Inhotim e Belo Horizonte: Roteiro de 3 dias de viagem + onde ficar

postado por Marcelle Ribeiro e publicado em 04/07/2015 - Atualizado em: 17/02/2016
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Na viagem de 3 dias que fiz a Minas em um feriado em maio desse ano, o meu objetivo era conhecer Inhotim, o museu de arte moderna mais bacana que já visitei. A cerca de 1h de carro de Belo Horizonte (63 km), Inhotim, que fica no município de Brumadinho, tem não apenas exposições bacanérrimas, mas também jardins e lagos maravilhosos. Você precisará de 2 dias para conhecer bem Inhotim (veja aqui a minha sugestão de roteiro para dois dias lá), pois os quadros e instalações ficam espalhados por uma área de 1 milhão de metros quadrados. E tem muita coisa legal! São mais de 20 galerias, com obras de 85 artistas. Como eu tinha mais um dia disponível, aproveitei para visitar também BH, onde eu só tinha estado por poucas horas, na época de um congresso estudantil (ou seja, há séculos atrás…rsrs).

Jardim de Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

Jardim de Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

Jardim de Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro.

Jardim de Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro.

Acho que foi uma ótima ideia montar base em Belo Horizonte, conhecer a capital em um dia e fazer bate-volta pra Inhotim nos dias seguintes.

O meu roteiro foi assim:

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Quinta-feira à noite: Cheguei em Minas de avião, aproveitando passagens baratinhas (R$ 60 a R$ 100 saindo do Rio). Peguei um ônibus no aeroporto de Confins e aproximadamente 1h depois cheguei em BH (vou explicar sobre esse ônibus em outro post). O ônibus me deixou na rodoviária de BH e de lá peguei um táxi para meu albergue, onde cheguei já por volta das 0h.

Sexta-feira: Passei o dia passeando por Belo Horizonte. Minha irmã chegou no início da tarde e como ela alugou um carro no aeroporto, visitamos as atrações da parte da tarde de carro, o que foi bem mais confortável e prático. Neste dia, conheci a Centro Cultural Banco do Brasil (exposição temporária sobre Kandinski), o Memorial Minas Gerais – Vale e a Praça da Liberdade pela manhã. Depois de almoçar ali pertinho, na Savassi, fomos de carro para a Lagoa da Pampulha, onde visitamos a igreja de São Francisco de Assis, obra de Oscar Niemeyer e Candido Portinari. Demos a volta de carro na Lagoa e paramos para tirar fotos na Casa do Baile e nos jardins de Burle Marx. À noite, fomos a um bar. (Veja mais detalhes dos nossos passeios em BH aqui)

A Igreja de São Francisco de Assis, na Lagoa da Pampulha. Foto: Ticianne Ribeiro

A Igreja de São Francisco de Assis, na Lagoa da Pampulha. Foto: Ticianne Ribeiro

Sábado: Fomos de carro alugado para Inhotim. Saímos não muito cedo e chegamos no museu por volta das 11h. Nos perdemos um pouco no caminho, apesar de estarmos usando Waze e mapas que a minha irmã imprimiu. Depois de 30 min de fila pra comprar o ingresso, finalmente começamos a ver os jardins lindíssimos e as obras de arte. Ficamos lá até a hora de o museu fechar. Cerca de 1h30 de viagem de carro depois, chegamos em BH, tomamos um banho no albergue e fomos para outro bar de BH.

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Domingo: Acordamos mais cedo e fomos de carro para Inhotim, ver a outra parte do museu. Chegamos lá por volta das 10h. Nós preferimos dedicar 2 dias ao museu porque todos os blogueiros que passaram apenas 1 dia lá disseram que foi muuuuito corrido e que tiveram que escolher muito entre o que visitar. Como Inhotim era o motivo da nossa viagem, a gente não ia apressar as coisas, né? Nos dois dias que tivemos lá andamos pelos jardins com calma, tirando fotos (você vai enlouquecer de tanto lugar bonito), comendo com calma e curtindo as instalações. Não precisamos comprar o tíquete de transporte interno (que é caro, R$ 20 por dia por pessoa, para fazer apenas alguns trechos).

Não somos experts em arte, nem ratas-de-museu. Mas eu e a Tita adoramos instalações diferentes, interativas, artistas que fogem do comum e fotógrafos fora de série. E eu sou looouca por jardins, lagos e flores. E tudo isso é o que Inhotim tem de melhor! Se você é como nós, dedique 2 dias a Inhotim!

Inhotim.  Foto: Marcelle Ribeiro

Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

Inhotim. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Como chegamos cedo em Inhotim, terminamos de ver o museu cedo, por volta das 15h. Voltamos de carro para BH, tomamos um banho, esticamos um pouco as pernas no albergue e por volta das 19h30 estávamos num café/bar com mesinhas na calçada da capital mineira, comendo pães de queijo recheados e ouvindo um grupo de jazz ao vivo. Delícia!

Segunda-feira – Acordamos cedão, pois nosso voo saiu de Confins às 9h e ainda precisamos devolver o carro. Só deixamos para voltar na segunda pois as passagens aéreas para retornar no domingo estavam muito caras.

 

Algumas explicações sobre as nossas escolhas:

– Se você vai fazer esse roteiro sozinho, é mais barato fazer todos os trajetos de ônibus, pois há ônibus executivo ligando o aeroporto de Confins a BH (nos dois sentidos) e BH a Inhotim. Mas esses ônibus executivos não são tão baratos. Como estávamos em duas pessoas e conseguimos alugar o carro por cerca de R$ 250 (pegando no início da tarde de sexta e devolvendo na manhã de segunda) em uma locadora regional de Minas no aeroporto, ficou mais barato do que se as duas fizessem toda a viagem de ônibus. Ainda mais por que para ir e voltar de bares, teríamos que pegar táxi (apesar da distância do nosso albergue, que era no bairro de Santa Teresa, até os bares da região de Savassi e Lourdes não ser grande).

– Ficamos em albergue apenas porque inicialmente eu viajaria sozinha e só depois a minha irmã resolveu viajar comigo. Hospedagem em BH não é cara. Ficaria um pouco mais caro nos hospedarmos em um hotel em Belo Horizonte na comparação com albergue, mas eu já tinha pago parte da minha hospedagem, então preferimos não cancelar.

Meu plano era fica nos bairros mais bacanas de BH: Lourdes e Savassi, que são bonitos, arborizados, e têm muitos restaurantes e botecos, além de serem perto das principais atrações de BH. Mas os albergues da região não tinham mais vaga em quarto compartilhado feminino e, como inicialmente eu ia sozinha (minha irmã decidiu ir em cima da hora), eu preferi ficar num lugar onde houvesse quarto compartilhado. Não que ficar em quarto duplo de hotel de BH fosse muito caro (custava em média R$ 150 a R$ 200 a diária). Mas é que preferi pagar R$ 40 por diária para dividir quarto com outras pessoas do que o triplo pra ficar num quarto sozinha.

Nos hospedamos no AllBags Hostel, no bairro de Santa Teresa, em BH. O albergue é limpo, com café da manhã caprichado (pão, queijo, geleia, presunto, suco de verdade, café, leite, uma fruta e até bolo) e funcionários super simpáticos e atenciosos. É, na verdade, uma casa, que sofreu algumas adaptações. O porém é que o bairro é pouquíssimo servido de ônibus. Tem estação do metrô pertinho, mas não me recomendaram pegar o metrô à noite, pois não é seguro. E o metrô de BH não leva a muitos lugares. A rua é super tranquila, até demais eu diria. Li que o bairro é “boêmio”, mas há, na verdade, muitos botecos, vários meio feiosos, alguns sem nem onde sentar direito (mas alguns deles são famosos). Santa Teresa me pareceu um bairro de classe média média mesmo, enquanto Savassi é um bairro de classe média alta e Lourdes mais alta ainda. Enfim, da próxima vez, pago mais pra ficar na Savassi, porque achei mais bonito e movimentado.

– Não seria melhor ter se hospedado em Brumadinho, já que o objetivo da viagem era conhecer Inhotim? Não. A cidade de Brumadinho tem poucos hotéis e pousadas em seu centro e os poucos que existem são caros e/ou ruins. Por exemplo: a diária de um quarto duplo em hotel de rede em BH (tipo Ibis) custava cerca de R$ 150 no feriado, enquanto a de um quarto duplo em hotel simples de Brumadinho custava cerca R$ 220. Hospedagem bacana relativamente perto de Inhotim você encontra em pousadas a cerca de 30 km do museu, nos distritos de Casa Branca  e Córrego do Feijão. São pousadas mais espaçosas, com jardins, em uma região serrana que os moradores de BH curtem no fim de semana. Só que as pousadas de lá estavam cobrando R$ 300 a diária em quarto duplo no feriado. Além disso, para quem vai sem carro, hospedar-se a 30 km de Inhotim fica caro, pois você terá que combinar com taxista para te levar ao museu e te buscar.

Além disso, não tem NADA pra fazer em Brumadinho à noite. Se você ficar hospedado no Centro de Brumadinho, vai ver que há pouquíssimos restaurantes. A cidade é pequena, mas não é charmosa. É uma cidade bem caidinha, me pareceu bem pobre. E se você se hospedar em uma pousada nos distritos de Casa Branca ou Córrego do Feijão, vai ter que jantar na própria pousada à noite.

Como Belo Horizonte é famosa pelos seus bares, a gente preferiu se hospedar na capital, para pagar mais barato pela diária de hotel e para aproveitar os botecos de lá. Mesmo tendo que dirigir 120km por dia para ir a Inhotim e voltar. E não nos arrependemos.

 

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Leia também:

Inhotim: as melhores atrações para um roteiro de 2 dias de viagem

Como ir do aeroporto de Confins a Belo Horizonte de ônibus

O que fazer em 1 dia de viagem a Belo Horizonte

 Índice de posts sobre Belo Horizonte

 

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Comentários

  1. Barbara
    02 mar 2016

    Você acabou de dirimir a minha maior dúvida: tava pensando em que bairro ficar, já que vou sozinha! Muito obrigada!

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