Passeio perto de São Paulo – Templo budista em Cotia

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 17/02/2016
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Eu não sou budista, mas acho lindos os templos de quem pratica essa religião e adoro as imagens de budas coloridos. E na semana passada, visitei um templo budista muito bonito numa cidade pertinho de São Paulo, chamada Cotia.

O templo Zu Lai transmite uma baita serenidade aos visitantes e tem muitas coisas curiosas. Logo na entrada, você vê a imagem de um buda gordinho, orelhudo e sorridente, super simpático.

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Buda sorridente e gorducho na entrada do Templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

Depois, há mais uma imagem bonita, colorida, serena.

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Imagem no templo budista Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

Imagem no templo budista Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

E em seguida você vê uma das coisas mais legais do templo, o jardim dos 18 Arhats.  Os Arhats são monges iluminados que abandonaram todas as paixões e desejos das coisas do mundo e superaram a ganância, a raiva e a ignorância e, por isso, viraram inspiração para os budistas.

Arhat significa merecedor, honrado, digno. Diz o site do templo Zu Lai: “A diferença entre um Arhat e um Buda é que o Buda alcança a iluminação por si mesmo, enquanto o Arhat atinge-a por seguir os ensinamentos de outrem”.

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Panorâmica da entrada do templo e do jardim dos 18 Arhats. Foto: Caio Ribeiro

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Jardim dos 18 Arhats e a entrada do templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

Diz a lenda que o Buda, quando estava prestes a deixar o mundo físico, designou 16 Arhats (dentre um grupo de mais de 500) para cuidar de seus ensinamentos. O Buda pediu que eles recebessem as oferendas que as pessoas lhe fizessem. Fazendo oferendas, os doares ganhavam méritos. E para receberem mais oferendas, os Arhats usaram seus poderes sobrenaturais e prolongaram suas vidas, virando seres eternos. Durante a Dinastia Tang, na China, mais dois Arhats foram incorporados ao grupo. Por isso, agora são 18 monges iluminados.

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Eles foram colocados na entrada do Templo Zu Lai devido à sua capacidade de repelir o mal e estão vigiando atentamente o local. Alguns têm uma cara mal humorada, outros são mais simpáticos.

No site do Templo Zu Lai há a explicação sobre quem foi cada um dos 18 Arhats. Se você tem um smartphone, abra o site deles durante a sua visita, para entender melhor. Se não, imprima em casa a explicação e leve para o templo. É que no local não há monitores de visitas, apesar de alguns praticantes da religião às vezes se oferecerem para explicar o significado das coisas para os visitantes.

Esse Arhat abaixo está subjugando um tigre. Na verdade, ele controlou o tigre feroz (os desejos, a cobiça, a raiva e o ódio da mente) que vivia dentro dele. A lenda diz que ele foi um nobre general que reverenciava muito o Buda e foi estimulado pelo rei a se tornar monge. A tradição afirma que, depois de virar monge, ele, por compaixão, alimentava os tigres da redondeza e estimulava os outros monges a fazer o mesmo, para que os tigres deixassem de ser uma ameaça.

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Arhat subjugando o tigre, no templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

O Arhat abaixo é um monge que antes de entrar na vida monástica havia sido adestrador de elefantes. “No budismo, o elefante é símbolo da força que suporta as mais duras tarefas e da capacidade de percorrer longas distâncias”, diz o site do templo Zu Lai.

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Arhat adestrador de elefantes no Templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

Antes de subir a escadaria para o templo, veja, do lado das imagens dos 18 Arhats, as estátuas de aprendizes de Buda (pelo menos acho que é isso que as estátuas são). Parecem crianças. São muito fofas!

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Baby Buda dormindo. Foto: Marcelle Ribeiro

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O templo propriamente dito é bem simples, bem menos colorido que outro que visitei quando fui à cidade de Três Coroas, no Rio Grande do Sul. Mas é bonito também.

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Imagem de leão na porta do templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

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Entrada da Sala de Cerimônias do Templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

 

Na entrada da Sala de Cerimônias, há uma senhora que orienta os visitantes e pode tirar dúvidas sobre o que você está vendo. Ela é muito simpática e nos explicou como fazer um ritual de ofertar um incenso. Na porta da Sala de Cerimônias você pode pegar um papel enroladinho com o Darma, uma palavra de sabedoria. Dentro da sala, você verá duas paredes enormes cheias de imagens de Budas em miniatura iguais, com nomes diferentes. A budista orientadora do templo disse que as imagens eram homenagens a pessoas que ajudaram o templo. Mas um amigo fotógrafo que foi ao local disse que, na verdade, atrás de cada imagem há as cinzas de budistas que morreram e foram cremados.

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Meu irmão fazendo o ritual de oferta de incenso. Foto: Marcelle Ribeiro

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A Sala de Cerimônias do Templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

 

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A parede cheia de imagens de Buda na Sala de Cerimônias. Foto: Marcelle Ribeiro

O templo ainda tem um museu pequenino, mas super interessante, com imagens lindas e algumas explicações sobre elas. Lá eu aprendi, por exemplo, que a suástica não tem necessariamente um significado negativo (Hitler se apoderou do símbolo e mudou o significado dele durante o Nazismo). Uma pena que não é possível tirar fotos dentro do museu.

Além disso, o templo tem uma lojinha e um restaurante onde você pode comer um dos deliciosos pães recheados fabricados pelos monges budistas. Nós provamos um pão doce de amendoim (R$ 4) que estava maravilhoso, mas há pães salgados também. O local também serve almoço, mas só comida vegetariana (e dizem que ela é maravilhosa!).

Na saída, não deixe de ver o lago do templo, com tartarugas, e um jardim lindo em volta.

Jardim e lago do Templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

Jardim e lago do Templo Zu Lai. Foto: Marcelle Ribeiro

Para visitar o templo com calma, nós levamos 2h30 (fora o tempo de chegar lá).

Ah, observe que os budistas pedem que você siga algumas regras enquanto estiver lá. As principais delas são:

– Não vá com roupas inadequadas (Decote, regatas, bermudas, chinelos…)

– Não faça barulho (Não se exceda falando alto ou fazendo algazarra)

– Não fume absolutamente em nenhum local do templo

– Não se deite ou assuma postura desleixada em qualquer dependência

– Não fotografe nem filme as práticas e cerimônias sem autorização prévia

– Não faça piquenique em área alguma

– Não ostente intimidades (beijos, abraços e carícias);

Tempo Zu Lai:

http://www.templozulai.org.br/

Entrada: Gratuita.

Horário de visitação: De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h. Segundas-feiras: Fechado (Mesmo se feriado). Se você for num grupo com menos de 10 pessoas, não é preciso agendamento prévio. Se for com mais de 10 pessoas, deve agendar antes pelo site.

Endereço: Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461 (no Km 28,5 da Rodovia Raposo Tavares), Cotia, SP. Tel: 55 (11) 4612-2895 | Fax: 55 (11) 4702-5230.

É possível ir ao Templo Zu Lai de ônibus. Na Estação Butantã do metrô de São Paulo (linha amarela) vá ao ponto de ônibus que fica na Praça Waldemar Ortiz (atrás da estação). Pegue o ônibus “Pinheiros-Cotia” e desça no quilômetro 28,5 da Rodovia Raposo Tavares. Ande poucos metros no acostamento da via no sentido São Paulo até chegar à Estrada Municipal Fernando Nobre. Ande 1.461 metros na Estrada Fernando Nobre, onde à sua esquerda estará o templo.

Aos domingos, um ônibus gratuito (ida e volta) é disponibilizado pelos discípulos do templo. Na ida, esse ônibus grátis sai da da Rua Dr. Rodrigo Silva, ao lado da loja Ikesaki, próximo à estação Liberdade do Metrô de São Paulo. Esse ônibus sai às 8h30. Porém, o horário de retorno é às 16h, do Templo Zu Lai para a mesma Rua Dr. Rodrigo Silva. Ou seja, só vale a pena para quem quer passar o dia inteiro no templo.

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Comentários

  1. Mari
    23 out 2013

    Oi! Só passando para confirmar que o almoço é excelente (E olha que não sou vegetariana)! Moro em Cotia, bem próximo ao templo, e sempre que dá vou passear por lá (Especialmente na área daquele jardim aos fundos do templo). É de uma paz tremenda.

  2. francimar
    30 jan 2017

    muito bonito mesmo como faço para visitar esse lugar.

    • 05 fev 2017

      Oi, Francimar,

      Eu fui de carro, mas dá para ir de ônibus também. Na Estação Butantã do metrô de São Paulo (linha amarela) vá ao ponto de ônibus que fica na Praça Waldemar Ortiz (atrás da estação). Pegue o ônibus “Pinheiros-Cotia” e desça no quilômetro 28,5 da Rodovia Raposo Tavares. Ande poucos metros no acostamento da via no sentido São Paulo até chegar à Estrada Municipal Fernando Nobre. Ande 1.461 metros na Estrada Fernando Nobre, onde à sua esquerda estará o templo.

      Aos domingos, um ônibus gratuito (ida e volta) é disponibilizado pelos discípulos do templo. Na ida, esse ônibus grátis sai da da Rua Dr. Rodrigo Silva, ao lado da loja Ikesaki, próximo à estação Liberdade do Metrô de São Paulo. Esse ônibus sai às 8h30. Porém, o horário de retorno é às 16h, do Templo Zu Lai para a mesma Rua Dr. Rodrigo Silva. Ou seja, só vale a pena para quem quer passar o dia inteiro no templo.

      Abraço,

  3. ivonete
    17 mar 2017

    olá, gostaria de saber se é verdade que tem um ônibus que sai do metro liberdade para o templo????

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