Chapada dos Guimarães (MT): O que fazer e quantos dias ficar

postado por Marcelle Ribeiro em 03/11/2016 - Atualizado em: 06/11/2017
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Para quem gosta de turismo de aventura e contato com a natureza, a Chapada dos Guimarães (MT) é uma ótima opção no Centro Oeste do Brasil. É pertinho da capital, Cuiabá (76km, ou 1h30 de carro) e tem beleza que não acaba mais.

Eu, o maridão e um casal de amigos estivemos por lá e em Nobres durante um feriadão em abril. Ficamos um dia e meio na Chapada e dois dias em Nobres. Foi pouco tempo para conhecer a Chapada e sei que preciso voltar lá para passar mais uns 2 dias conhecendo as trilhas, grutas e rios que não visitei. Enquanto eu não volto, conto aqui o que dá para fazer em 1 dia e meio e dou outras dicas. Vamos?

 

O que fazer

Antes de tudo, é importante fazer um alerta. A Chapada dos Guimarães é um parque nacional e o ICMBio, responsável pela administração, não permite a visita sem o acompanhamento de guias em vários pontos. Na verdade, apenas o Mirante da Cachoeira Véu de Noiva pode ser conhecido sem a companhia de um profissional. Por isso, é importante procurar um guia com antecedência para organizar seu passeio. Você encontra mais informações na página do ICMBio.

Para alguns passeios é mais indicado ter um 4×4, como no caso da Cidade de Pedras.

Ah, se você está pensando em ir sozinho para a Chapada e se encaixar em um grupo lá, saiba que isso é mais fácil em feriados. Já em épocas menos cheias, pode ser que você não ache um grupo para entrar e aí teria que pagar beeem mais caro para fazer os passeios por agência.

 

Cidade de Pedras

Com certeza, a vista mais conhecida da Chapada dos Guimarães é a Cidade das Pedras, um conjunto de formações rochosas com paredões exuberantes. A combinação das pedras com a natureza torna a visita absolutamente imperdível. A trilha para chegar aos mirantes não é difícil, mas o caminho de carro até ela é bem complicado, com estradas de terra quase sem conservação. Por causa disso, contratamos um guia com um carro 4 x 4, na agência Chapada Off Road.

Esse é um passeio de meio dia de duração (2 a 3h) em que você anda cerca de 2km. A caminhada é plana e leve, mas o calor vai fazer ficar meio esgotado. E acredite, nem o Rio de Janeiro é tão quente quanto Mato Grosso!

A Chapada Off Road cobra R$ 70 por pessoa, mais R$ 80 pelo transporte pelo passeio. Mas se você fizer ele no mesmo dia que outro tour, o Circuito das Cachoeiras, sai mais barato (R$ 100 pelos 2 passeios + R$ 100 pelo transporte, por pessoa). A gente fez o combo e não ficou tão cansativo. No total, andamos 9km naquele dia, mas com direito a muitas paradas para banho. Ah, e o almoço foi um lanche em uma das cachoeiras.

Visual da Cidade das Pedras é de cair o queixo. Foto: Marcelle Ribeiro

Visual da Cidade das Pedras é de cair o queixo. Foto: Marcelle Ribeiro

Admirando a beleza da Cidade das Pedras. Foto: Guilherme Calil

Admirando a beleza da Cidade das Pedras. Foto: Guilherme Calil

Cidade de Pedras. Foto: Marcelle Ribeiro

Cidade de Pedras. Foto: Marcelle Ribeiro

Circuito das Cachoeiras

Sem dúvida, o passeio mais cansativo de toda essa viagem (9km de trilha leve a moderada, em cerca de 5h), mas os banhos de cachoeira compensam – e muito – o esforço da caminhada.

O Circuito das Cachoeiras é formado por 6 quedas d’água (algumas bem baixinhas, outras mais altas) e duas piscinas naturais e apenas uma delas, a Cachoeira da Independência, não tem o banho permitido. As quedas d’água são bonitas, apesar de não impressionarem quem já foi a lugares como Chapada dos Veadeiros e Chapada Diamantina. Porém, vale a pena conhecer, porque é um tour gostoso (ficar molhado naquele calorão é uma delícia!).

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Uma das várias cachoeiras do circuito da Chapada. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Maridão aproveitando uma das cachoeiras do circuito. Foto: Marcelle Ribeiro

Maridão aproveitando uma das cachoeiras do circuito. Foto: Marcelle Ribeiro

Circuito das Cachoeiras. Foto: Marcelle Ribeiro.

Circuito das Cachoeiras. Foto: Marcelle Ribeiro.

Circuito das Cachoeiras. Foto: Marcelle Ribeiro.

Circuito das Cachoeiras. Foto: Marcelle Ribeiro.

Borboleta no Circuito das Cachoeiras. Foto: Marcelle Ribeiro.

Borboleta no Circuito das Cachoeiras. Foto: Marcelle Ribeiro.

No dia desse passeio, começamos a caminhada por volta das 11 horas da manhã (pois das 8h às 11 fizemos o tour Cidade de Pedras) e estava muito calor. Como não tem loja, bar ou restaurante no parque, tivemos que levar lanches e água. Todo o trajeto do Circuito das Cachoeiras tem 7 quilômetros, mas andamos um pouco mais do que isso porque também visitamos a Casa da Pedra, uma gruta esculpida pelo rio.

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Aproveitando a sombra da Casa de Pedra para descansar. Foto: André Vitto

Apesar de longo, é um passeio prazeroso, porque cada mergulho é uma oportunidade de descansar e recarregar as energias. Nosso guia, da Chapada Adventure, nos deu tempo suficiente para parar em todas as cachoeiras (a gente tomou banho em cada uma delas!!).

Esse passeio custa R$ 70 por pessoa na Chapada Adventure e não é preciso carro 4×4 para fazê-lo. Como eu disse acima, se você fizer ele no mesmo dia do Cidade de Pedra, sai mais barato.

 

Cachoeiras da Geladeira e do Maribondo

No nosso segundo dia na Chapada, tivemos apenas até o início da tarde para aproveitar, por causa do horário do nosso voo em Cuiabá. Por isso, decidimos aproveitar passeios mais curtos e que não precisavam do acompanhamento de um guia. Como tínhamos alugado um carro, fomos conhecer as cachoeiras da Geladeira e do Maribondo. As duas ficam bem próximas uma da outra e também do centrinho da Chapada e é possível tomar banho nas duas. Caso você não esteja de carro próprio, não sei se dá para visitar essas cachoeiras, pois as agências que consultei não oferecem passeios para lá.

Em abril, a estrada de terra estava em péssimo estado e foi complicado desviar dos buracos no caminho. A melhor opção é diminuir a velocidade e ir com calma. Chegando lá, a Cachoeira da Geladeira (mais distante) tem estacionamento próprio (R$ 15). Você deixa o carro e encara uma trilha curta, de cerca de 15 minutos.

A água é uma delícia, mas – como bem diz o nome – é muito gelada! Mesmo assim, aproveitamos bastante. É possível levar isopor e lanches para passar o dia inteiro por lá, mas não fizemos isso.

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Você não precisa de guia para visitar a Cachoeira da Geladeira. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, fomos conhecer a cachoeira do Maribondo. Confesso que não gostei tanto assim dessa cachoeira. Você deixa o carro estacionado na estrada de terra e paga apenas R$ 7 para entrar. Como a entrada é mais barata e a trilha é muito tranquila, ela fica muito cheia e a galera aproveita para fazer aquela farofa. Os visitantes levam almoço (comida de verdade!) nos tupperwares e passam o dia inteiro por lá.

Além disso, a água é um pouco barrenta por causa do tipo de solo, o que deixou nossa experiência frustrante.

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A água barrenta da Cachoeira do Maribondo. Foto: Marcelle Ribeiro

Mirante da Cachoeira Véu de Noiva

Outro grande cartão postal da Chapada dos Guimarães é o mirante da Cachoeira Véu da Noiva. Esse passeio foi um dos pontos altos da nossa viagem. A vista é realmente espetacular e ainda tivemos o privilégio de ver o voo de várias araras vermelhas. Elas pousaram em uma árvore bem pertinho da gente!

A maravilhosa Cachoeira Véu da Noiva, cartão postal da Chapada. Foto: Marcelle Ribeiro

A maravilhosa Cachoeira Véu da Noiva, cartão postal da Chapada. Foto: Marcelle Ribeiro

O acesso é super simples e fica na estrada principal que liga a Chapada dos Guimarães à Cuiabá. É possível estacionar o carro e a trilha até o mirante é muito curtinha, de apenas 550m e plana. O único problema é o calor de matar, porque quase não tem sombra. Levamos cerca de 40min para conhecer a cachoeira, que não é aberta para banho.

Nós fomos para lá na mesma manhã em que visitamos as cachoeiras do Marimbondo e da Geladeira, de carro próprio, comum (sem ser 4×4), sem guia, já que este não é obrigatório. Se você estiver sem carro, saiba que as agências de passeios costumam levar até lá de graça, caso você faça um dos seguintes passeios: Circuito das Cachoeiras, Vale do Rio Claro ou Cidade de Pedras. Mas, se você fizer o combo Circuito das Cachoeiras + Cidade de Pedras no mesmo dia, não dá tempo de conhecer também a Véu da Noiva.

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As incríveis araras vermelhas da Chapada dos Guimarães. Foto: Marcelle Ribeiro

O que ficou faltando conhecer

Na próxima vez que eu for à Chapada dos Guimarães, quero passar mais uns 2 dias, para fazer os seguintes passeios:

– Cavernas Aroe Jari e Lagoa Azul

– Vale do Rio Claro

– Descida de caiaque em um dos rios da região.

Para os que têm muiiita disposição e preparo físico, tem também o trekking do Morro São Jerônimo. Saiba mais sobre o nível de dificuldade desses passeios aqui.

Ou seja, para você conhecer tudo da Chapada, vai precisar de uns 3 ou 4 dias.

Tem mais dias? Quer aproveitar para ir tomar banho em rios inacreditavelmente azuis, cristalinos e lotados de peixões lindos? Dê uma esticada até a vila de Bom Jardim, que é um distrito de Nobres, a 166km da Chapada dos Guimarães, que podem ser percorridos em 2h, em uma estrada ótima. Veja todas as dicas desse paraíso aqui. Bom Jardim merece de 2 a 3 dias inteiros de viagem.

 

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Leia também:

Índice de posts sobre a Chapada dos Guimarães

Como ir, onde ficar e o que comer em Nobres / Bom Jardim (MT)

5 razões para você conhecer Nobres (MT)

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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