Cachoeiras na Serra do Cipó (MG): Roteiro de 4 dias de viagem

postado por Marcelle Ribeiro em 24/07/2018
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A cachoeira Grande é a mais larga da Serra do Cipó. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Antes de mais nada saiba que a Serra do Cipó (MG) é um ótimo destino para um feriado prolongado. Em 4 dias, você conhece lindas cachoeiras, tem um contato incrível com a natureza e volta renovada para casa. Estivemos lá no feriado de Nossa Senhora Aparecida de 2017 e adoramos.

As dicas gerais sobre a região você encontra clicando aqui (quando ir, como chegar, onde ficar e onde comer). Neste post, vou falar sobre o roteiro que fizemos por lá. Não fizemos nada correndo e conseguimos aproveitar todas as cachoeiras que visitamos!

Outro detalhe: conseguimos chegar a todos os nossos destinos nessa viagem usando o GPS. A estrada, em grande parte, está em boas condições e é sinalizada.

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Cachoeiras na Serra do Cipó – Dia 1

Saímos do Rio de Janeiro logo no começo da manhã e pegamos um voo para o aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. De lá, pegamos o nosso carro alugado e fomos direto para a Cachoeira Grande, que tem a entrada praticamente na beira da estrada, no Parque Zareia.

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A cachoeira Grande vista de cima. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ela tem esse nome porque é a cachoeira mais larga de toda a Serra do Cipó. E é realmente grande. A queda não passa de 10 metros, mas o conjunto de quedas tem centenas de metros de comprimento.

A entrada custa R$ 30 e o parque controla o número de visitantes. Cabe bastante gente, mas é bom chegar para evitar contratempos.

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Lá dentro, a trilha até a cachoeira tem cerca de 1 quilômetro e é bem tranquila. Você chega na parte alta da cachoeira e depois desce para o poço, que é enorme! A água estava gelada, mas o banho foi ótimo porque estava muito quente.

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Aproveitando uma das quedas da cachoeira Grande. Foto: Guilherme Calil.

Uma informação importante: o parque não tem qualquer restaurante. Por isso, é fundamental você levar  comidas e bebidas se quiser passar o dia inteiro por lá. As bebidas alcoólicas não são permitidas, assim como acampamentos.

Ficamos lá por quase duas horas. O Parque Zareia abre todos os dias, das 08h às 18h. Você consegue outras informações pelo telefone (31) 3718-7044.

 

Dia 2 – Mais cachoeiras na Serra do Cipó

Nesse dia, conhecemos a Cachoeira da Farofa, que é super alta e, na minha opinião, uma das mais bonitas de toda a região.

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A cachoeira da Farofa é deslumbrante! Foto: Marcelle Ribeiro.

A queda é super alta e tem um poço grande de água gelada, mas super convidativa! Para completar, a vegetação cerca grande parte da pedra e deixa o visual ainda mais bonito.

Para chegar lá, é preciso entrar no Parque Nacional da Serra do Cipó pela portaria Areias e percorrer uma trilha de 16 quilômetros (8km para ir e mais 8km para voltar). O trajeto todo demora umas 4 horas e não é íngreme, mas é preciso estar preparado. Enfrentamos um calor de rachar e, em vários momentos, além dos bonés, usamos cangas para proteger os ombros e as costas do sol porque são poucas áreas de sombra. Além disso, paramos em alguns rios para nos refrescar. Se você preferir, também pode fazer o trajeto de bicicleta.

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Desespero de Gui ao ver que a trilha ainda não tinha acabado. Foto: Ticianne Ribeiro.

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Apesar disso, o visual da trilha é incrível. Um cerrado lindo e cheio de vida! Aproveitamos para tirar fotos durante toda a caminhada.

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A trilha no Parque Nacional é linda, mas quase sem sombra. Foto: Guilherme Calil.

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As plantas do Cerrado resistem mesmo com pouca chuva. Foto: Marcelle Ribeiro.

Na época, a entrada custava R$ 50 por pessoa, mas vi agora que a cobrança está temporariamente suspensa. Lá dentro, há estacionamento, banheiro e bebedouro.

 

Dia 3

Continuando a nossa aventura, tivemos mais um dia de Parque Nacional da Serra do Cipó, dessa vez para conhecer as cachoeiras do Gavião e Andorinhas.

Para conhecer essas duas cachoeiras, você entra por outra entrada do Parque: a Portaria do Retiro. De lá, são 7 quilômetros até as quedas d’água em um trajeto quase sempre plano e, novamente, com pouca sombra e muito calor! Para percorrer toda essa distância é preciso caminhar por umas 4 horas.

A primeira cachoeira que visitamos foi a Andorinhas. Ela fica dentro de um cânion de pedras e até tivemos dificuldade para encontrar o caminho certo até lá porque falta um pouquinho de sinalização. O final da trilha também pode ser mais complicado para pessoas com dificuldades de locomoção por causa das pedras, mas vale a pena porque a cachoeira é linda!

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A cachoeira Andorinhas fica dentro de um cânion. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ela tem um poço grande e bastante espaço nas pedras para quem quiser descansar. A água é gelada, mas ótima para um banho depois de uma longa caminhada. Os mais corajosos também podem subir as pedras para ver o parque lá de cima, mas não tivemos disposição para isso. Preferimos ficar tomando banho e descansando lá embaixo mesmo.

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Ficamos pouco mais de 1 hora por lá e voltamos para a trilha para conhecer a Cachoeira do Gavião, outra delícia de lugar, mas com menos espaço na beira do poço, que também é menor. De uma cachoeira para outra, a caminhada é de uns 20 minutos.

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A cachoeira do Gavião fica dentro do Parque Nacional. Foto: Marcelle Ribeiro.

Depois de uma hora, fizemos o trajeto de volta até o carro. É fundamental levar muita água para esse passeio também porque o calor é intenso!

 

Dia 4 – Últimas cachoeiras na Serra do Cipó

Para encerrar a nossa viagem à Serra do Cipó, visitamos duas cachoeiras: a Véu de Noiva e a Serra Morena.

Começamos o dia na Véu de Noiva, que fica dentro do camping da Associação Cristã dos Moços e é super procurada. Por isso, chegamos cedo por lá, mais ou menos às 09h.

Como fica dentro de um camping e tem uma trilha minúscula, a cachoeira fica cheia e tem de tudo… Gente com isopor fazendo farofa, criança, adulto… Tudo junto e misturado! Conclusão: não dá para ficar por lá por muito tempo.

A maior dificuldade para chegar à cachoeira é enfrentar algumas escadas, mas nada muito complicado.

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A Véu de Noiva é alta, mas tem uma queda d’água fraca. Foto: Marcelle Ribeiro.

Ela tem pouco espaço no entorno do poço, que é grande e fundo. Muita gente aproveita para dar aquele mergulho caprichado!

Como fomos bem cedo, pegamos a água bastante fria e o sol ainda não estava batendo no poço. Tivemos coragem de mergulhar, mas não ficamos muito tempo… A queda d’água é alta, com quase 120 metros de altura, mas não é muito forte.

O camping tem lanchonete, restaurante, piscina e uma boa estrutura. Para passar o dia inteiro por lá, o ingresso custa R$ 30. Já quem quer ficar apenas por uma hora paga R$ 11. O acesso à cachoeira fica aberto das 08h às 16h.

Para fechar com chave de ouro a nossa viagem, fomos conhecer cachoeira da Serra Morena 2.

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Serra Morena 2 é uma delícia de cachoeira. Foto: Guilherme Calil.

Essa cachoeira faz parte de um conjunto de 3 e foi a única que visitamos. Já estávamos cansados de tanta caminhada nos outros dias e preferimos conhecer apenas esta, considerada a mais bonita de todas.

A trilha para ela é curta (cerca de 15 minutos) e a maior dificuldade é descer uma escada desenhada no morro, principalmente por causa do vai e vem de pessoas doidas para mergulhar naquele paraíso!

A cachoeira tem uma queda d’água de 40 metros e um poço delicioso, com outras pequenas quedas que acabam até fazendo uma massagem em você. Ou seja: uma delícia!

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Uma das “hidromassagens” da Serra Morena 2. Foto: Marcelle Ribeiro.

A beira do poço tem bastante espaço e algumas áreas com sombra, fundamentais para encarar o calor!

A cachoeira Serra Morena 2 fica dentro de uma fazenda e a entrada custa R$ 25. Lá dentro tem restaurante, banheiros e estacionamento.

Depois desse último banho, foi hora de pegar a estrada e voltar para o aeroporto de Confins…

Em resumo: a viagem foi incrível!!

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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