Boas surpresas em Istambul: menos diferente e mais simpática do que eu imaginava

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 11/09/2019
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A linda Aya Sofia, cartão-postal de Istambul. Foto: Sabrina Andrade.

Istambul, na Turquia, me surpreendeu: é simplesmente linda e com um astral maravilhoso! Estou aqui há quase quatro dias e achei a cidade incrível. Confesso que estava com medinho do choque cultural ser muito grande: 99% da população é muçulmana, e eles têm uma cultura diferente.

Ver mulheres cobrindo a cabeça com véu é bem comum. Mais comum é que elas usem apenas o véu, e roupas “normais”: calças e camisas compridas, coloridas às vezes. Também vimos várias todas de preto, do véu ao “manto”, quase uma burca. Mas não fiquei tão chocada, pelo menos em Istambul. Amanhã, vou para a Capadócia, no interior, e verei se lá as diferenças são mais sentidas.

A chamada para as orações que ressoam em alto e bom som dos minaretes das mesquitas não fazem todos os turcos pararem de fazer o que estão fazendo e correrem para as mesquitas, como eu cheguei a, equivocadamente, imaginar. O horário da chamada varia de acordo com o sol, mas nesses últimos dias têm sido às 4h30, às 13h12, às 17h10 e outros dois horários mais tarde, à noite. Apesar de estarmos hospedados bem perto de uma mesquita, o barulho não nos acorda de madrugada.

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Interessante é observar o ritual deles: lavam as mãos, a cabeça e os pés em torneiras do lado de fora da mesquita, calçam novamente os sapatos para ir até a porta da mesquita, onde novamente tiram os sapatos e, descalços ou de meias, pisam no enorme carpete que cobre todo o chão da mesquita. Entram e rezam, ajoelhados, abaixando a cabeça em direção ao chão algumas vezes. As mulheres rezam numa área bem pequena da mesquita, reservada por um gradil de madeira.

Os turistas só podem entrar nas mesquitas fora do horário “oficial” da reza, mas como há sempre alguns turcos dentro das mesquitas rezando (assim como em toda igreja há católicos rezando fora do horário da missa), pude ver um pouco como funciona o ritual deles. As turistas têm que entrar com um lenço na cabeça, e as mesquitas que são ponto turístico têm lenços para emprestar.

Mas uma vez lá dentro, muitas turistas tiram os lenços da cabeça, e nem sempre vem alguém repreender. Hoje fui de bermuda a uma mesquita e, como eu previa, ganhei um lenço enorme para cobrir as minhas pernas. E nós também tivemos que tirar os sapatos, claro. Mas não precisamos lavar os pés, apenas colocamos os sapatos num saquinho.

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Outra diferença: em alguns restaurantes não são servidas bebidas alcoólicas. E nos 4 dias que estou aqui, não vi ninguém bebendo álcool na rua.

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Eu e as amigas Sabrina e Rachel na Mesquita Azul. Foto: Guilherme Calil.

Também não me lembro de ter visto casais se beijando ou se abraçando nas ruas. Mas vi mulheres de lenço na cabeça andando de mãos dadas nas ruas.

Ainda sobre o lenço cobrindo o cabelo das mulheres: hoje passamos por uma universidade turca e vi várias alunas sem o acessório. Religião e Estado são coisas separadas há algumas décadas na Turquia, então nem todos seguem essa tradição de cobrir a cabeça.

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O que me surpreendeu é que, acompanhando uma mulher usando lenço preto e roupas que cobriam todo o corpo, muitas vezes estava um homem jovem, com roupas ocidentais “da moda”, calça jeans, tênis de marca, e até bermuda. Ou seja, a ocidentalização vale para eles, não para elas.

Outro hábito diferente dos turcos é o chá: eles bebem chá várias vezes ao dia. Chá para os turcos é como o café para os brasileiros. Eles até bebem café, mas chá é a mania. Eu, que não gosto de chá, fiquei até com vergonha de recusar, mas acabei recusando (não tem jeito, não desce).

Mas o aspecto que mais me surpreendeu até agora na Turquia foi o bom humor deles. São piadistas, engraçados, sabem como conquistar a sua simpatia. Eu sei, estou hospedada numa área turística, passo o dia todo visitando locais turísticos, comendo em restaurantes turísticos.

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É claro que para eles é importante ganhar a simpatia do turista. Mas é uma coisa que vai além da boa educação e da gentileza.

Eles querem fazer você rir com as gracinhas que falam em inglês e sempre conseguem. E tem também as pequenas coisas. É a plaquinha da barraquinha de buginganga que diz em inglês: “Desculpem, não estamos fechados”. É o segurança do museu que ao invés de ficar simplesmente parado ou repreendendo turistas que tocam em obras de arte, se aproxima e pergunta, em inglês, se você sabe o que é uma construção típica otomana e começa a explicar, sem que você nem tivesse pedido a ajuda dele. É o atendente da loja de doces em uma área não-turística que mesmo não falando quase nada em inglês, se esforça para entender as suas mímicas e te atende na maior simpatia.

Toda essa delicadeza está me impressionando bastante. Recentemente, fiquei chocada com um taxista do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, que apesar de ter um folder com as fotos dos principais pontos turísticos cariocas afixado no carro, me disse que se recusava a aprender inglês, “porque os gringos, que são de fora, é que têm que se virar para aprender português se quiserem conhecer o Brasil”. Os turcos vão além: falam inglês e muitas vezes espanhol e até português. E o mais importante: sabem como o turismo é fundamental.

 

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