Nova York – Aeroportos, empresas aéreas e hospedagem

postado por Marcelle Ribeiro em 26/06/2013 - Atualizado em: 08/02/2019
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Um primo meu que foi a Nova York há pouco tempo me disse algo em que  no início não acreditei, mas que comprovei: Nova York tem atrações para preencher quantos dias você passar na cidade. Tem muita coisa bacana para fazer lá! Eu passei 7 dias inteirinhos na Big Apple neste mês de junho e se tivesse mais dias, teria visitado mais lugares legais que não consegui ver. E teria feito algumas coisas com mais calma.

Hoje começo uma série de posts sobre Nova York e vou dar aqui algumas dicas dessa cidade que é uma das mais famosas do mundo. Esta é a segunda vez que passeio por lá. A primeira foi quando tinha 16 anos e fiquei dois dias apenas, numa excursão de adolescentes que comemoravam 15 anos. Ou seja, esta recente viagem teve outro olhar e muito mais tempo.

Dúvidas? À caixa de comentários! 😉

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Os arranha-céus de Nova York. Foto: Guilherme Calil

Quantos dias ficar? – Eu passei 7 dias inteiros, e 8 noites. Deu para ver as principais atrações, passar um dia inteirinho num outlet procurando pechinchas para comprar e conhecer lugares que nem todo mundo visita numa primeira viagem à Nova York (NY), mas que para nós pareciam muito interessantes (como um porta-aviões e uma parte do Brooklyn). Mas eu e meu maridão andamos muiiiiiiito. Se tivéssemos mais tempo na cidade, teríamos feito as coisas com algumas pausas para descansar as pernas, o que nem sempre foi possível desta vez. Teve dia em que saímos do hotel às 10h e voltamos à 1h da matina!

A cidade convida o visitante à rua, especialmente na primavera! É impossível não querer conhecer os parques, os jardins, ver os prédios altíssimos…

Quantos dias, no mínimo, ficar em NY? Honestamente, essa é uma pergunta difícil e para chegar à resposta você tem que se perguntar o seguinte: quão importante são as compras para você? Por que lojas e outlets tomam tempo. E muitas vezes, em NY, entre uma atração e outra você vê uma loja bacana e não resiste! Entra!

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Meu cunhado passou 5 dias inteiros em NY e deixou para fazer as compras na cidade mesmo, em lojas de rua, no fim do dia. Ele conseguiu ver as principais atrações da cidade e ainda aproveitou para ver jogos de basquete e baseball à noite. Eu achei a estratégia dele ótima.

Mas o mais importante é você estabelecer algumas prioridades para você e fazer uma listinha também do que vai fazer “apenas se der tempo”.

Nos próximos posts eu falarei mais do meu roteiro de cada dia, ok?

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Entendendo a cidade de Nova York – Nova York (NY) fica no estado de mesmo nome e é uma cidade dividida em cinco distritos (que os americanos chamam de “boroughs”):

– Manhattan – é a ilha onde 90% das pessoas se hospedam e onde estão 90% dos pontos turísticos que vão te interessar

– Staten Island  – quase não é visitada por turistas

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–  Brooklyn – tem algumas regiões que estão cada vez atraindo mais turistas, com restaurantes charmosos, galerias de arte, Jardim Botânico e parques

– Queens – Onde ficam os aeroportos de LaGuarda e JFK e muitos imigrantes. Tem também um zoológico, mas não costuma atrair turistas.

– Bronx – É um bairro pobre, de maioria negra e hispânica. Dizem que é o distrito menos seguro de Nova York.

Ou seja, você vai passar a maior parte do seu tempo em Manhattan e um pouco no Brooklyn. Então o melhor é ficar hospedado em Manhattan. O Brooklyn é mais barato, mas também é mais distante da maioria das atrações. Muita gente que vai a Nova York pela primeira vez não vai ao Brooklyn, porque muitas vezes não dá tempo. E muita gente que vai pela segunda vez à NY fica hospedada no Brooklyn, para economizar na hospedagem e conhecer lugares que não estão no circuitão turístico.

 

Nova York e seus cinco distritos

Nova York e seus cinco distritos

Os bairros de Manhattan – Agora que você já entendeu sobre os cinco distritos que formam a cidade de Nova York, é hora de entender melhor sobre o mais importante desses distritos, a ilha de Manhattan. Ela é dividida pelos nova-iorquinos em três grandes áreas:

– Uptown – É a parte ao Norte. No extremo Norte fica o bairro do Harlem, tradicionalmente de população negra e dizem, não muito seguro. Também em Uptown fica o Central Park, que é enorme. Entre o Rio Hudson e o Central Park (do lado esquerdo, portanto), fica a região de Upper West Side, habitado por gente moderna e elegante. E à direita do Central Park, perto do East River, fica o Upper East Side, a área mais chique e cara da cidade, onde vivem celebridades, magnatas e políticos.

– Midtown – É a parte do meio da ilha. É lá que ficam muitas das atrações turísticas que você vai querer visitar, como Times Square, Broadway, Empire State Building, MoMA, Rockefeller Center e uma penca de hotéis.

– Downtown – É a parte mais ao Sul da ilha. No extremo Sul (Lower Manhattan) fica a Bolsa de Valores e uma área mais comercial e de negócios. Mas nesta parte da cidade também existe uma região cheia de galerias de arte e lojas (bairros de Soho e Tribeca). O bairro de Nolita atrai latinos. O de Chinatown é onde vivem os orientais e para onde vão os turistas que buscam produtos baratíssimos (e na maioria das vezes, falsificados). Little Italy é o bairro dos imigrantes italianos. Greenwich Village e Chelsea são os bairros dos descolados, das baladas, dos restaurantes charmosos e dos artistas. Os dois também são os preferidos dos gays.

Bairros de Manhattan, Nova York

Bairros de Manhattan, Nova York

Empresas aéreas que voam entre o Brasil e Nova York – Nosso voo de ida de São Paulo para Nova York foi comprado com milhas da Gol. Gastamos 25 mil milhas por pessoa para emitir a passagem de ida pela Delta Airlines, empresa americana parceira da Gol, sem escalas. A emissão é feita pelo próprio site da Gol, mas quem opera o voo é a Delta. Pagamos apenas a taxa de embarque. Quando procuramos passagens para fazer o trecho de volta, Nova York-Rio de Janeiro, as seguintes empresas aéreas operavam neste trajeto: Delta, American Airlines, Tam, United Airlines, TACA (empresa sulamericana, parceira da Avianca, que costuma ter escalas no Peru e em El Salvador), Copa Airlines (empresa do Panamá, que opera entre EUA e Brasil com escala na Cidade do Panamá), US Airways (empresa americana) e Avianca Internacional (empresa colombiana, que costuma ter escalas em Bogotá). A Aeroméxico tem voos entre Nova York e São Paulo com escala no México, mas não voa para o Rio.

Nosso voo de ida foi pela Delta e foi tranquilo. A comida é normal, nada demais. Serviram um jantar e o café da manhã. Tinha telinha de TV individual com filmes novos, alguns dublados em português.

Nós voamos de volta para o Brasil pela Copa Airlines, porque era a que tinha o menor preço. Fizemos uma rápida escala na Cidade do Panamá. A primeira parte do voo, de NY para a Cidade do Panamá, não foi muito boa, porque apesar de ser um voo internacional, de mais de 5h de duração, não havia telas de TV individuais e a comida servida era bem estranha. Pedi frango e ele veio com um macarrão completamente branco, quase transparente (e eu não comi!). Havia poucos comissários de bordo e só fomos servidos duas horas depois do avião decolar. Mas no voo Cidade do Panamá-Rio de Janeiro tinha telinha de TV individual, filminho e comida boa.

Das empresas citadas acima, já havia voado também pela TAM e pela Avianca Internacional, quando fui para Bogotá. As dua são excelentes.

Aeroportos de Nova York ou perto de Nova York – Há dois aeroportos dentro da cidade de Nova York: LaGuardia, que fica no borough (distrito) de Queens, a 13km de distância de Manhattan e o John F. Kennedy (JFK), que também fica no distrito de Queens, mas fica mais distante de Manhattan, a 24 km. Além disso, há o aeroporto Newark Liberty International, que fica no estado de Nova Jersey, a 25 km de Manhattan. De todos eles saem voos para o Brasil, mas o que concentra mais voos para terras brasileiras é o JFK.

Como ir do seu aeroporto para Manhattan – Eu fui do JFK para o meu hotel, no bairro de Murray Hill, em Manhattan, de metrô, seguindo as instruções do meu blogueiro de viagens preferido. Veja as dicas que ele deu aqui. 

Na volta, como estávamos com duas malas pesadas, pegamos um dos shuttles recomendados pelo blogueiro Ricardo Freire também e deu super certo. Chegamos até mais cedo do que o previsto no aeroporto.

Onde se hospedar – Nova York tem muitos, muitos hotéis. E prepare-se, porque mesmo os mais simples são bem caros. A cidade constantemente é eleita como a mais cara do mundo no quesito “hospedagem”. Quartos pequenos são bem comuns. E mesmo os albergues são caríssimos. Por isso, reserve uma boa parte do seu tempo de planejamento de viagem para achar um hotel com preço acessível e em região que agrade. Um post que me ajudou bastante a ter uma ideia de localização e de hotéis na cidade foi este aqui, do Viaje na Viagem.

Nós nos hospedamos em dois hotéis durante a nossa estadia em junho. Na primeira parte da viagem, dormimos 7 noites no Ramada Eastside, que fica em Midtown, mas fora do burburinho turístico, num bairro residencial chamado Murray Hill. Inicialmente, a gente até preferia ficar mais na muvuca turística de Times Square, mas estava muito caro. Este foi um hotel que nos pareceu bom, tinha boas avaliações de visitantes no site Trip Advisor e o preço não estava exorbitante (pagamos uns US$ 1.500 por um quarto de casal para 7 noites).

Adoramos o Ramada Eastside. Nosso quarto era um standard de casal, mas era de um tamanho bom, com espaço para abrirmos as malas, mesinha e cadeira, armário, TV com vários canais, ferro de passar, cofre e um banheiro legal. Tinha carpete, mas isso não atrapalhou em nada. Tinha também aquecedor/ar condicionado. O café da manhã era básico, mas deu pro gasto: ovos cozidos, cereais, leite, café, sucos (de máquina), bagels, pães, croissants, geleias, cream cheese, waffles, algumas frutas e iogurte. Nada de ovos fritos e bacon, graças a Deus! rsrsrs

A localização também foi boa para nós: pertinho de duas estações de metrô, com alguns restaurantes no entorno (muitos indianos, que não provamos, mas também havia pizzaria, lanchonete e algumas boas opções para comer comida de verdade). Não tinha muvuca de turista na porta, o que por um lado ajudou a conhecer a cidade “de verdade”.

A minha única crítica é que o sinal do wifi era bem ruim.

Depois de dois dias na cidade de Boston, dormimos uma noite em outro hotel de Nova York, antes de pegar o nosso voo para o Brasil, o Econo Lodge Times Square. Este hotel fica em Times Square e foi indicado por duas amigas. Ficamos lá porque para o dia em que orçamos ele apresentava o melhor preço em Midtown. Só que o nosso quarto era minúsculo! Quase não conseguimos abrir as malas no chão. Além disso, o quarto todo era mais velho, com toalhas meio puídas.

O café da manhã ficava disponível para os hóspedes numa bancada em frente à recepção, e havia lugar apenas para umas 8 pessoas sentarem. Mesmo assim, era bem estranho: a gente estava comendo e  o povo chegando e passando por nós para fazer o check in…. Tinha pães, croissants, queijo, cream cheese, geleia, iogurte, suco e café.

Em compensação, o sinal do wifi era ótimo e a localização também: dava para ir andando à Times Square, ao metrô, a várias lojas e a restaurantes.

Quando ir a Nova York? – Eu fui a Nova York no final da primavera, em junho, mas não escolhi esta época por nenhum motivo. Era apenas a época em que eu podia viajar. O clima estava bom. Houve dias em que usamos bermudas! Mas pegamos dois dias de chuva (e numa tarde, um temporal desabou sobre nós, estragando a programação). Amigos que foram no verão dizem que faz muito calor nesta época do ano. E conheço gente que foi no final do outono, quase inverno, que conseguiu aproveitar bem a cidade, apesar do frio. Veja as temperaturas médias de Nova York no site do The Weather Channel.

 

Veja o índice dos posts sobre Nova York

 

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Comentários

  1. Shirley
    20 set 2014

    Ola Marcelle..
    Amamos as dicas do seu blog..Vamos pra Nova York em Fevereiro/2015…e nos preparando já…
    Obrigada pelas dicas!!!

  2. Elisabete
    09 maio 2015

    Oi Marcelle, gostei muito do seu blog. Vc é detalhista e escreve muito bem. Fez uma narração clara e objetiva. Vou pra NY em Junho 2015, e com certeza muito do que li aqui irá me ajudar. Obrigada

  3. Betânia
    12 fev 2016

    Melhor blog!! Obrigada pelas dicas!

  4. Iara
    24 ago 2016

    Vou deixar um elogio, pq merece muito. Adorei a forma como vc escreve: uma leitura agradável, rica em detalhes, me fez sentir como se já estivesse em NY. Você não tem ideia de como está me ajudando. Muito obrigada!

  5. Samuel
    14 mar 2017

    Boa tarde,

    Estava a pensar alugar uma casa, visto que vamos com mais pessoas e podemos poupar na estadia significativamente. Tenho um apartamento bem bom a 10 minutos do Centro Comercial Jersey Gardens. Seria uma boa opção?
    Obrigado.

    • 17 mar 2017

      Oi, Samuel! Se a sua ideia for aproveitar Nova York, não te recomendo ficar na região do Jersey Gardens. É bem distante de Manhattan e você teria um gasto maior de transporte (sem contar o tempo para chegar até Nova York). Agora, se o objetivo for só fazer compras, alugar um apartamento a 10 minutos do Jersey Gardens pode ser uma boa alternativa. Se você tiver mais detalhes, posso tentar te ajudar mais nesse planejamento.
      Abraço!

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