ou mesmo dentro de um restaurante fechado, é muito importante estar atento à sua carteira, a bolsas e a quaisquer outros pertences. Para se ter um exemplo, quando estávamos em um restaurante fechado, um garçom pediu para minha namorada tirar a bolsa dela de cima da mesa e colocar em um lugar mais seguro, pois estava correndo o risco de alguém passar e levar. Isso no Brasil seria algo absurdo, mas lá é muito comum.

Na volta pra casa, passamos na orchateria para provar uma orchata, bebida típica do verão da Espanha. Ela é doce e semelhante a um leite vegetal, gostei de ter experimentado.
Dia 2 – Quinta Feira:

Na quinta feira, fomos para o parque do Montjuic. Dentro do parque tem um teleférico, para subir até o topo do monte, onde se encontra um castelo. O teleférico é pago, não me lembro o preço. Achamos caro e decidimos subir a pé para aproveitar para conhecer os vários jardins do parque. De lá de cima é possível ver praticamente a cidade inteira. O castelo em si não tem nada demais, se parece mais com um forte, mas a vale a pena pela vista. Pagamos 5 euros cada de entrada. No parque também há o Jardim Botânico, onde infelizmente não conseguimos entrar por falta de tempo. O parque é bem grande e ir de um ponto para o outro pode ser demorado e cansativo. Se tiver a possibilidade de ir de carro, é melhor. Por fim, ainda no parque, visitamos a Fundação Miró, cuja coleção permanente contém várias obras do Miró. Lá entramos como estudantes pagando 7 euros.

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

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Vista do Parque de Montjuic, Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Obra de arte de Miró. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Obra de arte de Miró. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Ah, uma dica importante: Se você for professor, vale a pena fazer um cartão internacional de professor, pois lá em Barcelona professor não paga em várias atrações. Lembre-se de perguntar nas atrações que for, pois nem sempre estará escrito. No caso dos estudantes, acho que eles aceitam qualquer documento que comprove. Em todos os lugares usei a declaração da UFRJ, sendo que na fundação Miró não estava com ela, mas consegui usar a internet deles, ir no site da UFRJ, pegar o PDF da declaração e mostrar no celular mesmo, sem ter nada impresso. Lá eles valorizam os estudantes e professores.

 

Dia 3 – Sexta:

Como descrever a Sagrada Família? É…. Não tem como, acho que lá é parada obrigatória. Qualquer um que for a Barcelona deve ir a essa catedral. Pagamos 16,30 euros cada pela entrada com direito a audioguia e valeu cada centavo.

A Sagrada Familia é uma das obras-primas do arquiteto catalão Gaudí, que é responsável por vários cartões-postais de Barcelona. O projeto original da igreja prevê 18 torres, porém apenas oito estão construídas até o momento. A parte de fora da catedral continua em obra, e continuará pelo menos até a metade do século, mas a parte de dentro está praticamente pronta, e é absolutamente incrível. Gaudí é simplesmente um gênio! Toda a arquitetura da igreja foi pensada nos mínimos detalhes, e combina matemática, física, natureza… É muito interessante ver, por exemplo, o teto, que lembra uma floresta. Minha namorada, em particular, ficou apaixonada pelos vitrais, com suas cores vivas, que iluminam toda o prédio. Por fim, uma coisa curiosa desta igreja, e de outras que visitamos posteriormente, é a presença de uma capela subterrânea. Enfim, não tem como visitar a Sagrada Família e não entrar!

Teto da Sagrada Família. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Teto da Sagrada Família. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Nós compramos o ingresso pelo próprio site da Sagrada Família. É recomendável comprar o ticket com antecedência, para evitar filas. No site você ainda pode comprar o ticket com direito a audioguia ou um guia normal, mas nesses casos tem horário marcado. Nós compramos com audioguia, o que nos permitiu apreciar a igreja no nosso ritmo. Caso prefira um guia, lembre-se de comprar com muita antecedência, pois os horários disponíveis com os guias se esgotam rapidamente (principalmente com guia em inglês).

Saímos de lá e fomos almoçar. Pela cidade há vários restaurantes que de fora parecem ser chiques e caros demais, mas que têm a opção de menu que dá direito a entrada, prato principal e sobremesa a um preço barato. Vale muito a pena escolher um menu e apreciar a comida típica de lá. Pagamos 10,20 euros (o que seria cerca 30 reais) por um almoço que no Rio de Janeiro não sairia por menos de R$ 50. Nesses locais é importante estar atento ao preço das bebidas, pois às vezes elas podem ser caras e nem sempre consta o preço delas no cardápio. Além disso, tanto em relação a restaurantes quanto a bares, lá não é mais comum se dar gorjeta.

À tarde, fomos passear no Parque Guell que foi todo projetado pelo Gaudí. O Parque Guell foi doado para a cidade para ser público, mas embora a parte florestal do parque continue com acesso livre, atualmente está sendo cobrada uma entrada para visitar a parte monumental (8 euros por pessoa). Embora esta parte seja pequena, vale a pena a visita. Dentro do parque há também a casa da guarda que tinha uma outra taxa de entrada e achamos que não valia a pena.

Parque Guell, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Parque Guell, em Barcelona. Foto: Caio Ribeiro e Ana Duboc

Em Barcelona tem um bar que é famoso pelo seus Chupitos (shots, ou seja, drinks em porções pequenas). Encontramos um bar do lado de casa que tinha 17 tipos de chupitos diferentes e cada um custava 1 Euro.

Caio Ribeiro e Ana Duboc  bebendo chupitos coloridos.

Caio Ribeiro e Ana Duboc bebendo chupitos coloridos.

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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