Cachoeiras na Serra do Cipó (MG): Roteiro de 4 dias de viagem

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 14/04/2019
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A cachoeira Grande é a mais larga da Serra do Cipó. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Antes de mais nada saiba que a Serra do Cipó (MG) é um ótimo destino para um feriado prolongado. Em 4 dias, você conhece lindas cachoeiras, tem um contato incrível com a natureza e volta renovada para casa. Estivemos lá no feriado de Nossa Senhora Aparecida de 2017 e adoramos.

As dicas gerais sobre a região você encontra clicando aqui (quando ir, como chegar, onde ficar e onde comer). Neste post, vou falar sobre o roteiro que fizemos por lá. Não fizemos nada correndo e conseguimos aproveitar todas as cachoeiras que visitamos!

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Outro detalhe: conseguimos chegar a todos os nossos destinos nessa viagem usando o GPS. A estrada, em grande parte, está em boas condições e é sinalizada.

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Cachoeiras na Serra do Cipó – Dia 1

Saímos do Rio de Janeiro logo no começo da manhã e pegamos um voo para o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. De lá, pegamos o nosso carro alugado e fomos direto para a Cachoeira Grande, que tem a entrada praticamente na beira da estrada, no Parque Zareia.

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A cachoeira Grande vista de cima. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ela tem esse nome porque é a cachoeira mais larga de toda a Serra do Cipó. E é realmente grande. A queda não passa de 10 metros, mas o conjunto de quedas tem centenas de metros de comprimento.

A entrada custa R$ 30 e o parque controla o número de visitantes. Cabe bastante gente, mas é bom chegar para evitar contratempos.

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Lá dentro, a trilha até a cachoeira tem cerca de 1 quilômetro e é bem tranquila. Você chega na parte alta da cachoeira e depois desce para o poço, que é enorme! A água estava gelada, mas o banho foi ótimo porque estava muito quente.

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Aproveitando uma das quedas da cachoeira Grande. Foto: Guilherme Calil.

Uma informação importante: o parque não tem qualquer restaurante. Por isso, é fundamental você levar  comidas e bebidas se quiser passar o dia inteiro por lá. As bebidas alcoólicas não são permitidas, assim como acampamentos.

Ficamos lá por quase duas horas. O Parque Zareia abre todos os dias, das 08h às 18h. Você consegue outras informações pelo telefone (31) 3718-7044.

 

Dia 2 – Mais cachoeiras na Serra do Cipó

Nesse dia, conhecemos a Cachoeira da Farofa, que é super alta e, na minha opinião, uma das mais bonitas de toda a região.

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A cachoeira da Farofa é deslumbrante! Foto: Marcelle Ribeiro.

A queda é super alta e tem um poço grande de água gelada, mas super convidativa! Para completar, a vegetação cerca grande parte da pedra e deixa o visual ainda mais bonito.

Para chegar lá, é preciso entrar no Parque Nacional da Serra do Cipó pela portaria Areias e percorrer uma trilha de 16 quilômetros (8km para ir e mais 8km para voltar). O trajeto todo demora umas 4 horas e não é íngreme, mas é preciso estar preparado. Enfrentamos um calor de rachar e, em vários momentos, além dos bonés, usamos cangas para proteger os ombros e as costas do sol porque são poucas áreas de sombra. Além disso, paramos em alguns rios para nos refrescar. Se você preferir, também pode fazer o trajeto de bicicleta.

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Desespero de Gui ao ver que a trilha ainda não tinha acabado. Foto: Ticianne Ribeiro.

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Apesar disso, o visual da trilha é incrível. Um cerrado lindo e cheio de vida! Aproveitamos para tirar fotos durante toda a caminhada.

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A trilha no Parque Nacional é linda, mas quase sem sombra. Foto: Guilherme Calil.

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As plantas do Cerrado resistem mesmo com pouca chuva. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na época, a entrada custava R$ 50 por pessoa, mas vi agora que a cobrança está temporariamente suspensa. Lá dentro, há estacionamento, banheiro e bebedouro.

 

Dia 3

Continuando a nossa aventura, tivemos mais um dia de Parque Nacional da Serra do Cipó, dessa vez para conhecer as cachoeiras do Gavião e Andorinhas.

Para conhecer essas duas cachoeiras, você entra por outra entrada do Parque: a Portaria do Retiro. De lá, são 7 quilômetros até as quedas d’água em um trajeto quase sempre plano e, novamente, com pouca sombra e muito calor! Para percorrer toda essa distância é preciso caminhar por umas 4 horas.

A primeira cachoeira que visitamos foi a Andorinhas. Ela fica dentro de um cânion de pedras e até tivemos dificuldade para encontrar o caminho certo até lá porque falta um pouquinho de sinalização. O final da trilha também pode ser mais complicado para pessoas com dificuldades de locomoção por causa das pedras, mas vale a pena porque a cachoeira é linda!

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A cachoeira Andorinhas fica dentro de um cânion. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ela tem um poço grande e bastante espaço nas pedras para quem quiser descansar. A água é gelada, mas ótima para um banho depois de uma longa caminhada. Os mais corajosos também podem subir as pedras para ver o parque lá de cima, mas não tivemos disposição para isso. Preferimos ficar tomando banho e descansando lá embaixo mesmo.

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Ficamos pouco mais de 1 hora por lá e voltamos para a trilha para conhecer a Cachoeira do Gavião, outra delícia de lugar, mas com menos espaço na beira do poço, que também é menor. De uma cachoeira para outra, a caminhada é de uns 20 minutos.

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A cachoeira do Gavião fica dentro do Parque Nacional. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de uma hora, fizemos o trajeto de volta até o carro. É fundamental levar muita água para esse passeio também porque o calor é intenso!

 

Dia 4 – Últimas cachoeiras na Serra do Cipó

Para encerrar a nossa viagem à Serra do Cipó, visitamos duas cachoeiras: a Véu de Noiva e a Serra Morena.

Começamos o dia na Véu de Noiva, que fica dentro do camping da Associação Cristã dos Moços e é super procurada. Por isso, chegamos cedo por lá, mais ou menos às 09h.

Como fica dentro de um camping e tem uma trilha minúscula, a cachoeira fica cheia e tem de tudo… Gente com isopor fazendo farofa, criança, adulto… Tudo junto e misturado! Conclusão: não dá para ficar por lá por muito tempo.

A maior dificuldade para chegar à cachoeira é enfrentar algumas escadas, mas nada muito complicado.

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A Véu de Noiva é alta, mas tem uma queda d’água fraca. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ela tem pouco espaço no entorno do poço, que é grande e fundo. Muita gente aproveita para dar aquele mergulho caprichado!

Como fomos bem cedo, pegamos a água bastante fria e o sol ainda não estava batendo no poço. Tivemos coragem de mergulhar, mas não ficamos muito tempo… A queda d’água é alta, com quase 120 metros de altura, mas não é muito forte.

O camping tem lanchonete, restaurante, piscina e uma boa estrutura. Para passar o dia inteiro por lá, o ingresso custa R$ 30. Já quem quer ficar apenas por uma hora paga R$ 11. O acesso à cachoeira fica aberto das 08h às 16h.

Para fechar com chave de ouro a nossa viagem, fomos conhecer cachoeira da Serra Morena 2.

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Serra Morena 2 é uma delícia de cachoeira. Foto: Guilherme Calil.

Essa cachoeira faz parte de um conjunto de 3 e foi a única que visitamos. Já estávamos cansados de tanta caminhada nos outros dias e preferimos conhecer apenas esta, considerada a mais bonita de todas.

A trilha para ela é curta (cerca de 15 minutos) e a maior dificuldade é descer uma escada desenhada no morro, principalmente por causa do vai e vem de pessoas doidas para mergulhar naquele paraíso!

A cachoeira tem uma queda d’água de 40 metros e um poço delicioso, com outras pequenas quedas que acabam até fazendo uma massagem em você. Ou seja: uma delícia!

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Uma das “hidromassagens” da Serra Morena 2. Foto: Marcelle Ribeiro.

A beira do poço tem bastante espaço e algumas áreas com sombra, fundamentais para encarar o calor!

A cachoeira Serra Morena 2 fica dentro de uma fazenda e a entrada custa R$ 25. Lá dentro tem restaurante, banheiros e estacionamento.

Depois desse último banho, foi hora de pegar a estrada e voltar para o aeroporto de Confins…

Em resumo: a viagem foi incrível!!

 

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Comentários

  1. Katia Taise S Sousa
    10 maio 2019

    Adorei esse roteiro, super detalhado.
    Eu vou agora em maio e ainda tenho umas dúvidas. Como vou sozinha, não sei se vale a pena lugar carro. Você acha perigoso fazer as trilhas sozinha? Lá normalmente tem grupos que se juntam? ou guias locais?

    • 10 maio 2019

      Oi, Katia,
      Todas as trilhas que fizemos sempre tinha gente. A mais vazia foi a que leva às cachoeiras do Gavião e Andorinhas, em que por um trecho bom na ida, meu grupo andou sozinho (mas chegando na cachoeira tinha mais umas 20 pessoas). Tem algumas agências locais que trabalham cpm grupos lá na Serra do Cipó. Não tenho uma específica para te recomendar, porque fizemos tudo com o carro alugado. Mas dá uma buscada no Google. Achei aqui:
      http://www.kopaturismo.com.br/ecoturismo/
      http://www.belageraes.com.br/bgbh.asp
      Abs,
      Marcelle

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